Hell & Consequences

5 3x05 - Bulletproof Heart


Notas iniciais
Oi gente! Primeira coisa, desisto de fazer promessas de quando vou postar o capítulo, porque nunca dá certo, e dessa vez eu entrei para postar e o Nyah tava fora do ar, então a culpa nem foi minha. Eu estou terminado de escrever o capítulo 10, e a fic ta tomando alguns rumos inesperados. Eu AINDA não consegui decidir se eu vou colocar a Bella ou não e como exatamente vou fazer isso. Tem muitos prós e contras. Detalhe: eu gostava muito da Bella e fiquei triste por ela ter morrido. Como eu adoro promessas, aqui vai outra: assim que eu entrar de férias, prometo capítulos maiores. Faz tempo que eu quero aumentar de tamanho e isso não tem a ver com os acontecimentos, tem a ver com o desenvolvimento deles, e como meus minutos são contados, eu acabo desenvolvendo menos que eu gostaria.

Gravidade

Não significa muito para mim

Eu sou quem eu tenho que ser

Esses porcos estão atrás de mim, atrás de você

Fugir

Como se fosse ontem

E nós poderíamos fugir

Se pudéssemos fugir

Fugir daqui

Eu tenho um coração a prova de balas

Você tem um sorriso falso

My Chemical Romance

21 de junho, sete horas da noite. Auburn, Alabama. Quarto de motel.

Alicia estava deitada na cama, ouvindo (e cantando) My Chemical Romance. Ela ficou muito feliz que havia um aparelho de som no quarto, assim ela poderia ouvir seus cds em alto volume. Dean tinha saído para o bar mais próximo e Sam estava no banho.

“Another knife in my hands, a stain that never comes off the sheets, Clean me off, I’m so dirty BABE! The kind of dirty where the water never cleans off the clothes, I keep a book of the names and those, only go so far...”

De repente a música parou.

–EI! – ela gritou, se sentando. Sam tinha saído do banho e desligado. Dessa vez, por um milagre e infelizmente, ele tinha se lembrado de levar as roupas para o banheiro. – sabe, eu prefiro quando você esquece de levar a roupa para o banheiro. Dá muito menos trabalho depois.

–Allie, nós precisamos falar sério aqui. – disse Sam, se sentando na cama.

–Ok. Eu estou séria. – ela estava rindo – estou mesmo!

–Precisamos falar o que vamos fazer para salvar Dean. E sobre como vamos fazer para salvar você.

–Eu estou ótima. E eu sei como ser salva, só preciso encontrar Asmodeus. Estou investigando, em contato com Ash, procurando por sinais, qualquer coisa. Ele sumiu, Sam. E desde que voltei, eu estou me sentindo melhor.

–As marcas na sua pele estão cada vez piores. Você acha que eu não vejo isso?

–Ok, eu achava que homens não reparavam nesses detalhes. – Sam fechou a expressão ainda mais. – me desculpe, Sam. Mas eu percebi que eu... Cansei desse drama. Eu estou bem agora e pretendo continuar assim...

–O que? Até da próxima vez que você se sinta mal? E se você sentir mal e morrer?

–Sam, eu estou bem. Talvez eu esteja aprendendo a controlar meus poderes. Como as asas. Eu consegui chegar até você sem passar mal, não é mesmo?

–Mas o que mudou, Alicia? O que aconteceu? Por que eu sinto que você está escondendo alguma coisa de mim de novo?

Alicia ficou furiosa. Não era justo Sam desconfiar dela, embora ela entendesse que ele tivesse motivos.

–Eu disse a você. Eles me saudaram como rainha deles e pela primeira vez em semanas, eu me senti de fato melhor. É magia. É poder. Eu não sei explicar.

–É perigoso! Deus sabe quanto tempo vai demorar até acharmos Asmodeus. Nosso pai demorou vinte anos para encontrar Azazel!

–Eu sei que ele virá até mim, Sam. Eu posso sentir isso. Ele não pode me controlar, mas virá até mim porque eu sou a melhor chance que ele tem de vencer essa guerra. Eu vou derrotá-lo, usarei os pergaminhos para salvar minha vida. Eu ainda não tive tempo, mas vou começar uma pesquisa sobre esses pergaminhos. Você pode me ajudar. Por favor, Sam. Eu vou sobreviver a isso e vamos ficar bem juntos. Só precisamos resolver o problema do Dean.

Sam finalmente cedeu. Ele não era tão teimoso. Ele queria confiar e acreditar nesse futuro melhor que Alicia apresentava para ele, embora suas experiências anteriores não tivessem sido tão boas. Deveria haver alguma maneira de salvar Dean do inferno.

Aquela noite envolveu muita pesquisa, não sobre o caso, porque começariam a investigação pelo necrotério, mas sim de maneiras de salvar Dean da morte. Lendas antigas de diversas culturas, histórias sobre pactos e acordos feitos com demônios. Alicia estava ficando cada vez mais frustrada e ansiosa. Simplesmente não havia relatos de pessoas que sobreviveram a um encontro com cães do inferno. Claro, havia como se esconder, cercar o ambiente de sal ou outra coisa que impedisse os cães, mas Dean nunca poderia mais sair e enlouqueceria vivendo assim. Será que havia como matar cães do inferno?

Alicia acabou adormecendo em cima de um dos livros na mesa e Sam a carregou até a cama, olhando com carinho para ela. Então seu celular apitou. Alicia não acordou e Sam pegou o celular para ver a mensagem.

TAMBÉM ESTOU EM AUBURN. NÓS VEREMOS EM BREVE. – A GAROTA QUE SALVOU SUA VIDA.

Sam ficou olhando fixamente para a mensagem, tentado a responder alguma coisa, mas decidiu que era melhor não. Aquilo tudo era muito estranho e podia ser muito bem uma armadilha. Ao invés disso, deletou a mensagem.

–-

22 de junho, dez horas, hospital.

Disfarçados de agentes do FBI, Sam e Alicia foram até o hospital da cidade, conversar com a última vitima baleada e que ainda estava no hospital. Dean não tinha se juntado a eles porque estava de ressaca. Eles tinham conseguido o nome das quatro outras vítimas e logo entrariam em contato com elas. O hospital estava lotado e caótico, com uma grande quantidade de pessoas vestidas de branco e uniformes em tons de azul e verde circulando em todo o lugar, além dos pacientes e familiares. O quarto do paciente era o 517.

Era um moço de cabelos negros, olhos escuros e pele branca. Na identificação acima da cama, estava escrito: THOMAS M. DEVENS.

–Olá – se aproximou Sam – somos do FBI. Podemos conversar com você um pouco?

–Claro – sorriu ele para Alicia, mal olhando para Sam. – vocês devem ter tipo a minha idade, como conseguiram ser agentes?

–Uma mulher sempre fica feliz em ser chamada de jovem. – Alicia abriu um enorme sorriso, se aproximando da cama. – sabemos que ocorreu um fenômeno estranho com você, poderia nos contar o que aconteceu?

–Claro, vocês são tipo aquela série Fringe, que vai estreiar? Sobre Olivia, uma agente do FBI que investiga casos sem explicação?

–É... A série foi inspirada em nosso departamento. – enrolou Alicia prontamente, mesmo sem ter ideia do que ele falava – Olivia é baseada em mim. Pode nos contar então o que aconteceu?

–Uau – falou o garoto impressionado. Ele parecia bem mais novo do que Sam ou Alicia, mesmo alegando ter a mesma idade. – eu tentei reagir a um assalto. Eu sei, é uma idiotice, mas meu celular era novo e eu não estava a fim de perdê-lo. Então o homem atirou em mim, no coração e eu senti essa dor... E morri. Eu sei que morri, entendeu? Então eu ouvi esse som alto e horrível, como se milhões de pessoas estivessem arranhando uma lousa e eu estava vivo de novo, com a marca da bala em meu peito.

–Só isso? – perguntou Sam.

–Só isso.

Alicia e Sam se entreolharam. Aquilo era completamente bizarro. Eles ainda pediram por mais detalhes e pediram para ver a tal da marca no peito dele, que estava de fato lá. Ainda deram uma olhada nos resultados de exames de imagem dele e tudo indicava que ele tinha mesmo um buraco no seu coração.

Estávamos prontos para deixar o quarto, quando Thomas falou:

–E mais uma coisa. Me disseram que no lugar em que eu fui encontrado, havia vidro quebrado em todo lugar; não sobrou um copo inteiro.

–-

20 horas. Biblioteca municipal.

Depois que Dean finalmente ressuscitou para a vida, ele se juntou a Sam e Alicia para conversarem com as outras vitimas. Todos contaram uma história idêntica a de Thomas. Sem entender nada, os três finalmente tinham se rendido a biblioteca, tentando encontrar alguma pista. Gritos, vidros quebrados, aquilo não parecia com nada com que eles tinham lidado a vida toda. Dean já fazia cerca de meia hora que estava tentando acertar bolinhas de papel na lixeira mais próxima e nos últimos minutos Alicia tinha se juntando a ele e agora competiam. Sam ficou olhando para os dois.

–Desculpa, amor – falou Alicia – mas não dá. Eu não tenho a mínima ideia do que seja isso. Esse é o caso mais maluco que já investigamos. Lembra do Trickster?* Não poder ser ele novamente?

–Eu procurei sinais dele pela cidade. – respondeu Dean – isso não parece como ele. Parece alguém querendo ser...

–Cruel. – completou Alicia – é cruel acordar alguém de uma morte tão traumática.

Sam estava verificando o celular.

–Hm – ele disse – por que vocês dois não voltam pro motel e eu vou comprar alguma coisa para nós comermos?

–Você quer que eu vá com você? – perguntou Alicia, estranhando alguma coisa no comportamento de Sam, mas sem saber o que.

–Não. Vocês dois parecem cansados. Eu já encontro com vocês.

–Ok – respondeu Dean, franzindo a testa. – vamos, Allie. Sam tem razão, você parece cansada.

–-

Dean e Alicia voltaram com o Impala para o motel. Alicia encostou a cabeça na janela. Sam e Dean estavam certos, ela se sentia cada vez mais cansada. Eram ainda oito ou nove horas, mas parecia que ela tinha ficado acordada há dois dias. Ela bocejou. Estava realmente se sentindo esquisita e começou a ficar assustada, mas não queria preocupar Dean. Alguma coisa estava errada com ela, de novo. Ela sufocou um grito de ódio, que tinha substituído o medo. Por que as coisas não podiam ficar bem de novo? Por que ela não tinha esse direito de ser feliz?

–-

Então Alicia estava deitada na cama do quarto de motel, após ter vomitado muito – mesmo que seu estomago estivesse vazio. Tudo girava em volta dela e ela não conseguia manter os olhos abertos. E Dean estava ligando uma vez atrás da outra para Sam, ao mesmo tempo que tentava fazer de tudo para ajuda-la. Ao mesmo tempo que ela dizia que aquilo era normal, que já tinha acontecido antes, quando ela esteve fora, que ia passar. Mas ela sabia que ele estava preocupado.

Por que Sam não atendia o telefone?

Notas finais
Por que Sam não atende o telefone? Palpites, especulações, fofocas? Veremos no próximo capítulo! PS: esse casal precisa ter uma conversinha sobre a importância de atender o celular. Ah, sim, eu tenho noção que eu to atrasada em responder comentários, eu já perdi a contas de quantos faltam, mas é que eu quero responder com atenção. Hoje de tarde ou amanhã, espero! Desculpem!! Mas não desistam de comentar :D Sobre a season finale: ainda não tenho o que comentar porque não absorvi completamente. Ainda nem consegui decidir se eu gostei ou não da nona temporada. Confusa, só isso.