Hell-a
44 As makeup runs down your cheeks♪
Notas iniciais
Mais uma atualização aqui o/
Desculpem a demora é que eu fui para São Paulo e eu fui no Show do BVB *---*
OLHA SÓ QUE MARAVILHA!!!
Show perfeitamente perfeito.
Ronnie e Max foram até o flat da Star, que foi onde Ronnie havia deixado seus “presentes”:
— Star, vim buscar os pacotes que deixei aqui!
— Nossa Ronnie, porque está tão afobado assim? – perguntou Star, calmamente entregando os embrulhos à Max.
— As meninas têm de estar no aeroporto aqui de LA daqui a 70 minutos! – disse Ronnie. – Então, se quiserem dar tchau a elas, apareçam no saguão do hotel o mais rápido possível!
— OK, então descemos com vocês! – disse Star, arrastando Lucca com ela.
— Venham rápido! – disse Max, correndo com as sacolas na mão.
Os quatro desceram até o local que Ronnie havia dito para as meninas esperarem, e um pouco antes das portas do elevador se abrirem, combinou com Max:
— Aqui estão os presentes pra você entregar à Greene! – disse Ronnie, mostrando à Max o pacote que era de sua namorada. – E aqui estão os meus pra eu entregar à Catti!
— O que é, Ronnie? – perguntou Max, curioso. – E quando você comprou tudo isso que eu não vi?
— Depois você verá... e eu comprei hoje de madrugada! – falou Ronnie, como se fazer compras antes do dia amanhecer fosse completamente normal.
Chegando de frente para as duas garotas, pediram que elas fechassem os olhos e abrissem as mãos:
— Catti, aqui está o seu! – disse Ronnie, feliz.
— E baby... aqui está o seu, Greene! – entregou Max à Greene.
— Mas por que presentes? – perguntou Greene, antes mesmo de procurar onde abri-lo.
— Pra vocês lembrarem de nós lá no Brasil... – respondeu Ronnie, tristonho.
— Awnn, que bonitinho! – disseram ambas as garotas.
— Isso mesmo! Vejam lá se não irão esquecer da gente com os bandos de saradões que deve existir no Brasil... – confessou Max, borbulhando de um ciúme repentino.
— Mas eu prefiro você, meu ex-gordinho delicinha! – comentou Greene, abraçando Max e apertando sua barriga.
— E eu gosto do meu Radke cheio de tríceps, bíceps e abdômen definidos! – disse Catti, beijando Ronnie.
— Agora será que podemos abrir nossos presentes? – disse Greene, irônica.
— Claro! – exclamaram os Greenadke.
Quando as meninas enfim, retiraram todo o embrulho, viram a coisa mais maravilhosa com relação à ETF e à FIR que elas poderiam ter ganhado. Cada uma delas ganhou uma calça de zebra idêntica à de Max Green e uma camiseta preta escrito “Team Radke” em branco:
— É pra gente?! – perguntou Catti, abobada.
— Sim! – disse Ronnie.
— Mas essa calça é...é... i-i-idêntica a do Max! – exclamou Greene, maravilhada.
— Sou obrigado a assumir que é mesmo! – disse Max, encostando os dedos no pano da roupa, só para confirmar suas suspeitas. – Comprou onde Ronnie?
— Há um tempo, Jacky me falou que na Hot Topic, havia essas suas calças, mas que eram em número limitado... Eu, sabendo da paixão das meninas tanto por mim, quanto por você, fui até lá contando com a sorte de encontrar duas delas... E thanks God, eu achei! – vangloriou-se Ronnie.
— Idênticas mesmo, Ronnie! – disse Max, novamente.
— Podem confessar, pessoas! Eu sou demais, não sou?! – disse Ronnie, cheio de si.
— Tá bem, a gente confessa, RonnieRoxxie! – disse Greene, revirando os olhos – Você é foda!
— Digidim, digidim♪- cantou Catti e as duas meninas riram.
— Catti, Greene... então... AH, eu vou sentir uma puta saudade, mas já que é assim e eu sei que vocês voltam... eu espero! – disse Star, vindo abraçar as meninas.
— Nós esperamos vocês aqui, certo?! – disse Lucca, bagunçando o cabelo de cada uma das nossas meninas.
— Seu Lucca, seu Lucca... Vê se cuida bem da nossa Star, hein! – disse Greene, quase esfregando o indicador no nariz de Lucca.
— Claro, que eu cuido! Ela é meu amor, minha coisa linda... – respondeu Lucca, se perdendo nos olhos de sua Star.
— Ela só gosta dele porque ele é um mini Max Green – cochichou Max, para as meninas e Ronnie ao seu lado.
— Cala a boca, Maxwell! Nossa, meu! – exclamou Ronnie, levantando os braços de indignação.
— Eu ouvi hein, Max! – disse Lucca, apontando para seus olhos e depois para os olhos de Max, tentando intimidar.
— Não é nada disso, Maxwell! – disse Star, rindo das piadinhas de Max e da cara que Lucca estava fazendo para ele. – Lucca parece muito com você e tal, tem praticamente o mesmo modo de pensar e agir... mas vocês também diferem bastante e nisso, eu sou muito mais o meu Lucca né! – disse Star, beijando a bochecha de Lucca.
— Isso cala a sua boca agora, Maxwell? Porra, você já tem a Greene que é roqueira e supergostosa, quer mais o quê? – quase gritava Ronnie, mas ao mesmo tempo ria.
— Concordo, hein! – disse Lucca, com uma piscadela e Star deu nele um tapinha de leve. – É a verdade amor, mas vocês todas são supergostosas!
— E como se não bastasse serem gostosas, ainda são brasileiras, o que as faz mais gostosas ainda! – disse Max.
— Gente, vamos parar com esse papo?! – disse Greene, encabulada. – Olha aí, a Catti está roxa de tanta vergonha.
Todos olharam para a menina ali do lado, e de fato ela estava quase azul:
— Catti, meu amor, fica assim não... estamos falando a verdade! – disse Ronnie, dando um abraço em sua namorada.
— OK, OK! – disse Catti, ficando um pouco menos roxa.
— Senhor, precisamos correr pro almoço e sair voando para o aeroporto... – disse Max, esticando o pescoço para ver se o salão de restaurantes estava cheio.
— Não se preocupem com isso, eu e o chef Lucca fizemos um almoço lá no nosso flat, venham comer com a gente. – disse Star, empurrando todos para o elevador.
— Desde quando Lucca é chef de cozinha? – perguntou Greene, surpresa.
— Desde que eu fiz curso pra isso! – disse Lucca, orgulhoso.
— E eu assumo, esse Lucca cozinha muito bem! – disse Star, dando um selinho em seu namorado.
— Aí as meninas aproveitam e veem se as roupas ficam legais, Ok meninas? – falou Max.
— Mas nem que fiquem apertadas, eu emagreço! – disse Greene, convicta.
— Com certeza, eu estava pensando em entrar numa dieta mesmo... – se não servir é pra já que vamos começar uma! – disse Catti, convicta.
— Emagrecer?! Só se forem peitos ou bundas, porque aí sim bastante coisa pra emagrecer! – sussurrou Max para Ronnie, que ficou rindo o percurso até o flat, mas acabou por comentar:
— Eu desisto de tentar endireitar a sua pessoa, Maxwell!– comentou Ronnie, ainda rindo. – Pronto, joguei a toalha, chega! Uma vez PERV, sempre PERV.
— Tu ainda vai virar um PERV, eu sei disso! – disse Max, apontando o dedo para Ronnie. – Essas meninas vão fazer você PERV...
— Já estão fazendo, dude! – confessou Ronnie, balançando a cabeça.
— Andem, meninos! Entrem logo, que a comida vai esfriar mais... – disse Star, puxando os meninos que devagar entravam no flat.
Eles comeram seu fricassê de frango, tomaram uma taça de vinho para comemorar o tempo que passaram juntos. Max queria vodka, mas Star o censurou e ele se contentou com mais meia taça de vinho.
As meninas se alegravam por estar ali, mas era visível que a viagem de volta para o Brasil as perturbava. Passavam dentro de suas cabecinhas coisas como “Será que quando voltarmos, tudo será do mesmo jeito?” ou “O que acontecerá enquanto estivermos pra São Paulo?”, tudo era motivo para inquietação...
Enfim, chegou a hora mais inevitável de todas... A hora de entrar no carro de Max, para elas, um trecho sem volta até o aeroporto, para voltarem sabe Deus quando.
Ronnie tinha lágrimas nos olhos enquanto desciam até o saguão:
— AH, meu amor?! – chamou Catti. – Eu estava lá em cima olhando pra ver se não tínhamos esquecido nada e estava por lá esse seus óculos...
— AH, obrigado! – disse Ronnie, distante. – Mas fique contigo, certo? Mais uma cosia pra você não se esquecer de mim...
— OK, mas baby, se eu não me esquecia de você, mesmo quando você nem fazia ideia de quem eu era, vou esquecer agora que você é meu namorado? – falou Catti, tentando não olhar nos olhos de Ronnie, porque isso certamente a faria chorar.
— Eu acredito em você, baby! – disse Ronnie, encostando sua testa na testa da Catti e segurando delicadamente o rosto dela. – E mais do que isso, eu confio em você... mais até do que em mim mesmo!
— Obrigada por confiar em mim, baby! – disse Catti, e com essa frase as lágrimas começaram a rolar interminavelmente.
— Vamos, Ronniecatti? – chamou Greene, pela janela do banco de trás do carro de Max.
Max dirigindo; Ronnie ao seu lado, olhando pensativo para a vista da sua janela; Greene tentando entreter a si mesma com algum jogo tosco do seu celular e Catti conferindo mentalmente se estava trazendo tudo do hotel:
— Gente, alguém aí faz o favor de ligar o rádio? Se a gente continuar nesse silêncio, vamos morrer de tanta tristeza!
— Boa ideia! – animou-se um pouco Greene. – Liga aí, Ronnie!
Assim que Ronnie ligou o rádio, instantaneamente a voz impostada do locutor anunciava:
— Incrivelmente, foi batido esse recorde! Nunca tivemos uma banda que tantos ouvintes pedissem pra tocar... – dizia ele, animado. – Pois já que quase 500 mil pessoas pediram por esta essa semana... Meninos do Falling In Reverse, arrebentem aí com Raised By Wolves!
— É A MINHA MÚSICA! – disse Ronnie, pulando descontroladamente no banco do carro, fazendo Max perder por alguns segundos o controle do carro.
— Sim é a tua música, mas se acalme, por favor, ou vamos todos morrer ao som do FIR, e ninguém merece... – disse Max, fazendo suas piadinhas de sempre.
— CARA, VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO?! É A MINHA MÚSICA NO RÁDIO, FILHÃO... – Ronnie não cabia dentro de si. – Catti, meu amor, tá ouvindo, a banda do teu namorado fazendo sucesso na rádio?
— Estou ouvindo sim, meu RonnieRoxxie! – disse Catti, ficando repentinamente feliz.
— E este é o vocalista Ronnie Radke, ex-Escape The Fate, e atual Falling In Reverse, mostrando para o público que ainda tem o mesmo potencial! Parabéns! – disse o locutor, quando a música acabou.
— Toma essa, Craig Mabbitt! Eu mudo de banda e continuo o mesmo, né ex-Bless The Fall e ex-The World Alive... – disse Ronnie, sem se conter.
— Dá pra parar de falar mal do vocalista da minha banda, por favor?! Será que é pedir muito?! – disse Max, meio alterado.
— Max, pode parar, você tá é com inveja do Ronnie, porque o FIR tá nas paradas e o ETF não né?! – disse Greene, passando sua mão pelo pescoço de seu amor.
— E se for, qual é o problema? – disse Max, fechando a cara para Greene, ao olhar diretamente pra ela pelo retrovisor.
— Escape também está nas paradas, Max... É você que não ouve rádio... mas dias antes daquele dia do Hell-A, eu ouvia direto Gorgeous Nightmare, Issues e This Was Is Ours, dava até raiva! – confessou Ronnie, o sorriso ainda iluminava seu rosto.
— Tá bem, vai! – disse Max, ficando feliz pelo amigo. – Confesso que Raised By Wolves, eu sei cantar todinha!
— Aí, tá vendo! – disse Greene, feliz pelos Greenadke.
— Bom, agora vem a parte chata de tudo isso... Aquele ali já é o aeroporto... – disse Max, apontando para um conjunto de estradas e aviões que taxiavam por elas.
— Agora, nem mesmo a partida das meninas, será capaz de me deixar pra baixo... Porque é como se minha banda me dissesse pra ter forças e aguentar a espera por elas, como se ela dissesse pra focar nela e em tudo o que gera felicidade pra mim! – ria Ronnie, contentíssimo. – EU AMO MINHA NAMORADA E MEU FALLING IN REVERSE!! – disse ele colocando a cabeça pra fora e gritando com todo o ar de seus pulmões até o ponto em que sua fala culminou num screamo.
A música do FIR ajudou a tirar um pouco da tristeza que pairava dentro do carro e assim que Max estacionou próximo a entrada do aeroporto, todos tinham um sorriso enrustido nos lábios, algo que semeava alguma esperança no coração dos quatro:
— Vamos minha Catti, porque quanto mais cedo você vai... mais cedo você volta pra mim! – disse Ronnie, sorrindo.
— Você não me esquecerá, Ronnie? – falou Catti, um tanto preocupada.
— Nunca! Nunca! Nunca! – disse Ronnie, beijando Catti.
— Greene venha cá... – disse Max, dentre os quatro o que menos sorria. – Eu quero te dar uma coisa...
— Oi.. estou aqui... – disse Greene, chegando perto de seu namorado.
— Tá vendo esse colar aqui? – disse Max, apontando para um colar que tinha como pingentes uma cruz invertida e um anel que se assemelhava a uma aliança... – Este colar tem muito significado pra mim... pois essa cruz invertida foi o Marilyn Manson que me deu no primeiro show dele que eu fui, entrei em seu camarim e ele me chamou de filho, porque eu desde aquela época tentava parecer com ele, sendo que até hoje nos falamos... e bem, essa aliança... é a aliança do casamento dos meu avós, essa era a que ficou com minha avó até quando ele infelizmente faleceu... E esse cara, ele tem mais coincidências comigo e com você do que a gente pensa...
— Max, você quer me... – Greene pretendeu falar, mas silenciou-se quando sentiu o indicador trêmulo de Max sobre seus lábios.
— Quero que você guarde isso contigo! Quero que cuide disso como se sempre fosse seu... Quero que olhe pra isso e lembre-se de mim... – disse Max, escondendo uma lágrima que escorria solitária por sua face, borrando um pouco sua maquiagem.
— Max, eu não... é muito importante pra ficar comigo! – disse Greene, escorrendo lágrimas pretas por sua face.
— Justamente por isso, eu dou o objeto mais importante da minha vida além do meu Ripper, para uma das pessoas mais importantes que é você, minha Greene... – disse Max, enxugando outra lágrima.
— Meu Maxwell Scott Green! Eu amo você! – disse Greene, beijando-o.
Ronnie e Catti, que estavam um pouco mais a frente com as bagagens das duas meninas, mais as passagens e os passaportes. Chegaram no guichê e logo o check-in das duas garotas estava feito, o avião partiria em uma hora... tempo suficiente, para eles matarem um mínimo de saudade que enfrentariam nos próximos dias.
— Se vocês não voltarem pra cá, eu juro que vou até o Brasil e trago a senhoritas puxando-as pelas orelhas! – disse Ronnie, rindo de leve.
— E só uma de cada OK? – disse Max, dramático. – pra ser mais doloroso, é claro!
— Esse Max tem uma pegada meio assassina né Greene? – disse Catti, abraçada com Ronnie.
— É, eu desconfio às vezes! – respondeu Greene, rindo.
— É bom ficar de olho, sabe Ronnie! – disse Catti.
- Eu coloquei um GPS no meio do cabelo dele, e isso me diz sempre onde ele está ... mas olha hein, é segredo... – disse Ronnie, que começou a cochichar. – Não contém pra ninguém OK?
- Sim, eu prometo não contar à ninguém! – disse Max, cruzando os dedos sobre a boca.
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