Notas iniciais


Foi rápido, não?! º_-

Xerim!!

Sakura estava com um bico maior que a ponte do País das Ondas. Enquanto terminava de arrumar os cabelos, praguejava contra tudo e todos.

- Qual é, nee-chan, não é tão ruim assim! – Naruto tentou acalmar a irmã.

- Não é tão ruim? NÃO É TAO RUIM! – esbravejou e atirou a escova, sorte de Naruto por ter movimentos rápidos. – Eu estou vestida com um projeto de vestido e, como se não fosse o suficiente, chego do colégio para descobrir que o meu não-querido noivo virá jantar aqui hoje juntamente com a família!

- O vestido não é tão ruim. – Naruto disse reflexivamente, e dessa vez não conseguiu desviar do travesseiro que o atingiu em cheio a fuça.

- A baa-chan e a kaa-chan não sabem fazer compras! O vestido está um palmo mais curto do que eu gosto e tem muito decote. Tudo isso fora as lantejoulas! E isso para não falar que se eu ganhar mais um quilo ele não serve mais! E os saltos?! Eles são mortais!

- Eu tenho de concordar com você, Saky-chan! A roupa que elas compraram para mim deixou-me parecendo um oficial da marinha! – disse rindo.

- Você irá usá-la? – indagou, mordendo os lábios.

- Não nesta vida! – fez a maior cara de ofendido.

- E o que faremos? – indagou esperançosa. Seu irmão sempre tinha um plano nos momentos de aperto.

- Consegui dá uma escapada e comprei umas roupas para mim... e para você, estão no closet. – disse com um sorriso vitorioso.

Mal terminou de falar, Sakura correu até lá. Encontrou duas sacolas, as abriu e deu uma gargalhada feliz. Correu para o banheiro para provar os itens. Um vestido preto de alças que marcava sua silhueta, sem parar sua respiração, e só um pouco acima dos joelhos, sendo estilo rodado... e sem nenhuma lantejoula, graças a Kami-sama! E uma bota preta cano longo com um salto andável... Perfeito!

- Obrigada, nii-chan! – disse ao sair do banheiro. Correu para abraçá-lo.

- Não foi nada! Agora me deixe ir me arrumar para ficar ainda mais gato, para a minha noivinha!

- A sua modéstia me comove, Naru!

- Eu sei, eu sei! Ela me comove também! – disse com um falso suspiro.

- Vá se arrumar logo, ou irá atrasar-se para o jantar! – disse empurrando o irmão do quarto.

- Puxa! É assim que você trata o herói da noite?

- Sim! Mas, prometo conseguir quantos rámem você quiser até o fim de semana!

- Trato aceito. – disse correndo do quarto. Sakura riu. Quando se tratava do estômago, seu irmão era uma causa perdida.

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A família Hyuga e a família Uchiha chegaram ao mesmo tempo ao Palácio do Fogo e foram encaminhadas à sala de estar.

- É bom revê-lo, Hiashi!

- Igualmente, Fugako! – os patriarcas cumprimentaram-se, enquanto acompanhavam suas respectivas famílias para se acomodarem nos três sofás, embora Sasuke, Neji e Itachi optassem por sentar nas poltronas. – Mas, o que vocês fazem aqui hoje? – indagou, ocultando o interesse na voz.

- A noiva do meu filho caçula voltou e, por algum motivo, tornou-se protegida do nosso Rei e Rainha. – disse sem ocultar o orgulho de sua nora ser tão importante. – E vocês, meu amigo?

- Bem, ontem recebi uma proposta de casamento para Hinata e aceitei. – disse quase enigmático, o que atiçou a curiosidade de Fugako e Mikoto.

- Sim? – indagou erguendo uma sobrancelha.

- Sim.

- E quem fez a proposta?

- O Príncipe herdeiro do País do Fogo! – respondeu com um sorriso.

- Você andou bebendo, Hiashi? – Fugako questionou o amigo.

- Não! – disse simplesmente.

- Mas...

- Ele está falando a verdade, tou-san! O Príncipe Naruto apareceu tem uns dias, mas, só foi descoberto ontem. – Sasuke disse, com uma voz monótona.

- E porque eu não fiquei sabendo disso? – perguntou indignado, afinal ele é um Duque, deveria ser um dos primeiros, a saber, dessas coisas.

- Quase ninguém sabe disso, Duque de Sharingan, porque é assim que meu filho deseja, por enquanto! Mas, logo todos saberão da volta de meu herdeiro. – Minato disse num tom que não permitia debate sobre o assunto.

- Certamente, majestade! Perdoe-me pela insolência! – apressou-se em desculpar-se. Minato lançou-lhe um olhar avaliador por um instante e assentiu com a cabeça.

Minato, Kushina, Tsunade e Jiraya, que foi devidamente apresentado a todos, iniciaram uma conversa com os convidados enquanto esperavam o jovem Príncipe e a Duquesa.

Alguns minutos depois, ouviram passos se aproximando e todos viraram para olhar a entrada da sala. Kushina franziu o cenho, não havia sido aquelas roupas que comprará para os filhos... mas, tinha de admitir que estavam lindos. O vestido realçava o tom alvo da pele e os olhos verdes-esmeraldas de Sakura. A bota dava a impressão de que suas pernas eram mais longas.

E o seu menino? A calça social preta feita sob medida, juntamente com uma camisa branca de botão e mangas compridas, estavam impecáveis. Mas, o que realmente a surpreendeu foi o sapatênis todo preto, até mesmo os cadarços, o tornando social e ao mesmo tempo confortável. A Rainha ficou se perguntando onde eles encontraram os vestuários.

- Deu-se bem, ototo! – Itachi sussurrou para Sasuke, e por incrível que parecesse, não foi uma provocação. O jovem Uchiha estava tão concentrado na noiva que apenas afirmou com a cabeça.

- Eu gostaria que vocês conhecessem meu filho, Naruto Uzumaki e minha protegida, aquém minha esposa e eu, consideramos como uma filha, Sakura Haruno, Duquesa de Cheri. – Minato os apresentou com ar orgulho, passando um braço pelo ombro de ambos os jovens.

Todos fizeram uma reverencia, reconhecendo a posição do loirinho e da rosada. Logo depois, instalou-se um silêncio incomodo. Ninguém sabia o que falar...

- Bem, já que todo mundo nos viu, nos conheceu e nós os vimos e os conhecemos... será que podemos comer agora? Estou morrendo de fome! – Naruto reclamou, passando a mão na barriga de forma dramática.

- Você comeu uma porção de rámem não tem nem uma hora, Naruto! – o avô repreendeu.

- Ah, jii-san, mas, só foi uma porção! – reclamou. Seu avô sabia que para saciá-lo por um tempo teria de ser pelo menos três porções.

- Prepare-se, Hina, pois ele sempre foi assim. – Sakura brincou com Hinata.

- Sorte a minha que ele é rico, então! – comentou entrando na brincadeira.

- Verdade, ou vocês iriam à falência! – disse e caiu na risada sendo acompanhada por todos, menos Naruto, que estava com um bico fofo de indignado, Sasuke que apenas olhava para a noiva, ainda atordoado. E Neji, que estava lembrando-se que, depois de toda a confusão em que viu os amigos, resolveu chamar a noiva para terem uma conversa sobre seu relacionamento, ele só não esperava que ela o agarrasse e tomasse seus lábios em um beijo apaixonado... “Cara e que beijo, se soubesse que ela tinha todo esse fogo teria chamado-a para conversarem muito antes”, pensou com um sorriso bobo!

O jantar transcorreu sem problemas, regado a assuntos chatos, mas, de suma importância para o bom desempenho do país.

- Hiashi-sama, será que posso ter um momento para conversar com minha prometida, a sóis? – Naruto disse tão formal que Sakura teve de segurar o riso.

- Oh, claro, Vossa Alteza, mas, não é de bom tom uma dama ficar a sóis com um rapaz! Levem a Hanabi com vocês!

- Certo! – disse dando a volta à mesa e ajudando as irmãs a levantarem, como um bom cavalheiro que sempre foi... lá no fundo.

- Eu gostaria de falar a sóis com minha noiva, também, se Vossas Majestades me permitirem! – Sasuke disse olhando o casal real. Percebendo pelo canto do olho o olhar assassino que Sakura lhe enviou.

- Claro, meu jovem! Mas, leve alguém sim? – Minato disse com um sorriso gentil.

- Não será necessário, o que tenho a tratar com minha noiva não demorará! – respondeu cortês.

- Se eu fosse você, levaria pelo menos um guarda, rapaz! Do jeito que minha neta está te olhando, ela deve ter planos de ficar viúva antes do casamento! – Jiraya brincou, abafando uma risada, e acabou recebendo um olhar sujo da neta.

- Não se preocupe, senhor, saberei lidar com minha noiva! – Sasuke disse cortês. Mas, sentiu-se vacilar ao receber um sorriso doce da rosada. “Talvez, não fosse uma má idéia, afinal, levar um guarda, ou dois.” Foi retirado de seus pensamentos, quando sua noiva ficou de pé e começou a sair do salão de jantar. Ficou em pé rapidamente e a acompanhou.

Sakura pisou duro até a biblioteca, sabia que Naruto não estaria lá, pois vira quando ele tomara o caminho para a saída lateral. Provavelmente, foram aos jardins do palácio, onde ele teria muito espaço para poder subornar a irmãzinha da Hina com alguma coisa e seguirem trilhas separadas, até voltarem a entrar.

Entrou e deixou a porta aberta para o moreno que vinha logo atrás. Virou-se de frente para ele quando ouviu o som da trava da porta.

- O que pensa que está fazendo? – exigiu ríspida.

- Garantindo que não seremos interrompidos! – respondeu calmamente e se aproximou. Sakura podia jurar que seus movimentos assemelhavam-se a de uma pantera. Deu alguns passos para trás.

- Não precisa chegar muito perto, Uchiha! – disse acenando com uma das mãos em frente ao corpo, como se pudesse espantá-lo para longe.

- Está com medo de mim, Duquesa? – indagou com um sorrisinho sínico.

- Não. Só não gosto que invadam meu espaço pessoal! – com mais um passo para trás, ela sentiu-se bater em algo. Olhou: a parede. Estava encurralada, pois ele havia se aproximado mais e estava bem na sua frente, agora. Tão perto que era possível sentir sua respiração em seu rosto.

- E quanto a você invadir meu espaço pessoal na escola?

- Homens não têm espaço pessoal!

- Quem disse?

- Suas ações!

- Pois este aqui tem! E essa invasão não passará em branco. – falou, aproximando-se mais. A rosada engoliu em seco.

- O que você quer?

- Minha sanidade de volta! – resmungou. Desde o beijo na escola, não pensava em outra coisa.

- Heim?! – indagou confusa. Entretanto, tudo o que teve como resposta foi à pressão dos lábios macios do moreno sobre os seus. Logo, a língua masculina estava pedindo passagem, recebeu um pouco de resistência no inicio, mas, não durou muito. Ambos estavam tão entregues ao beijo que quando se separaram em busca de ar, Sakura se surpreendeu ao perceber que estava, praticamente, pendurada no noivo. Seus braços envolta dos ombros dele, sentiu que estava nas pontas dos pés, também. Já os braços dele estavam entorno de sua cintura, apertando seus corpos juntos. Fazendo-a sentir seu corpo desperto.

- Solte-me, Sasuke! – exigiu tentando, inutilmente, afastar-se. Sua face estava muito corada.

- Não quero! – resmungou, enquanto distribuía beijos por seu pescoço.

A rosada soltou um pequeno gemido e, mesmo a contragosto, inclinou um pouco a cabeça, dando mais acesso a ele. As mãos do moreno passeavam por seu corpo, pondo-o em chamas. Mas, esse jogo era para dois, e ela, com um pequeno empurrão, fez com que ele caísse sentado no sofá, sentando-se em seu colo. Começou a distribuir beijos por todo o pescoço dele e, num momento incoerente, começou a fazer movimentos sobre o membro rijo do moreno, trazendo prazer aos dois.

Em pouco tempo ambos os jovens estavam apenas com suas roupas intimas. Sasuke sabia que deveriam parar, pois a qualquer momento alguém poderia vir chamá-los e, mesmo que a porta estivesse trancada, seria constrangedor. Mas, não tinha forças para isso. A rosada estava tão entregue, e, talvez, se fizessem isso a tiraria de vez de seu sistema. E pela forma como ela estava portando-se, nem deveria ser mais virgem.

Sakura não era mais senhora de seu corpo. Seus instintos estavam governando nesse momento. Um alarme apitava em algum recanto de sua mente, avisando que não deveria fazer isso, mas, não conseguia parar. Nunca havia sentido nada como isso antes. Também, pudera, era virgem! Ele era seu noivo, mais cedo ou mais tarde teriam de fazê-lo, então, por que não agora? E sua decisão foi tomada.

Sasuke deitou a rosada no sofá de couro e deitou-se por cima dela, distribuindo beijos por todo seu corpo. Retirou seu sutiã e tomou o mamilo direito na boca, enquanto os dedos brincavam com o esquerdo. Sakura levou as costas da mão à boca para abafar os gemidos. Logo, o moreno trocou de mamilo, até que ficou satisfeito com os dois picos durinhos. Subiu sua boca a da rosada e a capturou num beijo apaixonado. Sua mão desceu até seu centro feminino para testar sua prontidão para recebê-lo. Estava muito úmida e isso fez com que perdesse o pouco de bom senso que lhe restava. Retirou-lhe a calcinha e posicionou-se entre as pernas dela e, numa única investida, penetrou-a. Ele a ouviu soltar um grito abafado de dor.

Sakura jurava que foi rasgada ao meio. “Puta que pariu! Porque é que as meninas fazem isso, caramba?!” ela podia sentir algumas lágrimas caírem pela lateral dos olhos e se misturarem com os cabelos. Quando sentiu que Sasuke ia levantar-se, o abraçou fortemente pelos ombros e enterrou seu rosto no pescoço dele.

- Porque não me disse que é virgem? – ele perguntou num tom meio perplexo, mas, não fez menção de se mexer, o que fez a rosada relaxar um pouco.

- Eu era, não sou mais! – disse escondendo o embaraço com sarcasmo. Pigarreou. – Quer fazer o favor de terminar logo, antes que alguém apareça!

- E você quer parar de ser tão evasiva comigo! – disse ríspido.

- Ótimo! Então saia de mim que encontrarei alguém que termine isso para você...

- Ninguém! Ouviu bem, ninguém, nunca, irá tocar em você além de mim! – Sasuke pontuou cada palavra com uma forte investida, fazendo o corpo de Sakura, que já havia se acostumado com seu tamanho, arrepiar-se com o prazer que estava sentindo. – Você é minha, Sakura! – rosnou possessivo. Ele não sabia de onde vinha aquela possessão, e não ligava, também. Só queria ouvi-la confirmar, precisava de sua confirmação. – Diga! – exigiu com uma investida mais forte que levou a ambos mais próximos ao orgasmo.

- Sim, Sasu! Aaaahhhh....Assim... como você...é meu! – disse entre gemidos. Sasuke teve de rir. Só ela para dar seu próprio complemento.

- Sim, minha flor, eu sou seu! – respondeu e seus movimentos ficaram frenéticos, até que ambos gritaram seus orgasmos. Sasuke, nunca ficara mais feliz pela biblioteca ser a prova de som, a menos que a janela ou a porta estivessem abertas, o que não estavam.

---***---

Naruto andava ao lado de Hinata, por uma das trilhas do jardim. Assim que pisaram fora do palácio, Hanabi nem esperou o cunhado sugerir um suborno, apenas olhou-o com um sorriso e disse:

=Quando vocês se casarem, eu virei morar aqui, com vocês! – e saiu andando, desaparecendo por outra trilha.

- Por que sua irmã quer vir morar conosco? – Naruto indagou, depois de andarem em silêncio por alguns instantes. Hinata corou um pouco.

- Acho que para livrar-se de um casamento por conveniência estabelecido por nosso pai!

- Como assim? – indagou confuso.

-Hanabi vir morar conosco, significa que teremos sua guarda, portanto, escolha sobre com quem se casará futuramente! – concluiu simplesmente. Já estava tão acostumada a cuidar da irmãzinha de dez anos que não ficou surpresa com o pedido dela.

- Você não parece surpresa! – Naruto falou, como se adivinhasse seus pensamentos. Ela o olhou e percebeu seu sorriso conhecedor. Sorriu de volta.

- Acho que já esperava por esse pedido. Quando eu era pequena, papai estava sempre ocupado com as empresas e mamãe com as aparências na sociedade, então, eu ficava muito tempo com as empregadas. – eles sentaram-se num banco que estava embaixo de uma grande árvore. Ela não queria encará-lo, ainda, então, olhou para as estrelas, admirando-as. – Quando Hanabi nasceu eu tinha apenas sete anos, mas, já sabia o que era a solidão e não queria que ela sentisse o mesmo. No inicio, eu tentava ser apenas a melhor irmã mais velha, mas, em algum ponto no caminho, Hanabi passou a ver em mim a imagem de uma mãe. Eu tentei falar com mamãe sobre isso, mas, ela não ligava. Então, apenas, continuei a cuidar dela!

- Tudo bem, meu anjo, eu entendo! – Naruto disse, segurando o queixo dela para virar seu rosto para si. Seus olhos se encontraram. – Assim como é perceptível que você não quer deixá-la para trás!

- Está tão na cara? – perguntou corando. O loiro sorriu.

- Sim. E eu farei qualquer coisa para te fazer feliz, Hinata! – concluiu sério. A morena-azulada sentiu seu coração acelerar e sua respiração ficar ofegante.

- Naruto-kun! – sussurrou, antes de ter seus lábios tomados em um beijo sensual. As línguas travaram uma pequena batalha, onde ambos eram vencedores. Naruto segurou a noiva pela cintura e a fez sentar-se em seu colo, com uma perna de cada lado de seu quadril.

Como a morena-azulada estava de vestido, o membro do noivo foi impedido de ter contato com sua feminilidade por causa das roupas dele e de sua calçinha, apenas. Mas, nada disso impediu o prazer que passou por seus corpos com o contato. Ambos gemeram. O loiro começou a distribuir beijos pelo pescoço, desejoso da noiva, enquanto ela continuava com os leves movimentos sobre o seu membro.

Entretanto, aquilo não era suficiente. Hinata queria mais, ela só não sabia o que “mais”!

- Onegai... Naruto... onegai! – pediu suplicante, talvez, ele soubesse.

- Você tem certeza, Hina-chan? – indagou com a voz rouca de desejo.

- H-hai!

Ele a olhou por um momento, como se avaliasse a veracidade de sua resposta. Quando estava satisfeito, virou-se, deitando Hinata de costas no banco. Felizmente, era feito de pedra e não deixaria marcas na pele suave.

Como não poderia se arriscar retirando o vestido dela, apenas abaixou uma das alças, juntamente com o sutiã, e tomou um mamilo na boca. Seu sabor era o céu! Conseguiu retirar a calcinha e testou sua prontidão. Ela estava tão pronta. Com certo pesar, afastou-se dela, que gemeu em protesto. Naruto deu um sorriso de lado. Abriu a calça e a baixou, juntamente com a cueca Box, até o meio das coxas e voltou a deitar-se por cima da noiva.

- Está pronta?

- H-hai! – respondeu num sussurro.

Naruto posicionou-se entre as pernas dela e colocou seu membro rijo em sua entrada escorregadia. Com delicadeza, foi penetrando-a, mas, parou quando a sentiu ficar rígida. Olhou-a nos olhos. Será que ela...

- Hinata? – ela desviou o olhar, corando profundamente. Naruto sentiu seu coração acelerar ainda mais e uma sensação de poder apropriar-se de si. Segurando seu queixo, trouxe seu olhar de volta ao seu, beijando de leve seus lábios. E numa investida forte e profunda a fez sua. Ele engoliu seu gemido de dor e ficou parado, esperando que ela se ajustasse ao seu tamanho e se acostumasse com a invasão. Aos poucos, iniciou um leve vai e vem. Quando os gemidos de ambos mostrava apenas prazer, ele ergueu a cabeça para olha-la.

- Você é... tão... linda, Hinata! E... é só... minha! – disse entre gemidos e investidas.

- H-hai! Eu te amo, Naruto! – falou antes de sentir seu corpo ser consumido pelas labaredas que o orgasmo provocou. Soltou um longo gemido, sendo logo seguida pelo Príncipe.

- Eu também te amo, minha linda! – disse quando recuperou um pouco mais do fôlego.

Depois de se arrumarem novamente, Naruto ficou em um joelho em frente à morena-azulada e tomou sua mão direita. Hinata corou.

- Naruto, o que...

- Shiii... Foi para isso que vim até aqui com você, mas, acabamos nos distraindo com algo... delicioso. – ele disse olhando-a com luxuria, o que só fez a cor nas bochechas dela se aprofundarem mais. Ele pigarreou. – Hinata Hyuga você aceita casar-se comigo daqui um mês? Poderemos aproveitar a festa de casamento da minha irmã e fazer um casamento duplo, mas, se você não quiser, não importa, podemos organizar outro bem maior, ou... – ela parou sua tagarelice da única forma que poderia pensar. Puxo-o para ficar em pé e o beijou.

- Eu ficaria honrada em casar-me com você em um mês, juntamente, com sua irmã, se ela concordar, claro!

- Oh, ela vai! Sakura faz qualquer coisa para não ser o centro das atenções, principalmente em casos como esses.

- Então somos duas! – ela disse com um sorriso, que foi prontamente retribuído.

- Comprei este anel, hoje, com a ajuda de meu pai. Eu não sou bom com essas coisas, então, se você não gostar pode falar e nós trocamos. – ele disse entregando uma caixinha de veludo vermelho. Hinata abriu e ficou encantada. Um anel de prata com uma opala branca no centro, seu corte era de diamante ideal, e estava rodeado por pequenas safiras azuis. Em uma palavra: maravilhoso.

- Eu amei Naruto-kun! – disse com lágrimas nos olhos e um sorriso magnífico nos lábios. Colocou o anel no dedo e jogou-se nos braços dele.

Ficaram abraçados por alguns instantes, apenas curtindo o momento. Até um pensamento passar pela mente da morena. Ela afastou-se relutante do noivo, para olhá-lo nos olhos.

- Naruto? – chamou engolindo em seco.

- O que foi, linda? – indagou preocupado com a forma como ela estava agindo.

- É que... é que...

- O quê? Será que eu fui muito rude com você? Você está machucada?

- Não, quer dizer, estou um pouco, mas, é normal! Mas, não é sobre isso que quero falar. – disse corando até a ponta das orelhas.

- Então, o que foi? – perguntou confuso.

- Nós não usamos... hã... sabe... camisinha! – sussurrou a última parte. Por um momento Naruto, ainda, ficou confuso com as palavras dela, mas, quando elas fizeram sentido seus olhos arregalaram-se e ele encarou a barriga da azulada. – Você está chateado? – perguntou insegura.

- Chateado? Não mesmo! Eu, realmente, gostaria de esperar para montarmos nossa família, mas, se esta noite nos trouxer um presente, serei o homem mais feliz do mundo.

- Obrigada, Naruto!

- Pelo quê? – perguntou confuso.

- Por existir! Por ser como é! Por amar-me! – disse voltando a beijá-lo, sendo prontamente retribuída.

- Então eu digo “por nada” de tudo e “agradeço” por retribuir meu amor! – disse ofegante pelo beijo. A noiva teve de rir. A vida deles nunca seria chata.

---****---

Haku andava distraído pelas ruas de Konoha. Era raro seu pai deixá-lo sair sozinho, mesmo que tivesse dezesseis anos de idade, para ele seria sempre um garotinho. Humpf! Estava olhando uma nuvem, quando sentiu bater numa parede e cair.

- Por que não olha por ond... Haku-chan? – ou talvez não fosse uma parede.

- Kiba-kun? – disse corando.

- Você se machucou? – perguntou, ajudando-o a levantar-se.

- Não. Eu estava distraído e não o vi, sinto muito! – disse embaraçado.

- Onde está o seu cão de guarda? – indagou olhando para os lados. O mais novo franziu o cenho.

- Cão de guarda? – perguntou confuso.

- A sua prima!

- Não gosto que fale dela assim! – o repreendeu. O moreno mais velho corou um pouco.

- Sinto muito! Mas, você não deveria estar andando sozinho por ai, é perigoso! – o moreninho bufou.

- Você está sozinho!

- Sim, mas, eu me garanto numa briga!

- Eu, também! – disse petulante.

- Sim? – disse erguendo uma sobrancelha.

- Sim! Sei correr como ninguém! – respondeu sério. O moreno maior teve de rir. E, apesar de estar chateado, Haku sentiu um arrepio com a risada rouca e máscula do noivo.

- Venha, te acompanharei de volta para sua casa!

- Não vou. Acabei de vir de lá, e só pelo tempo que passei convencendo o papai a deixar-me sair sozinho, passarei o resto da manhã e boa parte da tarde caminhando e também vou dar uma passada no riacho.

- Aquele lugar fica muito afastado da cidade, é perigoso! Você não vai!

- Eu já fui muitas vezes e nunca me aconteceu nada, você é tão paranóico quanto meu pai e a Ino! – o rapazinho disse, passando direto pelo noivo e recomeçando a andar.

Kiba viu o noivo afastar-se, com um olhar incrédulo, mas, logo saiu de seu transe e o acompanhou.

- Então irei com você! – o moreninho apenas deu de ombros, mas, seu coração acelerou e suas mãos suaram.

Caminharam em silêncio por todo o caminho, cada um perdido em seu respectivo pensamento.

POV’S KIBA ON

Eu nunca entendi o porquê de meu pai ter aceitado tão rapidamente aquele contrato de casamento. Afinal, como filho e herdeiro de um Conde era suposto ter um herdeiro para continuar a linhagem, também, não? Mas, pensando bem, havia a opção de barriga de aluguel para casal gay.

Sacudi minha cabeça com veemência.

Estou tão confuso ultimamente! Principalmente depois de ter beijado o Haku-chan. Nossa, que lábios! Nenhuma garota que beijei fez-me ficar assim tão... tão... desnorteado, sim, é isso! Talvez se...

- Kiba-kun, você está bem? – sua voz suave envolveu-me e tive de respirar fundo para poder responder.

- Sim. Só pensando! – “em coisas nada castas.” Acrescentei para mim mesmo. O olhei de cima a baixo, aproveitando que ele estava um pouco mais a frente. Se não fosse a ausência de seios, qualquer um diria que ele é na verdade “ela”. Haku mal chega à altura de meu ombro, sua pele branca cremosa, cabelos castanhos que chegavam até o meio das costas, olhos também castanhos, coxas roliças, um bumbum que estava bem marcado pelo jeans azul desgastado. Senti meu próprio jeans ficar apertado, eu estava tão excitado. “PORRA! Será que sou gay?”

- Chegamos! – ouvi Haku exclamar animado. Só então percebi que, de tão perdido em meus pensamentos, não notei o riacho a nossa frente. Sentamos-nos na grama próximo a água. Só havia uma maneira de comprovar se sou gay ou não!

- Haku-chan?

- Hai?

Assim que ele se virou para mim, tomei sua boca. Não com agressividade, mas, com carinho e gentileza. Aos poucos fui deitando-o na grama. Os gemidos que ele soltava estavam deixando-me louco. Aprofundei o beijo, enquanto minha mão vagava sob seu suéter de cashmere até encontrarem seus pequenos seixos que já estavam arrepiados. Sorri internamente. Separei nossos lábios, apenas para retirar seu suéter. Ele pareceu perceber minha real intenção, só quando me sentiu abrir seus jeans e começar a baixá-los. O senti segurar minhas mãos. O olhei nos olhos.

- Kiba-kun isso é...

- Somos noivos, Haku. Nada mais normal do que isso que está preste a acontecer! – vi seu rosto corar profundamente, senti meu coração acelerar e enternecer-se ao mesmo tempo e foi ai que soube que eu estava perdido. Dei um selinho em seus lábios. – Serei gentil!

Embora eu não soubesse como, ele corou mais um pouco e assentiu com a cabeça. Livrei, nós dois, de nossas roupas, em tempo recorde e voltei a beijá-lo. Eu estava viciado nele!

Depois de um tempo meus beijos foram descendo e, enquanto minha mão acariciava o membro pulsante do meu pequeno, arrancando gemidinhos manhosos dele, minha boca brincava com seus seixos, deixando-os ainda mais durinhos.

- Kiba-kun... aaahhhh...

Desci mais, distribuindo beijos e lambidas por seu abdômen, em especial no umbigo, levando-o a loucura. Até que cheguei ao meu prêmio. Comecei com leves lambidas, afinal, nunca havia tocado em outro pênis que não fosse o meu, mas, o sabor do Haku-chan... era ambrosia! Tomei ele todo na boca, engasguei um pouco, então, com um pouco mais de prática fui pegando o jeito e pelos gemidos alterados do meu moreninho, eu estava acertando.

- Kiba-kun... onegai... onegai... – ele suplicava e isso só aumentava o meu desejo de possuí-lo. Colocando três dedos em minha boca, deixei-os bem úmidos. Comecei estirando-o com um, senti-o ficar rígido e chupei seu pênis com mais vontade, fazendo-o se esquecer da intrusão. Quando ele se acostumou com meu dedo, iniciei um lento vai e vem, assim que ele estava relaxado coloquei outro dedo.

Quase gozei com a quentura de seu corpo envolvendo meus dedos. Logo estava estirando-o com os três dedos. Já estava no meu limite, mas, não queria machucá-lo, não mais do que o necessário, segundo o que li.

- Kiba-kun... onegai... aaahhh...

Não posso mais me controlar. Retirei meus dedos e posicionei meu membro em sua entradinha enrugada, com um pouco de esforço de meus quadris, fui entrando. Quando a cabeça entrou, o ouvi choraminga e parei. Deitei meu corpo por cima do dele e uni nossos lábios num beijo de desculpas. Pouco depois, voltei a empurrar-me dentro de sua cavidade ardente. Kami-sama, estou pronto para gozar! Assim que estava completamente dentro dele, voltei a ficar quieto e o ouvi suspirar. Haku, parecia tão pequeno em meus braços. Ele, instintivamente, rodeou minha cintura com suas pernas e enlaçou meu pescoço com os braços.

- Mova-se! – ordenou. Isso me fez dar um pequeno sorriso, meu gatinho tinha garras. Eu obedeci e ambos gememos. O senti puxar meus cabelos e unir nossas bocas. Que fogo! E a partir de hoje vou queimar-me todos os dias! Senti o interior de o meu moreninho apertar-me e sabia que ele iria gozar, segurei seu membro e o acariciei.

- Kiba-kun! – gritou enquanto gozava. Foi a coisa mais linda que já vi. Fiquei tão maravilhado com a visão a minha frente que meu orgasmo pegou-me desprevenido e gozei profundamente dentro de Haku, gemendo seu nome.

Quando me recuperei um pouco, me ergui nos cotovelos e o olhei nos olhos.

POV’S KIBA OFF

Haku sentia suas bochechas e suas orelhas aquecidas, super coradas, provavelmente. Seu noivo o encarava, sem falar nada e isso estava deixando-o nervoso. Kiba, então, selou seus lábios num pequeno beijo, para voltar a encará-lo. Saiu de dentro dele, deitando-se de costas na grama e fazendo o moreninho deitar-se, quase em cima de si.

- Quando a Princesa decidiu que deveríamos casar, eu fiquei tão confuso! – ele disse sério, mas, retirou uma mecha de cabelo da testa do menor de modo carinhoso. Era estranho terem aquela conversa depois de terem feito amor e ainda estarem nus. – Sabe, nunca havia pensado em estar com um homem antes. Mas, então, eu vi você e comecei a pensar que estava ficando maluco. – disse com um risinho sem graça.

- Por quê? – indagou curioso. Apoiando uma mão aberta no peito do noivo e apoiando o queixo no dorso da mão, encarou o maior com seus olhinhos meigos.

-Bem. Sempre me considerei hetero, mas, foi só a Princesa anunciar nosso casamento que eu não parava de pensar em estar com um homem. Sempre que eu te via tinha vontade de beijar-te, tocar-te.

- E porque não fazia? – perguntou corando.

- Porque eu estava confuso!

- E não está mais?

- Não! – disse com firmeza e puxando o menor mais para cima, beijou-o. Não iria possuí-lo novamente, pois sabia que ele estaria muito dolorido do ato anterior, afinal, ele não era pequeno e o moreninho era virgem. Mas, se não saíssem logo daquele lugar isolado e tivesse alguma roupa cobrindo aquela obra de artes que era o corpo de seu pequeno noivo, mandaria o bom senso às favas. – Temos de ir!

- Mas... – o moreninho fez um bico fofo, quando o noivo interrompeu o beijo.

- Nada de “mas”, pequeno, vamos ou mando o bom senso às favas! – resmungou a última parte para si mesmo. E se levantou, ignorando o vermelho profundo que se desenhou no rosto do noivo com sua plena nudez.

Quando foi vestir a sua Box, Haku sentiu algo escorrendo pelas pernas, passou uma mão. Sêmen! “Por Kami-sama nós fomos tão descuidados!”

- Haku-chan, você está bem? – Kiba indagou preocupado. Ele já estava vestido com sua calça e a camisa, só faltava abotoá-la. Parou em frente ao noivo que olhava um ponto invisível no horizonte, enquanto uma mão segurava sua Box branca e a outra estava suspensa no ar. – Você está me assustando, pequeno! – disse colocando suas mão em concha em cada lada do rosto do menor.

- Nós não usamos nada! – disse, quase, choroso.

- Nada, o quê, pequeno? – indagou suavemente.

- Preservativo! – sua voz não passava de um sussurro.

- Não se preocupe, querido. Eu sei que foi a sua primeira vez e quanto a mim, estou limpo. – disse, achando que a preocupação do menor fosse doenças, embora elas ficassem em segundo plano.

- Não é isso! Eu... oh, droga! Você não sabe, não é? – indagou, só agora dando-se conta que o noivo ignorava sua capacidade de engravidar.

- Eu o quê, Haku? – exigiu, impaciente com todo aquele mistério.

- Eu não sou como qualquer garoto, Kiba! – Haku começou com calma.

- Eu sei que não, pequeno. Você é muito mais e é meu! – disse suavizando a voz.

- Sim, quero dizer, apenas escute, sim? – quando o maior assentiu, continuou: — Minha mãe descendia de uma família um tanto “incomum”. Alguns homens dessa família nasciam com uma capacidade, digamos, excêntrica, e eu herdei essa capacidade!

- E que capacidade é essa?

- A de... engravidar! – o mais velho ficou calado um momento, apenas encarando o menor.

- Eu pensei tê-lo ouvi falar que poderia engravidar! – disse com a voz rouca.

- E-eu disse! – respondeu inseguro. Notou que o noivo ficou um tempo observando sua barriga, provavelmente, chegando à mesma conclusão que ele. Que foram irresponsáveis e tudo o mais. Ficou surpreso quando percebeu um sorriso brincando nos lábios do maior.

- Então, é melhor irmos pensando no casamento. Filho meu não nasce sem a proteção do matrimonio! – disse categórico.

- Eu posso nem ter engravidado! Então, não há motivos para tanto! – Haku disse sem graça.

- Oh, não seja por isso! – o moreno maior, puxou o menor para si erguendo-o e o fez rodear sua cintura com as pernas. – Eu te amo, Haku-chan, e só o pensamento de termos gerado um fruto hoje me faz o homem mais feliz do mundo! Diga que aceita casar-se comigo, Haku, sem a interferência de nossas famílias ou de qualquer outra pessoa!

- Sim, Kiba, sim! – disse já tomando posse dos lábios do maior num beijo sôfrego. Pouco depois, separou-se ofegante. – Eu te amo, também!

E assim o maior deitou o noivo na grama e voltou a amá-lo. Definitivamente suas vidas estavam mudando... e para a melhor!

sssssOOOOsssss

Notas finais


Até parece regra que os "momentos calientes" das minhas Fics sejam todos apresentados num único Cap!!rsrsrsrsrs!!

^_^

Xerim!!