Heartless
5 The beautifull smile.
Notas iniciais
– Pai eu apenas perguntava se ela estava bem, pelo menos eu tenho o direito saber.
Ela continuava a resmungar no telefone, Hinata estava no jardim de inverno do lado da escada, porém suas palavras afoitas ecoavam na casa fazendo o Naruto sentado na bancada de mármore da cozinha, imaginar, o que se passava na vida daquela garota? E por que Uchiha Sasuke tão seletivo estava interessado nela, um casamento tão de repente, o loiro era observado e sim, estava achando tudo muito estranho. Era uma duvida, deu um generoso gole no seu copo de água, meio serio, meio pensativo completamente entediado. Quando chegou a mansão tratou de explicar, que seu melhor amigo não poderia ir almoçar com ela, também contou sobre a mudança de planos entre os Uchihas e os Hyuugas, sobre ela ir morar com o Sasuke, a garota subiu as escadas com os pés pesados, e desceu gritando no celular e já trocada, do tipo decidida confiante, daquelas que qualquer roupa esta bom, estava vestindo uma saia jeans desfiada clara com a blusa básica creme e as botas de montaria cano longo marrom, foi para o jardim de inverno e ali continuou, escandalosa, chamativa, sorridente e ao mesmo tempo muito bonita, ah isso ele não poderia negar, Sakura tinha mesmo que se preocupar, mas o jovem Uzumaki também não retirava a beleza da amiga, tão diferente, tão fora do tradicional, suspirou meio em revolta sua queridinha rosada não merecia passar por nada disso.
Finalmente seus ouvidos conseguiram ouvir o solar de couro caríssimo bater no chão de porcelana, finalmente ela havia saído do telefone, Naruto ergueu a cabeça e arqueou a sobrancelhas, Hinata já estava pronta, e ainda com seu Ray-ban marrom e bolsa de veludo bege com franjas, bem-vestida como uma patricinha, e ao mesmo tempo tinha algo diferente, algo que ele não conseguia notar.
– Será que podemos ir? – disse sorridente, como ela conseguia ser sempre tão sorridente?
– Podemos, e devemos, eu estou morto de fome – ouviu ela rir curtamente enquanto a guiava até o carro, ele queria conhece-la melhor, odiava ficar intrigado daquele jeito, tinha uma imensa necessidade de saber quem ela era, mas pessoalmente, oralmente, fisicamente não isso não era o suficiente, Naruto odiava aquela sensação, de quem alguém estava deixando o ambiente diferente, de que alguém mudando as coisas, a vida das pessoas ao seu redor, principalmente a vida de Sasuke e Sakura, e como o loiro odiava mudanças, existia e como existia, algo nela que ele não entendia, enquanto passavam pelos jardim ele pegou o iPhone 5s e deslizou os dedos sobre a tela, digitando a mensagem com velocidade, Hinata ficou surpresa com a maneira a qual ele olhava a tela e de maneira despreocupada consegui andar tranquilamente sem bater ou tropeçar, franziu o cenho e o achou esquisito, balançou a cabeça por que era algo que ela não conseguia fazer, entraram no carro, Naruto ligou os motores e pisou na acelerador sem nenhuma dificuldade, Hinata pouco dirigia, tinha seus próprios motivos, bloqueou o celular e jogou no porta copos o primeiro lugar que viu, era um lindo carro, Audi Q5 branco e de ultima geração, seus olhos perolados não perdiam nada, ele era um rapaz muito organizado e também homem de poucas palavras, a fazia se sentir intimidada não podia negar. Ele dirigia tranquilamente pela cidade movimentada, Nova York era completamente moderna, linda, diferente, terra não apenas dos americanos, mas de várias pessoas de várias nacionalidades, Roma era uma cidade antiga, e qualquer cidade do Japão por mais obcecados e experts em tecnologia sempre podia ver traços das antiguidades, das tradições, estava gostando, embora ainda sentisse falta de casa.
Naruto então ouviu o celular tocar, e sorriu de canto, adorava seus informantes, eles eram muito rápidos, nada mais justo pelo salario que recebiam.
– Alô – ele disse, e logo em seguida disse algo com um sotaque diferente e o linguajar em russo que por sinal na combinação da voz aveludada e sedutora deixou um clima quente no ar que pairava no carro em movimento, sentiu o corpo todo tremer.
– Hyuuga Hinata, mestre Uzumaki, peixe grande, do Japão, historinha de sempre — disse o homem do outro lado da linha.
– Kabuto, seja breve – ordenou o loiro.
– Entendi, esta com ela – ouviu seu informante rir e ele bufou deixando Hinata intrigada – bom mestre, Hyuuga Hinata é filha de um dos poderosos magnatas do Japão, família excelente, o pai é Hiashi Hyuuga e Hemiko Hyuuga, os irmãos...
– Me diga algo que eu não sei, Kabuto, por favor – ele riu e se ajeitou no banco de couro ainda dirigindo.
– Ah claro, senhor, perdão. Bom ela estudou sempre no mesmo colégio em Tóquio, mas com dezesseis quase dezessete anos ela mudou-se para Roma, o que é muito estranho por que todos os Hyuugas vão durante um ano para o mesmo colégio interno após o termino do ensino médio, O Yamasaski, e ela foi logo após ter sofrido um acidente de carro, eu não sei ao certo as causas não há informações sobre isso e duvido que eu encontre se for grave, Hyuugas são sigilosos, ah isso é interessante, em todo o período que esteve na Italia os pais nunca foram visita-la, e ela passou a ir para Tóquio uma vez por ano durante dois dias apenas, ela é muito próxima de um amigo seu Uchiha Sasuke, parece que as famílias são unidas, muito unidas.
– Só isso?
– O que mais o senhor deseja? Ela é uma excelente aluna, nota máxima em tudo, adora ler, adora animais, descrições nas redes sociais e na impressa caracterizam ela como inabalável Hinata sempre sorridente e carismática, ela fala francês, inglês, japonês e claro Italiano, quebrou a perna uma vez andando a cavalo e foi atropelada saindo de um museu em Paris, deixa eu ver, deixa eu ver, ahh ela passou por tratamento psicológico assim que chegou na Italia, o que mais quer que eu descubra senha do celular dela?
– Entendi.
– Ah Mestre, sei que hoje não é dia de vim na cede, mas nossas transações, quer dizer Kakuzo esta com di....
– Vou desligar – Outro mistério era o que o loiro fazia, negócios só eram tratados nos dias de negócios, ele nem esperou o funcionário terminar de falar, simplesmente bloqueou o celular de novo finalizando a conversa, e Hinata nem sequer sabia do que se tratava, pensava que ele nem estava prestando atenção no transito, mas ela se enganou quando ele virou o carro com pressa, e entrou de frente na vaga praticamente na porta do restaurante, O Juliet, parecia ser um dos caros e refinados restaurantes, e ficou pensando se era mesmo o local apropriado, Naruto deveria estar pensando que ela era um fresca e por isso um local tão luxuoso quando na verdade apesar de odiar ela não se importava de comer um x-burguer de vez em quando, mas ele também era rico, então também haveria a possibilidade de que aqueles pensamentos estavam errados. Ele desceu do carro e foi logo entrando no recinto, não se importou tão pouco se preocupou em impressionar, não era nada cavalheiro, Hinata também não esperava que ele abrisse a porta do carro, mas ela se sentiu uma desajeitada, desceu e o seguiu, definitivamente ele não era um homem de muitas palavras tão pouco provido de boas maneiras, na Italia havia muitos homens cavalheiros por amizade apenas, ela achou estranho por que ele conversava tanto perto dos amigos no dia em que se conheceram ele parecia ser uma pessoa mais falante, talvez quisesse apenas ser hostil.
O Juliet, era um restaurante oval, e bem no centro tinha um jardim fresco e bonito, era onde estavam as melhores mesas, passando pelo corredor de entrada Naruto praticamente desfilava, a recepcionista logo os aguardava.
– Cassia! – chegou de braços abertos saudando a bela mulher loura, aparência verdadeiramente americana, incríveis curtas e uma beleza formidável, deram um beijo no rosto e ela sorriu.
– Uzumaki Naruto – ela respondeu – já é a quarta vez que vem aqui essa semana.
– Ah Cassia sempre quero vim para ficar conversando com você, mas ultimamente ando muito acompanhado – ele riu abafado e colocou a mão no bolso tirando algumas notas de cem – mas pode ficar para outro dia né? – e depois passou a mão em seu queixo.
– Podemos ver – sua resposta podia ser difícil mas o sorriso de orelha a orelha transparecendo todos aqueles dentes brancos mostravam interesse.
– Imagino que tenha uma mesa para mim.
– Nunca temos mesas aqui, apenas com reservas – sorriu mais ainda e olhou para Hinata guardando o dinheiro no decote – mas para um cliente com você Naruto, sempre arranjamos.
– Ótimo, venha Hinata – ela continuava a caminhar atrás dele, com uma cara de quem acordou num mal dia, não pode deixar de se incomodar com tanta persuasão em uma só conversa. Eles se sentaram à mesa no jardim que era protegida por um guarda sol, Naruto fez questão de pedir a sugestão do chef para ambos, ele se ajeitou na cadeira pegou o celular e começou a mexer, entrando nos aplicativos jogando qualquer joguinho, Hinata nada fez além de considerar uma enorme falta de respeito.
– Então Hinata – era uma maneira muito clichê de começar uma conversa, mas não estava nem ai, ele começou um assunto mais ainda com os olhos azuis cintilantes fissurados na tela luminosa – o que esta achando de Nova York?
– Estou gostando, eu vim aos Estados Unidos poucas vezes, você sempre morou aqui?
– Desde que eu me lembro.
– O que quer dizer? – certas vezes, na verdade quase sempre o Uzumaki não pensava nas próprias palavras antes de fala-las e nem na curiosidade que podiam causar nas pessoas, odiava ser tão precipitado.
– Nada, eu não quero dizer nada – deu os ombros fazendo um ar misterioso pairar – me fale de você.
– Por quê?
– Você é a noiva do meu melhor amigo, acho que devo lhe conhecer melhor.
– Eu não sei o que dizer, eu sou apenas eu.
– Seu irmão já foi embora?
– Deve estar chegando no Japão a qualquer momento desses, ele foi ontem cedo.
– Não você me intriga – ele parou de mexer no celular então e ela arregalou os olhos e fez uma expressão gélida, Naruto riu um pouco, de maneira espontânea como se fosse uma criança, era uma risada gostosa de se ouvir, ele apoiou a cabeça na própria mão e custou a ouvir – quer dizer não pude deixar de reparar que você tem problemas de família, é não se da bem com seus pais.
– Ouviu minha conversa no telefone e tirou toda essa conclusão?
– Sim, eu sei, eu sou incrível – agora era ela que ria – mas Sasuke me disse que você é muito carismática e divertida, inabalável Hinata, pode me explicar?
– Ah isso – fechou o sorriso meio tímida, que fofa ele a achou – eu passei por muitas coisas na minha vida, mas tenho a mania de achar que tudo acontece por que tem que acontecer, por que a sua vida precisa daquilo, felicidade é momentâneo é importante, é o que faz bem para alma para o coração, sofrimento, tristeza é o que te da – ela fez uma pausa e logo prosseguiu – aprendizado, da um encara de uma forma, algumas pessoas choram outras se perdem algumas entram em depressão, eu tento sorrir, tento ver o lado bom de tudo.
– Ah uma garota zen.
– Não vou dizer para você que nunca surtei na minha vida, pois já sim, mas eu não me irrito tão pouco me entristeço por qualquer coisa, eu sou muito forte.
– Determinada também.
– Gosta de problemas – ela perguntou, mas o loiro não respondeu, e vento fresco bateu levemente em seus cabelos azulados trazendo o cheiro de lavanda, invadindo suas narinas causando tremor em seus músculos, e ela continuou – bom, sou um conjunto magnifico de problemas.
– Por que diz isso?
– Gosto de me aventurar, de aproveitar, eu sei que as pessoas vivem dizendo para dos Hyuugas, que somos uma família cheia de princípios e tradições, vou te dizer uma coisa, eles são, eu não.
– Interessante.
– É o meu jeito, eu sou feliz.
– Esta certíssima, se aceitar minha opinião.
– Você fala como um cavalheiro, não precisa dessa sofisticação toda.
– Ah, só estou tentando fazer o papel do tratante idiota, que deveria estar aqui!
– Esta vendo, a conversa é muito melhor quando você é, você mesmo – ambos riram, e o garçom se aproximou os surpreendendo com suas refeições, Hinata bateu palmas discretamente e sem fazer som, eram risoto de cebola roxa com espaguete, digníssimo prato Europeu, o melhor amigo do noivo sabia agradar muito bem, ambos foram servidos e logo depois veio o vinho branco holandês, Dom Miguel Carrion, tão suave que descia quase que me má vontade pela garganta, o desejo mesmo era que ficasse eternamente na boca, apreciando.
– Uma vez, na Toscana eu comi um espaguete que me deixou vomitando no banheiro a noite toda, achei que nunca mais fosse comer, mas é ótimo, não da para você falar eu odeio espaguete, nossa eu amo comer – ela riu e Naruto nada disse, Hinata tinha classe, era bem vestida, rica, bonita, mas a realidade era que ela não estava nem ai para o seu status social, era ela simplesmente ela, apenas Hinata, do jeito estabanado e engraçado, não ligava para o que os outros pensavam, ela não tentava impressionar, ela não queria impressionar, seu jeito verdadeiro e puro era o suficiente quem gostasse era bem-vindo quem não gostava podia ir embora, ele ficou surpreso, pois a maioria das mulheres que conhecia estava a todo momento falando das suas vidas, das qualidades, querendo mostrar o corpo a beleza, todas queriam impressionar, mas ela, ela não, enquanto conversava tagarelando sem parar mesmo que fosse meio tímida e espirrava de boca cheia sem fazer nenhuma nojeira, ela sorria, toda hora ela sorria, e aquele sorriso sem nenhum esforço o surpreendia, ela era tão, verdadeira.
Eles se encaram então, e ela deu uma piscada amigável, querendo dizer que estava adorando o almoço, tímida, verdadeira e agora ousada, combinação magnifica e divertida, eram muitas qualidades ao mesmo tempo.
– Vamos pedir a sobremesa! – disse rindo, ria como uma refinada princesa, tão delicada.
– A maioria das mulheres tem medo da sobremesa.
– Ah, se eu tiver que ser gorda, serei uma gorda feliz pode ter certeza.
– Gostei disso!
– É serio, as pessoas tem se sentir bem, eu me sinto bem comendo, não vou virar um anoréxica só para ser gostosa, isso é para os fracos, você tem comer bem fazer exercícios tudo deve ter um equilíbrio, sem falar que não existe forma corporal perfeita, gorda ou magra alguém vai me amar do jeito que eu sou, e essa é a pessoa certa, a que te ama pelo que você realmente é.
– Você é interessante – se encararam mais uma vez, mas dessa vez um silencio circulou a mesa, os olhos azuis miraram nos perolados e ambos brilharam como se estivessem realmente aproveitando o que estava vendo, era como admirar uma paisagem, um lugar bonito ou qualquer outra coisa, fazia tempo que uma mulher não causava tamanha sensação em Naruto, era incrível.
– Seus olhos – ela disse então sorrindo angelicamente, por que ela sempre sorria daquele jeito? Por que sorria o tempo todo? E por que aquela sensação? – me fazem lembrar o mar, eu, eu gosto do mar.
– Por que gosta do mar?
– É a imensidão azul perfeita, é impossível olhar para o mar e não sonhar – sentiu as bochechas corarem só de imaginar mesmo o verdadeiro mar pelo qual era tão apaixonada. Naruto apesar de meio serio, ela conseguia notar, ele tinha um lado meio idiota de infância, meio brincalhão apenas não mostrava para ninguém, porém o fato de simplesmente perceber que existia já era bom, queria dizer que ele era uma pessoa boa, ele era um bom amigo para o Sasuke tinha certeza e estava certa queria ser amiga dele também.
– Os seus me lembram a lua.
– Todos dizem isso! – ela gargalhou, mas Naruto continuou serio.
– Não pela aparência – então o loiro a surpreendeu com tamanha afirmação – eles são puros, puros como a lua cheia de uma noite fresca.
Ela não soube dizer nada, mas ninguém nesse mundo jamais havia dito isso, completamente sem palavras, ela deu um gole na taça de vinho e arqueou a sobrancelhas vendo que ele ainda a admirava, seu coração acelerou consideravelmente adorou as palavras, eram lindas.
– Por que diz isso?
– Parece que posso sentir centenas de sentimentos flutuando pelas suas pupilas, você é acolhedora, você delicada, sincera, amorosa, meiga, e ao mesmo tempo completamente engraçada, ousada, divertida, gosto disso, você é equilibrada – sorriu, ele já adorava o sorriso dela mesmo, sorriu por que palavras se perdiam cada vez na sua garganta, no momento ela só enxergava a pessoa maravilhosa que ele era. Gostou daquele almoço, realmente estava sendo maravilhoso.
– Você é bom – ela disse.
– Que tal a sobremesa? – ambos riram.
– Acho ótimo.
[...]
Neji Hyuuga, chegou na mansão e eram cerca de uma da manhã, o fuso horário sabia realmente deixar o corpo cansado, não retirou nada do carro, deixaria isso para o empregados no dia seguinte, tinha muitas roupas em seu quarto até ir para empresa amanhã a tarde não precisaria de nada, avisou os seguranças que guardavam a casa que estava tudo bem, desativou o alarme e entrou no hall de entrada, retirou os sapatos e colocou suas as pantufas cinzas estava de calça social preta e suéter verde, passou pela sala de visitar passou pela área de lazer, o corredor comprido e aberto que atravessava o jardim e adentrou na segunda parte da casa, outra sala, a televisão estava ligada, ele fez questão de desligar, subiu dois lances de escada e passou por um corredor comprido apenas iluminado pelos delicados candelabros. É a mansão Hyuuga era enorme com toda beleza de uma tradicional casa japonesa divida em duas partes que eram ligadas por corredores que atravessavam o jardim imenso e florido o grande orgulho de Hemiko Hyuuga, nos fundos era a área de lazer, piscina, deck e uma área para quando tivesse festas, eram uma família muito grande, e Hiashi, o líder, era um homem que gostava de celebrações. Neji quase chegava em seu quarto, quando ouviu um voz tão meiga quanto a da sua irmã do meio que deixara do outro lado do mundo.
– Neji? – ela sussurrava, quando ele olhou para trás, viu a porta dupla do quarto de Hanabi entre aberta e o local levemente iluminado pela lâmpada do abajur, ele suspirou por saber que sua irmã caçula estava acordada, todo o silencio que fizera era e vão, ele sorriu e adentrou sorrateiramente no quarto.
– Baixinha – ele disse então, Hanabi estava deitada na cama modelo de viúva, nem muito grande nem muito pequena, ou melhor, nem de solteiro nem de casal, como sempre a porta da sacada estava aberta deixando o vento fresco da madrugada entrar no quarto, o closet e o banheiro estavam fechado ela sempre tinha medo, ele se sentou na beirada da cama, vendo os pequeninos olhos perolados brilharem.
– Mamãe disse que você chegaria de madrugada – ela se espreguiçou com dificuldade.
– Não faça muito esforço.
– Como foi nos Estados Unidos?
– Maravilhoso, Hanabi, Nova York é linda, completamente diferente de Tóquio, você iria adorar o milhões de lugares que tem para conhecer, muitas coisas muito divertidas para fazer.
– Será que um dia eu poderei ir para lá?
– Prometo que lhe levarei o mais rápido possível.
– Quando?
– Que tal embarcarmos no dia 27 de dezembro, eu prometo.
– Por que em dezembro? – ela olhava para o irmão com irritação, e Neji procurava palavras para descrever seus motivos.
– Época de neve pequena bem melhor – ele disse então.
– Já conheço a neve, e não gosto.
– Eu decido O.K? – disse brincalhão e dando risada, mas Hanabi não achou engraçado.
– É a época que a Hina viajar, todos os anos ela vem ver o papai e a mamãe, vai embora e viajar para qualquer país, é a época que ela não esta lá por isso você só vai me levar em dezembro.
– Baixinha...
– Como ela esta? – o irmão de levantou massageando as têmporas.
– Hanabi, já se passaram sete anos.
– Eu sinto saudades – os olhos brilhavam e Neji perdia a paciência com facilidade Hanabi era sua protegida, mas de todos naquela família também era a cabeça dura.
– Hanabi, não sentimos falta de uma pessoa que não vemos a tanto tempo, Hinata e o motivo de você estar... – ele não conseguia falar, se sentia enjoado já imaginando a palavra na sua mente – nessa situação, ela não faz bem a você, ela não faz bem a essa família.
– Mas ela é da família.
– Ela é um fardo, e infelizmente nós a amamos, e por que a amamos nós cuidamos dela, é o que a família faz, mas ainda não podemos esquecer que é algo ruim, só trouxe problemas, e por isso nós a afastamos.
– Mas por que todos podem vê-la menos eu?
– Você foi a mais prejudicada, não precisa de mais.
Ele não deixou que ela falasse absolutamente mais nada, deu as costas de qualquer jeito e se retirou do quarto fechando a porta, ela não viria atrás, ela não podia vim atrás, ele odiava fazer isso, odiava dizer tudo aquilo, sabia que provavelmente agora ela estava mais confusa do que nunca e como sempre morrendo de raiva dele por nunca lhe fornecer respostas, mas era o certo, era o melhor para sua pequena e doce Hanabi.
Andou mais um pouco até chegar em outra porta, e não conseguiu evitar, apesar de sempre ver Hinata, ele também sentia saudades, saudades dos bons tempos em que eram uma família de verdade, girou a maçaneta e abriu a porta dupla dando visão para o quarto vazio apenas iluminado pela luz da lua que entrava pela portas de vidro da sacada sem as cortinas, não vazio completamente, estava cheio de caixas empilhadas para todos os lados, ninguém quase nunca entrava lá, suspirou deixando seus músculos relaxarem, pois não importava o que tivesse acontecido e nem o quão errada ela fosse, e por mais correto que o próprio Neji era, não sabia odiar sua irmã, era impossível odiar Hinata, ele apenas sentia saudades, abriu uma das caixas e viu seus retratos, fotos com ele mesmo, com Hanabi, com seus pais, retratos que costumavam ficar perdurados pela casa ou de enfeite nas estantes, mas agora não existia mais nenhuma lembrança dela na casa, sua mãe fez questão de encaixotar tudo e guardar naquele quarto, suspirou de novo, e fuçando achou uma foto dela sozinha sorrindo tão linda foto que fora tirada uma semana antes de tudo acontecer, o porta retrato estava quebrado, foi no momento que Hemiko Hyuuga praticamente a desconsiderou como filha.
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