Hello

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Aeaeaeaeae, só n postei antes porque minha gatinha ficou beeem doente essa semana,ainda está. :d
enfim, mais um cap.

5

Iria ser um domingo ensolarado. O sol estava iluminando todo o meu quarto e já era 10h45 da manhã, rolei para o lado e vi Edward. Não havia sido um sonho! Céus! Ele havia dormido no meu quarto, na minha cama, ao meu lado e de cueca! Tampei minha boca para barrar um som agudo que seria como um grito e lentamente me levantei da cama temendo acordá-lo.

Minha camisola era curta demais e por isso caminhei rapidamente para o banheiro, a situação não seria boa se ele abrisse os olhos agora. Quando sai do banheiro ele ainda estava dormindo, agora estava trocada, com os dentes escovados, rosto lavado e cabelo penteado, podia acordá-lo.

Ao chegar perto notei o quão bonito ele ficava quando simplesmente dormia, seu rosto era sereno e calmo sem nenhum traço de irritação, seus lábios formavam um pequeno biquinho e ás vezes ele suspirava suavemente mas sem roncar. Edward era muito bonito. Com um suspiro pesado deixei-o em minha cama e sai do quarto rezando para que ninguém tivesse sentido o falta dele ou entrado no meu quarto durante a noite.

Carlisle estava assistindo televisão, passei por ele preferindo não despertar sua atenção para mim, pensei ter fugido mas Esme estava na cozinha cozinhando alguma coisa, esse era o passa-tempo predileto dela quando não estava trabalhando. Pensei em ir embora mas antes que eu pudesse girar o corpo ela já estava me olhando e sorrindo abertamente.

— Querida, acordou tarde, Jasper saiu com alguns amigos mas quando foi lhe chamar você não abriu a porta. — Ela disse, isso devia ser porque tinha passado horas acordada tentando me acostumar com idéia de dormir ao lado de Edward, só consegui fechar minhas palpebras quando clareou um pouco, estar no claro me dava menos medo.

— Eu dormi um pouco mais. — Murmurei me sentando na mesa.

— Viu Edward? Ele não estava no quarto dele essa manhã. — Falou, levantei meus olhos para ela com meu rosto começando a se avermelhar entregando-me totalmente. Queria falar mas apenas abaixei minha cabeça para que Esme não notasse todo meu desespero. — Acho que não, ninguém mais vê esse garoto. — disse, com uma pontada de divertimento em seu tom.

Apanhei um pouco de leite e o bebi rapidamente, só queria tirar aquele seco que estava na minha garganta. Comi o mais rápido que pude e lavei minha louça, Esme aproveitou esse momento para perguntar sobre a escola, respondi tudo que podia e honestamente, e quando terminei havia um sorriso em sua face. Era a segunda vez que conversavamos por mais de cinco minutos.

Estava com medo de voltar para o quarto, não sabia se Edward ainda estava lá ou se tinha ido embora, preferia que ele já tivesse ido para seu quarto, era melhor encará-lo mais tarde, agora estava sem resistência nenhuma. Abri a porta do meu quarto lentamente e o encontrei na mesma posição dormindo.

Dessa vez tomei coragem para me aproximar lentamente, sua respiração era calma e o Sol iluminava seu belo rosto corado, os cabelos bagunçados me pareciam macios o bastante para que eu levantasse minhas mãos pronta a tocá-los. Recuei ao lembrar que ele deveria acordar, se Esme viesse ao meu quarto essa não seria a cena mais agradável de se ver, até porque Edward estava somente de boxer, ela poderia pensar qualquer coisa.

Tentando ter coragem coloquei minhas mãos em suas costas e o sacudi lentamente, havia algumas pessoas que ficavam com um péssimo humor quando eram acordadas contra sua vontade, seria aliviante Edward não ser uma dessas pessoas. Predendo minha respiração voltei a sacudí-lo e dessa vez arrisquei cutucá-lo também.

Ele se moveu e me afastei um pouco dando espaço para que ele não acordasse e desse de cara comigo. Observei ele se contorcer retirando os lençóis de cima dele e deslizei meus olhos descaradamente pela sua barriga até parar em sua boxer. E merda! Ele estava duro! Havia um grande volume ali e fechei meus olhos por segundos para acalmar minha respiração ofegante.

Quando abri meus olhos Edward estava levando seus punhos fechados até os olhos e esfregando suas palpebras lentamente, ele parecia uma criança, estremamente fofo. Finalmente abriu seus olhos verdes que brilharam como duas esmeraldas quando ele me viu, se espreguiçou e sentou-se na cama fazendo o volume em sua boxer aumentar.

— Bom dia, Isabella. — Sussurrou, a voz dele ficava tão rouca pela manhã que arrepiava os pêlos do meu braço inteiro. Fiquei paralisada onde estava lançando alguns olhares para o centro das pernas definidas em músculos dele, então, Edward finalmente sorriu entendendo o motivo do meu choque. — Ah, isso. — murmurou, um sorriso torto iluminou sua face e ele ficou de pé. — Ereção matinal acontece quando acordamos com vontade de fazer xixi ou se dormimos com uma mulher muito gostosa e temos sonhos... Inadequedos. — explicou, minha pele esquentou muito e envergonhada olhei para o chão evitando seu olhar. — Vou para o meu quarto, obrigado pela noite. — disse, continuei onde estava e só levantei meus olhos quando a porta bateu anuciando que ele havia ido embora. Por que Edward fazia tudo ser tão embaraçoso?

Sem nada para fazer me sentei em frente ao computador após trancar a porta, não costumava entrar na internet mas não queria ir para a sala assistir televisão ao lado de Carlisle. Não sabia o que procurar, quando estava na internet só me dava vontade de procurar depoimentos de pessoas que superaram traumas como o estupro.

Entrei em um site sobre ajuda emocional e procurei por depoimentos, havia um em último lugar de uma garota chamada Leah e cliquei nele para ler.

"Olá, meu nome é Leah e tenho vinte e seis anos, meu estupro foi aos dezessete anos mas mesmo depois de quase dez anos não consigo me livrar de tudo que me acompanha. Na época eu era estudante, hoje sou formada em direito e defendo as pessoas mesmo tendo toda essa insegurança dentro de mim.

Na minha escola havia um garoto, ele era um dos mais populares e dos mais bonitos, eu era feia, usava ocúlos e aparelho, e tinha o cabelo ruim, mas ele demonstrava estar interessado de alguma forma.

Foi em uma sexta-feira de calor intenso que faltei a escola para ir até a casa dele desejar feliz aniversário, comentei que iria com mais seis amigas e assim aconteceu. Ao chegar na casa dele, ele me convidou para entrar totalmente educado, minhas amigas rejeitaram ficar pois não queria ficar olhando para nós dois.

Elas se foram e eu fiquei.

Por volta de quarenta minutos depois chegaram mais seis homens, não conhecia nenhum deles, não eram da escola e muito menos do bairro onde eu morava. Quis ir imediatamente embora, mas eles não deixaram e as horas que se passaram após foram de terror e dor, muita dor.

Em alguma parte eu desmaeei porque a dor era intesa demais, quando acordei estava no meio do nada, com aquela dor horrível e o medo, a insegurança, a culpa, a vergonha e a vontade de se matar, porque isso foi a única coisa que restou, o resto foi tudo arrancado pelos seis homens que me estupraram.

Meu recado para as garotas é que olhem bem com quem vocês ficam, as pessoas são muito ruins por dentro, não pensem que não acontece com você, porque acontece! E você vai se culpar muito quando ver que podia ter evitado tudo isso"

Fiquei alguns minutos olhando para a tela do computador, dez anos depois e ela não havia se livrado de todo o medo! Leah não havia informado se havia casado, nem se os homens foram presos ou se ela conseguiu se relacionar com alguém depois, eu gostaria de ler depoimentos assim para saber se eu ainda tinha alguma chanche de viver normalmente.

Mesmo que tais depoimentos me trouxessem lembranças ruins, era como tirar um peso das suas costas sabendo que tinha mais pessoas que tinham passado por isso, não que fosse bom, mas pelo menos alguém entenderia minha dor e meu silêncio. A todo momento pensava no homem que iria namorar ou casar, será que ele me aceitaria mesmo sabendo que eu havia sido estuprada?

Eu lutei para não entrar em depressão, travei uma guerra comigo mesma para não ceder a vontade de me matar, isso não era exatamente a melhor forma de acabar com tudo.

Continuei lendo depoimentos e ajuda de psicólogos que tinham blogs na internet. Sem nenhuma curiosidade saciada apaguei os registros e desliguei o computador. Agora não havia nada para fazer, seria um completo tédio até a hora do almoço. Esme sempre vinha pedir minha ajuda mas dessa vez não veio. Já era quase 12h e prosseguia deitada na minha cama olhando para o teto, ela estava com o cheiro de Edward e eu sabia que se quissesse dormir teria que trocar os lençóis e fronhas.

O meu celular tocou e rolei os olhos arrependida por não ter desligado-o ontem a noite. Era Sam. Ele só me ligava quando havia alguma coisa e não tinhamos combinado na escola, lentamente segurei o aparelho e apertei a tecla verde colocando no viva voz para não ter que encostar o celular na orelha.

— Isa?

— Oi, Sam. — Sussurrei.

— Eu liguei para saber se você está livre essa tarde, vai ter o chá-de-bebê da minha irmã aqui em casa e seria bom se você viesse. — Falou, mordi meus lábios lembrando que ele havia comentado algo sobre isso na escola.

— Tenho que ver com Esme.

— Ok, então... Se você for vir sabe o endereço, será ás 15h. — Falou.

— Tudo bem, tchau. — Falei antes de desligar. Com um suspiro deslizei minhas mãos pelo meu rosto tentando decidir se eu ia ou não. Sam era legal e eu sabia o quão ruim seria ficar no meio de tanta mulher sendo o único homem permitido a estar naquele chá-de-bebê, talvez pudessemos fugir e ficar na praça próxima de sua casa era melhor do que ficar rodeada de mulheres falando de sexo e homens.

Jasper não veio almoçar, então na mesa ficou eu, Carlisle, Esme e Edward ao meu lado. A comida era chinesa e comi realmente pouco porque o molho era forte demais. Quando a conversa se iniciou achei que seria um bom momento para pedir a permissão de Esme para ir a casa de Sam, é claro que Carlisle iria querer me levar mas podia aguêntar isso.

— Esme, gostaria de lhe pedir algo. — Sussurrei, a atenção dos três se voltaram para mim. — A irmã de um amigo meu, Sam, vai fazer seu chá de bebê hoje e ele me convidou para ir e queria saber se você poderia deixar.

— Que horas é? — Perguntou, com uma expressão confusa no rosto.

— Ás quinze horas. — Respondi. Nunca pedia para sair, a maioria das vezes eles tinham que me empurrar e agora por livre e espontânea vontade estava querendo ir para a casa do Sam presenciar um chá de bebê. Era uma mudança. Edward pigarreou ao meu lado e pela primeira vez na mesa o fitei e vi suas sobrancelhas se arquearem.

— Você não parece gostar desse tipo de coisa. — Ele disse, fiquei em silêncio e voltei meus olhos para Esme.

— Carlisle não poderá lhe levar, querida, sabe que ele tem reunião com o conselho ás 14h. — Ela disse lançando um olhar para Edward.

— Eu posso levá-la, não acho que ela deve ficar naquela casa sem conhecer ninguém e além do mais assim que ela cansar podemos vir para casa. — Edward falou, fiquei muda e não consegui fazer nada além de assentir, por que ele tinha que se intrometer onde não era chamado?

Edward estava subindo na minha frente e segurei suavemente em seu braço para virá-lo para mim. Precisava esclarecer que não precisava que ele me levasse que podia ligar para Sam ou ir de ônibus. Ele realmente não precisava fazer esse esforço, não queria dever um favor para ele, não se Edward fosse cobrar querendo dormir novamente na minha cama.

— Você não precisa ir, Edward. — Falei. — Há um ônibus que passa perto da casa dele, posso muito bem pegá-lo, não precisa se preocupar em me levar. — sussurrei, seus olhos deslizaram do meu rosto até meu busto, depois subiram novamente até meus cabelos e por fim ele suspirou.

— Eu quero ir. — Declarou. Olhei para ele desorientada, meus olhos estavam pedindo uma explicação para ele, por que Edward queria me seguir? — Eu quero saber se você é assim somente aqui em casa ou se com seus amigos é diferente, é uma pequena dúvida. — disse. Então ele estava indo para me espiar, para descobrir como eu me portava? Patético.

— Eu não quero que você vá. — Murmurei, baixinho quase inaudível. A idéia de estar sozinha com ele em um carro me apavorava.

— Então receio que terá que ligar para seu amigo e cancelar o passeio, minha mãe não vi deixar você ir sozinha. — Disse com um sorriso torto brilhando em sua face. Enfurecida soltei seu braço e caminhei em direção ao meu quarto. Edward estava no meu encalce e quase senti vontade de correr como uma desesperada, ele me alcançou na porta do meu quarto e segurou meus braços me virando para ele.

— Por que está fazendo isso comigo? — Perguntei com a voz baixa e tristonha. Minha respiração aumentou conforme ele se aproximava ficando a centímetros de mim com suas pernas rossando nas minhas e seu calor passando para o meu corpo.

— Eu não quero que você vá. — Sussurrou. — Quero que fique aqui comigo, posso ser mais interessante que aquele colegial. — disse, virei meu rosto e senti seus lábios em minha pele. Dessa vez era em minha bochecha quase em meu pescoço, Edward não se importava com o fato de seus pais estarem em casa, ele estava simplesmente aqui começando a me dar aqueles beijos que me derretiam inteira. — Vire pra mim. — pediu sussurando em minha orelha, meus dedos se fecharem em torno do trinco da porta e eu ofeguei.

Seu trajeto de beijos mudou de rumo, agora sua boca deslizava pelo meu pescoço, sentia meus olhos pesarem, meu corpo implorava para que eu continuasse a deixá-lo fazer isso, estava cedendo as suas carícias e Edward estava provando que podia ser muito mais interessante que Sam. Meu corpo amoleceu e com ele lambendo dessa forma minha pele, meus seios ficaram rígidos e senti aquela vontade de rossá-los em alguma coisa.

Escutava passos lá em baixo, era Carlisle e Esme, a qualquer momento eles podiam subir aqui e ver Edward fazendo isso comigo e... Merda! Isso estava muito gostoso. Me sentia desejada, ele não estava me pegando a força, só estava me excitando com calma como se não importasse o resto. Edward não era o monstro dos cabelos louros, ele era diferente e lambia muito bem.

— Você ainda quer ir? — Perguntou sem me olhar, seus olhos permanecia em meu pescoço ofegando na minha pele quente. — Eu acho que não. — sussurrou, sua boca se abriu e seus lábios tomaram meu lóbulo da orelha mordendo-o devagar e depois lambendo também. Depois disso não consegui segurar um maldito gemido que escapou pelos meus lábios entreabertos.

Edward calmamente levantou a cabeça e passou seus dedos pelo contorno da minha boca encarando-me com os olhos esverdeados. Nenhum de nós conseguiu dizer alguma coisa, um sorriso brotou em meus lábios sem querer, minha alegria era porque com certeza ainda conseguia beijar um homem, mas dependendo do momento. Edward não precisava me tocar a força e por isso tinha uma certa segurança em deixar ele me beijar, mas talvez com os rapazes colegiais fosse diferentes, eles não eram tão experientes e calmos assim.

— Você gostou. — Ele murmurou beijando minha testa e retirando meus cabelos do rosto. — Nós podemos sair, eu e você, vou fazer você se divertir se me der a chanche de fazer isso. — disse passando o polegar pelos meus lábios. Era um convite tentador, mas se com Carlisle e Esme aqui ele agia dessa forma não queria nem imaginar o que ele era capaz de fazer comigo dentro de um carro sabendo que não iria ter ninguém por perto.

— Eu não sei. — Murmurei, sinceramente.

— Por favor, podemos fazer um trato. — Falou, o encarei esperando sua proposta. — Se não gostar de sair comigo, não vou mais atormentá-la, juro que nem mesmo chego perto de você novamente. — disse, a proposta não me aguadou. Minhas mãos estavam formingando para trazer ele para perto de mim e não afastá-lo. Mas, eu sabia que Edward era um homem que não iria querer ficar para sempre nos beijinhos e no momento que a relação sexual chegasse eu iria recuar como um gatinho assustado.

— Edward, receio que estamos indo longe demais, não é exatamente assim que deveriamos estar. — Falei. — Se seus pais descobrirem eu não sei o que pode acontecer comigo.

— Eu não vou forçar você a nada, Isabella, não há o que temer, meus pais não vão implicar conosco, eu sei disso. — Falou, suspirei e olhei para o chão e depois para ele novamente.

— Tudo bem, podemos passar a tarde juntos se você me levar no Sam primeiro para que eu possa explicar a situação. — Falei, mordendo meus lábios.

— Como quiser.

Carlisle ficou surpreso quando Edward disse que iriamos sair juntos, Esme ficou radiante e disse que seria muito bom se repetissemos esse programa. Minha roupa era leve, o dia estava totalmente ensolarado e com certeza iria permanecer assim até o fim da tarde. Ainda não sabia onde ele iria me levar mas só por precaução levei meu celular, eu não conseguia simplesmente confiar nos homens, sabia que nem todos pensavam com maldade, mas pelos olhares de lobos famintos a maioria deles pensava.

No carro sentei no banco da frente, estava pensando no que poderia dizer a Sam quando estava arrumada daquela forma, era óbvio que não poderia mentir, então diria que Edward havia me chamado para sair primeiro e que iriamos somente dar algumas voltas, era uma desculpa fracassada, porém, eu não tinha outra. Edward entrou no carro e olhou para minhas pernas suspirando logo depois.

— Você poderia vestir algo menos curto, Zeus me ajude. — Disse, depois disso travou as portas do carro e abriu o portão para sair da garagem. Essa era a primeira vez que estava saindo com um rapaz sem ninguém por perto, quando morava com meus pais biológicos saia com meus colegas, mas nunca havia tido um namorado fixo somente alguns ficantes. Agora estremecia só de pensar em ficar com algum rapaz. Expliquei onde ficava a casa de Sam e depois disso não voltamos a nos falar, Edward era fã de Nickelback fomos o caminho todo escutando música deles, pelo menos combinavamos em alguma coisa. O silêncio se estendeu e algumas vezes colocava as mãos no colo, isso quando os olhares de Edward estavam muito intensos. Ele parou em frente a casa do Sam e antes que eu descesse ele segurou em meu braço. — Volte logo ou vou lhe buscar.

Havia bexigas azuis espalhadas por todo canto, com certeza era um menino. Uma mulher na porta havia me indicado a sala de estar que era onde Sam provavelmente estaria, subi as escadas e quando estava no pernúltimo degrau escutei as gargalhadas vindas da porta próxima, me aproximei e olhei para dentro procurando Sam no meio de tanta mulher vestida de azul com presentes na mão.

Sam estava no canto e quando me viu pareceu surpreso e depois aliviado, caminhou até mim com um sorriso no rosto e sabia que aquilo era porque ele pensava que não ficaria mais sozinho. Como dizer a ele que não iria ficar porque queria sair com um cara que nem conhecia direito e que podia fazer qualquer coisa comigo?

— Que bom que veio, essas mulheres são assustadoras. — Disse, sorrindo. — Vamos pro terraço, daqui a pouco vão começar a gritar. — falou, assenti caminhando cum ele em silêncio até o terraço deserto que dava vista para a rua, olhando lá pra baixo pude ver o carro de Edward e me lembrar da ameaça dele, precisava falar rápido.

— Não vou poder ficar. — Sussurrei, ele me encarou e fugi do seu olhar confuso. — Eu vou ter que sair. — falei olhando para o carro de Edward, foi justamente nesse momento que ele saiu do carro de ocúlos escuros e olhou para o relógio. — Sinto muito. — declarei. Meu único descuido foi não conseguir parar de olhar lá pra baixo, tinha medo que Edward cumprisse sua promessa. Infelizmente Sam percebeu para quem eu olhava.

— Ah, Edward. — Disse, assenti rapidamente. — Tudo bem, nos vemos segunda na escola. — falou, após isso me deu um beijo na bochecha e lentamente se retirou do local me deixando sozinha. Por que ninguém ficava feliz por eu estar saindo com alguém? Isso era tão vitorioso para mim.

— Como ele é líder do time de basquete? Ele parece ser tão lento. — Edward disse quando voltei ao carro, ignorei seu comentário idiota e adentrei o veículo colocando rapidamente o cinto. — Você tem boas relações na escola, então você não deve ser calada dessa forma, é só comigo? — perguntou entrando no carro e travando as portas. Não tinha o que dizer, eu também não falava muito na escola, mas o problema com ele era porque tinha medo de dizer qualquer coisa já que não pensava direito.

Era meio vergonhoso também encará-lo depois dos beijos ousados que ele tinha dado em mim, em nenhum momento tinha tocado meus lábios mas suas lambidas eram tão gostosas que até esquecia de tentar beijá-lo na boca. Um calor tomou meu corpo me lembrando do modo que ele havia dormido comigo, o corpo quente colado ao meu e suas pernas esfregando no meio das minhas, olhei para a janela evitando ofegar e pensar coisas estúpidas porque sempre acabava corando.

— Para onde vamos? — Perguntei como uma forma de me distrair, ele ainda não havia me dito onde ia me levar e isso importava muito, eu não conhecia os gostos dele, não sabia o que ele apelidava de diversão ou entrerterimento.

— Estou pensando, o que você gosta de fazer? — Perguntou, parou no farol vermelho enquanto esperava as mulheres vestidas com shorts curtos passarem correndo, cruzei minhas pernas e sua atenção se voltou para mim. — Isabella, se continuar mexendo suas pernas dessa forma juro que não vou continuar me controlando. — disse, fitei ele e abaixei um pouco mais o vestido, sem sucesso, ele era curto demais mesmo.

— Me desculpe. — Sussurrei.

Alguns minutos depois estavamos em frente a um parque de diversões, não parecia exatamente um parque para crianças já que ficava afastado e era totalmente fechado. Deslizei para fora do carro e pude ver Edward saindo com os ocúlos escuros, a bilheteria estava com uma pequena e tivemos que esperar mas logo Edward comprou duas entrada e adentramos o local.

— Esse é um parque de terror mas não se preocupe, vou proteger você. — Disse, pisquei algumas vezes e em seguida olhei para a porta principal com cortinas negras. Eu não gostava de filmes de terror, nem de levar sustos, já tinha medo demais dentro de mim.

Com uma mão apoiada em minha cintura Edward me levou para dentro, o lugar era bizarro, assim que entramos encontramos vários quadros de pessoas mortas, uma mulher que estava em nossa frente se aproximou de um e do quadro saiu um som de grito fazendo todos que estavam na sala pularem assustados. Eu não fui a excessão, só Edward que permaneceu onde estava sem parecer se assustar.

— Eu adoro esse lugar, vocês se assustam tanto. — Murmurou, dessa vez seus dedos se fecharam em torno de meus quadris e ele apertou seu corpo contra o meu dando a impressão que eramos um casal. — Esse local é antigo, evoluiu um pouco mas ainda é as mesmas coisas, quando era do colegial trazia as garotas aqui para beijá-las no cubo solitário.

Abaixei minha cabeça e prossegui olhando em nossa volta, nesse corredor havia poucas luzes, as paredes eram pretas e as imagens assustadoras. Mesmo sem querer deslizei para perto de Edward e coloquei minhas mãos timidamente em sua cintura, ele gostou do meu gesto mas respondeu somente com um sorriso e um beijo leve em meus cabelos me surpreendendo com esse gesto de carinho.

O segundo andar era assustador, era um cenário de uma casa antiga, móveis quebrados, sangue nas paredes e fotos rasgadas em cima de mesas antigas. Estava escuro, só uma pequena vela iluminava tudo, nessa sala havia poucas pessoas, somente duas mulheres examinando um quarto e um homem lendo um dos bilhetes que estavam na mesa.

Me aproximei do interruptor de luz que estava na parede e quando o apertei um grito forte me fez pular para trás, cai sentada de bunda no chão e não resisti e sorri de mim mesma. Edward me ofereceu a mão e quando fiquei de pé nós dois começamos a sorrir, a cena era engraçada. Limpei meu vestido e notei como Edward olhou meus movimentos mordendo os lábios parecendo estar desconfortável.

— Eu sou uma idiota. — Falei olhando para o interruptor, agora a sala não tinha mais as duas mulheres somente o homem. — O que mais tem aqui? — perguntei temendo ficar sozinha com esse homem e Edward aqui. Fiquei um pouco aliviada quando ele se retirou, mas aqui estava escuro e havia um homem ao meu lado, não escutava nada que vinha da outra sala, podia acontecer deles não me ouvirem também. — Vamos sair aqui, por favor. — pedi.

— Você está com medo? — Perguntou, fiquei em silêncio fitando as coisas ao redor. — Não quer me contar do que tem medo? — indagou, suavemente.

— Não gosto de estar em lugares escuros e fechados. — Confessei, ele arqueou a sobrancelha como se estivesse ligando minhas palavras a alguma coisa. Eu tinha falado demais, mas era um alívio deixar ele saber o que me assustava, assim ele tentaria menos lugares assim. Pelo menos era o que eu achava.

— Se você quiser podemos ir embora comer em algum lugar. — Surgeriu, com um sorriso agradecido acenei positivamente com a cabeça e deixei ele me enlaçar pela cintura. Estava tentando mostrar a minha mente que ele não era meu estuprador, ele não iria me machucar e que agora estavamos indo embora do lugar escuro, não havia mas o que temer.

Assim que chegamos ao seu carro não falei nenhuma palavra, Edward abriu a porta para mim como um profundo cavalheiro e não falou nada quando meu vestido prendeu na porta e tive que levantá-lo um pouco para tirá-lo. Quando entrei no carro escutei um suspiro e somente abaixei meu vidro recebendo um pouco de vento no meu rosto. Tinha que adicionar a minha lista que Edward com certeza já tinha uma teoria sobre mim e quando tivesse coragem ia perguntar sobre ela.

Paramos na Starbucks e escolhemos um Frappuccino blended beverage à base de creme, para mim foi de morango e para Edward de chocolate. Sentamos na mesas do térreo e ele me encarou enquanto sentava, estudou meu rosto até quando abaixei a cabeça interrompendo nossa troca de olhares.

— Isso é realmente bom. — Falei, enquanto sugava pelo canudinho, não sabia o que tinha me dado, só queria tocar em algum assunto pra fazê-lo parar de me examinar como um germe sob um microscópio.

— Eu era viciado nisso antes de ir para a faculdade, depois comecei a tomar somente o Caffe Mocha. — Falou, murmurei para ele saber que eu estava compreendendo e continuei a tomar minha bebida. — O que acha que podemos fazer? Quero que você dê a dica para que não tenhamos que voltar. — sorriu, dei um sorriso fraco e tornei a abaixar minha cabeça. Ele era desnumbrante também.

— Eu gosto de lugares silenciosos. — Falei. — Você não deve conhecer muitos lugares assim mas, é disso que eu gosto. Adoro o silêncio.

— Algumas pessoas sábias dizem que quem gosta de silêncio são pessoas que tem medo ou que não apreciam ficar na companhia de outras pessoas. — Falou, fiquei rígida e perdi totalmente a vontade de beber o Frappuccino que estava em minha frente. Ele parecia ser mestre em descobrir as coisas quando se tratava dos outros. — Qual é o seu caso? Você tem medo?

— Todos tem medo. — Falei, tentando sorrir e fazer a conversa parecer casual.

— Você sabe que não foi nesse sentido, você tem medo de muita coisa, seu medo é maior do que o das outras pessoas. — Murmurou. — Me conte, Isabella. — pediu. Me inclinei para trás e fugi do olhar dele que implorava para mim, seus olhos verdes eram muito seduzentes e era capaz de fazer qualquer coisa quando ele me olhasse dessa forma. — Por favor. — sussurrou.

— É... É um...

— Trauma. — Terminou por mim, abri minha boca para responder mas não queria me complicar ainda mas por isso permaneci em silêncio deixando ele saber que sua teoria estava certa. Eu tinha medo por causa de um trauma. — Esse trauma faz tempo ou é recente? — perguntou, olhei para o lado tentando fazer o assunto acabar mas ele permaneceu firme. — Não vai me responder?

— Não faz tanto tempo. — Falei, mexendo minhas pernas inquietas. Edward me olhou de modo diferente e finalmente suspirou, abriu sua boca para dizer algo mas o interrompi: — Não quero falar sobre isso, por favor, vamos mudar de assunto.

— Como quiser. — Falou. — Mas ainda vou arrancar isso de você. — garantiu me fazendo estremecer.

— Para onde vamos? — Perguntei após ele pagar a conta e começarmos a sair da loja, ele se manteve ao meu lado enquanto caminhavamos para o carro, o tempo passava rápido quando se estava ao lado de Edward, já eram mais de 17h30 e o Sol estava começando a desaparecer, algumas nuvens tomavam o céu e isso era normal em dias muito quentes, chovia sempre no final da tarde.

— Você tinha razão, não tenho idéia de um lugar silencioso que não seja o jardim da minha casa. — Falou parando na porta de seu carro. — Onde acha que poderiamos ir? — perguntou, mordi meus lábios pensando em algum lugar que fosse silencioso mas não deserto. Ao certo nunca sabia o que esperar das pessoas, tinha maldita sensação de medo para tudo.

— Eu não sei onde ir Edward, não costumo sair muito de casa. — Murmurei de cabeça baixa.

— Por que você não sai? As líderes de torcida vão para lugares legais. — Falou. Não queria dizer a ele que achava todas elas um bando de vadias, que eram compradas por qualquer colar de diamante, porque Edward devia ser amigo delas já que elas estavam em sua festa de boas-vindas pela sua volta.

— Eu não ando com elas para sair. — Falei.

— Ainda bem, não imaginava uma garota como você saindo com um bando de pequenas prostitutas do segundo grau. — Disse, mordi meus lábios e olhei para os lados examinando as pessoas que passavam. — Ok. Vamos dirigir até encontrar um lugar bacana. — falou abrindo a porta do carro, só queria saber onde isso ia dar.

Paramos em um parque florestal quase uma hora depois, o lugar parecia um bom lugar para ficar em silêncio, era bem o tipo de ambiente que eu precisava poderia vir aqui todos dias se o parque não ficasse no outro bairro quase a duas horas da minha casa. Deslizei para fora do carro e deixei meu celular no veículo, havia receio em fazer isso mas, gostava de ficar com as mãos vazias também. Edward não iria me fazer mal, eu tinha que acreditar nisso.

Lá dentro havia poucas pessoas, tinha um carrinho de sorvete próximo e Edward comprou dois picóles para nós. Seguimos por uma trilha até chegar em um local alto, me sentei em uma banco de madeira sendo acompanhada por Edwad que permanecia dando mordidas em seu picóle. O meu estava derretendo já que eu lambia e demorava muito, ainda estava bem calor mesmo sem a luz do Sol.

Tentei morder o sorvete e como resultado um pedaço do sorvete deslizou e caiu sobre minhas coxas, estava quase pronta a tirá-lo com a mão mas Edward segurou meu pulso. Olhei para ele confusa mas antes que pudesse dizer algo, Edward deslizou para baixo e passou a língua sobre minha coxa me fazendo ofegar surpresa.

Sua língua quente substituiu o conteúdo gelado e deslizou em círculos pela minha pele arrepiada. Deixei meu sorvete cair no chão incapaz de segurar algo em minhas mãos, aquilo era delicioso e a resposta era diretamente no centro das minhas pernas. Segurei no banco e mordi meus lábios enquanto ele separava suavemente minhas pernas deslizando sua língua pela parte inferior mas nunca mudando de lugar, suas lambidas eram sempre em torno do mesmo lugar, só descia e subia ás vezes.

— Me diga que quer isso porque eu vou perder o controle. — Sussurrou, fiquei em silêncio somente ofegando com as sensações de arrepios em todo meu corpo. — Merda! — gruniu se afastando. — Por que não me pede para parar? — perguntou, fiquei em silêncio fitando-o com o rosto avermelhado. — Você vai me deixar louco. — declarou se levantando logo depois jogando o resto do seu sorvete longe.

Depois o clima ficou pesado, na hora de ir para casa ninguém disse nada, minha mente estava nas imagens de vê-lo lambendo minha coxa daquele jeito. Imginava se tivesse segurado meus cabelos e feito-o lamber onde estava realmente incomodando queria saber qual a sensação de seus lábios tão macios beijando meu centro que se molhava todo com suas carícias. Meu senhor! O que eu estava pensando? Eu provavelmente não conseguiria deixá-lo fazer isso.

Fixei meus olhos nas ruas e tentei me destrair com as pessoas mas nada conseguia ser mais tentador do que fitar Edward. Escutei um suspiro pesado vindo da parte dele mas não consegui me virar, tinha vergonha e medo de encará-lo. Eu provavelmente era uma idiota por isso, mas seus suspiros eram fortes e ele devia estar nervoso comigo, irritar um homem como Edward é colocar a mão no fogo e implorar para que ela não derreta.

Chegamos em casa depois das 20h, as luzes da sala e da cozinha estavam ligadas, Jasper provavelmente não havia chegado e se tinha chegado estava assistindo filme com Carlisle, esse era o programa de todas as noites que costumavamos fazer.

— Isabella. — Edward chamou quando tentei abrir a porta para sair do carro. — Me desculpe por hoje.

— Não, tudo bem. — Murmurei, sem mais nada para dizer destravei a porta, mas antes que tivesse a chanche de sair Edward me puxou novamente para dentro segurando-me contra seu corpo.

— Eu ignorei essa vontade a tarde toda, mas foda-se, vou beijá-la.