Hell Is My Sweet Destiny

6 You Can Kiss Me If You Want Too


Notas iniciais
Oii, espero que gostem ♥

— Fome, é isso que estou sentindo, Kurt. Eu quero cravar meus dentes no seu pescoço e beber seu sangue. Eu mandei você fugir, você não fugiu. Agora lide com a minha sede!

— Blaine, se acalma. – Pediu Kurt, olhando o moreno profundamente nos olhos. – Fica calmo. Você consegue se controlar. Não se torne o monstro que eles tanto temem.

Blaine prensava Kurt contra a parede, até que, vendo aqueles lindos olhos azuis brilhantes e um tanto quanto assustados, o moreno percebeu a besteira que estava a ponto de fazer e, aos poucos, seus olhos foram voltando ao normal.

Sem nem se despedir o moreno apenas sumiu dali, deixando um Kurt confuso para trás. Ele foi diretamente ao encontro de Sebastian, precisava de um amigo naquele momento.

— Eu estraguei tudo! – Esbravejou ao entrar no esconderijo deles, assustando Sebastian.

— O que você fez? Não me diga que tocou nele... – Blaine negou com a cabeça.

— Eu quase o matei. Eu não posso ficar perto dele, Seb. Não posso. Eu vou acabar o ferindo.

— Não suma do nada, por favor. – Pediu o castanho. – Converse com ele, diga o que está sentindo.

— E se eu o ferir? Nunca vou me perdoar.

— Nunca é muito tempo para quem tem a eternidade ao seu lado... – Comentou o Smythe. – Sei que consegue se controlar, ok? Só não cometa o mesmo erro que eu.

E, após ver o castanho o mandando uma breve piscada, ele se atirou no sofá ao seu lado e deu um suspiro forçado. Talvez as coisas fossem mais fáceis se ele apenas se afastasse de Kurt e ficasse junto com Sebastian. De repente os dois poderiam até criar um laço um com o outro, nem que fosse apenas por diversão.

Eles estavam mortos mesmo. Não precisavam dar satisfação alguma para ninguém.

Blaine esperou quase uma semana para voltar até o local onde Kurt estava para falar com ele. Ele poderia jurar que estava sentindo uma pontinha de nervosismo apenas por saber que ficaria tão próximo do castanho, mas estava ansioso também. Queria vê-lo.

Ao entrar no local, ele viu Kurt sentado abraçando suas pernas no canto do sofá. O castanho levantou a cabeça e o encarou, abrindo um pequeno sorriso.

— Oi. – Blaine disse e se aproximou do castanho, sentando ao seu lado.

— Consegui outra substância que pode nos ajudar. – Kurt disse, abrindo mais seu sorriso.

— Kurt, isso não vai dar certo. Da última vez eu quase te matei. – Blaine disse, vendo o sorriso de Kurt se desmanchar. – Eu te amo, mas acho que deveríamos nos afastar.

— NÃO! – Kurt pulou para cima do colo de Blaine, sentando sobre suas pernas. – Você não vai se afastar de mim. Nunca!

— Kurt, sai do meu colo. Isso é arriscado. Sai, por favor. – O moreno pediu, com as mãos para trás.

— Não vou sair. – Kurt disse, com o rosto próximo do moreno. – Você pode me beijar Blaine. Pode encostar em mim agora. Eu prometo que vai dar certo.

— E se não der? – Blaine o encarou, queria tanto encostar nele.

— É um risco que eu vou tomar. Mas sei que vai dar certo, ok? – Kurt continuava com o rosto próximo de Blaine e, com aquela respiração batendo contra seu rosto, não conseguiu se controlar.

Blaine o puxou e o beijou energicamente, tirando todo o fôlego de Kurt que podia. Tudo que Blaine escutava eram as batidas aceleradas de Kurt e seus pulmões se esforçando ao máximo para fazerem seu trabalho corretamente, fora o som de seu sangue passeando por suas veias.

O moreno se debruçou por cima de Kurt no sofá e sentiu o castanho abrindo sua blusa. Ele queria parar, queria sair de perto, mas se sentia preso ao Hummel naquele momento. Não conseguia simplesmente sair de perto. Era impossível.

O Anderson puxou a blusa de Kurt, a rasgando sem dó e jogando seus restos fora. Ele passou a beijar o pescoço de Kurt enquanto o castanho tirava a sua blusa.

Em um rápido momento o moreno tirou fora toda a roupa de Kurt e permitiu que o castanho fizesse as mesmas com as suas. Ele pegou Kurt no colo e o grudou contra a parede, o beijando fervorosamente enquanto encaixava seu membro na entrada dele e o penetrava com certa força, o fazendo arfar.

Aos poucos as batidas do coração de Kurt, que eram para ficarem ainda mais aceleradas, foram cessando. Unhas pontudas se cravaram nas costas de Blaine e nenhum ruído de vida ainda podia ser escutado vindo do castanho.

Kurt empurrou Blaine contra o sofá e foi para o colo dele e logo eles já estavam se agarrando loucamente novamente. O castanho sentou sobre o membro de seu namorado e começou a se movimentar ali enquanto praticamente atacava seus lábios.

Era uma lutar por poder entre os dois sem igual e é óbvio que estavam amando aquilo.

Quando os dois chegaram aos seus ápices e se separaram, se encararam e foi aí que o pânico se instalou em Blaine.

— Eu não acredito que isso aconteceu. – Blaine falou, olhando para o namorado, o qual estava com os olhos escuros.

— Vai dizer que não gostou... – Kurt disse, voltando para o colo do namorado.

— Você é como eu agora, não percebe isso? – Blaine alisava o rosto dele. – Isso não vai ser fácil... apenas me diga que você não sabia que isso ia acontecer e que você não fez de propósito.

— Você acha que eu queria ser um chupador de pescoços à procura de sangue? – Kurt revirou os olhos, fazendo com que voltassem ao normal. – Sabia que tinha essa possibilidade, mas pensei que o soro fosse dar certo. Desculpa, B, eu não queria te magoar nem nada, ok? Eu só...

— Você estava na melhor das intenções. Isso é culpa minha. Eu não deveria ter me passado. – Blaine negou com a cabeça, a abaixando em seguida.

— Hey, não fala assim. – Kurt segurou no queixo do namorado e lhe deu um selinho. – Vamos dar um jeito nisso. Vai ficar tudo bem.

— Como? Agora nós dois somos feitos duas sanguessugas que vão precisar matar para sobreviver. Eu nunca quis que isso acontecesse com você e agora nós dois vamos queimar no inferno.

— Ah, Blaine... se é para viver com você, não me importo de irmos para o inferno. Eu te amo, você não entende isso?

— É claro que eu entendo, justamente por te amar que eu não queria que isso acontecesse com você.

— Mas aconteceu. O que quer que eu faça? Não podemos voltar atrás. – Blaine apenas assentiu. – Eu estou com fome.

— Não acredito que vou ter que ensinar o amor da minha vida a matar. – Blaine parecia decepcionado consigo mesmo. – Eu não deveria ter ouvido meus instintos. Não deveria ter permitido que eles me controlassem. Me perdoa, meu amor.

— Não há motivos para que eu te perdoe, eu te amo e quero você ao meu lado para sempre. Seja no céu, na terra ou no inferno. Tudo o que importa é ficarmos juntos.

Sou só um homem com uma vela para me guiar
Eu estou lutando para escapar do que está dentro de mim
Um monstro, um monstro
Eu estou virando um monstro
Um monstro, um monstro
E está ficando cada vez mais forte

— Monster, Imagine Dragons.

Notas finais
Ferrou tudo agora, euheueheuh. Bjo ♥