Heartless
11 Indecipherable!
Notas iniciais
Em Nova York a cidade que nunca dorme, o tempo literalmente não para. Estavam na Times Square, Naruto e Hinata, no ateliê e loja de roupas de Victor Sandovlin, um dos estilistas mais renomados da cidade, quando Hinata Hyuuga saiu do vestiário, experimentando já o vigésimo vestido, Naruto estava sentado no pequeno sofá tomando uma xicara de café servido pela vendedora, completamente entediado era isso que estava sentindo, mexendo o celular o tempo todo, sem se importar com muita coisa, agora a Hyuuga estava com um belo vestido rendado longo de seda, um vermelho sangue que deslizava sobre a pele delicada, ela saiu de trás das cortinas para se olhar no espelho, e era incrível seu andar de firmeza seu jeito sedutor, tão linda se chegava difícil saber quem estava mais confortável, ela ou o vestido, era um jogo de passos ao até os espelho um verdadeiro desfile de moda.
– Senhorita Hinata – disse a vendedora Clarice toda gritante com seu entusiasmo – como ficou lindo este vestido em você, realmente divino.
– Divino? – murmurou a pergunta Victor, voltando da parte dos fundos da loja carregando mais cabides que guardavam ainda mais vestidos, o homem rebolava com elegância orgulhoso do próprio trabalho, e Naruto revirou os olhos indignado com a demora – não basta ser divino querida Clarice tem que ser o certo, tem ser avassalador, tem ser perfeito... – murmurou feito o poeta.
– Vermelho – ela disse meio tímida – não sei se combino muito com vermelho.
– Ah minha cara – ele gesticulou pousando a mão no seu queixo delicado – qualquer vestido qualquer cor ficara lindo nesse corpo deslumbrante, mas devo ressaltar que quero aproveitar esses belíssimos cabelos azuis – ele entregou mais um vestido, escondido pela capa protetora preta – vá experimente! – disse batendo palmas. E assim Hinata adentrou no provador mais uma vez, uma bela noiva era uma perfeita cliente, uma noiva rica ainda era mais perfeita, bonita como Hinata era então, Victor em todos seus anos de trabalho se sentia como estivesse ganhando na loteria.
Era um vestido longe, nude, todo de seda e levemente rodado, uma faixa na cintura que combinava com as contas peroladas e cintilantes que decoravam o busto avantajado, de todos que provou com certeza era o mais bonito vestido da loja, a Hyuuga saiu de trás da cortinas sendo admirada por todas as outras clientes que ali estavam, o estilista aplaudiu com um sorriso de orelha a orelha, e até Naruto tão rígido na posição de escravo da noiva do melhor amigo custou a ficar com a boca entre aberta e com olhos travados naquela mulher, ela estava linda, ela estava absurdamente linda, era simples, era delicado, era um maravilhoso vestido, que combinava perfeitamente com ela.
Hinata se olhou no espelho, e teve que admitir estava realmente perfeito.
– É o vestido perfeito Senhorita Hinata – murmurou Victor com um tom absurdo de tanta alegria – até parece que sonhei com você, quando o desenhei.
– É realmente perfeito – ela respondeu, e o loiro todo fissurado em tudo teve que perceber o tom de tristeza que vinha da sua doce voz – é maravilhoso – continuou a falar, era um vestido perfeito demais, qualquer noiva amaria um vestido de noivado como aquele, qualquer noiva que amasse o seu noivo também, ela tinha que lembrar toda hora o quanto aquele casamento, era um farsa, e isso a entristecia, talvez Hinata não merecesse aquele vestido, seus olhos se encheram de lagrimas, apesar de concordar em ajudar o Uchiha, nunca fora que isso que sonhou para sua vida, suspirou, ainda ouvindo Victor e Clarice animados com a beleza do mesmo em seu corpo, odiava decepcionar as pessoas.
– Eu vou ficar com esse – ela disse baixinho quase como um sussurro, desviando o rosto querendo esconder seu olhar um tanto triste.
– Great!!! – berrou em entusiasmo Victor – vou preparar o recibo, isso é maravilhoso.
[...]
Cabelos ruivos sentados no simplório jardim, na cadeira de balanço confortável de frente para a mesa de madeira com apenas um vaso de flores sem vida a muito tempo, Kushina tinha pouco tempo para o jardim, de tempos que ele vivia sozinho, na sua casa afastada da cidade onde Namikaze Kushina podia apreciar o melhor que a natureza poderia lhe dar, era noite e ela insistia em ver a lua, em sonhar acordada sob o céu estrelado, onde imaginava que seu filho e marido, grandes amores da sua vida hoje suas almas a observavam de longe, sorte a deles, eles podiam vê-la todos os dias, enquanto ela vivia de saudades, saudades que a cada segundo de sua existência, doía mais, machucava mais, sangrava mais, e nem a vida de Memma estava mais amenizando isso, não havia um único dia que Kushina não desejava os domingos de família reunida sobre a mesa, Mori e Memma sempre provocando um ao outro, enquanto ela tentava faze-los se darem bem e Minato gargalhava sempre gargalhava da situação, mas fazer o que são irmãos sempre há implicância. Hoje ela comprava roupas apenas para um filho, e dava atenção para um filho, ela saia apenas com um filho, e dava boa noite para um filho, e conversava apenas com um filho, até o aniversario uma data tão especial, custo a comemorar apenas de um filho, pelo menos suas rezas de todas as noites continuava sendo ainda para os três. É a vida ficou difícil, mas Kushina ainda tentava sorrir, ainda era uma mulher de muitos princípios e tinha toda vida pela frente, por mais complicado que estivessem os problemas, uma perda lastimável da sua família, a empresa perdida e todas as dividas adquiridas, ela ainda tinha toda vida pela frente, pelo menos era assim ela imaginava, que Minato e Mori gostariam que ela pensasse, ela tinha toda vida pela frente, ela tinha Memma e Memma tinha apenas ela, que crueldade fazê-lo ver a vida de forma negativa.
Sorriu simploriamente olhando para o céu em seguida suspirou notoriamente.
Saudades.
– Ah eu deveria imaginar que Dona Kushina estava aqui! – berrou o entusiasmo de seu filho querido, a fazendo tomar um leve susto, em seguida uma pequena gargalhada.
– Não vi você chegar querido – ela disse – pensei que fosse chegar mais tarde.
– Mamãe, sou um gênio da álgebra, vou vencer a faculdade fácil – Memma fazia contabilidade, na esperança de um dia conseguisse erguer a empresa do pai de novo, e agora que tinha a herança do seu avô que nunca conheceu e quem sabe tudo que poderia fazer. Ele sentou de frente para sua mãe e tirou uma maça de dentro do moletom que usava meio abarrotado pelo dia exausto, deu uma mordida analisando seus olhos brilharem.
– Que bom que esta estudando bastante – ela disse sorrindo vendo ele comer saudável enquanto apoiava os pés na mesa de madeira – você vai ser um bom profissional um dia querido.
– Você não mexe com esse jardim já tem um tempo – ele começou a gesticular mudando de assunto – na verdade tem lá seus anos que você não mexe nesse jardim.
– Ah querido sempre foi o jardineiro que fez isso e apenas sou apaixonada por elas, não gosto de ficar mexendo com terra – ela murmurou risonha.
– Não é só o jardim mãe, tem muitas coisas a quais você é apaixonada e não faz já tem muito tempo – Memma a encarou com um jeito de cobrança mas não querendo sem pressionador ou rude, ele só ficava angustiado e vê-la triste – a vida continua Dona Kushina.
– Eu sei Memma, mas não sei se ainda estou preparada para viver...
– Mãe se passaram treze anos – Kushina não respondeu, ele estava certo, ele não tinha culpa dela não conseguir superar a morte de seu amado e de seu filho, e sendo assim lagrimas escorreram com delicadeza – durante todo tempo sempre tenho procurado formas para fazer você se sentir feliz, mas parece que todos são em vão.
– Não – ela sussurrou – não pense que são em vão, não são, Memma, perder um filho é... a pior facada que pode existir na vida, é um pedaço da sua alma mais especial que é arrancado de maneira dolorosa sem nenhuma piedade, é a pior dor do mundo, seu irmão... – ela nem conseguia terminar de dizer.
– Mãe...- sibilou se levantando e indo para atrás dela colocando as mãos nos seus ombros e massageando, deu um beijo sutil em seus cabelos ruivos, pois desde que pai e irmão morreram tudo que Memma mais pensava na vida era em Kushina, em nunca deixa-la sozinha.
– Nunca me deixe querido, nunca me deixe – ela implorava em lagrimas.
– Eu nunca vou deixar mãe – ele a tranquilizou. Logo em seguida o assunto mudou novamente, e Memma suspirou eles nunca conseguiam conversar muito sobre isso Kushina sempre fugia impedindo que o arrombo em seu peito não fosse cicatrizado.
– E Jade querido, tem falado com ela? – perguntava da garota que Memma tinha um relacionamento enrolado, não era nada serio, mas que durou um bom tempo, e eles se gostavam bastante, entretanto Jade mudou-se para os Estados Unidos recentemente conseguiu um estagio em uma importante revista americana e bolsa em Harvad que era seu grande sonho. O amor não podia segurar algo pelo qual lutou a vida toda, ela de cortar o coração de ambos, mas era necessário.
– Ela vai fazer uma matéria, sobre o Fashion Week em Nova York, mas ela me contou isso semana retrasada – disse em tom baixo e desanimado – temos conversado pouco, ela disse que as festas lá são boas.
– Sinto muito – ela murmurou – por ser assim, é Nova York é uma cidade grande e os Estados Unidos maior ainda, Massachutes é um bom Estado ela tem sorte de estar lá.
– É eu que sou azarado – ela rebateu.
– Memma, há sete bilhões de pessoas no mundo, sete bilhões – Kushina ria vendo cara emburrada do filho – você não conheceu nem 0,0001% da população feminina, muitos amores ainda existiram na sua vida.
– Você conheceu muitas pessoas antes do papai?
– Ah eu namorei bastante, e achei que todos eram “o cara certo”, mas quando eu menos imaginava Minato apareceu e foi – ela suspirou lembrando-se da primeira vez que viu o marido, chegava a da um sorriso bobo sem querer – e...foi ele, bons tempos.
[...]
Em poucas coisas ela conseguia pensar, Sakura caminhava pelas calçadas nas proximidades da faculdade olhando o seu celular e o ignorando, mensagens e mais mensagens carinhosas não paravam de brilhar a tela do seu celular, ela as olhava e ignorava, seus passos ficaram ainda mais rápidos ao decorrer do nervosismo que percorria a sua espinha. Depois que Sasuke entrou na sua vida a rosada tinha que admitir nunca mais imaginou ter mais ninguém, ainda sentia seu coração doer e se estilhaçar em muitos pedaços só de se lembrar que ele ia se casar, Hyuuga Hinata era perfeita demais, uma hora outra ela teria que superar, uma hora ou outra a vida teria que seguir em frente, e quanto mais rápido seria melhor, o clima estranho, os olhares tristes a maneira como estava sempre na defensiva, isso não estava apenas a machucando estava destruindo a amizade dela com o Uchiha e por mais que as pessoas sempre digam que o amor não pode virar amizade, Sakura se recusava-se a perder Sasuke de vez, ele sempre fora um grande amor, e sempre fora o melhor amigo, as coisas não precisavam acabar desse jeito, não mesmo.
Na cafeteria da esquina, o Starbucks café ficou feliz de ver Ino sentada na mesa redonda com seu óculos de sol e olhando o cardápio forçando a vista que não era das melhores a enxergar as miúdas letras de opções, pobre loira que era tão sofisticada e ao mesmo tempo tão destrambelhada, tinha que aproveitar o máximo possível, desde que começara a namorar com Gaara sua loira favorita só tinha olhos para aquele ruivo, e por mais que gostasse do Sabaku, ah sim Sakura sentia falta dela.
Ino a enxergou e sorriu vendo ela se aproximar.
– Nossa Sakura sua lesada, demorou muito – ela resmungou vendo a rosada jogar os livros e a bolsa numa cadeira e sentar-se na outra – eu estava falando com a condenadora ela quer que faça estagio no Hospital Regional de Nova York.
– Humm – murmurou a loira – tem que fazer um exame para conseguir um estagio lá, não tem?
– Tem, mas faltam dois anos para que eu termine a faculdade, e a condenadora disse que com as minhas notas compensa muito eu fazer a prova, é quase certo que a banca vai me aceitar e isso seria ótimo para o exame final do curso.
– Ainda bem que eu termino esse ano – ela gargalhou.
– Mas seu pai é dono de uma rede de clinicas laboratoriais, você vai sair da faculdade rumo a vida de milionária – ela rebateu ironicamente enquanto Ino ainda ria – pessoas como eu filha de professores tem lutar muito viu...
– Falou como se eu fosse rica, feito Naruto ou feito Gaara – ela murmurou.
– Mas você tem o Gaara né, meio caminho andado, esses meninos tão ricos que chega dar raiva, o Naruto a gente não tem noção do que ele faz da vida para ganhar tanto dinheiro.
– Nossa e coloca dinheiro nisso, os carros que ele anda as roupas que usa, a cobertura que ele mora, gente, como??? – comentou Ino com uma pergunta retorica.
– E Sasuke, quando a gente ficava conversando sobre isso, ele me disse que as empresas da família dele é uma das maiores do Oriente, campeã da bolsa de valores, e eu me perguntava, gente um menino rico desses fazendo faculdade, e ele dizia que fez direito por paixão desde de criança e que ia tentar exercer os dois, por que mesmo que Itachi seja o herdeiro da presidência parte de tudo aquilo também era dele.
– Alias...
– A família de Hinata também é rica – ela cortou a loira sem querer – quando eles casarem já imaginou o tanto de dinheiro que eles vão ter...
– Não vão não – murmurou Ino com um sorriso malicioso – tem um negocio bafo para te contar.
– O que???
– Com licença senhoritas, eu posso anotar o pedido? – o garçom alto e robusto as surpreendeu invadindo a conversa, fazendo Sakura soltar um suspiro de curiosidade.
– Eu quero um pedaço de bolo de chocolate com framboesa e calda de morango, um café grande duplo sem chantilly, e com raspas de chocolate – pediu Ino, meio saudável e nada saudável ao mesmo tempo.
– Eu quero um café médio expresso, apenas – ele sorriu para as garotas e se retirou – agora conta...
– Sabe que o a família de Gaara e uma família de políticos, os irmãos dele estão na Europa fazendo parte do parlamento e tudo mais – viu Sakura fazendo um sim com a cabeça e com os olhos esmeraldas vidrados nas suas palavras – a família Uchiha está f a l i d a!
– Falida?
– Sim falidos – Sakura ficou de boca aberta no mesmo instante – o pai de Sasuke é foi primeiro ministro japonês, braço direito do imperador, e esta sendo acusado de corrupção, de desviar milhões dos cofres públicos.
– Desde de quando?
– Já faz uns três anos, mas assim eles conseguiram esconder muito bem, ninguém estava sabendo, essa noticia esta vazando agora, e engraçado é que eles tem empresa, por que isso, como se precisassem de mais dinheiro.
– Nossa to chocada, Uchiha Sasuke falido – murmurou Sakura assustada – aquele homem todo, com aquela pose toda, falido, nossa é o fim dos tempos.
– O pai de Gaara disse que não conhece os Hyuugas, mas disse que eles são uma família muito tradicionais, é surpreendente ver eles permitirem uma das herdeiras casar com uma família, é envolvida com esse tipo de coisa.
– Nossa.
– Eles devem se amar mesmo então, sabe Sasuke e Hinata — ela viu a cara da amiga se fechar e a mesma deixa a cadeira almofadada a embrulhar, estava satisfeita conseguiu tocar na ferida – fomos chamados para ser padrinhos, Shikamaru e Temari, eu e Gaara, e Naruto, sabe Naruto não tem acompanhante então acho que ele esta esperando uma oportunidade para vim falar com vo...
– A gente tem tocar nesse assunto? Esse casamento – ela resmungou.
– Sempre temos que tocar nesse assunto Sakura, uma hora você terá que baixar a guarda amiga.
– Temari não esta na Bosnia? – ela perguntou tentando mudar de assunto.
– Ela chega semana que vem, sabe que ela não aguenta ficar muito tempo longe do Shika – Ino riu e em seguida ficou seria novamente, e nisso a amiga rosada percebeu que ela tinha ainda mais coisa para falar, assim fez um gesto com as mãos querendo dizer “vamos desembucha” e mesmo assim a loira ainda hesitou – os pais de Sasuke e os pais de Hinata resolveram vir para Nova York, de ultima hora sabe, mas resolveram vim, vai ter uma festa de noivado e tudo.
– O que?
– Sasuke pediu para eu conversar com você, ele quer muito que você vá.
– Ele quer vá... – ela riu em ironia – ele quer que vá – sibilou novamente com raiva daquele Uchiha que sempre atormentava sua vida.
– Sakura...
– Não sei se estou preparada para isso...
– Como não?
– Ué Ino, se acha que eu vou acordar um belo dia de manhã, a partir de hoje eu não vou amar Sasuke Uchiha, eu gosto dele desde que ele se mudou para cá, ele pode ser um galinha sacana e arrogante, mas...
– Você ainda gosta dele – ela concordou com um sorriso e um brilho nos olhos – isso é lindo sabia, é lindo mesmo.
– Amar ou ser idiota?
– Admitir e ser idiota – entendedores, entenderam, por que não nada fácil esquecer e mais difícil que esquecer é admitir que não esquecer e enfrentar o problema de sempre sem medo.
– Eu faço isso por ele, se vou lá na casa dele cumprimento ela, converso, abraço, se eu aceitar ser madrinha desse casamento e se ajudar ele com a roupa que ele vai usar, se eu ajudar com a festa, com qualquer coisa, é por que eu amo ele tanto, mais tanto que não quero nem perder a amizade dele, ele pode ter sido um idiota mas é um crime negar que ele sempre foi um irmão para mim, ele e o Naruto.
– Esta vendo, você tem garra e isso é lindo.
– Obrigada – ela franziu o cenho que perguntando se deveria mesmo agradecer, deveria, Sakura era mesmo uma guerreira, enfrentar um amor do jeito que ela estava enfrentando não era para qualquer um.
O celular vibrou instantaneamente mais um vez, o que fez o olhos azuis da amiga loirara se surpreenderam e ao mesmo tempo mirarem na tela luminosa, era um rapaz mandando mensagem.
– Ain.. – choramingou a rosada.
– É o cara da boate?
– É sim.
– Responde, vai Sakura.
– Não se estou pronta para isso Ino, eu ainda amo muito o Sasuke.
– Responde logo mulher, você só vai descobrir se tentar.
Sakura ficou minutos pensativa, observando o celular.
[...]
Estava um calor escaldante pela aclamada Nova York era verão, nada menos esperado, aquela caótica cidade que sabia ser intensamente calor, e o ar abafado não perdoava, e em certas épocas mais fria do que o suportável, no fim da tarde Hinata apenas desejava voltar para casa, afinal aquele clima não era algo a qual estava acostumada. Ela adentrou-se na mansão Uchiha que era seu novo lar, carregando as varias sacolas de compras ela passou da porta de entrada com um pouco de dificuldade, e rápida, Naruto apenas observava seu jeito um tanto engraçado como carregava as sacolas de compras e quase batia as estatuetas de decoração que Sasuke colecionava com tanto carinho, mas era quase, ainda bem.
– Tem certeza que não precisa de ajuda? – ele berrou vendo ela subir as escadas meio ofegante.
– Logico que não – a azulada respondeu – peça para Honda um suco de limão bem gelado.
...
Depois de guardar tudo no seu quarto, Hinata trocou as calça jeans colada por um vestido bem fresquinho, liso azul turquesa de comprimento até as coxas singelas, soltou os cabelos e pôs os chinelos brancos que permitiam o vendo ventilar os dedos delicados. Ela saiu do quarto, desceu as escadas, e sentiu um silencio surpreendente na casa, nada além do doce cantar dos pássaros, e assim sorriu essa era a vantagem de morar tão próximo do Central Park, embora só tivesse vivido na cidade grande Hinata Hyuuga era uma jovem completamente apaixonada pela natureza. E era domingo dia de Honda ir ao EcoMercado de Nova York, comprar os legumes e verduras entre outras coisas absurdamente ecológicas e saudáveis pelas quais Sasuke era apaixonado, e ela também, o vendo gélido que denunciava a chegada de um chuva a atraiu para o lado de fora, e ao deixar sua pele branca encontrar os raios solares que estavam prestes a esconder entre as nuvens, ela viu ele, viu Naruto, do outro lado do jardim, no deck da área de lazer, todo confortável com os olhos azuis brilhantes que transmitiam tanto sentimentos e ao mesmo tempo, medo, e ao mesmo tempo frieza, tinha horas que era meio agoniante olhar para ele, era tão indecifrável.
Mas tinha um porém, ela era um Hyuuga, seu sangue transbordava confiança, transbordava astucia, e por ser um Hyuuga não tinha medo de códigos, assim, no caminho cimentado no meio da grama ela caminhou até ele, enquanto o loiro ainda não a olhava, fitava o céu com seriedade.
– Pensei que tinha ido embora – disse com educação e sorridente, aquele extraordinário sorriso que ele não entendia como existia, vê-la daquela forma, com aquele vestido tão cuidada tão linda, fez realmente pensar como Sasuke era sortudo, riu de canto a deixando intrigada, talvez por ser tão bonita era uma moça para casar, pena que Naruto não era um homem para casar.
– Queria saber se você deseja mais alguma coisa do seu escravo particular – ela riu.
– Você não é meu escravo.
– Sou o melhor amigo do seu noivo, e isso é bem pior – ele girou a cabeça analisando tudo a sua volta deitado todo folgado em seguida a encarou de novo – principalmente que você ficar me beijando por ai, ai vai ser bem pior mesmo.
– Nossa Naruto isso realmente te deixou intrigado, foi só um beijo – ela rebateu com certeza.
– Sou o padrinho do seu casamento, sou o melhor amigo do seu noivo, um dia provavelmente eu serei padrinho dos seus filhos – ela não gostava daquilo, do jeito que ele falava, como se ele mandasse como esse fosse superior, não era assim, Hinata foi educada entre os maiores tradicionalistas japoneses, ela podia ser humilde, ela podia ser jeitosa, ela podia ser alegre, ela podia ser educada, mas no seu país, gente como ela dava as regras.
– Fala como se não tivesse gostado.
– Só estou tentando entender por que aquilo aconteceu, se você ama tanto assim o Sasuke, por que me beijo? – ele disse como um desafio e uma malicia misturada tanto no sorriso quanto no tom da sua voz – sinto muito Hyuuga, eu já sou um homem de muitas mulheres.
Ele ia se levantar do sofá redondo por mais que estivesse confortável era hora de partir, mas Hinata com toda agilidade lhe posta em vida, o impediu.
Ela empurrou seus ombros másculos de fortes para trás, e como uma felina, toda leve feito uma pena se sentou com elegância por cima da barriga do loiro, mas aquele vestido, ah aquele vestido era curto demais que permitia o quadril encostar delicadamente na virilha dele, Naruto ficou absurdamente desconfortável, pois tudo que Hinata usava era um pedaço de pano qualquer toque nela era uma traição a aquele que sempre considerou irmão. Ele franziu um cenho vendo seu rosto abaixar e se aproximar, os cabelos azuis inundarem a sua cara o busto avantajado ficou amostra, era um vestido largo, fresco, mas que posição de confortável.
– Uzumaki Naruto – ela sibilou com sedução em seu ouvido – aprenda que eu sempre posso te beijar, a hora que eu quiser beijar, e quando eu puder beijar.
Ela o beijou então, com voracidade, mas Naruto não correspondeu.
– E você sempre vai corresponder – assim travou as unhas naquelas bochechas tão fofas e o beijou de novo, satisfeita de ter sido então finalmente correspondida, línguas dançavam entre os lábios disputando na verdade uma luta, preenchendo todo espaço que lhes permitiam, ela subiu a mão até a nuca dele passando os dedos pelos cabelos, e o soltou. Rapida, e sem ressentimento, ela riu e saiu de cima dele, andando para dentro da casa como sempre sem dar explicações.
– Mas o que foi isso?! – ele gritou, antes que ela passasse na porta.
– Brincadeira – ela respondeu gargalhando – você é engraçado Naruto.
Pela primeira vez, Uzumaki Naruto não entendia o que estava acontecendo, pela primeira vez uma mulher o deixou estático, assustado e sem palavras, pela primeira vez, ele não sabia o que fazer, e isso o deixava bem, irritado.
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