Heartless

10 The spring is commig.


Notas iniciais
OLÁÁÁÁÁÁ MEUS AMOREEEEEEEEEES Eu demoreei né, puts desculpa de verdade, esse capitulo mais o estudar do meu vestibular realmente me deu trabalho. Mas duvido muito que aconteça de novo, de qualquer modo dessa vez não irei prometer nada, é feio prometer e não cumprir ://// Mas me esforçarei. e QUERO AGRADECEEEEEEEEEEEEEEEER AOS LINDOS LEITORES, queridos amados que recomendaram favoritaram aos que estão acompanhando aos que comentam sempre e os mandam mensagens no privado com medo de que eu abandone a fic, vocês são uns queridos e isso não ira acontecer ♥♥♥ Espero que continuem gostando e a historia já esta caminhando para algo interessante. beijos beijos BOA LEITURA.

Do lado de fora uma simples mercearia localizada em uma rua tranquila de Nova York, no bairro do centro Chinês, as pessoas que caminhavam no sol do meio dia, nem imaginavam, debaixo daquele robusto galpão se havia um esconderijo.

No subsolo misterioso sobre a luz fraca e amendoada, três homens estavam parados estaticamente ajoelhados no chão de cimento encapuzado e com as mãos arramadas nas costas, usam roupas sociais as camisas todas com o mesmo broche, o S com espadas cruzadas banhado a ouro, bem conhecido naquele mundo maligno, eram longos minutos de puro silencio, e o recinto estava lotado, a equipe que os havia capturado os observada, tinham expressões confusas e amedrontadas, seres humanos, sempre preparados para morrer, mas nunca preparados para a dor.

A porta de metal pesado bateu com força anunciando a chegada de alguém, o clima fica tenso de repente, o homem másculo de óculos escuro e aparência pálida meio impaciente trazia um certo medo, parece que para o jovem rapaz a noite não fora muito boa, e tudo que não precisava era um chefe mal humorado. Suas grandes mãos, escorregaram pelo corrimão, junto com o corpo que descia as escadas devagar com os olhos faiscantes que observam toda cena mal planejada acontecendo, bom por ter aliados, bom por ainda ter profissionais do mundo crime da mais perfeita qualidade trabalhando para si ainda, eram poucos comparados a tantos que já teve um dia, mas, ainda eram os melhores, e por hora, para seu planos era o suficiente, ainda metia medo na pessoas, ainda tinha poder, ainda tinha astucia, ainda era conhecido como mestre, e ninguém poderia detê-lo, um objetivo que tinha sede de sangue e de ser conquistado. E ao chegar no andar de baixo uma plateia o admirava, seus atos eram sempre imprevisíveis, bateu a ponta dos sapatos no chão, como quem queria tirar a terra das solas, pois ainda era educado, alisou os dentes com a própria língua, denunciando que estava querendo tomar um decisão interessante.

E bem ali diante de todos os seus funcionários ele não teve piedade dos reféns, na verdade, piedade não era uma coisa que existe entre aquelas pessoas.

Chuto o primeiro, empurrando seu corpo consideravelmente, sem dar chance, sacou a arma presa a sua cintura e deu o primeiro tiro que acertou a cabeça, o marido, pai de três filhos pequenos e adoráveis, um dos agricultores mais poderosos do Japão morreu sem ao menos protestar, sem ter chance de suspirar.

Chutou o segundo refém, da mesma forma com que fez o primeiro, até que sentiu o medo transpirar pela sua pele em forma de suor, e abaixou a arma querendo fazer alguma brincadeira, viu um homem suspirar em forma de alivio e em seguida disparou a arma, no coração, para sentir a alma ser transportada do próprio corpo tão inusitado, tão despreparado, sem nenhum receio. Sendo assim arrancou o capuz do terceiro com violência, deixando seus olhos penetrantes cheios de fúria encarassem os mesmo, era incrível ambos, não esboçavam medo, pôs o cano da arma na sua própria boca e começou um jogo de negócios.

– Está na hora de “S” entender que seus assassinos e negociantes não chegam até mim – disse sutilmente – não concorda, Sor Magno?

– “S” é mais astucioso e sábio do que imagina rapaz – respondeu com um ar superior – olhe para sua Ordem, quando o Mestre era o chefe ah sim, todos a temiam, porém o Mestre era um homem que vivia apenas de força e dinheiro, enquanto “S” viveu de sabedoria, e com sabedoria ele matou o Mestre, o sistema de “S” cresceu rapaz a medida que Mestre caiu até morrer, e agora “S” é o Mestre e você que deseja tanto vinga-lo, lamento, não vai conseguir.

Aquelas palavras o deixaram realmente revoltado, e bastou para colocar a arma bem embaixo do queixo do homem que era magnata, empresário e assassino e como era.

– Sempre só vai existir um só mestre Sor, e vou deixar isso bem claro para “S” – ao soar do terceiro tiro, miolos de Sor Magno voaram com delicadeza, ah rapaz astucioso nunca pensa para falar.

– Chefe – disse um de seus capangas – Sor Magno era nossa única forte de comunicação com “S”, agora novamente não sabemos onde ele esta.

– “S”, quem ele pensa que é? – perguntou não querendo uma resposta – ele sabe meu nome, ele sabe quem eu sou, o que faço, por onde ando, ele sabe tudo, então por que ele não vem atrás de mim?

– Mas Senhor, o melhor seria se o apanhássemos de surpresa – murmurou a mulher.

– Não, o melhor seria que guardemos uma surpresa para ele.

– E como fará isso? – perguntou o seu fiel presidente que cuidava da Ordem quando o Chefe não estava presente – não quero ofende-lo Senhor, mas a Ordem não esta em boas condições, perdemos contatos, aliados, negociantes, influencia, perdemos tudo quando o Mestre faleceu e o Senhor não tem nos dado a devida atenção necesseria.

– “O” – sibilou – ele tinha um aliado no Japão, o chamam de “O”, Orochimaru.

[...]

Quando Uchiha Sasuke finalmente despertou das profundezas de seu sono, viu com os olhos estreitos que não estava em sua casa, na verdade não sabia onde estava, era um apartamento um tanto pequeno no estilo retro de tijolos a vista com grande janelas arejadas que davam vistas imensas para o Brooklyn, que ótimo, estava no subúrbio. Sua cabeça latejou consideravelmente o que denunciava os sinais de amnésia, não lembrava-se de definitivamente nada da noite anterior, nada depois de ter falar com Hinata, Ah Hinata, como pode sem ao menos completar um mês de noivado dar um dessa, perdido na cidade de Nova York e ainda por cima na casa de um estranho, ele sentiu o lençol de seda deslizar pela pele confortável no colchão de casa box, Ah Deus, uma estranha era a casa de uma estranha, sentiu o corpo estar nu e isso não era bom, definitivamente não era nada bom, bufou em revolta procurando suas roupas em alguma parte da cama, e as viu jogadas e amassadas encima de uma poltrona, sentou-se passando os dedos pelos fios negros espetados, ai que vida, que noite, estava todo desgrenhado. Tentou pensar, mas era inútil e bufou novamente em revolta, levantou-se mesmo que sua cabeça protestasse e a até a poltrona se dirigiu, colocou a cueca a calça e a camisa sem se importar e fechar os botões, ainda tentava pensar, viu a carteira e ficou feliz por ver seu celular ainda intacto, com cinco por cento de bateria, dava para o gasto, procurou suas chaves, sem chaves do carro, ótimo, agora começara a virar um pesadelo.

Virou-se para procurar os sapatos e foi surpreendido por uma figura de repente.

– Sasuke!!! – gritou a criatura que grudou os joelhos delicados na cintura do moreno o jogando de volta na cama – meu homem noturno finalmente acordou – ela murmurou com um jeito sedutor de dar arrepios em qualquer homem, vestia apenas as roupas intimas e que belo corpo ela tinha.

Tinha os cabelos vermelhos sangue, até os ombros, curtos, como os de Sakura, e olhos verdes esmeraldas perfeitas, eram lentes de contato, mas ainda eram belos olhos verdes, como os de Sakura, ele suspirou e sentiu as próprias pupilas ônix brilharem ao vê-la, bem ali encima dele, toda linda toda sorridente, um sorriso juvenil que transmitia a maior das felicidades, como o sorriso de Sakura.

– Quem? Quem é você? – ele perguntou e viu a expressão dela ficar confusa – perdão pelo efeito do álcool eu não lembro de nada.

– Ah sim você estava muito bêbado Senhor Sasuke – respondeu brincalhona o enchendo de beijos no pescoço – você me chamou para dançar ontem, disse que eu era a mais bela flor da festa.

– Flor?

– E disse que queria ir em algum lugar legal comigo, então eu te trouxe para cá – ela tombou ao lado enquanto o Uchiha permanecia estático meio assustado com seu atos, abraçou o peitoral forte e continuou – foi a melhor noite que eu já tive Uchiha Sasuke – e assim gargalhou com um tom malicioso.

– Uau – respirou fundo para processar tudo aquilo – qual o seu nome?

– Karin, meu nome é Karin Sasuke – respondeu e saltou da cama de maneira dançante – eu fiz o café da manhã...

– Ah Karin – ele disse levantando também, geralmente não tratava as mulheres com nenhum formalidade mas desta vez apenas desta vez sentiu a necessidade de ser generoso – eu peço desculpas por qualquer coisa, e eu preciso ir, eu realmente preciso ir...

– Tem medo que sua noiva descubra? – perguntou a moça o cortando.

– Minha...noiva? Eu falei dela?

– Só umas milhões de vezes, de como ela é linda como a primavera e você não podia engana-la, você já a machucou muito, ela era uma pessoa boa demais, cheia de sorrisos, de alegria, toda divertida, toda interessante.

Pelo dar das características o Uchiha custou a bater o celular que encontrava-se na sua mão na própria cara, não era de Hinata que ele falava na noite passada.

Balançou a cabeça e começou a digitar o numero no Touch da sua tela.

– Poderia me dizer onde estar as chaves do meu carro? – o numero começou a chamar – e onde eu estacionei?

– Você perdeu suas chaves ontem Sasuke – ela respondeu o deixando ainda mais incrédulo – derrubou ela num bueiro assim que saímos da boate, seu carro ainda deve estar lá.

Ele ficou surpreso e ainda se recusando a acreditar nos próprios atos.

O telefone atendeu...

– Eu acho bom você ter um bom motivo para estar me ligando as dez horas da manhã seu Teme – murmurou a voz exorbitante e cansada do outro lado da linha. Naruto, naquelas horas ele sempre podia contar com o melhor amigo.

– Você já acordou hoje Dobe, e acordou cedo, saiu de casa foi fazer alguma coisa que eu não sei o que, chegou agora, dormiu mas nem teve tempo de sonhar e já recebeu a minha ligação – rebateu o Uchiha.

– Uau, que Uchiha inteligente, e como chegou a ela conclusão magnifica?

– Nenhuma ligação minha te acordaria essa hora da manhã – Naruto, dormia feito uma pedra, e a única razão para ter atendido o telefone era que já havia acordado naquela manhã, e realmente estava dormindo de novo até receber a ligação do Uchiha.

– É você me conhece muito bem, bom, o que quer? – perguntou o loiro sem rodeios então.

– Vou ser breve e não faça muitas perguntas, eu te respondo tudo depois, venha me buscar, estou no Brooklyn, tenho que chegar em casa antes que Hinata acorde. Alias eu espero que você tenha levado ela bem salva a minha casa.

– Ela esta bem, mas que diabos você esta fazendo no Brooklyn???!

– Não faça perguntas idiota, estarei te esperando na rua principal, vem logo – ele desligou pois sabia que seu melhor amigo não o deixaria não mão, Sasuke bufou e bufou pensativo, Karin ainda o olhava com desejo com luxuria por lembranças de uma noite que jamais esqueceria.

Ele virou para ela ainda meio sem graça e murmurou.

– Com licença Karin, eu tenho que ir.

– Não se preocupe Uchiha, tomei a liberdade de anotar meu numero no papel dentro do seu bolso, a gente se encontra por aí.

Ela piscou e viu ele partir.

[...]

VOCÊ ESTA CHEIRANDO A BEBADO!!!

Os berros de Hinata ecoavam pela casa como um terremoto pronto para causar um apocalipse no mundo, Naruto que permanecia sentado na sala de estar apreciando o suco de laranja que Honda fez e fingindo ler o jornal, a noiva do melhor amigo estava furiosa realmente furiosa, e não era para menos, o loiro imaginava que Sasuke deveria estar inventando alguma mentira sem nenhum sentindo e Hinata, era incrível que tivesse acordado cedo. Ou talvez ele nem tivesse contado nenhuma mentira, ela era amiga dele a anos, aquele teme nunca fora do tipo mentiroso era mais do tipo complicado mesmo.

– VOCÊ É UM IDIOTA E EU FIQUEI PREOCUPADA!!!

Naruto mirou os olhos em Honda que passava pano no piso de porcelanato, e assoviou com quem dizia “é a casa caiu” ela apenas respondeu com um olhar de as coisas não estavam nada boas, suspirou e continuou o serviço como uma leal empregada como se não tivesse olhos como se não tivesse ouvidos.

...

No andar de cima, Hinata andava para um lado e para o outro, eles conversavam no escritório, Sasuke estava sem palavras sem saber o que dizer, logo depois de ter contado toda a historia, depois de tudo que a Hyuuga fizera ele não ousaria mentir para ela, sentado em sua poltrona diante da sua mesa ainda com as vestias amassadas a camisa aberta e bebendo o copo de água, ouvindo o merecido sermão da noiva, ele não tinha explicação, era tão obvio o motivo do seu sumiço, ela era uma Hyuuga, e não era nada burra, Hinata andou até o aparador do lado da porta apanhou o bloco de papeis e atravessou todo o piso bem encapetado com passos de dragão, e com toda aquela rebeldia jogou o bloco de papeis encima do Uchiha, Sasuke nem protestou, não tirava a razão dela, foi uma noite inteira sem dar noticias.

Então finalmente ela controlou a voz.

– Eu passei a manhã inteira dando desculpas, tentando explicar a sua ausência, para o seu professor, para seu irmão, para a sua mãe, para o meu pai – ele começou a ler os recados, justo na manhã que não estava em casa todo mundo tinha que ligar para ele – eu vim aqui Sasuke, por que sou sua amiga, eu aceitei isso por que você precisava de ajuda, mas você precisa lembrar que aos olhos dos outros a gente se ama!

– Eu sei... – murmurou em concordância apenas desejando ao máximo acabar com aquela discussão, ele não tirava a razão dela, tinha o direito de estar brava.

– O que Naruto, deve estar lá embaixo pensando agora? – ela queria colocar ele contra a parede.

– Ele não esta pensando nada...

– Esta sim! – rebateu – seu cínico, não é por que sou sua amiga que vou aceitar que você durma todos dos dias com uma vadia diferente!

– Hinata desculpe...

– O Sakura pensaria Sasuke? – seu tom agora era doce, como quem estava desapontada, ele ficou silencio, Hinata até que não teria se importado desde que tivesse sido avisada – não se esqueça que ela desistiu de você também, por que se cansou de ver você fazer isso também.

...

Novamente na sala, Naruto parou de fingir que estava lendo no exato momento que ouviu as portas duplas do escritório baterem, era Sasuke, ainda calmo, sempre calmo e ainda com um expressão pálida, ah a ressaca, ele desceu as escadas suspirante e tranquilamente e o loiro levantou-se, o analisou de cima de a baixo e nossa como estava pensativo. Entre tantos anos de amizade, nunca viu o amigo tirar a expressão seria do rosto, tão pouco viu ele beber como na noite anterior, geralmente era o moreno que salvava o loiro das enrascada, ele só onde estavam agora, não sabia o que estava acontecendo com o melhor amigo, mas ele não estava bem, alguma coisa estava bagunçando a sua mente e isso estava deixando ele estranho, e tem Hinata, nossa ela sabia colocar um homem no chinelo, coisa que nem mesmo Sakura conseguiu fazer com o Uchiha.

Pararam um de frente para o outro, Naruto soltou um sorriso cínico enquanto Sasuke bufou passando a mãos nos fios pretos presentes no seu coro cabeludo.

– Você vai passar a tarde com Hinata – o sorriso do mesmo morreu naquele instante.

– O-oque??? – ele perguntou enquanto moreno se sentara na poltrona na sua própria sala de estar – Eu tenho um caso, de assassinato.

– Oh isso é bom – indagou o amigo – acusação?

– Defesa.

– Uau, complicado ein – ele respondeu andando envolta da mesa de centro – não sei muito de Direito mas imagino a defesa é mais difícil.

– É sim – ele bufou novamente – eu preciso ir ver meu professor, e comprar um presente para ela mais tarde, meu pai esta vindo pra cá, o pai dela também – Sasuke passou a mão no próprio rosto indignado o mundo estava caindo.

– E o que eu tenho a ver com isso? Sou seu amigo não servo de companhia da sua noiva?

– Quebra essa cara! – implorou com uma ordem – você nem faz nada o dia todo, só tem ajudar ela a organizar essa maldita festa de noivado, minha mãe falou por mais de três horas no telefone por causa disso, que desapareci, que não podemos ficar mal com os Hyuuga, blá blá blá....

– E que bom que você a ama – o loiro ironizou vendo o tom do seu desabafar, Sasuke franziu o cenho e ignorou.

– E além do mais eu só posso pedir isso a você, se não eu vou pedir a quem a Sakura? – não houve resposta – é exatamente eu tenho um milhão de coisas pra fazer, acabei de trair minha noiva ela esta furiosa, eu tenho que trabalhar, esse caso é importante pro meu TCC.

– Contou a ela?

– É claro que eu contei. Meus pais ligaram, tive que retornar a ligação e eles vão me comer vivo se....

– Se...

– Nada... – desviou o assunto e voltou a ser o mesmo e serio Sasuke que sempre era.

– E você quer eu faça o que cara?

– Só acompanhe-a, converse, qualquer coisa que a deixe mais calma, leve ela numa sorveteria quem sabe um gelado não esfria aquela cabeça de dragão, fala serio! – pelo visto Hinata não era a única que estava de mal humor, o Uchiha bateu as mãos nos braços da poltrona e levantou-se, passou a caminhar subindo as escadas apressadamente ainda pensativo, ainda revoltado ainda indignado, não tinha que se preocupar, eram irmãos de consideração e tinham um laço inquebrável de favores, Naruto não negaria algo tão simples a ele.

– Tem uma coisa que eu acho que você vai gostar de saber?

– Se for mais dor de cabeça nem adianta começar, eu tenho uma reunião de TCC daqui a pouco e eu quero estar bem...calmo – disse o moreno.

– Sakura saiu da boate muito bem acompanhada ontem, pelo menos foi o que Gaara disse na mensagem que me mandou antes de dormir.

– Sakura? Acompanhada? – um calafrio estranho subiu pela sua espinha, fazendo o Uchiha andar de um lado para o outro, passou a mão no rosto e esfregou os cabelos, curioso – com quem ela saiu de lá?

– Eu não sei...

– Honda quero um whisky, e rápido – ele berrou antes de entrar no corredor, sumindo em seu quarto, Naruto assoviou de novo como quem queria dizer que coisas estranhas estavam prestes a acontecer.

E bastou Sasuke sumir de suas vistas azuladas para Hinata surgir, toda divina, de trança embutida, calça flaer jeans, e camisa regata transparente, nada ousado mas para o observador como ele o top por debaixo da seda fina esboçava os seios avantajados, como se vestia bem a doce princesa dos Hyuugas.

– Olá – ela disse doce e sorrindo – que bom que esta aqui para me acompanhar – ele deu um sorriso torto meio surpreso, agora ela era meiga.

– Você parecia um pouco mais brava lá em cima Hyuuga – murmurou com um jeito cínico, é ele queria provoca-la, queria deixar ela brava.

– Não estou brava Naruto, sei que Sasuke-kun estava bêbado e completamente desorientado – disse, agora quem sorria era ela e que sorriso tão magnifico tão perfeito tão delicado tão cheio de sentimentos, ninguém no mundo era feliz o bastante para sorrir daquela forma – mas isso não quer dizer que Sasuke não precise um puxão de orelha.

– Aquele Teme, tem sorte – ironizou.

– Não ele não tem sorte, a gente se ama, pessoas bebem, sabe, acontece! – ela finalizou indo para a porta – ele pediu perdão com sinceridade.

– Não tem medo que aconteça de novo? – ousou a seguindo pela sala.

– Não vai acontecer de novo, somos de famílias e importantes e fomos educados para tratar pessoas importantes de maneira importante, Sasuke-kun sabe disso, nossos pais ligaram e essa semana no noivado será apresentado, eu serei dele e ele será meu, o amor crescera e o passado será esquecido, apenas isso.

– Falou como uma poeta – ele disse exorbitante, talvez o erro de Hinata era imaginar que Naruto não era observador, mas ele era, e tão intelectual quanto ela – mas como é, parece até que foi treinada para falar isso.

[...]

Do outro lado do mundo, a mansão Hyuuga era um dos maiores primórdios orientais, tão imensa, tão bela, quase um monumento de tão grande que era, oh si era, enorme, estupenda, digna de seus três andares além dos corredores e áreas que circulavam todos os jardins floridos, tal mansão era como o grande império empresarial dos Hyuugas, tão importante quanto qualquer outra coisa, aqueles jardins que nunca morreram, raízes foram fincadas como tal sangue azul e nobre dos mesmo que nunca fora manchado, herdeiros correram por aquelas flores quando seus mundos eram inocentes, Neji, Hinata, Hanabi, aquela casa era passada de herdeiro a herdeiro a gerações, tradições nunca quebradas de uma família eternamente impecável.

Era isso que Hemiko Hyuuga via enquanto estava observado o jardim por de trás da parede de vidro contida na biblioteca do marido, que também era seu escritório que também era seu refugio, apenas as luzes dos abajures cravados na estantes davam um iluminação fraca ao local, ela suspirou pensando nos acontecimentos dos últimos anos, pensou na filha caçula e no quanto tinha que protege-la, ter uma filha tão limitada não era na fácil, e pensar que Hanabi sempre tão saudável tão cheia de vida de energia nunca tivera culpa de nada, ela respirou fundo, inflando os pulmões de ar, não estava feliz com o ar das situações, ah isso mesmo ela não estava nada feliz.

Era tarde da noite, e a casa dormia, seus amados filhos, os empregados, mas ela não, e Hiashi seu marido sabia bem disso, ouvir ele entrar no recinto era a certeza de que eles teriam um longa conversa.

– Sempre achei que teríamos conversas a escondidas, mas apenas enquanto as crianças eram pequenas – ela continuou a fitar a o jardim, a calçada de pedregulhos, o bela fonte que jorrava agua – sempre passei horas sentada nesse jardim tricotando, vendo Hinata correr atrás de borboletas por tardes inteiras.

– Ah minha querida – rebateu Hiashi com um sorriso sereno combinado de um olhar serio – eu deveria mesmo imaginar que esse era o assunto. Hinata.

– Hinata... – sibilou em concordância então, enquanto o marido caminhava para se juntar ao seu lado.

– É difícil você querer falar dela – ele ressaltou, na verdade sempre que o assunto é a menina do meio Hemiko fugia, desviava o assunto.

– Esta dando a ela mais oportunidades do que merece Hiashi – foi direto ao ponto.

– O que quer dizer querida?

– A família Uchiha é uma das mais influentes do Japão, e muito rica também – Hiashi a encarava e ela ainda fugia do seu olhar andando pelo escritório olhando para os livros murmurando sua revolta – você mandou ela para Roma, uma cidade excelente por sinal, deu a ela a oportunidade de estudar, de recomeçar de trabalhar e agora esta dando a oportunidade dela casar.

– O que você queria que eu fizesse? Os atos de Hinata a afastaram dessa família, você foi a primeira que concordou com isso, e eu a afastei!

– Ela ainda é sua herdeira! – murmurou asperamente – e isso a aproxima novamente de Hanabi, e isso me preocupa, eu não quero que ela veja a minha filha nunca mais!

– Ela errou Hemiko, e eu fiz o que minhas tradições permitem, eu a afastei eu a exclui e por mais escoria que ela seja, ela ainda nossa filha e nós a amamos – indagou o líder para a esposa que o encarava de um jeito sem piedade.

– Sim – ela afirmou trincando os dentes – nós a amamos! NÓS A AMAMOS! Mas eu odeio ama-la, eu queria deixar de ama-la, eu não consigo mas eu queria, Hanabi nunca mais vai andar Hiashi! – lagrimas surgiram no seu rosto rígido e começaram a cair consideravelmente – nossa pequena princesa, nunca mais vai andar...

– Eu sei...

– ENTÃO FAÇA ALGUMA COISA! – berrou – eu quero que você seja justo, eu quero que Hinata tenha uma lição, pare de mima-la o tempo todo com viagens, presentes, dinheiro pare de mima-la com esse casamento, eu quero que ela construa a própria vida sozinha, do zero, sem ajuda sem ninguém, quero que ela se arrependa todos os dias.

– Esta pedindo para que eu jogue nossa filha no lixo Hemiko. O quer que eu faça? Jogue ela numa sarjeta e diga “Vá, se vira, não me procure não sou mais seu pai” Nós ainda somos pai e mãe dela, Neji e Hanabi ainda são irmãos dela.

– Estou pedindo para que eduque-a.

– Hinata é bem educada – ele começou a explicar ainda serio ainda e com um tom áspero que deixava Hemiko quieta – o erro de Fugaku é imaginar que eu não sou esperto, que eu não tenho aliados, que eu não tenho informantes, os Uchihas minha querida estão falindo, esse casamento é a única chance deles.

– Vai ajuda-los? Vai ajudar Hinata? – disse entre aspargos, indignada – você é cego.

– Você que esta cega meu amor, Hinata, nossa tão rebelde filha, e esse casamento a obrigara entrar na linha, eu ainda faço tudo que você me pede Hemiko, mas, esse casamento é a chave de tudo, a livra-la da herança do direito de ver Hanabi e de toda responsabilidade que temos dela, e principalmente a colocara a linha, por que ela ainda é uma Hyuuga, e como Hyuuga deve ser tratada como tal, e como Hyuuga deve ser educada com tal. Não vou deixar nosso nome na pobreza, mas afastei Hinata de qualquer laço com os Hyuugas através desse casamento.

– E como vai fazer que ela aceite tudo isso?

– Vou conversar com ela, nós vamos conversar, e ah sim ela vai aceitar – Hemiko o encarou então com muito mais que um tom de satisfeita, sua tão amada filha e por mais amasse todos os seus filhos, Hinata nunca fora punida e ela odiava isso – porém não é Hinata que me preocupa...

– O que te preocupa?

– Neji...

– O que tem Nej?

– Ele é meu primogênito, nosso herdeiro, e muito apegado a Hinata – ele gesticulou para a esposa – um Hyuuga tão justo quanto qualquer outro, ele não vai deixar que tiremos Hinata da herança.

– Então trate de falar com ele.

– Se eu e você morremos hoje meu amor, acho que o próximo passo dele seria ligar para Hinata a chamando para visitar Hanabi.

[...]

E por falar em Hyuuga Neji, pobre Hemiko Hyuuga que imagina que seu filho estava dormindo sereno em sua cama, mas não estava, Tóquio sabia ser extremamente vasta e intensa, se esconder não era difícil, ainda mais de uma mãe te tinha a mais absolutas certezas que o filho prodígio um bom menino era.

Neji estava no subúrbio em no bairro de Sangoy, em um hotel, que não tinha mais de três estrelas, mas era absurdamente aconchegante, e o suficiente para estar com ela, sim apenas com ela, junto da sua acompanhante tomavam calorosas doses de vodcas. Cabelos marrons como a terra fofa, olhos castanhos magníficos, ela era engraçada, ela era divertida, com ela, apenas com ela tinha interesse de se abrir de fugir de estar em qualquer lugar do mundo, ela era diferente de qualquer garota que já esteve e percebia isso desde o tempo que estudaram juntos no colégio, sempre foram muito amigos e agora eram mais que amantes.

– O que diria Hemiko Hyuuga, se no visse aqui agora? – ela disse jogando o pequeno copo de vodca para o canto, e assim apoiou as mãos no peitoral dele o derrubando na cama – seu filho príncipe querido, saindo as escondidas para visitar uma camponesa – ela gargalhou e ele também, os pais do rapaz eram muito mais que ricos eram rígido e tradicionalistas e ela sempre tão simples não queria confronta-la, a ideia de se encontrar as escondidas era um desejo todo dela. A moça deitou ao lado do amado e o abraçou.

– Ela surtaria – respondeu Neji – e então eu seria deserdado teríamos nossas cabeças arrancadas e empalhadas, viraríamos enfeite da sala de troféus da minha mãe – ela não respondeu, franziu o cenho custando olha com o olhar tenebroso, e ai, Neji gargalhou alto.

– Neji... – ela deu um empurrão em seu ombro – sabe que eu tenho medo da sua mãe.

– Quando eu for, te apresentar para minha mãe – ele começou a dizer então – pode ter certeza que tem uma enorme probabilidade dela não gostar de você.

– Por isso que eu não quero conhece-la.

– Mas vai – ele insistiu a surpreendendo – eu não ligo, quem escolhera a minha futura esposa sou eu e não ela, e eu escolhi você, Mitshashi Tenten.

– Ela pode fazer você se casar com outra pessoa...

– Vai nada! – rebateu com certeza, mas Tenten não entendia nada da classe social dele.

– Sua irmã vai ter um casamente arranjado.

– O caso da minha irmã é diferente, os outros Hyuugas fazem o que quiserem, e minha mãe e meu pai vão ter gostar de você, eu escolho você como minha namorada, para sempre.

– Não brinque com isso.

– Não estou brincando – a encarando, girando seu corpo e ficando em cima dela de uma maneira que apenas a respiração podia ser ouvida – minha mãe pode manipular a vida de quem ela quiser, mas não a minha, eu gosto de você a muito tempo para deixar ela fazer isso.

– Mas ainda não é a hora meu amor – ela murmurou triste o enchendo de beijos e caricias.

– Mas logo será.

Notas finais
COMENTARIOOOOOOOOOOOOOS POR FAVOOOOOR TO COM SAUDADES DE VOCÊS AMADOOOS COMENTARIOS, COMENTARIOS COMENTARIOS ♥♥♥ Quero só ver no reviews o qe vcs vão achar, que vai acontecer? que se passa nessa cabecinhas?? *---* Beijos até o proximo ♥