Hello

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Comentário e prévia no final do cap.

12

Fiquei apreensiva enquanto seus dedos deslizavam em direção ao meu sexo, Edward gemeu suavemente em meus cabelos ao sentir o calor que estava ali. Sem poder continuar ansiando pela reação que meu corpo teria, me inclinei para frente e tornei a grudar nossos lábios mantendo distância para que sua mão continuasse entre nós.

— Edward! — Sussurrei quando seus dedos deslizaram por cima do meu sexo, minha respiração acelerou e procurei me acalmar enquanto ele abafava um gemido nos meus cabelos, e me fazia abrir um pouco mais as pernas mesmo estando de pé. O pincel que estava em minhas mãos deslizou para o chão e apertei meus dedos com força em seus ombros.

— Como você consegue ficar tão molhada? — Sussurrou na minha orelha dando uma leve mordida no meu lóbulo, me arrepiei e tombei a cabeça em seu ombro sentindo seus dedos se moverem deslizando para baixo e para cima fazendo meu shorts deslizar até os meus tornozelos. Ele puxou minha calcinha para o lado e suavemente começou a me acaríciar fazendo um gemido escapar pelos meus lábios. — Céus, como você é macia. — murmurou.

Com seus dedos se movendo mais mais velocidade, eu mordi seu ombro para barrar os gemidos e a vontade de me contorcer contra ele. Minha cintura se moveu para frente correspondendo as carícias dele, a pressão dos seus dedos aumentou e fechei meus olhos com força soltando leves gemidos que conseguiam escapar.

Aqueles calafrios começaram a me estremecer e não pude impedir minhas mãos de deslizarem pelas costas de Edward unhando-o lentamente. Nossos corpos colaram mais e seus dedos aumentaram o ritmo e não pude evitar de soltar um grunido e fazê-lo sorrir antes de deslizar seus lábios para cima dos meus.

Não conseguia me concentrar em beijá-lo, meu corpo estava se contorcendo e isso me fez mordê-lo e sugar sua língua com força soltando leves gemidos. Eu tinha medo de alguém vir até aqui, a porta estava aberta mas meu corpo não conseguia parar de ir contra seus dedos até que aquele calafrio intenso tomou conta de mim.

Minhas pernas ficaram fracas e um líquido deslizou por elas, Edward me segurou com força me impedindo de cair e fiquei ali me contorcendo enquanto tinha o melhor orgasmo até agora. Ofegante tombei minha cabeça em seu ombro e fiquei ali sem dar nenhuma palavra, não conseguia cumprir nem minhas própras promessas e ficar longe desse homem.

Eu não deveria estar aqui, não deveria ter deixado as coisas chegarem a esse ponto, agora Edward sabia que eu não conseguia continuar nem o que havia começado.

— Precisamos subir. — Sussurrou tirando seus dedos calmamente do meu sexo. Esse era meu terceiro orgasmo e dessa vez havia acontecido com seus dedos me tocando intimamente. Eu realmente estava evoluindo e isso trouxe um sorriso enorme para meus lábios, eu só não podia continuar ali sorrindo que nem uma tonta quando tinha problemas mais fortes lá fora. Lentamente me desgrudei ele e puxei meu shorts para cima sentindo minhas pernas ainda trêmulas.

Estava totalmente molhada e precisava me secar logo, estava rezando para que ninguém estivesse na sala ou qualquer parte da casa para me ver naquele estado. Como explicar quando você está andando pela casa, literalmente, gozada?

Edward me pegou pela cintura e rapidamente levou-me para fora do cômodo. Minhas bochechas estavam avermelhadas por causa da situação, ele ajudou ficando em silêncio e eu respirei aliviada quando cheguei no meu quarto e vi que tinha conseguido passar sem ninguém me ver... Daquele jeito.

— Edward... — Murmurei quando entrei no quarto e ele ficou na porta me fitando com aqueles olhos que me pediam uma palavra. — Eu não sei o que dizer. — falei, sincera.

— Não precisa. — Disse, lentamente ele fechou a porta e depois escutei seus passos se afastando.

Essa indiferença estava me matando.

Demorei bastante no chuveiro porque estava pensando se deveria perguntar a Edward qual o motivo de tanta frieza, sim, eu havia pedido para que ele ficasse longe de mim, mas, ele havia acabado de me proporcionar o melhor orgasmo que já havia tido. O segundo havia sido meu preferido, mas agora era esse terceiro.

Eu estava avançando rapidamente, só tinha um ano que eu tinha passado pelo meu trauma. Talvez eu estivesse conseguindo superar rápido porque minha vida não era exatamente boa e sofri bastante coisas antes de ser dilarcerada por dentro.

Eu sabia que deveria agradecer Edward por estar sendo tão paciente, nenhum outro homem iria querer lidar com uma garota problemática. Enquanto colocava meu pijama encostei-me na parede várias vezes para tentar pensar no que iria fazer, mas não conseguia decidir. Era bem difícil decidir algo quando se tratava de Edward.

No final somente me deitei na minha cama e amassei meu rosto contra o travesseiro esperando pelo sono.

Ás 1h da madrugada eu ainda estava me revirando pensando se iria ou não falar com Edward. Não queria mantê-lo longe de mim, somente do meu passado.

Depois ir escovar os dentes, coloquei uma blusa grande por cima da pequena blusinha e do shorts e me direcionei para o quarto de Edward. Não poderia bater na porta porque o quarto de Esme ficava ao final do corredor, com um suspiro tomei coragem e girei o trinco feliz porque a porta estava destrancada.

A luz do abajur estava ascesa e ele estava deitado em sua cama com o peito subindo e descendo, com seus belos olhos escondidos atrás das palpebras fechadas. Fiquei ali algum tempo tentando imaginar se entrava ou não, mas ao escutar um barulho vindo do quarto de Jasper rapidamente entrei para dentro e tranquei a porta ficando ali paralisada.

Eu podia ficar aqui somente um pouquinho aqui e depois ir embora. Talvez Jasper tivesse saido do quarto e não ficaria bem se ele me visse saindo do quarto do irmão dele.

Na ponta dos pés deslizei pelo tapete até chegar perto da sua cama e sentar na beirada mordendo meus lábios pelo medo de acordá-lo. Não sabia ao certo qual seria sua reação ao me ver em seu quarto no meio da noite.

Fiquei algum tempo ali olhando-o até que Edward se mexeu tocando com as pernas em mim, tentei me afastar mas novamente suas pernas rossaram em mim. Ele abriu seus olhos e ficou rapidamente sentado me fitando totalmente surpreso, esfregou os olhos e finalmente suspirou passando a mão nos cabelos.

— O que você... O que foi, Bella? — Indagou jogando os cobertores para o lado e ficando em pé. Eu suspirei segundos antes de ficar de pé também.

— Eu... Eu... — gaguejei incapaz de me explicar. — Eu não deveria estar aqui, me desculpe.

— Bella, fique. — Pediu suavemente. — Eu gostaria de tê-la aqui, se quiser ficar, é claro.

Não respondi e deixei ele ir para o banheiro, fiquei ali um tempo até decidir se deveria ir embora ou ficar com ele. Edward era a melhor opção e quando ele saiu do banheiro eu estava sentada em cima da sua cama balançando as pernas inquietamente.

— Oi. — Sussurrei.

— Eu acho que é a primeira vez que fica aqui comigo. — Disse, se jogou na cama e puxou os cobertores para cima dele. — Vem, vamos dormir.

Deslizei para debaixo dos cobertores e senti todo o calor que estava ali, seu cheiro que impregnava toda a cama e seu hálito de pasta de dente batendo contra meu rosto. Pensei que ele se manteria longe mas Edward se aproximou e sem dizer nada me abraçou trazendo-me para perto dele e apagando o abajur logo depois.

— O que fez você vir para o meu quarto? — Perguntou.

— Eu não sei. — Admiti com minhas bochechas se avermelhando contra seu peito. Após suspirar pesadamente Edward tocou meu queixo com seus dedos e suavemente levantou meu rosto para o seu. A luz do jardim ficava bem em baixo da janela de Edward então o quarto ficava bem iluminado.

Podia ver o brilho dos seus olhos enquanto ele se aproximava para colar seus lábios com os meus. Uma explosão de alegria despertou dentro de mim quando notei que isso não me assustava mais, eu conseguia colar meus lábios aos seus sem ficar com medo.

O beijo não envolveu línguas, somente um leve mover de lábios e depois ele interrompeu tudo se separando de mim.

— É melhor irmos dormir ou vai sair do controle. — Falou se afastando um pouco, não havia vindo aqui para simplesmente me deitar e sentí-lo ainda mais afastado de mim como se tivesse medo de que algo iria acontecer.

— Está tudo bem, eu quero que continue. — Sussurrei, ele se voltou para mim e ascendeu a luz do abajur.

— Bella...

— Não me quer? — Indaguei mordendo meus lábios. Ele sussurrou um palavrão antes de me segurar pela cintura e me colocar em cima dele.

— Você ainda vai me matar. — Disse, logo depois ele tornou e me segurar suavemente pela nuca e colar nossos lábios de novo.

Nossas línguas estavam batalhando com violência mas, seus dedos só deslizavam suavemente pelas minhas costas. Minhas pernas estavam abertas e era como se eu estivesse de joelhos na cama mantendo meu sexo em cima da sua barriga quase chegando ao membro dele.

Essa noite eu queria correr novos riscos por isso deslizei um pouco para baixo e senti seu membro atráves da bermuda que ele usava. Seu pênis parecia solto demais e interrompi o beijo para fitá-lo exigindo uma explicação sobre aquilo.

— Eu estou... Sem proteção, você sabe... Cueca. — Sussurrou, por algum motivo aquela explicação me fez sorrir e me inclinei para frente selando seus lábios. — Você não precisa ficar em cima dele. — disse, de alguma forma eu queria experimentar e saber até onde ia meus limites, qualquer coisa eu pararia e mudaria o lugar onde sentar.

Ainda olhando em seus olhos deslizei meu sexo por cima do seu esfregando suavemente e fazendo-o fechar os olhos e segurar minha cintura. Continuei fazendo aquele movimento em ritmo suave até sentir um calor se apoderar do centro das minhas pernas. Eu poderia fazer aquilo mais rápido!

— Merda, Bella... — Edward gruniu se prensando suavemente contra mim. — Isso é bom.

— Sim, é bom.

Aumentei o ritmo e gemidos escaparam pelos nossos lábios, para abafar os meus mordi os lábios de Edward e tentei me concentrar em continuar descendo e subindo em cima dele. A sensação boa estava aumentando e eu só queria mais, mais de Edward.

Foi quando alguém bateu na porta e meu coração disparou desesperado, meus movimentos cessaram e encarei Edward paralisada.

— Isabella e Edward, abram a porta, eu sei que estão aí dentro. — E essa voz era de Esme.

— Não entre em pânico. — Ele sussurrou, arregalei meus olhos perguntando com eles como não entrar em pânico quando a mãe dele estava batendo na porta com um tom irritado e impaciente. — Bella. — Edward chamou, mas logo sai de cima dele passando a mão desesperadamente em meus cabelos enquanto pensava no que dizer para Esme.

— Edward e Isabella, quero a porta aberta agora! — Ela ordenou, era a primeira vez que ela gritava envolvendo meu nome, ela devia estar realmente irritada e isso estava me deixando com medo e receio. Meu medo no momento não era ir para a rua ou ser chamada de vadia ou algo parecido, meu medo no momento era decepcionar Esme. Ela sempre havia sido boa para mim e eu retribuia dessa forma.

Observei os olhos de Edward grudar-se aos meus enquanto ele abria a porta, minhas bochechas estavam mais avermelhadas do que um tomate e desviei meus olhos dos seus para fitar Esme na porta, ela estava de camisola com os cabelos bagunçados e um olhar severo, aquele olhar que só havia visto ela dirigir a Jasper uma vez.

— Precisamos conversar. — Falou para mim, engoli seco e o chão pareceu ter faltado. Controlei minhas pernas trêmulhas e respirei fundo algumas vezes, eu sabia que aquilo era culpa minha, eu deveria ter parado Edward quando tive a chanche mas não fiz isso, eu o aproximei e era hora de sentir o efeito disso.

— Se quer falar com ela, pode ser na minha frente. — Edward disse, os olhos da mãe dele imeditamente desviaram de mim e o fitaram com irritação.

— Edward, quando você chegou eu soube que não devia deixar a minha filha perto de você, logo você que nunca teve boa fama com as garotas que as seduzia e depois as descartava como lixos. Isso era o que eu ficava sabendo. — Falou, escutei um grunido vindo dele e minha pele formigar de vergonha. — Pensei que você seria diferente com Isabella já que ela não é como as outras que você costumava ficar, mas não, na primeira oportunidade que tem você a trás pro seu quarto?

— Com ela é diferente.

— Ah, é mesmo? — Ela indagou com ironia. — Eu não acredito, eu sei que vocês são jovens e que atrações acontece, mas eu não vou deixar você usá-la, se quisesse realmente algo sério teria vindo conversar comigo. — Falou, suas palavras me atingiram em cheio. Eu estava sendo... Usada. Era absolutamente triste assumir isso. — Querida, — chamou olhando para mim. — Vá pro seu quarto.

Era errado deixar Edward levar a culpa de tudo, como se ele tivesse me obrigado a estar aqui com ele, mas, eu não consegui deixar de correr para fora ao pensar no possibilidade de eu não passar de uma diversão.

Tranquei a porta do meu quarto e fiquei ali parada com minha respiração acelerada e meu coração descompassado.

Escutei gritos vindo de Edward e de Esme mas depois de segundos que uma porta foi batida com força e a discussão cessou. Ao certo não sabia se todos tinham ido dormir ou se havia continuado dentro do quarto de Edward, eu só queria saber o que aconteceria no dia seguinte.

O resto da madrugada foi impossível dormir, minha cabeça latejou por causa da sensação de ansiedade e do medo.

Quando o despertador tocou eu já estava pronta, olheiras visíveis e uma expressão cansada no rosto, isso não me importava, o que estava criando borboletas em meu estomago era o que viria nas horas seguintes.

Quando finalmente tomei coragem para sair do quarto tromei com Jasper no corredor, ele não me encarou assim como não mantive meus olhos nele por muito tempo.

Carlisle e Esme estavam sentados na mesa sem nenhum barulho, Jasper entrou primeiro e logo notaram minha presença. Sufocando minha vontade de sair correndo permaneci na porta parada esperando alguma coisa.

— Querida, não quer tomar café? — Carlisle perguntou, engoli seco e me mantive ali. Eles estava tentando fazer com que eu não me sentisse desconfortável mas queria saber até quando aquilo iria durar. — Bom, Esme... Fale.

— Filha, isso pode ser um pouco rígido mas... Queremos você longe do Edward. — Disse. Esperava por isso, na verdade até por algo pior, ela estava sendo bastante delicada fazendo o possível para não me machucar e isso me pareceu bom. Esme merecia o minímo de consideração por estar sendo tão compreensiva.

POV EDWARD


Bella estava com medo quando saiu correndo do quarto, com medo e com raiva. Esme havia dito que eu estava usando-a e isso concerteza a magoou. Segurei-me para não dizer nada e esperei ela fechar a porta do quarto dela para bufar.

— O que você acha que sabe? — Indaguei, minha voz saiu alta e minha mãe veio para dentro do quarto. — Eu não estou usando ela.

— A Isabella é sensível Edward, ela não é do tipo que vai levantar a saia e se jogar em cima de você! Será que você não notou isso? — Perguntou, nervosa.

— Você deve saber muita coisa sobre se jogar em cima de outros homens, não é? — Indaguei, seus olhos se arregalaram e ela bateu a porta com força trancando-a. Esse era o tipo de assunto que eu não gostava de usar, na época que havia acontecido tinha sido horrível para todos nós, mas, hoje conseguia falar sobre isso para me defender.

— Eu não quero esse assunto aqui, já lhe disse isso. — Disse, sua voz estava quebrada mas eu sabia que era devido a raiva que ela devia estar sentindo. — Eu não quero você perto dela, não quero você tentando seduzí-la, ela não é pra você!

— Eu sei coisas sobre ela que nenhum de vocês vai sonhar em saber por tanto, eu acho melhor você parar de dar escandalo. Se eu quiser, ela vai ser minha. — Eu disse jogando-me na minha cama demonstrando ter acabado com o assunto.

Com um suspiro pesado Esme se virou para trás e tornou a abrir a porta calmamente.

— Você não vai ter esse argumento pra sempre. — Disse, não respondi e ela saiu do meu quarto totalmente decepcionada e pra baixo. Eu odiava deixar minha mãe assim, só não conseguia admitir a idéia de ter Isabella longe porque ela queria, logo ela.

Liguei para Tanya logo depois e ela confirmou que eu poderia ir ver o pai de Bella amanhã mesmo se quisesse. Além de ser um jeito de ficar fora de casa, era outro modo de descobrir sobre Isabella, ela poderia até ficar brava e esse era o direito dela, mas gostaria de saber o que aconteceu quando ela estava com aquele desgraçado que a machucou tanto.

Não dormi, passei praticamente o resto da madrugada arrumando minhas malas, era como se eu tivesse fugindo mas era tudo que conseguia pensar no momento. Seria bom deixar Bella sozinha por um tempo, pelo menos a tempestade iria acalmar e não teria que escutar Carlisle dizendo qualquer porcaria pra mim.

Poderia partir de manhã cedo, mas não fui, queria esperar Bella e poder dizer a ela que não me importava com que Esme falou, apesar de que eu sabia que ela se manteria afastada e que provavelmente não iria querer me ver por semanas.

— Bom dia. — Eu disse para Jane quando entrei na cozinha por volta das 9h da manhã, ela se virou para mim com aquele olhar que dedurava que ela já sabia de tudo e que estava pensando o pior de mim.

— Isabella? Mesmo? Achei que você não gostasse de garotas quietas. — Disse colocando o bule de café sobre a mesa.

— Não existe garotas quietas, existem garotas que nunca foram realmente tentadas. — Respondi, ele jogou o pano no meu rosto enquanto dava as costas, lentamente abri um sorriso pensando comigo mesmo se aquela teoria era verdadeira.

Jane não me viu colocar as malas no carro o que foi bom, pelo menos não teria que ficar explicando para onde iria e o porquê de querer ir. Era hora de deixar Bella sozinha, pelo menos por uns dias, queria saber se ela conseguia sentir falta de algo ou alguém.

Fiquei um tempo sentado no carro até decidir que não teria privacidade para falar com ela naquela casa, ela sairia da escola daqui à trinta minutos então apanhei meu passaporte, coloquei meus ocúlos e entrei dentro do carro não sem antes conferir se todas as minhas malas estavam lá. Não me despedi de Jane, não importava para ela e nem para meus pais pra onde eu iria.

A saída da escola continuava a mesma, conversas paralelas e brincadeiras entre os alunos, tinha saudades da minha época adolescente e irresponsável, era a melhor época da vida de qualquer pessoa. Você não tem preocupações e os únicos pensamentos que tem é se aquela gatinha que você gostou vai lhe dar uma chache. Controlei um sorriso e olhei em volta novamente.

Então eu a vi.

Bella estava saindo pelo portão com algumas garotas, eu reconhecia algumas delas e sabia exatamente o tipo de pessoa que elas eram. O que mais me impressionou foi o fato dela estar a vontade, não a julgava como o tipo de garota que escutava sobre sexo e tamanho de pênis o dia todo e ainda ficava confortável em relação a isso.

Uma amiga dela me apontou e eu vi quando ela desviou os olhos com o rosto avermelhado. Bella não viria falar comigo, eu já devia imagiar, ela não iria correr atrás de mim porque não era como as outras. Com um suspiro fechei a porta do carro e me dirigi até onde ela estava, podia ver os sorrisinhos maliciosos e o rosto surpreso dela se destacando entre todas principalmente quando empurrei uma loira do caminho para ficar de frente a ela.

— Será que suas amigas podem nos dar um minuto? — Perguntei, elas finalmente pareceram se tocar e começaram a se retirar lentamente. Os olhos dela estavam indiferentes como qualquer outro dia e observei seus lábios formando um biquinho pra ela suspirar como se algo tivesse incomodando-a. — Podemos conversar no meu carro? — indaguei, seus olhos finalmente encontraram os meus e ela recuou. — Bella, quero conversar com você cinco minutos, Esme não vai saber e mesmo se ela souber não vai ter pra quem reclamar, não pretendo voltar para casa.

Isso finalmente pareceu ter atraído a atenção dela, seus olhos que estavam longe se voltaram e olharam diretamente nos meus. Ao certo não sabia se ela se importava comigo ou não, Bella não era do tipo que demonstrava seus sentimentos, a única coisa que eu sabia era que ela me desejava, toda vez que a tocava isso ficava exposto em seus olhos. Era a única coisa que ela me deixava ver.

— Podemos conversar? — Perguntei novamente, finalmente ela concordou e a guiei em direção ao meu carro.

Depois que ela fechou a porta eu dirigi até uma rua próxima onde o movimento era menor e finalmente me virei para ela.

— Vou ficar fora somente alguns dias. — Sussurrei pra ela, Bella manteve seus olhos no porta-luvas enquanto eu me aproximava. — Isso vai dar um tempo para Esme e você vai ficar alguns dias em paz. Bella eu quero dizer que... Não me importo com o que Esme disse, vou continuar querendo você porque isso não é errado. — murmurei colocando meus dedos em seu queixo e puxando-a lentamente para mim. — Não é errado querer um anjo.

Bella mordeu os lábios vermelhos e se inclinou para frente, não precisei de palavras e nem gestos, aquela era minha confirmação e sem pensar duas vezes me apoiei no banco e me inclinei para frente colando nossos lábios.

Não foi um beijo calmo e ela não reclamou, não a apertei somente mantive minhas mãos no banco enquanto batalhava contra sua língua e sentia ela corresponder com suas mãos afagando meus cabelos. Eu queria mais, queria colocá-la em meu colo e me afundar em seu sexo quente, mas havia algo por trás disso, ela me queria e não se entregava porque alguém a feriu antes de mim e eu saberia quem foi.

Querer é poder, por tanto, eu descobriria o que a machucou tanto assim.

12 horas depois.

Minha hora da visita havia chegado, me direcionei para a cadeira 38 e me sentei em frente a um homem velho. A pele estava flácida e seu rosto marcado por uma cicatriz na bochecha esquerda que deslizava de sua orelha até o começo de sua boca. Os cabelos estavam quase totalmente brancos e os olhos chocolates estavam cansados e sem expressão. Ele não parecia o pai de Bella, mas existiam viciados que mudavam totalmente quando se entregavam ao vício.

Apanhei o telefone e o coloquei em meu ouvido.

— Sr. Charlie? — Perguntei, ele acenou. — Charlie Swan? — o homem confirmou novamente. — Sou Edward Cullen e tenho algumas perguntas para você, é sobre Isabella, sua filha. — falei, observsei como seu rosto mudou de expressão e seus olhos lotaram instantaneamente de lágrimas. Ela definitivamente era filha dele e ele definitivamente sabia o que tinha machucado-a daquela forma.

POV ISABELLA


Cinco semanas semanas sem Edward.

A casa estava praticamente uma bagunça, Esme estava enlouquecendo porque ele simplesmente não retornava as ligações e Carlisle não estava com a mesma calma de sempre. Tive sorte de estar ocupada com o baile da escola e ficar pouco tem em casa, nessa última semana passei quase todas as tardes na escola e na loja de vestidos dando os retoques finais para meu vestido do baile.

Sam havia concordado em me pegar ás 20h no sábado para que não chegassemos nem muito cedo e nem muito tarde. Não sabia se Carlisle poderia ir por causa do trabalho mas Esme me prometeu estar presente.

O jardim estava pronto e lindo e só faltava as flores do fundo desabrocharem, a semana havia sido cansativa e todas as noites eu praticamente desmaiava na cama. Algumas vezes sonhava com Edward e outras com nada, já havia completado um ano do meu estupro e logo eu teria dezesseis anos.

Optei por não querer festa porque o baile já seria uma comemoração e Esme pareceu entender.

No dia que completou um ano tive diversos pesadelos de aniversário, uma hora meu estuprador saia com aqueles cabelos loiros de dentro de um bolo gigante e outras vezes eu estava na rua comemorando meu aniversário com um bolo de areia e com os pássaros de testemunha. Exatamente como havia sido o de quize anos.

Para ocupar minha mente fui ajudar Jane a limpar os quartos, fiquei receosa de estar no quarto de Edward e apesar de saber que era pra limpar a estante tinha vergonha de estar ali quando ele não estava. Peguei o espanador e comecei a tirar o pó das coisas, o quarto dele era bem arrumado, tudo exatamente no lugar e somente alguns livros de medicina jogados no canto do quarto.

Tirei as coisas de cima da estante e procurei um local para colocar, como não poderia deixar no chão abri a gaveta e depositei as coisas em cima das pastas. Minhas mãos estavam formigando para descobrir o que Edward tinha guardado ali mas tinha medo de que alguém me visse e que eu acabasse ficando como curiosa.

Suspirando continuei a tirar o pó do móvel, minha atenção só foi desviada quando olhei para sua cama. À semanas atrás ela era totalmente convidativa, ele estaria ali rossando seu corpo suavemente no meu, com aquelas pernas enlaçando as minhas e seus dedos deslizando para dentro do meu shorts.

Tentei bloquear os pensamentos inadequados e coloquei tudo sobre a estante novamente.

Mesmo depois de semanas o quarto ainda tinha o cheiro dele, me aproximei de sua cama e mesmo que isso aparentasser ser doentio, me ajoelhei e cherei os lençóis. Aquele cheiro de homem, aquela fragância suave ainda estava ali e isso me deixou completamente atordoada.

A falta dele estava me afetando mais do que deveria.

Deitei cedo naquela noite, estava impossível permanecer acordada com tantas coisas bagunçando minha cabeça.

Acordei com um barulho estranho vindo da sala, pulei da cama pensando que estava atrasada para a escola mas quando olhei no relógio notei que ainda eram 03h15. Me joguei na cama novamente e virei para o lado esperando o sono vir novamente, mas, algo como um grunido me fez levantar.

Não era somente um grunido, era aquele grunido conhecido que agora estava soando totalmente agoniado.

Edward estava aqui.

Caminhei para o banheiro e depois de seis minutos estava pronta para descer, as vozes eram de Esme e Carlisle, e ambos pareciam apavorados. A luz da sala estava ligada e assim que desci as escadas pude ver Edward deitado no sofá. A cena me deixou completamente paralisada e sem condições de me mover.

Ele estava deitado com o rosto machucado, o pior era o sangue que estava escorrendo por sua boca e nariz, haviam cortes em seus braços e seu peito estava nu e com marcas roxas se destacando em todo sem abdômem. Ele sempre era tão forte e nunca tinha pensando em uma imagem tão fraca de Edward. Fiquei segundos ali parada, sem reação, até finalmente conseguir pigarrear e atrair a atenção deles para mim.

— Querida, nós perdoe, estamos atrapalhando seu sono? — Esme perguntou ficando em frente a Edward para escondê-lo de mim. Apesar de estar com os olhos fechados, ele aparentava estar consciente e respirava rapidamente como se algo tivesse incomodando-o. Devia ser a dor.

— O que aconteceu? — Perguntei em um fio de voz enquanto me aproximava do sofá. Ele havia ficado cinco semanas fora sem dar nenhuma notícia e agora voltava machucado como se tivesse levado uma surra na rua. Deus! O que tinha acontecido com Edward? Onde ele esteve todos esses dias? Eu só queria respostas.

— Não sabemos ao certo. — Carlisle disse frustrado. — Querida, a ambulância já está vindo, se quiser subir... Sei que você tem aula daqui à algumas horas.

— Não. — Falei, imediatamente. — O que aconteceu com ele? Esme ele está todo machucado! — exclamei, ela soltou um suspiro e foi então que reparei lágrimas banhando todo seu rosto, como mãe ela devia estar desesperada e eu só estava pensando em saber o que aconteceu, isso era um pouco egoísta da minha parte. — Me desculpe, eu...

— Tudo bem querida, todos nós estamos preocupados, vamos pro hospital se quiser vir conosco é melhor se trocar logo. — Disse com a voz embargada. Que se dane a escola, não poderia deixar Edward naquele estado tão fraco e ferido.

Sem pensar duas vezes subi correndo para o quarto e procurei uma roupa, a única coisa que achei foi uma calça jeans, um tênis novo e uma blusa de lã roxa. Prendi meus cabelos rebeldes em um rabo de cavalo mal feito e me olhei no espelho antes de sair para ter certeza de que não iria assustar ninguém.

Assim que cheguei na sala vi a luz da ambulância, Esme não iria pois tinha que ficar com Jasper. Os enfermeiros trouxeram uma maca e aconchegaram Edward nela, observei ele gemer de dor enquanto era levado em direção ao carro que o esperava lá fora.

Hospitais me traziam más recordações, mas nesse caso era por uma boa causa. Não podia deixá-lo porque simplesmente não conseguia mais conviver com aquele inferno da falta dele. Por incrível que pareça no momento estava totalmente preocupada com Edward, não parecia haver nada ao meu redor quando me sentei ao lado de sua maca perto de uma enfermeira.

Eu só pensava nele e no que poderia ter acontecido com ele.

Por volta das nove horas da manhã Esme chegou, os médicos haviam levado Edward para costurar seus cortes e cuidar dos outros ferimentos. Eu havia tomado um pouco de café minutos atrás mas isso não foi suficiente para me deixar menos cansada. Era completamente tedioso estar sentada naquele banco sem dizer nada a Carlisle, meu sono somente aumentava.

Um médico veio falar com os pais de Edward, nenhum deles chorou ou algo parecido então a notícia não era ruim ou pelo menos não machucou nenhum deles. Havia mais pessoas naquele local e todos estavam bem vestidos o que me fez se encolher contra o banco e esperar alguma notícia sobre ele.

— Filha. — Esme chamou-me e me levantei passando rapidamente entre as cadeiras para me aproximar deles. — Edward já foi transferido para o quarto, iremos vê-lo. Não houve nenhuma contusão grave, nenhuma hemorragia interna e nem nada parecido, somente machucados leves e só teve um corte grave no braço que foi bastante profundo. Ele ainda está dormindo por causa dos sedativos que deram para diminuir a dor, de resto está tudo bem graças a Deus. — disse, suspirei aliviada e assenti enquanto os seguia em direção ao quarto.

O quarto era grande e espaçoso, a iluminação era pouca e haviam sofás e uma poltrona que fariam qualquer pessoa passar uma noite confortável ali. Meus olhos voaram para a cama para visualizar Edward.

Ele estava cheio de curativos e com um aparelho em seu nariz, o sangue havia sumido e sua pele estava mais limpa destacando ainda mais os pontos avermelhados e arroxeados. Entrei lentamente no quarto e me aproximei da sua cama. Os olhos dele estavam fechados e sua respiração calma, eu não me importava com mais nada, só sairia daqui quando esse idiota intrometido estivesse bem novamente.

Notas finais
No próoooximooooo cap:
"- Estou impressionado com o quão forte você é. - Disse.
- Por quê?
- Por você estar aqui hoje."
-
O Edward descobriu? Sei não hein KK
-
Entãoooo,tininha eu li sua dúvida flor e não, não me inspirei nesse filme. Na verdade a ideia pra essa fanfic veio mais com a música Hello do Evanescence, eu vejo letras e começo pensar em situações que ficariam bem com essa frase e tal, entende? KK Hello é beeeem dramática e eu nunca tinha escrito sobre drama, ai resolvi fazer essa.
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Obg pelos comentários e tal *-*, logo tem mais.