Hell & Consequences

16 3x16 - Queen of Hell


Notas iniciais
Só queria agradecer a Hunter Pri Rosen que fez uma superfofalinda recomendação que eu amei e me deixou emocionada e também culpada porque de novo fiquei séculos sem atualizar. Mas acabei esse e já to começando o próximo! Saber que eu tenho leitoras incríveis é o que me faz voltar aqui e continuar a escrever. Nas notas debaixo explicações sobre o sumiço, porque não quero enrolar mais. Boa leitura! (E se tiver erros de digitação/frases qualquer coisa me perdoem porque eu não revisei com a devida atenção). (Percebi que eu ganhei vários acompanhamentos/favoritos nas três temporadas enquanto eu estive fora da vida online, então me façam um favor novos leitores e se apresentam porque eu sou sltaker e eu amo ler os perfis de vocês hahaha)

Todas as minhas mangas estão manchadas de vermelho

De todas as verdades que eu disse

Venha, eu juro honestamente

Pensei que você tivesse me visto por um instante, não, eu tenho andado na beira de um precipício então

OneRepublic

Três dias depois. 20 de outubro de 2007. Peabody, Massachuttes. Uma hora da tarde. Quarto de motel.

Alicia tinha recém chegado da biblioteca de Peabody, voltando com um monte de noticias que ela tinha pesquisado no computador e imprimido. Eram notícias que poderiam estar ligadas as Bruxas de Salém. Assim que ela abriu a porta do quarto, um forte cheiro abafado de fritura velha e café a invadiu.

Sam, Dean e Ash estavam envolvidos em pesquisa de livros e jornais, sobre Bruxas de Salém e Baphomet. Felizmente, Alicia tinha se recuperado bem de seu último encontro com Asmodeus. A prioridade deles agora era salvar Jo. Niguém falava em Ellen.

Ela colocou a pasta na mesa, já muito abarrotada de pesquisa. Depois, andou até a janela e a abriu, deixando o vento fresco de outubro invadir o quarto. Era quase inverno agora. No chão, perto da janela, estavam as sacolas com os restos do almoço.

–Você achou alguma coisa útil? – perguntou Dean, quebrando o silencio concentrado.

–Não – ela suspirou – eu sei que são esses demônios que estão causando essas coisas. Mas é como se elas estivessem em todos os lugares ao mesmo tempo.

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Três dias e Jo ainda não sabia onde ela estava. Ela estava sendo mantida em seu quarto, onde empregados – demônios – traziam comida quatro vezes ao dia e uma troca de roupa toda manhã. Eram camisetas e jeans velhos, sempre. Ela não tinha visto Baphomet desde a ameaça e não o procurara. Sem falar com ninguém e presa no quarto, as vozes na sua cabeça estavam cada vez mais altas. Lembranças e pensamentos a impediam de dormir ou relaxar. As portas e as janelas de seu quarto eram trancadas e vigiadas. Precisava convencer Baphomet a deixar ela sair da mansão, pois assim teria uma chance maior de fugir, mas como?

Naquela noite, o demônio (era um diferente a cada vez) trouxe não o jantar, mas um vestido preto simples e um par de sandálias douradas. Ele resmungou para Jo arrumar-se que Baphomet gostaria de jantar com ela. Jo sabia que era sua chance de tentar escapar de alguma maneira. Precisava deixar o demônio relaxado, pois assim ele estaria distraído.

Exatamente as oito horas da noite, Jo foi buscada em seu quarto. Pela primeira vez, ela conheceu alguma coisa da casa além do corredor por qual tinha andado na sua primeira noite ali. Seus olhos registravam com atenção os corredores, portas, janelas e qualquer detalhe que poderia ajuda-la numa fuga.

Lembrou-se das horripilantes bruxas de Salém. Jo ainda não tinha visto nenhuma delas. Por onde andariam?

Baphomet a aguardava num imenso salão de jantar, que tinha uma mesa com vinte lugares. Ele estava sentado na ponta e para Jo foi indicado que se sentasse ao seu lado direito. O demônio sorriu ao vê-la, mas não disse uma palavra.

O tempo passava e enquanto vários pratos eram servidos – entrada, salada, o prato principal – o silencio permanecia. Baphomet observava cada movimento de Jo e ela se sentia cada vez mais inquieta e incomodada, como se alguma coisa em seu corpo estivesse coçando e ela não conseguisse coçar. Ela comia sem nem ao menos sentir o gosto, tentando evitar o olhar penetrante de Baphomet.

–Você não vai olhar para mim ao menos uma vez? – ele perguntou, ao fim do prato principal. Sua voz era fria.

Jo engoliu a resposta que gostaria de dar. Sabia que precisava, de alguma maneira, ganhar a confiança dele para conseguir se libertar. Não podia lutar. Dean não sabia onde ela estava. Ela levantou os olhos do seu prato e forçou-se a encarar os olhos gelados dele.

–Bem, assim está melhor. Entendo que você esteja sofrendo, acho que isso é inerente ao ser humano. Sabe, isso é um lado positivo em não ser mais humano. – ele sorriu. – eu tenho uma proposta para você.

Ele esperou para ver se Jo diria alguma coisa, mas a loira permaneceu calada. Internamente, fervilhava de raiva e mal podia esperar para mandar as propostas de Baphomet para o inferno.

–Seja minha rainha – ele disse finalmente, apesar da expressão facial aborrecida indicando que as coisas não estavam saindo exatamente como ele planejava. – minha esposa. Alguém para governar o Inferno ao meu lado. Você é a única mulher corajosa o suficiente que eu conheci em séculos, literalmente.

Jo sentiu sua garganta fechar-se e ela não conseguia emitir um único som. Queria gritar e depois dar um soco bem no meio da expressão arrogante de Baphomet. Seu estomago se revirava e ela sentia que podia vomitar a qualquer momento.

–Eu entendo como deve ser difícil para você confiar em mim. Mas quero mostrar-lhe que sou digno de confiança. Vou compartilhar um segredo, algo importante. E assim você verá que sou digno de confiança.

–Tudo bem – disse Jo, ansiosa pelo segredo de Baphomet. Se antes só sentia raiva, agora estava curiosa e seu cérebro tinha se recuperado, voltado a traçar planos de fuga. Ela podia aceitar a proposta e assim estaria em uma posição segura para fugir. Ou tramar uma vingança. Ou conseguir informações... Ela já tinha cometido esse erro várias vezes. O que ela precisava agora era fugir.

–Eu sei o que Alicia queria com Asmodeus. Os famosos pergaminhos egípcios, escritos pelo próprio Thoth, o deus egípcio da magia. É, isso é história antiga. Tot sonhava em personificar forças e energias em forma humana. Alicia é a mistura em forma humana de dois poderes, do céu e do inferno. Dizem as lendas que esses pergaminhos contém os feitiços feitos para o Thoth para tornar isso possível. Considerando que são do interesse de Asmodeus, é claro que são lendas verdadeiras. É a única coisa real que pode salvar Alicia. E apenas duas pessoas no mundo todo sabem como usá-los: Asmodeus, que descobriu enganando o próprio Thoth há alguns séculos, e claro, Thoth. A pergunta é: onde está Thoth? Essa é uma coisa que eu sei e Asmodeus não sabe, porque eu sou o rei do Inferno e Asmodeus é um idiota. Thoth está no México. E agora, claro, você também sabe, minha rainha.

–Obrigada pela confiança – disse Jo, num tom neutro, mas fingindo-se de pensativa – eu adoraria ser sua esposa. Rainha do Inferno. Eu posso lidar com isso.

Ela abriu seu melhor sorriso e Baphomet sorriu também. Ela não sabia se ele era tão burro a ponto de se deixar enganar por ela ou se estava a dois passos a frente. Precisava escapar e exorciza-lo se possível, mas também precisava se manter viva e manter todos a sua volta vivos. Entendia agora a preocupação de Dean, e dolorosamente, a preocupação de sua mãe também. Ela não tinha experiência no que estava fazendo e na sua pressa de acertar, errava. Precisava ir com muita calma agora e assumir esse papel para sair daquela mansão e fugir. Uma coisa era certa: precisavam se livrar de Baphomet, antes que ele cumprisse sua promessa e continuasse a matar qualquer um que Jo amava, ou que tinha sangue Harvelle.

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Ash tinha encontrado um feitiço de localização. Eles usaram um mapa da região próxima a eles, um pendulo, algumas ervas secas queimando numa tigela e uma velha camiseta de Jo que estava com Dean. Com a tigela em colocada em cima da camiseta, a fumaça das ervas queimando se soltou por todo o quarto. Enquanto Dean balançava o pendulo de madeira escura e cristal no mapa. O quarto estava todo fechado e o ar era pesado, mas a fumaça foi se acumulando em cima do mapa. Dean sentiu um forte puxão em sua mão e por pouco não largou a corrente que prendia o pendulo, que estava esquentando. Uma corrente de ar vinda de lugar nenhum levou a fumaça embora, e o pendulo estava grudado nos arredores de Boston.

Quando guardaram tudo, tanto a camiseta quanto o mapa estavam quentes como brasa e impregnados de cinzas.

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Boston, aproximadamente nove horas da manhã, 21 de outubro de 2007.

Eles tinham conseguido que Jo estava no sudeste de Boston, uma região com lojas e restaurantes de luxo e muitas mansões gigantescas. O problema é que ninguém tinha visto Jo e eles não atreviam chamar muita atenção, pois temiam que chamassem a atenção de demônios presentes na área.

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Jo estava numa limusine, dirigida por um dos demônios de confiança de Baphomet. Ela tinha interpretado bem seu papel de futura rainha. Estava cansada pois tinha passado a noite em claro devido a seu medo, mas quando a manhã chegou e ela foi chamada para tomar café com ele, ela tinha feito o que precisava fazer. A cada hora que passava mais concluía que Baphomet estava sendo burro por algum motivo desconhecido, mas ele tinha acreditado quando ela declarou que como rainha precisava de roupas melhores para vestir e por isso precisava fazer compras. Assim, Jo conseguiu sair da mansão, para descobrir que estava em Boston.

Seu coração pulou de alegria quando pela janela ela viu um Impala preto do outro lado da rua, estacionado em frente a uma cafeteria. Ao mesmo tempo, ficou preocupada que o demônio visse o conhecido carro dos Winchester.

–Aqui! – ela gritou bruscamente, indicando uma loja qualquer – é essa loja que eu quero ir. Pare o carro aqui.

–Senhorita – respondeu o demônio, tentando parecer educado com sua futura rainha – não posso estacionar aqui.

–Bem, isso não é problema meu. – ela respondeu, arrogante. – vá estacionar em outro lugar enquanto eu entro na loja.

–Tenho ordens de não deixa-la sozinha.

–Está questionando as minhas vontades? – ela falou no tom mais ameaçador que conseguiu. Felizmente, o demônio não disse mais nada e parou o carro. Ela entrou correndo na loja, sendo prontamente recebida pela vendedora. Ela esperou a limusine desaparecer de vista para sair novamente, ignorando a vendedora. Parada na calçada, percebeu que o demônio estava estacionando o carro há apenas alguns metros e logo sairia. Sem nem ver se algum carro se aproximava, ela atravessou a rua correndo, entrando em disparada no café.

Ao mesmo tempo, os Winchester, Alicia e Ash saiam do café. Jo deu de encontro com Sam. Todos ficaram muito surpresos e sem reação de encontra-la ali; Jo falava apressadamente, e nenhum deles conseguia entender: precisavam sair dali antes que o demônio percebesse a falta dela, ou o Impala. Enquanto ela ainda tentava explicar tudo isso, Dean a envolveu com um forte abraçado e ela suspirou feliz e aliviada de estar finalmente em casa. Segura. Sentiu lagrimas vindo aos olhos. O momento foi interrompido quando ela sentiu algo molhado tocar seu braço – era Ash, que tinha jogado água benta de uma garrafinha. Isso não interrompeu o abraço entre Jo e Dean.

Um garçom já olhava feio para eles parados a porta – que tinham saído sem comprar nada, porque cada café custava 10 doláres, quando a porta se abriu novamente. Jo gritou ao ver que era o demônio que a acompanhava. Eles estavam em maior quantidade. Ash reagiu rapidamente, jogando o resto da água em cima dele, fazendo o demônio gritar e se contorcer. Aproveitando a distração, eles saíram correndo. Entraram todos no Impala. Ash saiu por último, segurando o demônio com força. Com ajuda de Sam, eles colocaram o demônio no porta malas e sumiram o mais depressa possível.

Ao olhar para trás, todo o café de Boston estava parado na calçada. Provavelmente agora seriam vistos como sequestradores terroristas.

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Depois de deixar Ash numa cabana de um caçador que ele conhecia, junto com o demônio (bem amarrado), eles voltaram a Peabody. No caminho, Jo narrou os acontecimentos dos últimos dias, mas foi só quando ela entrou no banho, já no quarto de motel, que ela permitiu chorar a morte da mãe.

Ash tinha ficado encarregado de conseguir informações sobre Baphomet com o demônio. Eles precisavam acabar com o Rei do Inferno e rápido.

A informação que a resposta para o pergaminho estava no México tinha caído como um iceberg entre Sam e Alicia. Ele sabia muito bem que ela estava doida para sair correndo para o México e sim, isso era um problema.

Assim que Jo saiu do banho, eles se reuniram para discutir qual era o plano deles.

–Nós temos que achar um jeito de matar Baphomet – falou Jo – ele é o rei do inferno. Se apenas o exorcizamos, pode ter certeza que ele vai voltar rapidinho, principalmente agora que tem tantos demônios escaparam e ainda estão conseguindo escapar.

–Se nós tivéssemos a Colt, seria perfeito. – falou Dean – mas Bela Talbot a roubou e agora nós não temos como mata-lo. Um exorcismo é a melhor chance que temos.

–Ou, se fossemos ao México e encontrássemos Thoth, eu seria tão poderosa que poderia mata-lo tranquilamente. Ele e todos os demônios que nos assombram. Lilith. Asmodeus. As Bruxas de Salém. Todos. – disse Alicia, determinada.

–É, mas ai teríamos que ir ao México e possivelmente encontrar Thoth e nem sabemos se isso é uma informação confiável. – contrapôs Sam, o que irritou Alicia – fora que não sabemos o que isso pode causar em você. Eu sei uma outra maneira de matar um demônio. – ele fez uma pausa quase dramática – a faca de Ruby.

–Nós não vamos colocar Ruby no meio disso! – respondeu Alicia bruscamente, tudo em seu comportamento e fala indicando que uma tempestade se aproximava — ela não vai matar o rei do inferno.

–Bem, eu vejo que isso é uma maneira excelente de testarmos se ela é confiável – falou Sam.

–Quem é Ruby? – interrompeu Jo.

–Ruby é um demônio. – explicou Dean – e ela tem uma faca que de fato mata outros demônios. O que infelizmente acredito ser nossa melhor opção agora. – ele odiava ceder e confiar em um demônio, mas sabia que Jo não estaria mais segura enquanto Baphomet não estivesse morto – claro, se ela concordar em ajudar. O que eu duvido.

–Vou ligar para ela – respondeu Sam, sem olhar para Alicia.

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Ruby concordou em encontra-los em uma hora, a meio caminho para Boston. Não tinha contato a ela exatamente porque precisavam da faca e o plano de Dean, pelo menos era enrola-la. Preparam tudo, ninguém falando muito. Estavam quase na hora de saírem quando Dean perguntou:

–Jo, você virá junto?

–Claro! – respondeu ela, já incomodada que Dean quisesse que ela ficasse para protegê-la. – essa é a minha luta, Dean; não se atreva a pensar que ficarei longe dela.

–Na verdade, eu ia pedir que fosse – ele falou – não quero perder você de vista. Acredito que seja mais seguro.

Jo sorriu. Mesmo que ela se incomodasse com a proteção, ficava feliz que Dean a queria junto dele, que ele se preocupava com ela e que também estava desistindo da ideia de mantê-la fora de tudo.

–Eu não vou – falou Alicia. – eu me recuso a trabalhar com demônios.

–Allie, não comece!- falou Sam, chateado.

–Eu não estou começando nada. Só estou dizendo que não vou trabalhar com essa Ruby. E essa é a minha decisão final.

–Por que inferno você tem que ser tão teimosa? – disse Sam.

–Já chega – falou Dean, cansado. Um dia ele teve esperança que eles parassem de discutir, mas agora via que era inútil. Eles podiam viver algum tempo em paz, mas sempre voltariam a brigar. Era impossível. – estamos saindo. Se a Allie não quer ir, deixe ela aqui.

Alicia sorriu para Dean e se despediu dele e de Jo, mas sequer olhou para Sam. Ela estava furiosa com Ruby e sua aproximação irritante em Sam. Estava errado, mas Sam achava que ela estava com ciúmes, e talvez estivesse, mas aquela demônio estava tramando alguma coisa e Alicia não participaria disso.

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Ruby estava esperando eles num posto de gasolina. Assim que o Impala estacionou, ela abriu a porta do banco traseiro e se juntou a eles.

–Então, onde vamos? Qual é o plano? Quem é a vitima? E... Onde está Alicia?

–Você não vai a lugar nenhum. – disse Dean – você só vai emprestar a faca para nós.

–Nossa, assim você magoa meus sentimentos. Eu não sou só um objeto que você pode usar conforme sua vontade, sabia? Eu posso querer algo em troca.

–O que você quer, Ruby? – perguntou Sam.

–Que vocês confiem em mim. – ela entregou a faca na mão do Sam. – Lembre-se que a partir de agora eu sou alguém de confiança. E espero ser tratada assim. Vou também fingir ignorância com o fato de Baphomet, o rei do inferno, está em Boston e vocês também, querendo uma faca de matar demônios. Eu não vou relacionar os dois fatos.

–E isso será bom para você mesma – falou Jo – por que se não você seria renegada do inferno, por traição.

–Eu disse mais de uma vez, que há vários lados nessa guerra e há vários lados entre os demônios.

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–Nosso plano é só entrar? – perguntou Jo.

–Entrar, matar o maior número de demônios possíveis até chegar a Baphomet.

Eles estavam na calçada, na parte dos fundos da mansão.

–Esse me parece um péssimo plano – falou Jo.

–Não temos tempo para fazermos alguma coisa mais elaborada antes que Baphomet venha atrás de você, Jo. É agora ou nunca – falou Dean.

Os quatro pularam o muro. Já deram de cara com dois demônios que vigiavam o quintal, que, pego de surpresa, não reagiram muito rapidamente e foram esfaqueados por Sam, caindo mortos. Eles correram, abrindo rapidamente uma porta de vidro.

No andar debaixo, a casa estava completamente vazia. Sam e Dean se encarregaram de verificar todos os cômodos. Estava tudo vazio. Eles subiram as escadas cautelosamente, chegando até o corredor ricamente decorado. A primeira porta era a porta do escritório do Baphomet. Ultrapassando Dean, Jo foi até a porta e a abriu com força, mas abrindo apenas uma fresta por qual espiou, para não expor os Winchester.

Baphomet estava sentado em sua escrivaninha, numa elegante poltrona de couro, lendo um livro de capa vermelha. Ele olhou para Jo, visivelmente surpreso.

–Jo, querida, você já retornou? Eu esperava que você passasse o dia todo fora. – ele olhou no relógio, enquanto a ideia transpassava a mente de Jo: Baphomet nem tinha percebido que ela não estivera lá. – se bem que já são quase seis horas da tarde. Você teve um bom dia? Por que não me mostra o que comprou? Joe se comportou direitinho?

Ela ficou completamente sem reação, então Sam e Dean escolheram esse momento para invadirem o escritório.

–Winchesters? O que está acontecendo?

–Você é tão burro! – falou Dean, surpreso com a estupidez do demônio – você nem ao menos percebeu que Jo estava desaparecida?

–Bem – falou Baphomet, que estava verdadeiramente chocado — eu sou o Rei do Inferno. Estou acostumando a terem total lealdade as minhas vontades! Jo é a minha noiva agora.

–Não mais. – o demônio estava completamente sem reação e assistiu pasmo Jo pegar a faca na mão do Dean. Ela caminhou lentamente até o rei do inferno, ainda sentado na poltrona.

–Eu achei que você estava feliz em ser minha noiva. Por que não senta aqui e vamos conversar?

–Porque você me fez prisioneira, não uma, mas duas vezes! Porque você matou minha mãe!

–E foi assim que eu pude te conhecer melhor e saber que você é a perfeita rainha do inferno! Vamos lá, Jo, você pode ser grande! Você pode ser poderosa. Você é uma das minhas! Eu mandei os meus servos se retirarem da casa para podermos tê-la só para nós. Eu poderia fazê-la feliz.

Jo tinha lagrimas nos olhos ao lembrar de tudo que Baphomet a fez passar. Mas tudo que ela sentia era fúria e não medo. Olhando-o nos olhos, ela enfiou a faca de Ruby com força no peito. Ele tremeu e se contorceu, morrendo assim o grande rei do inferno.

Jo não conseguia soltar a faca. Ela a puxou de volta sem conseguir, a fúria sendo substituída por um grande sentimento de vazio. Ela nunca matará alguém dessa maneira ainda.

–Vamos – falou Dean – vamos sair daqui antes que algum outro demônio apareça.

Ele puxou a faca com força do peito de Baphomet, colocou a mão no ombro de Jo e a guiou para fora do escritório. Ruby estava parada lá. Ela pegou a faca de volta, ainda suja de sangue.

–Olha só. – ela disse, olhando o sangue que manchava a lamina – parece que teremos guerra civil no inferno. Quem é o próximo por direito ao trono?

Ela olhou com um meio sorriso para Sam.

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Dean e Jo deixaram Sam no motel e saíram comprar comida. Ruby desceu com ele, dizendo que logo iria ir embora. Dean olhou desconfiado para Sam e esse revirou os olhos, impaciente. Sem poder fazer nada, Dean partiu.

–Antes que eu vá embora – ela falou, encarando Sam – precisa aceitar uma coisa. Lembre-se disso: Alicia não ama você.

–Cala a boca, Ruby. Obrigado pela ajuda, mas é hora de você ir. Eu não tenho mais nada para falar com você.

–Ela não ama você e já deu inúmeras provas disso. Quantas vezes ela já deixou você, Sam? E eu posso dizer que ela vai te deixar inúmeras outras vezes. Ela não ama você e você precisa parar de se enganar.

E com essas palavras, Ruby sumiu no ar, deixando Sam confuso, mas fervendo de ódio.

Ele destrancou a porta do quarto do motel, dizendo a si mesmo que Alicia estaria lá e eles ficariam bem novamente e esse fato provaria o quanto Ruby estava errada.

O quarto estava vazio. Ele abriu o guarda-roupa. Não havia nada de Alicia lá. Ele percorreu o quarto e não havia nem sombra que Alicia um dia tenha estado ali.

Sam devia ter imaginado.

Notas finais
*Feito por John Winchester e William Harvelle, que acabou com a morte de William. Existem momentos fácies de escrever, em que a história quase se escreve sozinha. E existe aqueles momentos difíceis, que exige um grande esforço mental. Não, não é crise de criatividade porque todos os capítulos de H&C já estão planejados e resumidos. É a falta de animo para escrever porque eu sei que será muito difícil digitar as palavras certas. É fase. Já aconteceu antes, só que a diferença que eu tinha vários capítulos prontos e podia continuar postando. Outra coisa é que a minha carga horária diminuiu, mas minhas horas no hospital dobraram. Ai o que todo estudante de medicina faz quando tem mais tempo livre? Obviamente, arruma mais o que fazer. Tipo isso: https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpa1/v/t1.0-9/10606061_698152556899453_2783547060558616772_n.jpg?oh=54252c59bd021c000668ee37b7906e60&oe=54653B46&__gda__=1417672702_cc666ff6ac45c883b20d0db22d2fa3ea. Sobre o capítulo: vocês adivinharam que a "queen of hell" seria a Jo? Hahaha. Baphomet foi lindamente despachado, porque ele era lindo, mas era meio burrinho também! Ficou tempo demais sem lidar com seres humanos. Alicia fugiu de novo (ah deus! nem eu aguento mais e muito menos o Sam, ainda mais com a Ruby enchendo o saco. Por que, Alicia, por que? Crise de ciumes? Teimosia? Ela não ama o Sam?). E sim, Thoth é um deus egipcio e eu amooo mitologia egipcia e amei a oportunidade de trazer isso para cá, mesmo que seja Egito no México - afinal, alguns deuses fugiram do seus locais originais depois que perderam os fiéis. Por que não o México? Lembre-se da primeira temporada, alguns mistérios já serão esclarecidos. (essas férias eu conheci o museu britanico, e eu me apaixonei loucamente pela ala egipica, pelas múmias, por tudo e foi dai que surgiu a ideia de trazer deuses egicipcios para a minha mitologia. eu tinha uma vaga ideia, mas isso ficou forte depois dessa visita) Comentem!!