Hello
11 Capítulo 11
Notas iniciais
11
Não deu tempo de tomar banho, Edward ficou na minha cama apenas me observando enquanto eu apanhava minhas roupas e ia correndo para o banheiro. Lavei o rosto três vezes e massageei meus olhos para que a careta de sono desaparecesse, escovei meus dentes e prendi meus cabelos rapidamente me olhando várias vezes até me certificar de que estava como em outro dia normal.
Eu queria não ter que descer em nenhum momento, tinha medo do que Jasper podia ter falado para seus pais e muito medo do que poderia escutar lá em baixo. Edward não estava no quarto e isso piorou meu dia, juntei tudo o que precisava e disparei pela escada só parando quando cheguei a cozinha com a respiração ofegante.
— Alguém dormiu demais. — Carlisle disse, sorri um pouco e me sentei na mesa. — Ainda faltam alguns minutos para sairmos, coma alguma coisa.
Não olhei para Jasper enquanto comia, essa manhã eu estava com fome e comi rapidamente estando de pé na hora exata para que fossemos. Esme se despediu de nós e eu entrei no carro juntamente com Jasper. Carlisle sempre demorava para se despedir de Esme e tive que ficar esses minutos a sós com Jasper.
— Está dormindo com Edward? — Ele perguntou, me mexi desconfortávelmente na banco e olhei para o lado de fora.
— Não.
— E o que ele estava fazendo na sua cama hoje? — Perguntou. — E por que eu tenho escutado gemidos durante a noite?
Dessa vez eu me virei para ele com meu rosto ardendo em chamas, escutava algumas coisas do quarto de Jasper, mas, nunca havia pensado que talvez ele me ouvisse também. E merda! Isso era um grande problema, por segundos quase tive vontade de sumir daquele lugar, mas a melhor opção foi ficar calada e torcer para que ele não dissesse isso para ninguém.
A escola estava sendo cansativa, parecia que todo mundo havia tirado o dia para atormentar, até mesmo os professores pareciam enxergar somente eu para responder as perguntas das quais metade eu não soube responder. Acabei levando dois trabalhos para fazer por não estar prestando atenção na aula, mas era quase impossível controlar minha mente, ela voava por outros lugares e pensava em outras coisas... Como Edward.
Quando você é rejeitada pela a única família que tem e se vê obrigada a fugir de casa você fica muito carente, eu fiquei carente, mas, por causa do medo não deixei ninguém se aproximar para me confortar. Agora estava sendo diferente, Edward estava se aproximando sem nenhuma permissão, tomando lugares na minha cama e me levando a mundo de prazeres desconhecidos por mim antes.
Era como se ele não quisesse somente se aproveitar de mim, como se houvesse algo mais em todos os seus gestos e carícias, e era isso que estava mudando meu modo pensar, isso que estava me deixando dar a um homem uma segunda chanche de estar comigo. Ao certo eu não sabia se isso terminaria bem, mas no momento era tudo que eu queria fazer, eu poderia aguêntar as dores depois.
— Isabella? — Jéssica chamou quando cheguei ao portão pronta para ir embora, lentamente me virei e esperei o que ela iria dizer. — Quer ir pra casa com a gente?
Qualquer outro dia eu teria recusado como fazia todas ás vezes, dessa vez era diferente, apesar de estar querendo ir para casa tinha que enrolar um pouco para ficar longe de Jasper, não queria ter que dar satisfações a ele durante o dia.
— Tudo bem. — Murmurei deixando-as surpresas.
Fomos no carro de Jéssica, sentei atrás com duas delas e uma sentou na frente, por causa da música iniciou-se o assunto de sexo selvagem. Esse era o tipo de sexo que me dava medo, elas gostavam e diziam que era excitante, mas só de ouvir meu coração acelerava. Eu nunca transaria com um cara que me chamasse de vadia ou desse tapas na minha bunda a ponto de me deixar dolorida.
— Amanda, se você quiser deixar um homem selvagem é só você excitá-lo e depois fugir. — Jéssica disse, por algum motivo me virei para escutá-la. — Eu fiz isso com o meu antigo namorado e ele me pegou de jeito, me deu tantos tapas que até hoje não esqueço. — disse, todas sorriram e eu forcei uma risada.
Aquilo me deixou preocupada, eu tinha prazer e sabia que Edward ficava excitado e eu não fazia nada a respeito, agora tinha medo de que as coisas chegassem a esse ponto. Eu poderia tentar dar prazer a ele, essa era uma possibilidade nova e quase impossível para mim, porém, era melhor do que mais tarde levar xingamentos e tapas de um homem excitado e descontrolado.
Quando Edward entrou no meu quarto a noite movi minhas pernas inquietamente, durante toda a tarde minha mente estava sendo poluída por inúmeras formas de dar prazer a um homem, cheguei a procurar coisas na internet e tudo que tinha para se fazer estava relacionado a sexo oral ou pentração.
Eu não iria fazer nada relacionado a penetração e tinha bastante medo de excitá-lo e não poder prosseguir, resumindo, não havia chegado a lugar nenhum e as dúvidas continuavam. A sobrancelha dele arqueou quando olhou em meu rosto, eu devia estar com uma expressão preocupada e com razão, estava quase me forçando a tocar nele.
— O que foi? — Perguntou, respirei fundo algumas vezes tomando coragem para falar, esse era um assunto que os jovens discutiam com frequência não tinha motivos para que eu me envergonhasse.
— Edward... Eu andei pensando e acho que estou sendo egoísta... — Murmurei, minha voz estava trêmula e eu apertava minhas mãos a todo momento tentando encontrar ali alguma segurança. — Você me... Dá prazer e eu não faço nada em troca e acho que...
— Chega. — Ele disse me interrompendo, olhei para ele com o rosto em chamas e tentei controlar minha vontade de sair correndo e me trancar no banheiro para sofrer toda essa vergonha. — Não sei quem colocou essa merda na sua cabeça, mas realmente não tem motivos para você pensar dessa forma. Não sei se já teve a chanche, mas, ensinar alguém que nunca fez isso é prazeiroso também, você é diferente e delicada, e acredite, se eu quiser prazer sei o que fazer ou onde encontrar. — disse, abaixei minha cabeça e pisquei algumas vezes sentindo meu rosto esquentar cada vez mais. — Bella? — chamou, olhei para ele e mordi meus lábios. — Isso provavelmente é coisas das suas colegas de escola, não dê ouvidos a elas porque você não é uma vadia como elas, só porque acontece com elas não significa que vai acontecer com você. — sorriu, silenciosamente assenti e observei ele se aproximar. — Vem cá, deixa eu cuidar um pouco de você.
Fui direto para seus braços sentando em cima dele no tapete, nunca havia conhecido nenhum homem como Edward, talvez estivesse me iludindo muito fácil, mas ele era lindo por dentro e por fora, não parecia estar somente atrás de sexo e isso estava me encantando. Eu sabia que não poderia criar essa imagem de sonho dele porque as pessoas costumavam decepcionar, porém, não conseguia evitar pensar nele como um anjo.
— Sobre o que foi seu pesadelo? — Ele perguntou quando deitei minha cabeça em seu peito, Edward estava me segurando como um bebê e não pude ter reações exageradas para que ele não notasse. Suspirei duas vezes tentando encontrar uma resposta que soasse de modo sincero, era mais fácil mentir para pessoas que não lhe conheciam, mas, Edward parecia adivinhar até mesmo meus pensamentos.
— Foi sobre... Foi algo horrível, nunca tinha sonhado antes. — Menti. — Era sobre um lugar bem escuro onde tinha lobos e feras e elas queriam me pegar por isso devo ter me debatido bastante ou dito algo, foi assustador.
— Está mentindo. — Declarou, levantei meu rosto para fitá-lo e ele bufou. — Você fala enquanto está dormindo e o que eu escutei não foi nada sobre lobos.
Você já teve a sensação de ser pega em uma mentira por alguém que nunca deveria saber dela? A sensação é perturbadora e você não consegue controlar os batimentos do seu coração, geralmente não havia nem reação para esse tipo coisa, então, a única coisa que consegui fazer foi morder meus lábios e sentir como meu rosto estava quente denunciando-me, mostrando a ele que eu estava realmente mentindo.
— O que eu falei? — Indaguei mordendo meus lábios com força.
— Sobre o que foi o sonho? — Ele devolveu me fazendo suspirar, não poderia lhe contar nada, eu tinha que distraí-lo.
— Edward, há segredos que dói muito em falar não sei você tem algum mas, ninguém gosta de contar seus segredos ainda mais quando falar deles é o bastante para acabar com você. — Mumurei, pude ver sua expressão amolecer e seus olhos que antes estavam idignados começaram a se desmanchar e derreter. — Me desculpe. — sussurei um pouco feliz porque estava fucionando.
— Se quiser saber o que eu escutei vai ter que me contar a verdade Bella, não quero nenhuma mentira. — Disse, gruni suavemente e me enrosquei contra ele desejando que o assunto acabasse. Eu queria saber o que ele sabia, mas, se o preço era confessar tudo entao eu ficaria calada.
Por alguma razão tinha impressão de que Edward sabia de mais do que aparentava, sabe quando alguém lhe conta algo e você não se importa porque já sabe? Era exatamente o que eu estava sentindo quando dizia alguma coisa para ele, tinha medo de que ele estivesse apenas me esperando confessar.
— Você não pode esquecer isso? — Indaguei, ele balançou sua cabeça e eu suspirei derrotada. Poderia saciar um pouco de sua curiosidade com coisas leves que o deixaria saciado por hoje, nos outros dias poderia fugir. — Depois que a minha mãe morreu, meu pai virou um drogado e abandonou o trabalho, eu não aguêntei ficar naquela situação por muito tempo, nós não tinhamos dinheiro então acabei fugindo e uma amiga me ajudou.
— Você ainda tem contato com essa amiga? — Perguntou.
— Não.
— Qual o nome dela?
— Rosalie. — Respondi, com um suspiro ele me trouxe para mais perto, suspirei aliviada que pelo menos hoje não teria que dizer mais nada.
Naquela noite não houve intimidades e nem beijos, Edward se deitou comigo mas não fez nenhuma menção de me beijar ou algo parecido. Fiquei completamente frustrada e por alguns minutos pensei que ele sabia de tudo, mas se ele soubesse de tudo com certeza não estaria aqui ao meu lado.
Quando acordei na manhã seguinte Edward não estava mais na cama, esse foi mais um motivo para minha mente me atormentar com possibilidades de que ele sabia de tudo e que estava começando a me evitar, depois ele começaria a fugir e depois do um tempo não iria querer mais me ver. Quem quer se envolver com uma garota que já foi estuprada e que pode ser paranóica?
A minha manhã foi terrível, era como se um caminhão tivesse passado em cima de mim e destruído qualquer vontade de vivenciar um dia, ignorei todos na escola e fiz questão de fingir uma dor de barriga para não ir até o treino.
Vim sozinha para a casa, nas ruas era sempre o mesmo inferno, qualquer local deserto em que tivesse um homem na mesma calçada eu começava a suar.
Quando cheguei em casa escutei risadas na sala, havia uma mulher com Edward e isso ferrou ainda mais o meu humor. Não era ciúmes ou algo parecido, eu sabia que ele não era o tipo de homem que ficava sozinho mas, eu não queria estar com ele todos as noites na minha cama para que de dia ele me ignorasse por causa de outras mulheres. Era como se eu estivesse sendo usada.
Eles pareciam tão íntimos que eu não quis interromper e iria para o meu quarto se ele não tivesse me chamado quando eu já estava no terceiro degrau da escada.
A mulher que estava sentada no sofá me ofereceu um breve sorriso, ela devia ser modelo porque era muito bonita e tinha as pernas longas. Esse era o tipo de mulher que homens como Edward casavam e tinham filhos lindos que no futuro massacrariam o coração de garotas inocentes e idiotas.
— Bella, essa é Tanya. — Disse, arqueei uma sobrancelha e dei um breve e forçado sorriso a moça que agora estava de pé. Eu não sabia qual era a necessidade dele de me apresentar essa mulher mas eu não estava gostando nem um pouco. — Tanya é uma antiga amiga nossa, ela é...
— Investigadora. — Disse, minha expressão com certeza deve ter mudado porque Edward pigarreou. — Na verdade essa não é minha grande profissão, mas, eu faço pequenos trabalhos para as pessoas, estava viajando e voltei ontem e não pude deixar de passar aqui para conhecer a nova irmãzinha do Edward. É um prazer conhecê-la.
— O mesmo. — Respondi, após ver que aquela conversa não iria fluir e muito menos dar em alguma coisa girei os calcanhares e subi as escadas não me importando em dar tchau para nenhum dos dois.
Minha manhã havia sido um inferno por causa dos pensamentos que estavam infernizando minha mente e Edward era responsável por isso, agora era a hora da minha tarde ser outra porcaria porque com certeza teria inúmeras coisas na minha cabeça por causa daquela investigadora.
Tentei me concentrar nos trabalhos mas estava sendo impossível, aquela sensação de que estava para acontecer alguma coisa estava me deixando inquieta. Eu teria que entregar os trabalhos amanhã a escola era muito rígida e era bem capaz de chamarem Esme e Carlisle para ir até lá alegando minha falta de interesse nas aulas. Por culpa de Edward.
Quando terminei de fazer os trabalhos, três horas depois, sai do quarto e caminhei descalça até a cozinha para beber água. Jane estava na lavanderia e não havia sinal de Jasper pela casa, deixei a luz desligada e fiquei um tempo ali parada. Depois que enchi o copo de água fiz menção de subir mas ao ouvir vozes preferi ficar na cozinha até que elas sumissem.
— Então, nós vemos no sábado bem cedo. — A voz de Edward disse, a mulher sussurrou algo mas não consegui escutar, só depois o escutei bufar. — A Bella não fala muito sobre isso, é difícil arrancar algo dela, mas, posso saber se o pai dela batia nela, de um drogado pode ser esperar tudo. — falou.
Era sobre mim! A investigadora estava investigando sobre mim! Eu era seu alvo e meu passado era seu assunto! Meu corpo inteiro gelou e minhas mãos tremeram enquanto eu tentava controlar a minha parte nervosa. Eu poderia ficar quieta aqui e não dizer nada, mas, minhas pernas estavam formigando, então, como um cão raivoso eu joguei o copo no chão e chutei a porta. Isso fez a conversa cessar.
Queria gritar alguma coisa ou mandar todos ir se ferrarem mas eu simplesmente não podia, meu motivo de estar com tanta raiva é que tinha sido enganada. Por que o ser humano ter que ser tão curioso? Não seria tão mais fácil se Edward esquecesse aquela merda e cuidasse da vida dele? Mas não, ele tinha que me infernizar desse jeito provando ser como qualquer outro.
— Bella? — Ele chamou entrando na cozinha, eu passei as mãos pelo meu cabelo e tentei controlar minha vontade de chorar. Havia prometido que não iria perder o controle, mas diante disso... Diante disso... — Eu não sabia que...
— Vá se foder! — Gritei, ele arqueou uma sobrancelha e as lágrimas preses, de raiva, rolaram pelo meu rosto. — Edward você não tem a porra do direito de colocar alguém para investigar a minha vida! — Rosnei, seus olhos se arregalaram por breve instantes, mas, logo voltaram ao normal.
— Você escutou...
— Edward você tem uma vida ótima arrisco dizer que ela é perfeita, então por qual motivo você quer saber da minha? O que tem de tão interessante nela? Se isso é para foder comigo, meus parabéns, você está conseguindo. — Falei, com um soluço abaixei meu tom de voz. — Eu vou lhe contar uma história, eu sei que minha mãe não morreu por acaso, os freios do carro dela foram cortados e eu estava na droga daquele carro e presencei toda a porra do desespero dela! Ela me jogou pra fora do carro e se chocou contra outro na minha frente! Eu só queria que a porra de um carro viesse e passasse por cima da minha cabeça para que eu não sentisse aquela dor, mas não veio! A porra do carro não veio e eu vivi, e os seguintes seguintes foram meus piores pesadelos! Quer saber por que eu não falo sobre isso? Porque dói, essa porra dói! — eu gritei descontrolada enquanto sentia minhas forças indo embora e minha vontade de chorar aumentando. — Charlie, quem se dizia meu pai, não se importava comigo e nos finais de semana eu não tinha nada para comer na porra da minha casa! Sabe onde eu comia durante a semana? Na escola. — sussurrei com voz quebrada. — Eu era o lixo, era a mendiga e ele não se importava! Eu sofri muito Edward, mais do que você pode imaginar, então se você tem a porra de uma vida boa tente ficar nela e não se intrometa na minha!
Ele fez menção de se aproximar mas eu recuei, minha língua estava inquieta querendo falar mas eu não consegui dizer mais nada, quando você relembrava coisas que agonizavam você, isso simplesmente machucava por dentro e apertava seu coração de forma que você não conseguia nem mais respirar direito.
— Não toque em mim. — Sussurrei, ele ficou onde estava enquanto eu passava rapidamente por ele e praticamente corria até a porta. Ele não me seguiu e mesmo estando de shorts, camiseta curta e chinelo sai na rua e bati a porta com força.
Não tinha para onde ir, na verdade não havia nenhum lugar que fosse me apresentar segurança naquele momento. Não conhecia muita coisa por aqui porque na maioria das vezes saia somente de carro e o único caminho que percorria a pé era pra ir até a escola. Andei para o lado oposto e então começou a avenida. Minha roupa não estava feia mas não era como eu costumava sair na rua, atraia muitos olhares masculinos e me deixava desconfortável.
O que devia estar atraindo as pessoas era meu rosto vermelho e meus olhos que deveriam estar inchados por causa das lágrimas, queria um lugar deserto ou com poucas pessoas e ali em lugar de comércio seria difícil achar.
Eu consegui achar uma praça depois de andar bastante, escureu rápido enquanto eu ficava sentada ali e tive que reunir todas as minhas forçar para ter coragem de voltar para casa. Enrolei o quanto pude nas ruas, quando realmente estavam ficando desertas por volta das 21h05 eu caminhei mais rapidamente e respirei fundo ao chegar na minha rua.
Estava tudo asceso em casa e o carro de Esme e Carlisle estava estacionado na porta e não na caragem, eu tinha muito receio do que podia estar acontecendo lá dentro mas tinha esperança de que nada estaria acontecendo e de que todos acreditariam na desculpa de que eu estava na casa de uma amiga minha.
— Isabella! — Esme praticamente gritou assim que entrei pela porta, mantive meu rosto sem expressão enquanto ela e Carlisle ficavam de pé. — Jasper e Edward foram procurar por você! Pode me dizer onde estava? — perguntou, fiquei quieta e mesmo assim ela veio até mim e me abraçou com força me deixando totalmente sem palavras. — Você está bem? — perguntou agora olhando em meus olhos. — Edward me disse que discutiu com você, mas querida ele está arrependido... Não faça isso novamente ou juro que vou ter um infarto! — disse, lentamente eu assenti e deixei ela me soltar enquanto forçava um sorriso para Carlisle.
— Eu vou tomar banho. — Sussurrei, ela acenou com a cabeça e saiu da minha frente me deixando subir as escadas sem me perguntar mais nada.
No banheiro eu descarreguei todas as minhas lágrimas, tive que admitir que fiquei comovida quando Esme me abraçou daquele jeito como se realmente se importasse, meu olhos enxeram de lágrimas na hora mas consegui disfarçar bem. Mas aqui dentro era hora de encarar eu mesma, mas mentiras, os fingimentos e lembrar do passado. Isso acabava comigo.
Aproveitei para secar meus cabelos enquanto o vermelho dos meus olhos começava a desaparecer, enrolei um pouco sentada no chão enquanto pintava minhas unhas de vermelho sangue. Era a primeira vez que usava essas cores, mas, era o único esmalte que estava dentro do banheiro e eu não queria sair para pegar o outro.
Assim que terminei finalmente sai do banheiro e como receava Edward estava lá, sentado na minha cama olhando fixamente para o nada. Eu tive uma imensa vontade de dizer algo, mas, eu apenas fiquei em silêncio e deixei ele abrir seus lábios para falar.
— Bella, me desculpe. — Sussurrou, seus olhos estavam fixados em mim e ele parecia pronto para dizer mais coisas. Não me movi, deixei ele suspirar e se levantar. — Eu agi errado, não devia ter colocado alguém para investigar sua vida, mas, acontece que não tenho nada sobre você e o orfanato não disse nada sobre isso, o que quer eu faça? No mundo de hoje não se confia em ninguém, espero que entenda. — disse.
— Tudo bem. — Murmurei tentando não expressar nada, o nervoso de hoje havia sido um erro, as memórias e palavras tinham sido com completo equivoco que não seria repetido. — Você pode sair do meu quarto? — questionei lambendo meus lábios.
— Então não está tudo bem. — Murmurou. — Não quer mais que eu me aproxime? — indagou, suspirei antes de pensar em alguma coisa, queria mantê-lo afastado mas essa era uma tarefa quase impossível, mas, eu sabia desdo do começo que deveria manter distância dele.
— Eu acho melhor ficarmos afastados. — Falei, ele pareceu relutante mas finalmente assentiu. — É melhor você sair agora.
— Se é isso que você quer, vamos ver até quando aguênta essa capa de solidão. — Disse, seu tom não estava raivoso, mas, aquelas palavras fizeram minhas unhas cravar na palma das minhas mãos. Mordi meus lábios enquanto ele saia do quarto sem me dizer mais nenhuma palavra, aquilo me apertou por dentro e eu quis chamá-lo, porém, as palavras não sairam e ele se foi sem nem ao menos olhar pra trás.
A noite foi um inferno, estava quente e eu não consegui dormir mais que duas horas, o resto da madrugada fiquei acordada olhando para o teto e pensando em qualquer coisa para o sono vir. Infelizmente ele não veio. Quando meu despertador tocou eu já estava em pé e com a cama feita, desliguei-o rapidamente e parti para o banheiro.
Naquela manhã como estava adiantada passei maquiagem e fiz um novo penteado no cabelo, passei perfume e quando olhei no relógio já estava quase na hora de sairmos.
Eu não disse nada a ninguém na cozinha, simplesmente passei por eles e fui em direção ao carro de Carlisle. Seria bom Jasper ficar quieto hoje porque minha paciência estava esgotada por causa da noite mal dormida.
No caminho não houve nenhuma conversa, Jasper perguntou se eu estava bem e rapidamente dei minha resposta bufando para garantir que ele notasse minha falta de interesse em suas palavras. Isso era atitude de pessoa revoltada e eu sabia que isso poderia irritar Carlisle, mas, eu estava cansada de ser um robô para tudo.
— Onde você estava ontem? — Sam perguntou, olhei para ele enquanto ele se sentava ao meu lado no refeitório. As garotas simplesmente começaram a se retirar com aqueles sorrisos maliciosos brilhando no rosto delas.
— Eu tinha saido um pouco. — Falei fechando meu caderninho de anotações para o baile das férias, ele depositou sua bandeja perto da minha e abriu seu refigerante. Fiquei em silêncio e observei ele respirar fundo e estralar os dedos antes de continuar.
— Onde você estava? — Questionou novamente, esse não era o jeito de Sam e estava me deixando desconfortável porém ele aparentava querer insistir nessa questão, então, era melhor responder.
— Discuti com Edward e fui dar uma volta. — Murmurei, dessa vez sua expressão mudou e ele piscou algumas vezes antes de se virar para mim.
— Vocês estão tendo algo?
— Não, quer dizer... É complicado. — Sussurrei.
— Você sabe que pode me contar. — Disse, por algum motivo eu senti vontade de dizer a ele. Gritar todas aquelas palavras para Edward havia me deixado aliviada, cheguei a conclusão que era bom explodir ás vezes e colocar um pouco de rancor para fora. Falar com Sam não ia ajudar em nada, mas, pelo menos poderia dizer tudo o que estava me incomodando. Tudo ou quase tudo.
— Nós... Você sabe... Nos beijamos algumas vezes, mas, não foi nada sério. — Falei, ele pareceu um pouco surpreso mas disfarçou bem e fez um sinal para que eu continuasse. — E ontem ele fez algo que eu não gostei, acabei gritando demais e tive que sair para a rua. Esme deve ter ligado pra você pra perguntar de mim.
— Não sei se estou mais impressionado com fato de você ter beijado ele ou o fato de você ter brigado com ele. — Disse, depois sorriu vagamente e me fiz sorrir um pouco também. — Sinceramente, não vejo você em nenhuma dessas duas categorias, você não sai beijando qualquer um e não me parece uma pessoa nervosa.
— Eu realmente não era antes dele chegar. — Respondi.
Depois disso começamos a conversar sobre o baile, Sam perguntou se eu tinha alguém e eu respondi que não, acabamos combinando de irmos juntos e eu decidi que iria pedir a Esme que me levasse até a loja de vestidos na semana que vem para que eu pudesse ver algo para vestir. De qualquer forma era bom ir com alguém como Sam, ele era uma das poucas pessoas que não me deixava desconfortável.
Voltei com Jasper mas nenhum de nós falamos alguma coisa, antes ele vinha me contando sobre qualquer coisa e mesmo que eu não respondesse eu gostava de ouvir. Agora o único barulho que escutava era de nossos passos e apesar de ser desconfortável, era melhor.
Jane me deu um abraço quando cheguei em casa e me ordenou que nunca mais fizesse algo parecido com ontem, sorri vagamente com a certeza que se um dia saisse daquele jeito novamente seria para nunca mais voltar.
Na hora do almoço Edward se sentou na minha frente e começou se servir das delicias que havia na mesa. Por causa do calor ele estavam sem camisa e não pude deixar de olhar seu corpo mordendo meus lábios e controlando minha vontade de tocar aquela pele bronzeada.
Nossos olhos se encontraram por alguns segundos e então ele desviou primeiro se concentrando em fazer seu prato. Eu tive que admitir para mim mesma que não gostava daquela indiferença e de seus olhos estarem sempre sem nenhum sentimento.
Durante o almoço meus olhos escaparam duas vezes para Edward, mas, ele não olhou nem uma vez. Ele estava mesmo se afastando de mim e era daquela forma que não sobrava nem olhares, nem sorrisos forçados, nem oi e nem tchau. Era do jeito que eu me afastava das pessoas, então por que estava me incomodando?
Quando o almoço acabou Edward foi ajudar com a louça Jasper saiu para jogar video game na casa de um colega anuciando que só voltaria a noite. No meu quarto não havia nada de interessante por isso me sentei e liguei a televisão, estava passando um programa de comédia e foi o bastante para me manter ali.
O sono chegou alguns minutos depois, jurei que não iria dormir ali mas a madrugada havia sido cansativa e minha mente apagou minutos depois.
Acordei do sono mas não tive coragem de abrir os olhos, meu corpo estava se movendo mas essas sensações eram normais por isso não me importei. Somente quando me movi para algo mais fofo é que tomei coragem para abrir os olhos, estava escuro mas, pude ver a figura de Edward fechando minhas cortinas, já havia anoitecido!
Sentei na cama rapidamente e senti uma leve tontura, esfreguei meus olhos e depois fitei Edward que agora estava de pé perto da minha cama.
— Você dormiu a tarde toda no sofá, Esme mandou trazer você pra cama. — Disse. — O jantar vai sair em alguns minutos.
Depois disso ele se virou e rumou em direção a saída, mordi meus lábios para não chamá-lo novamente. Se eu não queria problemas era melhor deixá-lo longe, só não podia negar que tinha me acostumado a idéia de tê-lo próximo.
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Os dias se arrastaram, duas semanas haviam se passado e o baile estava se aproximando. Na escola estava todo mundo empolgado organizando sua parte da melhor forma para impressionar, minha turma também estava dando duro no jardim e até plantas estavam sendo plantadas para crescerem até o dia do baile.
Edward ainda não estava falando comigo e admiti para mim mesma que isso era pior do que ele tentar descobrir sobre a minha vida. Tinha sonhado com ele quatro vezes só naquela semana, o último sonho me fez acordar arfando, sonhei com seus dedos deslizando por todo meu corpo e quando o encarei no dia seguinte não pude deixar de corar.
Sexta-feira a noite e a casa estava em total silêncio, fui até o quarto de ferramentas procurar um pincel para levar na escola segunda-feira. Os pincéis que a escola havia comprado só iria chegar na quarta e precisavamos pintar a parede das rosas até a terça-feira, porque quarta também chegariam os efeites, então os alunos concordaram em cada um trazer de casa ou comprar um pincel.
O lugar era apertado e estava cheio de ferramentas, não era sujo mas tinha pregos, alicates e martelos, e tive que usar todo cuidado para não me furar enquanto procurava um pincel pelas estantes empoeiradas.
Era uma droga ser baixa demais, o pincel estava em um lugar alto e era quase impossível pegá-lo ficando na ponta dos pés. Acabei tendo a idéia de subir em uma madeira que estava perto, consegui o pincel porém a madeira girou por não estar em um lugar seguro e eu desabei no chão, e gemi de dor ao bater a bunda no cimento gelado.
— Bella? — Era a voz de Edward e eu me encolhi fazendo um esforço para levantar, antes que tivesse a chanche vi ele entrar no local e praticamente correr na minha direção me ajudando a ficar de pé. — Se machucou?
— Não, estou bem. — Murmurei. Estava bem. Neste momento ele estava muito perto e com os braços em torno de mim segurando fortemente minha cintura fazendo meu corpo grudar com o seu.
— Que diabos você está fazendo aqui? — Perguntou, levantei meu rosto e lentamente encarei seu rosto, seus lábios estavam entreabertos e era como um convite mas me concentrei em responder sua pergunta e para isso tive que deslizar para longe dos seus braços e ir procurar a porcaria do pincel que escorregou da minha mão na queda.
— Eu vim procurar um pincel. — Sussurrei agachando e apanhando o pincel do chão. — Ele estava muito algo e tentei pegá-lo, mas, madeira virou e eu... Cai. — falei ficando de pé para encará-lo, meu rosto à alguns centímentros do seu.
— Não se cortou em nada, não é? — Indagou novamente, todos os meus instintos me dizia para se afastar dele, mas, ali diante de mim estavam os lábios mais macios que já havia provado. Lábios que me atormentavam durante a noite toda e agora eu tinha a oportunidade de tocá-los.
Tinha pedido para Edward ficar longe, mas, eu mesma não estava aguêntando toda essa distancia. Como alguém aguênta quando esse homem está vinte e quatro horas passando na sua frente, deixando você sentir o cheiro dele, deixando você ver a pele suada e bronzeada dele. Aquilo era tortura.
— Eu não... Não me cortei. — Murmurei. Eu podia me arrepender gravemente depois, mas, sem pensar em nada deslizei minhas mãos até sua nuca e o puxei para mim grudando meus lábios nos dele.
Meu corpo todo estremeu quando minha boca fixou-se na sua, seus dedos voltaram para a minha cintura e seu corpo me empurrou para trás me fazendo bater contra as plateleiras. Agarrei seus cabelos enquanto suas mãos deslizavam suavemente pelo meu corpo e nossos lábios se moviam rapidamente um contra o outro.
Sua perna deslizou para o meio das minhas e esfregou-se contra meu sexo que reagiu imeditamente criando um calor ali.
Abri meus lábios e deixei sua língua deslizar para dentro deles enquanto minha língua serpenteava para dentro e para fora da minha boca lutando contra a sua de modo rápido e intenso. Minhas mãos escorregaram para suas costas e apertaram seu corpo contra o meu, minha cintura se movimentou para a frente e eu gemi ao sentir sua perna tornar a esfregar o centro das minhas.
Gemi em sua boca e suguei sua língua. Minhas costas estavam estavam sendo prenssadas na madeira mas isso não me importava, eu só queria ele mais perto, era como se algo estivesse explodindo dentro de mim e eu precisasse dele para que isso acalmasse.
Meu corpo ficou quente e minha linha de raciocinio sumiu, tudo que eu queria era que ele me prensasse mais contra a madeira e que esfregasse seu corpo em mim daquela forma.
Precisei respirar então deixei que seus lábios se afastassem dos meus. Afundei meu rosto na curvatura do seu pescoço e gemi baixinho sentindo seus dedos deslizarem por minha barriga. Não sabia se a temperatura do meu corpo havia queimado meu cerébro, eu só não estava pensando e deixei ele abrir o cós da minha calça deixando clara qual era suas inteções.
O porém era que eu também queria isso, eu estava fervendo de vontade pelos dedos dele.
Notas finais
" Sr. Charlie? Perguntei, ele acenou. Charlie Swan? o homem confirmou novamente. Sou Edward Cullen e tenho algumas perguntas para você, é sobre Isabella, sua filha. falei, observsei como seu rosto mudou de expressão e seus olhos lotaram instantaneamente de lágrimas. Ela definitivamente era filha dele e ele definitivamente sabia o que tinha machucado-a daquela forma."
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Ok, mt obg pelos comentários e tal KK espero que gostem, dps logo venho atualizar mais.
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