Hello

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Mais uma recomendação *-* tive que postar né.
Enfim, espero que gostem desse cap, as coisas vão começar a esquentar. KKKKKK
Espero reviews porque tenho bastante capitulos pra postar.

4

— O que você quer? — Perguntei, minha voz estava rouca e baixa demais, e olhei para ele pra conferir se ele tinha escutado minha pergunta.

— Esme me pediu para chamá-la, para nos ajudar no jantar, Jane teve que ir embora mais cedo para ir no dentista. — Sussurrou, cambaleei para frente e fiquei de pé.

— Diga a ela que descerei em alguns minutos. — Falei, ele não se moveu e aproveitei para correr até o banheiro e fechar a porta atrás de mim. Enquanto me despia para tomar um rápido banho pensei sobre ter trancando a porta, estava com tanto sono que não conseguia me lembrar se tinha sido sonho ou realidade.

Outra coisa que me assustou foi o fato de não ter me assustado com Edward no meu quarto, talvez fosse porque estava acordando mas agi como se tivesse sido uma coisa normal. Há alguns dias atrás iria estremecer ao acordar com ele do meu lado, mas agora estava falando normalmente como se isso tudo não fosse perturbador. Eu devia estar mesmo enlouquecendo.

— Bella, fique com Edward, vou até o mercado comprar queijo. — Esme disse, assim que entrei na cozinha. — Se puder, ajude-o a fazer a massa das panquecas e rechear a torta, está tudo sobre a mesa. — Ela falou, acenei com a cabeça e fiquei onde estava enquanto ela retirava seu avental e caminhava para a sala. Segundos depois escutei seu carro arrancar lá fora. E novamente estava sozinha com Edward.

— Pode me ajudar com a torta, odeio fazer creme, sempre me sujo todo. — Falou, fiquei alguns segundos parada, mas depois tomei coragem e caminhei até onde ele estava. Olhei para cima da mesa, realmente tudo que precisaria estaria lá, havia bastante ingredientes entãos seria para cobertura e recheio, como Esme sempre fazia. — Tem tudo que precisa? — Indagou, roucamente, atrás de mim.

Seu corpo estava próximo, eu podia sentir seu perfume delicioso perto de mim. Ele se aproximou mais e em busca de algo para fazer apanhei o prato com barrinhas de chocolate e caminhei até o outro lado da cozinha em busca de uma pequena tijela para derretê-los no microondas. Quando a achei coloquei-a no microondas e voltei minha atenção para apanhar o resto dos ingredientes. Podia escutar os passos de Edward vindo para perto de mim, e eu queria correr e ao mesmo tempo ficar, só para sentir um pouco mais do seu perfume.

— Então, Bella, onde esteve a tarde toda? — Perguntou, fiquei em silêncio e comecei a apanhar o leite e derramá-lo na tijela. — Ah sim, o que foi que deixou escrito em sua cama? Que foi a biblioteca? — ingadou, prossegui como estava e olhei por um momento para o microondas e Edward se aproximou.

— Sim, tinha que ler um livro. — Respondi, em uma tentativa frustrada de afastá-lo.

— Pensei que era pra fugir de mim. — Sussurrou, dessa vez com a boca quase colada a minha orelha. Meu corpo, por algum motivo, se arrepiou e senti vontade de ir lentamente para trás e sentir aquele calor novamente. Mas o que estava pensando? Não podia controlar meus pensamentos e nem minhas reações já que agora estava totalmente corada. — Por que não experimenta fazer em vez de pensar e corar? — perguntou, e dessa vez fiquei mais vermelha que um pimentão.

— Eu não pensei nada. — Falei, me aproximei mais da mesa em busca de um apoio e pude sentir seu corpo lentamente colando ao meu. O cós da sua calça rossou perto da minha cintura, rente as minhas nadêgas e esse contato me fez fugir. Essa não era uma lembrança boa e meu corpo erijeceu imediatamente.

— Você tem medo, não é? — Perguntou, ainda muito perto de mim. Perigosamente perto.

— Não. — Murmurei, baixinho.

— Isabella, eu já namorei muitas mulheres, sou mestre na arte de saber quando elas mentem, principalmente porque mulheres como você, não sabem mentir direito. — Falou, não tive como responder, apenas abaxei minha cabeça e tentei me concentrar em algo, só para fugir dele. Mas Edward não era quem desistia fácil, e entendi isso quando ele tocou, suavemente, meu braço. — Me deixe tocar você, Isabella, eu não vou machucá-la. — sussurrou, colando seu corpoum pouco mais ao meu. — Eu vou fazer o que você pedir, só me deixe... Sentir você. — pediu.

E se houvesse alguma mulher que resistisse um pedido desse, ela merecia ganhar um oscar.

Não consegui falar, meu silêncio foi como um consentimento, queria realmente dizer não à ele, mas Edward se demonstrava tão amável e suas palavras soavam tão encantadoras que era quase impossível ser fria ou indiferente com ele. Seus dedos ainda deslizavam por meu braço, mas a distância dos movimentos cresciam, agora todo meu braço formigava com os dedos dele deslizando por ele.

Sentia sua respiração sobre meus cabelos e aos poucos ela se aproximou, seus dedos retiraram meus fios do pescoço e senti o ar quente da respiração pesada e masculina. Edward estava se aproximando de mim, seu corpo quase colado totalmente ao meu e eu estava paralisada somente sentindo as leves vibrações que surgiam em meu corpo.

— Viu só? — Indagou, seus lábios colaram-se a minha pele suavemente e um beijo foi depositado na minha nuca. — Você gosta disso, está negando algo que precisa. — Sussurrou, mais outro beijo e minha pele se arrepiou. — Você precisa de carinho e eu vou lhe dar isso, dar tudo que você precisa, é só você permitir.

Era nesse tipo de promessa que receava acreditar, ele parecia ser estremamente sincero, mas nem mesmo o conhecia! Pela lógica ele era um estranho, não havia nem um mês que estavamos vivendo juntos e ele já estava me tocando, arrepiando meu corpo e dizendo coisas perturbadoras para mim. Se eu fosse esperta diria chega ou impediria que ele continuasse, mas eu devia ser estremamente burra porque me inclinei para trás como sinal de que havia gostado a sua boca sobre minha nuca.

Sua boca era tão quente, ela parecia estremamente acolhedora e abrigar meus lábios nela parecia uma boa idéia. Aquela sensação de culpa começou a predominar em minha mente, enquanto o calor dos beijos dele predonaminava pelo meu corpo, eram sensações diferentes, mas elas me seduziam completamente a ponto de pensar em deixá-lo pelo resto da noite beijando meu pescoço daquela forma.

Ele se colou completamente a mim segurando meus braços para que não tentasse escapar, não era um aperto de possessão, era um aperto leve como se receasse que eu pudesse querer me soltar. Algo quente deslizou para perto da minha orelha e a indentifiquei como a língua quente e macia dele, ela deslizou até meu lóbulo e deu lambidas ousadas ali. Meus joelhos ficaram fracos e meus olhos teimavam querer se fechar, havia um calor intenso no meio das minhas pernas e eu sabia que estava excitada. E eu não deveria estar, como não deveria também estar deixando ele me lamber dessa forma, Esme poderia chegar, ou Jasper vir até a cozinha, e céus! Esse pensamento me fez se afastar dele subtamente com minha face totalmente avermelhada.

— O chocolate derreteu. — Sussurrei, foi a única coisa que veio em minha mente, não queria ter que me explicar, mas era tudo que conseguia dizer no momento. Estava com tanta vergonha que se tivesse algum lugar para ir a essa hora, correria até lá somente para não ter que encarar Edward novamente essa noite.

Estava impressionada com a minha capacidade de se excitar tão facilmente, pensava que após o estupro a possibilidade de me excitar ao beijar alguém seria zero, mas aqui estava a prova de que conseguia voltar a ser normal novamente. Apesar de estar irritada por ter cedido tão rapidamente, estava feliz porque esse era um dos primeiros passos da minha total recuperação. Mas se tivesse que me recuperar, não seria com Edward, não podia deixar Esme ou Carlisle pensar que estava tentando ficar com o filho deles para prosseguir na familia já que a qualquer momento eles poderiam se livrar de mim.

— Me desculpe, não sei o que estava pensando. — Edward, disse. Não respondi, até porque não tinha a mínima idéia do que dizer a ele, era tão embaraçoso que não consegui nem mesmo voltar a minha cor normal, o vermelho permaneceu em minhas bochechas mostrando a Edward toda minha vergonha. — Eu sou meio estúpido, ás vezes, mas o que disse para você é verdade, eu a quero Isabella, quero dar tudo o que você precisa, mas... Há algo que não deixa você nem mesmo me dar uma resposta.

Fiquei em silêncio mediante suas palavras, apanhei todos os ingredientes que precisava e comecei a preparar a calda e o recheio, Edward não veio para perto de mim, o que foi um alívio, mas ele permaneceu na cozinha, sentado no balcão, observando todos meus movimentos, como sempre fazia. Tentei fazer com que aquilo não me atrapalhasse e agi naturalmente porém meus movimentos eram sempre inseguros e tentava não errar nada, era como estar diante de um professor e fazer tudo para não errar uma prova para não ser reprovado.

Assim que terminei de rechear a torta, joguei um creme por cima confeitando de modo lento para deixar a calda como eu queria, coloquei tudo que estava sujo dentro da pia e recolhi os papeis e embrulhos vazios. Esme chegou minutos depois, a tensão pareceu diminuir, agora ela estava na cozinha e Edward não tentaria nada, pelo menos achava que não.

Carlisle não jantou conosco como havia dito, a mesa ficou em total silêncio, somente o barulho dos talheres se chocando contra os pratos. Jasper se manteve calado, e Esme tentou puxar assunto duas vezes, mas não obteve nenhum sucesso. Nenhum de nós parecia muito animado para falar, Edward estava olhando fixamente para seu prato, eu me mantive pensando e Jasper estava com os olhos cravados na parede, Esme era a única que encarava a todos nós, porque ela não tinha segredos e nem magoa para esconder. Totalmente ao contrário de mim.

Depois do Jantar Edward se ofereceu para ajudar com a louça, vi ali uma escapatória e depois de limpar a mesa caminhei até meu quarto e tranquei a porta. Nunca fazia isso aqui, Carlisle havia me dito que odiava portas trancadas mas que faria uma excessão a mim porque eu ainda estava me acostumando com o ambiente. No orfanato cada garota tinha seu quarto, as irmãs tinham muito medo de que começassemos a ter relações sexuais entre nós mesma já que os garotos ficavam em uma ala completamente diferente da nossa, esse era um modo de proteger as que ainda tinham sua virgindade intacta.

Ainda tinha a minha virgindade, porém pelos relatos das garotas, ser fodida por trás doía dez vezes mais do que pela vagina, foi então que entendi que meu estuprador queria me causar dor, ele não se importava com seu prazer, não se importava com o melhor lugar, ele só queria me causar dor, só queria me ver gritar e sangrar sem poder me defender.

Um gosto amargo se formava em minha boca toda vez que me lembrava, foi realmente humilhante estar rodeada de policiais querendo uma pista do homem que havia me estuprado, e em seguida meu pai chegar bêbado e quase ser preso por desacato a autoridade. Muitos políciais demonstraram sua pena por mim, quase todas pessoas tinham e saber que os outros sentem pena por você é algo totalmente frustrante e dilarcerante. Ninguém merece tal castigo.

Quando finalmente coloquei o pijama destranquei a porta, se Esme precisasse entrar no meu quarto para algo ela não teria que me acordar. Edward não iria entrar no meu quarto, depois do que aconteceu na cozinha ele não pareceu mais querer conversar. Isso me deixou um pouco chateada, ele havia dito que me queria, mas depois agiu idiferente como se eu fosse uma porcelana frágil que iria se partir em pedaços se caísse no chão. Não o entendia, ele era difícil de ler.

Deitei na cama e fechei os olhos, contaria carneirinhos se precisasse, só queria poder pegar no sono e não ter que viver com a realidade, pelo menos nos sonhos tudo era mentira.

O dia amanheceu sem nuvens no céu, coloquei uma blusa leve e fina que pudesse ser enrrolada e amassada dentro da mochila no caso do tempo esquentar. Deixei meus cabelos soltos e usei um pouco de maquiagem, nada pesado, somente um pouco de lápis e uma sombra clara que deixava meus olhos castanhos mais ressaltados. Na hora de passar pela porta de Jasper, fiquei com receio de bater na porta, o clima entre nós não estava bom, mas não podia simplesmente deixar pra lá. Após um suspiro dei duas batidinhas leves na porta e caminhei para baixo já que estava um pouco atrasada.

Jasper já estava na mesa, Carlisle estava lendo o jornal e Esme passando geléia em suas torradas, me sentei e rapidamente me servi com leite frio sem açucar, estava sem fome por causa do jantar de ontem, ainda havia torta mas Jasper estava com ela perto dele e preferi não incomodar. Minutos depois estava no carro de Carlisle anotando alguns detalhes do livro que havia lido ontem, Jasper estava longe, olhando pela janela e sem manteve assim até chegarmos na escola. Eu gostava de falar com ele, mesmmo sendo poucas palavras, isso até alegrava meu dia porque ele era uma das poucas pesssoas que eram verdadeiras comigo, suspirei e caminhei atrás dele, e assim que o carro de Carlisle se afastou segurei Jasper pela blusa.

— O quê? — Perguntou, se virando para mim com a expressão surpresa.

— Você está me ignorando, desde ontem, eu não gosto disso, Jasper, quer me dizer o que está lhe incomodando? Tem algo a ver comigo? — Perguntei, alguns estudantes passavam por nós e por esse motivo me aproximei mais dele para conseguir falar baixo. Um vento soprou e os cabelos dele voaram, ele ficava muito bonito desse jeito bagunçado e um dia tomaria coragem para dizer isso a ele.

— São problemas pessoais, me desculpe se estou sendo grosseiro, essa não é minha intenção. — Falou, o tom era frio e suas palavras eram tão artifíciais que pareciam ter sido decoradas em um discurso. Ele não estava falando a verdade, talvez tivesse alguma relação com problemas pessoais, mas isso não era tudo, a resposta não estava completa.

— É só isso mesmo, não tem nada mais? — Perguntei. Não me reconheci, provavelmente deixaria pra lá depois da primeira resposta, mas com Jasper era diferente, tinha forças para lutar com ele, porque ele era mais frágil e não me dava medo. — Por favor, Jasper, não minta para mim.

— Quer mesmo falar sobre mentiras, Isabella? — Perguntou, seu tom não estava tão baixo quanto o meu e uma garota que passou por nós abaixou a cabeça como se não tivesse escutado. Ele estava me acusando e em resposta a essas palavras encolhi meus ombros arrependida por ter tocado nesse assunto. Jasper conseguia magoar qualquer pessoa quando queria.

— Tudo bem, me desculpe. — Murmurei, recuando. Agora eu voltava a ser a Isabella covarde sem coragem para dizer nada e arrependida por ter tentado ser corajosa pelo menos uma vez, a coragem ás vezes prejudica as pessoas. — Eu só queria saber, mas... Me desculpe, Jasper, não quis ser intrometida. — falei, ele tentou me segurar mas fui rápida e dei passos para trás trombando com uma aluna que para meu conforto somente sorriu. Aproveitei e caminhei com ela para dentro da escola, meu rosto estava ardendo, mas eu sabia que era porque Jasper havia dito aquilo, era uma verdade que estava sendo jogada contra mim, eu não podia dizer nada sobre mentiras, isso era um fato.

— Isabella, pode responder minha pergunta? — O professor perguntou, me virei para ele e abandonei o cartaz onde meus olhos estavam pregados. Não estava conseguindo prestar atenção na aula, por isso pisquei meus olhos e obsevei toda sala me olhando. — Tem alguma coisa no cartaz que seja mais importante que a minha pergunta, srtª?

— Me desculpe, pode fazer o favor de repetí-la? — Perguntei, suavemente. Ele suspirou e repetiu sua pergunta ao aluno da frente, Joss me fez uma careta de questionamento e eu somente lhe dei um sorriso forçado e voltei minha atenção ao professor tentando me concertrar na aula para não perder nada.

O intervalo estava animado, Sam não estava lá, uma garota me disse que ele teve que faltar porque ia no dentista, tive que ficar com as garotas que chamavam total atenção no intervalo. Jasper estava conversando com alguns rapazes e lançava olhares rápidos para mim porém quando notava que eu estava fitando-o, ele desviava o olhar e conversava qualquer coisa com os garotos.

O papo das meninas sempre era o mesmo, maquiagens, namorados ou roupas, mas hoje o assunto era diferente, uma delas puxou um assunto sobre sexo e todas começaram a falar sobre isso, algumas contavam suas experiências de primeira vez e até comentaram sobre o pênis do professor de Educação Física do primeiro ano. Elas não eram discretas, sorriam mediante a comentários como o gosto do gozo do namorado ou como a camisinha atrapalhava na hora das relações. Queria ser como elas, mas me mantinham calada e deixava o assunto rolar, elas sabiam que eu não era muito de papo por isso perguntavam minha opinião somente uma vez, se eu não respondesse, elas desistiam.

Logo o assunto se voltou para os vibradores e objetos que ajudavam a mulher gozar com ou sem ajuda de um homem, por algum motivo essa parte me interessou, mas logo minhas bochechas se avermelharam ao pensar na possibilidade de comprar um vibrador para mim. Isso era, com certeza, insano e estúpido.

Na hora de ir embora não esperei o Jasper, simplesmente segui para casa, o Sol estava fraco, mas o dia estava quente, então haveria bastante pessoas na rua, não iria acontecer nada. Mesmo vendo bastante carros e alguns pedrestes caminhei rapidamente e quando cheguei em casa estava suando e cansada, joguei minha mochila no chão e me sentei no sofá, Jane me comprimentou e após uma breve conversa ela continuou a trabalhar e eu a descansar.

Tive vontade de perguntar a ela sobre Edward mas fiquei com receio de que ele estivesse em algo lugar da cada escutando, isso me deixaria constrangida. Depois de alguns minutos subi para o meu quarto, tomei um banho e coloquei uma roupa fresca pronta para descer e perguntar a Jane se ela queria ajuda com algo. Isso geralmente era o passa-tempo das minhas tarde tediosas.

— Isabella? — Jasper chamou assim que passei pela sala indo em direção ao jardim, parei e lentamente me virei para ele. — Me desculpe por hoje cedo. — Sussurrou, fiquei onde estava e só me movi depois de alguns segundos para assentir. — Por que não me esperou hoje? Tem noção do quão preocupado eu fiquei?

— Me desculpe, você não parecia querer falar comigo. — Falei, ele se aproximou de mim.

— Eu sou um idiota.

— Não, você não é. — Falei, com um suspiro me afastei. — Você estava certo. — murmurei.

— Sobre o quê? — Edward perguntou, estremeci com o som da sua voz e Jasper se virou para ele. Deus! Ele estava sem camisa e molhado, estremamente molhado, e minhas pernas ficaram bambas porque ele era realmente bonito de corpo. Estremamente sensual.

— Você não tem uma camisa? — Jasper perguntou, fiquei onde estava secando os quadradinhos da barriga dele, os braços cheios de músculos e três veias alteradas. Ao notar que ele me observava, abaixei minha cabeça e tentei não corar sabendo que ele havia me visto olhando descaradamente para os músculos dele.

— Não, não tenho uma camisa, Jasper, por quê? Isso lhe incomoda? — Perguntou, com sarcasmo.

— Francamente Edward, você não mudou nem com a viagem. — Jasper, falou. — Podemos conversar em outro lugar? — perguntou para mim estendendo sua mão, ele estava me convidando para fugir dali e no momento era tudo que eu precisava. Mas havia outra coisa, não queria sair dali, olhar Edward era bom porém era vergonhoso, me deixava totalmente sem graça.

Não soube o que fazer até que Jane entrou no local com um borrifador nas mãos, ela estava molhando as plantas do jardim de Esme, sempre fazia isso ás terças e quartas-feiras. Ela deve ter notado como o clima estava pesado porque logo chamou a atenção de Jasper e puxou um assunto, Edward prosseguiu me encarando e embaraçada fingi prestar atenção no que Jane estava dizendo.

— Não quer vir conversar comigo? — Edward perguntou, saltei assustada olhando para trás, ele estava ao meu lado me oferecendo um sorriso torto e sedutor. Meu corpo tremeu e os assuntos que as meninas estava comentando voltaram a minha mente, evergonhada acenei com a cabeça e deixei ele me guiar em direção ao jardim, havia uma parte de mim que queria ficar sozinha com ele, mas havia outra que gritava para mim ter cuidado. Sem saber em quem prestar atenção só deixei ele me guiar, minha mente era confusa demais.

Haviam inúmeros tipos de plantas no jardim de Esme, rosas de cores variadas e que cheiravam muito bem. Quando conseguia ficar sozinha ia ao jardim, lá era natureza, não havia mentiras e nem coisas que iriam me deixar triste ao redor. As flores não mentiam, a grama não me trazia lembranças ruins e o vento que batia lá, mesmo nas tardes ensolaradas, me deixava completamente calma.

Hoje a situação não era bem assim, meu coração não estava calmo pelo contrário ele batia fervorosamente, isso porque Edward estava com os dedos apoiados em minha cintura me guiando em direção ao fundo do jardim. Lá havia uma pequena volta com a estátua da deusa Afrodite, ela segurava em suas mãos um coração e nele havia um furo de onde jorrava a água para a fonte. Tinha vez que limpava em volta da fonte, mas nesses últimos dias minha rotina não estava sendo cansativa como sempre. Porque Edward estava aqui, ele era capaz de mudar qualquer rotina.

— E então, vai ficar mesmo com Jasper? — Ele perguntou. Imediatamente olhei para ele, sabia do que Edward estava falando mas não havia percebido nada em Jasper que indicasse que ele estava querendo algo comigo. — Ah me poupe Isabella, não demorou cinco minutos para que eu notasse que ele é afim de você. Meu irmão, infelizmente, tem problemas para dizer a uma garota o que sente, mas eu sei que ele quer você.

— Você não sabe de nada! — Afirmei, na verdade isso até que fazia sentido. Jasper ao longo dos dias demonstrava ter afeto demais por mim, ele queria sempre me proteger e era até mais do que eu precisava, nunca havia pensando em nada assim com ele mesmo Jasper sendo muito bonito, mas agora Edward tinha plantado a dúvida e desejei como nunca ter coragem o suficiente para questionar Jasper sobre isso.

— Eu costumo perceber muitas coisas nas pessoas e neste momento você está com expressão de quem sabe que estou com razão mas não aceita isso porque tem medo das consequências. Você se preocupa demais com a opinião das pessoas também. — Falou, fitei a flor a minha frente evitando totalmente os olhos dele. Me sentia sendo estudada debaixo de um microscópio e isso me deixava desconfotável, até porque suas análises estavam certas. — Quer responder algumas perguntas minhas? Tenho todo tempo para você. — disse, levantei meus olhos um pouquinho e pude ver sua barriga novamente. Ofeguei. Agora meus olhos se direcionavam para outro lugar, um pouco abaixo do cós da sua bermuda de cintura tão baixa que iria deixar os pêlos pubianos totalmente a mostra porém Edward não parecia tê-los. — Quer responder minhas perguntas ou me admirar? — perguntou me tirando dos desvaneios.

— Posso responder algumas. — Murmurei. Não gostava de nenhum tipo de pergunta porém Edward não iria me deixar em paz e não tinha como fugir delas, uma ou outra acabaria tendo que respondê-las.

— Então vamos lá, que tipo de música você mais escuta? — Indagou, soltei minha respiração pensava que seria algo mais difícil, mas era o tipo de pergunta que respondia todos os dias na escola.

— Eu gosto de rock, rock alternativo e pop. — Falei, sentando-me na beirada da fonte.

— Notei que você acorda com Bon Jovi. — Disse, acenei lentamente com a cabeça. — O que gosta de fazer nas horas vagas?

— Ficar sozinha — enfatizei. — E ler. — acrescentei.

— Você não gosta da minha companhia, por quê? Lhe causo medo? — Indagou, as perguntas tinham mudado de rumo, agora ele novamente estava entrando no assunto da minha vida pessoal procurando uma pequena brexa para penetrar na minha mente e descobrir meus segredos. Meu Deus! Por que ele não desistia?

— Você pode ser desconfortável, ás vezes. — Murmurei com o rosto ardendo, provavelmente estava avermelhado e eu parecia uma idiota. — É que não estou acostumada com as pessoas perguntando sobre mim. — afirmei, pude escutar o barulho de seus passos, ele estava sentando logo a minha frente.

— Você foge das pessoas, por isso elas não perguntam sobre você. — Disse. — Nem todos tem paciência e curiosidade o bastante na vida alheia para insistir em perguntas.

— Por que você tem curiosidade? — Desafiei, com um pouco de coragem. — Por acaso não há nada melhor para você fazer? — perguntei, ele bufou diante dessa indagação.

— Como eu disse, você é da minha familia agora e sempre que tiver uma pergunta vou fazê-la, não sei nada sobre você, somente que fugiu de cada e mesmo assim ninguém sabe o motivo. Nunca responde minha mãe, vive em pesadelos e ainda tem coragem de me chamar de desconfortável? Só quero conhecer você. O mundo não é só seu, merda! Não sei se já se deu conta mas você tem uma mãe que se preocupa com você mas que nunca consegue uma resposta decente, acorde, você já tem idade para saber que falar sobre as coisas é melhor para você e para os outros. — Disse, com profunda irritação. — E agora adicione a sua lista que além de curioso e desocupado, sou profundamente grosseiro. — dito isso se levantou, mantive minha cabeça baixa com vergonha e com lágrimas nos olhos, ele denifitivamente sabia fazer alguém chorar.

Eu não tinha culpa! Por mim me livraria de todos esses pensamentos e seria normal, por mim responderia Esme e Edward, mas havia mais! Ele não sabia que só havia se passado um ano desde que havia sido jogada no chão e sentido a maior dor da minha vida, eu senti um homem imundo gozando dentro de mim e naquela época me veio até a idéia absurda de ficar grávida mesmo sabendo que não havia como engravidar após uma relação anal. Eu só tinha quatorze anos, estava a três dias de completar quinze e meu presente foi estar na rua passando fome e frio. Uma data em que sonhava fazer uma festa, virou um pesadelo rodeado de medo e insegurança.

Tinha lido alguns depoimentos na internet e mulheres relataram até que tiveram disturbios e ilusões durante algumas semanas, agradeci a Deus por ter ficado perfeitamente normal e mesmo que quebrada por dentro meu juízo permaneceu saudável. Só tinha mágoa, pelo meu pai ter me recusado daquele modo, pela vergonha de voltar para a escola, por ter medingado na rua sem nenhuma mão amiga para me ajudar, isso definitivamente não era algo que se curava falando para outra pessoa, nunca tinha tentando e não prentendia tentar.

Sequei minhas lágrimas antes que meu soluços se tornassem altos demais, ficar trancada no quarto seria bem melhor, ninguém teria que falar nada para mim e nem me deixar atormentada pelos fantasmas do passado.

— Isabella. — A voz de Edward me chamou suavemente, levantei meus olhos assustando-me com sua presença. — Você estava... Ah, me perdoe, por favor! Eu não sei o que deu em mim para dizer todas aquelas coisas para você, eu sinto muito. — se aproximou mas recuei. — Realmente não sei de nada, sou um estúpido e já lhe disse isso, então me perdoe.

— Está tudo bem, estou bem. — Menti. — Que mal tem você descobri sobre alguém que está em sua familia? Você só está preocupado com Esme, tudo bem, eu entendo.

— Isabella, eu estava errado, me perdoe, não finja que está tudo bem porque sei que está magoada e estava chorando. — Falou, dessa vez quando se aproximou não tive tempo para fugir, ele me agarrou pelo pulso e puxou-me em sua direção.

Nossos rosto ficaram tão próximos e sua pele era tão bonita de perto, seus olhos eram do tipo que cativavam de forma que você não tinha nenhuma alternativa se não se reder a beleza daquele mar verde. Ele abaixou um pouco e calmamente depositou um beijo no meu pescoço me arrepiando totalmente. A comandos do meu corpo inclinei um pouco minha cabeça para trás e novamente ele depositou outro beijo. Seus lábios eram tão molhados e ao mesmo tempo macios que meus joelhos começaram a ficar fracos.

Como se soubesse que eu estava por desabar no chão segurou pela minha cintura colando meu corpo completamente ao seu, sustentou-me enquando lambia lentamente me fazendo ofegar, havia um som que eu estava prendendo na minha garganta por vergonha de soltá-lo, mas tinha que admitir que era delicioso todos esses beijos que ele estava me dando. Era ali meu ponto fraco e Edwad sabia disso.

— Edward, nós... — Murmurei, saiu como um gemido e isso me deixou completamente vermelha fazendo-o sorrir e levantar sua cabeça.

— Não precisa ter vergonha de gemer, sei que gosta que eu beije seu pescoço e eu adoro fazer isso, seu cheiro é delicioso. — Falou, abaixei minha cabeça e ofeguei devagar para ele não notar. — Você é muito vergonhosa, chega a ser engraçado, não precisa ficar corando comigo a todo tempo, gosto da cor natural da sua pele.

— Eu preciso...

— Eu também, você está me enlouquecendo. — Sussurrou colando ainda mais nossos corpos. Podia sentir sua pele rossando na minha, seus braços nus abraçando os meus e seu toráx prenssando meus seios. — Nós vamos nos dar bem, à alguns minutos atrás eu estava brigando com você, agora estou beijando a pele mais doce que já toquei, acho que fomos feitos um para o outro, não acha? — indagou, com tom divertido. Ele queria se livrar daquela tensão que estava no ar e dei o melhor sorriso que conseguia formular naquele momento. Eu precisava entrar, todo aquela proximidade não estava me fazendo bem.

— Me deixe ir.

— Eu não posso. Eu gosto disso.

— Por favor. — Sussurrei, quase gemendo. Com um suspiro pesado ele me soltou.

— Me desculpe. — Sussurrou, acenei rapidamente com a cabeça e me desvencilhei dos seus braços molhados mas incrivelmente quentes. Forçei minhas pernas a reagir para que eu pudesse caminhar para dentro, quase correndo adentrei a casa. Jasper e Jane estavam na cozinha e aproveitei esse momento para subir até meu quarto, lá era o único lugar que me sentia confortável e era o único que podia corar a vontade com meus pensamentos estranhos.

Edward não ficou para o jantar, Esme contou que era muito raro ele jantar com a familia, na maioria das vezes ficava no clube com os amigos ou jantava fora. Era um alívio, era bem melhor escutar Carlisle falando sobre seu trabalho do que Edward jogando indiretas perturbadoras.

O final de semana chegou rápido, Edward passou quarta, quinta e sexta-feira na casa de alguns amigos, nesse tempo, Jasper jogou algumas idiretas mas na sexta-feira deixei claro que não tinha interesse em ninguém no momento e não pretendia ficar com ninguém. Isso o afastou e apesar de ser ruim era a decisão certa a tomar.

Sábado pela manhã comecei a limpar meu quarto e organizar meu guarda-roupa bagunçado pela semana, minhas roupas estavam amassadas então tive que passá-las novamente já que não queria dar trabalho a Esme, e Jane não trabalhava no sábado a não ser por dinheiro extra. Minha testa estava suada e meus braços doloridos, a única coisa que me acalmava era a música que tocava de fundo, era bom cantar ajudava a esquecer do que estava fazendo, o tempo parecia passar mais rápido.

Na hora do almoço Carlisle contou sobre uma de suas viagens e o clima se manteve leve, Jasper ficou na mesa o tempo necessário, assim que a sobremesa foi servida ele foi para a sala e não dirigiu uma palavra a ninguém. Esme se queixou que não sabia o porquê de seu mau-humor e me senti totalmente culpada por estar fazendo aquilo com aquela familia.

O resto do dia terminei de arrumar minha bagunça, ficou tudo brilhando e em seu devido lugar, o cheiro de limpeza impregnava o ambiente e finalmente me senti bem. Cansada do trabalho duro fui para o banheiro e lavei meus cabelos, minha depilação ainda estava boa e cuidei só de hidratar minha pele. Bocejando me joguei na cama e mesmo sendo cedo me sentia cansada o bastante para dormir até amanhã.

Estava muito quente, o lugar onde minha cabeça estava apoiada era um pouco duro porém aconchegante. Não era meu travesseiro mas cheirava bem, era bem mais quente que um travesseiro também e era liso. Meus olhos não queria se abrir, o sono estava tentando me dominar mas minha mente ainda queria saber no que eu estava apoiada.

Lentamente esfreguei meus olhos forçando minhas palpebras pesadas se abrirem. Minha cabeça girou rapidamente mas logo a sensação de sono começou a sumir. O abajur estava desligado por isso tive que piscar várias vezes para me acostumar com a escuridão, olhando para baixo exerguei um corpo. Havia um homem na cama!

— Sou eu. — A voz de Edward sussurrou, me afastei rapidamente com os olhos arregalados e a respiração ofegante. Meu corpo estava em choque porque por um momento cheguei a pensar que fosse meu estuprador agora ao meu lado, essa possibilidade era quase impossível, mas não podia descartá-la. — Se acalme, só precisava de um lugar mais quente que a minha cama.

— Por favor, vá... — Fui interrompida por seus dedos que me puxaram de encontro a ele, não houve nenhuma delicadeza em seus movimentos, ele me deitou perto dele novamente com sua pele rossando deliciosamente na minha. Ele não estava nu mas, cobrindo ele só havia uma cueca. Ofeguei.

— Fique quieta. — Sussurrou na minha orelha levantando um pouco meu corpo para quase ficar em cima de mim. Podia enxergar um pouco do seu rosto e sentir suas pernas fortes entrando no meio das minhas causando um calor imediato no centro das minhas coxas. Tentei me soltar dele mas isso só fez ele se aproximar. — Eu penso em dormir, Isabella, mas se continuar rossando em mim dessa forma receio que terei outras idéias. — advertiu, sabia do que ele estava falando e virei meu rosto para o lado ficando completamente vermelha. Dormir era a melhor coisa a fazer no momento, mas como se dorme com um homem como Edward quase em cima de você?