Hell & Consequences
13 3x13 - Coming Undone
Notas iniciais
Estou começando a sufocar
E logo eu percebo
Estou me desfazendo
O que parece tão forte, tão delicado
Engasgue, engasgue de novo
Eu pensei que os demônios eram meus amigos
Tenha piedade de mim no final
Eles estão lá fora para me pegar
Desde que eu era jovem
Eu sentia o gosto do sofrimento em minha língua
Korn
Sam, Dean e Alicia saíram correndo do restaurante – Sam tropeçou e caiu de cara no chão e os dois tiveram que voltar para ajuda-lo.
Eles decidiram voltar ao apartamento em que encontraram os dois ladrões, para assim poder rastrear a verdadeira mandante do crime, que devia ser a falsa garçonete. Simplesmente arrombaram a porta novamente. O gordo estava sentado no sofá, bebendo tequila e ouvindo a uma estranha música mexicana.
–Ah, cara – ele falou, meio bêbado, ao avistar os Winchester – o que vocês querem? Meu melhor amigo morreu.
–É, isso é má sorte – falou Dean — nós sabemos que alguém contratou vocês para roubarem o pé de coelho. Uma mulher.
–Como você sabe disso? – perguntou o gordo, desafiador.
–Porque ela roubou de nós – falou Dean. O homem deu risada clara. Sam deu alguns passos em direção a eles, tropeçou num móvel e derrubou o aparelho de som.
–Você está bem, Sam? – perguntou Alicia, tocando gentilmente o braço dele.
–Sim, estou ok. Ouça, cara – ele falou para o homem – isso é sério.
–Diga nos o nome dela. – falou Alicia, seria, para o homem.
–Foda-se.
–Escute. Não foi um acidente esquisito que matou seu colega. – falou Dean. Foi o pé de coelho.
–Vocês estão loucos, cara.
Em segundos, o homem estava sendo pressionado com uma força invisível contra a parede. Alicia tremia violentamente. O homem escorregou pela parede assustado, enquanto Sam e Dean olhavam para Alicia, chocados.
–O que está acontecendo? – ele repetia, confuso, agora caído no chão. Alicia murmurou um “sinto muito” para Sam e saiu correndo do apartamento, assustada demais consigo mesma. Ela apenas tinha sentido tanta raiva daquele homem zombando. Sam poderia morrer. E ele não entendia isso. Como podia rir? Ela se sentou na calçada, ainda tremendo.
–-
Sam saiu atrás de Alicia, enquanto Dean lidava com a situação. Ele tropeçou umas três vezes no caminho, mas chegou até a calçada sem maiores danos. Ele se sentou ao lado dela e eles se olharam, Sam finalmente podendo vê-la. Ela estava magra demais, pálida demais, com grandes olheiras, o olhar fundo e os lábios arroxeados. Por onde ele conseguia ver, havia inúmeras manchas roxas e linhas vermelhas em toda sua pele. Era como se ela estivesse se desfazendo, se decompondo.
–Sammy – ela falou, a voz rouca – eu preciso que vocês me levem num hospital.
Sam ficou muito surpreso e isso apareceu em seu rosto.
–Eu estou falando sério – ela continuou desesperada – eu estou morrendo e eu não sei quanto tempo vou aguardar. Eu sei que meu problema não é médico, mas é a única coisa que eu posso pensar agora. Por favor.
Antes que Sam pudesse responder, ouviram Dean descer as escadas do prédio.
–Então – ele declarou, mais feliz – consegui o nome da vadia. É Bela Talbot. Sim, Sam, a droga do mesmo nome que sua amiguinha disse.
–Sam. – falou Alicia, implorando. As palavras de Dean não faziam sentido em sua cabeça. Ela não se importou em perguntar quem era a amiguinha de Sam, simplesmente porque não fazia sentido. Estava tudo girando. Ela só sentia que era muito urgente que ela procurasse ajuda, porque parecia que havia um relógio à sua frente marcando os segundos que ela tinha de vida.
Sam se levantou rapidamente, e colocou Alicia de pé. Dean observava ela atentamente, finalmente registando que havia alguma coisa errada. Ele nunca tinha a visto desse jeito.
–Nós temos problemas mais urgentes agora. – ele declarou – eu preciso levar Alicia até o hospital. Depois vamos achar esse pé de coelho, certo.
–Eu levou Alicia até o hospital. Primeiro vamos colocar você em algum lugar seguro.
Essa era uma das coisas que Dean odiava na vida de caçador. Por que eles estavam sempre a beira da morte?
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Dean colocou Sam dentro do quarto de motel, sentado numa cadeira e proibido de se mexer. Ainda assim, não tinha certeza que ele estava seguro. Mas era o melhor que ele podia fazer agora.
Ele não teria outra alma para vender para salvar Alicia. E jamais permitira que Sam vendesse sua alma para salvá-la – que bom que ele não tinha pensado nisso. Fazia tempo que eles ouviam que Alicia iria morrer, que estava em perigo. Ele e Sam tinham assistido a destruição dela aos poucos, mas nunca parecia real. Ela era durona. O pedido dela era... Desesperado. Dean sabia que ela sabia que médico nenhum poderia salvá-lo.
Ele estacionou o Impala em frente ao pronto socorro do hospital local.
–Eles podem me dar alguma coisa para dor e para a febre, pelo menos. Conforto. Cuidados paliativos. Sei lá. – ela falou, olhando fixamente para a entrada, pintada em azul forte.
–Allie, você não pode morrer.
–Dean, nós sabíamos que isso ia acontecer. – ela falou, a beira de lagrimas. – eu passei tanto tempo tentando lutar contra isso e o tempo todo eu recusei a ajuda de você e do Sam. Se eu tivesse aceitado, talvez não tivesse chegado a esse ponto. Acho que vocês não poderiam fazer nada a mais que eu fiz. Eu nasci para morrer, eu acho. Dean, cuide do Sam. Por favor.
–Eu sempre cuidei de você e do Sam, Allie. Vou estar agora com você.
–Dean, você precisa ir salvar o Sam. É tarde demais para mim. Por favor. É a única coisa que me importa agora. Eu não ligo para mim, não de verdade.
Ela estava chorando mais agora.
–Allie, talvez esses médicos... Realmente possam dar um jeito.
–Se eles conseguirem atrasar o resultado final... Traga Sam aqui. Mas destrua aquele pé de coelho antes, por favor. E deixe Sam lutar para acabar com seu pacto. Você precisa estar aqui com ele, Dean. Sam precisa de nós. Não podemos deixa-lo sozinho.
Ela abriu a porta do carro e saiu andando, o mais rápido que conseguia, sem olhar para trás. Dean pensou em ir atrás dela, mas ele se sentia congelado e não sabia o que dizer. Ficou olhando ela entrar pela porta de metal prateado e vidro. Assim que ela sumiu pela recepção do pronto-socorro, ele ligou o Impala. Precisava salvar Sam do pé de coelho. Era o último desejo de Alicia.
Era duro aceitar que não havia mais nada que ele pudesse fazer. Quando Sam morreu, desde o começo, ele sabia que havia uma saída: ele podia vender a alma. Mas ele não tinha duas almas.
No fundo, Dean tinha esperança para Alicia. Não conseguia aceitar que ela morreria. Aceitar a morte tranquilamente não parecia nada com a Alicia que ele conhecia. Ela devia ter um plano. Ela tinha que ter um plano. Não parecia o fim.
–-
Madrugada entre o dia oito e nove de outubro.
Sam viu o Impala chegar até o estacionamento do motel. Mesmo sendo arriscado, ele conseguiu chegar até o Impala e quase se encontrar com Dean, que falava no celular. Alicia não estava lá. Então Dean tinha simplesmente abandonado Alicia no hospital e isso deixava Sam furioso. Ele queria estar lá com ela, mas como, se ele não conseguia andar dez metros sem prender seu pé no bueiro?
Enquanto ele lutava para soltar o pé, Dean saiu do carro, ainda falando ao celular. Ele parou perto o suficiente de Sam para esse ouvir que a conversa era com Bobby e era sobre Bela Talbot. Felizmente Bobby parecia conhecê-la e onde encontra-la. Sam reparou que Dean não mencionou Alicia para Bobby na conversa.
Dean desligou o celular.
–Alicia? – perguntou Sam. Ele sentia-se tão estranho em relação a ela, quase como se ela fosse uma desconhecida.
–Eu a deixei no hospital – falou Dean e Sam sabia muito bem ver a dor que havia nos olhos do irmão – Sammy, acho que vamos perdê-la. Eu não sei o que fazer, se caço Bela Talbot para salvar você ou se conseguimos achar Asmodeus. Há quanto tempo estamos caçando Asmodeus e não podemos acha-lo? E se isso for Azazel de novo? Levamos mais de vinte anos para achar Azazel!
Ele não queria encarar que era impossível salvá-la.
–Podemos invocar Asmodeus. Poderia funcionar. – Sam perdeu o equilíbrio. Ele olhou para o pé preso. Tinha se soltado, mas agora, seu sapato tinha desaparecido no bueiro escuro. – eu perdi meu sapato.
–Podemos invocar Asmodeus – repetiu Dean, olhando fixamente para Sam – mas primeiro, eu vou ao Queens resolver o problema com Bela Talbot. E você ficará sentado na cadeira no quarto, sem se mexer, sem respirar, ok?
–-
Seis horas da manhã. Queens, Nova York. Nove de outubro de 2007.
Foi fácil entrar no apartamento de Bela. O alarme não era complicado de desativar. Bela morava num apartamento muito elegante.
Dean e Bela apontavam armas um para o outro.
–Você vai devolver isso – declarou Dean.
–Não, não vou – ela riu
–Bem, nós veremos. Bela, não é?
–Sim, Dean.
–Você sabe que isso é amaldiçoado, não é?
–Você ficaria surpreso em saber o quanto algumas pessoas pagariam por isso.
–É?
–Tem um mercado lucrativo. Muito dinheiro a ser ganho. Vocês caçadores usam todos esses amuletos e talismãs que vocês usam para parar monstros malvados. Qualquer um deles poderiam pagar a faculdade dos seus netos.
–Então você sabe a verdade sobre o que acontece lá fora e é isso que você resolve se tornar? Uma ladra?
–Eu busco itens únicos para uma seleta clientela.
–Sim. Uma ladra.
–Uma ótima ladra.
–Bela, meu irmão, ele tocou o pé de coelho. E ele vai morrer ao menos que nós o destruirmos.
–Eu sei como funciona.
–Oh, você pode ficar com ele. – Bela parou um segundo para deliciar-se com a expressão surpresa de Dean – por um milhão e meio de dólares.
–Certo, vou apenas ligar para o meu contador. Como você achou essa coisa aqui no meio do nada?
–Eu apenas perguntei para alguns fantasmas que essa coisa matou – Dean seguiu o olhar dela até um tabuleiro de ouija colocado numa vitrine de vidro na parede – eles acompanham o paradeiro dela.
–Então você só liga para si mesma, não? Tudo isso para ser a número um?
–Ser uma caçadora é tão melhor hein... Um bando de obcecados, psicopatas vingativos tentando salvar um mundo que não pode ser salvo.
–Veja só, você é uma otimista!
–Nós vamos para o inferno, Dean. É melhor se divertir no caminho.
–Engraçado você dizer isso – falou Dean – porque a primeira vez que eu ouvi seu nome, foi da boca de um demônio relacionado a um pacto. Você vendeu sua alma pelo que Bela? Seus peitos? Seu sotaque inglês?
–Isso não é da sua conta, Winchester – Dean ficou satisfeito de ter tocado num ponto sensível.
–Eu na verdade concordo com você nesse ponto – Dean não acreditava que Bela, uma ladra, poderia ajuda-lo em seu contrato com Lilith. E se ele tivesse ajuda, Sam morreria – esse foi um encontro agradável, mas olhe a hora. Vou levar uma lembrança.
Dean levantou o pé de coelho que tinha conseguido retirar de cima da bancada da cozinha assim que tinha entrado no apartamento.
–Olhe só – ele falou – você não é a única que tem dedos leves. E se serve de consolação, eu penso que você é uma pessoa horrível de verdade.
Bela começou a atirar em Dean, mas todos os tiros se desviavam. Ele aproveitou a raiva dela para fugir do apartamento.
Bela correu até seu quarto para pegar a chave do seu carro. Sentada na sua cama, tinha uma pequena garotinha morena, com um vestido rodado rosa-bebê e olhos muito azuis, como os de um anjo.
–Olá, Bela – ela falou de forma doce – eu sou Lilith. Vamos conversar sobre seu pacto.
–-
Quarto de motel em Black Rock. Manhã.
Sam tinha adormecido na cadeira e apesar das dores de dormir de mau jeito, nada de ruim tinha acontecido durante o resto da madrugada. Ele tinha passado muitas horas pensando em Alicia, tentando entender o que estava dando errado. Ele a amava, sempre soube disso. Sempre tinha amado. Talvez o problema fosse esse. Talvez ele amasse a ideia de amar Alicia ou a pessoa quem ele imaginava que Alicia fosse. Talvez fosse um amor irreal demais para ser real.
Mas tinha sido real. Eles tinham vivido esse relacionamento por aproximadamente um ano, claro que que tinha ficado separados em alguns momentos, mas... Por que era tão complicado? Por que ela deixava ele tão furioso? Ele odiava o que sentia por ela. Não podia ser saudável o quanto ele queria Alicia só para ele. Não podia ser certo todas as vezes que ela o deixou. E todos aqueles malditos demônios... Alicia era sua alma gêmea? Era isso que significava ser alma gêmea? Se eles eram almas gêmeas, o relacionamento não deveria ser perfeito? Então porque a história dele s até então era um desastre, mas um intenso desastre? Quando estavam bem era tão intenso que o assustava, as vezes. Era irreal. Quando estavam mal era o fim do mundo e doía tanto que ele se sentia destruído. E agora, que estavam no meio termo, era um terrível vazio e ele sentia raiva dela.
Sam odiava ficar longe dela, odiava não ser incluído nos planos dela. Ele só queria estar com ela. Por que ela não queria estar com ele?
Por que agora ele tinha deixado que ela ficasse sozinha num hospital? E ela estaria morrendo de verdade?
Levantar para ir o banheiro foi o suficiente para começar um incêndio no ar condicionado do quarto. Quando Sam tentou apagá-lo, acabou colocando fogo na manga da sua jaqueta e depois na cortina. Assim que a cortina caiu, Sam pode ver dois homens espiando pela janela. Sam tropeçou na cortina, caindo e batendo a cabeça.
Quando Sam acordou, os dois homens o haviam amarrado a uma cadeira. Ele se lembrou que Alicia tinha dito sobre Gordon. Deviam ser esses os homens, justamente quando ele estava mais vulnerável. Azar, era isso que era.
–Você era parte do plano dos demônios para abrir o portão do inferno, não era? – perguntou um deles.
–Nós fizemos o possível para impedi-lo – falou Sam, cuidadosamente.
–Mentira! Você fazia parte. Você sabe qual vai ser o próximo passo deles, não sabe? – Sam podia ver que aquele homem estava convencido disso e provavelmente nada do que ele dissesse ia fazê-lo mudar de ideia, mas o melhor que ele podia fazer nas circunstâncias era manter o homem falando.
–Onde, Sam? – gritou ele – Gordon me contou dos seus poderes. Você é um tipo de psíquico esquisito.
–Não, não mais. Eu não tenho mais visões, poderes, nada.
–MENTIRA! – gritou o homem e deu um soco em Sam. – agora, sem mais mentiras. Tem um exercito de demônios a solto no mundo já fazendo muito estragos. Nós não podemos nos arriscar confiando em alguém como você.
–Hey, Kubrick – falou o outro homem, que até então estivera sentado em uma das camas, só observando – você não está indo longe demais?
–Não, Creedy! Você viu o que aconteceu. Se pergunte, por que estamos aqui? Encontramos os Winchester por coincidências, escolhemos esse motel ao acaso? Sorte não existe. É Deus, Creedy. Eles nos levou até aqui para fazer Seu trabalho. É destino.
Nesse instante, Dean abriu a porta, apontando uma arma para os dois.
–Sem destino – falou Dean – é apenas um pé de coelho.
–Abaixe esse arma – falou Kubrick – ou você vai limpar o cérebro dele da parede.
Dean abaixou a arma, olhando atentamente para uma caneta numa mesa ao seu lado.
–Ok – falou Dean calmamente – mas tem uma coisa sobre mim que você não sabe.
–O que?
–É meu dia de sorte. – Dean jogou a caneta, que de forma impossível, acertou bem a arma de Kubrick, inutilizando-a. Em seguida, ele empurrou Creedy no chão, que tropeçou no tapete e caiu descordado.
–Meu deus, você viu minha mira? – Dean ria abertamente. – eu sou incrível.
Ele pegou o controle remoto da TV, jogando na direção de Kubrick, acertando bem o meio da testa dele. Ele caiu desmaiado.
–Eu sou o Batman – falou Dean suavemente para o Sam.
–Sim, você é o Batman – respondeu Sam sarcástico.
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Bobby tinha ligado para Dean um pouco antes com a lista de ingredientes necessária para destruir de vez o pé de coelho e durante a tarde Dean correu de um lado para o outro tentando encontra-los, aproveitando-se da sua sorte com o pé-de-coelho. Sam continuou de castigo em outro quarto de motel. Durante a tarde, ele ligou várias vezes para o celular de Alicia, sempre desligado. Ele também ligou para o hospital procurando por ela, e depois de testar vários nomes falsos, a encontrou com o nome de Carmen Moon. Não passaram a ligação para ela, apenas ele conseguiu a informação que ela estava realizando exames.
Eles nunca encontrariam nada de errado com ela, fisicamente.
Ao cair da noite, Dean e Sam finalmente foram ao cemitério realizar o feitiço – queimar o pé de coelho com várias coisas – que o destruiria.
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Bela foi até o Impala. Foi fácil arrombar o porta-malas e retirar a Colt de lá. Ela guardou a Colt cuidadosamente em seu carro. Lilith tinha sido clara. Ela só precisava entregar a Colt... E matar Sam Winchester. Assim ela estaria livre de seu maldito pacto.
Não seria um problema, seria? Matar Sam seria fácil. Ela não sentia mais nada há muito tempo, não havia salvação para o mundo. O que Bela podia fazer é tornar as coisas mais fácil para ela e o pacto tinha sido uma boa ideia na época, não negava. Mas agora ela ainda era jovem e ainda não queria morrer e muito menos ir para o inferno. Era a solução ideal.
Mas Bela não gostava da maneira que estava se sentindo. Não gostava da dúvida que sentia se conseguiria ou não matar Sam Winchester.
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Encontrou eles fazendo o ritual para destruir o pé de coelho. Ela ainda queria o objeto, era muito dinheiro e o comprador interessado era muito violento. Ela atirou em Sam, no ombro. Um movimento e ela teria seu pacto revogado.
Ela acabou tocando por engano no pé-de-coelho. Tinha perdido a venda, mas ainda poderia salvar sua alma. Mas Bela não conseguiu matar Sam. Ela foi embora, frustrada. Agora teria que fugir de Lilith ou arrumar coragem para matar Sam. Não entendia o que tinha acontecido com ela.
Dean também tinha um pacto com Lilith, ela sabia. Tinha ouvido alguns rumores sobre a volta da morte de Sam Winchester e ao conhecer ambos, tinha tido certeza. Poderiam se unir nisso. Poderiam destruir Lilith juntos usando a Colt.
Mas não era assim que Bela Talbot trabalhava. O que ela podia fazer agora, era tentar matar Lilith usando a Colt. Talvez assim ela estivesse livre do seu pacto. Depois, tinha certeza que Sam morreria se Dean desfizesse o pacto. Ele jamais entraria nessa com ela.
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