Hell & Consequences
4 3x04 – If we only die once
Notas iniciais
E eu tive A Semana dos Infernos
E sim, eu sei que você percebeu
Mas você é como uma rede no precipício
Se eu sair voando além do limite
Você sai voando também
E se nós apenas morremos uma vez
Eu quero morrer com
Você tem algo que eu preciso
Nesse mundo cheio de gente, tem uma me matando
E se nós apenas morremos uma vez,
Eu quero morrer com você.
Ontem à noite eu bebi muito
Chamaram isso de crise temporária
Com palavras quebradas tentei dizer
“Querida, não tenha medo,
Se não tivermos nada, temos a nós mesmos”.
One Republic
Sam se sentou no braço do sofá, puxando Alicia para entre seus braços. Ela sorriu para ele, tocando o rosto dele. Eles se beijaram apaixonadamente. Ele desceu os beijos para o pescoço dela, fazendo ela suspirar. Rapidamente, retirou a blusinha que ela usava, jogando-a no chão, seus beijos agora espalhados por todas as partes dos seios de Alicia. Ele começou a lutar contra o fecho do sutiã, não querendo parar de beijá-la.
–Eu senti sua falta – sussurrou ele. Alicia começou a desabotoar a camisa xadrez que ele usava, depois que a tirou, tirou a camiseta que ele usava por baixo, muito rapidamente. – por que não avisou que estava voltando?
Alicia o calou com um beijo e as perguntas sumiram novamente da mente de Sam. Ela tinha aparecido na porta da casa de Bobby e pulado nos braços de Sam. Felizmente Dean e Bobby estavam fora, atrás de mais demônios. Sam finalmente conseguiu tirar o sutiã dela, ele se afastou para retirá-lo completamente, beijando um dos seios dela enquanto apertava o outro com a mão. Ela o empurrou no sofá e caiu por cima dele, beijando todo o abdômen dele, até a borda da calça jeans. Ela abriu o botão e o zíper dele, e enquanto ele lutava para tirar a calça, ela tirou os sapatos dele.
Sam se sentou, ficando Alicia em seu colo, de costas para ele. Ele beijou a nunca dela, dando mordidinhas, suas mãos percorrendo todo o corpo dela. Alicia tirou os próprios sapatos e abriu sua calça, suspirando com o contato de Sam com sua pele. Novamente eles se deitaram, se beijando muito. Toda vez era gostoso, mas quando estavam com saudades era melhor ainda. Sam tirou a calça e a calcinha dela.
–-
Alicia deitou a cabeça no peito de Sam, ouvindo claramente os batimentos cardíacos e a respiração profunda dele. Era bom estar em casa novamente, mas só de pensar na enorme lista de perguntas que precisavam ser respondidas, ela ficava cansada.
Sam tocava as costas dela delicadamente, seus dedos subindo e descendo por todas aquelas linhas vermelhas. Quando ela partiu, eram pequenas, mas agora estavam muito maiores. Ele inspirou profundamente e soltou o ar.
–Então, o que aconteceu?
Alicia levantou a cabeça para olha-lo nos olhos.
–É complicado.
–E quando é que foi simples?
Alicia sorriu, sacudindo a cabeça.
–Você está certo. A questão é, Sam, que eu não avisei que eu estava voltando por que... Eu apenas desejei ver você e então eu estava aqui.
Sam franziu a testa, demorando a entender o que ela estava dizendo.
–Eu acho que estou ficando mais forte. – ela declarou. Mas não podia explicar o que tinha acontecido. Não podia explicar que tinha ficado mais forte porque todos aqueles demônios, criaturas, deuses e mestiços a saudaram como sua rainha. Rainha era uma loucura e ela não se atrevia a dizer isso em voz alta.
–Mas o que aconteceu para você ficar mais forte?
–Eu não sei. Eu encontrei Gleen.
–E?
–A morte de Azazel alterou a guerra e todos os planos. Inclusive os de... Asmodeus – ela se recusava a dizer “meu pai”. — então a situação agora é indefinida.
Alicia sabia que se escondesse de Sam alguma coisa, aquilo acabaria em brigas novamente, porque ela já tinha entendido que a verdade estava com a péssima mania de aparecer.
–A situação é indefinida – ela repetiu – e muitos estão apostando que eu sou a nova líder. Que eu sou um dos lados da guerra. Mas Gleen... Ele nunca diz as coisas direito.
Alicia fez um breve resumo do que tinha descoberto nos últimos tempos. Nada era claro. Muita coisa não fazia sentido. Sam ouvia com atenção, o ar preocupado.
–Mas você está melhor? – ele perguntou – se você está ficando mais forte e conseguiu vir da África até aqui, é um bom sinal, não é?
–Eu não sei. – ela respondeu – eu me sinto bem. Mas não sei o que está acontecendo comigo.
–Você disse que essas linhas são seu corpo se desfazendo, não é? – perguntou Sam. – elas estavam tão grandes assim da última vez que você viu? Eu quero dizer, estão ocupando suas costas inteiras.
Alicia pareceu extremamente surpresa, e imediatamente Sam soube a resposta. Toda vez que ela usava algum poder, um pouco a mais da vida era retirado dela. Uma expressão de desespero congelou em seu rosto.
–Ok – disse Sam – está tudo bem. Vamos ficar bem. E vamos encontrar a solução para isso. Só primeiro... Vamos sair daqui, antes que Dean e Bobby voltem. Eu não acho que Bobby ficaria feliz de descobrir o que fizemos no sofá dele.
–-
22 de junho de 2007, manhã. Poucas horas depois.
Enquanto Alicia tomava uma xícara de café, Sam estava fazendo panquecas. A mesa da cozinha de Bobby estava uma bagunça, cheia de jornais, livros e papelada. A cabeça dela doía. Ela desejava que pudesse passar algumas horas sem preocupações e demônios com Sam, mas aparentemente, isso não era permitido. As vezes ela só queria esquecer tudo, voltar na época que ela, Sam e Dean eram apenas três caçadores procurando vingança.
Dean. Ela era uma idiota mesmo.
–E como está Dean?
Alicia pode perceber que as costas de Sam ficaram tensas. Era só isso que ela podia ver dele, mas podia ter certeza que a expressão em seu rosto devia ter ficado igualmente tensa. Sam se virou para olhá-la e sua hipótese se confirmou.
–Você sabe como é Dean. Agora ele se alimenta exclusivamente de hambúrguer com bacon e cerveja e dorme com uma ou duas mulheres diferentes por noite.
–É, isso me parece muito como Dean, mas... E Jo?
–Fica olhando o celular o tempo todo esperando por notícias e quando tem, fica todo feliz. Mas finge que não está acontecendo nada.
–Eu queria saber exatamente o que rolou ou está rolando entre esses dois. – comentou Alicia. – mas Sam, o que eu queria saber de verdade é se você encontrou alguma coisa que possa, hm, mudar a situação dele.
Sam sabia que ela estava falando com todo o cuidado porque ela sabia o quanto Sam se sentia mal no fato que Dean ia para o inferno para salvá-lo. Alicia odiava como tudo aquilo tinha acontecido. Sam não podia morrer. Mas Dean também não.
–É, na verdade, eu tenho uma pista. – disse Sam. Ele levou as panquecas, finalmente prontas, até a mesa e se sentou em frente à Alicia, começando a contar tudo sobre o caso deles, os sete pecados capitais e “a garota que salvou sua vida”.
–O que você pensa que ela é? – perguntou Alicia, por fim. – uma caçadora também?
–Pode ser que seja. Afinal, ela tinha essa faca que matava demônios. Mas também, o jeito que ela sumiu ao final... Me faz pensar que ela seja alguma coisa a mais do que uma simples caçadora.
–Mas você acha que isso é real? Que ela é confiável? E se ela é confiável, para que tanto mistério?
–Eu não sei. Mas Allie, eu estou desesperado. E vou tentar encontra-la. Qualquer coisa que eu possa fazer para salvar Dean, vou tentar fazer.
–Sam – ela disse, preocupada – por favor não morra na tentativa. Eu preciso de você, ok?
O barulho da porta se abrindo revelou que Bobby e Dean tinham chegado.
–Estou sentido cheiro de panquecas, você acordou inspirado, Sammy? – Dean falou, irônico. Ao entrar na cozinha ele deu de cara com Alicia – você está de volta!
–É, eu estou de volta! – ela correu para abraçar Dean e também Bobby. – e bem!
Dean sorriu feliz e se sentou à mesa, se servindo de três panquecas de uma vez. Enquanto comiam, Alicia os atualizou do caso dela. O assunto era pesado, então ela falava como se estivessem discutindo um caso qualquer e não a vida dela. Estranho, mas a verdade é que ela queria aproveitar o pequeno momento em família. Se Dean realmente morresse...
Ela não completou o pensamento. Ao invés disso, ficou observando Sam, que tinha se desligado da conversa há algum tempo e lia um jornal de nome sensacionalista, que ele havia pego em cima da mesa.
–O que você está lendo? – perguntou Alicia.
–Achei uma noticia interessante, é recente, parece ser um possível caso.
–Esse jornal é cheio de notícias falsas – observou Alicia.
–É, mas eu me lembro de ter lido isso em algum outro lugar. Um minuto.
Ele saiu e segundos depois voltou, com o notebook já aberto numa página de pesquisas. Rapidamente ele digitou alguma coisa sobre o caso.
–Várias fontes confiáveis noticiaram. É sobre uma cidade no Alabama em que pessoas que levam tiros no coração voltaram à vida inexplicavelmente. Já foram cinco casos.
Bobby, Dean e Alicia ficaram muito surpresos. Sim, parecia muito com um caso, mas eles não tinham ideia de que tipo de criatura poderia estar fazendo isso.
–Então – disse Dean, se levantando – acho que temos um caso. Alabama, vamos lá.
–Mas nós vamos pegá-lo? – perguntou Sam.
–Hã... Sam. Teria algum motivo para não pegarmos esse caso? – perguntou Alicia.
–É, tem! – falou Sam, irritado, mas Alicia sabia que o problema não era ela. – o fato de nós estarmos em outro caso atualmente, não é, Dean?
–Eu não sou um caso. – respondeu Dean, simplesmente. – eu estou ok.
Sam se levantou num movimento rápido e foi falando cada vez mais alto, cada vez mais furioso.
–Você vai morrer, Dean, em menos de um ano se não fizermos alguma coisa, se não acharmos uma solução e você continua fingindo que está tudo bem! Por que eu sou o único que se importa com isso?
Alicia se levantou, contornando a mesa e correndo para abraça-lo.
–Sammy, de forma alguma você não é o único que se importa com isso. É claro que eu me importo. Dean sabe que é meu irmão tanto quanto é o seu. E nós vamos achar um jeito, ok? Nós sempre achamos um jeito para tudo, eu prometo. Mas não podemos esquecer que fomos nós que colocamos os demônios para fora e nós também precisamos consertar isso.
Fez se um momento de silencio tenso, os quatro se entreolhando, ninguém ousando a dizer qualquer coisa. Dean foi o primeiro se levantar.
–Eu estou indo para o Impala. – declarou, amargo e saiu batendo a porta.
Fale com o autor