Herdeiro Do Fogo!
7 Capítulo VI
Notas iniciais
Novas emoções por aqui!! ^_^
Boa Leitura!!
Xerim!!
Durante a semana que passou, cada casal aproximou-se mais de seu par. Embora, a maioria ainda tivesse alguma reserva sobre o casamento, à situação estava melhor do que estava há dois meses.
Sakura estava radiante com a ideia do irmão, de casarem no mesmo dia, e ainda tinha o Haku, que iria casar-se uma semana antes deles. Isso surpreendeu a todos, mas, se ele estava feliz, então seus amigos estavam também. Só de pensar em casamento, a imagem de certo moreno lhe invadia a mente e a fazia corar com pensamentos nada puros.
- Pensando em mim? – um arrepio subiu-lhe pela espinha, quando ouviu aquela voz rouca sendo sussurrada ao pé do ouvido. Educou suas feições e deu um sorriso de “não sei do que está falando”.
- Fico imaginando se seu ego não te atrapalha ao passar na porta! – falou na maior inocência. Nem a pau admitiria que realmente estivesse pensando nele!
- Nem um pouco! Em especial quando estou certo! – a rosada ia retrucar quando o professor de biologia entra na sala. Todos foram para seus devidos lugares.
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Ninguém ousava entrar naquela sala. O barulho de objetos sendo lançados na parede e quebrando era aterrador, nenhum deles jamais vira seu líder com tamanha fúria.
- O que está acontecendo? – uma voz suave indagou por trás dos seis homens em pé no corredor que dava ao escritório do chefe deles. Todos eles saltaram com o susto.
- Pô, Konan-san, quer que tenhamos um ataque cardíaco? – o rapaz de cabelos e olhos negros, indagou pondo uma mão no peito.
- Não estou com humor para brincadeiras, Tobi! Perguntei o que está acontecendo! O que deu no Nagato?
- Seu irmão saiu para caminhar hoje cedo e voltou desse jeito! – o ruivo de grandes olhos marrons, prontificou-se em responder.
- Obrigada, Sasori! – disse polidamente a jovem de cabelos azulados e olhos azuis. – Agora vão procurar algo para fazer!
E apenas com um olhar seu, o grupo se dispersou. Konan foi andando até a porta do escritório e sem falar nada, abriu e entrou. Tinha uma boa ideia do motivo da explosão do irmão.
- Eu quero ficar sozinho! – rosnou sem olhar para ela. Sabia que só Konan teria a coragem de aproximar-se dele neste momento.
- Para que você continue destruindo o escritório? Não. – respondeu calmamente e foi sentar-se no sofá que havia no canto. – Você não tem motivo algum para estar dando todo esse pití!
- Como é que é?! – virou-se bufando. – Você não sabe...
- O Príncipe herdeiro do País do Fogo foi encontrado, sim, eu sei!
- E você fica nessa calma toda?
- Sim!
- Você deveria estar ajudando-me a formular um plano para seqüestrá-lo...
- Não! – disse firme, ficando de pé.
- Mas...
- Já chega, Nagato! Yahiko nunca aprovaria algo desse tipo! Eu tenho a consciência pesada desde a primeira vez em que seqüestramos aquele menino, para logo perdermos ele! Pensei que estivesse morto e me senti o maior lixo do mundo, quando vi no jornal que ele está vivo e voltou para onde nunca deveria ter saído, foi como se meu coração voltasse a bater! E eu não permitirei que você faça mal algum a ele novamente!
- Nós juramos acabar com a monarquia no mundo! Juramos isso pelo Yahiko! – ela ficou olhando-o por um momento.
- Diga-me, Nagato, Yahiko ficaria orgulhoso de você por tentar matar sua própria família?
Sem esperar uma resposta, saiu do escritório.
Konan foi direto para seu quarto, naquela enorme casa que eles usavam como base e esconderijo, embora ficasse num bairro de luxo. Nada como esconder-se debaixo do nariz de todos! Trancou a porta e se jogou na cama. Ela entendia o rancor de seu irmão por toda a monarquia, em especial a do País do Fogo.
Kuroko Uzumaki era irmã de Kushina e Kozo, respectivamente: Rainha do País do Fogo e Duque de Manji. Mas, ela foi deserdada quando apaixonou-se e casou-se com um rapaz que possuía uma simples loja de antiguidades, sem títulos algum. Juntos tiveram três filhos: Yahiko e Nagato, que eram gêmeos e ela mesma, Konan, que era dois anos mais nova que os irmãos. Apesar do desprezo da família da mãe deles, eram todos felizes.
Então seus pais sofreram um acidente quando os gêmeos estavam com doze anos e ela dez, mas, Yahiko bateu o pé e disse que não iriam morar com a família Uzumaki, com alguns arranjos conseguiram ficar juntos na casa onde viviam com os pais. Até Yahiko ficar doente aos dezesseis, Nagato tinha ido pedir ajuda ao irmão da mãe deles, mas, ele recusou-se a ajudar, então, seu irmão mais velho acabou morrendo. Um ano depois, Nagato formou a Akatsuki, um dos grupos mais procurados por vários países. Embora, seus maiores serviços sejam de recuperação e transporte, nem sempre de coisas legais.
Mas, então, Kushina e Minato tiveram um filho e Nagato ficou obcecado com o garoto. Mesmo contra a sua vontade, Konan ajudou o irmão no seqüestro. Invadiram o Palácio do Fogo e o levaram. Assim que viu Naruto, a imagem que ressonou em sua cabeça foi a de Yahiko e pela cara de poucos amigos de seu irmão, ele pensou a mesma coisa. Apesar de ser loiro, o bebê tinha o mesmo sorriso fácil de Yahiko. Quando percebeu que Deidara, um integrante novo do grupo, não estava gostando da forma como Nagato gritava com o jovem Príncipe, ela o incentivou a levá-lo. O que Konan não esperava era que o loiro mais velho fosse sumir com o bebê. E isso lhe fez sentir-se duplamente culpada.
Virando-se para o lado, viu um pequeno porta-retrato e o pegou. Nele tinha uma foto de toda a sua família, antes das tragédias abaterem-se sobre suas cabeças. Suspirou, e encarou a imagem e Yahiko.
- Eu prometo nii-san, não permitirei que o Aniki cometa mais nenhum erro contra a família de nossa kaa-san!
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O palácio estava em polvorosa. O dia do casamento do Príncipe herdeiro com a filha do Duque de Byakugan, bem como, do filho caçula do Duque de Sharingan e da Duquesa de Cheri havia chegado.
Sakura e Hinata estavam na ala oeste do palácio arrumando-se, enquanto seus noivos estavam na ala leste.
- Você está tão linda, Hina-chan! – a rosada falou admirada com o vestido da amiga.
- Obrigada! Você também! – disse corando.
- Estão ambas maravilhosas! – a Rainha disse entrando no quarto da filha. – Vim avisá-las que já está na hora, mas, antes de irmos gostaria de dizer o quanto estou feliz por tê-la como nora, Hinata-chan! – deu um abraço apertado na azulada, para logo voltar-se para a rosada. – E sou imensamente orgulhosa de poder chamá-la de filha, Sakura-chan!
- Obrigada, majestade!
- Obrigada, kaa-san! – as duas jovens agradeceram ao mesmo tempo e começaram a rir. Sakura impediu que uma lágrima caísse, com a ponta dos dedos. – Não podemos chorar ou iremos borrar a maquiagem!
- É verdade! – Hinata concordou, impedindo que suas próprias lágrimas caíssem.
- Então, vamos ou aqueles dois jovens pensaram que foram abandonados! – a ruiva disse, tomando uma mão de cada jovem e arrastando-as consigo para o salão que fora preparado especialmente para o casamento deles.
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Naruto estava quase abrindo uma cratera de tanto andar em círculos. “Será que ela mudou de idéia? E se ela perdeu-se no caminho para cá? Não, não. Kaa-san foi buscá-la, então essa última está fora de questão! Então, por que ela está demorando tanto?
- Você já está deixando-me zonzo, dobe! – Sasuke disse ao seu lado. Não demonstrava, mas, estava tão nervoso quanto Naruto.
- Não enche, teme!
- Sua mãe foi buscá-las, não precisa ficar tão nervoso! – disse num tom monótono.
- Tem razão, minha Hinata logo estará aqui! Já a minha nee-chan... – disse trocista. Só não esperava ver o resto da cor sumir do rosto do futuro cunhado.
- O que quer dizer?
- Eu só estava brincando, Sasuke! – disse num tom apaziguador. Nesse último mês eles acabaram tornando-se muito amigos.
- Mas, e se ela desistir? – indagou, quase, apavorado.
- Ela não vai!
- Mas...
- Sasuke! Vocês vão ter um filho, lembra? – disse em voz baixa, só para o amigo ouvir. – Se minha onee-chan não sentisse algo por você, nunca teria permitido que você a tocasse, acredite em mim! – isso pareceu acalmar o Uchiha.
Naruto voltou ao seu lugar, quando ouviu seu avô sussurrar para eles que sua mãe já estava chegando. Muita coisa tinha acontecido nesse último mês, mas, o melhor de tudo para o loirinho foi saber que iria ser pai, embora o pai de sua noiva não tenha ficado tão emocionado assim, mas, isso já era com ele. Outra notícia que o deixou radiante, também, foi saber que seria tio.
A marcha nupcial da noiva começou a ser tocada. Sasuke empertigou-se, Naruto ajeitou sua roupa, que mais parecia a de um oficial da marinha. Só faltando à faixa, o quepe e as medalhas.
Ambos ficaram extasiados com a beleza de suas respectivas noivas, que caminhavam até o altar sendo acompanhadas por seus pais. No caso da Sakura, o Rei.
O padrinho de Sasuke era seu irmão, Itachi. E o de Naruto seu avô, Jiraya.
O casamento transcorreu de modo sereno, embora, os noivos não prestassem atenção nas palavras proferidas pelo sacerdote, suas atenções estavam em seus respectivos pares. Saíram de seus transes para proferirem um “aceito” e se adiantarem ao “podem beijar a noiva”.
A recepção foi no salão adjacente, onde uma mesa de bufê estava recheada com inúmeras sobremesas e, mesmo, alguns frios. Além dos pratos tradicionais num bufê. Garçons circulavam entre os grupinhos que já se formaram, oferecendo bebidas e petiscos. Naruto e Sakura disseram que queriam que fosse assim. Se os ricaços queriam comer algo de verdade, que se levantassem e fossem pegar.
O loiro saiu arrastando Hinata até a mesa cheia de comida. Seus olhinhos brilhavam. Sua atenção foi desviada ao ouvir a risada gostosa da, agora, esposa.
- O que foi?
- Só estava pensando se nosso bebê será igual a você em relação à comida. – disse abraçando o marido pela cintura.
- Bem, sobre isso eu não sei, mas, espero que ele tenha o meu bom gosto para mulheres! – disse e viu a morena-azulada corar. Era tão fofo!
- Ora, e se for “ela” espero que tenha o meu bom gosto para homens! – revidou, já sabendo que seu loiro era possessivo.
- Se for “ela” não terá gosto algum antes dos trinta! – “Tão previsível!” pensou com um sorriso que escondeu ao dar um selinho no marido.
- Não podem esperar até depois da recepção? – Kiba provocou aproximando-se deles, juntamente, com seu esposo.
- Tanto quanto você agüenta esperar, Inuzuka! – Naruto provocou o amigo.
- Nenhum pouco, então! – disse com um sorriso de lado, fazendo Haku corar e dar uma pequena tapa no peito do marido.
- Kiba!
- O quê? – perguntou na maior inocência, fazendo o casal recém casado abafar uma risada.
- Que bom que puderam vir! – Hinata disse aos amigos, abraçando a ambos.
- Não perderíamos, assim como vocês não perderam o nosso! – Haku comentou com um sorriso gentil.
Sakura, Sasuke e mais alguns outros amigos juntaram-se a eles e ficaram conversando por mais alguns minutos até anunciarem a dança dos noivos.
E assim a festa seguiu sem problemas.
Por pedido da Rainha, Sasuke e Sakura iriam morar no Palácio do Fogo, juntamente a Naruto e Hinata. Desnecessário dizer que a família Uchiha e a família Hyuga ficaram nas alturas.
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Os jovens casais nem tiveram direito a uma extensa lua-de-mel, pois tiveram de voltar às aulas, sob firme protesto de Naruto.
Já na escola a primeira aula seria de Orochimaru, que havia sido convidado para o casamento, claro.
- Sentem-se! Farei a chamada e em seguida... – parou de falar, procurando algo em cima da mesa. Naruto soltou um suspiro e contou mentalmente. “3, 2, 1 e já” – Yamaji-kun, quero dizer, Uzumaki-kun...
- Pode deixar, sensei, já estou indo buscá-lo! – Naruto disse com um sorriso.
- Arigatou, Naruto! – o professor agradeceu, voltando a atenção para a turma.
Era isso o que Naruto e Sakura mais gostavam no Orochimaru, ele não se importava com seus títulos e os tratavam como indivíduos comuns, era reconfortante.
O dia transcorreu normal no KHS, aulas chatas, intervalo e mais aulas chatas. Assim que o sinal anunciou o termino do dia escolar, os alunos saíram o mais rápido possível de suas salas.
- Finalmente, pensei que as aulas não acabariam nunca! – resmungou Naruto, passando um braço, amorosamente, pelos ombros da esposa.
- Concordo! – disse Kiba, também, abraçando ao seu pequeno Haku.
O novo grupo estava conversando animadamente no caminho do estacionamento da escola. Naruto abriu um sorriso satisfeito ao avistar o carro que ganhara de presente dos pais, um SUV Lexus na cor preta, afinal, seria pai em breve e não poderia sair por ai com seu filho ou filha dirigindo carros esportivos e sem proteção para bebês. Sakura, também, ganhara um carro. Um Porsche Panamera, na cor prata. Entretanto, Sasuke não a deixa dirigir, alegando que não queria sua esposa ou seu filho, não nascido, correndo perigo. E a rosada + carros velozes eram, definitivamente, um sinônimo de perigo. Por isso, eles sempre iam juntos em seu Mercedes.
Sakura observava seus novos amigos enquanto caminhavam. Neji segurava, possessivamente, a cintura da Mitsashi. Isso era perceptível para si, pois seu próprio esposo, fazia o mesmo consigo. Seu irmão andava agarradinho à esposa. Haku e Kiba não eram diferentes. Shikamaru estava de mãos dadas com Temari, à loira Sabaku estava um pouco corada, “Talvez, tenha a ver com o sumiço de ambos na hora do intervalo!” a rosada pensou com um sorriso conhecedor. Ino estava pendurada no pescoço do Gaara, ele estava, praticamente, carregando à loira. Não resistiu.
- Nossa, Ino, mais um pouco e vocês se fundiram! – todos riram.
- Pois é, mas, eu não tenho uma noite inteira para ficar agarrando-me com meu noivo como você tem para ficar com seu marido! – disse, dando um sorriso malicioso. – Então, só me resta aproveitar esses momentos.
Todos riram, novamente. Os únicos solteiros eram: Shino, Choji e Sai. Embora, segundo rumores, ou seja, fofocas, o avô deste último esteja planejando aceitar um contrato de casamento em nome do neto.
Continuaram com as brincadeiras até chegarem ao carro de Naruto. Todos pararam ao avistar uma mulher muito bonita encostada ao Lexus.
- Ei, será que dá para afastar-se do carro, por favor? – Naruto indagou cortês, mas, franziu o cenho quando o único movimento da desconhecida foi um pequeno erguer de lábios. – Você me ouviu?
- Sim! – respondeu simplesmente.
- Qual é, garota? Vai sair ou ta difícil? – Sakura indagou impaciente.
A mulher lançou lhe um olhar estreito e voltou a olhar o jovem Príncipe.
- Preciso falar com você, Naruto! – falou suavemente.
- Pode falar! – concedeu. Não ficou surpreso pela estranha saber quem era, depois que seu casamento saiu em todos os jornais, todos sabiam.
- Em particular! O assunto que tenho para tratar com você diz respeito apenas à família Uzumaki! – o loiro franziu o cenho.
- Sakura é minha irmã e Hinata minha esposa, não escondo nada delas!
- Certo! – concordou a desconhecida e saiu andando para uma parte afastada do estacionamento. Quando se virou, não só os três a haviam seguido, mas, Sasuke, também. Ergueu uma sobrancelha inquiridora.
- Você não achou que eu permitiria que a minha esposa viesse falar com uma completa estranha sem a minha presença, não é?! – falou, dando um sorriso de lado, debochado.
- É justo! – concordou. Voltou seu olhar para Naruto. – Eu gostaria de pedir que não me interrompessem, antes de terminar de contar tudo o que vim falar, por favor! – após um momento os quatro concordaram.
- Mas, antes de qualquer coisa, qual é o seu nome? – o loiro indagou, com o cenho franzido.
- Konan! Konan Uzumaki Nakamura! – percebeu os olhos arregalados dos jovens. Suspirou. – Minha mãe era Kuroko Uzumaki, irmã mais velha de sua mãe, Naruto!
- Mas...
- Por favor, não antes de eu terminar!
- Certo! – concordou a contragosto.
- Minha mãe foi deserdada pelos pais ao se casar com meu pai, um homem simples, sem títulos e dono de um antiquário, mas, era o melhor pai do mundo. – sua expressão era estóica, enquanto falava. – Juntos tiveram três filhos: Yahiko e Nagato, que eram gêmeos; e eu.
- Eram? – Sakura sussurrou.
- Éramos felizes! Não tínhamos dinheiro sobrando, mas, não nos faltava nada, também. – continuou, ignorando a rosada. – Até que meus pais morreram em um acidente de carro quando os meninos tinham doze anos e eu dez. Kushina quis levar-nos para morar no palácio, mas, Yahiko bateu o pé e disse que não precisávamos de esmolas! – abriu um sorriso mínimo ao se lembrar da determinação do irmão. – Com muito esforço, conseguimos permanecer os três juntos em nossa casa. Aos poucos, as coisas estavam voltando ao normal, mas, mais uma vez a tragédia bateu à nossa porta. Yahiko ficou muito doente, não sabíamos mais o que fazer, então, Nagato engoliu o próprio orgulho e foi pedir ajuda ao irmão de nossa mãe, Kozo Uzumaki! – apertou as mãos em punho com a lembrança. Respirou fundo para controlar seus sentimentos.
- O que aconteceu? – indagou Hinata, numa voz suave.
- Ele negou-se a ajudar. Disse que, provavelmente, queríamos arrancar dinheiro dele! Meu irmão morreu poucos dias depois, com apenas dezesseis anos! Nagato nunca mais foi o mesmo, desde então. No ano seguinte montou um grupo especializado em transportar objetos, nem sempre legal, que ficou muito conhecido, tanto por sua competência quanto por sua brutalidade. – encarou o loiro, que devolveu o olhar. – Mas, meu irmão, ainda, estava devastado com a perda de Yahiko e quando ficou sabendo do nascimento do filho de Kushina, seu nascimento Naruto, ficou obcecado. Ficou meses planejando uma forma de chegar até você, eu tentei convencê-lo a desistir, mas, minhas suplicas caíram em ouvidos surdos. Quando chegamos até você, eu acho que a intenção de meu irmão era te matar!
- O que mudou? – Naruto indagou, sem demonstrar nenhuma emoção.
- Você acordou e sorriu! – aquilo fez o loiro arregalar um pouco os olhos, tanto de surpresa quanto de confusão. – Naquele momento você nos fez lembrar de Yahiko. Ele sempre tinha um sorriso confiante nos lábios, mesmo quando nossos pais morreram e seu rosto estava banhado em lágrimas ele sorriu e disse que ficaria tudo bem. – nesse momento, uma lágrima solitária desceu pela face alva da azulada. – Nós levamos você, mas, sempre que Nagato te olhava era a imagem de nosso irmão que ele via, por isso, extravasava seu sofrimento com a raiva e gritava com você. Eu não podia permitir que aquilo continuasse, foi quando percebi um dos novatos, desgostoso com a forma como Nagato te tratava, com algumas indiretas e uma relaxada na segurança, consegui que Deidara te levasse, mas, meu alivio não durou muito, pois o cara não havia devolvido você para a sua família e ainda sumira do mapa! – suspirou cansada. – Quando li no jornal, há algumas semanas, que você voltou para onde nunca deveria ter saído, foi como se meu coração voltasse a bater! O problema é que meu irmão, também, viu e ainda está obcecado com você. Por isso gostaria que tivesse mais cuidado quando saísse.
- Porque você não entrega logo ele para as autoridades? – indagou o moreno com impaciência.
- Você entregaria o seu próprio irmão, Uchiha? – perguntou entre dentes e o viu engolir em seco e desviar o olhar. – Foi o que pensei! Não importa o que Nagato fez, ele continua sendo meu irmão e minha única família e eu sempre o protegerei!
Todos ficaram um momento em silêncio. Sakura olhou o irmão, pelo canto do olho. Ele observava Konan, que já se sentia incomodada com aquele olhar intenso.
- Eu entendo perfeitamente que você nos odeia, Naruto! Não estou pedindo para nos perdoar por tê-lo afastado de sua família...
- Eu não odeio vocês! – o loiro a interrompeu, deixando os quatro, boquiabertos com suas palavras.
- Não? – indagou, Konan, confusa.
- Não! – disse com firmeza. Aproximou-se da mulher mais velha e a abraçou, deixando-a sem reação. Afastou-se e voltou para o lado da esposa. – Eu sinto muito pelas suas perdas, Konan-chan! Gostaria de poder voltar no tempo e dar uma surra no Kozo e ajudar ao Yahiko, mas, isso não está ao meu alcance, então, só me resta sentir pelo o que poderia ter sido. E olhando o lado bom de meu seqüestro, eu conheci o meu avô Jiraya e tive a oportunidade de crescer com a Sakura! Tive uma infância e uma parte de minha adolescência maravilhosa sem títulos e pressões por ser herdeiro de um trono! – respirou fundo e soltou o ar devagar. – Não estou dizendo que o que fizeram foi certo, mas, sim, que eu entendo e não os condeno por suas atitudes, talvez, eu mesmo tivesse feito a mesma coisa no lugar de Nagato!
- Não, você não teria feito! – Konan falou convicta.
- Como você sabe? – Naruto indagou curioso.
- Porque você é muito orgulhoso, determinado, forte e gentil para isso!
- Como você sabe de tudo isso? – Sakura indagou desconfiada.
- Simples, ele é igualzinho ao meu irmão Yahiko! – respondeu com um sorriso tristonho. – Eu tenho de ir agora! Cuide-se, Naruto!
- Você também, Konan!
Naruto ficou olhando até sua recém-descoberta-prima sair de vista. “Para alguém cuja única família era uma irmã e um avô até alguns meses atrás, eu estou me superando com meus novos parentes!” pensou irônico, referindo-se ao fato de descobrir que seus pais eram os governantes de um país, sua avó é uma princesa, seu tio um duque, tudo isso sem contar que sua irmã de criação descobriu ser uma duquesa, também, e seu avô, embora não tenha sangue nobre, recebeu o título de conde pelos serviços prestados à família real do País do Fogo, quando, ainda, ocupava o posto de Comandante no exército. E agora, descobre que seus primos são da máfia.
Definitivamente, a palavra tédio não se aplicava a sua nova família.
- Naruto? Naruto! – saiu de seus devaneios ao ouvir a voz preocupada da esposa, chamando-o.
- O quê?
- Eu perguntei, o que você fará agora?
- Nada!
- Nada?! – indagaram Sasuke e Hinata juntos. A rosada, por conhecer bem o irmão, já esperava essa resposta.
- Exatamente! – respondeu calmamente.
- Tem um louco querendo te seqüestrar pela segunda vez e você fica nessa calma toda? – Sasuke indaga exasperado.
- Eu não me deixarei ser seqüestrado, então, relaxe Uchiha!
- Escuta aqui...
- Já chega disso! Deixe-o Sasuke! – a rosada interrompeu impaciente.
- Mas...
- Meu irmão sabe o que faz. Ele pode parecer um baka estabanado e esfomeado, mas, sempre foi responsável e inteligente para resolver problemas complicados!
- Eu não sei se te agradeço ou te xingo! – Naruto falou, erguendo uma sobrancelha em divertimento.
- Você não pode xingar uma mulher grávida, Naruto! – Sasuke falou, chamando à atenção dos outros três.
- Porque não? – o loiro indagou curioso.
- Porque coisas podem começar a voar! Acredite em mim, meu irmão sabe por experiência própria e eu aprendi vendo-o correr, muitas vezes, para esconder-se atrás do sofá, antes que algum objeto não identificado lhe acertasse a cabeça! – concluiu como um expert no assunto.
- Você está dizendo que somos violentas, Uchiha?! – Sakura lançou-lhe um olhar faiscante e o moreno engoliu em seco.
- N-não! Jamais! Longe disso! – Sasuke falava, agitando as mãos nervosamente em frente ao corpo.
- Acho bom! – Hinata bufou.
Naruto estava com os olhos arregalados olhando da irmã para a esposa. Olhou para Sasuke que fez uma expressão de: “Viu do que eu estava falando?” o loiro assentiu discretamente com a cabeça e pigarreou.
- Acho melhor irmos indo, eu ainda quero falar com meus pais sobre essa irmã de minha mãe que foi deserdada pela família e sobre a atitude de Kozo quando os sobrinhos pediram-lhe ajuda! – Naruto falou pondo uma expressão de seriedade que nem o cunhado, nem a esposa haviam visto antes.
Os quatro voltaram para perto dos amigos, que esperaram pacientemente a volta dos dois casais. Se o loiro não quisesse contar o que a desconhecida queria, tudo bem. Eles ficaram apenas para o caso deles precisarem de algo.
- Desculpem-nos, pessoal, mas, tudo o que quero é ir para casa agora! – Naruto falou, para ninguém em especial, mas, sabia que os amigos lhe entenderiam.
- Tudo bem! Qualquer coisa pode ligar! – Shikamaru pronunciou-se antes dos outros.
- Obrigado! – acenou para todos, esperou a esposa entrar no carro e saiu do estacionamento. Pelo espelho retrovisor, viu o carro de Sasuke logo atrás de si.
- Você está bem, Naru-kun? – a voz de Hinata lhe era reconfortante. Tomou uma mão dela com a sua e deu um beijo rápido, sem desviar a atenção do transito.
- Sim, minha linda, não se preocupe!
- Como não vou...
- Por nosso filho, Hina, acalme-se! – pediu suavemente. Deu um meio sorriso quando a escutou bufar.
- Eu quero sorvete de amora, com bolo de chocolate e peixe! – Naruto não sabia o que mais lhe surpreendia: a mudança brusca de assunto ou a combinação tenebrosa de comida. “Benditos hormônios!”
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- Será que o seu irmão ficará bem? – Sasuke indagou preocupado, enquanto fitava o carro da frente. Nesses últimos meses, firmou uma boa amizade com o loiro.
- É claro que ficará! Naru não se deixa abater facilmente! – a rosada falou convicta. Sempre estaria ao lado do irmão, apoiando-o e dando-lhe forças. – Eu quero picles com chantilly, Sasu! – falou a última parte manhosa.
Sasuke quase sai da estrada, tamanha é a surpresa, com a mudança brusca de assunto. “Picles com chantilly?! Eca! Benditos hormônios!”
SSSSSOOOOSSSSS
Notas finais
O.O
Que família, hein!!rsrs! Nossa!! ^_^
Xerim!!
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