Her Sweet Revenge

5 I'm Not Okay, I Promise.


Notas iniciais
Depois de tanto, tanto tempo eu surgi das cinzas gente! Sim, eu voltei. Não sei se tem alguém ainda que lê minha querida bebê, vulgo Death is Easy, porém, aqui estou eu postando! hahahah eu queria dedicar esse capítulo à minha professora Telma de literatura, que esses dias me elogiou e disse que eu escrevo muito bem, e se apaixonou pela minha história.Então eu agradeço muito, e eu espero que eu agrade vocês com esse capítulo de hoje. Eu juro que agora eu vou tentar fazer mais um pelo menos pra postar essa semana ou na semana que vem. Mas bem, é isso.♥

New Jersey. Quatro anos antes.


[Charlotte]

Ainda me arrependo amargamente de ter me mudado para Newark para a maldita faculdade... me arrependo por não ter escutado minha mãe e ter ficado em Verona. Se eu tivesse a escutado, não estaria aqui agora, não estaria aqui no apartamento de Charllie, ligando pra Frank e pegando as migalhas de sua atenção.
Eu poderia ter vindo pra Newark e ficado com Frank. Não deveria ter o ignorado como fiz, negado seu amor como fiz, o deixado de lado por causa de um idiota que nunca me amou, e só me usou para ter a namorada ou noiva, sei lá, de volta.

Charllie acariciava meus cabelos enquanto eu chorava em seu colo, e Carllie estava na cozinha, preparando alguns doces pra mim...

– Lottie, não fica assim... Você sabe que ele não te merecia, sis. — Char me disse com um sorriso triste.

– Mas como não ficar assim, Charllie? Eu o amava, eu dei o melhor de mim pra ele, e o que ele fez? Ele jogou TUDO o que dei a ele no lixo. Nem sei se guardou as cartas. E sabe o pior, sis? Ele disse que me amava, mas na verdade, ele não amava. Ele era um idiota, aliás, ele É um idiota. E eu mais ainda por ter acreditado nesse imbecil. — Funguei.

– Mas a culpa não é sua, Charlotte... – Carllie berrou da cozinha.

– CARLLIE, TRAGA OS DOCES DELA, E FICA NA SUA AÍ – Char disse um tanto brava.

– Tá bom, tá bom...

Estava tudo indo de mal à pior na minha vida. A campainha tocou, e Charllie foi abrir a porta.

– FRANK!! – Exclamou. Ele a abraçou e eu olhei pelo braço do sofá e vi que ele sorria fraco. Ele entrou, com os ombros encolhidos e um tanto sem graça.

– Oi, Char... A Lottie está aí? – perguntou a ela baixinho, mas eu pude ouvir.

– Está deitada lá no sofá. Você conhece o caminho, né? – Charllie riu e fechou a porta. Deixou com que ele se aproximasse, e depois de me olhar e dar uma piscadinha, e apontar as escadas pro quarto, foi pra cozinha ajudar Carllie.

– Er... Oi, Lotte... – ele falou olhando pro chão. Eu me levantei e peguei em sua mão.

– Oi Frank. Olha, me desculpe. Eu sei que eu fui uma idiota com você e... – fui falar enquanto encarava seus olhos cor de mel, mas ele me cortou.

– Eu sei que isso não foi por mal, Lotte. Você amava outra pessoa e eu fui idiota de insistir, mas eu estou aqui somente pra te dar apoio em qualquer coisa que você precisar... – Ele tomou meu rosto em mãos e beijou minha testa.

– Vamos subir pro quarto, Frank. Quero te falar umas coisas. – sussurrei pra ele enquanto o mesmo tomou minha mão e subiu as escadas comigo, em direção ao meu tão querido quarto. Eu abri a porta, entrei e deixei que ele entrasse em seguida. Ele se jogou na cama confortavelmente, e eu sentei na beirada, o encarando um pouco sem expressão.

– O que é que você tem pra me dizer, Lotte? – Ele deu um sorriso de lado, meio triste, meio feliz e meio ansioso também.

Ao ouvir a pergunta de Frank, meu corpo se estremeceu totalmente. Senti um calor dentro de mim que não sentia há tempos. Minhas mãos tremeram sobre as minhas coxas, as que antes estavam tranquilas, agora sofriam espasmos violentos, o que fez com que Frank me encarasse um pouco assustado.

– Eu quero v-vingança, Frank... Eu quero que ele sofra o mesmo tanto que eu sofri. – Respondi com os dentes cerrados, fazendo uma pressão violenta em minha boca. Se tivesse mais força, poderia quebrá-los. Eu estava com uma raiva sobre-humana, e eu sabia que não passaria tão rápido. Não até eu ver aqueles olhos castanhos e sem brilho dele, derramarem lágrimas de infelicidade e desgosto. Eu não ia parar até que ele se separasse de Clair, até que ela e toda aquela pose de menina metida à rica, caíssem ao chão, como uma máscara de porcelana, e se quebrasse em mil pedaços. Eu queria vê-los sofrer, por tudo o que me fizeram passar, por cada humilhação, por cada lágrima que derramei.

Frank deu um sorriso maldoso, mexeu em seu bolso da frente, tirou algo de lá que eu não pude ver, e apertou minha mão. Ao soltá-la, pude ver o que era; ele havia me dado um cordão de prata, com um pingente bem peculiar... Era uma faca de prata também, e estava gravado nela, em uma letra delicada, “sweet revenge”.

– Comprei isso pra você há muito tempo... E acho que essa é a melhor hora pra te presentear. Eu vou te ajudar, Lotte. Eu farei de tudo pra que você possa completar a sua vingança, pode apostar. – ele sussurrou pra mim, e me deu um beijo no rosto. – Somos cúmplices nisso agora, Charlotte Manfredini. E você vai conseguir o que tanto quer.

– Nós vamos. Sei que você quer isso tanto quanto eu... – o abracei. – Eu sabia que podia contar com você.

– Você sempre pôde... Eu sempre vou te amar, apesar de tudo.

– Eu não mereço seu amor, por enquanto... Mas quando tudo isso acabar, eu vou estar nova para o amor novamente...

– Estarei esperando ansioso.

– Pode esperar. Esse dia não tarda a chegar. – Disse enquanto segurava com força o colar recém-ganho.

Eu ia me vingar a qualquer custo. Nem que eu tivesse que passar pelas maiores dificuldades da vida, Harold vai pagar, por todo o mal que me fez passar. Nem que eu tenha que ir até o Inferno, eu vou.

Nem que um de nós acabe morrendo, eu não vou me importar. Eu quero minha vingança da forma mais lenta, dolorosa e articulosa.

Notas finais
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