Hell-a
3 Vagueando Pelo Hotel
Notas iniciais
E enquanto as garotas se refrescavam lá no Heavens, algumas coisas aconteciam na Internet, mais precisamente no Twitter:
@REDRUMRONNIE: hey Ronnie, como está você hoje?
@max_the_ripper: qual é o seu problema Maxwell? Já não basta ter me mandado pra onde me mandou?
@REDRUMRONNIE: vi que não está pra conversar, não RonnieRoxxie?
@max_the_ripper: talvez não com você!
@REDRUMRONNIE: vamos conversar por DM então... Pelos menos fã nenhum se intromete.
@max_the_ripper: agora está se importando com seus fãs, é? HAHA’, o que o sucesso não faz com as pessoas, né?
@REDRUMRONNIE: DM pra você.
E nas DMs, ele e Max Green conversavam:
Max Green diz: Ronnie, dude você não sabe o quanto sinto sua falta, cara.
Ronnie Radke diz: vou fingir que entendo você, é. A fama deve ter te subido a cabeça, não é Maxwell? Fala como se não tivesse nada a ver contigo. AFF’z.
Max Green diz: você sabe que não sou culpado pelo Cook, assim como você. Sei também que eu, como seu melhor amigo, deveria ter te apoiado e etc., mas eu era jovem demais.
Max Green diz: se fosse hoje, com certeza estaria ali do seu lado, lutando com você.
Ronnie Radke diz: mas não é hoje, e nem foi ontem, foram três merdas de anos atrás.
Max Green diz: Dude, eu estou te dizendo que não sou mais aquele Max que te largou mofando na prisão...
Ronnie Radke diz: HAHAHA’
Max Green diz: você vai no Hell-A amanhã?
Ronnie Radke diz: a corrida, não?
Max Green diz: é, ali no canal desativado.
Ronnie Radke diz: talvez.
Max Green diz: Ótimo. Onde te encontro?
Ronnie Radke: se eu for, lá pelo stage do Russian Roulette.
Max Green: OK. Até amanhã então, Ronnie.
Ronnie Radke: quem sabe, Maxwell, quem sabe.
No hotel, as meninas nem estavam vendo twitter, nem facebook, nem coisa alguma. Eram quase oito horas da noite e cada uma telefonava para sua família:
- OK, mãe. Sim, a gente chegou bem... É. Claro... não... já estamos no hotel. – Catti andava de um lado pra outro.
- Noooooooossa, pai, você não tem ideia do que é esse hotel HEHE’. Cara, aqui é demais, sério mesmo... – gritava a Greene lá do quarto, mais exatamente, esparramada em sua king size.
- Certo, mãe, pode deixar que eu cuido da Greene, quer dizer, Marcella. – Catti gritou de propósito, fazendo a Greene ouvir. – Não andamos com estranhos, mãe.*Sussurrando*: Na verdade, só não andamos com chatos etc. *Voz normal*: Claro mãe, trouxe tudo o que era necessário trazer. Aham, beijos. – disse a Catti, desligando.
- Vai cuidar de mim, é? HAHAHA. Você não cuida bem nem de você mesma – disse a Greene, zombando da cara da outra.
- Ah vá lá vestir sua roupa que já vamos descer pro jantar! Fome do caramba, Deus ¬¬’ – disse uma Catti, desanimada.
Ah, me esqueci de comentar que uma Catti com fome, é como uma Marcella emburrada, chatas pra caramba, na verdade insuportáveis, portanto, nem tentem conversar com elas quando estiverem assim LOL’.
E lá foram as duas jantar no enorme restaurante do hotel.
Greene’s POV
Eu e a Catti saímos do nosso flat e fomos jantar, nossa primeira refeição em LA, [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA].
Enfim, eu fui de calça skinny branca, uma camiseta do Avenged Sevenfold [que uns garotos que encontramos no saguão falaram: “Olha, ela curte A7X. WOW e é gata não?” até parece, é.] meu cabelo de sempre e um all-star todo preto. E então, assim fomos matar quem estava nos matando [ :D ]
Greene’s POV OFF
Catti’s POV
AH, esperem aí.. O que a Greene não contou é que esses meninos (acho que uns 5) passaram do nosso lado, tipo, secando-a na cara dura e tal... Comentando, obviamente, de tudo: cabelo, calça, bunda, peitos, camiseta, olhos, boca, tênis, sorriso, mas até que eles foram educadinhos, não usaram nenhum palavrão (que eu tenha entendido) pra falar da Greenezinha. Estou vendo que vou ter de ficar realmente de olho nela ;)
Bom, era só pra esclarecer isso, HEHEHE... E comentar que eu incrivelmente desci para o jantar sem nenhuma maquiagem. Milagre, é.
Catti’s POV OFF
Quando elas estavam chegando perto do refeitório, Catti parou subitamente dizendo algo a Greene sobre a roupa que ambas estavam usando (Catti usava shorts boyfriend, uma camiseta e all-star brancos, além de muitos colares e cabelos presos num rabo-de-cavalo). O espanto da guria foi porque no balcão de recepção todos estavam vestidos de social: calça, terno e gravata borboleta pretos, sem contar na cordialidade que exalava dali. Isso fez as meninas corarem, porque, como elas pensavam: uma coisa é pagar mico no Brasil, outra coisa é fazer isso nos EUA:
- Senhor? Por favor? – disse uma apreensiva Greene.
- Sim. – disse um homem, ou melhor, um adolescente de olhos azuis e cabelos tingidos de preto e raiz loira.
- Pode entrar com qualquer roupa aí no restaurante? – disse a Greene, sorrindo desajeitada.
- Claro... Porque a pergunta? – disse o garoto, franzindo a testa.
- É, que bem... – atrapalhou-se a Greene.
- Vocês estão todos sociais e tal... E a gente aqui de shorts ou camiseta de banda. – disse a Catti, interrompendo.
- Ah sim, mas é que isso é exigência do hotel apenas para quem trabalha aqui. Os hóspedes podem fazer suas refeições até em trajes de banho, se quiserem. Por favor, entrem. – disse a elas o recepcionista, abrindo a porta.
- Ah, obrigada! – disse a Greene andando depressa para dentro do restaurante — E ah, como é seu nome?
- Lucca Miller, recepcionista do restaurante. – respondeu o menino, quase gritando.
- OK, seeya. – disse a Catti, acenando com a mão.
Comeram tranquilamente sua refeição ali e depois passaram um bom tempo conversando em português, ao que muitas pessoas olharam estranho para elas, mas isso apenas as fazia rir.
Quando voltavam para o flat 666, escutaram alguém fazer ‘psiu’ para elas, mas nem ligaram e continuaram andando até que um afobado Lucca apareceu na frente delas:
- Então.... vocês.... conheceram todo o.... hotel... já? – disse Lucca, arfando o peito.
- Ih, quase nada. Até agora vimos nosso flat, o saguão de entrada lá embaixo e o restaurante. – apontou a Greene.
- Se quiserem.... daqui a quinze minutos... eu termino meu expediente e posso.... mostrar todo o Heavens pra vocês? – disse Lucca, melhorando sua respiração.
- Bom, não estou afim de muita coisa lá pelo nosso quarto, então, eu topo.. – disse a Catti, sorrindo amigável para o Lucca.
- Estou dentro – comentou a Greene.
- Então, qual é o flat de vocês? – indagou Lucca.
- 666 – exclamaram ambas as meninas.
- Sério? Quase ninguém fica nesse quarto, todos tem medo. – disse o Lucca, fingindo uma cara assustada. — Meninas, passo lá daqui a pouco OK?
- Certo, bem o tempo de eu pegar uma blusa. – comentou a Catti, olhando por uma janela ao seu lado, o movimento fora do hotel.
- Tá.. – disse o Lucca, saindo correndo novamente. – AH, seus nomes?
- Caterinne Kirsche – respondeu a garota, sorridente.
- Marcella Collins – disse a Greene.
No elevador até o 666:
- HAHAHA, porque você não disse seu apelido a ele, dona Greene? – disse a Catti, tentando segurar o riso.
- Porque ele não é íntimo, sabe? Não tem que ficar sabendo assim, na lata, qual é meu apelido.. – respondeu Greene, fazendo biquinho.
- Mas ele parece ser legal. – respondeu a Catti, prestando atenção nos andares que o elevador panorâmico subia.
- É, legal ele deve ser, mas... – comentou Greene exatamente quando o elevador parou.
Elas entraram cada uma em seu quarto, pegaram qualquer blusa que encontraram pela frente.
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