Hell & Consequences
15 3x15 - The Good and the Evil
Notas iniciais
Um aviso para as pessoas
O Bem e o Mal
Isto é guerra
Para o soldado
O Civil
O mártir
A vitima
Isso é guerra
É o momento da verdade e o momento para mentir
É o momento para viver e o momento para morrer
Para lutar, para lutar, para lutar
30 Seconds to Mars
Dean correu direto para Jo, levantando-a do chão, carregando-a para longe da confusão. Baphomet tinha se cercado das Bruxas de Salém, agora demônios de Salém. O Selo tinha sido quebrado. Asmodeus localizou Alicia, parada entre Ash e Sam.
–Finalmente nos reencontramos, querida. – ele disse, sorrindo calmamente, como se não tivesse acabado de matar Ellen – espero que dessa vez podemos conversar mais adequadamente.
–Você matou Ellen! – gritou Alicia, quase histérica. Sam colocou um braço em torno dela, aproximando ela dele, querendo protege-la.
Asmodeus ignorou o comentário e continuou falando. O ambiente estava caótico, com as vozes de Baphomet e das bruxas se misturando ao som de Jo chorando.
–Por que não procuramos um lugar mais tranquilo para conversamos sozinhos? – sem esperar resposta, ele atravessou o salão até a porta que levava a sala ao lado.
–Você não vai lá – falou Sam. – não sozinha.
–Sim, eu vou, Sam. – Alicia correu, seus sapatos fazendo um estranho barulho no chão. Sabia que Sam estava indo atrás dela. Mas agora ela estava tentando não pensar em Ellen morta, nem nas bruxas, nem no que Asmodeus poderia fazer se encostasse em Sam – não sabia se ele estava seguro agora que Azazel tinha morrido.
Asmodeus trancou a porta assim que ela entrou; era uma sala bem grande, as paredes cobertas por estantes cheias de objetos não inidentificáveis na luz fraca. Asmodeus pegou uma pasta de couro preto de uma delas. Ele a abriu, retirando um rolo de pergaminho. – eu sei que você quer isso, Alicia, mas já parou para considerar que não vai saber o que fazer quando tiver?
Alicia sentia cada vez mais raiva. Todas as outras vezes, ela sentia tanto medo, mas agora estava dominada pela raiva. Parecia que isso aumentava a temperatura do seu sangue e alguma coisa fervia dentro dela, mas ela queria que Asmodeus explodisse. Ele mesmo havia dito que ela era mais poderosa que ele, ela sabia que poderia destruí-lo, acabar com ele de vez. Podia ouvir uma luta acontecendo no salão ao lado. Sam, Dean, Ash e Jo contra Baphomet e sete demônios. Eles não tinham muitas chances.
–Eu posso matar você, sabia? – ela falou.
–Poderia, se controlasse alguma coisa. Eu não a temo. – ele respondeu, sério. Parecia quase entediado. – estou cansado disso. Você é minha filha. Por que não se rende ao que você é, sangue do meu sangue? Porque não aceita seu destino?
–Qual é meu destino?
–Reinar sobre humanos, anjos, demônios e monstros. Ao meu lado, claro.
–E se eu quiser reinar sozinha?
–Ah, você não conseguiria sem mim. E não entenderia o motivo. Estamos do mesmo lado, Alicia. Somos a mesma coisa. Queremos o mesmo.
–Você perdeu a cabeça? Você matou minha mãe. Você matou Ellen. Eu não quero o mesmo que você. – Alicia reparou que a temperatura na sala subia cada vez mais. Ela era que estava fazendo isso?
–Você quer controlar seus poderes, assim como eu desejo que eu controle. Acho que deveria deixar o que é passado no passado e poderíamos começar de novo a partir de agora. Venha comigo. Eu não estou aqui para lutar contra você, eu não quero te matar, eu estou aqui para levar você para o lugar a qual você pertence. Sua casa, sua família. Vou salvar sua vida e tudo ficará bem.
Alicia sabia que ele estava falando a verdade sobre isso. Ele a queria ao lado dele, depois de tantas perseguições e brigas. Asmodeus estava esperando que ela o procurasse quando estivesse morrendo — e ela não o procurou. Ela não cederia.
–Não.
Asmodeus finalmente percebeu que tinha alguma coisa errada.
–O que você está fazendo? – ele perguntou, finalmente mostrando alguma alteração de emoção. Raiva. Não: medo. – pare com isso, você não tem controle, você vai matar a todos! Como já fez antes.
–Não quero parar. Eu quero que você morra.
Alicia não tinha ideia do que estava fazendo, mas parecia estar funcionando. Ela sentia raiva e ela era raiva, ódio era tudo que ela via e respirava agora. Se concentrava em odiar Asmodeus de uma maneira que nunca tinha sentido nada antes. E estava funcionando, podia ver pela expressão dele. Ele sempre se mostrara frio, cruel, calculista, entediado, até rir. Mas ela podia ver agora que estava com medo dela. Viu ele levantar a mão, provavelmente para jogá-la contra a parede, mas não funcionou. Alicia não foi afetada.
Ela aproveitou a chance e pulou em cima dele – parecia que agora ela tinha uma força sobre humana. Podia sentir que Asmodeus tentava se liberar, mas ele não conseguia. Ela o socou. Uma, duas, três vezes, até cada vez mais até ficar roxo e preto e sangue nas mãos dela. Toda vez que ele tentava revidar, ela o bloqueava. Dessa vez, ela era mais forte.
De repente, a boca de Asmodeus se abriu e um monte de fumaça negra saiu por baixo da porta; passou pela confusão, escapou para o ar livre e sumiu na noite. O antigo corpo possuído de Asmodeus jazia morto. Alicia pegou o pergaminho na mão dele. A pasta com os outros estavam caídas no chão. Ela fechou os olhos só por alguns segundos. Estava tão cansada. E não acreditava em nada que Asmodeus tinha dito.
–-
Os caçadores estavam perdendo a luta; eram em menor em quantidade e em força e nenhum deles estava bem, devido à perda de Ellen. Mas também não estavam dispostos a deixar Baphomet fugir, nem as demônios que tinham sido libertas. Todos também estava preocupados com Alicia, que tinha desaparecido junto com Asmodeus. Sam tinha tentado arrombar a porta, mas depois foi atacado e teve que se juntar a luta; Sam, Ash e Dean estavam lidando com duas bruxas de Salém cada um. Elas eram boas e se desviavam facilmente; na verdade, não tinham muito o que fazer, não havia uma armadilha do diabo para prende-las, não paravam o suficiente para um exorcismo. Era jogar água benta , mas isso não durava muito. Várias vezes Sam desejou ter a faca de Ruby. Nenhum deles sequer conseguia se aproximar de Baphomet.
Jo estava lutando também. Ela estava lutando com uma das bruxas, que finalmente a atacou por trás e segurou os braços dela nas costas; Jo gritou e Dean tentou correr até ela enquanto a bruxa a derrubava no chão; mas foi impedido por aquelas que ele estava lutando antes. A mulher segurou Jo presa no chão, sentando-se em cima dela. Todos assistiram Baphomet finalmente se aproximar da cena de luta; as outras bruxas mantinham os caçadores afastados de Jo, segurando eles firmemente. Elas eram muito fortes.
–Você prometeu que não a mataria! – gritou Jo para ele – você prometeu que se eu colaborasse, você não a mataria!
–Eu não posso me responsabilizar pelo que o psicopata do Asmodeus fez, minha querida. Eu contava que você pudesse manter nosso trato.
Jo o olhou com ódio. Baphomet fez um sinal para a bruxa, que se levantou e colocou Jo de pé. A loira tropeçou nos próprios pés, nervosa.
–Você pode vir por bem, ou pode vir por mal. Mas você virá comigo. Eu sei muito bem que Ellen não é a única pessoa que eu posso usar para te ferir e eu não terei medo de procurar essas pessoas e usá-las, entendeu, querida?
Medo. De novo. E ódio.
–Eu perguntei se você entendeu. – o demônio repetiu. Ele estava furioso, isso era claro.
Jo concordou com a cabeça
–Bem, acho que é tempo de eu e minhas meninas irmos embora. Adeus. – ele segurou o braço de Jo e assim Baphomet desapareceu, levando Jo, junto com as bruxas de Salém.
–JO! – gritou Dean para o nada; não adiantava, ela tinha sido levada.
Sam correu até o outro lado do salão, onde a sala onde estavam Alicia e Asmodeus estava perigosamente silenciosa; felizmente, a porta se abriu sem problemas. Alicia estava se levantando.
–Sam – ela falou, caminhando até ele e então caindo. Sam a segurou firme. – eu venci.
Ele viu que ela segurava uma maleta preta de couro. Viu o corpo abandonado de Asmodeus. Deduziu que era mais provável que ele tivesse fugido do que Alicia o tivesse matado. Então ela caiu desmaiada nos braços dele.
–-
Peabody, Massachutes. 17 de outubro de 2007, 5 horas da manhã.
Alicia abriu os olhos lentamente. Ela se sentia dolorida e cansada, como se tivesse pegado uma gripe forte.
–Você está acordada – falou Sam e ela reparou nele sentado ao lado dela. Suas mãos rapidamente procuraram pela pasta. – está num lugar seguro. Está tudo bem.
Sam segurou uma das mãos dela.
–Eu estou feliz que você esteja bem.
–Onde estamos?
–Em Peabody. Achamos mais seguro deixar Salém, embora ainda estejamos longe o suficiente. É que não tínhamos condições de ir mais longe.
–Estão todos bem?
Sam hesitou, mas não tinha motivos em esconder.
–Mais ou menos. Baphomet levou Jo... E as Bruxas de Salém escaparam também.
–Então é quase um desastre – falou Alicia. – como está Dean?
–Ele e Ash estão tentando descobrir para onde Baphomet pode ter levado Jo, montaram o quartel general no quarto ao lado.
–E Ellen? Ela está mesmo... – Alicia não conseguia dizer a palavra. Parecia horrível demais.
Sam abaixou a cabeça, triste.
–Sim. Nós realizamos o funeral dela ontem à noite...
–E Jo nem pode estar presente – Alicia falou, com o coração dolorido. Por que tudo tinha que ter sido tão trágico?
–Então, o que aconteceu a noite passada? – perguntou Sam, mudando de assunto. Ele estava curioso para saber o que tinha acontecido.
Alicia contou pa ra Sam o que tinha acontecido; ele ficou assustado. Parece que finalmente precisaria encarar uma coisa que ele estava considerando um mero detalhe: Alicia tinha poderes. Ela era uma criatura sobrenatural. Pensar assim era muito esquisito – fazia Sam se sentir esquisito e sem saber como agir direito. Sem saber o que fazer, ele foi pegar a mala de couro preta, que ele tinha guardado no cofre que havia dentro do guarda roupa do motel. Alicia aproveitou para fazer uma inspeção em si mesma – havia uma grande quantidade de manchas roxas e linhas vermelhas novas em toda sua pele, ela se sentia terrivelmente enjoada e com uma dor de cabeça horrível. Efeitos colaterais da noite passada. Mas agora, isso iria acabar.
Sam voltou ao lado dela na cama, daquele jeito fofo que ele tinha quando estavam prestes a descobrir algo novo. Alicia tinha passado os últimos dias pensando que havia alguma coisa errada entre eles e ela estava tão feliz que esteve enganada. Não havia nada de errado, felizmente estava tudo bem.
Dentro da maleta, havia 3 rolos de pergaminho. Pareciam muito antigos.
–São hieróglifos egípcios – falou Sam, surpreso, ao analisar os dois primeiros. Eram os mais longos e cobertos de símbolos da estranha escrita egípcia em tinta negra. O terceiro, aquele que o pai de Alicia tinha segurado, parecia possuir um papel mais recente. A tinta era vermelha e estava coberta de estranhos símbolos que Sam não pode identificar a origem.
Agora eles tinham outro problema: precisavam decifrar o que estava escrito ali.
–-
Jo mal se lembrava da noite anterior, a não ser pelo momento em que Asmodeus tinha matado sua mãe; quando finalmente Baphomet a deixou sozinha, num quarto qualquer sem nenhuma característica marcante – ela não tinha a mínima ideia de onde estava, ela caiu no choro, se lembrando dos últimos momentos de vida de Ellen. Ela agora se sentia tão sozinha; sabia que tinha que encontrar forças para conseguir escapar dali. Sabia também que Dean faria de tudo para salvá-la. Pensou naquelas bruxas horríveis que tinham sido trazidas do inferno com um arrepio de medo. Elas provavelmente estavam em algum lugar por ali. Sua madrugada tinha sido horrível, acordando e dormindo, totalmente tensa e ansiosa. Quando acordou, estava enrolada nos lençóis de maneira desconfortável, tinha se revirado a noite toda.
O quarto que ela estava era totalmente neutro, em tons de branco, bege e marrom. Parecia um quarto de hotel, mas ela achava improvável que estivesse num hotel. Ela se levantou da cama – ainda usava sapatos – e caminhou até a porta. Seu corpo todo doía e ela sentia esse terrível buraco no peito e dor de estomago, mas não podia chorar por sua mãe agora. Precisava sobreviver. Precisava lutar. Ela virou a maçaneta com mais força do que seria necessário, porque surpreendentemente, a porta estava aberta.
Ela saiu para um corredor ricamente decorado em tons de creme, verde musgo e rosa antigo. Havia muitos quadros na parede e assim que ela caminhava, podia ouvir vozes. Uma delas era claramente a de Baphomet e aquilo era uma discussão. Ela seguiu as vozes; a segunda voz era muito aguda, uma mulher, ou então uma criança?
Jo se encostou na parede ao lado da porta fechada. Se assustou quando ouviu as palavras “Sam Winchester.”
–Você não pode matar Sam Winchester! – Baphomet falou claramente. – você sabe que precisamos dele!
–Tem que haver outro jeito! – respondia a voz feminina – eu não quero morrer. Eu quero viver para encontra-lo!
–É impossível. E eu sou o rei do inferno. Prometa que vai ficar longe dele. Se eu descobrir que você está dando continuidade ao seu plano de quinta categoria, eu vou prendê-la novamente. Sabe que eu posso fazer isso.
–Você não ousaria! – responde a voz, claramente irritada. A mente de Jo estava a mil. Por que Baphomet queria Sam vivo? Sam não era o lado inimigo? O que estava acontecendo? Parecia que a cada dia que passava, aquela guerra contra os demônios se complicava; haviam lados demais e principalmente, mudanças de lados demais. Por exemplo, o que havia acontecido com Asmodeus? Agora ele e Baphomet eram inimigos de novo?
Porque Asmodeus era o primeiro assunto que Jo gostaria de tratar quando saísse dali. Aqueles dois demônios tinham sido responsáveis por destruir a família dela, e ela acabaria primeiro com Baphomet, depois com Asmodeus.
Jo percebeu que tinha se perdido em seus pensamentos – estava tão cansada e se sentindo tão mal – e perdeu o fim da discussão. A sala agora estava silenciosa e ela achou mais seguro voltar para o quarto de onde tinha saído. O que foi uma boa ideia, porque poucos minutos depois dela ter voltado para aquela cama, seu cérebro trabalhando planos de fuga, todos desconexos, buscando alguma chance de escapar, quando foi interrompida por batidas na porta. Sem aguardar resposta, Baphomet entrou.
–Ótimo que já está acordada – ele disse. – eu e você vamos fazer muita coisa juntos daqui para frente.
Jo sentiu nojo , raiva e incredulidade.
–Você matou meu pai. E é responsável pela morte da minha mãe. Como pode esperar que eu faça qualquer coisa com você? Eu sou uma prisioneira aqui. Não por muito tempo. Os Winchester estão atrás de mim.
–É, eu sei que os Winchester estão atrás de você – Baphomet não parecia nem um pouco incomodado com isso – mas eu também sei que você não fará nada. Porque eu sei de uma coisa. Eu sei que sua mãe não era sua última família. E se você não fazer o que eu digo, eu o matarei também. Sim, nessa pessoa que você está pensando. Então você tem que se comportar.
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