Heartless
4 The secret.
Notas iniciais
Era um bom dia, claro, radiante o sol esquentava bem o ar fresco, na cafeteria da universidade Sakura comia bravamente faminta a torta de frango e o suco de pêssego, Naruto que acordou cedo para fazer uma corrida matinal antes de ir para a academia e passava na frente do bloco que a rosada estudava não se importou nem um pouco em tomar um lanche junto a ela, pelo contrario seria ótimo a companhia da melhor amiga logo cedo, e ainda estava entristecida, de uma maneira conjugal o Uchiha fisgou seu coração mesmo que fosse sem querer, e agora tal anzol a esta machucando, estava ardendo, e mesmo que todas as maneiras tentasse dizer para si mesma que tinha que esquecer parecia tão impossível cada vez mais doloroso, sempre soube da possibilidade de que naquele romance ela sairia ferida, nunca quis acreditar na realidade, sonhar era mais fácil a deixava mais feliz, e parecia tanto que ele estava feliz também, seu jeito falante que chegava a incomodar até mesmo as pessoas mais pacientes do mundo a entregava, ele havia sumido, ela estava quieta e suspirante, triste mesmo, era absolutamente notável para uma garota que sempre falava mais do que a própria mente permitia, literalmente mais que os cotovelos, em limpava os talheres um no outro fazendo o tinir da prata irritar de alguma forma seus ouvidos e segundo em segundo sem mal mastigar enfiar pedaço por pedaço do alimento goela abaixo, Naruto riu fracamente tomando seu isotônico de uva verde repondo a energias depois de uma corrida de três quilômetros.
– Sempre achei que japoneses eram frios – ela começou mexendo o canudo com o suco, Naruto riu sorrateiramente – mas vendo eles juntos.
– De novo esse assunto rosinha – rebateu levando a mão no rosto e fazendo um careta.
– Viu o jeito dele? A maneira como a tratou, viu o sorriso dele? Ele estava feliz, ele estava realmente feliz por vê-la ali.
– Não parecia muito diferente do jeito que sempre tratou você.
– Ah para Naruto, completamente diferente – respondeu certa das próprias palavras – sem falar que ela é...
– Linda – ele completou percebendo que ela não conseguia e Sakura bateu o punho fechado sobre a mesa sentindo perder os próprios nervos.
– Bem mais que linda – respondeu triste novamente – ela tem conversa, é delicada e gentil, sem falar nas inúmeras qualidades, que dizer, ela fala varias línguas, é prendada, tem classe e vem de boa família.
– Dinheiro não faz uma família ser boa Sakura.
– Claro que faz.
– Meus padrinhos nunca foram as melhores pessoas do mundo, e sempre foram ricos – ele riu.
– Sempre fala isso dele, mas ele sempre foi a melhor pessoa do mundo Naruto.
– Você não o conhecia tão bem assim – Sakura sentiu um tom de seriedade preocupante na voz do amigo, uma vez que Naruto e o padrinho que o adotou e criou sempre se deram absurdamente bem, como verdadeiros país e filhos, a rosada até chegava a imaginar que as vezes era por essa razão que o loiro nunca procurara seus pais verdadeiros, Jiraya sempre lhe deu o devido amor que sempre merecia, sempre o mimou, o encheu de atenção e carinho, junto da esposa Tsunade criaram o jovem Uzumaki, Naruto tinha um amor celestial pelos dois e um divida que considerava eterna, mas ela não podia deixar de notar o quanto as vezes ele falava de maneira estranha, como se seus pais adotivos fossem pessoas ruins.
Antes mesmo que ela pudesse dizer qualquer coisa, tal visão fez com sua boca ficasse entre aberta, paralisada entre a mente e o mundo real, Naruto percebeu logo de inicio os olhos esmeraldas focalizados em alguma coisa que não era ele, Sakura estava definitivamente em estado de pause, e só tinha uma coisa que a deixava assim, o sino da porta da confeitaria tocou e logo o loiro sentiu dois tapas de leve nas costas, era ele mesmo.
– Seu idiota eu disse para me esperar para correr – murmurou Sasuke, cumprimentou Sakura que estava gélida e sentou-se na cadeira junto com eles, ele se ajeitou ignorando a pressão feita sob o ar, ignorando o jeito de sua amiga, ela estava estranha, mas simplesmente queria ignorar, era uma tentativa de preservar a amizade que tinham.
– Você não acordou – respondeu Naruto – pensei que ia direito para a faculdade.
– Ah não, eu fiquei até tarde ajudando Hinata a desfazer as malas – ele bocejou espreguiçando-se jogando os braços para trás exibindo involuntariamente os músculos definidos trazendo olhares de mulheres aos redores para sua direção – e depois vou ajuda-la com alguma coisas.
– Que horas vai encontra-la?
– Logo, umas dez horas.
– Almoço?
– Não, vou almoçar com a Hina, fica para outro dia – agora a atenção era toda dela, Sasuke era todo dela, seu nome ainda lhe causava um certo arrepio na espinha por ter ilusões imaginarias da maneira de como o amor da sua vida seria feliz com uma mulher milhões de vezes mais perfeita do que ela, é Sakura estava incomodada, mais que isso, desmoronada.
– Ah estou perdendo um amigo, isso é frustrante – o moreno riu.
– A boate sábado ainda esta de pé.
– Pelo menos isso!
– Mas Hinata vai junto – ele gargalhou e Naruto bufou em brincadeira, ele jogou o olhar ônix fascinante encima dos esmeraldas, ela recuou mas não deixou em encara-lo – e você Sakura? Como foi seu dia hoje? – de um jeito sedutor que provocava as profundezas dos tímpanos.
– Meu dia só esta começando Sasuke – ela sorriu.
– Ah sim, ainda esta cedo – ele sorriu de volta – talvez eu deva perguntar mais tarde.
– É mais tarde talvez eu consiga responder – o sino da porta tocou mais uma vez anunciando um novo freguês, eles nem perceberam muito quem era, mas Haruno e Uchiha continuaram a sorrir um para o outro e Naruto apenas analisava a maneira deplorável que encontrava-se aquela amizade, seu melhor amigo, ele tinha que admitir, sabia ser um grande imbecil por deixar um garota tão extraordinária como a rosada deixar que ela simplesmente fosse embora, Hyuuga Hinata podia ser formidável, mas talvez Sakura poderia ser melhor para ele, ele simplesmente não entendia o porque daqueles pensamentos nunca foi sentimental, mas vendo a maneira como se agiam, era tão involuntário, mas totalmente inevitável, adoram se provocar, era sempre assim. Sasuke talvez por ser tão calculista não conseguia perceber, uma certa Haruno era mais importante do que conseguia notar, ele não notava, em relações amorosas o moreno sabia ser uma pessoa completamente desprovida de inteligência, porém outras pessoas notável, e algumas não gostavam.
– Irmãozinho – a voz moribunda de Itachi o surpreendeu, Sasuke travou sua respiração e ergueu o olhar visualizando o jovem Uchiha mais velho, espelho de seu pai, parado diante dos seus próprios olhos, ele era sempre muito cauteloso, e surgia em lugares inexplicáveis, talvez o vigiasse ou coisa do tipo, Itachi sempre surpreendia.
– Como me encontrou?
– Eu tenho meus meios – sempre a mesma resposta, sempre misterioso – eu vim me despedir.
– O que? – e sempre apressado, Itachi era um homem ocupado, surgia quando menos esperava e ia embora sem dar explicações, um homem do mundo cheio de segredos e de tarefas.
– É esta na hora, alguém precisa estar em Bruxelas uma certa hora – riu de canto, uma coisa que o mais novo não pode deixar de achar estranho é que aquela era a primeira vez que o irmão estava se despedindo – eu falei com Hiashi nessa madrugada Sasuke.
– Na madrugada? Você e Hiashi? E Hinata?
– Eu imagino que ele ligara para ela hoje a noite, afinal é noite no Japão irmãozinho assim que amanhecer ele ligara e dará a grande noticia.
– Que noticia?
– Eu o convenci, Hinata morara com você, eu afirmei sobre como esse casamento esta certo e na maneira como vocês se conhecem faz tempo, alias assim ela se sentira mais protegida e será melhor mesmo que morem juntos – Uchihas, sempre mirabolantes, Sasuke não gostou nem um pouco daquela noticia, ele franziu o cenho desconfortável o que não passou despercebido por Naruto tão pouco por Itachi.
– Não era esse o combinado.
– Ah irmãozinho não finja que não esta feliz, eu vi o piano lindo que comprou para ela.
– Piano? – aquela conversa ficava cada vez mais estranha, seus amigos não ousaram se meter, mas Naruto percebia a cabeça de sua amiga abaixar mais e mais.
– Não se faça de modesto, grande e branco com uma fita gigante, e o belo cartão, que bom que – ele prendeu a respiração fazendo um ar apaixonado e zombador, mas só que o irmão sabia entender – esta tão apaixonado por ela, já vou indo.
– Espera – como sempre era seco sem dar satisfações, Sasuke pouco lembrou-se que Sakura deveria estar chateada pensando que ele era um homem apaixonado pelo linda Hyuuga, ele se levantou vendo Itachi deixar a porta o ignorando, saiu do estabelecimento apressado e esse era seu irmão mais velho sempre apressado sempre ocupado da mesma maneira que Uchiha Fugaku sempre era.
– Itachi espera! – berrou da calçada e ele se virou deixando que seu irmãozinho se aproximasse, o Uchiha colocou as mãos na cintura e pensou um pouco, passou a linga entre os lábios e levou o polegar a testa – que cena foi essa?
– O que?
– Piano, morar junto com a Hina, não entendi nada disso.
– Se você insiste em ficar perto dessa garota de cabelos rosa, o mínimo que eu posso fazer é me prevenir deixando bem claro que você é noivo, e esta apaixonado.
– Mas ela já sabe disso.
– Como se fosse o suficiente – ele gargalhou – você não tem ideia da nossa situação não é mesmo Sasuke, esse casamento é mais importante do que você imagina, os Hyuugas são nossa única esperança.
– E precisava comprar um piano para Hina? E fazer toda essa cena na frente da Sakura?
– Você é bem mais galinha do parece, não tente me enganar, e ela mais apaixonada do que deve ser, da próxima vez atenda a droga do seu celular, imitar sua letra foi bem difícil.
– Para onde vai agora?
– Já disse vou para Bruxelas – suspirou – tentar fazer alguns negócios, conseguir uns empréstimos, acessar umas contas antigas.
– Falou com ele?
– Nosso pai? – Sasuke fez um “sim” com a cabeça – é ele vem lhe visitar, mas não agora, talvez espere para que Hiashi venha também – houve um silencio no ar, Itachi percebeu a mente de seu irmão caçula esvaziar olhando para a rua vazia e tranquila apreciando o ar da manhã.
– Você sempre some não é? – ele disse então, numa pergunta retórica e desabafada – sempre aparece do nada, e some do nada, hoje vai para Bruxelas e amanha onde vai estar? Esta sempre vigiando tudo, fazendo planos armações, é calculista e visa o dinheiro o tempo todo – ele suspirou pesado – seus pensamentos, localização é tudo um mistério, como se seus segredos tivessem segredos.
– Você não esta nem um pouco feliz com esse casamento.
– Hinata não merece isso.
– Ela só precisa se apaixonar por você e vivera feliz ao seu lado para o resto da vida, e você só tem pelo menos que esta apaixonado por ela também – O que o Uchiha mais velho nem imaginava frio e cauteloso do sempre foi, era que Hinata e Sasuke eram amigos demais para se engarem, sim ela sabia de tudo, ele contou, ele nunca a machucaria, nunca brincaria com seus sentimentos, ela era como uma irmã, sua pequena protegida desde a infância quando ambos brincavam na casa dos Hyuugas em Tóquio.
– Não é certo.
– Mais alguma coisa Sasuke? – mudou de assunto entediado ignorando os sentimentos do jovem Uchiha – eu realmente preciso ir pegar o avião.
– E Hanabi?
– Sabe que Hinata não pode vê-la – o encarou de jeito medonho – e acho bom que você não tente ajuda-la não queremos conflitos nesse noivado.
– Foi apenas curiosidade – finalizou com o olhar desafiador que Itachi temia, não por ser Sasuke, até por que jamais se intimidaria com seu irmão mais novo, mas por não estar por perto caso resolvesse fazer alguma loucura ou besteira, o mais velho ainda tentava entender o que o irmão fizera tão de repente para conquistar a primogênita dos Hyuuga, por mais que seu irmão mais novo ela ainda se recusava-se ainda mais esse casamento e agora tudo estava no caminhos que precisavam estar, do jeito que tinha que estar, talvez não devesse tomar esse fato uma preocupação, apenas deveria vigiar para que Sasuke não tivesse nenhuma recaída pelo jovem Haruno, tão pouco magoar o coração de Hinata, ah conhecia bem seu irmão, um destruidor de sentimentos, aquela garota era a prova verdadeira de sua certeza, porém o mais velho nem imagina que pela primeira vez Sasuke estava manipulando tudo de cima a baixo ele e Hinata, ambos decidindo fazer o que suas famílias mandaram, porém sem se magoarem, era amigos demais para deixar que um contrato matrimonial destruísse tudo que tinham, mas era tudo tão rápido que Itachi não poderia deixar de se sentir suspeito, a família Uchiha tinha outros problemas agora, seja lá o que seu irmão caçula estivesse aprontando teria que ser resolvido quando voltasse, afinal não se pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, ele suspirou como sempre e sem dizer muitas palavras adentrou no carro.
Sasuke apenas ignorou vendo a limusine preta blindada de distanciar, Uchihas, sempre muito frios, talvez até ele fosse um pouco, pensou em Sakura, mas não no mesmo nível que seu pai ou seu irmão, quando ficou sabendo do casamento ele simplesmente não fez nada, não ligou para Hinata, não mandou cartas de amor tão pouco flores ou chocolates, nem se importou em pegar o primeiro voou para Roma, sabia que seu pai estranhava, sabia que seu irmão desconfiava, mas eles não tinham nada com que se preocupar, Sasuke simplesmente contou a verdade a sua amiga e agradeceu por ela ajuda-lo, sua família não tinha que manipular mais nada, muito menos os Hyuugas, estavam fazendo exatamente o que lhe pediram e sem reclamar, Itachi gostava de mexer os pauzinhos, de colocar coisas onde não existiam, comprar um piano, escrever um bilhete, coisas que fariam eles se aproximarem mais, e mais que isso que fariam as pessoas olharem como se realmente fossem um casal romântico, agradeceu pelo irmão estar indo embora, levando junto com consigo seu veneno medonho.
Ele virou-se para trás e viu aqueles cabelos rosas faiscantes, saindo da cafeteria mas não indo em direção a ele, indo para seu bloco na faculdade, de cabeça baixa e limpando os olhos, ótimo, mais uma vez ele a fez chorar, levou as mãos até as têmporas, e ficou pensativo por um momentos, lembrando das palavras de Hinata na noite passada “ela é linda Sasuke, Haruno Sakura” e realmente não queria mudar a resposta que deu a sua amiga, a achava realmente linda, digna de carregar seu nome, flor de cerejeira, tão bela e meiga quanto a própria, mesmo que fosse neurótica, destruidora muitas vezes brava na verdade Sakura era delicada como um porcelana tão frágil quanto o vidro, tão linda que nunca deveria chorar, nada deveria abalar aquele rosto primoroso, nada além dele mesmo.
Naruto se aproximou, sendo sempre simples e direito.
– Você esta a destruindo – murmurou colocando as mãos no bolso da calça que usava para fazer as corridas matinais. E Sasuke apenas suspirou, ele não estava errado.
– Você não precisa ficar me lembrando disso o tempo todo – resmungou para o amigo – você sempre me leva nas festas, me arranja mulheres e mesmo sabendo que estou com ela, de repente resolveu ter pena.
– Ela ainda é minha amiga, minha melhor amiga, então não é pena – Sasuke soltou o ar pensativo.
– Sasuke...
– Você vai almoçar com a Hina – disse se preparando para caminhar em direção ao bloco de anatomia – não leve ela para comer fast food, ela odeia.
– Oi? Por que eu vou almoçar com a sua noiva?
– Por que eu não vou, e não posso deixar ela sozinha.
– E onde você vai? – vento parou deixando apenas vagar uma santa brisa, ele olhou o campus e sorriu de canto.
– Vou resolver uns assuntos.
[...]
Enquanto, na mansão de um certo Uchiha, já era a terceira vez que Hinata circulava o majestoso piano de calda marrom envelhecido envernizado e reluzente, desceu as escadas e encontrou o mesmo no meio da sala de visitas, com uma fita grande e vermelha, um cartão pendura, dizia ser de Sasuke.
“Para a noiva mais incrível do mundo que faz ser o homem mais sortudo do mundo, toque para mim todos os dias minha amada. Sasuke.”
Nem se o amigo nascesse de novo, ele escreveria tais belas palavras em um cartão tão bonito, na verdade, principalmente por que Hinata não era sua amada, ela achou estranho, muito estranho, jogou o cartão encima da tampa, lembraria de perguntar para ele depois. Ela virou-se para o resto da sala, e soltou um grito e ao mesmo tempo tapou a boca soltando o ar aliviada, Uzumaki Naruto estrou na casa tão sorrateiramente que ela não ouviu um barulho sequer, levou o maior susto.
– Perdão – ele disse a mirando com os olhos azuis incríveis – eu a assustei.
– Assustou mesmo – disse arregalando os olhos perolados surpreendentes e desviando o olhar meio constrangida – o que faz aqui?
– Sasuke, não esta disponível – deu um risada que mostrava todos os seus perfeitos dentes fazendo a jovem Hyuuga deixar as bochechas tremulas – ele não queria que você ficasse sozinha então mandou eu vim até aqui.
– Mas não é incomodo.
– Olha quando meu amigo pede alguma coisa, eu faço – riu de novo – então você querendo ou não vou continuar aqui.
–Hum, um amigo leal – ela sorriu de volta.
– Na verdade, vou querer cobra-lo depois.
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