Her Sweet Revenge
6 To The End.
Notas iniciais
Clair estava preocupada comigo. Ela queria que eu me recuperasse logo, para que nos casássemos imediatamente, mas eu não tinha cabeça pra isso. Eu estava preocupado com outra coisa, e essa outra coisa era Charlotte e sua a maldita vingança. Maldita hora que eu fui me envolver com uma doida como ela. Maldita hora. Ela estava sumida dos meus pensamentos fazia uns dois dias. Eu até estava me recuperando melhor, o médico disse que se eu continuasse assim, em uma semana eu estaria frequentando uma fisioterapia. Fiquei feliz com a declaração dele, mas no dia seguinte começou a tortura novamente...
– Você acha, que vai se ver livre de mim tão fácil assim? — Lotte disse na porta do quarto, me dando um susto e fazendo com que a água que eu tomava, caísse quase toda em meu colo. — E aí, já pensou no que vai escolher? Eu preciso ajeitar as coisas e mexer meus pauzinhos. Você sabe, Frank está me esperando para consumarmos nosso amor — ela piscou e eu fiz uma careta.
– Você não precisa disso tudo, Lotte... Já me fez sofrer um pouco e já pode ir embora. Não há mais nada o que fazer aqui. Eu prometo que eu vou mudar, ser diferente com as pessoas e... — ela me cortou.
– Não Harold, não acabou. Não acabou e não vai acabar tão cedo, até você implorar por misericórdia, e eu olhar no fundo dos seus olhos e te dizer não. Eu não quero você machucando os outros, eu não quero a Clair contaminando o mundo com sua futilidade. Eu quero destruir vocês, será que eu fui clara? Eu quero ver você sofrendo e ela também. Vocês destruíram a minha vida. E eu não vou deixar barato pra vocês. — Ela estava tão perto de mim, que podia sentir seu hálito quente no meu rosto. Olhei em seus olhos, e a bondade que via em seus olhos verdes, foi substituída por uma maldade desumana. Eu me estremeci e fiquei pálido, ainda mais quando reparei no pingente que ela usava, que deixava ainda mais claro que ela só queria se vingar, só queria ver sangue.
– Lotte, a Clair não tem nada a ver com isso, a culpa não é dela... Ela não tem que pagar pelo meu err...
– A CULPA NÃO É DELA? — Charlotte berrou. — COMO NÃO É DELA, HAROLD? VOCÊ ME LARGOU PRA PEGÁ-LA DE VOLTA, E ELA ME ODEIA, ASSIM COMO É RECÍPROCO. VOCÊ ACHA QUE ELA QUER O MEU BEM? QUE ELA, ALGUMA VEZ, QUIS O MEU BEM? Não seja tolo, essa garota só pensa nela mesma, o tempo todo. E vá por mim, eu estou fazendo o mesmo que ela — Lotte me olhou e deu um suspiro pesado. — Não era pra ser assim. Se você não tivesse feito nada disso, eu não estaria aqui, e você muito menos. Mas agora, o mal feito, foi feito. — Ela sorriu maldosa e o mesmo arrepio do dia do acidente, começou a me subir pela espinha. Meus pelos ficaram todos arrepiados, e eu comecei a tremer. — E eu não vou parar tão cedo. — Ela riu baixo e olhou pra mim com um sorriso cínico nos costumeiros lábios escarlate. No mesmo instante, eu senti minhas pernas sendo esmagadas por uma força muito sobrenatural. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas era como se alguém estivesse forçando, mas na minha frente, não tinha ninguém. Eu me perguntava como ela fazia isso, mas eu não me atreveria a formular a pergunta. Vai que ela simplesmente resolve me matar.
– Tenho pena dos médicos, quando eles verem sua perna... — Ela deu um sorriso largo e começou a andar pelo quarto. Conforme ela andava, eu sentia mais e mais dor. Era como se agora, eu estivesse sendo pisoteado, ou sendo furado por vários alfinetes grossos.
Eu não sei se era miragem, mas eu vi muito sangue, muito sangue mesmo. Eu comecei a ficar desesperado, e a risada de Lotte em meus ouvidos só piorava a minha situação.
– ISSO É REAL? LOTTE, ISSO NÃO PODE SER REAL, NÃO, NÃO... — Eu berrava e ela ria mais e mais.
– Tenha bons sonhos, Harold... — Ela deu uma piscadinha e saiu pela porta, me deixando do mesmo modo. A cada passo que ela dava, era como se uma agulha entrasse em minha perna. Eu estava agonizando, mas ela achava divertido.
Não tinha forças para chamar a enfermeira, e logo notei que não conseguia me mover. Tudo foi ficando escuro, e eu fui perdendo a consciência. A única coisa que me lembro foi de uma voz falando no meu ouvido, que eu só tinha mais dez dias...
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