Heartless

15 The three brothers of darkness


Notas iniciais
Essa capitulo significa - Os três irmãos da escuridão. Quero pedir desculpas pela demora, meus dias ficaram cada vez mais ocupados, mas os lindos comentarios me motivaram, por favor amados continuem assim, divulguem, comentem, recomendem, favoritem eu amo conversar com vocês, sinto meu trabalho relizado é assim realmente muito importante, quando não há comentarios me sinto uma fracassada e imagino assim que não é uma trsiteza só para mim mas também para qualquer autor. Por isso agradeço desde já a todos que comentam favoritam recomendam e que fazem sua parte que divulgam e tornam essa fic, o sucesso que é OBRIGADAAAA, O CAP BEM GRANDE PARA RECOMPENSAR ♥

Era completamente cabível com relação a nevasca que atingia a cidade de Tóquio, o inverno estava atingindo com tudo este ano, o manto branco e majestoso cobria prédios e casa cintilando junto com o fraquejado brilhar do sol, é o inverno não era para qualquer um. No alto do arranha-céu da rua noventa e seis, uma avenida que movimentava muitas economias no Japão, Uchiha Fugaku admirava a vista da sua sala de reuniões praticamente vazia, aquele prédio estava quase com os dias contados se não agisse rápido. Era deprimente distorcer seu corpo para trás e ter a única imagem do seu filho mais velho sentado, era melhor admirar a vista mesmo, ouve um tempo que essa sala era lotada de acionistas, secretários, negociantes, e que bons tempos eram, agora tudo que se enxergava era a fumaça que pairava no ar, vindo da xícara de café fumegante. De dentro do terno aquele homem de poder retirou minuciosamente o canivete, admirando o mesmo entre os dedos, virou para trás e caminhou até perto da mesa comprida com vinte lugares de carvalho puro e rustico, adorava o tradicional, via Itachi sentado com os cotovelos folgados sobre a mesma, admirando o a o globo terrestre que seu pai tinha, com curiosamente varias facas cravadas em diversos países, dedos enterrados nos fios de cabelos com uma expressão apavorada nos olhos, de maneira simplória apertou o cabo da faca simples e rapidamente enfincou a mesma em mais um país daquela replica do mundo.

A vitima foi a Sicília, na Italia.

Ele ajeitou o paletó e voltou a admirar a cidade de Tóquio

– Estamos em uma situação deplorável – afirmou Itachi com um sussurrou de sabedoria e um certo arrepio que percorria a sua espinha – quantas facas mais vamos colocar nesse globo?

– Deixe a facas meu filho – murmurou o pai com revolta e desapontamento – elas mostram nosso fracasso, cada empresa que cai é uma parte de mim que se machuca também.

– E o Senhor insiste que não devemos abandonar navio – ele respondeu se levantando – pai o dinheiro que temos guardado na Suíça é o suficiente para uma vida boa para o resto da vida, as investigações no Ministério Japonês nunca nos pegaram se sairmos do país o quanto antes nunca seremos pegos.

– Não diga absurdos! – rebateu com fúria para o jovem indignado – essa empresa esta na família a cento e oitenta e dois anos, não serei eu o homem a afunda-la, você acha que eu vou simplesmente jogar a minha honra no lixo?

– Já parou para pensar, que a qualquer momento os Hyuugas vão descobrir, eles vão descobrir o que fizemos, as noticias correm pai – ameaçou Itachi então recebendo um fuzilada tenebrosa do pai – você acha que eles vão permitir que a mais querida princesa dos Hyuugas se case com o filho de um corrupto?

– Itachi, meu filho, você pensa pequeno, Hiashi é um homem poderoso, mais poderoso que muitos Uchihas que poderá conhecer, eles aceitaram qualquer coisa para tirar o “Hyuuga” do nome de Hinata. A arvore geológica perfeita deles não tem espaço para ela.

– Você esta correndo muitos riscos pai, e esta colocando todos nós em risco, eu você a mamãe...

– Tudo que eu estou fazendo é por nós, por todos nós – ele afirmou com certeza absoluta um orgulho impenetrável que incomodava até o filho que era seu braço direito – eu sempre faço tudo por nossa família.

– Pai – gesticulou Itachi – esse nosso plano é cheio de incertezas, Hinata ter sei-lá um choque de realidade e não querer se casar mais, Hiashi pode desistir, Sasuke, ahhh Sasuke, ele é uma peça muito delicada, e pode ser jovem, pode até ter todo aquele pensamento de festeiro que quer aproveitar a vida, mas ele também é todo correto e ao mesmo tempo cheio de duvidas, é uma situação delicada.

– Então temos que colocar as peças ao nosso favor meu filho.

– O que quer dizer?

– Vamos armar um plano – disse com olhos brilhantes – você tem ir a Nova York, ficar bem distante, e cuidar bem para que Sasuke e Hinata não se separem, e, deixe que de Hiashi cuidarei eu.

– Qual é o sentido disso?

– Ah meu filho, acredite, ah todo sentido nisso, pessoas passam a vida manipulando umas as outras para se proteger, por que não nós?

– Mas...

– É a lei da sobrevivência Itachi – fechou os olhos ônix e ouviu aquele silencio que o deixava com razão, por fim finalizou – é manipular ou ser manipulado.

[...]

Era noite de uma simplória quinta-feira em Nova York aconchegante e cheia do calor da primavera e Hyuuga Hinata estava mais uma vez sozinha naquela casa exageradamente grande, e estupidamente confortável, sentada na varanda diante do jardim, tranquilamente mexendo em seu notbook, tentando evitar o tédio que insistia em circula-la, mas a internet depois de um tempo se torna enjoativo e você começa a desejar companhia. A melhor rede social ainda era uma mesa cercada de amigos, onde a conversa transbordava a medida que o tempo passasse. É Hinata estava sendo muito bem tratada em Nova York, por todos os amigos de Sasuke, e tinha mais amigos chegando, como Temari, ela queria muito conhecer todos, havia algo neles que era convidativo, e como queria que gostassem dela, estava se divertindo, nunca imaginou a vida tão longe de casa, mas depois do acidente tais relatos começaram a existir mais na sua vida. Porém, sua presença causava a tristeza de outra pessoa, e ela suspirava só de imaginar a dor que estava causando no coração de uma certa rosada, não é fácil esquecer quem se ama, e não é nada fácil vê-lo casar-se, e isso significa nunca mais tê-lo para si, não é nem um pouco fácil fingir ser amiga perfeita a querida que superou tudo, tal Hyuuga teve lá seus grandes amores, ela morou na Itália, terra do auge do romance, mas não tinha a menor ideia do que ela estava sentindo não era justo. O amor é o maior sentimento de todos, por que é por amor que vivemos e é por amor que existimos, por amor pessoas fazem tudo, e por isso ele deveria ser o sentimento mais bonito do mundo. Mas é mais que sentimento é aprendizado, então o amor também doí, por que ele também ensina.

Suspirou em meio a noite quente, o que deu uma preguiça enorme, não estava com nem um pouco pingo de sono, mas queria muito dormir, não tinha nada para fazer.

Apanhou o telefone celular e digitou o longo numero internacional.

Alô – disse a voz do outro lado da linha.

– Alburane Shino – ela disse após um suspiro profundo e longo – que bom ouvir sua voz.

Hinata! – sibilou com seriedade mas que ao mesmo tempo transparecia um grande alivio – ouvi dizer que você é Americana agora...

– Pois é meu amigo as noticias correm então.

– O Japão jamais esquece de você minha querida.

[...]

Quando Namikaze Naruto entrou em sua cobertura era provavelmente nove horas da noite, porém as nuvens vermelhas do céu denunciam o ar de que uma tempestade estava se aproximando, e parecia ser bem mais tarde do que realmente era, ele suspirou pesadamente. As luzes estavam apagadas encostou-se na porta de madeira do seu hall de entrada, e ficou um tanto pensativo, havia dias que eram realmente assim, havia dias que ele não conseguia evitar o turbilhão de pensamentos que o perseguia, sua vida por não saber quem era sempre fora muito perturbada. Sentia falta do padrinho, aquele velho rabugento e louco e do seu gato insuportável o qual era tão grudado, Zeus, morreu uns meses depois de seu padrinho, afinal ele não sabia viver sem o dono. Madrinha Tsunade também não viveria para sempre e ele provavelmente um dia partiria sem saber como sua vida começou, no fim das contas o que tinha mesmo era medo de ficar sozinho, foi assim que começou, sozinho, por mais que tivesse uma certa revolta numa mistura de ódio da própria família que jamais o procurou sempre teve curiosidade de saber os motivos. Por que eles não foram atrás? Sera que não gostavam dele? Sera que não tinha condições de cria-lo? Mas abandonar um adolescente de doze anos era tão estranho quanto qualquer outra coisa no mundo, e sua mente borbulhava confusa. Será que por acaso eles estavam vivos? Seus pais.

Era estranho esta pensando nisso, nunca fora preocupado com a sua historia.

Nunca teve interesse em procurar, mas se tivesse também não saberia por onde, nunca teve nenhuma pista sequer, mas estava cansado desses pensamentos que vinham em raros momentos, mas que ao mesmo tempo perturbavam de certo forma, e também não podia negar nem a sim mesmo, estava cansado de não saber e de não ter respostas para todos os seus porquês, mas nada, podia ser feito, nada que ele soubesse pelo menos podia ser feito. Sua historia não tinha começo, ele não sabia o que fazer para procurar o começo, seus padrinhos procuraram, tudo antes dos seus doze anos de vida, jamais existiu.

Balançou a cabeça se livrando daquilo.

Acendeu as luzes, tendo a visão da sua cobertura incrivelmente exuberante, mais luxuosa não existia. A primeira coisa que os olhos azuis miraram assim que puderam ter visão de tudo, foi as duas secretarias eletrônicas de frente pro espelho, uma comum, e outra com senha que alias tinha vinte e sete mensagens, suspirou mais uma vez e se recusou a ouvir, ele não precisava de mais problemas de trabalho.

– Naruto – o sibilar do seu nome daquela voz tão firme e ao mesmo tempo tão sedutora fez um friagem percorrer a coluna coisa que geralmente não tinha, mas era tão obvio quem poderia ser, só havia uma mulher com tal poder.

Girou seu corpo para trás tendo visão do bar na copa de sua cobertura naquele prédio tão alto, e lá estava ela, de vestido tubo em vermelho sangue, os cabelos ondulados caramelizados jogamos para o mesmo lado, a maquiagem tão exagerada e ao mesmo tempo que a deixava tão bela, sentada no bando encostada na bancada do bar com aqueles sapatos ponta fina pretos.

– Stella – ele disse franzindo o cenho, até caminhar o corpo rígido em sua direção, vendo ela fazer um cara mimada enquanto se aproximava.

– Você sumiu Uzumaki – ela murmurou com volúpia – eu estava sentindo sua falta, perdeu seu celular ou não quer mais atender minhas ligações?

– Eu perdi, num riacho – ele zombou com um sorriso – sabe como é o rio Hutson, turvo e tudo mais, caiu e não encontrei mais.

– Engraçadinho – ela respondeu.

– Como entrou aqui? – disse com o tom ríspido. Stella era uma mulher que nenhum homem gostaria de conhecer, que alias que um homem como ele não gostaria nem um pouco de conhecer, Stella Cultisenky era o tipo de mulher que perseguia, de um jeito que não parava, Naruto achava que tinha se livrado dela, e não estava feliz que ela tivesse retornado, embora ela nunca causasse problemas a sua vida, ela o irritava.

– Sabe que eu tenho meus meios – ela respondeu saliente.

– Então agora, por favor saia – ele rebateu.

– Mas meu amor, eu estou sentindo a sua falta, por que você quer que eu saia?

– Stella você tem mais sorte que muitas mulheres – se vangloriou com astucia – a maioria não consegue me ver nunca mais mesmo que me encontre em alguma rede social, mas você, você descobriu mais da minha vida, e sozinha.

– Eu quero descobrir mais...

– E eu quero que você saia por que eu vou sair – ele foi simples e direito do modo que sempre gostava de ser do modo que realmente era, ela ainda ficou olhando confusa como se não tivesse entendido tal expressão – Stella eu sou um homem ocupado, muito ocupado, minha querida, eu não tenho tempo agora.

– Mas... – ela mensurou as palavras pensativa, mas seus olhos o gesticulavam com certeza, tentando entende-lo – você acabou de chegar em casa meu amor.

– Eu sei, e eu já irei sair... – começa a então perder a paciência.

– Esta mentindo para mim! – ela disse estupidamente, mas Naruto não se importava desde que fizesse ela ir embora da sua casa – sabe Uzumaki eu não lhe entendo, hora você é gentil, hora você é grosso, eu te observo eu vejo nos seus olhos o quanto é generoso e carinhoso tem dias que você é assim, mas tem momentos, muitos momentos quase sempre que você vive nessa reserva resumida a seriedade e ao egocentrismo, você é silencioso e bravo e tão prepotente, você muda muito de personalidade, talvez seja por isso que nunca tenha conseguido amar ninguém.

Uzumaki Naruto sabia muito se confundir com o seu jeito, mas mudança repleta de personalidade com certeza quem tinha era ela, que não sabia bem se era astuta ou dramática, seus olhos marejados de lagrimas por uma expulsão tão delicada também mostrava a fúria que sentia, ah ela dava muito trabalho, assim era Stella, como uma locomotiva em fúria apanhou a bolsa comprida em retângulo dourada cintilante e saiu bufante, até encontrar o elevador. Era sempre a mesma coisa, e logo era voltaria ela sempre voltava, mas era inofensiva só gostava de mostrar que estava ali, que estava vendo, de longe de perto, e que não iria embora, ela era um carma na sua alma.

Suspirou pesadamente e ao mesmo tempo aliviado assim que ouviu o som delicado do elevador anunciando a partida dela, finalmente.

Andou um pouco pelo apartamento até se jogar no sofá retrátil de couro branco deixando seu corpo ser engolido pelas enormes almofadas, e bem no meio das mesmas, retirou o caderninho preto escondido, simplório e quase despercebido, sempre o escondia ali, era sua agenda favorita particular, abriu e começou a folear, os números sem fim de mulheres e mais mulheres que poderia ligar, era toda organizada, o nomes de caneta preta eram as mais queridas, a de azul as malucas e era ali mesmo que estava o nome de Stella, as vermelho eram as que ele mais gostava, eram as melhores e por isso mereciam ser bem pagas.

Enquanto os olhos azuis tentavam escolher um nome, sua mente tentava memorizar o fato de ligar para um de seus “assessores” mandar eles reforçarem a segurança, pessoas como Stella não podiam ficar circulando sua vida, ninguém além dos amigos mais próximo, e da sua própria organização sabia do seu passado, e ele nem queria mesmo que soubesse, era algo muito particular, e de extrema importância para a sua própria segurança, o serviço que tinha não era para qualquer pessoa.

Seu celular tocou.

O nome Uchiha Sasuke apareceu a tela, o que fez o loiro ter vontade de pular da janela.

Ele atendeu.

– Acho bom ser realmente importante dessa vez – murmurou Naruto logo de cara.

Para de reclamar, eu já fiz o triplo de favores para você seu loiro ingrato – algumas fortes amizades dispensavam até o mais importante “Olá”, e Sasuke não estava errado ele realmente fez muito mais favores para Naruto do que o loiro estava fazendo para ele agora.

– O que você quer cretino? – perguntou com voz grossa e bufante.

O Broklyn esta alagado, esta chovendo e trovejando aqui, não vai demorar muito para essa chuva chegar do seu lado da cidade – gesticulou o Uchiha.

– O que você esta fazendo no Broklyn?

Não interessa, esquece o Broklyn, só tem saber que tem uma enxurrada aqui, não consigo sair – ele fez uma pausa e continuou – Hinata esta sozinha em casa, quebra essa...

– Sou mais noivo dela do que você já, babaca.

Cala boca Naruto, só faz o que eu estou pedindo, se tiver um blecaute, ela tem medo de escuro, de preferencia eu não quero que ela note a minha ausência...

– Ah, seu é esse seu desejo eu tenho que pintar meu cabelo de preto fazer uma chapinha e fingir que sou você.

Engraçadinho, vou considerar isso um “Sim” – e antes que ele pudesse protestar ou argumentar qualquer coisa o moreno desligou, conhecia Naruto muito bem, ele podia ser o maior arrogante da face da Terra, mas acima de tudo ele sabia ser um bom amigo, ele sabia ser um grande bom excelente amigo.

[...]

Ainda entediada Hyuuga Hinata encontrava-se na mesma posição, sentada na mesa da varanda vendo o show de relâmpagos cobrirem o céu escuro, realmente o tempo sabia mudar constantemente, e como mudava rápido, o que parecia uma noite quente a qualquer momento se tornara uma tempestade, muito semelhante a vida.

Falou com um velho amigo dos tempos de escola, Alburame Shino, não havia esquecido a sua existência no fim das contas, e ela estava muito feliz por saber disso, conversou com ele por vários minutos, e ficou feliz e que ele sua namorada aceitaram ser seus padrinhos de casamento, Sasuke havia escolhido três, então ela precisava de mais dois casais, embora não estivesse nem um pouco animada tinha que correr atrás disso também. Poucos amigos restaram em Tóquio desde o acidente, boatos fizeram com que as pessoas se afastassem de Hinata precisamente, porém como os grandes ditados da vida os bons permaneciam, Shino era o rapaz que estudava consigo desde quarta ou quinta série, menino sério meio fechado mas incrivelmente amigável com qualquer um que se aproximasse, a família Alburame era simplesmente dona de um dos maiores centros científicos do Japão, responsável pela proteção, estudo, e descoberta de centenas de espécies, de animais, insetos e peixes, por isso hoje Shino não estava mais em Tóquio, ele estava no litoral, na província de Okayama, exercendo aquilo que mais ama, ele tinha sorte no fim das contas, diferente de Hinata que não tinha a menor do que seria do seu futuro, tudo podia acontecer com ela.

Seria nostálgico, já fazia um tempo que não via o amigo, e com toda essa história de casamento, ela tinha que se programar para ir a Tóquio.

Os pensamentos sem perderam em muitas coisas em meio a chuva que se aproxima, os barulhos de trovões até que não causavam medo enquanto inundavam seus ouvidos, mas ela não gostava de ficar sozinha, a deixava muito pensativa, durante muito tempo tem sido sozinha, e a solidão parecia que não iria embora.

Enquanto se ajeitava na cadeira sofá pensava em o que comer, um segundo trovão emergiu na atmosfera, como um choque de planetas causando um estrondo altíssimo que a fez se encolher automaticamente de susto, os pingos de chuva já viriam acompanhados de uma longa tempestade.

– Parece que eu cheguei em boa hora – a voz volúpia a surpreendeu, e o girar da cabeça lá estava ele, loiro alto e rígido, com expressão seria e um olhar tranquilo, capaz de levava para as profundezas oceânicas que existiam em seu perfeito olhos. Uzumaki Naruto mirava as pupilas em Hinata encostada de maneira linda no batente da porta de vidro da varanda.

– O-o que você esta fazendo aqui? – amaldiçoou a própria voz por gaguejar, e assim com passos sossegados os loiro custou a se aproximar.

– Quando tem grandes tempestades, a terra do jardim entope a calha nos corredores, e bem o jardim fica inundado – ele gesticulou, colocou os dois sacos grandes de papel que tinha nas mãos encima da mesa de centro, e se jogou no sofá que ficava paralelo a mesa redonda a qual Hinata estava – é bonito, eu gosto.

– O que é isso?

– Eu imaginei que estivesse com fome – ele respondeu com um sorriso galanteador e em seguida suspirou – Sasuke teve um probleminha mecânico...

– Ele não volta hoje não é? – ela disse a pergunta desapontada.

– Olha não pense que ele não se importa, por que ele se importa – tentou ser gentil, se tinha algo o qual Naruto não era bom, era em fazer as pessoas se sentirem melhores, ele era muito sincero muito grosso – ele mandou eu vim aqui por que estava preocupado com a tempestade, não queria que você ficasse sozinha.

A chuva começara a cair.

– Ele não se importa comigo, ele se importa com o que eu penso – ela afirmou.

– Ele sabe que você já fez muito por ele, e agora ele quer fazer tudo por você, e não quer que você pense que ele não se importe – Naruto retrucou a deixando um tanto sem palavras – por isso ele fica me mandando para cá, é a maneira dele de se manter distante e perto ao mesmo tempo.

– (...)

– Ele me contou – jogou na lata o loiro então – Sasuke é meu melhor amigo, e a única pessoa no mundo que eu confio, e provavelmente eu seja o mesmo para ele, ele me contou sobre a farsa, o casamento e acordo entre vocês, tudo...

– Ah... ele te contou – ela disse então se sentindo mal informada, porém nada surpresa, era apenas uma questão de tempo – ele não disse que te contou.

– Eu já deveria ter imaginado não é – ele ousou, se referido sobre os fatos ocorridos com pitadas venenosas – que você não o amava.

– O que você trouxe para comer? – ela mudou de assunto com um gargalho, e um olhar de quem que não queria de forma alguma tocar no assunto, Naruto não achou ruim, era da natureza humana não querer compartilhar segredos. Hinata se levantou, sentando na poltrona confortável ao lado de sofá onde estava Naruto, cruzou as pernas entre os fios desfiados do shorts jeans e ficou ali esperando ele responder, realmente ela queria matar o assunto mesmo.

– Comida mexicana e rosquinhas, com cobertura de morando e doce de leite – ele respondeu então, com um sorriso cínico.

– Humm, parece bom.

[...]

Era começo de inverno no Japão e por isso ainda existiam algumas cidades litorâneas que não nevavam, apenas quando o inverno chegava ao ápice os flocos brancos caiam em certas cidades. Konoha era uma delas, uma das poucas que ainda podia desfrutar do sol quente e tranquilo.

Namikaze Kushina, havia acabado de adentrar em sua residência, com um pacote de papel enorme que continha as compras do mercado, ela colocara o saco na mesa, ela havia caminhado bastante, tirou o chapéu creme e delicado e perdeu o cabelos longos de vermelhos num coque perfeito com o elástico preso no pulso, no bolsa lateral da jardineira a qual trajava seu macacão preferido jeans azul claro retirou a nota fiscal, ela sentou-se na simplória cadeira de madeira branca com almofada florida, e viu o preço. Abaixou a cabeça com a mão na testa e custou a suspirar, apenas naquela manhã já havia recebido telefonemas do Banco Central de Konoha, eles estavam começando a fazer movimentações com relacionado aos patrimônios de Kushina, a floricultura e casa, tudo que ela tinha, a herança que já não era muito continuava intacta foi algo deixado por Minato. A ruiva ela uma mulher que sabia viver bem, Kushina, nunca fora rica, cresceu em uma feira de verduras ajudando a sua família, com muito esforço e muito custou conseguiu estudar em um bom colégio, conheceu Minato Namikaze por acaso, rico e prodígio, um homem bem de vida e que lhe deu tudo, e muito mais importante que o dinheiro, deu amor, deu atenção, deu carinho, compartilharam juntos a vida, e tiveram frutos que foram seus filhos, quando o marido morreu as dividas deixadas cresceram, dividas da empresa a maioria dos salários dos empregados que por causa da falência nunca foram pagos, com os anos juros cresceu e as dividas mais ainda, Kushina penhorou todos os bens possíveis, a mansão, os carros, a casa de campo, a casa no litoral, a própria empresa, e o prédio comercial que tinha em Tóquio, tudo que restou fora a floricultura e a casa que atualmente vivia, que nem de longe era tão luxuosa quanto a antiga, mas era arejada, grande, confortável, muito confortável, era uma casa fofa, mas parecia que ela perderia isso também, Memma ainda estava construindo um futuro e ele tinha tudo para se tornar tão grandioso quanto o pai, ela não queria tocar no dinheiro mandado por Tsunade, era um a questão de orgulho de honra.

Amaçou o papel com tristeza e jogou no lixo, não queria que o filho soubesse.

Mal tinha vontade de guardar as mercadorias, já começara a fazer economias, e mais coisas que Memma adorava e precisava estavam faltando, tudo estava faltando, e se Minato estivesse vivo, com certeza não estariam nessa situação, pensou no quanto ele fazia falta, no quanto eles faziam falta, ela não sabia o que fazer, estava ficando cada vez mais difícil viver, ela não podia se deixar abater Memma, precisa de alguém, ele não poderia ficar sozinho, ele tinha tantas esperanças, tantos sonhos, tantas forças de vontades.

Passou as mãos no rosto, até ouvir o barulho de passos na varanda.

– Tadaima! – pronunciou sua chegada, retirando os sapatos na entrada da casa e colocando as pantufas acinzentadas – ah, oi mãe.

– Oi querido – ela respondeu com um sorriso singelo – eu comprei alguma coisas, caso esteja com fome.

– Não, agora eu comi na faculdade – as vezes vê-la sorrindo era quase um vitória, embora Kushina sempre apresentasse um felicidade estampada não rosto, não era sempre que transparecia com tamanha sinceridade.

– Que tal se eu fizer um bolo de morango para você? – ela perguntou animada – é seu preferido.

– Mãe eu não quero te dar trabalho...

– Cala a boca menino! – disse em tom brincalhão e espontâneo que apenas ela tinha – aproveita que hoje eu estou afim de cozinhar ein, não é sempre.

– Adoro quando você fica brava – ele disse com um gargalho a seguindo até a cozinha.

– Não me provoque Memma! – ela respondeu.

– Ah Adivinha com quem eu falei hoje? – começou então o que parecia interessante – Jade...

– Ah Meu Deus, você não consegue esquece-la mesmo não é meu filho, ela esta do outro lado do mundo Memma, por favor, eu não quero você triste por causa de um amor.

– Mãe, da para parar de ser tão...”mãe” – mais rápido que a velocidade da luz, ele tomou um peteleco forte na testa.

– Não é assim que se responde quem se preocupa com você, moleque.

– Ta, ta, ta, ta – ele se rendeu indignado – deixa eu terminar, ela me mandou um e-mail, disse que a faculdade é ótima, a revista a qual ela trabalha é maravilhosa, e ela cobriu a primeira reportagem sobre as eleições, ela vai me mandar um exemplar da revista que vai sair mês que vem, para eu ver o trabalho dela, é uma revista muito famosa sabe, nos Estados Unidos e na Europa.

– Serio? Que legal.

– Na verdade, ela me contou que era para revista ter ficado pronta essa semana, mas parece que um dos repórteres esta cobrindo um noivado muito importante que vai acontecer essa semana, assim que terminar ela vai me mandar, ver ela crescer profissionalmente deve ser interessante ela sonhou tudo com isso – pensou naquela moleca que era tão apaixonado, os cabelos marrons claros curtos e ondulados, na combinação divina dos olhos puxados e azuis, sua pele era corada e nada branquela muito bronzeada, tão espontânea, tão maluca, tão palhaça, tão sentimento, tão... incrível, era sempre assim que se lembrava da amada Jade Bushá, Publicidade era sua vida, sonhou com isso contando dia após dias, aprendendo a gostar dos infinitos que não pareciam ter fim. E mesmo que o coração longe estive apertado, aflito, dolorido, e confuso, Memma ainda torcia dia após dia pela felicidade dela, ela merecia como merecia.

– Ela vai fazer muito sucesso Memma, é uma garota de futuro – Kushina disse confiante.

– Eu sei – ele respondeu galanteador – eu também sou mãe – respondeu confiante, e tornou a dizer – eu também sou.

[...]

De volta a Nova York, Hyuuga Hinata sentava-se bem de frente para o loiro galanteador, no sofá na varanda da mansão Uchiha de Sasuke, ela lambuzava os próprios lábios de maneira engraçada enquanto comia sua rosquinha caramelizada, enquanto Naruto, custava a observar com tranquilidade. A chuva caia e o jardim estava realmente inundado, da maneira que disse que ficaria, com o reflexo da vermelhidão das nuvens tinha-se uma imagem bonita da agua, e ela até se esqueceu do relâmpagos e trovoes que custaram a assusta-la.

O Uzumaki sorriu.

Ela o encarou de maneira duvidosa.

– O que foi? – ele disse serio e ríspido, trancando o dentes boca a dentro – ela cobertura por toda a sua boca.

– Essa rosquinha é maravilhosa – ela disse se limpando com o guardanapo – completamente maravilhosa, estou no céu.

– É a melhor rosquinha da cidade – ele afirmou.

– Ah com certeza é mesmo, melhor do que isso impossível.

O toque típico do I phone, ecoou no meio da conversa, Hinata estava recebendo uma ligação, ela suspirou preguiçosamente e esticou o pescoço numa tentativa de enxergar a bina, encima da mesa ao lado do notebook.

Hyuuga Neji.

Bastou para que a jovem saltasse no sofá e voasse com rapidez para atender o telefone em desespero, ligações de família sempre a deixavam assim anciosa.

Atendeu.

– Alô, Neji! – ela disse empolgada, com mil tons de duvidas que saiam da sua garganta, Naruto olhava aquela cena, dela andando de um lado para o outro esperando que voz do irmão, simplesmente respondesse, era provável que nem ela notasse, e era ridículo como os próprios Hyuugas não notavam, sentia saudades de casa.

Só queria te avisar que dentro de quatro dias vamos embarcar – disse diretamente do outro lado do telefone – espero que esteja tudo certo por ai...

– Esta tudo bem, você veem com o avião da empresa? – ela perguntara por que geralmente companhias aeras faziam escalas em pelo menos quatro países, e a viagem se tornava mais longa e cansativa.

– Sim, e era só isso – um silencio mortífero percorreu a linha, Hinata pode sentir sua frieza a quilômetros de distancia, Neji era uma rapaz muito dividido, amava muito sua irmã e queria mais do que tudo que ela fosse perdoada, mas ele também honrava a família, seu patriarca que era seu pai, os Hyuugas, mesmo assim seu lado bondoso que também sentia falta dela não se segurava – você esta bem?

– Estou – respondeu com um nó na garganta.

– Que bom, eu tenho que desligar, estou muito ocupado.

E assim, sem nenhuma educação e consideração, o telefone simplesmente ficou mudo, e como já fazia a sete anos, fingiu não se importar, com o tempo aprendeu a se acostumar com o jeito que sempre a trataram. Já fazia um tempo que não se sentia mais como uma Hyuuga e sim como uma estranha, sim era o que realmente era uma estranha, por que nem uma conversa com o irmão que não via dois meses ela não conseguia ter direito, e tinha medo só de pensar o que poderia acontecer quando todos eles chegassem. Os encontros com sua mãe nunca eram nada agradáveis.

Uzumaki Naruto começou então, a prestar mais atenção, o jeito o qual encarava o aparelho de telefone, esperando que por algum milagre, talvez ele retornasse e dissesse coisas que realmente quisesse ouvir.

Era uma garota tão diferente, tão delicada e ao mesmo tempo tão astuta, nunca conheceu uma assim, e adorou isso nela. Ela não merecia nada do que estava vivendo.

– Não fique chateada, Hinata – ele murmurou com insolência mesmo sem saber o que conversaram – vai ficar tudo bem sabe...

– Sabe – ela começara a gesticular voltando-se a sentar no sofá – eu vou me casar, eu vou me casar, e vai se iniciar uma nova fase da minha vida, estou sendo obrigada a adquirir responsabilidades.

– Não quer adquirir responsabilidades? – ele perguntou curioso – muitos chamam isso de crescer na vida...

– Não gosto da maneira como isso esta acontecendo – ela disse de cabeça baixa – parece que estou sendo desmembrada do Hyuugas para sempre, é um pedaço do meu coração que esta sendo arrancado, eu sei que eu errei...

Ela fez uma longa pausa deixando seus olhos brilharem, e até o céu voltou a trovoar.

– Eu só queria pedir desculpas – continuou Hinata então, com um mero sussurro, juntou os joelhos e abraçou os mesmo se encolhendo inteira – desculpa, você não precisa ouvir isso, na verdade você nem deveria estar aqui, estou apenas tomando seu tempo.

– Acho esse casamento vai ser bom – murmurou o loiro então com um tom surpreendente – se os Hyuugas estiverem mesmo com a intenção de se livrarem de você, bom, eles vão perder a maior joia preciosa da família.

Seus olhos azuis profundos a encaram de maneira singela, como quem dizia, que entendia, fora uma frase tão estranha dita de uma maneira tão bonita, que ela nem sequer teve palavras para responder, pensamentos travaram na sua garganta.

– Hinata – de repente a maneira como falava o seu nome também começou a arrepia-la – não é você que não merece eles, e eles que não merecem você. Não fazem ideia do quão incrível você é...

– E você faz?! – disse apressadamente confusa.

– Eu vejo uma garota, bonita, educada, refinada, com classe e delicada – disse com certeza com um sorriso de canto e tinha certeza que seduzia muitas – mas uma garota forte, guerreira, que tem um problema um trauma uma cicatriz e mesmo assim não deixa nada abala-la, ela esta sempre sorrindo, apesar de tudo ela esta sempre sorrindo. Poucas pessoas são assim...

– O quer dizer?

– Eu quero dizer que isso é lindo – se entusiasmou então – e você esta ouvindo isso do cara mais ignorante do mundo, mas é lindo, o jeito como você vive, a maneira como enxerga a vida, sempre tentando melhorar, tentando recomeçar, mudando, inovando, mas você não faz isso para ninguém você faz isso para você. Você passa por cima de qualquer coisa isso na maneira como fala da sua família, eles te exilaram e você os ama e tem esperança.

Ele fez uma pausa medonha o que a deixou com uma visão embaçada de tão transtornada, ele tinha toda uma concepção formada de quem ela era e com poucos dias de convivência.

– Sacrificou muita coisa para se afastar da sua irmã – voltou a dizer o loiro novamente – e vai sacrificar ainda mais coisa para ajudar um amigo. Você é dona de um coração incrivelmente grande.

– Não sei o que dizer...

– Eu gosto de pessoas como você – ele finalizou – pessoas boas.

Pela primeira vez em longos sete anos, se sentiu entendida, ninguém nunca se importou com seus sentimentos, nem ela mesma. O que aconteceu com Hanabi chocou demais a todos para se importarem com ela, até mesmo ela própria.

Mas Naruto, com aqueles olhos que levavam ao mar perfeito e aquele jeito de analisar as pessoas percebeu, a entendeu de cima a baixo, e naquele instante, naquele único instante pela primeira vez, não se sentiu mais sozinha.

Continuaram a se encarar e a Hyuuga por um instante percebeu o quanto estava hipnotizada, o Uzumaki se tornou de minuto em minuto muito acolhedor, e ela havia acabado de conhece-lo, o mundo traz reviravoltas estranhas. Em toda a sua vida mesmo que sempre estivesse cercada de gente, sempre se sentiu sozinha, mas agora ele havia acabado de quebrar isso, existia alguém que a entendia, e ainda que valorizava o que ela sentia, valorizava apesar de tudo quem ela era.

– Obrigada – afirmou com lagrimas nos olhos – de verdade.

Uma forte atração fez o sangue dela borbulhar de cima para baixo sem parar, parecia que circulação havia ficado mais rápida, e ela não quis se segurar. Inclinou-se rapidamente, jogando o corpo para o lado e sentando-se de frente para ele, agarrou as mãos pequenas em sua cabeça enterrando os dedos no meio dos fios dourados bagunçados.

O beijou.

E dessa vez não fora como brincadeira, havia desejo, havia fervura, havia vontade.

– Hina... – ele tentou dizer entre línguas que dançavam de maneira formidável.

– Você já sabe a verdade – ela disse firme e em seguida sussurrou – não resista.

Ela era tão linda, ela tinha um corpo tão lindo, ela tinha um papo tão bom, e um jeito tão incrível de ser, sua mente parou de raciocinar naquele minuto, justo ele que jamais tinha passado por isso.

Ele não quis resistir, ele era safado demais para resistir.

Subiu as mãos pela costa firme dela, até chegar na nuca, e então foi a vez dele a beijar.

Era errado, era incrédulo, era diferente, era perigoso. Havia vontade, de ambas as partes.

[...]

Neji Hyuuga estava no escritório da mansão Hyuuga, havia acabado de desligar o telefone, estava a dias com vontade de falar com Hinata, e mesmo que tenha sido rápido, gostou de ouvir a voz dela de saber que estava bem.

Eram quase dez horas da manhã, embora tivesse muitas coisas para fazer na empresa, ninguém jamais lhe cobrou horários, tanto que na maioria das vezes sempre chegava a tarde. Porém naquele exclusivo dia, acordou mais cedo, teve vontade de acordar mais cedo, deixou as portas duplas da sacada do seu quartos abertas, nessa manhã sentiu o sol chegar em casa, e fritar a sua pele.

Aberto na mesa estava o livro mais querido em toda da família Hyuuga, o mais antigo e que vivia na casa de todos os patriarcas, passando de herdeiro para herdeiro. Grandes historias de todos os membros da família Hyuuga estavam ali, escritos por mãos minuciosas e bem lembradas. Haveria um dia, que aquele livro iria para sua casa, ele mesmo teria que escrever sobre aqueles que viviam ao seu lado, seus primos, tios, sobre seus avós, sobre Hanabi e Hinata, era uma tradição muito bonita e ao mesmo tempo diferente, era um costume de linhagens antigas da Inglaterra, e os Hyuugas adotaram tal forma com carinho, ficava nervoso por imaginar o seu futuro.

As portas duplas e brancas de carvalho puro foram se abrindo vagarosamente, e um visita que não o deixava nenhum pouco surpreso havia acabado de encontra-lo, pelo visto pela primeira vez em anos Hiashi Hyuuga não acordou cedo e saiu correndo para o empresa, ele ainda estava com um calça cinza de seda e roupão xadrez, bem colocado em seu corpo rígido, até os longos cabelos castanhos estavam presos, com uma expressão tranquila.

– Ahh, estudando as grandes façanhas da família Hyuuga – comentou Hiashi orgulhoso, se aproximando da larga de carvalho exagerado do escritório.

– Pai – chamou analisando o conteúdo – quem foi Hyuuga Hororo?

Não respondeu diretamente, atrás mesa na grande estante embutida na parede, mais do que clássicos de literatura e historia eram guardados, na quarta prateleira o Hiashi apanhou o livro grosso e bege, com palavras em latim escritas em dourado. Jogou o mesmo brutalmente encima da mesa, para que Neji enxergasse bem, abriu na vigésima primeira pagina.

Era a foto de uma mulher, que quando tirada deveria ter a idade da sua mãe, ela tinha os olhos perolados de qualquer Hyuuga, e os cabelos platinados em branco que chegavam ser lilás nas raízes, um sorriso tão puro e tão lindo que parecia que conhecia, parecia o sorriso da Hina.

– Hyuuga Hororo – gesticulou Hiashi como se ela fosse uma soberana, seus olhos brilhavam de vê-la, mesmo que ele sequer a conheceu – ela deve ser a avó de minha avó. Em um uma época que os Hyuugas não tinham nada, ela mostrou que podíamos ter tudo.

– Como assim? – perguntou ficando de repente muito curioso.

– Hororo era uma feirante, que causou-se com um simplório fazendeiro Unke Hyuuga – começou Hiashi a contar a historia então – eles passavam muitas necessidades, dinheiro sempre faltava, um dia tirando água do poço ela se desequilibrou e caiu lá dentro, no meio da escuridão e do medo que a dominavam completamente, numa tentativa de escalado uma das pedras se soltou, e dentro da terra pedras brilhavam como a luz do sol, todo o terreno estava cheio de diamantes.

– Foi uma mulher que descobriu a primeira mina de pedra preciosas da família Hyuuga?

– Não meu filho – respondeu Hiashi com um sorriso – Hororo Hyuuga fez muito mais que isso, depois de fortunas e mais fortunas ganhas o esposo Unke, que era o patriarca da família se afundou completamente em jogatinas, prostitutas e saidinhas, ele nunca estava em casa de segunda a segunda, meu vô meu contava que ele vivia com raiva e batia na esposa e nos filhos, até que um belo dia sua charrete, caiu de um penhasco – ele fez uma pequena pausa feliz por ver o filho tão interessado, já estava na hora de lhe passar essa historia – “ antes de ser um mostro governado pela luxuria o sonho dele era tornar essa família grande e feliz” essa frase foi dita por Hororo no dia do seu enterro e passada de geração por geração, ela e os cinco filhos trabalharam duro para erguer a primeira sede de finanças e pedras preciosas da Família Hyuuga, em dez anos de investimentos já não trabalhavam apenas com diamantes, tinha minas de cobre, prata, ouro, dizem que ela fez tudo pela família, para onde ia o mundo se surpreendia era uma mulher tomando rumo de um negocio absurdamente grande, ela não instaurou apenas poder no nosso sangue, colocou honra, sonhos, ideias, ela fez o que nós somos hoje.

– Incrivel.

– Em meados, de 1783, Hororo desenhou uma linha de colares, eram três, sua própria criação foi uma revolução, com correntes laminadas de nox pretos e completamente esculpidos por verdadeiros mestres de espadas, cada colar tinha cinco diamantes, eram chamados de Dragão Negro, o Perola Negra, e Cisne Negro, também conhecidos como os Três Irmãos da Escuridão – Hiashi suspirou longo lembrando de quando viu pela primeira vez aquelas joias quando criança – sempre foi nossa maior herança, os Hyuugas protegeram esses colares durante anos, era um símbolo do quanto nossa linhagem é antiga e forte.

– Onde estão os colares? – perguntou Neji então incrédulo.

– Foram roubados a trinta anos mais ou menos, de dentro do museu da empresa – ele virou sentindo vergonha da falha, o museu da empresa onde tinha pedras preciosas do mundo todo fora assaltado uma única vez – nunca encontraram os colares.

– Pai...

– É uma grande tristeza meu filho – engoliu o seco abruptamente – uma parte dos Hyuugas esta perdida por ai, e é a parte mais importante. Hororo Hyuuga.

Notas finais
AMOREEEES QUE SAUDADEEEES COMENTEM TO MORRENDO DE SAUDADES. ♥♥♥ Hahahahahaha que vocês acharam de cap??? Muita coisa vai ferver daqui para frente ein :X Mais uma vez ressalto que amo vocês, obrigada por tudo desculpem a demora por favor continuem ajudando a fic crescer, e eu espero vocês no proximo. ♥♥♥