Heartless
7 Starting Saturday.
Notas iniciais
Do outro lado do mundo, a cidade Konoha é uma minúscula província do Japão com cerca de aproximadamente quarenta e cinco mil habitantes, conhecida também como lar da tranquilidade por se localizar no alto da serra, próxima e uma bela floresta no alto das colinas diversificadas por toda parte, era um lugar maravilhoso. O pequeno aeroporto que tinha pouquíssimo movimento, havia acabado de receber um jato particular, o comandante da torre já sabia de quem se tratava, e logo mais, provavelmente a cidade inteira saberia, em cidade pequena as noticias sabem correr rapidamente, e aquela era daquelas, chocantes, afinal já fazia mais de vinte anos que Senju Tsunade não pisava em Konoha.
Há muitos anos atrás, um casal deixou a ponderada e caótica Tóquio para trás, em busca de uma cidade que fosse perfeita para iniciar uma família, querendo iniciar uma nova vida, Minato Namikaze era o rapaz prodígio fugindo de uma família a qual sempre achou que não se encaixava, amava sua esposa mais do que qualquer coisa no mundo, ela era seu presente e para sempre a considerava seu futuro, mas seu pai não a aceitava, sua família inteira era contra seu casamento, ele foi embora levando junto os milhões que ganhou apenas com a vida de estagiário abriu sua própria empresa na pequena e humilde Konoha, cidade em fase de crescimento são excelentes negocios, e ao lado dela a amada esposa começou a construir uma vida, seu pai junto de sua mãe foram visita-los uma única vez, e disse que a partir daquele dia se não fosse embora com ele Minato não precisava mais se preocupar em ser seu filho, e foi o que aconteceu, naquele dia uma guerra começou a distancia, Minato até mesmo procurou o pai na tentativa de fazer as pazes, mas ele fora embora de Tóquio junto com sua mãe para algum lugar do mundo que nunca descobriu, e assim nunca mais teve noticias dele.
Tsunade era uma bela mulher que tinha seus sessenta e poucos anos, mas ela estava mais conservada que a maioria dos idosos, ela dirigia tranquilamente o Chevrolet Malibu alugado as pressas, remexia nos papéis que seu detetive particular havia lhe dado, saiu da pista principal e entrou numa estrada de terra, na reserva onde um condomínio natural para quem queria morar afastado do centro da cidade, depois de três quilômetros ela conseguiu avistar a casa gentil e tijolos a vista, toda de vidro, arejada com muitas arvores volta, simples, bem simples, porém organizada, luxuosa com um requinte perfeito de uma pessoa que gosta da natureza, estacionou o veiculo de boa maneira embaixo de uma sombra qualquer e desceu do carro com esbanjando beleza como sempre, a calça branca de seda de boca larga cobrindo o salto plataforma a blusa bege, óculos que cobriam os olhos tons de mel, os cabelos loiros estavam presos em um coque, apanhou a bolsa no banco de trás e a paste lotada de papeis, inevitavelmente seu celular tocou o apanhou dentro da bolsa meio surpresa por ver o numero na bina.
– Madrinha, pelas minhas contas você já deveria ter chegado ao Alaska umas quinze horas atrás e não me deu nenhuma ligação – só podia ser ele, seu amado afilhado, o garotinho que criou como se fosse seu próprio filho, como sentia saudades, odiava mentir para ele mal sabia que o motivo dela não ter ligado era que a viagem era muito mais longa do que ela havia lhe contado.
– Naruto querido, vou palestrar um congresso muito importante, eu cheguei e já me mandaram para o evento – respondeu cautelosamente com um tom de mãe na voz, e por mais que Naruto não a chamasse como tal, a considerava como sua mãe.
– Só queria saber se estava bem, estou com saudades.
– Meu amor, também estou com muitas saudades fofinho.
– Tá, não precisa falar como se eu tivesse doze anos de novo.
– E os negócios?
– Mais complicados do que você imagina, um dos nossos quase foi descoberto pelo FBI.
– Naruto, não é por que seu padrinho fazia isso que você tem fazer também, você é muito novo tem tanta coisa interessante por aí...
– Madrinha vou desligar, hora de ir para a base – educadamente desligou sem se despedir, e ela suspirou pela irritante mania que ele tinha, de querer ser como o homem que cresceu admirando, de querer ser como seu padrinho.
Guardou o celular, pensou por um milésimo no marido já falecido, pensou que tudo pudesse ter sido diferente se o mundo se dispusesse ao um pouco menos de orgulho e rancor, e olha só a situação em que ela se encontrava, ergueu a cabeça, se manteve firme, era por Naruto, no alto da varanda da casa o cachorro da raça são bernardo apareceu, e latia ferozmente, mas ela já o conhecia, o suficiente para saber que não mordia, mas inofensivo que uma misera mosca, porém o som da sua voz de cão era um alerta, e por de trás das cortinas que voavam no dançar do ventos para fora das portas apareceu, ela, a mulher que sempre menos desejava ver, abaixou a cabeça e ergueu, ela continuava a mesma mulher de aparência, na sua opinião, sonsa, um rosto meigo demais, um jeito bondoso demais, um carisma exagerado demais, tudo muito desconfiado, ainda tinha o mesmo cabelo ruivo e longo no tom avermelhado como um tomate e as vestias simplórias como se fosse uma hippie, vestido longo florido com babados , até mesmo seu rosto não mudara muito, a cara de espanta como se estivesse vendo um fantasma toda vez que via dona Tsunde, ah até isso continuava igual. Kushina, ela a deixou que continuasse paralisada, e caminhou até ela, passou pelo caminho de paralelepípedos e subiu os três degraus, ficando cara a cara como ela mesma, sua odiável nora.
– Tsunade... – sibilou assustada, trincando os dentes com um ar medonho e amedrontado de sempre, a loira nada respondeu de primeiro momento deixou que um certo mistério a atormentasse, desviou de sua frente e sem pedir licença adentrou na casa, alisando tudo com a se fosse fazer uma oferta para compra de um imóvel.
– É isso que o dinheiro do meu filho pode pagar? – ironizou, apenas de ter um estilo rustico e nobre, apesar de luxuosa e bem arrumada, era uma casa mais simples do que estava acostumada, porém não podia negar o desing maravilhoso e arejado toda de vidro tampados com cortinados belíssimos, cores leves e bordados, a noite era divina quando abria todas as cortinas era como deixar as estrelas serem visitas, a galáxia invadia a casa.
– Não sei se sabe, Sra.Tsunade mas...- a loira cortou a ruiva de má educação e provocação.
– Que meu filho morreu, é eu sei, que a empresa de vocês faliram, é eu também sei, que esta vivendo da herança que foi lhe deixada e uma floricultura no centro da cidade, eu sei disso também – Kushina fechou seu curto sorriso sem esconder a surpresa e a cara pasma cravada em sua face – a outra casa era mais bonita Kushina.
– O que esta fazendo aqui?! – começou a se enfurecer – como sabe de tudo isso?! Como sabia para onde me mudei?! Vocês desapareceram durante anos, durante vinte quatro anos vocês sumiram e Minato sofreu muito com isso.
– Ele pediu por isso.
– Como pode dize...
– Não vim aqui para discutir com você Kushina, sempre soubemos de cada detalhe de vocês, nunca deixamos de acompanha-los, nunca! Eu amava o meu filho, ele até podia me odiar, mas eu jamais o deixaria – Kushina coçou a nuca confusa pois não deixara de ser uma situação muito estranha.
– Você e o Sr.Jiraya nunca me aceitaram, Minato fez de tudo para que todos nós nos déssemos bem, ele era um homem incrível e vocês próprios pais só sabiam enxergar a ganancia maldita que nunca existiu, quando os mais gananciosos eram vocês mesmo.
–Kushina, meu filho esta morto a mais de nove anos, e eu nem sequer vim ao seu enterro por causa da nora inútil que destruiu minha família, mas eu tenho assuntos a tratar, e por mais que eu odeie olhar para sua casa, me recuso a sair daqui sem conseguir o que eu quero, não vim para ouvir sua historias melancólicas sobre nos procurar em suas vidas – até achou que foi educada, Sra Tsunade a odiava mesmo e na maioria das vezes falava de um jeito muito pior, muito pior mesmo, era arrepiante, a ruiva suspirou ainda coma cabeça fervilhando sem entender qual era o motivo de tudo aquilo.
– O.k – bateu as mãos e tentou ser gentil – o que quer falar?
– Como sempre sem modos não é Kushina, quando uma visita chega na sua casa você a deixa assim de mãos abanando? – controlou-se suas provocações eram um mero teste, se passasse talvez ela iria embora mais rápido.
– Ah, sente-se, quer um café? Um chá?
– Se faz um café horroroso deve fazer um chá pior ainda, prefiro apenas uma agua – a ruiva franziu o cenho e de má vontade e apenas por mera educação foi buscar um copo de agua, Tsunade sentou-se na poltrona espaçosa da sala de estar, a madeira dourada de almofadada com tecido de veludo vermelho, retirou os óculos ao ver, encima da pequena mesa redonda ao lado do sofá comprido, embaixo do abajur bem a sua frente, era um foto, era ela, seu marido Jiraya e seu filho, Minato, no dia da formatura, o jovem estudante de relações internacionais que se formou com proposta de um dos melhores empregos, estavam sorrindo, bons tempos, em que se davam bem.
– Ele procurou muito por vocês – a nora surpreendeu colocando o copo de agua a sua frente e se sentou-se também – ele nunca deixou de sentir saudades, nunca deixou de ama-los.
– Não foi o que pareceu.
– O que faz aqui Sr.Tsunade? – perguntou já em indignação a ruiva.
– Jiraya também morreu Kushina – retirou da bolsa um envelope azul e pôs encima da mesa de centro e encostou – já faz um tempo, só não tive coragem para vim até aqui, esse envelope lhe da acesso a um conta na Suiça, uma conta a qual guardou dinheiro a vida toda, é a parte da herança do garoto, Memma.
– Vocês...
– Achou mesmo que eu iria deixar meu neto, sem a fortuna que merece?!
– Não precisamos da sua caridade – rosnou em revolta.
– Não é caridade – a loira continuava tranquila – vocês nem sequer nos convidaram para o batizado – ela riu – que tipo de avós ele acha que tem, os piores eu imagino mas desde o dia que nosso detetive nos mandou as fotos, guardamos esse dinheiro para ele, não é caridade Kushina é a parte dele, por direito.
– Sabe que eram dois netos não é? – ela passou a mãos uma nas outras, seus olhos púrpuros em tons de roxo funcionavam como uma televisão, perdida nas lembranças – eram gêmeos.
– É um deles morreu.
[...]
Enquanto isso, era madrugada de sábado nos Estados Unidos da América, na sua nada humilde Mercedes, Sasuke dirigia pelas ruas movimentadas de Nova York indo em direção a boate, Hinata estava no banco do passageiro e deslumbrante, com um vestido justo e colado na cintura com detalhes em véu atraves do preto divino e a parte da saia que até um pouco acima do joelho, era toda rodada, o sapato azul era um destaque, seu cabelos estavam soltos fazendo uma cascata por cima dos ombros, o noivo também estava todo elegante, simples mas elegante, calça jeans e sapatos sociais pretos da mesma cor do blazer que vestia por cima da camisa listrada. Durante todo o percurso ela não podia deixar e notar no jeito desconfortável do dele, provavelmente era devido a seus esforços em vão de conseguir falar com a garota de cabelos rosas nos últimos dias, apesar de Sasuke manter sempre um jeito durão e nervoso era bem claro que estava muito pior, ele estava chateado.
Ao adentrarem na casa noturna incrivelmente lotada, o Uchiha pegou a mão da noiva e a guiou pela multidão dançante, calmaria não existia ali, o som da musica eletrônica fazia os ouvidos tremer, era uma noite agitada, e lugares bons como o Start House eram sempre frequentados pelas mesas pessoas, todos que viam Sasuke babavam em sua sorte por estarem ao lado de uma mulher tão formidável e bonita como a jovem Hyuuga Hinata, porém o moreno apenas olhava uma coisa do alto da escada, seus amigos no camarote trinta e seis, e ela, sim ela, Sakura estava lá, junto com Ino, Gaara, Kiba, Shikamaru e junto também com outros amigos, os olhos esmeralda da Haruno miraram para o casal, finalmente haviam chegado, Hinata não pode deixar de se incomodar, não por ciúmes, ou qualquer outra coisa, mas se sentia como uma pedra no meio do amor dos dois, Sasuke era um idiota, ela pelo seu gostar por ela, o Uchiha começou a guia-la novamente porém Hinata freou os pés nos mesmo instante.
– Não – afirmou sorridente – vou beber algo no bar, se não se importar.
– Mas lá encima tem bebida, vamos comigo – ele pediu meio confuso.
– Não é que eu ainda não conheço direito o lugar, eu quero dar uma volta, tomar uns drinks, converso melhor depois de beber você sabe – brincou ficando meio avermelhada e Sasuke riu.
– Então vou ficar aqui com você.
– Não – implorou – vá curtir seus amigos, você esta estudando mais que o costume ultimamente, e sei que esta incomodado, daqui a pouco eu subo.
– Hina...
– Vou ficar bem, daqui a pouco eu subo.
– Se não subir eu virei te buscar.
– Pode vim – ela riu, Sasuke a puxou e beijou sua testa com carinho, o que foi visto por muitas garotas ao seu redor, ele era cobiçado como era, mas aquele beijo na testa fez elas observarem a aliança de noivado no dedo da sua nova amada, as deixou decepcionadas, ele não nada bom com sentimentos, não sabia dizer com palavras a importância da amizade dela na sua vida, mas sabia demostrar.
Deixou ela ali, perto de bar, no meio da multidão dançante, tinha uma pulseira rosa no braço o que a permitia entrar na área vip, não precisava se preocupar, Hinata era uma mulher otimista forte e não a donzela em perigo que tanto aparentava, ela sabia se cuidar. Atravessou a pista de dança e subiu a escadaria passou pelo segurança e andou pelo corredor, até chegar na área em que seus amigos se encontravam, Gaara como sempre foi primeiro a cumprimentar já lhe entregando um copo de cerveja, Ino lhe deu um beijo no rosto, Shikamaru e Kiba apartaram sua mão, e Sakura apenas olhou e girou seu rosto para observar a festa que rolava diante das suas vistas no andar de baixo.
– Onde esta aquele imbecil do Naruto? – perguntou de primeira.
– Deve estar com alguma mulher como sempre – respondeu o ruivo – ou procurando alguma.
– E você ein, noivo! – falou Kiba gargalhando – não acreditei quando me contaram, você noivo.
– Pois é – respondeu, dando um golê generoso cerveja alemã trazida pelo amigo – ela é uma pessoa maravilhosa eu tenho sorte.
– Onde ela esta? – perguntou Ino, agarrando Gaara pelo pescoço.
– Dando uma volta na boate, já ela sobe.
– Ela me pareceu muito gentil e carismática – comentou Shikamaru – é Sasuke pelo visto alguém colocou mesmo uma coleira em você – no murmurar da conversa sobre sempre a incrível Hinata Sakura já se irritada e bebia com velocidade a drink preparado a base de suco groselha e vodka, seu preferido.
– Quero que vocês conheçam mais ela, todos – ele pediu – não quero que ela se sinta como uma intrusa.
– E por que se sentiria assim? – a pergunta de Kiba não deveria ter sido respondida, afinal ninguém tinha a menor intensão de deixar a Hyuuga constrangida, mas tanto Ino quando Sasuke se olharam e miraram suas pupilas na rosada distraída, seu namorado não nada observador, mas a loira era entendida, Sakura não estava dando brechas, não esta agindo da maneira matura que deveria, e apesar de ter todo o direito de ficar chateada, isso, estava destruindo sua amizade com o Uchiha.
Para todos terminar um relacionamento nada serio e continuar com uma amizade era absurdamente normal, mas apesar de Ino conhecer muito sua amiga, apenas ele tinha verdadeira noção dos sentimentos da sua amiga, isso não poderia negar nem a si mesmo. Sasuke era um rapaz absurdamente persuasivo e desobediente até, pois odiava obedecer as ordens de seu irmão, na verdade até gostava de fingir que elas não existam, se afastou da roda de amigos que conversava civilizadamente, colocando o assunto de dia depois de todos tiveram uma semana ocupada com os assuntos da faculdade e os trabalhos, deu algum passos até grudar na grade de proteção propositalmente, seu mais um gole na sua bebida e admirava a pista de dança no andar debaixo, mas era impossível fingir que ela não estava do seu lado.
– Não consegui lhe encontrar essa semana – começou a falar – te liguei, fui na sua casa, fiquei te esperando no fim da aula.
– É eu sei fugir bem – ela respondeu.
– Me lembro da primeira vez que viemos aqui – murmurou balançando o copo pensativo – eu tinha acabado de entrar para turma – suspirou.
– Você e Naruto ficaram absurdamente bêbados aquele dia – quase não dava ouvir sua voz fraquejada por lembranças atormentadas e divertidas daquela noite do passado, o barulho da musica estava muito alto.
– Você cuidou de nós – ele respondeu com um sorriso largo.
– Acho foi ai que viramos melhores amigos, nós três – falou rispidamente e friamente – e acho que sempre vamos ser isso melhores amigos, não importa o que aconteça – ironizou.
– Sakura...
– Vou pegar mais vodka, licença – inflou os pulmões e se retirou, ele não a impediu, não a chamou não foi atrás, por mais que odiasse vê-la dessa forma, e por mais que quisesse mais do que qualquer outra coisa concertar as coisas, Sakura já havia feito demais por ele, já se privou de muitas coisas, apenas por ele, então agora, também não a impediria, nem mesmo de sair para chorar sozinha.
...
Sentada no balcão metálico, com as pernas cruzadas Hinata tomava uma margarita sozinha, com os cantos dos olhos observava o camarote, Sasuke e Sakura conversavam e pelo visto, ele não estava tento muita sorte, ela não estava preocupada com o amigo, e provavelmente ele não estava muito preocupado com ela, pelo menos não da maneira de noivo e noiva que deveriam, Hinata teve lá seus amores, disse eu te amo e tudo mais, mas nunca os considerou amor de verdade, no termino de cada relacionamento nunca se sentiu triste ou depressiva, apenas mais solitária do que já estava, nunca encontrou alguém que realmente mexesse com seu coração, por essa razão não considerava-se um expert em amor, mas de algo sabia, ninguém deveria ser obrigado a passar o resto vida com alguém que não ama, o ser humano passa por milhares de problemas todos os dias, a sociedade tem problemas todos os dias, em um mundo cheio de rancor e ódio deveria existir alguém, a qual quando chegasse em casa em um único abraço pelo menos por uns momento te livraria do peso carregado nas costas, ela não era essa pessoa para o Uchiha, e definitivamente ela não era para ele.
– Não consigo entender – um homem a abordou, sentando no banco ao lado, era bonito forte, olhos negros brilhantes e cabelos dourados cheios de volume, um sorriso convencido de metido – uma moça tão linda como você assim sozinha?
– Essa moça linda, tem noivo – respondeu com um sorriso que fingia felicidade, mostrou o anel em seu dedo anelar.
– Como ele pode deixar uma noiva tão linda sozinha? – insistiu – quer dizer se eu fosse seu noivo não tiraria os olhos de você.
– Ele esta cumprimentando alguns amigos, eu já irei encontra-lo.
– Mas por que ir? – pousou a mão ousadamente em seu joelho e ela não gostou nem um pouco e a retirou no mesmo instante.
– Hinata. – alguém a chamou, uma voz aveludada e seria, ambos olharam para trás e viram Naruto, o loiro quase rosnava para o pervertido a sua frente com um olhar que amedrontaria qualquer um – algum problema por aqui?
– Seu noivo? – o homem perguntou.
– O melhor amigo dele – o Uzumaki respondeu grosseiramente – vamos Hinata Sasuke esta esperando!
– S-sim – odiou a vida por gaguejar, Naruto a pegou pelo braço e a guiou para longe daquele balcão, para longe daquele homem, a intensidade do loiro a quase fez tropeçar nos próprios passos enquanto era arrastada com velocidade entre a multidão dançante, eles pararam na escadaria do camarote e em fim pode tomar um pouco de folego, Naruto massageava as têmporas calmamente, não era do tipo estourado mas odiava homens do tipo convencido que insistiam em mulheres compromissadas, embora ele não fosse muito diferente, porém se tratava de Sasuke seu melhor amigo.
– Mais um pouco e eu ia arrebentar aquele cara – disse tranquilo, viu Hinata encara-lo então ele sorriu querendo tirar o ar tenso que circulava.
– Obrigada – foi tudo que respondeu.
– Não precisa ficar assustada comigo, eu não sou do tipo briguento – gargalhou e ela sorriu um pouco sentindo as bochechas queimarem um pouco, como ele podia ser tão carismático.
– Você não me assusta Naruto – murmurou com voz firme e ele se surpreendeu.
– Devo dizer que é a primeira que me diz isso com tanta astucia – inflou o peito e passou a mão entre os fios dourados reluzentes, que garota ousada era o que se passava pela sua mente, Sasuke tinha razão absurdamente, todos os dias, ela era uma mulher surpreendente.
– A maioria das mulheres preferem se fazer de indefesas para que possam cair na sua cama com facilidade – ousou mais ainda, e o loiro deu um largo sorriso – felizmente, eu não sou assim.
– Venha vamos subir, vai ser uma noite daquelas.
– Como assim daquelas?
– Todos os nossos amigos estão aqui, então imagino que vamos beber muito.
– Deixei minha taça no balcão, e ela estava ótima – franziu o cenho enquanto Naruto coçava a nuca se fingindo de sem graça.
– Prometo que faço uma melhor.
– Promete?
– Não se preocupe, eu cumpro minhas promessas – jamais viu tanta sinceridade esboçada em olhos tão demonstrativos, ele era verdadeiro, gostou disso.
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