Hell & Consequences
14 3x14 - Salem Witches
Notas iniciais
Porque eu prefiro sentir dor ao invés de não sentir nada
Three Days Grace
16 de outubro de 2007. Buffalo General Medical Center. Oito horas da manhã.
As visitas pela manhã eram a parte que Alicia mais detestava. Médicos, quase médicos e estudantes passando e repassando seus sintomas e caso, como se eles soubessem de fato o que ela tinha. Não sabiam. Há dois dias, alguém tinha decido que ela tinha leucemia mieloide.* Aparentemente, batia com os resultados de exames de sangue.
Pobres médicos perdidos. Eles tinham dado um monte de coisas para Alicia e ela se sentia melhor, mas sabia que era temporário. Ela estava se destruindo. Sam chegou ao quarto no momento em que os médicos saíram. Ele tinha trazido o café da manhã; ela preferia não comer a comida do hospital. Estava tudo bem, não estava? Sam estava sendo tudo o que ela poderia querer e precisar, mas por que Alicia achava que ele parecia sentir culpa?
Ela ainda não havia perguntado quem era a amiguinha de Sam que Dean havia mencionado e na verdade, ela não queria saber. Estava cansada e derrotada. As noites passavam lentas, com Sam adormecido na poltrona ao lado da sua cama e Dean no pequeno sofá encostado na parede. Ela olhava o teto, planejando e repenso, calculando e tramando; queria ganhar forças e voltar a lutar. Alicia ainda não tinha se entregado. Embora parecesse uma parede sem saída.
–Então, o que os médicos disseram? – perguntou Sam. Alicia sorriu. Toda aquela situação – o hospital, ela internada, Sam ali – pareciam irreais demais. Era errado ela estar desse jeito. Mas era melhor do que sua última temporada no hospital. Pelo menos Sam e Dean estavam ali dessa vez.
–Ficam falando sobre quimioterapia e radioterapia e terapias e tratamentos e eu não ligo, pois sei que não tenho leucemia. Eles apenas querem que eu tenha e agora estão vendo até coisas onde não tem. É melhor me encaixar numa doença do que admitir que o que eu tenho não pode ser curado.
Sam olhou para ela durante um tempo.
–Você é fria, Allie. Ou apenas está sendo forte. – ele falou, entregando o copo de café com leite para ela.
–O que você acha, Sam? – ela odiava isso. Parecia que havia aquela parede entre eles e ela sabia quem tinha estragado tudo: ela mesma. Quando tinha ido embora. Sam não aceitou e não a perdoou. Ela tomou um gole grande demais e quase se engasgou – eu preciso ser forte, porque eu preciso sair daqui. Invocar Asmodeus não vai funcionar, ele foi expulso do inferno.
–Como sabe que tentamos invocar Asmodeus? – ele e Dean tinham decido não contar aquilo para Alicia.
–Porque enquanto Dean dormia, eu peguei o celular dele e vi as mensagens que ele trocou com você e com Bobby. Eu também vi umas mensagens com uma Crystal e uma Ambrosia que eu gostaria de não ter visto.
Sam revirou os olhos. Nenhum dos dois disse nada e ficaram se olhando longamente. Ambos desejavam que tudo voltasse ao normal, mas nenhum deles tinha ideia do que era normal ou do que estavam fazendo de errado. Então Sam surpreendeu Alicia e a si mesmo, se curvando sobre a cama dela e beijando.
Eles se beijaram durante um longo tempo. Havia tantas palavras não ditas naquele beijo, tantas coisas que não entendiam, que não podiam lidar com todos aqueles sentimentos agora. Foram interrompidos pela entrada de Dean.
–Ah Deus , até no hospital? – falou ele, tentando brincar, mas sentindo certo alivio de ver que talvez as coisas voltassem ao normal entre o casal. – Jo ligou. Ela sabe onde está Asmodeus.
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Alicia simplesmente declarou que queria alta e assinaria qualquer termo de responsabilidade. Seu médico responsável não ficou nada feliz, como sempre acontece com pacientes que recusam o tratamento. Ir de encontro a Asmodeus era arriscado, mas era a melhor opção para tentar salvar Alicia. Felizmente, a semana no hospital havia servido para alguma coisa. Ela parecia muito melhor e se sentia muito melhor. Quase pronta para outra. A ligação de Jo, dizendo que havia se encontrado com Asmodeus em Salém, era uma boa notícia, embora estranha.
Não tinham como garantir que era mesmo Jo ligando. Ellen não atendia o celular. Podia muito bem ser uma armadilha. Jo tinha sido breve demais na ligação com Dean e agora também não estava atendendo o celular. Sentada ao lado de Dean no Impala, Alicia podia sentir o nervosismo que parecia percorrer todo o corpo dele. Toda vez que se tratava de Jo Harvelle, ele perdia a cabeça.
Salém, Massachusetts. Sete horas e meia de viagem, se conseguissem fugir do congestionamento. Alicia lembrou-se que uma vez Jo tinha dito a ela que Asmodeus estaria na Nova Inglaterra pelos próximos meses. A informação batia, mas o fato de Asmodeus estar em Salém,aquela famosa Salém, a preocupava. Se a cidade correspondia à fama, não podia ser boa coisa.
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Salém, 16 de outubro de 2007, manhã.
A casa que Baphomet estava ocupando em Salém tinha vista para o mar. Era uma casa elegante, feita de madeira e muito vidro. Jo ocupava um quarto no segundo andar, que deveria ter pertencido a uma adolescente. A caçadora preferia não pensar no que tinha acontecido com a garota e nem com os moradores daquela casa. Como nenhum dos vizinhos estava estranhando o desaparecimento da família, ela já tinha deduzido que provavelmente eram demônios.
Será que a cidade toda estava possuída? Ou boa parte da cidade? Quantos demônios tinham escapado quando eles abriram o portão do cemitério? Não necessariamente a cidade toda estava possuída. Alguns demônios que tinham visto recentemente tinham poderes especiais e poderiam estar apenas controlando os habitantes.
Ela não podia deixar a casa – sempre que passava da porta de entrada para fora, reaparecia em seu quarto rosa choque coberto de fotos e bichinhos de pelúcia. Jo era uma refém assim como Ellen. Desde que havia encontrado os demônios, não parou de sentir medo. O medo era seu único companheiro no cativeiro, frio e incansável. Ela apenas se sentiu melhor quando conseguiu falar com Dean. Foi logo que chegaram e de um dos seus celulares de emergência, que mantinha escondido em seu corpo. Mas durante a ligação Baphomet a flagrou e destruiu o celular; felizmente ela não tinha sido castigada. O demônio parecia ter ficado apenas levemente irritado.
Jo tinha deduzido que eles pretendiam quebrar o Selo de Salém naquela época pela proximidade com o Dia das Bruxas. Provavelmente estavam em algum lugar preparando o local em que ela presidiria o ritual de trazer de volta as Bruxas de Salém. Jo estava tentando forçar a memória para lembrar o que sabia sobre as Bruxas de Salém. Lembrava-se que o episódio tinha começado com uma escrava, Tituba, praticante do voodoo. No episódio, muitas pessoas que não eram bruxas tinham morrido, mas definitivamente havia algumas que eram bruxas.
Pensou na sua mãe, cheia de culpa e arrependimento. Se não fosse tão teimosa, eles nunca estariam naquela situação. Jo havia concordado em ir até ali pois era a única coisa que ela podia ter feito sem causar a morte dela e de Ellen, mas agora ela precisava de um plano urgentemente. Sabia que logo Dean, Sam e Alicia apareceriam. Teria que contar com isso. Era apenas uma prisioneira assustada.
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Os Winchester e Alicia se encontraram com Ash na estrada entre Buffalo e Salém. Ash aguardava num posto de gasolina, felizmente muito vazio. Era o fim da manhã e o sol parecia quente demais para aquela época do ano. Todos se sentiam extremamente angustiados por não terem um plano, por não saberem o que enfrentariam. Eles compraram café na loja de conveniências do posto e se reuniram do lado de fora do Impala.
–Então – perguntou Ash – eu acredito que Asmodeus está em Salém buscando quebrar um selo. A ligação que Jo fez para Dean veio de Salém e podemos acreditar que ela e Ellen podem estar com problemas. O que exatamente Jo disse, Dean?
–Apenas que Asmodeus estava em Salém. A ligação caiu em seguida. Não conseguimos falar com ela ou Ellen depois.
–Que Selo seria esse, Ash? – interrompeu Alicia – acho que primeiro precisamos saber que Asmodeus está fazendo.
–É o Selo das Bruxas de Salém. Acredito que Asmodeus queira trazê-las de volta. Vocês conhecem a história. Salém, 1693. Tudo começou com uma escrava chamada Tituba, que praticava o voodoo. Pesquisei teorias que acreditam que ela era um demônio em busca de novas almas, mas não acredito que Tituba estivesse possuída. Acredito que o que aconteceu em Salém teve origem realmente na magia voodoo e a principio, não tem relação com a mitologia cristã que tivemos lidando atualmente, com anjos e demônios. Pelo que pesquisei, acredito que Tituba tenha sido uma serva de Legba, escolhida por ele para receber seu poder e atuar em seu nome, passando o conhecimento obtido para pessoas selecionadas.
–Legba é um deus voodoo que une o mundo entre os vivos e os mortos – falou Sam – quando pesquisei sobre tricksters, o nome dele apareceu.
–É, ele também é considerado um dos tricksters. Como vocês sabem, toda religião tem um ou mais tricksters; acredito que vocês já viveram a experiência com tricksters na pele. – falou Ash – e ele também é conhecido de colocar jovens mulheres a seu serviço, em busca de favores e até mesmo relacionamentos. Todo deus quer ter seu grupo de adoração; assim, Tituba foi em busca de formar esse grupo.
–Foi um grande grupo de adoração se todos os mortos nos Julgamentos de Salém fossem culpados. – falou Alicia.
–Não eram. Eu consegui anotações de caçadores que vivenciaram o julgamento, certo, não sei se eles eram caçadores, mas eram com certeza pessoas que conheciam o sobrenatural e não apenas fanáticos religiosos. – continuou Ash – o que eu acredito que aconteceu é que o poder liberado saiu de controle e fez vítimas e muitas das bruxas usaram os poderes de forma que não deviam. A verdade é que Tituba recrutou sete mulheres para formarem o circulo de bruxas. Esse número provavelmente não é à toa.
–Então – disse Dean, tentando resumir as informações de Ash – era como se Tituba fosse uma sacerdotisa de Legba e escolheu sete mulheres para serem suas seguidoras.
–Eu não poderia ter definido melhor – falou Ash – vocês tem conhecimento que sete mulheres e um líder é uma formação comum para clãs de bruxas.
–Eu odeio bruxas – resmungou Dean. – elas deixam fluidos em todo o lugar.
Ash entregou uma folha de papel com os nomes escritos para Dean. Sam e Alicia se curvaram para ler.
Tituba
Abigail Hobbs
Deliverance Hobbs
Margaret Jacobs
Mary Warren
Ann Foster
Mary Lacey
Sarah Churchwell
–Então Asmodeus quer trazer essas mulheres de volta da morte? Isso com certeza desafiaria as leis naturais, como todo selo deve desafiar. – Sam parou para pensar no que tinha dito. Será que seu próprio retorno da morte tinha sido um selo? Ruby não tinha falado isso, mas poderia ser. Ele talvez desse perguntar a ela. Provavelmente muito dos casos estranhos que estavam pipocando em todo o lugar ultimamente eram selos, pensou Sam. Todos os dias eram noticiados mortes estranhas e outros absurdos sem explicação em todo o mundo. Quando os selos menores acabariam e começariam os maiores? Haveria algum sinal, alguma tragédia, alguma mudança?
–Provavelmente só percebemos que isso é um selo porque Jo está lá e nos fez pesquisar mais a fundo . – falou Alicia, como se lesse os pensamentos de Sam – imagina só quantos casos investigamos e nem sabemos que eram selos? Ou os outros caçadores, lidando com demônios e até mesmo anjos, sem saber que existem anjos, sem saber dos selos do apocalipse?
–Há muitos boatos sobre o apocalipse – falou Ash – mas ninguém sabe muito. Até agora não ouvi ninguém falando sobre selos.
–Essas mulheres – interrompeu Dean – elas estão voltando de onde?
–Do inferno, é claro. Acredito que elas sejam um novo grupo de demônios.
–Como assim, demônios? – perguntou Dean, ficando mais tenso. Alicia reconheceu um sorriso nervoso dele.
–Vocês não sabem?
Ash parecia sem graça em falar alguma coisa.
–Todos os demônios foram humanos um dia. Ou pelo menos a maioria deles. É o inferno que os transforma. – falou Ash, num tom cuidadoso.
–Ai Meu Deus, Dean. – Alicia falou, sem se conter. Dean odiou ver a expressão de pavor no rosto dela. Ele preferia não pensar no que aconteceria com ele, mas ele não sabia disso. Ele não podia pensar no inferno, porque se pensasse, ele perderia o controle. Não queria passar o último ano de vida sofrendo pela morte iminente. Ele queria viver. Foi a escolha dele e ele não queria que as pessoas sentissem pena por ele. Era o destino que ele tinha escolhido.
–Eu acho que nós deveríamos ir. — disse Dean simplesmente, tentando ignorar os olhares de Sam e Alicia e a expressão desconfortável no rosto de Ash.
Além de chegar até Salém, eles ainda precisavam descobrir onde estava Asmodeus e o que tinha acontecido com Jo e Ellen.
–Alicia? – falou Ash, quando todos estavam entrando no carro – eu acredito que os pergaminhos que você procura estejam nas mãos de Asmodeus o tempo todo. Ele não é burro de largar por ai; pelo que eu descobri, ele acredita que tudo está mais seguro nas mãos dele.
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Salém, 18 horas da noite.
Os dois demônios tinham voltado para a casa no final do dia. Baphomet amarrou e vendou Jo e a colocou em um carro. Enquanto eles se moviam, ela tentou contar quanto tempo durou a viagem – por volta de 20 a 30 minutos. Ela percebeu que Baphomet não estava sendo rude com ela e sim cuidadoso. Essa percepção se confirmou quando ele a auxiliou descer do carro e delicadamente a guiou, evitando que tropeçasse.
Finalmente, em um ambiente interno, eles retiraram a venda. Previsivelmente, era um galpão sem janelas. No chão, havia um grande circulo para ritual, dividido em sete partes marcadas por símbolos complexos; Jo nunca tinha visto nada daquilo. Por todo o galpão, havia velas negras da altura de uma pessoa, ainda não acesas. Em volta do circulo, havia sete moças desacordadas vestidas de branco. Baphomet atravessou o salão sem dizer uma palavra, entrando num aposento ao lado. Asmodeus parou ao lado de Jo, sorrindo satisfeito.
–Você não sabe o quanto é difícil encontrar moças virgens hoje em dia. – ele falou simplesmente.
Baphomet reapareceu, para horror de Jo, puxando por uma corda, um bode e uma cabra.
–Vocês vão matar animais aqui? – gritou Jo, completamente horrorizada com a situação que presenciava.
Asmodeus olhou para ela como se ela fosse louca.
–Querida. Demônios. O que exatamente você esperava?
–Eu quero ver minha mãe!
–Você já vai vê-la – ele parou de frente para Jo, colocando uma mão no ombro dela, causando um arrepio de nojo nela – vamos conversar seu papel aqui. Está familiarizada com a história das bruxas de Salém, eu espero. Espero que você saiba que Tituba era a escolhida de Legba, quase como você foi a escolhida de Baphomet. Você representará Tituba, pois agora ela pertence aos domínios de Legba, com todas as honras e horrores que isso deve significar. Mas as sete mulheres que ela concedeu o poder de Legba foram para o Inferno apenas, nada de muito especial. A única coisa especial sobre elas é que elas são um Selo. Entendeu o que você tem que fazer? Você precisa conduzir o ritual. Estaremos aqui o tempo todo para ajuda-la.
Jo sentia o estomago se revirar com o horror de toda a situação. Queria fugir correndo, chorar, desaparecer, mas não poderia lidar com toda aquela crueldade e maldade. Não conseguia nem pensar em quem eram aquelas meninas detalhes. Sabia que se não colaborasse, sua mãe estaria morta por culpa dela, mas como ela poderia ajudar a liberar sete demônios no mundo?
–Diga-me o que você vai fazer, Joanna Beth – falou Asmodeus, a voz horrivelmente macia.
–Eu vou colaborar – ela falou, quase cuspindo as palavras.
–Boa menina! – ele sorriu satisfeito.- Traga a mãe dela aqui.
Ele disse para Baphomet, que ficou prontamente irritado.
–Eu não sou seu empregado! – ele gritou – para de agir como se você fosse superior à mim, eu sou o maldito rei do inferno!
Asmodeus revirou os olhos e com um movimento da mão, jogou Baphomet no chão.
–Eu estou contando os segundos para me livrar de você.
Baphomet se levantou, olhou para Asmodeus com raiva; largando o bode e a cabra no meio do salão, ele voltou para o aposento ao lado, dessa vez retornando levando Ellen pela mão. Ela parecia bem, embora estivesse amarrada e assustada, não havia machucados mais sérios.
–Mãe! – gritou Jo, aliviada e correu para ela. Jo a abraçou, ignorando completamente a presença dos dois demônios.
–Jo – sussurrou Ellen, a voz fraca – eu estou feliz que você esteja bem.
Ela diminuiu ainda mais a voz e acrescentou:
–Não faça nada do que eles disserem. Você não pode soltar mais monstros no mundo.
–Mas eles vão matá-la! – falou Jo, exasperada. Seus olhos se encheram de lagrimas e ela limpou rapidamente – eu não posso deixar você morrer!
–Jo... – começou Ellen, olhando séria para a filha. – eu estou tão orgulhosa de você. Você é tão corajosa...
–Não diga essas coisas como você fosse morrer! – Jo estava a cada segundo mais desesperada
–Por mais que eu ache o amor humano fascinante, hoje estamos sem tempo para isso – falou Asmodeus. – Venha aqui, Jo. Precisamos começar.
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Eles acenderam as velas e apagaram a luz; agora iluminado por velas, era ainda mais aterrorizante. Asmodeus se sentou numa cadeira de madeira de frente para o circulo; ele colou Ellen amarrada sentada numa cadeira ao seu lado. Jo foi colocada no meio do circulo, juntamente com a cabra e o bode.
Usando uma faca dourada (ouro?), Baphomet matou os dois animais. O sangue deles se espalhou por todo o chão, encharcando a barra da calça de Jo e os vestidos da moças adormecidas. Um cheiro forte e insuportável impregnou tudo. Baphomet falava muitas palavras em latim; Jo tinha que repeti-las; um som estranho como milhões de sussurros foi enchendo o ambiente. Mesmo sem vento, a luz das velas dançavam. A temperatura do ar caia cada vez mais, ao ponto que as respirações se condensavam no ar.
Dos corpos dos animais mortos, fumaça preta começou a se erguer. Jo queria gritar, mas se sentia completamente sufocada. A fumaça preta rapidamente invadiu os corpos adormecido.
Asmodeus e Baphomet sorriam satisfeitos.
Então eles ouviram um barulho de um carro acelerando; nesse instante, o Impala entrou, arrebentando a porta de madeira do galpão. Dean, Sam, Alicia e Ash desceram do carro, ao mesmo tempo em que as mulheres deitadas no chão se levantavam.
Jo gritou. Asmodeus segurou Ellen pelo pescoço.
–Eu disse sem gracinhas! – ele falou para Jo, a voz possessa de raiva. Num movimento rápido, ele virou o pescoço de Ellen.
–Não! – gritava Jo; ela caiu de joelhos ao meio do sangue.
Asmodeus derrubou o corpo de Ellen no chão.
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