Hell-a

29 Remédios pra Greene


Notas iniciais
Tudo bem com vocês?
Me desculpem a demora é que tipow....
Meu primo casou e tava uma correria aqui em casa, minha mãe conseguiu derreter o vestido ela no dia do casamento e talz... mais deu tudo certo kkkk

Max's POV

Foi minha culpa ela ter saído daquele jeito! É minha culpa ela estar doente! É minha culpa ela estar com febre! E é minha culpa ela não estar aproveitando a viagem dos sonhos dela... Além de ser minha a culpa da Catti estar tão preocupada.

Eu sei que dou em cima de praticamente todo corrimão com curvas que vejo pela minha frente, mas dessa vez não era eu... Suspirei pesadamente, olhando a boca dela entreaberta, ela remexeu um pouco e abriu os olhos lentamente, seu rosto ainda estava bem vermelho e seu olhar estava cansado.

Ela gemeu e se sentou na cama levando a mão até a cabeça, respirando forte e ofegante, como se o pulmão dela não a obedecesse. Ela não me percebia ali.

- Você está bem? – perguntei, afagando seu rosto com minha mão e sorrindo o mais doce possível.

- Acho que sim... – disse ela, encarando a cama embaixo de si, sem perceber minha presença. Recostou-se na cabeceira da cama e quando ela finalmente olhou para o lado e me viu, arregalou os olhos e bateu em minha mão e se sentou de lado, sem me olhar.

- Ai! – gritei pelo tapa.

- O que você está fazendo aqui?! — ela perguntou com a voz embargada como se quisesse chorar.

Balancei a cabeça afastando alguns pensamentos de culpa que ainda me rondavam, tentando esquecê-los talvez.

- Ronnie e Catti foram comprar remédios para você. – desviei do assunto. Ela pareceu não se importar.

- Quem me trouxe pra cá? — ela perguntou ainda sem nem olhar para mim.

- Eu. Fui eu quem trouxe você para cá. – disse eu com voz normal.

- Droga! — ela praguejou. — Será que dá para você se retirar daqui, por favor? — perguntou ela e eu me assustei um pouco.

- Por quê? – perguntei, ansioso.

- Porque eu não quero te ver nunca mais em toda a minha vida! — ela disse.

OK, aquilo me atingiu muito mesmo. Perfeito! Me sinto mais culpado do que nunca me senti na vida.

- M-mas eu não fiz nada! – tentei argumentar, fazia alguma ideia do que se passava na mente dela.

- Nada além de comer uma guria qualquer... Isso seria nada?! — disse ela, seca, vomitando as palavras.

- Eu... eu não comi ninguém! Não transei com ninguém, Marcella! — eu disse exasperado.

- Como não?! EU ESCUTEI TUDO! T-U-D-O, MAXWELL! – ela disse alteando a voz para um tom totalmente diferente do habitual.

Max’s POV OFF

Ronnie's POV

Catti e eu fomos juntos à farmácia, eu dirigi e ela entrou lá para comprar os medicamentos. Tanto no caminho de ida como no de volta, nós fomos conversando, mas alguma coisa nela estava estranha, como se ela também estivesse triste. Perguntei à ela se era porque eu de novo a tinha deixado de lado na gravação do ETF e ela disse que sim, então pedi desculpas e ela sorriu como resposta.

Uma coisa era facilmente perceptível enquanto eu conversava com ela: demonstrava uma preocupação muito grande com a Greene. Isso é uma das coisas que me faz admirá-la muito. Só de olhar para ela eu sei que faria tudo pela amiga e acredito que por qualquer outra pessoa. Enfim, ela é encantadora!

Chegamos ao Heavens pouco depois, nós conversávamos sobre, bem, ela falava e eu me limitava a secar suas pernas a mostra por causa do short que ela usava. Sabe aquelas pernas macias que só de olhar você já tem vontade de tocar e morder? As dela eram bem assim...

Cheguei a suar frio, apertar o volante e balançar a cabeça várias vezes para ver se esses pensamentos sobre ela saiam da minha cabeça, mas estava difícil! Cada vez que eu tentava prestar atenção no que ela me dizia, mas eu involuntariamente prendia meu olhar sobre o corpo dela, ali sentado ao meu lado.

- O que foi, Ronnie? Você parece distante... – disse ela, dando um sorriso doce em minha direção.

Eu preciso dela, não como amiga. Mais que isso, eu a quero para mim, quero tocar e beijar seus lábios com os meus...

- Quê? AH, não é nada! – disse eu, estacionando o carro.

Entramos pelo saguão do hotel, eu cumprimentei o gerente e fomos rumo ao pequeno elevador. Aqueles pensamentos não davam trégua e aquilo estava me sufocando. Pensar que eu ficaria mais de dez segundos ali do lado dela me dava desespero e isso me consumia.

Acho que eu não já não penso nela só como uma amiga. Só por observar o jeito que ela e Craig conversavam por horas e me lembrar de que eles tinham se beijado, meu sangue fervendo, consumia toda a pouca racionalidade da minha cabeça.

Eu estava exatamente tão absorto nela que nem vi quando a porta do elevador abriu e ela entrou primeiro, e foram intermináveis instantes naquele cubículo.

Sentia como se meu olfato também estivesse aguçado e cada milímetro dela fosse perceptível a mim; meus olhos se enchiam dela e realmente me causavam uma sensação sufocante estar ali... Eu já não pensava mais!

Assim que a porta se abriu novamente, ela saiu antes de mim, mas antes que pudesse tocar na fechadura do flat, eu peguei a sacolinha com os remédios que estava na mão dela e ela me encarou, franzindo a testa:

- O que fo... – ela pretendeu dizer, mas antes que ela pudesse terminar a frase eu a empurrei até a parede mais próxima.

Coloquei a sacolinha no chão devagar para nenhum vidro se quebrar. Segurei em sua cintura com uma mão, pressionando-a mais um pouco na parede. Ela, assustada, exclamou alguma coisa que eu não entendi.

Eu, como não conseguiria esperar por mais tempo, encostei meus lábios nos seus, tomando-a num beijo.

Ela no começo não correspondia, mas depois com um pouco de dificuldade por culpa de sua altura, ela entrelaçou os braços em volta do meu pescoço e me retribuiu o beijo.

Eu deslizava minha mão em seu rosto macio, enquanto minha outra mão escorregava de sua cintura até uma de suas coxas, puxando-a para cima e para mim. Mantive uma perna minha no meio das dela para prendê-la a mim.

Quando foi necessário pegar fôlego, nos soltamos ofegantes e ela estava avermelhada, até demais. Dei um sorriso de canto:

- Ronnie, o que você.... — ela perguntou extasiada.

Também me beijar deve ser demais, não?! Eu sou demais (digidim digidim ♪)

- Shh. – dei um selinho nela, peguei a sacolinha e segurei sua mão com a outra.

- Calma! – ela disse me puxando antes que eu pudesse entrar no flat.

- O que foi?! — perguntei olhando ela nos olhos, ela corou.

Sua boca, que ainda estava um pouco inchada por causa do beijo, me chamava para outro beijo. Eu me segurava firme para não atacá-la ali, afinal de hot ela tem tudo.

- P-por quê você fez isso?! – perguntou sobressaltada e gaguejando um pouco, aparentemente se xingou mentalmente por causa disso.

- Porque eu gosto de você! — eu disse ao pé do ouvido dela, tão perto que pude senti-la estremecer.

Notas finais
Reviews?