Hell & Consequences
18 3x18 - What I Love About Alicia
Notas iniciais
Ela é tudo para mim
Um sonho perturbador
Uma canção que ninguém canta
A incapacidade
Ela é um mito que eu tenho que acreditar
Tudo que eu preciso para fazer isso real é mais uma razão
Eu não sei o que fazer
Eu não sei o que fazer
Quando ela me deixa triste
Slipknot
15 de março de 2008, Montpelier – Vermont. Duas da madrugada.
Já fazia cinco meses que ela tinha desaparecido. Ela provavelmente está morta. Eu deveria ter ido atrás dela. Eu deveria ter ido procurar por ela. Por que não fomos? Porque era a Alicia. Era a Alicia e ela sempre sumia e depois voltava. Porque quando Alicia ia embora, todos eles apenas aceitavam e esperavam ela voltar. Ela sempre voltava. Eu deveria ter ido atrás dela mesmo assim. Eu deveria ter dito a ela que não quero mais esperar ela voltar, que eu quero que ela fique. Cinco meses eram meses demais. Ela já ficou longe por cinco anos. E não estava morta. Eu sentiria se ela morresse...
Sam encostou o nariz no mapa aberto a sua frente. Todas as pistas de onde estava Bela apontavam para Vermont. Eu saberia se ela morresse, percebeu Sam. Dentro daquele buraco em seu peito que era o desaparecimento misterioso de Alicia, ele conseguia sentir que ela estava bem. Sam sonhava com ela quase toda a noite e em seus sonhos, tão reais, ele sabia que ela estava bem. Estamos tão ligados. Sua cabeça estava girando e ele estava muito, mas muito cansado. Seus olhos piscavam, pesados.
Tinham vindo para Vermont no inicio da semana seguindo a pista de Bela. Era um acordo silencioso entre ele, Dean e Jo – a nova integrante da “família” – não falarem sobre Alicia, então a missão era salvar a vida de Dean. O tempo estava se esgotando e Dean fingia que não percebia, deixando Sam sozinho com sua angustia. Ele sabia que Jo também estava sofrendo, mas era diferente. Agora, o casal tinha deixado Sam em Montpelier e passariam um feliz final de semana numa cidade próxima. Jo sugeriu, Dean ficou preocupado com Sam, Sam insistiu que Dean fosse e aproveitasse. O irmão merecia ser feliz.
Sam queria que Alicia estivesse ali ao lado dele. As coisas ficariam mais fácil. Ela seria algum conforto.
Mas mais uma vez, ela não estava. Ruby nunca perdia a oportunidade de dizer: “Ela nunca está com você quando você precisa dela, que tipo de amor é esse?”.
Ele não podia explicar algo que não tinha nada de racional, que era um incêndio descontrolado. Ele não podia ficar no mesmo ambiente que ela sem sentir e não podia ficar longe dela sem pensar nela. Era insano. Angustiante. Ele lembrava muito bem que depois que ela foi embora a primeira vez, depois de algum tempo, o que ele sentia era alivio. Alivio pelo fim de todos aqueles sentimentos que o afogava toda vez que estavam juntos. Ele tinha consciência muitas vezes que o tipo de relacionamento que levavam não era exatamente a coisa mais saudável do mundo. Mas não era ruim o tempo todo. Não era a parte que era ruim que doía. Era a parte que era boa. Porque ele tinha vivido no último ano e meio o quanto eles podiam ser maravilhosos juntos e era isso que estava partindo o coração dele. Sam amava a maneira que Alicia podia fazer ele se sentir. Eles tiveram seus tempos bem, os dias que eram felizes mesmo ao meio de sal e demônios.
Sam abriu os olhos, percebendo que estava quase adormecido em cima da mesa. Jo e Dean tinham partido para uma cidade próxima passar um fim de semana particular. Ele ficou em Vermont tentando localizar a Colt, que Bela tinha roubado.
Resolveu ir para a cama dormir. Isso era uma coisa que ele evitava ir fazer ultimamente, porque antes de dormir era quando mais pensava nela. Era quando ele não conseguia se ocupar para evitar o pensamento e todas as memorias que Sam tinha de Alicia despencavam nele como uma tempestade de granizo. A falta que ela fazia era tão física que ele podia sentir a sensação do corpo dela junto ao dele.
Ele não chegou a chegar até lá, porque seu celular tocou. Era Ruby.
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–Você está péssimo – declarou a demônio quando Sam abriu a porta do quarto de motel para ela.
–Obrigado – respondeu Sam, automaticamente.
–Eu estou falando sério. Cada vez que eu vejo você, você parece pior.
–O que eu posso dizer, Ruby? Meu irmão vai morrer e a mulher que amo sumiu. De novo. – ele respondeu da forma mais neutra que pode, mas não conseguiu esconder a amargura na voz. Sozinho. Em questão de meses ele estaria completamente sozinho. Ele e Alicia podiam estar passando por isso juntos, mas mais uma vez, ela preferiu fazer o que queria. Ela escolheu a si mesma e não a eles. Por que Alicia nunca valorizava o relacionamento que eles tinham?
–Francamente – falou Ruby e Sam odiou ver o que parecia ser pena no olhar dela. – eu não sei o que você ama tanto sobre a Alicia.
Sam ignorou o comentário. Não queria discutir Alicia com ninguém.
–Por que você está aqui, afinal?
–Bela está na cidade, como você bem sabe. E sabe o que ela está fazendo aqui?
Sam negou com a cabeça. Ele estava tendo alguma dificuldade para permanecer acordado, mas a presença de Ruby indicava que ele não ia dormir. Seus olhos vasculharam o quarto, tentando se lembrar de onde ele tinha colocado a garrafa térmica de café.
Ruby pegou vários papéis dentro da sua bolsa e entregou para Sam. Eram notícias do jornal da cidade. Uma falava sobre um homem encontrado morto e com seu fígado removido cirurgicamente há um mês e outra era de poucos dias, com a notícia de um homem que apareceu no hospital depois de acordar sem um de seus rins.
–Ela está procurando pelo doutor Benton, Sam. E ele está na cidade – ela disse. Não pela primeira vez, Sam notou que Ruby sempre falava com ele como se quisesse seduzi-lo. E ele odiava se sentir atraído por ela. – você conhece a lenda?
–Não – respondeu Sam, tenso. Ele não gostava do que for que houvesse no ar, entre ele e Ruby. Mas existia.
–Doutor Benton é um médico que descobriu através da ciência como se tornar imortal. Para vocês humanos , é só uma lenda, mas nós demônios o conhecemos muito bem. Bela está atrás dele.
–Ela quer se tornar imortal também. – percebeu Sam.
–Melhor ainda. Acredito que ela ache que Doutor Benton é a forma dela escapar dos cães do inferno.
Sam parou por um segundo, finalmente entendendo.
–E é? – ele finalmente perguntou, sabendo que Ruby não diria até que ele perguntasse.
–Eu acredito que sim – ela falou com um enorme sorriso triunfante. – vamos encontrar Bela.
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Bela estava hospedada num hotel há 15 minutos do motel no qual Sam estava. Era visivelmente o hotel mais luxuoso da cidade, o que combinava perfeitamente com Bela Talbot, mas dificultava e muito a entrada deles. Ruby, no entanto, não estava preocupada. Assim que Sam estacionou ela desceu do carro e saiu para os fundos do hotel, ignorando a iluminada porta principal. Sam correu para acompanha-la. Eles deram a volta no hotel, parando nos fundos. Havia uma saída de emergência para incêndios. Destrancada.
–É incrível como essas pessoas de cidades pequenas não tem noção do perigo – comentou Ruby, facilmente abrindo a porta, expondo uma escada. – Bela está no quinto andar, quarto 512. Vamos começar a subir.
A subida foi cansativa, mas tranquila. Cada andar do hotel tinha 6 quartos. Sam supunha que Ruby teria um plano, mas o que ela fez foi simplesmente bater na porta do quarto 512. Passavam poucos minutos das três da manhã. Bela demorou para abrir a porta e Ruby bateu com força, mais insistente.
A porta se abriu com violência e Bela surgiu, envolta num roupão de seda negra.
–Posso saber por que você está batendo na minha porta as três da manhã? – disse furiosa em seu forte sotaque inglês. Olhava para Ruby com desprezo.
–Olá Bela. – falou Sam. Bela se virou para olha-la.
–Sam Winchester – ela disse, com um meio sorriso. – estou surpresa. Pensei que você viesse sempre acompanhado do caso perdido do seu irmão ou da louca da sua namorada. Onde estão eles?
–Não te interessa. – respondeu Sam – onde está a Colt?
–Ah, espertinho. Não é porque você interrompeu meu sono de beleza que você me pegará desprevenida. A Colt eu entreguei para alguém que realmente saiba fazer o uso dela.
–Não é Lilith, não é mesmo? Porque você não a encontrou. – disse Ruby – e sinto te informar, mas seu sono de beleza não está funcionando.
–Quem inferno é você? – perguntou Bela, ainda mais furiosa.
Ruby a ignorou e se abaixou na soleira da porta, seus dedos tocando um pó preto.
–Isso é pó Goofer1 – falou Ruby, se levantando para encarar Bela – quanto tempo falta para seu pacto acabar? Já está ouvindo os latidos dos cães do inferno?
Bela deu um tapa forte no rosto de Ruby. O som ressoou pelo hall do hotel vazio. As duas mulheres se encaravam; Sam ficou sem reação.
–O que inferno você está fazendo aqui, Sam? – perguntou Bela num tom estranhamente frio.
–O prazo de Dean também está acabando – contou Sam – quero salvá-lo. Sei que está aqui por causa do Dr. Benton. Ruby diz que é real.
–Eu sei que é real.- ela falou – é por isso que estou aqui. E se você pensa que pode vir junto, está muito enganado.
–Você não pode me impedir, Bela – falou Sam – ou você pode simplesmente me devolver a Colt.
–A Colt não é mais um objeto de barganha tão bom. – ela falou – já não está mais comigo.
–Você a entregou para um demônio e ainda assim não retiraram seu pacto? – perguntou Ruby, curiosa – o que mais eles pediram em troca? O que tem sua alma que vale mais que a Colt?
–Não é da conta de vocês. – Bela suspirou – eu vou leva-los até o Dr. Benton.
Sam ficou surpreso.
–O que, você decidiu ajudar agora?
–Não me faça mudar de ideia. – ela falou.
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Bela tinha desistido da outra vez, mas agora que seus dias de vida estavam acabando, aceitar a proposta de Lilith era mais tentador. Era obvio que ela não tinha conseguido matar Lilith e a Colt tinha acabado nas mãos do braço direito de Lilith, um demônio chamado Crowley. Crowley tinha começado há séculos como um simples demônio da encruzilhada, mas agora era poderoso. E era guardião da Colt. Assim que Bela matasse Sam Winchester, ela estaria livre do pacto.
Ela tinha desistido de matar Sam, tinha perdido a Colt e não ouvia mais falar de Lilith há meses. Mas se ela matasse Sam, cumpriria a parte do trato que faltava e assim sua alma estaria livre e Bela não precisaria recorrer a malucos como esse Dr. Benton. Era o décimo primeiro doido que prometia a imortalidade que ela procurou nos últimos meses e ela estava tão cansada de malucos que tinha chegado a cidade há 3 dias e ainda não havia procurado Dr. Benton.
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Enquanto Sam dirigia, cada vez mais se afastando da região central da cidade, Bela finalmente perguntou.
–Então, onde está Dean? – perguntou Bela, sentada do lado do Sam e com Ruby no banco de trás. Sam se perguntou como as circunstâncias tinham evoluído até ele estar num carro com as duas pessoas mais improváveis possíveis. Ele ignorou a pergunta, mas Bela não tinha desistido. – Ah, ele está com uma mulher, hm? Esperto ele, quer aproveitar a vida que lhe resta.
Sam mordeu os lábios. Não ia entrar no jogo de Bela.
–E sua namorada, de quem eu ouvi falar muito, mas nunca conheci? Ela realmente morreu? Há meses não é vista.
–Se Alicia Kavanagh estivesse morta, você saberia. Não se falaria em outra coisa. – respondeu Ruby com arrogância – não, ela está ótima. E deixou Sam; de novo.
–Ah, um romance complicado – falou Bela. Sam desejou poder colocar as duas mulheres para fora do carro e ficar em paz – eu adoro isso!
Felizmente, a conversa entre as duas sobre a vida amorosa de Sam não demorou muito mais tempo. Mesmo porque Bela tinha que arrumar um jeito de se livrar de Ruby. Ela sabia que Sam Winchester era importante – se não por que Lilith quereria mata-lo? Supunha então que ou Ruby era um dos demônios que apoiavam Sam ou ela era uma espiã.
O local que Bela levou eles era uma velha casa abandonada.
–Eu vou na frente. – disse Sam – vocês duas esperam aqui.
Sua intuição de caçador dizia que tinha alguma coisa realmente errada acontecendo. Esse doutor não parecia ser boa coisa. Ele se lembrou do médium que curava as pessoas e na verdade tirava a vida delas. Quando ele deixaria de ser ingênuo e acreditar que havia alguma esperança para Dean? Ele e Ruby nos últimos meses tinham verificado muitos casos assim. Facilmente, ele arrombou a porta da frente, que tinha a fechadura muito velha. A casa estava coberta de poeira.
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As duas mulheres ficaram esperando do lado de fora do carro.
–Seu tempo está acabando – falou Ruby olhando no relógio. – sei que pode ver minha verdadeira face agora e que pode ouvir os cães do inferno. Eu estou sentindo eles chegarem.
–Eu sei – falou Bela, tentando ser corajosa – eu ainda tenho uma última chance – falou sem querer.
–Você não irá mais matar Sam. Não é isso que Lilith quer agora. As coisas mudaram.
–Como você sabe o que Lilith quer? Pensei que ela fosse sua inimiga. Aliais, você poderia me explicar o que Sam Winchester está fazendo com alguém como você?
–Essas coisas não importam mais – falou Ruby – está na hora. Eles estão aqui. E eu posso controla-los. Não, quem vai morrer essa noite é você.
Bela não conseguia acreditar que Ruby estava falando sério, mas de repente ela ouviu os rosnados ao longe, na noite, seguido das passadas. Agora era real. Ela estava ouvindo os cães se aproximando há dias e ela sabia que essa era a noite do vencimento do contrato, mas sabia que assim que matasse Sam, sua parte no novo pacto com Lilith estaria cumprida e ela estaria salva. Em pânico, Bela saiu correndo, com os cães invisíveis ao seu alcance, o sorriso cruel de Ruby ainda gravado em sua mente. Demônios. Nunca na vida Bela tinha sentido tanto medo como agora. Ela entrou na casa fazendo barulho, procurando por Sam. Atiraria nele e estaria livre. Segurava a arma na mão, mas estava tremendo tanto que tinha medo de deixa-la cair. Começou a gritar. Foi gritando que os cães alcançaram ela, muito antes dela conseguir chegar até Sam.
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Sam tinha encontrado algo que poderia ser descrito como uma mistura de sala cirúrgica antiga com um laboratório. Tudo muito velho e com potes de vidros contendo órgãos nas prateleiras e vários outros vidros com substâncias químicas. Em cima de uma bancada, havia um velho diário cheio de anotações. Sam tinha começado a ler e ficou muito... Chocado com o que descobriu. Foi assim que o Dr. Benton o pegou desprevenido e com uma força sobrehumana, o golpeou na cabeça. Ele amarrou Sam na maca, satisfeito que a sua nova vitima tinha chegado até ali de livre e espontânea vontade. Então começou a barulhada e a gritaria e ele teve que verificar o que estava acontecendo.
Sam acordou poucos minutos depois. Facilmente, ele conseguiu se soltar das amarras e seguiu os passos de Dr. Benton, um monstro humano. Encontrou o homem agachado sobre o cadáver de Bela, claramente morta por cães do inferno. Sam não gostava de Bela, mas ficou muito chocado em vê-la morta e a dor foi mais intensa ainda quando pensou que esse era o destino de Dean.
Ele atirou na cabeça do Dr. Benton, mesmo sabendo que ele não morreria assim, mas apenas o deixaria inconsciente por um tempo. Teria que enterrar aquele homem vivo, percebeu. Seria a melhor maneira de detê-lo, já que toda sua pesquisa de alquimia e sua descoberta de como trocar órgãos o tinham feito imortal. Sam conhecia Dean o suficiente para saber que o irmão jamais viveria daquele jeito. Sam também decidiu que daria um enterro digno a Bela.
Fora da casa, encontrou Ruby histérica.
–Eu tentei impedir que eles a matassem — chorou a demônio – mas é como se eu tivesse perdido o controle sobre eles. Eu não sei o que está acontecendo.
Ela se debatia, muito agitada. Sam segurou os braços dela, tentando.
–Pare. – ele falou. Alguma coisa dentro dele tinha morrido naquela noite, assim que ele viu o destino de Dean.
–Sam – ela sussurrou, parando de agir como louca e ficando muito perto dele – por que você não percebe que ela não o ama?
–Cale a boca, Ruby – falou Sam – eu tenho trabalho a fazer. Ele a empurrou para longe e voltou para dentro da casa.
Enquanto cavava a sepultura do (por enquanto) desacordado Dr. Benton e a de Bela, o dia amanhecia e a manhã começava a avançar, Sam começava a se perguntar se demônios podiam se apaixonar. Porque cada dia mais, ele achava que Ruby estava se apaixonando por ele. Ele podia ver isso nos olhos dela e não tinha ideia do que fazer sobre o assunto. Ela é um demônio, seu idiota. A voz de Alicia disse em sua consciência. Ela está manipulando você.
Mas a lembrança de Alicia dizendo isso para ele fez ele ainda ficar ainda mais com raiva. As brincadeiras de Bela e Ruby na noite passada tinham mexido com ele e cada vez mais Sam se sentia mais solitário.
Ruby ficou em silêncio enquanto Sam trabalhava, o ajudando com uma coisa ou outra – como por exemplo, vigiar. Mas era o inicio da manhã de sábado e ninguém estava acordado naquele horário. Quando Sam se sentou na terra remexida, exausto – ele ainda teria que cobrir a terra com folhagem – Ruby se sentou ao lado dele e disse.
–O que você exatamente ama em Alicia, Sam?
Sam a ignorou, memórias e sentimentos se passando pela sua cabeça, desde a infância desde que a ultima vez que ele a viu. Ele não conseguia achar uma resposta clara e isso o incomodou. Mas o incomodou mais, que, ao revisar todos seus sentimentos e lembranças, uma grande incoerência apareceu: a pessoa quem ele amava, não se parecia em nada com Alicia.
Ela não é real. Eu não posso fazê-la real.
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