Heartless
16 Hearts don't have owners
Notas iniciais
Depois da tempestade absurda que atingira Nova York e sol do dia seguinte veio a brilhar, fora uma longa noite fora de casa, e seria uma intensa quarta-feira, faltavam cerca de dois dias, para os Uchihas e os Hyuugas chegarem, uma festa de noivado iria ocorrer, e nada, absolutamente nada iria parar aquele casamento.
Era bem cedo.
Sasuke Uchiha estava deitado de bruços totalmente nu, no colchão de molas simplório de Karin, naquele quarto simplório daquele apartamento simplório e moderno no Broklyn, os raios ultravioletas esquentaram sua costas com desprezo invadindo o apartamento pelas imensas janelas de blindex, resmungou por seus sonhos estarem sendo tão brevemente interrompidos, ele sabia ser as vezes tão preguiçoso e de maneira alguma queria acordar, vestir aquelas roupas pesadas, e ter de ir para faculdade, ter que ir para o escritório onde fazia estagio, e encontra-se com seu orientador, era tudo tão, exaustivo, amava Direito, mas a vida estava ficando sem graça, muitas mudanças repentinas. Eram sete e quinze da manhã o que se tornava ainda mais impossível sua vida, ninguém deveria ser animado ou feliz as sete da matina. Virou-se deixando a manhã solida e agitada atingir seus rosto o fazendo ter dificuldades até mesmo para abrir os olhos, entortou a cabeça para o lado e finalmente pode ter a imagem dela; ruiva e serena, com os cabelos desgrenhados pela noite quente e exorbitante ao lado dele, a pele branca e aqueles belos olhos ousados como duas cerejas mergulhadas no chocolate.
– Bom dia Uchiha – ela disse tranquila com uma voz sedutora que ele adorava.
– Já acordada? – ele disse meio incrédulo – se eu fosse você dormiria o dia todo.
– Você não tem interesse o suficiente para saber o que eu faço da vida, tão pouco para saber o motivo de eu acordar tão cedo – ela riu curto e piscou – você é cético demais para isso.
– Ah, esse jeito astuto, esses cabelos vermelhos...
– Gosta dos meus cabelos vermelhos Sasuke? – ela perguntou com um enorme sorriso.
– É diferente, eu gosto do diferente – seus olhos ônix a neutralizaram como maior arma de sedução a hipnotizando totalmente.
– Sua noiva é assim?
– Não... Hinata tem os cabelos azuis marinhos, e olhos perolados discretos, é muito bonita...
– Então por que você esta com ela? Não parece seu tipo...
– Ah, eu amo ela sabe – mentiu com os olhos tristes, por que na verdade ele não a amava, amava Hinata como uma amiga como uma irmã, ela era uma garota de coração enorme e de caráter exagerado e bom, não existiam mulheres como ela, ele tinha que admitir até para si mesmo, e exatamente por toda consideração ele deveria respeita-la, mas ele não conseguia, e havia algo diferente em Karin que o atraia, não sabia ao certo o que era, mas aquele jeito voraz e tão selvagem, aquele jeito de levar a vida de qualquer maneira, sem regras, sem preocupações, aquilo parecia ser tão bom, parecia fazer tão bem, parecia deixa-lo tão distante do próprio mundo que era todo ao pé da letra, talvez fosse a vontade de ficar longe de tudo, longe da situação, e simplesmente tudo que estava bagunçado, sua cabeça rodava como um turbilhão de pensamentos que batiam constantemente na base do seu crânio, suspirou e até que se odiou.
Ele se levantou, apanhando as vestias espalhadas pelo chão, viu a ruiva se espreguiçar e ao mesmo tempo resmungar prevendo uma partida, era até que natural, Sasuke sempre sumia todas as manhãs desde que estavam juntos as escondidas, mas ela sempre odiava quando ele partia, e mesmo ele sempre reaparecendo, parecia que sumia e nunca tinha noção de quando o veria.
– Quando vamos nos ver de novo? – ela perguntou curiosa.
– Vai demorar – ele respondeu seco e cauteloso, não custou a explicar o que deixou Karin com uma sede curiosa, mas ele não precisava falar que os Hyuugas e os Uchihas estavam chegando aos Estados Unidos, e Itachi com a sua camuflagem perfeita também viria para espiona-lo como sempre fazia, por horas seria bom ficar longe dela, por mera segurança.
[...]
Diferente de Sasuke que teve uma longa noite de sono, Hyuuga Hinata não dormiu nem por um instante, enquanto Naruto se despejara no sofá da sala de visitas, ela passou a noite inteira pensando naquele marejar de conversas o qual tiveram.
“Os Hyuugas vão estar perdendo a sua joia mais preciosa”
Passou a noite inteira pensando naquela frase e na maneira como ela estava a impactando, pela primeira vez em muitos anos se sentiu compreendida, talvez fosse essa sensação de alivio que esperava ter com seus pais um dia. Naruto não era nem de longe aparentemente o cara que gostava de conversar, ele era tão cético, tão ele mesmo, tão reservado, tão...serio, mas era tão obvio quanto qualquer outra coisa o que ele gostava de abrir com ela, e havia algo nela que tirava todo o seu jeitão marrento e machista. Naruto era completamente fissurado pelas reviravoltas da vida, talvez por causa da sua própria vida que era uma enorme reviravolta, gostava do jeito que ela agia mediante a situação, ela podia estar cansada, farta e brava, mas ainda segurava as pontas machucadas do seu coração ela ainda tentava a todo custo de qualquer modo fazer qualquer coisa para continuar ali forte e aceitando tudo. Tudo que o Hyuugas fizeram com ela. Hinata não pensava em perdoar, ela nem achava que tinha perdoar alguma coisa, ela apenas desejava ser perdoada.
E Naruto, Uzumaki Naruto, ah entendia.
De alguma forma aquele loiro que ela mal conhecia a mostrou que, pessoas podem mudar, pessoas podem entender, não importa o que você faça pessoas podem perdoar e serem perdoadas.
Deu um sorriso bobo e imaculado, pensando em toda sua trajetória depois do acidente. Hyuuga Hinata nunca fora abatida, nunca demostrara tristeza ou pontos depressivos, ela sempre estava alegre, sorridente, divertida. Viver como se nada tivesse acontecido estava funcionando no fim das contas.
Terminou de preparar o café e adicionou o leite que havia pegado na geladeira, no fim das contas ela só queria ficar acordada até ele acordar, era bom estar com ele e ela nem entendia o como ou por que, mas era bom, e queria mais alguns minutos que fossem apenas, porém depois que ele fosse embora, ela desabaria na cama em sono profundo, e tudo como sempre, não passaria de uma lembrança, pessoas como Naruto não permaneciam na sua vida, era apenas momentos de aprendizados que apesares de bons, um dia partiam, alias ele nem era desse tipo, o tipo que ficava em um lugar só, seu coração acelerou no mesmo instante. Mas que tipo de coisas estava pensando? Ela nem sequer podia cogitar tais imaginações, por mais que ele fosse incrivelmente bom, por mais ele fosse incrivelmente único, ele não era desse tipo e ela bom, ela ia se casar.
Preparou o café e adicionou leite, o sol estava ardendo pelas vidraças da casa nem mesmo parecia que estava tendo uma tempestade noite passada. Ela saiu da cozinha indo para a sala de visitas, com um jeito meio sonolento meio pensativa, sonhando viva como nunca havia feito antes, seus olhos brilhavam juntos com o dia claro, e acabou se surpreendendo absurdamente, assim que encontrou no outro cômodo da mansão, dando de que cara com Uzumaki Naruto que já estava acordado, com os cabelos dourados totalmente estreitados bagunçados deixados no sofá de qualquer jeito com a camisa amarrotada, com os pés sob a mesa de centro e mexendo no celular, digitando mensagens rapidamente, até as meias ele havia tirado dando a visão para os pés mais brancos do que os normais.
– Já esta acordado? – ela disse sorridente – eu teria feito café para você também se soubesse.
– Não precisa ficar me agrando – ele disse ríspido, e ela franziu o cenho pela maneira como ele tratava a sua educação, os japoneses não eram conhecidos por gostarem de desfeitas – não é por mim que você esta apaixonada. E sinceramente, nem deve.
– Bom – ela murmurou com paciência, e apertando a xicara com a própria unha fervendo de raiva – era apenas num café...
– Esse noivado – ele gesticulou com um sorriso e os olhos azuis brilhantes cerrados mirados no celular – pode ter certeza que vai ser bem interessante...
– Por que?! – ela perguntou se jogando de joelhos no sofá.
– Sakura Haruno esta nesse instante tomando café da manhã no Hard Rock Café, com seu novo pretendente antes de ir para aula – desligou o celular – eu quero ver a cara do Uchiha quando ficar sabendo disso.
– É...
– Ah nem vem – ele resmungou – nem precisa fazer essa cara, você não o ama mesmo.
– Eu sei – ela respondeu seca – mas eu queria que eles se acertassem, queria que dessem certo, Sasuke sempre falou muito dela, eu tenho certeza que deve ter sido algum tipo de amor a primeira vista.
– Amor a primeira vista? – ele questionou com um ar tocante ordinário – Sasuke nunca demostrou que a ama.
– A maioria das pessoas tem amores a primeira vista mais do que percebem – ela explicou com um olhar tranquilo para as flores azuis turquesa encima na mesa no centro da sala, deixando seu corpo ser coberto pelo luxo do sofá de plumas de pena de ganso – você faria qualquer coisa para o bem dela, você faria qualquer coisa para tê-la, você faria qualquer coisa para saber que ela é feliz, você quer ser aquilo que ela mais precisa um amante um amigo, um irmão. Sasuke não enxerga o quanto Sakura precisa dele no seu coração, ele não percebe que a ama, mas ele não vive sem ela, ele faz tudo por ela.
Naruto nada respondeu, ficou fissurado naquele jogo de palavras tocantes como um poema de Drummond, parecia que ela conhecia o amor, parecia que ela estava disposta a amar, tão serena e tão sincera.
– Estou errada? – Hinata perguntou então.
– Não – ele respondeu – não esta errada. Você não da mínima pra esse noivado não é?
– Eu não preciso dele, ele é apenas meu amigo – ela disse suspirante – mas ele precisa de mim.
– Por que você esta nesse casamento? – ele perguntou com a certezas das duvidas na sua mente, duvidas que não expressava para ninguém. Ela era perfeita demais para estar com alguém que não a amava, e ainda mais perfeita para estar com alguém que amava, e estava surpreso com si mesmo, pois nunca pensou de tal maneira.
– Eu não tenho nada a perder – ela respondeu com desgosto.
– Apenas que pessoas que se amam, devem ficar juntas para sempre – ele murmurou galanteador. Se não fosse seu jeito cínico até que dava para imaginar que se importava.
– Por que acha isso? – rebateu com olhar tranquilo e gentil, o encarando com um brilho que jamais virá.
– Por que é assim que se faz.
– Não é por que assim que se faz, que é assim que se deve ser feito.
Afirmou com sabedoria, mas não sabedoria para aquela situação, mas Naruto com seus resquícios de cavalheirismo deixou que a mesma ganhasse a discussão.
– Sabe – ela continuou então – as vezes até parece que você é um príncipe – brincou.
– Como assim? – ele disse meio risonho.
– As vezes você fala uma coisas... – ela explicou o encarando – que aparece que você é um cavalheiro, sentimentalista, sei-lá parece que você as vezes se importa...É que eu sei que você é um daquelas caras que nunca se apaixona e é um completo cafajeste...
– Sincera – disse com um sorriso torto, em seguida uma explicação – algumas pessoas acham que antes do acidente quando eu tinha dozes anos, sabe, o meu passado, eles acham que eu era um garoto amoroso, gentil, compreensivo, essas coisas, e como eu me esqueci quem eu sou e fui criado por outra pessoa, me tornei esse homem meio ignorante, meio cético meio complicado, mas as vezes esse jeitos se misturam...
Ela não respondeu nada de primeiro momento, ficou imaginando o Naruto bondoso correndo por alguma rua de alguma cidade, sendo feliz, sendo que ele realmente era.
– Eu sei não faz nenhum... – tentou dizer.
– Faz! – ela o interrompeu – ou pelo menos seria ótimo se fizesse todo sentido.
Sorriu bobamente e corada.
Eles nem mesmo tiveram tempo de continuar uma conversa, bastou para um barulho na porta os desvendasse, e logo cedo junto com o estralas do sol da manhã, Uchiha Sasuke estava em casa, ele adentrou na residência com pressa e astucia, sendo pego de surpresa com o fato da noiva estar acordada. Deu uma pausa a encarando junto com Naruto na sala, que bom que era um amigo que ajudava de vez em quando. Fechou a porta se adentrando a sua residência com êxito, fingindo que não tinha passado a noite fora, tão cínico quando o próprio jeito astuto e serio que sempre tinha, da mesma forma que jamais tirara seu orgulho de lado, nas mãos carregava o celular que na tela luminosa mostrava que não parava de receber mensagens, queria ter bons olhos para enxergar os nomes miúdos, mas, pobre Hyuuga. O moreno passou a mão no ombro rígido no amigo loiro, que o mesmo entendeu como um agradecimento por ter passado a noite toda ali, cuidando dela, em seguida se aproximou da noiva e lhe presenteou com um beijo doce na testa, sempre amigável, sempre da mesma forma.
– Acordou cedo querida! – ele disse sério e sorrindo com a sua pitada de ironia se jogando no sofá, antes mesmo que Hinata respondesse ele olhou a tela do celular e apertou com força o aparelho como se estivesse com muita raiva, suspirou, passou a mãos nos fios bagunçados e negros, ainda agindo como se nada estivesse acontecendo.
– Pois é – ela respondeu sorridente – sabe que eu não durmo bem com tempestades, mas pelo menos não houve blecautes.
– É verdade – deu um curto sorriso – e Honda?
– Ela ligou falando que ia se atrasar, o temporal causou um caos nos metros – ela respondeu apontando para a cozinha, sabia que o moreno gostava demais de sua empregada para ficar bravo por que ela simplesmente teve um improviso, Sasuke era realmente um partido de boa família que gostava de manter a casa funcionando como deveria ser, diferente de Naruto que contratava diaristas com a mesma frequência de saia com mulheres diferentes, alias a maioria das diaristas do loiro eram jovens e belas, por isso elas acabavam não durando muito.
– Bom faltam cinco dias para o noivado – ele afirmou sutilmente – e em três nossos pais vão estar aqui, esta preparada?
– Estou – ele apanhou sua mão amigavelmente e sorriu.
– Bom essa noite tem boate – gargalhou de forma estanha, Sasuke não era do tipo engraçado, muito menos do que gostava de várzea, ele estava meio estranho meio mentiroso meio meticuloso, como quem estava escondendo alguma coisa, algo estava lhe irritando.
– Hoje é quarta, querido – Hinata tratou-se de lembrar.
– As vezes ele é mais divertido do que parece Hina – Naruto afirmou sorridente, pois sempre adorava uma boa festa – aliás hoje é noite holandesa, Whisky holandês a noite inteira.
– Exatamente! – ele animou ainda mais de repente novamente – noite holandesa é tudo que nós precisamos.
– Sasuke esta tudo bem? – perguntou Hinata preocupada.
– Hinata, por favor, os Uchihas estão chegando, vamos aproveitar um pouco antes que a paz acabe de vez – ela parou de falar no mesmo segundo, e então entendeu completamente, ele sempre ficava assim quando seus pais estavam vindo, Sasuke ao mesmo tempo que era muito pressionado, também era muito cobrado, a luz do celular acendeu novamente e ele guardou o mesmo de qualquer jeito no bolso, ela deu uma encarada no amigo loiro do noivo, ele Naruto respondeu com uma balançada na cabeça, o que disse tudo que ela precisava saber, provavelmente Sakura amava tanto Sasuke, mais tanto, mais tanto, que queria que ser a primeira e única a contar que agora ele não precisava mais se preocupar com ela, que agora ela estava feliz e tranquila com outra pessoa. E Hinata entendeu, então ele já sabia, então era isso que estava o irritando também.
– É talvez seja bom, sair um pouco – ela tentou anima-lo te tinha uma coisa que o Uchiha não demostrava nunca era suas dores, Sasuke tinha uma barreira de pedra no seu coração que o protegia das visões e curiosidades de todos. Nem mesmo Hinata ou Naruto podiam imaginar o que ele sentia o que se passava na sua cabeça, seu jeito reservado ela muito mais forte até mesmo que as amizades que tinha, mas eles podiam ajuda-lo, por que eles sabiam que algo estava lá dentro o remoendo.
– Eu vou tomar um banho, tinha essa inhaca de... – limitou-se a dizer o local onde passou fora, a casa de Karin para ser especifico com seus pensamentos – eu preciso dormir, eu preciso dormir muito.
– E eu vou pra casa – disse Naruto se levantando – agora você já esta em boas mãos Hina.
Só fazia três meses que Hyuuga Hinata estava nos Estados Unidos e Uzumaki Naruto a fazia se sentir como se estivesse lá uma vida toda, ele piscou saindo pela porta da frente e saiu rápido ainda bem, ela teve tempo de esconder a vermelhidão que cobriu seu rosto.
[...]
Do outro lado do mundo no Japão, na pequena cidadezinha de Seju, na Zona rural Km 23, em uma antiga mansão, que um dia pertencera a uma família poderosa, hoje era residência de um dos homens mais misteriosos do Japão. Orochimaru, não era apenas muito misterioso, mas para os olhos de alguns ele também muito generoso, pois criara um jovem rapaz que quando criança não tinha família tão pouco um lar, tendo como seu discípulo o educou como o próprio filho, e juntos viviam, naquela mansão imensa cheia de seguranças.
Enquanto seus empregados ainda terminavam de por o almoço, do outro lado da mesa ele visava o jovem Kabuto, sua cria de bom grado desde criança, quando encontrara o menino pedindo moedas na rua, o mesmo remexia as ervilhas no prato com garfo, do outro lado da mesa evitando seus olhares. Orochimaru passou os dedos pelos cabelos compridos os jogando para trás vendo o seu prato ser servido, e sorriu de maneira maligna na mesma intensidade que passava a língua entra os próprios lábios ousados.
– Kabuto – ele disse áspero e rouco, uma voz arrepiante e cínica – desde quando você é tão quieto assim?
– Orochimaru-sama – ele sibilou desvendando o tablete que estava encima das pernas e embaixo do pano de prato – estamos um pouco apertados esse mês.
– Ah Kabuto – ele gesticulou – você sempre deve entender que hora o vento sopra a seu favor, hora ele sobra contra você, se for um bom remador nunca terá problemas.
– Nunca entendo suas metáforas Orochimaru-sama – viu o homem suspirar.
– A Grécia foi um erro, e agora estamos arcando com o prejuízo – ele disse então – relaxa Kabuto, relaxe, em breve algo irá aparecer, em breve algo tem aparecer, e não se preocupe tanto, o dinheiro ainda não esta acabando.
[...]
Era incrível como em plena quarta-feira a New York Lounge, uma boa boate no centro da cidade, estava lotadíssima, até parecia que ninguém tinha aula no outro dia, que faculdade não existia, e trabalho estava de férias.
5:00H da manhã
A festa estava longe de acabar, Sasuke e sua noiva, Ino, Gaara, Kiba, Shikamaru, os amigos de sempre estavam no camarote 51 o central, Hyuuga Hinata era vista por muitos olhos, no alto do camarote principal não apenas pelo fato de estar acompanhada, abraçada com o maravilhoso partido Uchiha Sasuke, mas pela maneira como era deslumbrante. O vestido em tubo de manda até os cotovelos, rosa claro com detalhes bordados em marfim, e divino como o marfim, seus cabelos lisos e azul marinho presos pela metade pela fita da mesma cor do vestido, formando um lindo laço, os sapatos escarpam discretos e na sua mão pousada no ombro do Uchiha a aliança de noivado, ah como era invejada.
Porém Sasuke parecia ser o único na festa que não tinha os olhos enfincados na noiva incrível ao seu lado. Com uma mão abraçada a cintura da noiva e a outra que não parava de despejar whisky garganta a dentro, seus olhos negros ônix brilhantes ficavam vendo ela, é claro, todos os seus amigos estavam lá, por que ela não estaria também. Sakura dançava na pista de dança com aquele homem que nem sabia quem era, ele não tinha nenhuma noção de quem era aquele cara, morenos de cabelos ondulados e olhos azuis, tão azuis quando os de Naruto, ele era alto de tinha aparência de ser mais velho, e se fosse sabia bem como se divertir, por que seja lá o que estivesse fazendo, ela estava sorrindo. Haruno Sakura estava sorrindo e de uma maneira que talvez nunca tenha sorrido para ele, tão sorridente que quase não conseguia ver seus olhos abertos, seus cabelos róseos soltos, balançavam pelos seus ombros, e bela sincronia com o seu vestido preto de babado sino e justo na cintura, todo de renda com contas peroladas, ela tinha um corpo e um rebolado hipnotizante, e um carisma que não existia nas garotas ao seu redor.
Ele se distanciou um pouco da noiva para pegar mais bebida, por mais Hinata fosse divertida, ela ainda não era Sakura, era impossível não olhar para aquela cena e para aguentar aquela noite precisava de muito whisky.
– Sakura esta lá embaixo – ele disse se aproximando do bar, vendo Ino sozinha se deliciando com uma margarita recém servida.
– Eu sei – ela respondeu com um sorriso curto e desafiador – eu desci lá agora pouco para falar com ela.
– Por que não a convida para subir? – ele perguntou sincero e direito – estamos aqui, todos nossos amigos como sempre fazemos, ela deveria estar aqui.
– Ela esta feliz Sasuke – respondeu Ino com um olhar agora repreendedor, o que fez o Uchiha dar um golada intensa no seu copo novamente preenchido – ela não precisa ficar triste, só por que você sente falta das noitadas que tinha com ela.
– Ela ainda ela minha amiga – murmurou ríspido – eu não quero que ele seja qualquer um.
– Você não tem noção do quanto ela te ama... – ela afirmou – para ela estar abrindo o coração para outra pessoa, acredite Sasuke! Ele não é qualquer um.
– Ino...
– Você ama sua noiva – ela o repreendeu sinceramente acreditando em uma verdade especifica – ela já entendeu isso, não a fique iludindo.
Bastou para a Yamanaka deixa-lo só, pensativo como o pior zumbido de moscar estivesse rondando sua cabeça, e aproveitando que a loira fora conversar com Hinata, ele se juntará ao rapazes, ele ficava feliz por saber que ela tinha pelo menos uma amiga por perto, e mesmo que ser orgulho impedisse agradecia por Ino estar fazendo todo esforço para que ela se sentisse bem pertos deles, Hinata andara sozinha durante muitos anos, ela não precisa se sentir sozinha em um turma que era sempre tão unida e ao mesmo tempo tão animada.
...
– Acho que nós poderíamos ver uns vestidos essa semana para o noivado – comentou Ino animadamente com grandes gentilezas – se quiser ir é claro.
– Ah Ino, eu vou adorar sair com você – Hinata respondeu feliz – na maior parte do tempo eu fico em casa ou tenho a companhia do Naruto.
– Eu não quero que se sinta sozinha – ela afirmou.
– Eu não me sinto sozinha, todos vocês são muito gentis acredite! – ela tinha um rosto tão singelo que era impossível não acreditar em tais verdades, pois então, como a Hyuuga que era não conteve a mera curiosidade – por falar em Naruto, tem alguma horas que não o vejo.
– Ah ele sempre some – ela gargalhou com malicia – não vai encontra-lo mais hoje.
– Eu imagino – respondeu meio quieta com um frio na espinha, acho estranho, mas realmente se sentiu um pouco incomodada, sem entender muito bem a própria razão.
– Seus pais vão chegar logo? – ela perguntando querendo iniciar um conversa – faltam cinco dias para o noivado.
– Depois de amanhã, acho que todos vão vim com o jato da empresa Hyuuga – ela explicou – então eu imagino que vão chegar rápido.
– Ansiosa?
– Eu só quero fazer o Sasuke feliz – mentiu com sutileza – e espero que eles gostem do Estados Unidos tanto quanto eu, vai ser bom para eles afinal, viajar um pouco.
– Ah que bom que você gosta dos Estados Unidos, estou feliz em ouvir isso.
– É claro que eu gosto – ela riu – não mais que o Japão, por o nosso lar é o nosso lar, mas eu gosto assim, pelo menos aqui eu não me sinto tão sozinha, como em Roma.
Um silencio notório entre as duas o que as fez sorrir uma para outra com gentileza.
– Bom – continuou Hinata – se me der um minuto eu vou falar rapidinho com Sasuke.
– Sim vai lá – respondeu Ino, indo ao encontro de Gaara. Hinata girou os calcanhares e foi em direção ao noivo que não estava nem longe.
Apanhou sua mão o puxando para um canto, querendo conversar, Sasuke nem disse nada apenas obedeceu, viu ela bocejar e os olhos ficarem marejados de sono, era logico era obvio ela estava realmente cansada, Hinata embora muito festeira não era do tipo que ficava até de madrugada numa balada. E ele tinha que esquecer desse detalhe.
– Eu vou para casa o.k? – ela murmurou esfregando olhos – estou cansada, e amanhã tem um monte de coisas do noivado para resolver.
– Ta vamos...
– Não! – indagou, como sempre ela tinha que protestar – vai passar cinco dias com seus pais, você precisa de mais álcool do que eu, fiquei e aproveite a noite com seus amigos.
– Fala como se não tivesse problemas de família – ele afirmou sincero a encarando – estou acostumada, minha situação não tem resolução, então... – ele ainda a olhava esperando ela dizer “vamos embora comigo que não quero ficar sozinha”, mas nem como amiga Hinata não era desse tipo – eu vou pegar um taxi.
– Que espécie de noivo as pessoas vão pensar que eu sou? O que manda a futura esposa para casa no auge de uma festa na boate – resmungou.
– As pessoas não tem pensar nada, você é o meu melhor noivo do mundo – ela acariciou seu rosto e sorriu – e meu melhor amigo do mundo, apenas por favor, não perca seus horários você também tem muita coisa para fazer.
– Não irei perder pode ficar tranquila.
[...]
Após descer o camarote e passar pela pista de dança, e virou o rosto para trás vendo Sasuke lá no alto, fuzilando Sakura com os olhos ônix brilhantes, ela bufou uma risada incrédula. Dizem por aí que a coisa mais triste no amor, é não sentir nada, ela discordar, a coisa mais triste no amor era não perceber que sente algo.
Abandonou aquele som que quase explodia a cabeça e encontrou em um longo corredor escuro que dava para a saída, por alguma razão bem incomoda, a recepcionista não estava no lugar que deveria e entre as varias portas ela só queria encontrar onde estava guardado seu casaco, as noites em Nova York eram frias, não iria embora sem ele. A maioria das portas pretas e duras estavam trancadas, chegava a elevar a sua força numa tentativa de abri-las.
A quinta porta do lado esquerdo era uma das ultimas, perto da saída, e ela já estava convicta que seu casaco não mais veria, iria para casa com frio. No exato empurrar da porta, a mesma se abriu com velocidade, a jogando para dentro do armário de roupas e casacos, chegou a abrir a boca ao dar de cara com o casal lá dentro se beijando e se tocando fervorosamente.
Era ninguém mais que Uzumaki Naruto, com a camisa amarrotada e aberta, os fios brilhantes e dourados todos bagunçado e a pele um tanto suada, Hinata pausou com a expressão fuzilante que ele fez, a partir do momento que o pegou no flagra, seus olhos cerrados azuis profundos mostravam como tinha um bom reflexo. Desceu os olhos perolados pelo corpo musculoso e só então viu a moça, de cabelos pretos e pele pálida, com o vestido branco justíssimo abaixado deixando seus seios a mostra.
Ela nem sabia o que dizer, ficou completamente em choque, e ao mesmo tempo irritada, viu ele rir curtamente, o mesmo sorriso cínico de sempre, e colocar o braço para dentro dos casacos no armário, logo mais puxou aquele que era o dela, e estendeu de maneira singela.
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