Hell-a
4 Heavens
Notas iniciais
Greene’s POV
Os dias em LA pelo jeito não eram tão frios, mas pela noite parecia que a temperatura baixava bastante, então peguei uma blusa para ficar quentinha? HAHAHAHA, claro que não, eu só não queria ficar doente em Los Angeles, não é?
Peguei minha blusa de frio preta com uma deathbat atrás e lá fui eu atrás do meu IPhone, porém o meu estava descarregado e a Catti não havia pedido a senha de wireless do Heavens para nossos celulares. E isso queria dizer: nada de twitter até o outro dia, pelo menos :(
Pensem que legal: você em LOS ANGELES, querendo contar para Deus e o mundo onde está e puff’ não tem bateria ou internet para isso. [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA]
Pooxa, saudades do Max *--*.
Greene’s POV OFF
A campainha tocou e lá de dentro do 666 duas vozes ‘moles’ disseram: ‘Entra’. Lucca as aguardava no batente, sem seu uniforme de recepcionista, vestindo uma camiseta do Black Veil Brides, uma calça skinny e tinha meio que bagunçado seu cabelo:
- Prontas? – disse entusiasmado.
- Opa, sempre – levantou-se a Greene, puxando logo a Catti que estava ao seu lado.
- Calminha, tá Greene? – disse a Catti, levantando-se penosamente da poltrona.
- Greene? É seu sobrenome? – disse o Lucca, interessado.
- Longa história, longa história.. (Greene olhou para Catti com seu típico olhar de raio-laser) – Mas então, você curte BVB também? – disse enquanto a amiga trancava a porta e recolhia a chave.
- Juro que com essa chave na mão me sinto abrindo e fechando os portões do inferno... HAHAHA – cochichou a Catti, rindo de si mesma, enquanto mirava a chave com a marcação ‘666’.
E todos caminhavam pelos intermináveis corredores, ouvindo e falando sobre aquele imenso monstro que era o Heavens Hotel. Quando as meninas deram por si já estavam andando cada uma grudada em um braço de Lucca, rindo e conversando coisas como os apelidos, bandas preferidas, shows, desgostos, frustrações e até umas poucas confissões. E o papo entre eles três fluía tão bem, suas histórias divertiam, deprimiam, enraiveciam-nos de forma quase idêntica para cada um deles.
Foi quando Lucca mostrou o lugar mais maravilhoso de todos os que ele já havia apresentado as meninas: uma espécie de mirante no ponto mais alto de todo o hotel.
O mirante, na verdade uma pequena sala, toda feita de vidro, sem conjunções, apenas uma placa de vidro construída ao lado de outra, cuja vista fez as meninas, literalmente, perderem o ar, pois dali tinha-se visão para o céu, porque até mesmo o teto era feito de lâminas de vidro. E ali, o céu estava lindo mesmo, cheio de estrelas, pequenas e fracas, fortes e reluzentes. Enfim, uma visão perfeita seja para o dia, ou melhor ainda, para a noite.
Catti’s POV
Tenho que dizer que aquele ‘mirante’ deve ter sido a inspiração para o nome do hotel, e neste ponto a pintura que aquele lugar delineou em minha mente irá durar pra sempre, como uma fotografia viva.
Para dizer bem a verdade nem sei quanto tempo ficamos por ali, pois parecia que a cada momento tinha algo novo pra se ver: as piscinas do hotel azul-marinho iluminadas por holofotes; o topo de uma catedral; os vários outdoors com luzes neon, além do nosso misterioso Hell-A. Simplesmente não sei o quanto aquele espaço iluminado fortemente podia me impressionar, mas parecia que isso nunca iria se cessar.
É...
Catti’s POV OFF
Umas três horas da manhã foram quando os três voltaram para seus respectivos quartos, ainda maravilhados com a visão do mirante ao qual chamaram de ‘Meaning’ ou ‘Significado’, pelo fato de não terem certeza se era de fato a inspiração para o Heavens.
Catti e Greene se jogaram cada uma em sua cama, sem nem mesmo tirar a roupa do corpo e o sono profundo pegou-as de surpresa e só largou-as pela hora do almoço:
- Olá, Greene – disse a Catti, quase se arrastando em direção ao banheiro, enquanto a Greene observava o que acontecia no mundo a sua volta da sacada.
- Oi, Cattizinha – comentou feliz a Greene, tentando enxergar a Catti cobrindo os olhos do sol.
Depois de ter escovado os dentes, tomado banho e trocado de roupa, Catti veio animada para conversar com Greene:
- Hey, o que você está fazendo parada aí, Greene? – disse a Catti, dando um soco de leve no ombro da Greene.
- Estou aqui, ainda intrigada com esse Hell-A. Sei lá, dá impressão de que ele me chama toda vez que vejo aquele tecido ou os holofotes... – disse uma Greene, franzindo a testa, sem tirar os olhos do canal, um pouco a frente do hotel.
- HÁ, será hoje né? – Greene, acenou com a cabeça. — Também senti isso, mas acho que é porque é tudo tão novo pra gente não? É, mas quer saber, parece muito mais que isso! – disse a Catti se aproximando da sacada, fazendo sombra para os olhos.
- É... – cochichou a Greene – Mas então, vamos descer tomar café?
- HAHAHA, você viu que horas são? – disse Catti, sarcástica.
- Não. – Greene correu até o relógio da cozinha e viu que eram 12:37hs . – É, café da manhã não vai ser...
- E se demorarmos mais, nem almoço. Vamos Greene? – disse a Catti, já se encaminhando para a porta do flat.
- OK, disse a Greene prendendo seu cabelo e saindo pela porta que a Catti já tinha aberto.
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