Hell Is My Sweet Destiny
7 How To Be A Vampire
Notas iniciais
— O que viemos fazer aqui? – Kurt perguntou, observando as pessoas que corriam pelas ruas, sempre olhando para todos os lados antes de seguir em frente.
— Você precisa se alimentar, meu amor. – Explicou Blaine, vendo o namorado assentir.
— Oba, sangue. – Debochou Kurt, logo revirando os olhos. – Deve ser nojento...
— Na verdade, é bom. – Blaine disse e começou a rir feito um louco, mas parou ao ver Kurt o olhar. – Ah, qual é, Kurt... quando eu estava odiando a ideia de você ser um vampiro você me xingou, então agora que eu estou tentando me animar não quebra a minha onda, ok?
— Então me ensina a cravar os dentes em uns pescocinhos. – Kurt novamente riu e Blaine foi obrigado a também rir. – Eu te amo.
— Eu também te amo. – Afirmou o moreno. – Mas será apenas um pescoço, ok? Se você perder o controle acabarão os humanos e nós secaremos, então acho melhor você ficar calminho.
— Vou ficar, papai! – Kurt disse em tom de deboche, levando Blaine a rir contrariado. Era impossível não rir com uma criança grande como Kurt. – Olha, ali tem um homem.
— Vampiro! – Blaine disse simples, cumprimentando o vampiro em seguida e seguindo reto com Kurt.
— Como você sabia que ele era vampiro? – Kurt perguntou curioso.
— Vou te ensinar. – Blaine disse e se se aproximou de Kurt. – Primeiro, feche seus olhos. – Kurt o obedeceu. – Agora se concentre em ouvir o som de um coração batendo. É fácil.
— Não consigo. – Kurt disse e quando viu ele e Blaine já estavam em um outro local. – Por que estamos aqui?
— Tem dois humanos ali. – Blaine disse, apontando na direção deles. – Nós temos que chegar rapidamente deles e deixar nossos instintos nos levarem. Só que você não pode parar. Tem que beber até a última gota, ou eles vão levantar como nós, já que teremos encostado neles.
Kurt assentiu, um pouco nervoso. Rapidamente ele e Blaine já estavam segurando os humanos e cravando seus dentes afiados e pontudos no pescoço de suas vítimas. Só pararam de beber aquele líquido vermelho e delicioso quando viram que suas vítimas já não possuíam mais vida. As largaram de qualquer jeito e se deram as mãos.
Foram andar pela floresta, já estava começando a escurecer.
— Acho que você é a única pessoa que consegue ficar linda de qualquer jeito. – Começou Blaine, grudando Kurt contra uma árvore. – Mas todo sujo de sangue, você fica delicioso.
A voz de Blaine saiu com tanta provocação, que Kurt não se conteve e quando percebeu já estava com a boca de Blaine colada na sua, com os dois passeando com suas mãos pelo corpo um do outro enlouquecidamente.
Blaine foi empurrado contra a árvore em que prensava Kurt antes e continuou a beijar o castanho. O beijo de Kurt era simplesmente o melhor beijo do mundo.
Blaine tirou fora o casaco de Kurt, que fez o mesmo com a jaqueta do moreno, e começou a desabotoar a camisa do Hummel, beijando o pescoço do castanho com certa urgência e até um pouco de força desnecessária, o que provavelmente deixaria marcas pelo pescoço de Kurt, que tão pouco se importava agora, já que tão rápido quanto apareceriam em si, elas desapareceriam.
Kurt viu Blaine se ajoelhar na velocidade quase que dá luz e tirar a calça dele e depois a sua própria, sem nem ter muita chance de ele mesmo fazer algo. Estava extasiado demais com a perfeição que era o seu namorado.
Blaine puxou Kurt pela cintura e o pegou no colo, começando a bater com o castanho pelas árvores enquanto os dois ainda se beijavam. O Anderson apoiou Kurt em uma das árvores e encaixou seu membro na entrada do mesmo, que arfou ao sentir a ponta do membro de Blaine, logo o sentindo por completo e soltando um gemido por impulso.
Blaine sabia que sua força não machucaria Kurt, então não se preocupou em se movimentar com certa violência. Kurt parecia até estar gostando daquilo. O Anderson mordiscava e chupava o pescoço do castanho, amando o fato de não precisar mais se controlar e de não precisar ter medo de acabar furando o pescoço de Kurt. Ele até fez isso, para provoca-lo, e deu certo, pois pareceu agradar ao castanho, que retribuiu o gesto.
— Você está me deixando louco. – Kurt soltou as palavras por entre seus gemidos, que pareciam cada vez mais alto. Blaine estava amando aquilo e cada vez pedia para Kurt gemer mais o seu nome.
Kurt cada vez pedia por mais e seu namorado como era muito obediente, fazia todas as suas vontades, realizava todos os seus desejos.
Não muito tempo depois, os dois chegaram aos seus ápices, mas Blaine continuou segurando Kurt por mais um tempo, enquanto os dois trocavam mais alguns beijos.
Em sua velocidade já comum, ambos vestiram suas roupas, se deram as mãos e voltaram a caminhar pela floresta. Blaine levou Kurt para o seu “esconderijo” e encontrou Sebastian atirado lá encarando o nada.
— Seb, quero te apresentar alguém. – Blaine disse e Sebastian levantou assustado. – O que aconteceu?
— Droga, Blaine, você transformou ele. – Sebastian disse, analisando Kurt. – Você é o Kurt, certo?
— Sim, mas como sabe o que aconteceu? – Perguntou o castanho, estranhando o fato de ter um total desconhecido encostando em si.
— Vocês dois estão sujos de sangue e eu não escuto seu coração batendo. – Explicou Sebastian, se afastando um pouco e abrindo um sorriso para ele. – Eu sou o Sebastian.
— Oi. – Kurt disse ainda estranhando o amigo de Blaine. – Então você é o amigo de quem ouvi falar.
— Se Blaine disse que tem um amigo lindo, maravilhoso, de olhos verdes, espetacular, então sim, sou eu. – Sebastian disse convencido, levando os outros dois a rirem.
— Acho que citei que meu amigo é um burro que transformou a pessoa que estava querendo matar o meu namorado. Mas essas outras coisas, não estou lembrado, elas parecem meio irreais. – Blaine riu, levando um tapa do amigo.
— Oh, você namorava com Elliot? – Perguntou o Hummel, vendo Sebastian assentir. – Então eu já ouvi falar de você antes mesmo de Blaine me contar.
— Elli falava de mim? – Sebastian perguntou animado, logo revirando os olhos para sua própria atitude. – Tomara que ele sinta dor naquele coração sem vida e idiota dele. Não ligo mais.
— Aham... – Kurt e Blaine disseram juntos e de maneira irônica, vendo Sebastian revirar os olhos de novo, mas dessa vez para eles.
— Ele me usou, quando descobriu que eu era um vampiro me usou para eu o transformar. Pelo menos você, Kurt, ainda está com Blaine.
— E quem disse que eu não estou só esperando ele pegar no sono? – Kurt perguntou em tom de brincadeira.
— Deve ser porque eu não durmo. – Blaine disse também rindo e Sebastian entrou na brincadeira, também rindo.
Os três seguiram conversando e rindo por muito tempo ainda. Eram raros os sorrisos na situação atual do mundo em que eles viviam. Era triste demais toda a situação, então era bom sorrir um pouco, mesmo que não por muito tempo. Nada podia estragar aquele momento deles.
— Olha se as três pessoas que eu quero destruir não estão justamente reunidos nessa noite. – Todos olharam na direção da voz: Elliot. – Eu proponho um brinde ao último dia da morte de vocês. O que acham disso?
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