Notas iniciais
Eu tava respondendo os comentários hoje e fiquei morrendo de vontade de postar, então ai está. Eu acho que essa história terá por volta de 21 capítulos, talvez um pouco mais se eles ficarem muito longos, eu reformulei algumas coisas (especialmente relacionado a Jo) e acho que a fic terá muita ação até o fim, e pouco romance. Eu gostei muito do jeito que ficou esse capítulo. Espero que vocês gostem também!

Oh, por onde começamos?

Os escombros ou os nossos pecados?

E as paredes continuaram a ruir

Na cidade que amamos

Grandes nuvens passam sobre as colinas

Trazendo a escuridão dos céus

Mas se você fechar os olhos,

É quase como como se absolutamente mudasse?

E se você fechar os olhos

É quase como estivesse estado aqui antes?

Bastille

24 de agosto de 2007, 21 horas, Peoria, Arizona.

Sam tomou um gole da cerveja, observando todo o ambiente do bar com atenção. Dean estava um pouco distante dele, próximo ao balcão do bar, numa rodinha com cinco mulheres de roupas muito curtas e decotadas.

–Olá, bonitão. –a morena se sentou em frente a ele. – você vem sempre aqui?

–Oi, Ruby. – respondeu Sam, ligeiramente incomodado. Ele se levantou. – vamos sair daqui.

–Uau, você é rápido.

Sam não respondeu, indo até a porta, sempre olhando para ver se Dean não estava prestando atenção nele. Ruby o seguiu.

Sam parou no estacionamento aos fundos do bar, esperando que Ruby chegasse.

–Isso tudo é medo de ser visto comigo? – perguntou Ruby, com uma expressão de quem se divertia muito. – eu sou seu pequeno segredo sujo?

–Vá direto ao ponto, Ruby. Você tem alguma novidade sobre Lilith?

–Não, Sam.

–Então por que quis me encontrar?

–Estava com saudades. – ela sorriu ainda mais. – o que eu quero saber, Sam, é quando você vai assumir sua posição nessa guerra. Quando você vai lutar e ser o líder que você realmente é.

–Eu não sou nenhum líder.

–Sam, Azazel escolheu você. Você venceu. Você é o líder do inferno nessa guerra, gostando ou não, e uma hora terá que assumir.

Sam sentia a raiva crescer dentro dele. Odiava aquele papinho chato de Ruby, que toda vez que eles se encontravam, ela insistia. Ela tinha entrado para a vida dele com a promessa que salvaria Dean, mas parecia que só vinha insistir para que ele fosse o líder no inferno nessa maldita guerra entre demônios e humanos. O que obviamente Sam jamais seria.

–E me conte, Ruby. Como está essa pobre garota que você está possuindo?

Ruby riu.

–Ah, Sam. Assim você subestima minha inteligência. Eu sou muito mais esperta que isso. Esse era o corpo de uma garota em coma. A alma dela já tinha ido embora há muito tempo. O nome dela era Margaret Simons. Morava em Austin, Texas.

Ruby desapareceu, deixando Sam sozinho no estacionamento.

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Duas semanas depois, ainda no Arizona, no meio do deserto.

No meio de uma armadilha do demônio, estava o demônio que eles haviam capturado, coberto de sangue.

–Você está pronto para falar? – perguntou Dean, furioso.

–Eu não sei! Eu não sei nada! – gritou o demônio.

–Oh, você ouviu isso, Sam? Ele não sabe de nada.

–É, eu ouvi. – respondeu Sam com um sorriso frio.

–Eu estou falando a verdade.

–Ah, você está? Meu Deus, eu tenho que te pedir desculpas. Deixa eu te ajudar. – Dean forçou água benta na boca do demônio. – eu vou perguntar para você uma última vez, onde está essa Lilith?

Os olhos do demônio ficaram totalmente negros.

–Ela está com sua mãe. Ela me contou ontem a noite antes de eu ...

Dean perdeu o controle dando vários socos no rosto já muito destruído do demônio.

–Eu quero uma localização! – ele gritou – ou eu...

–Ou você o que? Vai continuar jogando água benta em mim? Por favor. Isso é tranquilo comparado o que vai acontecer comigo se eu disser qualquer coisa a você. Faça o que você quiser, a única coisa da qual eu tenho medo é da Lilith.

Dean acenou com a cabeça para Sam, que começou a recitar o exorcismo.

–Você gosta disso? – perguntou Dean, furioso, para o demônio.

–O que eu queria saber- falou o demônio em meio a dor – é se sua namoradinha Jo não pode te dizer onde está Lilith. Ela tem medinho de continuar buscando no inferno?

–CALA A BOCA! Sam, termine isso. Mande-o para um lugar que ele não pode machucar ninguém.

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–Jo poderia ajudar. – falou Sam timidamente enquanto dirigiam para fora do Arizona.

–Não! – falou Dean – ela demorou semanas para se recuperar. Ela está segura com Ellen agora. E Ellen está certa de impedir que ela continue fazendo isso. Ela não merece ver o inferno.

–Eu sei, Dean, mas seria a única chance que temos. Jo quer ajudar.

–Isso não está em discussão! Eu não quero que Jo se machuque por minha causa. Ela nem deveria estar envolvida nisso. Não sabemos como funciona essa coisa de descer até o inferno. Ela poderia morrer, ficar presa lá, não. Eu sei que ela quer ajudar, Sammy. Sei que Ellen está tendo um trabalhão para impedi-la. Mas não. Ninguém mais vai se machucar por minha causa!

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21 de setembro de 2007, Storrs, Connecticut.

–Agora que você já está devidamente acomodado – falou Alicia – vamos começar a conversar. Asmodeus. O que você sabe?

O demônio estava utilizando o corpo de uma stripper ruiva. Dean provavelmente adoraria. Ele sempre estava em busca de casos com strippers. Agora, o demônio estava muito bem preso a uma cadeira, no meio de uma armadilha do diabo.

–Não sei nada.

–Por acaso eu estou muito bem informada e sei que você não é de baixo escalão. Você é importante. Ou seja, você sabe das coisas.

–Asmodeus é um nome que eu não ouço há muito tempo. Está fora há séculos.

–As coisas mudaram e você sabe disso. – Alicia deixou seus olhos ficarem amarelos – você sabe que eu também importo, não sabe?

–Ah, me desculpe. Não imaginei que estava na presença de Alicia. Muito se fala sobre você. E pelo que eu estou vendo, você é apenas um corpo morto. O que faz você pensar que eu tenho alguma ligação com Asmodeus?

Mas Alicia percebeu que a postura do demônio tinha mudado. Antes, era insolente, agora o monstro a olhava com uma mistura de expectativa e medo.

–A s palavras que eu ouvi você dizendo. – Alicia abriu finalmente a garrafa com água benta e jogou em cima, fazendo o demônio gritar. – agora que me conte mais sobre “Asmodeus tem vários demônios trabalhando para ele”.

–O que você não entende é a política demoníaca. – falou o demônio, cuspindo restos de água beta – argh. Eu vou te dar uma colher de chá porque eu gosto de você. Asmodeus não está do lado do Inferno. Pare de interrogar demônios a respeito disso.

–Asmodeus é um demônio.

–Querida – disse, gargalhando – ele foi expulso do inferno. Ninguém lá quer saber dele. Azazel pode ter morrido e se fosse os tempos antigos, Asmodeus deveria ser o próximo na sucessão para levar a palavra de Lúcifer, mas não é isso que ele está acontecendo. Embora ele desejasse isso.

–Para quem não tem nada a ver com Asmodeus, até que você sabe bastante.

–Eu não tenho nada a ver com ele. – repetiu a demônio com convicção e Alicia sabia que ela estava mentindo.

–Então – Alicia resolveu entrar no jogo – por que Asmodeus não é o próximo na sucessão se Azazel morreu?

–Porque Azazel escolheu Sam Winchester. Você sabe tudo sobre Sam Winchester, claro. E há outro fator... Que você não está colaborando com ele e há aqueles que pensam que deveriam seguir você, e não Asmodeus. E ele também não contava com a volta de Lilith.

–Lilith. Fale mais sobre isso. Estou gostando que você é bem falante.

–Você já pensou que só estou te dizendo por que você precisa saber isso? Eu sou sua garota de recados. E o que você precisa saber agora é: pare de tentar matar Asmodeus e junte-se a ele, como tem que ser. É o único jeito de você sair viva disso. Corpo morto. Lembre-se disso.

–Não. E você está indo direto para o Inferno.

–Eu vou voltar rapidinho. – riu a demônio – pode me exorcizar. Sou importante demais para ficar por lá. Assim que você parar de ser tão teimosa, Asmodeus virá a seu encontro e você estará por dentro de todos planos. Enquanto isso, continuará no escuro.

Alicia a ignorou, começando as palavras do exorcismo. Não era o primeiro demônio que ela capturava que lhe dizia para se juntar a Asmodeus, mas foi o que deu mais detalhes da situação.

O pior é que ela estava capturando esses demônios com cada vez mais facilidade e maior frequência. Parecia que estavam sendo mandados.

Mandados para convencê-la a se juntar a Asmodeus.

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01 de outubro de 2007, Cicero, Indiana. 9 horas da noite.

Sam estava sentado em uma lanchonete à procura de casos. Dean tinha ido a um bar, mas naquela noite Sam preferia estar num lugar mais tranquilo, mesmo que o hambúrguer do local fosse horrível e eles não servissem outra coisa melhor. Ele sentia falta de Alicia. Simplesmente isso.

Ele se assustou quando alguém se sentou a sua frente. Novamente era Ruby.

–Você está me seguindo há alguns dias. – falou Sam. – na verdade, há pelo menos uma semana. O que você quer agora? Já disse que não quero contato com você até você realmente ser de alguma ajuda.

–Você é muito esperto. – ela sorriu e pegou uma das batatas fritas dele. – eu amo isso. Por que não está comendo?

Sam a ignorou, mas Ruby continuou comendo as batatas fritas.

–Quero te perguntar uma coisa há algum tempo – falou Sam, enquanto ela só mastigava – aquela faca que você tem, pode realmente matar demônios?

–Com certeza – ela respondeu –e é uma mão na roda quando você tem que salvar as damas em apuros.

–Onde você conseguiu isso?

–Por ai. – Ruby respondeu vagamente.

–Por que estava me seguindo?

–Você não pode não ligar para mim, mas eu estou interessada em você.

Sam suspirou, cada vez mais desconfortável. Ruby sempre vinha com aquela conversa. E sempre revelava muito pouco. Na verdade, a única informação realmente útil que ela tinha dado era sobre os selos do apocalipse.

–Por quê? – ele perguntou, já seguindo o roteiro da conversa que eles sempre tinham. E ela nunca falava nada.

–Porque você é alto. Eu amo homens altos. E tem toda essa coisa do anticristo.

–Anticristo?

–Você sabe, geração de crianças psíquicas, a competição dos Olhos Amarelos, que você por acaso ganhou.

–Como você sabe sobre tudo isso?

–Porque eu sou uma boa caçadora. Então, Azazel tinha grandes planos para você, Sam.

Tinha. – ressaltou Sam.

–Bem, o demônio está morto. Bom trabalho com isso. Não muda o fato que você é especial...

–Não. Aquelas coisas não estão acontecendo mais – respondeu Sam firmemente – não depois que Azazel morreu.

–Bem, eu acho que você ainda é uma grande aposta. Você sabe, depois de todos os negócios com sua mãe.

–O que sobre minha mãe?

–Você sabe, o que aconteceu com os amigos dela. – Ruby esperou a reação de Sam, que estava com a expressão cada vez mais confusa. – você não sabe. Então faça uma pesquisa e me ligue. Aliais, você sabe que tem um trabalho nessa cidade né?

O celular de Sam tocou, e Ruby aproveitou a distração dele para sumir dali.

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Um dia depois.

Sam tinha feito a pesquisa e tinha descoberto a verdade chocante que todos os parentes de Mary Winchester – os Campbells também o médico dela, entre outros amigos, tinham morrido nos últimos anos. Ele conseguia desconfiar muito bem do porque e isso o aterroriza, mas quem podia confirmar isso para ele era Ruby, a demônio que queria ajudar. Ajudar por quê? Sam sabia que devia exorcizar Ruby o mais rápido possível, ela era um demônio e não era confiável, mas ele não podia. Não quanto ela sabia tanta coisa sobre o que estava acontecendo e podia dar a ele respostas pelas quais ele procurou a vida toda. Se ao menos ela enrolasse menos. Sabia que não podia confiar nela, mas podia usá-la também e conseguir o que queria: respostas e salvar Dean.

Sam ligou para Ruby e ela não atendeu. Frustrado, ele se deitou na cama, pensando em tentar falar com Alicia – quando percebeu que tinha alguém dentro do quarto.

–Você me chamou. – disse Ruby. – o que descobriu?

–Todos os amigos da minha mãe... Estão mortos. Todos que conheceram ela, estão fora do mapa. Alguém teve um grande trabalho encobrindo os passos dela.

–Sim. Azazel. – falou Ruby, parecendo orgulhosa de si mesma. – estou aqui para te ajudar, Sam. Você precisa confiar em mim.

–Confiar em você? – Sam repetiu, incrédulo. – você é um demônio.

–Não seja tão racista.

–Comece falando, então. Todos esses assassinatos. O que o demônio estava tentando cobrir?

–Eu não sei.

–O que aconteceu com a minha mãe?

–Eu sinceramente não sei. Você é diferente mesmo entre as crianças psíquicas. Veja, isso não aconteceu nem com nenhuma delas. É tudo sobre você.

–O que tem em mim?

–Eu não sei, Sam. Parece que você sempre foi o preferido de Azazel por algum motivo. Escute, nem todos os demônios são iguais. Eu quero ajudar você. E eu ainda estou tentando salvar Dean. Você só precisa ter paciência.

–Eu já tive paciência por tempo demais, Ruby. Me diga o que está acontecendo!

Ruby suspirou.

–Certo, eu sei de uma coisa. Eu conheço outra pessoa que tem um pacto com Lilith. O pacto dela vence em alguns meses também, e ela está caçando Lilith. Vocês podem encontra-la e caçarem juntos.

–Ela é uma caçadora? – perguntou Sam, imediatamente desconfiado.

–Não. Ela é... Bem, vocês vão descobrir. O nome dela é Bela Talbot.

E desapareceu, deixando para Sam apenas um nome o qual pesquisar.

Notas finais
Tem trechos nesse capítulo baseados em 3x02 – The Kids are alright, e em 3x15 – Time is on my side. Se tudo der certo, essa é a minha última semana de aulas, e assim que eu entrar de férias, vou ter mais tempo para escrever e atualizar para vocês. Eu tenho muitas ideias de histórias novas, e eu espero que pelo menos duas saiam das ideias e sejam publicadas. Comentários?