Hell & Consequences
20 3x20 - What Asmodeus Wants
Notas iniciais
Desista do jogo
Antes que outra pessoa te tire dele
E coloque seu nome na vergonha
Cubra seu rosto, você não pode participar da corrida
O passo é rápido demais, você não vai durar
Você adora o jeito como eu olho para você
Enquanto você se aproveita das situações horríveis em que me coloca
Você vai embora se eu deixar
Meu orgulho, minha vida, estão abalados
Você gosta de pensar que nunca está errada
Você quer agir como se fosse alguém
Você quer alguém para sofrer com você
Você quer dividir o que tem passado
(você vive o que você aprende)
Você adora as coisas que eu digo que farei
O jeito que eu vou me machucar de novo só para voltar para você
Linkin Park
22 de março de 2008, Lawrence, Kansas.
Alicia tinha acordado no inicio da madrugada numa cama de hotel. Assim que abriu os olhos, gritou, apavorada, sem entender o que estava acontecendo. Sua respiração estava ofegante. Parecia que tinha acordado de um longo pesadelo. Alguém acendeu a luz.
–Shane! – Alicia reconheceu o demônio que tinha conhecido há tantos meses — o que está acontecendo aqui?
–Eu é que me pergunto, Alicia! – ele falou, visivelmente magoado – depois do nosso sucesso na Nigéria, você simplesmente desapareceu todos esses meses. Todos nós, os meio-sangues, estávamos esperando por você.
–Meio-sangues? – ela repetiu. Thoth tinha dito alguma coisa sobre isso. A cabeça dela doía. A presença dos símbolos escuros tatuados em sua pele era a lembrança que Thoth tinha sido real. – meio-sangues são os filhos de humanos com anjos e demônios – ela murmurou, confusa.
–Exato. E você é a nossa líder, a nossa esperança, a pessoa que vai mudar nosso destino. Durante séculos fomos marginalizados, mas isso está para acabar. Nós somos a evolução, os melhores. Merecemos mais. Eu sinto muito por ter feito você acreditar que eu era um demônio puro. Mas era o mais seguro na época. Tinha muita coisa que eu não devia explicar para você.
–Que dia é hoje? – ela perguntou, confusa com a falação de Shane. Tinha sentado se na cama.
Shane suspirou.
–Vinte e dois de março. Primeiras horas da madruga. Você está pronta para ser nossa rainha agora?
–Vinte e dois de março? – ela repetiu, surpresa. Não tinha ficado tanto tempo assim com Thoth, tinha? Meu Deus, Sam a mataria. – Eu preciso ligar para Sam.
–Sam? – repetiu Shane, confuso, enquanto ela esticava a mão para o telefone no criado mudo ao lado da cama e digitava o número de Sam – está todo aqui e mais estão chegando – ele falou, animado novamente — Quando eu soube que você voltaria aqui, chamei a todos!
–Todo mundo quem? – perguntou Alicia, confusa, mas Sam atendeu e ela não conseguiu se explicar direito. Enquanto conversava com Sam, as memórias foram ficando mais claras. Ela sabia o que tinha que fazer agora.
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A conversa com Sam tinha sido horrível e Alicia sabia que devia ter sido mais delicada, mais amigável e dado explicações melhores, mas ela tinha uma missão a cumprir. Ela precisava se organizar. Os meio-sangues estavam esperando há séculos para acabar com anjos e demônios e era isso que ela ia fazer. Acabar com ambos e impedir o apocalipse. Se não houvesse os dois lados inimigos numa guerra, não haveria guerra, certo? Ela só precisava descobrir como faria isso.
Shane informou Alicia que cerca de cinquenta dos apoiadores dela já estavam ali no hotel, o The Eldridge, o hotel mais luxuoso de Lawrence, aguardando por ela, e que durante o próximo dia ela devia se preparar e se arrumar porque chegariam mais. Ela tinha arrumado um tempo para rastrear o celular de Sam e descobriu que eles estavam vindo da Califórnia. Ela mandou uma mensagem para ele avisando em qual hotel ela estava. Eles demorariam cerca de um dia para chegar até lá, ou seja, na madrugada do dia seguinte e durante esse tempo ela precisava arrumar explicações e um plano. O pacto de Dean estava para vencer e demônios sempre tinham sido um grande problema na vida deles, então a prioridade era mandar todos os demônios de volta para o Inferno e depois fechá-lo ou destruí-lo. Parecia muita coisa, mas Thoth tinha dito a Alicia que aquilo era uma mudança que ela tinha poder para fazer. Ela só precisava descobrir como — e se conseguiria fazer isso a tempo de salvar Dean. Por outro lado, ela podia salvar Dean matando Lilith.
Shane passou a manhã montando um novo guarda-roupa para Alicia, tagarelando sobre cores e a roupa certa para mudar o mundo. Alicia dedicava apenas meia atenção para ele. Ainda estava se acostumando com seu novo corpo e com o poder, agora controlado, dentro dela. Ela treinava e treinava, movimentando pequenas coisas com a mente, ainda não completamente segura do que era capaz de fazer.
No fim da manhã, Shane reapareceu, carregando roupas num cabide.
–Eu acho que esqueci de avisar a você – ele falou – prepare-se, porque hoje durante o almoço você vai conhecer muitas pessoas que estão do seu lado. Eu os enrolei a manhã toda porque você parecia não estar pronta, mas agora, querida, é a hora. Vai lá e brilha.
Alicia resolveu seguir o conselho de Shane, pegando as roupas na mão dele e indo se preparar. Tinha aprendido tanto nos últimos meses, tinha tantas esperanças de acabar com os demônios do mundo e o poder estava em suas mãos. Ela só precisava conquistar seu exercito. Finalmente, ela seria um dos lados dessa guerra e o jogo começaria a ser jogado do jeito dela. A vida toda, ela tinha sido ume peça nas mãos de Asmodeus. E Sam tinha sido uma peça nas mãos de Azazel. E Dean tinha seu destino na mão de demônios. Isso estava para acabar.
Pensar em Sam doía. Mas isso tinha que parar. Não ia deixar mais que seu relacionamento complicado com Sam a atrapalhasse em seu destino.
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O almoço ocorreu tranquilamente. Ninguém falou de temas pesados – aparentemente Shane tinha orientado a todos que aquele não era o momento. Cerca de cinquenta “pessoas” estavam presentes e todos eles queriam conhecer Alicia. Ela ficou impressionada em quanto meio-sangue aparentemente existiam, vivendo entre humanos. Ela já tinha tido contato com essas criaturas antes, mas todos que ela tinha conhecido antes assumiam sua identidade como criaturas sobrenaturais. Havia esses ali também, mas muitos dos presentes levavam uma vida humana normal, mas mesmo assim tinha aderido à causa. Shane estava confiante que logo não apenas meio-demônios e meio-anjos se uniriam a eles, mas todas as criaturas que não eram reconhecidas, que não possuíam suas próprias lendas porque eram misturas e criações modernas. Shane já tinha informado que nos próxima semana eles apenas aguardariam a chegada de mais interessados, do mundo todo, prometeu ele, para depois então começaram a planejar e se organizar.
Alicia começou o almoço realmente tímida, mas aos poucos, ela foi se transformando em outra pessoa: na líder que ela era. Todos a amavam e ela brilhava, conversando com todos um pouco. As possibilidades para um novo mundo eram infinitas e Alicia amava o que via do que podia estar por vir. Alicia amava o poder. Alicia estava amando ser rainha.
O almoço avançou pela tarde e pelo inicio da noite, mas aos poucos todos foram cansados e por fim, a reunião chegou ao fim. O dia seguinte seria ainda mais longo, porque a notícia que Alicia, a rainha, estava em Lawrence, Kansas, estava se espalhando e todos a queriam. Mas Alicia não se sentia cansada, ela se sentia viva e cheia de energia, podia sentir o poder correndo em suas veias e o gosto da luta que viria em sua boca. Ela se sentia poderosa e forte, como nunca antes na sua vida. Ela tinha nascido para isso. Pela primeira vez na vida, Alicia tinha descoberto a onde pertencia.
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Lawrence, Kansas, quase três horas da manhã.
Dean parou o Impala na frente do The Eldridge, um hotel luxuoso em Lawrence, o tipo de lugar que ele e Sam não estavam acostumados a frequentar. Jo não tinha vindo com eles. Ela disse a Dean que sentia que o que precisavam conversar com Alicia era um assunto familiar deles. Dean não a impediu de se separar dele. O prazo dele estava acabando e Jo estava com ele desde a morte de Ellen, e Dean sentia que Jo precisava aprender a viver sozinha. Parecia que a própria Jo sentia isso agora, porque falou que iria investigar um caso no Nebraska e depois eles voltariam a se reencontrar. Dean gostava que ela era prática e realista. Sem despedidas dramáticas. Sem nada além do fato que ele iria morrer em um mês e pouco.
Eles entraram no saguão do hotel. Era madrugada, mas estava iluminado. Sentada num sofá, bem a frente da porta de entrada, estava Alicia. E Sam sabia que ela esteve esperando por eles. Assim que os viu entrando, ela correu na direção deles. Primeiro deu um abraço em Dean. Em seguida, ela se jogou nos braços de Sam, apertando o corpo dele contra o dela.
Sam não resistiu, inspirando profundamente o perfume dela e se sentindo muito satisfeito de tê-la ali novamente. Era um ciclo vicioso. Ele sempre voltava para ela. Ele a abraçou com força, sentindo uma onda de desejo percorrer seu corpo. Alicia estava usando uma roupa social e sapatos muito altos que a deixavam tremendamente sexy.
–Hm. – fez Dean, interrompendo o casal – eu acho que temos muito que conversar.
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Alicia acompanhou os dois até um quarto disponível, cinco andares abaixo do quarto dela. Apesar de ser de madrugada e ter sido um longo dia, Alicia ainda se sentia com aquela energia borbulhante dentro dela – parecia que agora cada emoção e sensação que ela sentia estava aumentada. Ter conhecido todas aquelas pessoas que a consideravam uma rainha tinha a deixado ainda mais viva. Alicia nunca tinha se sentindo tão otimista sobre o futuro quanto agora. Eles podiam vencer aquela guerra e mandar de volta para o inferno todos aqueles demônios que só encheram o saco a vida toda deles.
Mas Sam e Dean não compartilhavam do sorriso brilhante que estava no rosto de Alicia. Assim que cada um ocupou um lugar – Dean se jogou na cama e Sam mais contido e talvez até desconfiado, ficou na ponta de uma das poltronas. Alicia parou perto da porta, sem saber para onde ir. Os dois pareciam exaustos. Sam estava com aquela cara de cachorrinho sem dono.
Ou seja, não seria um reencontro feliz.
–Eu estou feliz de ver vocês – ela começou, ainda tentando consertar as coisas.
Dean deu um grande suspiro. Sam permaneceu silencioso e imóvel.
–Por que você foi embora daquele jeito, Alicia? — perguntou Dean.
Alicia engoliu em seco. Devia ter imaginado que começaria por ali. Ela não tinha resposta, como sempre. Mas estava ai uma boa pergunta: por que ela sempre agia como uma idiota e deixava Sam e Dean para trás? Ela não tinha feito isso várias vezes e todas vezes tinha dado merda, mas por algum motivo ela continuava repetindo esse comportamento. Depois ela costumava se arrepender, mas na hora que acontecia, era como se ela estivesse sufocando. Simplesmente ela não conseguia mais lidar com a situação em que estava no momento e sair correndo era o primeiro impulso dela.
E não olhar para trás era uma regra de vida dela.
Foi o que Alicia tentou explicar para eles.
–Então eu e Dean sufocamos você, é isso? — perguntou Sam, falando a primeira vez. E estava indo de mal a pior.
–Não foi isso que eu disse. — Alicia respondeu – eu sinto como se eu não pudesse lidar com tudo. Então eu deixo tudo para trás.
–O que torna você uma pessoa impossível de confiar, Alicia! — gritou Sam, se levantando. — não dá para contar com você. Nós nunca sabemos quando você vai ter um cinco minutos e nos deixar na mão. Nós precisávamos de você! Eu preciso de você, droga!
–Você está certo – ela falou. Sam ficou surpreso que ela não estava na defensiva, apenas concordava com ele. — e eu também sei que já prometi mudar um milhão de vezes, mas eu sempre faço a mesma coisa. Tem alguma coisa de errado comigo, talvez eu seja perturbada psicologicamente, mas você sabe que não é por maldade. Ou por descaso.
–Vocês não podem deixar para discutir a relação depois? — perguntou Dean – temos coisas mais importantes para conversar. Alicia, há algumas horas, eu e Sam destruímos alguma coisa sobrenatural, que não sabemos o que é. Nós fizemos isso depois que Asmodeus apareceu em um sonho para Sam e disse a ele que aquilo quebraria o feitiço que te mantinha presa. O feitiço que deixava o tempo parado na cidade que você estava.
Alicia ficou confusa.
–Talvez eu tenha reparado que o tempo passava de forma estranha – ela comentou depois de uma longa pausa – mas não sabia de nenhum feitiço. Asmodeus te visitou em um sonho? — ela perguntou, olhando para Sam assustada.
–Não importa – ele respondeu – era um feitiço feito por anjos, feito para quebrar um dos selos do apocalipse...
–Então Thoth simplesmente se aproveitou da situação. — Alicia falou – Thoth... Ele me treinou. Ele me ensinou a me proteger de mim mesma. Eu não estou morrendo mais. — Alicia concluiu.
Seguiu-se uma longa conversa, onde Alicia contou o que tinha acontecido a ela nos últimos meses. O treinamento, os símbolos tatuados em seus braços, costas e abdômen, símbolos que mantinham todo o poder dentro dela sobre o controle. Durante a conversa, ela pode sentir Sam relaxando, seus ombros ficando menos tenso e a expressão dele, menos dura.
O dia estava amanhecendo. Eles decidiram que deviam tentar dormir um pouco.
–Eu vou para meu quarto – falou Alicia.
Sam se levantou também.
–Eu te acompanho até lá. — falou Sam. Na porta, ele se virou para Dean – eu já volto.
Os dois saíram. Dean fechou as cortinas para dormir e em seguida fechou a porta que Sam tinha deixado aberta. Puxou o edredom da cama e se deitou. Pelos olhares que Sam e Alicia tinham trocado nas últimas horas, mais aquele abraço quando se reencontraram, ele duvidava muito que Sam voltasse. Então ele já podia dormir.
–
Enquanto esperavam o elevador – estranhamente demorado para aquele horário da manhã – Alicia se sentia desconfortável. Ela cruzou os braços, sem saber o que fazer agora que estava sozinha com Sam. Não sabia porque ele quis acompanhá-la até o quarto dela – claramente para ficarem sozinhos, mas por que? Isso era bom ou ruim?
–Você sabe – ele falou, amargo – que você tinha me prometido que iriamos encontrar a solução dos pergaminhos juntos. Mais de uma vez. Eu acreditei que você estava melhorando. De novo.
Ela tinha entregue os pergaminhos ao dono original, que era Thoth. Ele os utilizou. Ela nem ao menos tinha descoberto o que os símbolos diziam.
–Eu sinto muito, Sam – falou ela, sincera e novamente, para a surpresa de Sam, sem estar na defensiva. Parecia que Alicia tinha baixado a guarda contra ele e não estava disposta a brigar – eu apenas fiquei muito brava com a situação com Ruby. Com a distância entre nós. Eu queria que pudesse dar certo entre nós, mas por que sempre acabamos nessa confusão?
O elevador chegou e eles entraram, num silêncio desconfortável. Alicia apertou o número do seu andar e cruzou os braços, mais desconfortável ainda. Por que eles conseguiam ser caçadores tão fantasticamente bons, mas quando se tratava daquele relacionamento eles eram incompetentes? Por que era tão difícil fazer que funcionasse?
Sam estava parado bem em frente a ela, com uma expressão bem séria.
–Você sabe, Alicia, estou com tanta raiva de você que eu não achei que eu suportaria nem ver você na minha frente.
Sam encostou o corpo ao dela, fazendo que um choque elétrico percorresse todo o corpo dela. Qualquer coisa que ele estivesse falando, não combinava em nada com o que ele estava fazendo.
Sam passou a pegou com força pela cintura, pressionando a contra a parede do elevador.
–Então qual é seu plano – Alicia falou – sexo de reconciliação?
–Não – respondeu Sam, os lábios dele sussurrando de encontro ao pescoço de Alicia, provocando ainda mais arrepios. Uma das mãos dele percorreu o corpo dela, a outra ainda a segurando firme pela cintura. Ele pousou a mão na bunda dela. — sexo com raiva.
–Parece... Uma ótima ideia. — falou Alicia, já ofegante, pelos beijos de Sam no pescoço dela. O elevador chegou. Sam se afastou dela e Alicia sentiu como se alguém tivesse sumido com oxigênio. Ele saiu do elevador e ela saiu atrás.
Sam esperou que ela fosse na frente para segui-la até o quarto dela. Talvez ele tivesse chegado ao ponto de estar completamente louco, ou talvez fosse o fato que ele não dormia há mais de 24 horas, ou os seis meses que ele passou longe de Alicia, ou talvez tudo isso. Ele não sabia mais o que fazer com ela, nem com eles... Então, por que não?
–
Sam e Alicia se beijaram com paixão. Sam colocava as mãos em todo o corpo de Alicia, querendo realmente senti-la. Ele beijava o pescoço dela e o colo, voltando depois para continuar a beijá-la na boca. Ele tirou o blazer que ela usava, depois abriu os botões da camisa, deixando apenas com a camisete cor creme com renda preta. Ele parou um instante para admirá-la. Aquelas tatuagens estranhas, espalhadas por aquela pele que ele costumava conhecer tão bem, a deixavam ainda mais sexy. A respiração dele estava ofegante e ele queria ela mais do que qualquer coisa no mundo naquele momento.
Alicia colocou a mão no volume da calça de Sam, fazendo o gemer baixinho conforme o acariciava. Ela abriu o ziper do jeans e depois tirou a camiseta dele. Eles voltaram a se beijar, cada vez mais com intensidade, seus corpos se tocando, cheios de calor. Sam procurou abrir o sutiã de Alicia, e depois de algumas tentativas, conseguiu. Então ele levantou Alicia do chão. Ele a colocou sentada em cima de uma cômoda próxima. Alicia tirou seu sutiã enquanto Sam se livrava da sua calça e cueca.
Eles voltaram a se beijar e Sam levantou a saia de Alicia, enrolando-a na cintura, em seguida tirou a calcinha dela. Alicia colcou as pernas envolta da cintura de Sam, permitindo que ele a penetrasse. Os dois gemeram alto. Sam a segurava pela cintura, com força, movimentando-se com rapidez. Ele distribuía beijos em todo o pescoço dela e colo e em determinado momento, começou a deixar mordidinhas também.
Para a surpresa de Alicia, não demorou muito tempo para aquela sensação de calor e de estar flutuando se espalhasse por todo o corpo dela. Aquela sensação de querer mais, que a fez apertar ainda com mais força suas pernas em torno de Sam, guiando-a ainda mais para fundo dela, acompanhada de seu coração disparado e a respiração cada vez mais intensa. Ela arranhou as costas de Sam. Não demorou muito tempo e ela sentiu a respiração dele ficando cada vez mais pesada, o peito subindo e descendo com intensidade.
–
Alicia se juntou a Sam na cama, para onde ele tinha se dirigido logo que acabou. Ela tocou o rosto e cabelos dele, olhando-o com curiosidade. Os olhos dele estavam fechados e ele ainda respirava com dificuldade.
–Ainda está com raiva de mim? — ela perguntou.
–Sim – ele respondeu, mas sorria.
–Bem, você pode ficar com raiva de mim sempre que quiser. Ela beijou ele delicadamente. — está cansado?
–Muito – Sam respondeu, fechando os olhos novamente.
–Então durma – falou Alicia. Ela ainda não se sentia cansada, mas depois de ficar ali por um tempo, acabou adormecendo também.
–
Alicia acordou com alguém socando a porta e gritando desesperado. Literalmente em pânico. Ela pulou da cama, pegou a camiseta de Sam no chão e a abriu. Sam estava se levantando atrás dela, vestindo suas calças, quando ela abriu a porta, para dar de cara com Shane.
–Estão todos mortos! — o meio demônio chorava, murmurando mil coisas incoerentes.
–Todos mortos, como assim? — repetiu Alicia, confusa. Então ela reparou que as roupas de Shane estava cobertas de sangue.
–Estão todos mortos em suas camas! — repetiu Shane, histérico. Sam parou atrás de Alicia, segurando a arma – não aponte a arma para mim! Acordei com os gritos.
–Está tudo bem, pode guardar a arma – falou Alicia para Sam.
Eles ouviram passos no corredor. Alguém empurrou Shane para longe, jogando-o no chão. Alicia não o reconheceu de primeira, mas Sam sim.
Era Asmodeus.
–
Ele entrou no quarto dos dois, fechando a porta atrás dele.
–Está na hora de termos uma conversa – declarou o demônio – já sei de tudo Alicia e você realmente achou que poderia montar seu exercito estupido sem mim? E para você, Sam, muito obrigado por trazê-la de volta... E depois praticamente me guiar até ali. E eu nem tinha pedido, mas você ainda conseguiu mantê-la distraída enquanto eu colocava meu plano em prática.
Alicia fez um movimento com a mão, como se fosse empurrar Asmodeus para longe.
–Ah, Alicia, me poupe. Eu não vou matá-la hoje porque eu quero que você sofra. Eu só que você me ouça. E você também Sam, não ligue para Dean agora.
–Eu posso matá-lo agora – falou Alicia, surpresa com a interrupção – você acabou de matar a todos que me apoiavam!
–Então por que não o faz? Vou te dar a resposta. Porque agora você descobriu que não é tão fácil assim me matar, não é? Agora você tem medo das consequências que isso traria para você, o desgaste que te colocaria. Eu só quero que vocês idiotas me ouçam. Você não quer respostas, Alicia? Não foi respostas que você procurou a vida toda? Então ouça-as.
Asmodeus gritava, completamente enfurecido. E enlouquecido. Sim, Alicia queria respostas e foi por isso que ela estava disposta a ouvir. Sam também as queria. Parecia que Asmodeus estava psicótico de fúria.
“Tudo o que eu sempre quis foi mudar o Inferno. Um lugar cheio de demônios entediantes, humanos demais. Eu queria um novo mundo! Eu fui em busca de ser um novo deus, como meu pai, Lúcifer, desejou ser. Mas eu quis ser melhor, criando uma nova especie. Não um lixo de seres humanos corrompidos. Eu fui expulso do Inferno por causa disso. Então eu ouvi boatos sobre uma pessoa que teria a possibilidade de trazer uma nova Era à terra, sem anjos nem demônios e provavelmente sem humanos também. Eu trouxe essa pessoa a vida, e é você, Alicia. E o que você faz? Você me trai. Você quer me matar. Você só está aqui hoje porque eu tramei para você existir. Tem que ser você pelas profecias. É por isso que não vou matá-la hoje. Quando você tiver feito tudo, eu vou destruí-la, no momento certo. Eu esperei séculos e posso esperar mais. E tudo que você acha que é seu será meu.”
Asmodeus sumiu no ar, deixando sua voz ecoando e um forte cheiro de enxofre para lá. Sam e Alicia se entreolharam.
–
–Você não pode ir. É justamente isso que Asmodeus quer que você faça, que você lute com ele nessa guerra. — falava Sam. Dean assistia tudo em silêncio. Alicia juntava suas coisas e colocava no porta-malas do carro. Shane estava no banco de motorista.
–Eu vou lutar numa guerra não para deixá-lo vencer, mas para eu poder matá-lo. Eu não posso deixar ele destruir o mundo.
–Mas é você quem vai destruir o mundo, Alicia. Foi isso que Asmodeus disse. Eu estou te implorando para que você não vá por esse caminho.
–E eu estou implorando para que você e Dean venham comigo, Sam! Essa é a nossa luta. E eu vejo que livrar o mundo dos demônios é um coisa boa. Asmodeus é ainda um demônio.
–E Dean, Alicia? Nós temos que salvá-lo!
–Destruir os demônios iria salvá-lo.
–Não há tempo, Alicia! Todos que apoiavam você estão mortos ou com medo demais de se aproximar, por causa de Asmodeus. Você está sozinha!
Alicia parou na frente de Sam, segurando a mão dele e olhando-o com carinho.
–Por favor, não me deixe sozinha. Venha comigo. — ela falou em tom mais baixo.
–Eu não vou te deixar sozinha se você não for embora. Se você não for por esse caminho. Por favor, eu te imploro.
Alicia olhou para o chão da calçada e então para Dean. Parecia claro para ela: se não houvesse mais Inferno, Dean não morreria. É claro que tinham pouco tempo, mas ela poderia fazer alguma coisa para alterar isso. Ela ainda não sabia para onde ela e Shane estavam indo, mas estavam indo tramar, planejar e encontrar aliados.
–Eu sinto muito, Sam. — ela falou com lagrimas nós olhos. Ela o beijou rapidamente. — eu amo você.
Antes que Alicia pudesse ouvir a resposta ou a falta de resposta de Sam, ela foi embora. Precisavam de um plano urgente para deter Asmodeus.
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