Hello
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Então meninas, valeu pelos comentários, nesse cap. as coisas esquentam um pouco mais.
6
Permaneci onde estava completamente muda, havia palavras mas tinha receio de usá-las. Edward parecia completamente descontrolado, sua respiração estava um pouco mais elevada do que o normal e seus olhos pareciam um mar revolto e confuso. Tentei falar mas não tive chanches para isso, Edward apenas me segurou pelos cabelos e levou meu rosto de encontro ao dele.
Ele estava usando força, puxando meus cabelos como outro homem já havia feito e em resposta a isso tentei me afastar assustada. Mas Edward era mais forte e seus lábios chocaram-se de encontro aos meus me causando medo. Me aterrorizava quando qualquer homem usava sua força para qualquer coisa.
Tentei me afastar mas o calor de seus lábios prosseguiam sobre os meus e seus dedos apertavam minha nuca com tanta força que era quase impossível se mover. Lágrimas molharam meu rosto e coloquei minhas mãos em seu peito tentando afastá-lo, foi só quando um gemido agoniado escapou pelos meus lábios que Edward me soltou olhando em meus olhos assustados.
— Isabella... O quê? — perguntou levantando sua mão, recuei abrindo a porta do carro e me separando dele. Ele não me impediu de correr até a porta e quando passei pela sala evitei os chamados de Esme porque não queria que ela visse as lágrimas banhando meu rosto vermelho. Assim que entrei em meu quarto tranquei a porta e corri para dentro do banheiro fechando a porta de lá também. Eu precisava de um minuto sozinha porque minhas pernas estavam trêmulas e meu peito implorando para dor ir embora.
Algumas garotas sempre dizem que gostam quando os garotos as pegam surpresas, mas, no meu caso era diferente. Talvez, Edward nem tivesse a intenção de me machucar porém eu já era machucada e qualquer coisa servia somente para aumentar aquele rasgo enorme dentro de mim. As lágrimas rolaram silenciosamente pelos meus olhos enquanto lutava contra os soluços que tentavam escapar pelos meus lábios. Eu sabia que ninguém iria ouvir, mas, eu não permitia a mim mesma chorar para os outros ouvirem, eles só sentiriam pena e não fariam nada.
Depois daquilo deitei na cama, o banho havia me ajudado a ficar mais calma e disse a mim mesma que teria que me acostumar com isso, que já que não queria contar para ninguém sobre meu estupro, então teria que aprender a conviver com o assédio dos homens e principalmente com Edward. Era nele que morava o maior perigo no momento.
Me escondi em baixo dos cobertores e cobri minha cabeça mesmo estando com a luz ligada, estava com aquela sensação de que algo iria vir me pegar, era sempre assim, amanhã estaria melhor. Eu tinha que estar. Pelo menos para poder encarar Esme, Carlisle e... Edward.
Perdi meu sono por volta das três da manhã quando acordei de um pesadelo, depois disso preferi ficar acordada e levantei mais cedo para tomar banho. A mesa do café estava vazia quando desci, ainda faltava meia-hora para que todos acordassem, o silêncio reinava pela casa e aproveitei para apanhar algumas coisas na geladeira e sentar na mesa sozinha.
Quando estava terminando de comer uma manga escutei passos na escada, rapidamente engoli a manga e levantei para colocar meu prato na pia. Era a hora que todos costumavam levantar e era minha hora de sair dali e só voltar no horário nescessário para ir a escola. Alguém entrou na cozinha e mesmo com receio que pudesse ser Edward me virei para olhar, era Jasper de pijama e com os cabelos bagunçados me olhando atentamente atráves de seus bonitos olhos.
— Não precisa me olhar assustada dessa forma, não sou tão feio. — Disse, ele falou como se tivesse ofendido e lhe dei um fraco sorriso enquanto secava minhas mãos molhadas. — Isabella, por que chegou daquele jeito ontem? Você não quis nem mesmo parar para dar boa noite para minha mãe, Edward tentou alguma coisa? — perguntou como se já soubesse a respostas.
— Não, eu só lembrei de algo que não me agradou. — Falei. — E então, como foi o clube ontem? — indaguei em uma tentativa desesperada de mudar de assunto.
— Edward é um canalha. — Disse, batendo com o punho fechado sobre a mesa de vidro. Fiquei onde estava por causa da sua reação violenta, mas logo ele se acalmou voltando a respirar normalmente. — O que ele fez? — indagou, abaixei minha cabeça e fixei meus olhos no meu tênis. — Tudo bem só... Tome cuidado, eu quero você machucada depois.
— Obrigada. — Sussurrei.
— Se precisar de algo ou alguém sabe onde me encontrar. — Disse. — Agora eu vou subir, perdi a fome. — falou e após isso deixou a cozinha me fazendo suspirar. Não sabia onde ele queria chegar, muito menos o que pretendia, mas ele havia deixado claro suas intenções por mim e eu não queria magoá-lo depois.
Em silêncio caminhei até o jardim e me sentei perto da estátua, pensava em que estratégoa usaria quando encontrasse Edward, talvez ele nem tentasse falar comigo, ele podia ter pensado que eu era neurótica mas, talvez ele tentasse redimir seu "erro" e viesse falar comigo. Nesse caso, teria que estar preparada e encorajada para enfrentá-lo sem pensar algo que deixasse o medo transparecer em meu olhar.
Quando voltei para a cozinha na hora de sairmos, Carlisle estava me esperando, seu olhar estava apreensivo e Esme não estava com aquele sorriso doce de sempre, mas ela conseguiu dar um quando acenei para ela. Jasper apanhou sua bolsa e caminhou para o carro, eu ia fazer o mesmo mas Carlisle interrompeu minha passagem me fazendo ficar onde estava.
— Aconteceu alguma coisa ontem? — Ele perguntou, eu sabia que deveria estar preparada para esse tipo de pergunta, mas nesses momentos as palavras sempre fugiam de mim. Era uma porcaria não saber mentir, a arte da mentira era muito útil em alguns momentos.
— Edward pode explicar melhor. — Respondi tentando me livrar dos olhos observardores de Carlisle. — Foi só um mal-entendido, você sabe, garota se magoa por causa de qualquer coisa e depois nota que foi besteira. — falei, eles se entreolharam e finalmente ele saiu de minha mente assentindo. Não respondi a despedida de Esme, só corri para o carro e me sentei perto de Jasper fugindo de todos esses questionários. Só esperava que não desse nenhum problema para Edward.
A manhã foi cansativa e na hora de voltar para casa tive vontade de inventar alguma desculpa mas Jasper seguramente colocou a mão em torno do meu ombro e me levou para casa como um pai protege sua filha. Ele definitivamente era um anjo.
Jasper saiu assim que chegamos porque precisava ir na casa de um amigo terminar um trabalho e minha única alternativa foi procurar Jane para não ficar sozinha. Adentrei na cozinha e encontrei Edward cortando tomates, seus olhos levantaram em minha direção e eu engoli toda saliva que tinha para não ficar com a garganta seca, eu queria correr mas minhas pernas não me obedeceram, nem mesmo se moveram um centímetro. Eu estava paralisada.
— Isabella espere, por favor! — Edward pediu depositando a faca em cima da mesa, fiquei parada mas forcei minhas pernas a recuar caso ele se aproximasse. — Posso falar com você alguns segundos? — Indagou, assenti olhando para a faca sobre a mesa e nunca o encarando. — Me desculpe por agarrá-la ontem daquele modo, mas, não sei se sabe como é desejar alguém... Você fica completamente irracional e incapaz de controlar suas atitudes. Me desculpe. Eu não quis ser rude daquela forma.
— Tudo bem. — Respondi, ainda sem coragem para olhar naqueles olhos que nesse momento deviam estar como um mar abatido. Não estava nada bem comigo, de qualquer forma Edward não tinha culpa dos meus traumas, qualquer outra garota teria gostado dos seus lábios quentes e macios, mas quando ele segurou em meus cabelos não teve como não entrar em pânico.
— O que fizeram com você? — Perguntou, coloquei as mãos no bolso da minha calça jeans e deixei o silêncio contaminar o ambiente. Não iria falar nada até porque não me sentia pronta para isso, Edward deveria se acostumar com meu silêncio porque ele seria bastante frequente daqui em diante. — Não vai me responder?
— Não quero responder. — Murmurei, sincera. Olhei para Edward somente para ver sua expressão, mas ele nada disse, somente mordeu os lábios e apanhou a faca voltando a cortar os tomates. — Eu vou subir. — falei quando não havia mais nada para fazer ali. O silêncio dele me deixava desconfortável e imaginava se o meu tinha o mesmo efeito sobre ele.
— Ok. — Disse, com a voz baixa e sem nenhum sentimento, com um suspiro dei as costas para ele e caminhei para a escada em passos lentos. Não esperava sua indiferença porque ele sempre insistia nas perguntas, mesmo não respondendo era bom sentir as pessoas se preocupando com sua vida e seu passado, era como se eu me importasse com isso e eu não podia me importar, não podia!
Quando acordei da minha soneca da tarde o relógio já marcava 18h, tinha dormido bastante por causa da madrugada em claro, amanhã era dia de treinar até tarde na escola e estava sem a menor disposição para isso. Levantei da cama e olhei-me no espelho, meus cabelos estavam bagunçados e meu rosto inchado e vermelho, chegava até ser fofinho.
Me arrastei até o banheiro para tomar uma ducha e colocar uma roupa confortável, só havia algumas questões de matemática para responder mas isso poderia fazer amanhã nas primeiras aulas ou no intervalo delas.
Estava terminando de secar meu cabelo quando alguém bateu na porta, gritei que a pessoa entrasse já que não queria sair do banheiro. A roupa que eu usava era calça moletom preta e larga mas apertada o suficiente para contornar minha nadêgas de forma com que elas ficassem em evidência, e em cima usava uma blusinha azul-claro. Nela não havia decote, nem abertura, somente era um pouco curta e mostrava minha barriga, mas era somente para dormir então tinha problema.
— Bella, minha mãe pediu para você descer. — Edward disse na minha porta, o que me me assustou foi o modo que ele me chamou, isso me fez deixar o secador sobre a pia e olhar para ele com a expressão surpresa.
— Do que me chamou? — Indaguei, tinha muitos meses que ninguém me tratava como Bella somente as pessoas mais chegadas e que moravam comigo em Forks conheciam esse apelido. Ser chamada por ele quase enxeu meus olhos de lágrimas, mas continuei firme tentando saber como ele havia descoberto esse apelido.
— De Bella, achei que era uma boa abreviação para o seu nome. Isabella é muito grande. — Disse, suas palavras não pareciam ser mentira e isso me deixou totalmente confusa, seria só coincidência? — Claro que se você não quiser não a chamo desse jeito mais. — murmurou, notando o quão surpreso e pálido estava meu rosto.
— Não... Acho que está tudo bem. — Sussurrei lentamente com as palavras escapando pelos meus lábios que era a única coisa que se movia no meu corpo paralisado. — O que você quer? — indaguei emocionada depois para pensar em outra coisa.
— Você não voltou a aparecer depois daquela hora, Esme perguntou de você e não soube responder o que você estava fazendo então tive que vir conferir. — Disse.
— Dormi a tarde toda e... Agora estou secando meus cabelos. — Falei, com a voz rouca.
— Ás 19h tem o jantar, desça sem essa blusinha por favor. — Pediu. — Eu estou tentando me manter longe, não me atraia para perto, Bella. — disse, com um suspiro caminhou até a porta e a bateu atrás de si. A primeira coisa que fiz assim que terminei de secar meus cabelos foi colocar uma camiseta que não deixava nada aparecer. Era melhor assim.
Quando entrei na cozinha todos já estavam sentandos a mesa, o assunto que estava rolando acabou e me esforcei para não dar as costas e sair daquele local. Sentei na cadeira ao lado de Edward e fiquei em silêncio esperando a conversa continuar, mas, todos mantiveram sua atenção em seu prato o que me deu a confirmação que eles estavam falando de mim.
Era estranho eles não terem se acostumado a falar de mim na minha frente, para mim eram oferecidos somente sorrisos e por trás o que eles podiam falar de mim? Morava aqui à alguns meses e não era uma pessoa fácil de fazer amizades, não era uma pessoa normal também então perceber que eles falavam de mim só fazia aumentar meu desconforto nessa casa.
— E então querida...
— Eu perdi a fome. — Falei interrompendo Esme pela primeira vez, tanto ela como Carlisle ficaram completamente paralisados sem saber o que dizer. Jasper tomou um gole do suco e não tive coragem de encarar Edward. — Posso subir? — indaguei com os olhos no meu prato, meu rosto ficaria vermelho se eles continuassem a me olhar dessa forma.
— Sim, é claro que pode. — Edward disse respondendo por Esme, fitei ela e como ela nada disse lentamente me levantei e caminhei rapidamente para a saída da cozinha. Essa era a primeira vez que conseguia fugir de algo que não estava me agradando. Eu era uma vencedora!
Fiquei inquieta e como remédio apanhei um livro que estava quase na metade e comecei a ler, a leitura me acalmava, não havia nada melhor do que ler algo que lhe agradasse e que mostrasse que tinha pessoas com mente boas que usavam suas mãos para escrever e não para violentar pessoas. Os escritores foram uma dádiva de Deus para todos nós.
Depois de alguns minutos interrompi minha leitura para atender a porta, a abri depois de respirar fundo duas vezes e ter certeza que estava preparada para qualquer palavra desconfortável ou um interrogatório de Esme. Para o meu alivio ou desespero, era Edward.
— Olá. — Disse antes de abrir a porta e entrar sem nem ao menos me perguntar se podia, fiquei algum tempo na porta até fechá-la e me virar para ele que agora se sentava em minha cama pegando meu livro na mão. Edward também era muito abusado.
— E então? — Perguntei após alguns segundos de silêncio querendo criar algum assunto já que ele estava no meu quarto e aquilo era perturbador. Seus olhos levantam-se na minha direção e então o livro não parecia mais interessante, seu modo de olhar era tão intenso que por um momento tive que desviar meus olhos só para pensar com clareza, longe de todo aquela mar verde imenso.
— Esme e Carlisle estão preocupados com você. — Disse.
— Eu só estava cansada. — Expliquei deslizando meu corpo até estar sentada no chão.
— Como pode estar cansada se me disse que dormiu a tarde toda? — Indagou me deixando sem o que dizer. Minha expressão surpresa fez ele sorrir, com certeza ele sabia que eu não esperava esse contra-ataque. — Você não sabe mentir, não sei porque ainda tenta fazê-lo. — disse, com o sorriso pregado em seu rosto ele deslizou até se deitar na minha cama.
— Eu só...
— Não estava se sentindo bem, você estava desconfortável e só quis vir para o seu quarto, isso não é um crime. — Falou. Mordi meus lábios e batuquei com meus dedos no chão gelado enquanto me movia procurando uma posição confortável. — Você não precisa sentar no chão para se manter longe de mim, pode vir aqui do meu lado, prometo que não mordo você.
— Estou bem aqui. — Menti.
— Anda logo, não quer que eu vá lhe pegar no colo não é? Ou quer? — Perguntou, me levantei rapidamente e em alguns segundos estava ao seu lado sentando-me a alguns centímetros dele com os olhos pregados nele. — Vem aqui, vem. — chamou, suavemente fazendo meus pêlos arrepiarem.
— Edward, eu estou... Bem aqui. — Murmurei, totalmente desconcentrada. Ele não pareceu nem um pouco abalado com a minha resposta seca e perturbada, pelo contrário, ele se aproximou um pouco mais mantendo seus olhos nos meus e deslizando seu corpo como um gato pela minha cama.
— Você não quer ficar perto de mim? — Perguntou se arrastando até estar perto de mim deitado com sua respiração batendo contra meus joelhos. Estremeci. — Está com frio? Eu posso ser muito quente Bella, prometo esquentar você mais do que qualquer casaco ou cobertor que use. — disse, sensualmente. E merda! Por que eu estava aqui parada esquentando a cada palavra que ele dizia?
— Eu preciso...
— De mim? — Perguntou, interrompendo-me. Se movendo mais um pouco ele colocou sua cabeça no meio das minhas pernas e mesmo não tocando-as elas se abriram, e ele sorriu fazendo minha mente recuar com medo. Mesmo assim meu corpo não a obecedeu, ele se manteve onde estava estremecendo com o calor da respiração dele.
— De ficar sozinha. — Sussurrei com o pouco de voz que ainda me restava.
— É mesmo? — Perguntou deslizando seu polegar pelas minhas coxas. — Como quer ficar sozinha com todo esse calor no seu corpo? — indagou olhando em meus olhos. — Eu posso satisfazê-lo Bella, posso deixá-lo mais confortável, é só você deixar.
— Eu não... — Murmurei desconcentrada segurando suas mãos que permaneceram sobre minhas coxas. — Por favor, eu não consigo. — confessei. Ele se aproximou de modo que seu rosto ficou quase colado ao meu ele pudesse deslizar sua boca pela minha bohecha até chegar na minha orelha.
— É o trauma? — Indagou, acenei positivamente com a cabeça e em resposta ele suspirou deslizando os dedos pelos meus cabelos. — Não vai acontecer novamente, pode começar a esquecer isso, ninguém vai tocar em você novamente. — sussurrou. Por um momento veio em minha mente que ele já sabia, mas, se ele soubesse não iria continuar perto de mim. Que homem quer ficar perto de alguém que foi estuprada?
— Edward. — Sussurrei quando sua boca deslizou pelo meu pescoço, queria afastá-lo, juro que queria porém não consegui.
— Enquanto não posso sugar seus lábios e chupar sua língua até você se molhar para mim tenho que contentar com beijos aqui. — Disse em minha pele. Minha bochecha esquentou com a idéia dele chupando meus lábios, lambendo como fez com o lóbulo da minha orelha outro dia. — Você está muito quente. — murmurou lambendo meu pescoço fazendo minha cabeça se inclinar até eu deslizar para trás e cair deitada com Edward em cima de mim.
— Eu quero...
— Me diga o que quer. — Sussurrou. — Estou ao seu dispor, onde quer minhas mãos? Onde quer minha boca? O que você quer? Eu sou seu agora, Bella, vou fazer o que você mandar.
— Eu não sei. — Disse, honestamente. Sentia seus dedos, agora soltos, deslizando pelas lateiras do meu corpo causando aquela sensação de formigamento no meu ventre. Ele apoiou suas mãos do lado do meu corpo e colocou suas pernas no meio das minhas ficando em cima de mim mas sem encostar no meu corpo.
— Você é virgem. — Sussurrou. Fiquei em silêncio não querendo me lembrar de que orifício eu não era mais virgem. — Você não sabe como agir, isso é normal. — disse, fiquei aliviada de saber que ele não me achava uma idiota sem experiência alguma. Ele já devia ter tirado a virgindade de muitas garotas. — Por que você aparenta ter tanto medo de sexo?
— Toda garota virgem tem seus receios. — Murmurei, tentando fugir do assunto. Ele captava emoções facilmente, parecia saber até mesmo o que eu pensava.
— Não jogue com as palavras. — Sussurrou. — Eu sei que está com medo, mesmo gostando dos meus lábios e das minhas mãos, você sente medo. — disse deslizando seus dedos pelo meu ventre justamente onde estava formigando. Pensei que iria parar, mas aquilo continuou e correntes elétricas eram enviadas para todo meu corpo. — Me conte.
— Não... — Sussurrei lutando para não fechar os olhos.
— Eu vou descobrir. — Disse antes de soltar seu corpo sobre o meu e seus lábios virem de encontro ao meu pescoço como um vampiro sedento por sugar sua vítima.
Seus lábios não estavam calmos, mas também não causavam medo. Sua língua subia e descia pelo meu pescoço, e seu corpo rossava no meu de forma que o centro das minhas coxas ficava completamente molhado e quente. Minhas mãos deslizaram pela cama e seguraram com força no endredom.
Senti quando seus dedos apalparam minha blusinha e Edward a levantou devagar, lutei contra a vontade de pedir para ele tirá-la, mas como ele não continuou optei por ficar em silêncio e esperar a hora que o pânico começasse. Não que eu quissesse isso, mas era impossível controlar.
Ele gemeu em minha pele e esse foi tão sensual que fechei meus olhos esquecendo do que estava pensando. Afoguei os gemidos que estavam em minha garganta e deixando ele continuar a rossar sua pele contra a minha me deixando ofegante. Sua cintura se moveu no meio das minhas pernas causando uma pequena tensão, ele a levantou, sem tirar os lábios da minha pele, e lentamente deslizou o cós da calça no meio das minhas pernas.
Sem controle de mim mesma me inclinei em direção a ele e deixei ele fazer isso mais uma vez aumentando o melado no centro das minhas coxas.
— Você gosta? — Indagou, enquanto sugava meu pescoço me fazendo morder os lábios afogada em sensações deliciosas.
— Céus! — Sussurrei.
— O que você quer? — Perguntou, tentadoramente. — Responda.
— Seus lábios, Edward. — Pedi apertando com mais força o endredom. — Seus lábios nos meus, agora.
Poderia me arrepender desse pedido daqui à alguns segundos mas nesse momento minha mente era totalmente irracional. Ele deslizou sua língua até meu queixo e deu dois calmos beijos ali, estava apreensiva para saber se ele iria querer satisfazer meu desejo que no momento era somente um beijo. Ele não parecia com pressa porque continuava destribuindo beijos por todo meu corpo fazendo meus olhos permanecerem fechados.
Ele se afastou e senti o calor do seu corpo abandonando o meu, abri meus olhos desesperada achando que iria receber uma rejeição ao meu pedido, mas, ele segurou em minhas mãos para me puxar até me deixar sentada em cima da cama. Em minha frente ele removeu sua camisa e revelou sua barriga definida e concentrada em músculos.
— Edward...
— Está tudo bem, eu disse que era seu para fazer o que você quissesse. — Sussurrou colocando o dedo indicador em meus lábios me proibindo de falar. — Eu vou beijá-la, só preciso estar confortável pra isso. — disse enquanto acaríciava meu rosto passando seu polegar pelos meus lábios me dando a estranha vontade de abrir meus lábios para deixar seu dedo adentrar por eles. — Você quer só um beijo e eu não posso beijá-la na posição que eu estava porque se fugisse do meu controle eu seria rude novamente. — explicou. — Mas assim... — deslizou os dedos que estavam em meu rosto pelo meu pescoço e passou no vão dos meus seios me fazendo prender a respiração. — Assim eu posso fazer muito mais do que isso.
Fiquei em silêncio somente apreciando seus dedos dar voltas em minha barriga me deixando tensa conforme eles se aproximavam da minha cintura. Edward me tocaria tão intimamente agora? Com um suspiro de alívio observei seus dedos voltarem para o meu rosto e ele se aproximar lentamente com sua pele reluzindo na luz do quarto.
Mordi meus lábios enquanto ele se aproximava com seus olhos grudados nos meus. Segurou minhas mãos na cama e colou sua testa a minha, o clima quente estava me deixando inquieta e não pude controlar a vontade do meu corpo de me aproximar dele. Edward sorriu e finalmente tocou meus lábios com os seus.
A boca dele era macia e doce, e isso me derreteu me fazendo fechar os olhos e suspirar de encontro a sua boca. Ele não se moveu. Por alguns segundos só ficamos paramos enquanto sentia seus lábios sobre os meus, minha língua estava começando a querer se mover, sentia vontade de passar ela em volta de seus lábios e senti o gosto dele. Mas Edward agiu antes que eu.
Sua boca se moveu, seus lábios se fechavam em torno dos meus e os puxava lentamente saboreando a carne da minha boca. Me movi contra ele timidamente e fiz o mesmo puxando seus lábios lentamente contra os meus. Segundos depois isso se tornou mais intenso, seus lábios ficaram mais urgentes e suas mãos deixaram as minhas livres, e ele as deslizou pelos meus braços me empurrando um pouco mais para frente de encontro a ele.
Quando sua língua deslizou pelos meus lábios minha mente pareceu ter virando cinzas no meio de todo aquele fogo, deixei ela deslizar por dentro dos meus lábios e senti ela deslizar por dentro da minha boca procurando minha língua que inquieta logo se encontrou com ela. Diante desse contato surpreso, molhado e gostoso, um gemido escapou pela minha garganta abafando-se contra os lábios dele.
Era perfeito. Edward não estava agindo como um adolescente cheio de hormônios louco para transar, ele estava somente explorando minha boca, dançando suavemente com a minha língua fazendo todo meu corpo estremecer mesmo estando estremamente quente. Aquela sensação de formigamento em meu ventre continuava, dessa vez mais forte e tinha uma imensa vontade de me esfregar em algo para saciar aquilo, mas era excitação, só seria saciado de outro jeito.
Lentamente ele começou a se afastar, sua língua recuou quando a minha a procurou e ele selou meus lábios duas vezes antes de se afastar completamente desgrudando sua testa da minha. Mesmo com ele longe demorei alguns segundos para abrir meus olhos e quando tomei coragem para encará-lo ele sorriu calorosamente me fazendo corar.
— Está com vergonha? Sério? Depois do maravilhoso beijo que me deu? — Indagou, olhei para sua barriga porque foi o único lugar que conseguiu minha atenção para que eu não continuasse fitando-o. Era idiota corar depois de beijar um homem que foi tão delicado como Edward, mas, agora tinha que lembrar que ele era filho de Esme e que qualquer coisa entre nós seria errado e digno de julgamento, estar com ele aqui fazia de mim uma vadia e isso me envergonhava.
— Eu...
— Está tudo bem. Pode olhar para mim. — Murmurou levantando meu queixo e me fazendo fitá-lo. — Tem mais algum pedido a fazer? — indagou maliciosamente me deixando completamente embaraçada. — Pode pedir qualquer coisa, o que acontecer aqui irá ficar aqui Bella, não precisa ter vergonha. Essa é sua cama, faça-me de mim seu convidado para lhe dar prazer nela.
— Eu... — Murmurei incapaz de pronuciar palavras coerentes, Edward sabia exatamente como provocar com as palavras, com certeza eu não era a primeira garota para quem ele dizia isso, estava usando a arte da sedução e eu estava caindo como um patinho dentro do seu lago querendo nadar sem pensar nas consequências. Era hora de olhar para a verdade, isso era errado e talvez eu não conseguisse ir tão longe e ele acabasse descobrindo meus medos e a verdade, era melhor parar enquanto meu raciocinio não tinha sumido totalmente. — É melhor você ir embora. — sussurrei olhando para o lado fitando o chão.
— Bella... — Ele sussurou segurando meu rosto e mais uma vez me obrigando a encará-lo. — Você não gostou do meu beijo? — perguntou com os olhos verdes se entristecendo. — Eu fui rude? O que aconteceu? Por que você mudou derepente? — perguntou. Mordi meus lábios diante de tantas perguntas que seriam saciadas com uma só resposta. Eu tinha medo.
Medo de que Esme não aprovasse essa nossa proximação e me mandasse de volta para o orfanato e eu ficasse lá sem nenhuma proteção ou que nem mesmo me aceitassem de volta. Não queria voltar para a rua, as ruas são convidativas quando você tem um local para voltar, elas não são boas se você tem que ficar nelas.
— Isso é errado. — Sussurrei como resposta para sua pergunta, era verdade também. Isso era errado.
— Isso não é errado Bella. — Disse se aproximando ainda me obrigando a encará-lo. — Nós decidimos o que é certo e o que é errado, e beijar você não me parece errado e à segundos atrás também não parecia ser para você. Eu não vou machucá-la.
— Não se trata disso...
— Então se trata do que? — Perguntou, ele estava ficando impaciente porque sua voz estava engrossado, mesmo assim seu semblante não mudava. Tentei me afastar um pouco mas ele me segurou. — Bella, eu acho que preciso ir mesmo, enquanto você achar que pode brincar com meus desejos me usando quando quiser, vou me manter longe, talvez assim eu não seja rude novamente.
— Edward! — Chamei quando ele se levantou mas o olhar que ele me devolveu congelou meus ossos e assim não tive mais coragem para chamá-lo novamente. Deixe-o sair do quarto pensando que eu era uma vadia que queria brincar com os sentimentos dele quando a verdade era totalmente outra. Me levantei da cama sentindo minhas pernas bambas, como brincar com um homem que me fazia se perder em um mundo maravilhoso somente com um beijo?
Podia ir atrás dele, mas Edward estava nervoso e homens nervosos me davam medo por isso a única coisa que fiz foi sentar novamente tentando acalmar o nervoso que estava dentro de mim. Soltei um suspiro e olhei para minha cama bagunçada pensando como seria capaz de dormir aqui hoje com o cheiro dele impregnado nos meus lençóis.
Pertubada deitei na cama e puxei o lençol para cima de mim, amanhã poderia tentar explicar para ele que não o mandei embora por estar saciada e sim porque não saberia o que fazer quando as coisas ficassem diferentes. A luz estava ascesa mas simplesmente não tive coragem para apagá-la, cobri minha cabeça com o lençol que cheirava ao perfume dele e me esforcei para fechar meus olhos. Seria uma longa noite.
No dia seguinte minha cabeça estava doendo, minha noite havia se resumido em se revirar na cama em busca de uma posição confortável longe do cheiro que estava em toda minha cama. Sem sucesso. A única coisa que havia em mim nessa manhã eram olheiras e o mau humor da noite passada.
Entrei na cozinha e olhei em volta, encontrei Carlisle e Esme no fogão, Jasper sentado com uma companhia, a companhia que me fez quase recuar. Edward.
— Bom dia querida, quer se sentar? — Esme perguntou do fogão. — Estou fazendo omeletes para o café. — anuciou sorridente porém cuidadosa. A saída de ontem da cozinha havia chocado-a bastante.
Me sentei na mesa em gestos robôticos, ofereci um breve sorrido a Jasper e não pude fazer o mesmo com Edward porque ele manteve sua atenção no prato sem me olhar em nenhum momento, eu não parecia despertar nenhum interesse nele. Com um suspiro deslizei meus dedos pela mesa e apanhei um copo despejando leite nele, ninguém pareceu notar o clima pesado que estava entre nós e isso me deixou um pouco mais aliviada.
Jasper aparentava estar bem interessado em seu celular na hora do café, não estava com fome porque alguém ali presente havia tirado-a de mim. O café da manhã era o único lugar que tinha certeza de que não iria encontrá-lo, pelo menos nos dias úteis, mas agora não tinha mais tanta certeza, ele estava aqui e meu café da manhã não era mais tão tranquilo como à uns dias atrás.
— Querida, será que pode faltar no treino na quinta-feira? — Esme indagou enquanto eu comia. Fiquei em silêncio. O vôlei era a única coisa legal que fazia naquela escola, era o dia em que fazia algo que realmente gostava e agora Esme estava me pedindo para faltar para, com certeza, fazer algo com ela.
— É muito importante? — Perguntei, mordendo os lábios.
— Carlisle terá uma folga na quinta-feira e pensamos em ir na casa da mãe dele, ela está na praia e convidou todos nós. O que acha? Iriamos sair daqui ás 14h e voltariamos só no dia seguinte, você teria que faltar na sexta. — Disse. A mãe de Carlisle não era exatamente a melhor "vovó" do mundo, no fundo sabia que ela só me tratava bem porque não queria criar nenhum tipo de conflito com a nora, mas estava bem claro que ela não gostava de mim então a casa dela não era um lugar bom para ir. — É claro que se você não puder faltar vamos pedir ao Jasper que fique com você. — falou.
Acenei com a cabeça como um gesto de que iria pensar no que ela estava falando, Jasper poderia ficar comigo mas primeiro teria que perguntar se ele queria ficar comigo. Eu não gostaria de um homem de mau-humor em uma casa sozinho comigo. Mas, tinha Jane! E agora eu tinha uma brilhante idéia.
— Jane pode ficar comigo. — Falei, olhando em volta para ver o que Carlisle iria falar.
— Mas... Ok! Pode ser. — Esme disse sorrindo porém com o tom desapontado. — Vou falar com ela.
— Edward pode ficar também, ele não parece estar feliz em ter que ir e cancelar sua saída para o clube na sexta de manhã. — Carlisle disse finalmente se pronuciando no café. Olhei para Edward que me encarou alguns segundos antes de me lançar um sorriso amargo.
— Não Carlisle, eu vou. Diante de duas mulheres perturbadoras fico com a minha avó. — Disse, Jasper finalmente pareceu ser atraído e olhou para nós dois. Abaixei minha cabeça e ignorei os olhares que Esme nos lançava. Edward por acaso era idiota ou ele só queria acabar comigo?
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