Heartless
12 The Princess Hyuuga
Notas iniciais
Uzumaki Naruto, loiro alto, incrivelmente bonito, elegante, rico, era um cara legal, podia se considerar um bom partido, sempre foi alvo de muitas mulheres, já teve diversas, oh se teve, e embora sempre chamasse atenção por onde passasse nunca imaginou estar em tal situação, Sasuke Uchiha foi seu primeiro desde que se lembra, apesar de Gaara e Shikamaru serem umas das pouquíssimas pessoas em que podia confiar, Sasuke era o único que ele considerava o verdadeiro irmão, ficou feliz quando o moreno mudou-se para o Estados Unidos, o loiro não lembrava de nada da sua vida antes do acidente o qual foi salvo e adotado por Tsunade e Jiraya, e por tanto rancor por ter sido abandonado e só pensava no presente, no atual, não se importava quem eram seus pais, por isso nunca os procurou, não se interessava se tinha amigos, se tivesse já teriam os encontrado também, mas que bosta de pessoa ele deveria ser, era isso que pensava, ele tinha sua madrinha, ele tinha seu melhor amigo, e isso, ah isso bastava. Honrava sua madrinha e seu padrinho, por tantos anos que agiram como pais, por toda a vida que teve e pelas imensas oportunidades, isso era algo que ele jamais poderia devolver, provavelmente toda a gratidão do mundo não seria o suficiente, e Sasuke o irmão para toda vida, por mais que não admitisse nem sob tortura amava seu amigo babaca e metido, e agora uma agora estrangeira com centenas de problemas na vida, estava querendo destruir tudo isso, Naruto perambulava pelo jardim de cabelo em pé, por que pela primeira vez ele não conseguia ler uma mulher, ela amava o moreno, dizia que amava, então por que o beijava? Ela não era apenas incrivelmente bonita mas tive um beijo absurdamente bom, o melhor que já provara, doce e delicado, mas era a noiva do melhor amigo, puta merda, coçava a cabeça confuso e ao mesmo tempo indignado, o Uzumaki sempre fora também um homem sério para aqueles que pouco o conheciam então era raro extremamente raro ver ele assim, agoniado.
Qual eram suas intenções? Que tipo de maluca ela era? Se ela contasse ao Sasuke?
Pensamentos borbulhavam a sua mente louca e indecisa, de uma maneira aflita e angustiada, Hyuuga Hinata havia aberto seus sentimentos consigo, ela era uma garota que havia botado a segurança dos seus problemas no loiro, e apesar dos sentimentos compartilhados ela continuava ser uma mulher misteriosa, buscando ser desvendada. Mas por que por ele?
Talvez, ninguém nunca tenha procurado entende-la, mas ele não apenas deu-lhe seus ouvidos e sua atenção, ele seu ombro de consolo, que junto carregava os próprios problemas, tão parecidos com os dela próprios.
Um murmúrio mais como um zumbido de moscas atravessou seus poderosos tímpanos, e o barulho da porta de entrada da sala veio logo em seguida, ah ótimo Sasuke havia chegado, com passos largos, atravessou o jardim com rapidez, subiu a varanda e conseguiu se apoiar no extenso blindex que dava vista ao jardim, a porta dupla de madeira pura em grossa, com detalhes esculpidos com nobreza e delicadeza se abriram e não era o Uchiha, era Ino e Sakura, tão inesperadamente, tão absurdamente inesperadamente.
– O que vocês duas estão fazendo aqui? – ele perguntou bufante com um olhar faiscante azulado cheio de desafios, realmente ele estava perturbado.
– Nossa tem um Naruto de mal humor aqui – murmurou Ino com voz doce e ríspida, aquele jeito autoritário cheio de persistência.
– Ahhh – resmungou.
– Ino e eu estávamos no Starbucks, Sasuke mandou a gente vim aqui – explicou Sakura com leveza e sutileza, se sentando a vontade na bancada do bar na sala de estar – e nós viemos, Ino falou com Gaara e Shikamaru e eles também estão vindo.
– E você por que todo esse mal humor? – perguntou Ino incrédula.
– Tente ser escravo da Srta. Hyuuga por um dia – ele rebateu.
– Como assim escravo? – ela e Sakura gargalhavam agora.
– Sasuke é muito ocupado, o pai dele e o irmão dele ficam ligando o dia todo, mandando ele fazer isso mandando ele fazer aquilo tudo em nome da empresa, a empresa, a empresa, só que eles esquecem que esse idiota esta preste a se formar e tem estagio e o TCC e blá blá... – ele começara a apanhar o copo de whisky para se acalmar – eu ainda não sei o por que mas parece que Hinata não sai sozinha, e o idiota teve uns problemas com o celular ontem..
– Que tipo de problema? – Sakura cortou trocando olhares com Ino.
– Nada demais – ele respondeu seco – e os dois brigaram, feio, os pais de Sasuke ligaram encheram os ouvidos dele de sermões, e Hinata tinha muitas coisas do noivado para fazer ele me pediu para acompanha-la e tentar acalma-la, e eu bom melhor amigo, eu sou de ouro nossa como eu sou gentil, acompanhei ela, em tudo.
– Uau, você é mesmo gentil, Gaara nunca tem paciência comigo no shopping – ela disse rindo.
– E onde ela esta agora? – perguntou Sakura.
– Lá encima, eu estou esperando aquele idiota – passou a mão pelo cabelos dourados lindamente espetados, era previsível para as duas amigas o quanto ele estava incomodado, Naruto sempre foi muito imprevisível, sempre agia como se soubesse de tudo, nada o surpreendia, então era incrível ver ele assim, nervoso.
Alguém bateu na porta novamente e adentrou saltitante, querendo imitar um super-herói, era o jovem Nara Shikamaru, sorridente e dançante, sendo seguido por Gaara, ele parou no próprio rodapé, e relaxou a musculatura e fechou a cara, dando visão para sua face sonolenta de sempre a única que carregava junto do jeito molenga, ele estava sempre cansado, e apesar de ser muito inteligente, tinha preguiça até mesmo de pensar.
– Brincadeira, isso é muito cansativo de ser fazer – murmurou tedioso depois de arrancar uma gargalhada das meninas, Gaara deu um aperto de mão no amigo e se posicionou ao lado da namorada, para de lhe selar os lábios.
– Por um segundo imaginei que ele tinha batido a cabeça – disse Ino – e quem sabe nascido um novo Shika.
– Isso seria estranho – respondeu Gaara – imaginem um Shikamaru animado, nada sedentário e cheio de energia e de vontade, olhem...
– Argh! – bufou Naruto balança a cabeça e coçando os fios loiros – eu não quero imaginar ele já é estranho o bastante desse jeito.
– Nossa como você é brincalhão cara – Afirmou o Nara, bocejando enquanto se jogava no sofá aveludado de Sasuke.
...
– Todos a vontade isso mesmo – a voz dele, ah a voz dele, aquele voz volúpia e roca, toda cheia de seriedade e ao mesmo tempo tão gostosa de se ouvir, ninguém havia percebido o Uchiha e dono da casa chegar – quando a amizade chega nesse ponto não se manda em mais nada nem na própria casa.
– Mas que metido esse Uchiha – os homens se levantaram fazendo uma reverencia tirando uma onda com o jeito do moreno, que batia as solas dos seus sapatos no tapete felpudo e adentrara então na sua sala de estar recebendo seu amigo. E como sempre a primeira pessoa que tinha que olhar, era ela, era Sakura, não por nada, apenas para saber que estava tudo bem, apenas para tem certeza de que ela estava bem, mal sabia que sua presença fazia o coração da jovem Haruno acelerar absurdamente, como não se falavam mais quase nunca, toda vez que podia vê-la a admirava muito sem se importar se ela ficasse sem jeito, apenas para depois a saudades demorasse mais para chegar, pois sentia falta dela, sempre sentia falta dos momentos com ela, adorava aquela rosada e era horrível as barreiras que nasciam entre eles, porém, Sasuke ainda insistia em tentar quebra-las.
– Conseguiu resolver tudo que tinha para resolver teme? – Naruto perguntou, e Sasuke abriu um sorriso cínico e curto nos lábios, característica única de si.
– Consegui mais que isso, eu vou estagiar no caso do assassinato e Eliana Borregar, e isso vai me dar a nota máxima no TCC final do ano, e me formarei como o primeiro da turma, falei com meu irmão, mesmo sendo tarde em Bruxelas e resolvi todos os problemas das empresas Uchiha que tinham para resolver – ele respondeu um tanto entusiasmado.
– Não entendo – indagou Shikamaru – por que resolve os problemas da empresa? Quando escolheu Direito pensei que estava abrindo mão disso.
– Meu pai, Sr.Fugaku tão severo do jeito que é, ele só deixou eu fazer Direito por que concordei em nunca abandonar a empresa, afinal apesar do meu irmão ser o principal herdeiro da presidência, parte de tudo aquilo também é meu.
– Que mais você fez? – perguntou Naruto novamente.
– Eu tive uma reunião por vídeo conferencia com o pai de Hinata, era de madrugada e ele foi rápido, por que a mãe de Hinata estava esperando por ele, bom, mas isso não vem ao caso agora. Eu fui buscar umas pessoas no aeroporto.
– Pessoas? – murmura a pergunta Ino que era sempre a mais curiosa.
– Olha esse Uchiha aprontando – comentou Gaara.
Ele apontou para a porta e não demorou muito para que passos fossem ouvidos, e assim, ela entrou na casa, toda linda, toda loira, toda alta e robusta, tão bela e como sempre seu jeito doce. Ninguém esperava, nem mesmo Naruto, que sua madrinha Tsunade Senju estava em Nova York. Enquanto Sasuke passava a manhã e grande parte da sua tarde resolvendo sua montanha de problemas, Senju Tsunade ligou para o moreno avisando que estava chegando em Nova York e que não queria que Naruto soubesse, afinal deveria ser um surpresa, assim com toda generosidade e saudades que tinha afinal Tsunade sempre tratou Sasuke como se fosse um filho também, e amava a aquela loira sempre tão brincalhona, ela e Naruto sempre foram uma dupla perfeita e queria naquele fim de tarde a presença de todos os seus amigos mais importantes, e a dela não poderia faltar, foi busca-la então, na maior boa vontade de vê-la e fazer uma surpresa agradável a todos, todos amavam Tsunade, atrás dela tinha a razão das conversas com seu irmão a tarde toda, afinal Tsunade não foi a única que Sasuke fora pegar no aeroporto alguns minutos antes a dupla de repórteres contratada por Itachi diretamente de Massachutes também chegara, ambos ridiculamente tímidos, e se vestiam muito bem, com certeza eram fotógrafos de alguma revista de poderosos. O nome da família Uchiha estava quase caindo em desgraça, as noticias horrendas de corrupção estavam começando a vazar por aí, e era de extrema importância anunciar o casamento de Hinata e Sasuke, que soava mais como um importante negocio entre os Hyuugas e os Uchihas.
– Madrinha! – Naruto não esperou e correu para abraça-la, odiava ficar longe dela, e era tão bom quando seus dias que contava para vê-la terminavam, e melhor ainda quando terminavam de maneira inesperada.
– Surpresa querido – ela respondeu o acolhendo em seu abraço materno por tantos anos que cuidou daquele loiro como se fosse um filho, seu único filho, e amava muito Naruto, ficar longe dele era muito difícil para ela. Mas Tsunade tinha seus compromissos com o hospital do câncer em Lousiana e Naruto tinha uma vida muito boa em Nova York uma vida que não gostava e abrir mão. Eles entendiam um ao outro.
– O que esta fazendo aqui? Assim do nada... – Sasuke não deixou a loira responder.
– Bom, bom, bom, surpresas a parte todo mundo sentando – era tanta conversa, que estralavam no ouvido de Hinata no andar de cima, não demorou para que a Hyuuga muito curiosa aparecesse no corredor, Sasuke a viu e não perdeu a oportunidade de se esquivar dos seus amigos e subir as escadas apressadamente. Sakura como sempre ficou sentada na bancada, vendo seu amado ir ao encontro dela, de novo, ela era tão linda, ela era toda perfeita, e nunca seria nem a metade de tudo que ela era, suspirou em desgraça, a ainda reunindo forças do fundo do peito para suportar tudo aquilo, por Sasuke, por ela, por todos, em nome da velha amizade.
Hinata viu ele subir as escadas indo ao encontro dela, enquanto todas aquelas pessoas tão repentinamente invadiam a sua casa de maneira inesperada e observavam os dois como se estivessem realmente apaixonados, Sasuke tinha uma sorriso cínico, como um moleque que aprontava alguma coisa, e estava até que bem vestido, de calça jeans, e camisa social listrada que combinava muito com os sapatos sociais também, ela franziu o cenho vendo que ele queria agrada-la, assim o moreno saliente se aproximou e abraçou enterrando as mãos com jeito delicado nos cabelos azulados, a Hyuuga ainda não entendia nada, enquanto ele custou a ergue-la e gira-la até o ponto que ele ficava de costas e o “publico” não conseguisse ver ambos os rostos.
– Desculpe por hoje – ele sussurrou para que ninguém ouvisse segurando em suas bochechas – você é minha amiga, você é como uma irmã para mim e tem razão não merece passar por isso, eu errei querida, me perdoe, você esta sendo generosa demais fazendo tudo isso por mim e por minha família e eu nunca serei grato o suficiente. Eu prometo que durante todo o nosso noivado e todo nosso casamento eu prometo que nunca mais farei você passar por isso novamente, e o que tiver que acontecer conosco então que aconteça.
– Sasuke... – ela pensou um pouco e refletiu, ergueu a cabeça encarando os olhos perolados com os ônix maravilhosos, pensou em Naruto, em toda aquela palhaçada, ah claro ela também havia errado porém ele não sabia – esta tudo bem – ela respondeu baixinho também.
– Serio? – sussurrou mais ainda o Uchiha.
– Sim – ela respondeu com um sorriso.
– Seu pai me ligou e o meu também, eles querem que publiquemos o noivado em uma revista, será publicada apenas aqui e na Europa, apenas para os Uchihas, você sabe, nossa situação ta complicada e precisamos de uns pontos positivos, mas nada no Japão respeitando do conservadorismo da família Uchiha.
– Incrível – ela indagou – meu pai nem sonha que a família de vocês estão falindo, e que estão com todos esses problemas, como Fugaku consegue convencer ele a aceitar essas coisas?
– Meu pai conhece muito bem o seu pai – murmurou de volta com um tom superior.
– Isso é verdade, quando eles chegam?
– Eu não sei, seu pai disse que ligara de novo – ela assentiu com a cabeça – hey são apenas algumas fotos, eu sinto muito.
– Não, tudo bem, eu só vou colocar uma roupa mais simples, ou menos chamativa.
– Tudo bem...
– SERÁ – berrou Naruto com um gargalho – que da para os noivos pararem de cochichar – Hinata mostrou a língua e saiu indo para o quarto se trocar. Sasuke custou a espera-la ali mesmo no topo da escada, e Naruto não pode perder a oportunidade afastada o quanto todos conversavam, ele se esquivou dos amigos e subiu as escadas ao encontro do Uchiha, Sasuke encostou-se na parede tendo seu pé como apoiou cruzou os braços vendo o loiro se aproximar, subindo as escadas com um olhar tão irônico quanto o dele, ambos trocavam arrogância no misto de ironia, era tão difícil serem amigos, eram tão diferentes e quase nunca concordavam em nada, devia ser por isso que se consideravam unicamente irmãos.
Um degrau abaixo do dele, Naruto sentou-se no corrimão, apesar de Sasuke uma das mais pouquíssimas pessoas em que confiava, não era tudo que ele contava, o loiro sabia ser muito reservado, mas o Uzumaki carregava consigo uma certeza absoluta das coisas e ar firme na hora de falar e de expressar, mas pela primeira vez se sentia duvidoso, falou com o Uchiha sem encarar seu olhar olhava pela janela parecia ser menos perturbador.
– Oi – ele disse rindo cinicamente, e tudo que ouvi do amigo foi um tranco no ar como se tossisse a risada e ao mesmo tempo tentasse segura-la.
– O que quer dobe? – ele riu.
– Quando você chegou em Nova York – começou a filosofar de um modo que apelasse ao seu lado emocional – eu te odiei, mas sei-lá por que diabos virei seu amigo, te odeio até hoje, mas gosto de você, você é meu irmão e tudo mais aquelas baboseiras todas, você começou a chamar de Dobe, e assim foi um bom tempo e demorou para eu descobrir o significado, então você me ensinou a palavra Teme, deu esses apelidos para nós por sermos amigos sabe, eu sinto que eu devo sempre te ajudar...
– Aham... – respondeu o Uchiha ironicamente.
– É serio cara, eu te amo brother – ele afirmou tocando no ombro do amigo e finalmente com coragem de encarar um no olho do outro – você é a única pessoa que bato do peito e chamo de melhor amigo, eu sempre faria qualquer coisa por você.
– Onde quer chegar Naruto?
– Quero que tenha certeza que esta casando com garota certa... – ele disse diretamente – sabe se ela é a mulher certa mesmo, se ela te ama e tudo mais, por que o que agente mais vê são tiranas abocanhando nosso dinheiro e nos traindo outros homens por ai – Sasuke não aguentou e caiu na gargalhada, quase perdendo o folego, nunca, nunca, nunca, nunca podia ter a oportunidade de ver Uzumaki Naruto falando dessa forma, era tão receoso e ao mesmo tempo direto, como se estivesse constrangido.
– Ai seu dobe... – Naruto bufou e o mesmo deu peteleco dos cabelos espetados e negros do Uchiha – ta, ta, ta legal, foi mal, continue.
– É serio cara, eu quero que você se case com a mulher certa, que ela te ame e você a ame também, quero que ela te faça bem e o homem mais feliz do mundo todos os dias durante toda a sua vida, por que você é meu irmão, eu não posso te proteger vinte quatro horas por dia eu preciso da ajuda dela, posso confiar na Futura Senhora Uchiha?
– Irmão – Sasuke disse segurando o riso – depois conversaremos sobre isso, conversaremos serio sobre isso, mas fique tranquilo, Hinata, é mulher certa.
...
Hyuuga Hinata desceu as escadas divinamente ela estava até que simples por que ainda estava na sua casa e sabia ser elegante sem exagerar, a revista queria a ver como Futura Sra.Uchiha, e não como princesa Hyuuga, vestia uma saia sino de couro com os babados da barra apenas um pouco acima do joelho, e uma regata branca lisa de seda pura divina, que combinava com os pequenos cristais no escarpam, seu noivo agora estava no pé da escada a esperando, e flash de câmeras fotográficas começaram a circular por toda a sala, ah os repórteres eles não perdiam nenhum detalhe mesmo, ele segurou em sua mão delicadamente e por mais que tivesse planejado tudo de ultima hora ah como sabia disfarçar bem, ele guiou a Hyuuga até a poltrona de couro puro e grande perto da lareira, seus amigos estavam em pé, e assim como os repórteres morrendo de curiosidade, ela sentou-se e cruzou as pernas com delicadeza e sorriu, sempre fingindo, como se estivesse adorando tudo que estava acontecendo.
Naruto a fuzilou com um olhar desafiador, fazendo a mesma corar involuntariamente, era um olhar que dizia muitas coisas, como se ele a conhecesse de verdade para ser tão intimidador, mas estava errado, nem de longe o loiro conhecia Hinata nem tão pouco os seus problemas, ela desviou seus olhos perolados para o chão então.
– Uchiha Sasuke, conversamos pouco com seu irmão no telefone – disse a repórter de óculos de grau e cabelo preso por um rabo de cavalo, enquanto as lentes fotográficas do seu parceiro não perdiam nenhum detalhe – pode nos falar mais sobre seu noivado com a Srta. Hinata.
– Eu conheço, Hinata, desde pequeno, e por sermos de famílias muito amigas e próximas, sempre foi desejo dos nossos pais que a gente se casasse, achamos que eramos amigos – ele riu de gente falso colocando as mãos nos bolsos – demorou um pouco para eu perceber que não sei viver sem ela, e acho que posso dizer o mesmo dela.
Hinata estava sem jeito, enquanto Naruto se sentia irritado, de repente não havia como uma garota legal que achou que fosse, não a viu como a mulher certa para o melhor amigo, ele sentiu nojo dela, por estar enganando Sasuke, e Sakura ainda imóvel na bancada, se perguntava o que estava fazendo ali, controlando ao máximo a sua vontade de chorar.
– Na semana que vem, celebraremos um noivado – continuou Sasuke – e por isso que eu chamei vocês aqui – apontou para seus amigos, desde Naruto até Sakura escondida perto do bar – vocês são meus melhores amigos, e imagino que sem vocês a minha vida nos Estados Unidos teria sido péssima, são meus padrinhos de casamento e eu tinha que dividir isso com vocês, daqui exatos dezesseis meses, na cidade de Tóquio a mais querida Princesa Hyuuga, se tornara a Sra.Uchiha, e para sempre será minha.
– Vai se casar em Tóquio? – perguntou Gaara, que na verdade perguntava por todos.
– Os padrinhos do lado de Hinata estão lá, as duas famílias também, sabe tudo é lá, não se preocupem tudo será pago pelos meus pais então nem tentem recusar.
– Ah sim nossa, ainda bem que você é rico Sasuke – disse Ino perplexa – e que o Japão é logo ali, nosso país vizinho quase.
– Ino tem medo de avião – murmurou Gaara recebendo no mesmo instante um peteleco.
– O Japão é logo ali Ino – ele respondeu para ela – vai dormir a viagem toda nem vai perceber.
– Posso pedir para o meu pai o jato da empresa Ino, você vai mais tranquila – ela disse feliz e se levantando da poltrona, Sasuke a segurou nos ombros da Hyuuga e a sentou novamente na poltrona.
– Eu ainda não terminei – ela o encarou com um olhar que pedia desculpas, os repórteres riram Tsunade riu, e em seguida ficou em silencio, o Japão, claro que o casamento seria lá, um lugar onde tanto Hiashi quanto Fugaku poderiam controlar ambos os noivos bem de perto, só não sabia se ela uma boa ideia para ela, nem para ela nem para Naruto.
– Mais alguma coisa a dizer Uchiha Sasuke? – perguntou a repórter.
– Bom – ele começou sorrindo – eu só queria selar este momento com um presente a minha noiva para ela saiba sempre o quanto é especial para mim – então do bolso da calça ele retirou um colar tão lindo quanto qualquer outro que todos já viram, era uma correte prateada com um pingente todo delicado em formato de lua minguante, cuja a mesma fora esculpida no mais raro dos diamantes, o diamante azul, cravado com cristais na ponta – Hinata, quando eramos pequenos eu te chamava de lua cheia, por causa dos seus olhos, porém você nunca admirou a lua com a mesma paixão que admira o mar, pois sim, sua maior paixão sempre foi o mar, e eu acho isso lindo em você, por isso para minha noiva eu dou a “Lua do Oceano” nome dado pelo próprio criador do colar eu juro.
Os olhos de Hinata brilharam, e exato instante que Sasuke colocou o colar em seu pescoço e sussurrou em seu ouvido.
– Hanabi-chan que escolheu – lagrimas por pouco não transbordaram enquanto seus olhos perolados cintilantes encaravam os ônix do Uchiha, ela apertou os braços da poltrona nervosa.
– C-como? – ela sussurrou de volta querendo evitar que as pessoas ouvissem.
– Eu pedi ajuda ao Neji, e mostrei muitos colares a ele, sabe por vídeo conferencia, bom ele deixou Hanabi-chan escolher também – Sasuke sorriu segurando na mão dela de um jeito serio, mas não por amor mas sim por amizade – foi ela quem disse que combinava com você por você se parece com a lua, mas ama o mar.
– Obrigada – ela disse o abraçando ainda controlando as lagrimas ao máximo.
– Hina, Neji não pode nem sonhar que eu te contei isso, ele não quer que você tenha esperança, por que ainda não pode vê-la – finalizou a soltando, Hinata fez apenas um sim em concordância e beijou seu rosto.
– Eles nunca se beijam? Tipo um beijo de verdade – murmurou Ino sem pensar arrancando a surpresa de todos ao seu redor – ué é verdade, só eu reparei gente?
– Japoneses Ino – disse Tsunade com sabedoria – eles são muito reservados.
[...]
Dois dias se passaram então, e o outono anunciava que um inverno intenso estava se aproximando no Japão. Tóquio sabia ser a mais singelas das cidades, toda caótica e toda gostosa de se viver, principalmente pela mansão Hyuuga que ficava tão protegida do barulho do centro, em uma área consideravelmente isolada, pois sim eles sabiam ser bem reservados. Era fim de tarde, e Neji Hyuuga estava quase sozinho naquela casa tão grande, só ele e a presença dos empregados, aproveitou o fato de sua irmã mais nova estar no colégio, pois apesar de uma deficiente Hanabi ainda era cheia de vida, ele foi até o quarto que um dia pertencera a Hinata, aquele quarto nunca era aberto, principalmente quando a pequenina estava por perto, nenhuma lembrança que envolvesse Hinata podia existir naquele lar, era o que Hemiko Hyuuga pensava para o próprio bem de Hanabi. Sentado entre as caixas de papelão já empoeiradas com o tempo ele fuçava no meio das lembranças, das bonecas de porcelana que azulada tanto amava e colecionava com sutileza desde criança, ah Hinata, ele sabia que você não era nem um pouco culpada, ninguém deveria ser julgado de uma força tão brutal por um erro tão miserável, pois ninguém nesse mundo amava Hanabi mais do que Hinata, ninguém, nem mesmo ele, e provavelmente nem mesmo seus pais. Em fotos que sua mãe juntou aos montes e também guardou naquele quarto o moreno se perdia em lembranças, Hemiko não permitia que o nome de Hinata fosse pronunciado, ela não permita lembranças ela não permitia saudades, nem saudades da mais querida Princesa dos Hyuugas podia se sentir, mas eles sentiam, ela fazia falta, ela fazia falta nas gargalhadas na mesa do jantar quando ambos começavam a brigar pela atenção de Hanabi, principalmente por que muitas vezes almoçavam, jantavam, passavam tardes inteiras sozinhos, por ter um pai tão ocupado, sua torta de limão fazia falta nas sobremesas do fim de semana, o tocar do piano que ecoava pela casa, pois sempre tocava tão bem e também suas loucuras, a maneira como sempre fora justa, tão sonhadora, e esperançosa, não havia ninguém que gostava mais de conversar de contar seus segredos do que sua irmã, ela era a única que sabia da existência de Tenten, mas falar com ela sobre isso ficara difícil também, numa tentativa de proteger a pequena Hanabi Hemiko Hyuuga criara barreira não apenas entre Hanabi e Hinata mas entre todos naquela família, e se perguntara por quanto tempo mais teriam que viver assim.
Suspirou pesadamente, uma vez, duas vezes, três vezes. Até ter os pensamentos interrompidos pelos passos desconfiados, que só podiam ser uma pessoa, não precisa vem quem era para saber o quão angustiada estava e ao mesmo tempo observando, analisando. Virou para trás e a viu se aproximar, toda luxuosa Hemiko Hyuuga, trajava uma saia longa bege de uma rasteirinha fechada cheia de pedras, a blusa de seda branca e com apenas a metade dos cabelos presos com uma presilha de contas, tão parecida com Hinata que chegava a ser extraordinário.
– Sua irmã deve estar chegando – dizia, querendo falar que esta na hora de trancar o quarto novamente, Neji bufou, ela jogou sua bolsa de couro branca encima da escrivaninha empoeirada e começou a andar pelo quarto – como ela esta?
– Bem, pelo menos essa noite ela dormiu bem – ele respondeu falando de Hanabi.
– Não é de Hanabi que eu estou falando filho – afirmou com seriedade, podia até ser uma pedra de gelo de um tempo para cá, e tão severa quanto qualquer outra pessoa, mas ainda era mãe, e ainda amava sua filha.
– Ah Hina – entendeu o mais velho então – esta gostando dos Estados Unidos.
– Ah sim, entendo.
– Onde você estava? Nem ouvi seu carro chegar na garagem.
– Fui resolver umas coisas da viagem, fui no médico de Hanabi, quero que uma enfermeira fique com ela, sabe por que as vezes ela tem pesadelos e não é nada fácil – murmurou em angustia, Neji se levantou do chão ficando frente a frente com sua mãe.
– Não acha que ela já tem médicos demais, enfermeiros de mais, fisioterapeutas demais?
– Nada é demais para a minha princesa, Neji – ela disse aflita e aquilo doeu em Neji profundamente. Por apelidos que Hemiko sempre deu aos filhos quando eram crianças e agora ela estava estranha e rancorosa de vez enquando.
– Hinata é sua princesa.
– Não comece com isso, eu exclui Hinata Hyuuga da minha vida.
– Eu sou seu príncipe, Hinata sua princesa, e Hanabi sua nobre donzela – ele afirmou a encarando de um jeito odioso.
– Hanabi, nunca mais vai andar Neji, nunca mais – disse botando a culpa no acidente novamente – nunca mais, e sentira dores na coluna para sempre, ela só tem quinze anos, e não pode nem mesmo dançar com o pai no aniversario, Hinata tirou isso dela, como quer que eu não a exclua da minha vida.
– Mas eu nem briguei com você por causa disso – Hemiko arregalou os olhos surpresa – estou chateado que Hina tenha deixado de ser sua princesa, afinal ela ainda é sua filha, mas eu ainda nem comecei a brigar pelo fato de você querer exclui-la da sua vida, sabe mãe, você tem fazer isso, você não aceita tudo que aconteceu com Hanabi e tem botar a culpa em alguém para não se sentir culpada, não culpada apenas pelo estado de Hanabi, mas culpada também pelo jeito a qual Hinata foi julgada, culpada por ela estar sozinha durante tanto tempo, culpada por ela estar sofrendo, você tem falar isso toda hora, esse maldito acidente o estado de Hanabi tudo, por você não se culpa só por Nabi, se culpa pela Hina também, você sofre por ela sofrer e por estar passando tudo que esta passando durante todo em tempo, e você fica remoendo o passado que já foi superado por todo mundo, para tentar diminuir a sua culpa, por que você não admite mas se culpa por Hinata esta sozinha sofrendo sozinha e longe.
– Hanabi nunca ira superar...
– Hanabi mãe, até hoje, foi a primeira, e que mais superou tudo isso – um silencio medonho os circulou entrando faíscas prateadas cheias de orgulho faziam uma guerra de olhares tão poderosos que davam medo.
– Príncipe, não faça isso comigo – ela murmurou com um tom de ódio.
– Sabe por que Hanabi tem pesadelos todas as noites? – começou novamente disposto a jogar tudo na cara dela, sua intenção não era mudar a historia ou fazer Hinata voltar para casa, sua intenção era apenas que ela parasse de jogar o veneno rancoroso encima das pessoas – por sente falta da irmã, toda vez que Hanabi tinha um pesadelo Hina cantava para ela.
– Onde quer chegar?
– Eu não quero mudar seus planos, pelo contrario, durante sete longos anos eu os respeitei, e continuarei respeitando, eu só quero que pare de jogar a culpa nela toda hora, o acidente não aconteceu por que ela odeia Hanabi, não aconteceu por que ela quis que acontecesse, não aconteceu por que ela é uma psicopata – eles se olharam – mãe aconteceu por fatalidade da sua irresponsabilidade e com pitadas da sua educação que sempre a desafiou.
– Esta dizendo que sou culpada?
– Não, estou dizendo que você a provocou a vida toda, Hinata sempre foi até mais responsável que eu – disse sincero pensando o quando já tinha curtido a sua vida – pode afasta-la o quanto quiser, sinceramente acho que ninguém liga mais, nem ela, mas, não tente nos envenenar, não tente envenenar Hanabi não tente se envenenar, por que ninguém nem eu nem você nem o papai esta sofrendo mais do que ela.
Hemiko riu de forma cínica.
– Eu não quero que ela se acostume ideia de ficar longe filho – Neji ficara em silencio – eu quero que ela chore, e pense todos os dias pelo resto da sua vida o que ela fez, eu quero que se arrependa e aprenda.
– Depois do aprendizado vem a chance.
– Ela já esta tento a chance dela, esse casamento é a chance de uma vida nova, por que uma chance de ficar perto de Hanabi de novo ela nunca mais vai ter!
– Ah Hemiko Hyuuga você não esta destruindo só Hinata, esta destruindo todos nós, e principalmente Hanabi – agora olhara para a mãe com um olhar severo, mas não de quem tinha ódio, mas quem também tinha pena, por que sua mãe apesar de tudo isso sabia ser a mulher mais generosa que já conhecera na vida – esse casamento é uma oportunidade para você tirarem o nome de Hinata da arvore genealógica perfeita dos Hyuugas, a família de pessoas bem sucedidas e perfeitas, é eu percebo, e quer saber, doí, fazer parte disso.
– Neji... – ela tentou o chamar vendo o mesmo se retirar como se sua presença fosse algo completamente desnecessária, os olhos de Hemiko ficaram completamente marejados de lagrimas, seu coração pulsava saudades de sua filha, e ao mesmo tempo era abocanhado por um ódio sem igual e mortífero, que desceu os punhos delicados e por impulso da mente socou o objeto que estava em uma caixa alta bem na sua frente, querendo livrar a raiva sem pensar, o pequeno conteúdo bateu contra a parede mofada por tantos anos que aquele quarto ficava trancada, e se estilhaçou em milhões de pedaços. Quando o Hemiko olhou meu o objeto muito mais do que seu coração partira em pedaços.
– Não... – disse a si mesma correndo pelo quarto, se ajoelhou no chão, tentando recompor os cacos com lagrimas que caiam desesperadamente da sua face, era raro ver a matriarca da família chorar, geralmente era assim, sozinha – não, não, não, não – continuava a dizer aos prantos querendo reconstruir o objeto, ela não queria destruí-lo, era especial.
Era um pequeno vaso, que Hinata pintou quando pequena na escola, foi um presente de dia das mães, era um dos seus favoritos, e realmente não queria quebra-lo, chorava de ódio da saudades que sentia da sua filha, e do ódio que estava sentindo da sua amada princesa, apenas, não admitia, nem a si mesma.
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