Heartless

8 Good Night!


Notas iniciais
Olá amados e amadas, obrigada a todos que comentaram fiquei muito feliz, infelizmente não deu tempo de responder por que estou estudando já para o proximo vestibular, para quem não sabe tenho um sonho enorme de fazer medicina, então por favor me entendam um pouquinho, mas agradeço desde já, a todos que comentaram e continuam comentando, ao que favoritaram e estão divulgando, aos que mandando mensagens no privado e aos leitores fantasmas que insistem em não aparecer HAUHEUHAUEHAUHEUAHEUAEH Responderei os comentarios de vocês assim que possivel e como sempre com muito carinho, obrigada, obrigada ♥

Passaram-se poucas horas depois da uma da manhã, a casa noturna estava lotada de gente, admiradores bêbados de sábado a noite, era sempre assim na agitada Nova York, americanos sabiam se divertir, Hyuuga Hinata estava muito mais do que deslumbrante ela sabia ser deslumbrante mesmo que sem querer, não havia como negar as boas maneiras as quais foi educada, estava no sangue, era cumprimentada por todos por ser a noiva de Uchiha Sasuke, e o moreno é claro que fingia estar feliz, ele tinha um papel a cumprir, e de longe ou de perto Itachi o estava vigiando, certificando de que estava fazendo um bom trabalho, afinal os Hyuugas não podiam desconfiar dos verdadeiros motivos daquele noivado, contou a verdade apenas a Hinata por ser sua amiga de muitos anos, mas seus pais nem desconfiavam, mesmo assim continuava fazendo seu papel de apaixonado, desfilava com ela para todos os lados, bebia com ela dançava com ela, tiravam fotos que iam diretos para redes sociais, os amigos e paginas de socialites curtiam aos montes se enganando pelo sorriso falso dos dois, e como sabiam enganar, pareciam mesmo um casal feliz.

Toda hora, não apenas naquela festa, mas em todos os momentos de sua vida Hyuuga Hinata tentava ser o mais carismática possível, sempre era extrovertida, exuberante, engraçada, divertida, mas mesmo depois de tudo que aconteceu, dos fatos que passaram a assombra-la, continuou firme como se nada tivesse acontecido, errou, mas não podia ficar se lamentando para sempre, isso era uma realidade e fica se lembrando disso a todo momento, era algo que se obrigava por que tentava esquecer a vida que tinha, ela tentava a todo custo ser feliz, em base de palavras religiosas e profundas de livros, ela aprendeu que nunca deve perder os bons momentos, a vida deve sempre ser vida, ou seja muito mais que uma Hyuuga ela era uma verdadeira muralha tentando ser rompida pelos problemas contínuos dia após dia, mas ainda assim continuava resistente, ela não se entregada, o problema, era que ninguém percebia isso e a solidão acumulada no coração que é um membro tão fraco, pulsava, sangrava, machucava, depois de horas na festa fingindo ser a futura esposa perfeita ela estava cansada e queria ir para casa, afinal chega uma hora que a resistência cansa, e o sorriso quer apenas sumir no meio do choro. Sasuke percebia um pouco e se irritava por nunca poder fazer nada por ela, na verdade de dias em dias tem se sentido cada vez pior, o casamento era um bem muito maior que entre Hinata e Sasuke, era um bem para os Hyuugas e Uchihas, ele se sentia usado e mais que isso se sentia um aproveitador daquela que sempre foi sua amiga.

“Sasuke, esse casamento é mais importante do que imagina”.

A voz de Itachi ecoava na sua cabeça de maneira fervilhante, aquele casamento era realmente muito mais importante do que qualquer pessoa podia imaginar, todo o destino dos Uchihas dependia daquele casamento, todo o legado da sua família estava unicamente nas suas mãos simplórias de jovem universitário de Direito, nunca se sentiu tão pressionado e ao mesmo tempo fraco.

Segurando na cintura da noiva ele saia da pista de dança, algumas pessoas acenavam enquanto Hinata sorria e Sasuke apenas erguia o copo, era uma noite bem agitada.

– Você tem sorte de estar aqui – ele sibilou sorridente em seu ouvido e ao mesmo lançava um olhar sedutor que era invejado por diversas garotas.

– Você sabe fingir – ela disse desviando o olhar e gargalhando.

– É eu sei mesmo – respondeu confiante ainda tinha astucia para mentir mais profundamente.

– Então – ela começou a dizer no ouvir dele, enquanto ambos subiam a escada do camarote – por que tenho sorte?

– Essa é a melhor boate de Nova York, esta entre as cinco melhores dos Estados Unidos – ela então fez cara de surpresa – eu sei sou o melhor noivo do mundo.

– Até agora nem sei o nome desse lugar.

– O QUE? – assustou-se dando uma tapa na própria testa – Hinata meu amor, esta estampado em todas as paredes, New York Lounge Club.

– Ahhhh – fez careta – eu nem percebi.

– Jesus, vou até pegar mais Vodka depois dessa – ele virou um pouco e foi até o bar redondo de canto do camarote, Hinata deu risada, conhecia ele desde que se entendia por gente, desde que era muito pequena, sempre foi um garoto muito serio, mas bastava um pouco de álcool no cérebro que ficava pelo menos um pouco divertido. Foi se locomovendo até a mesa onde seus amigos estavam e ao passar pela parede adorou a linda decoração de murais cheios de fotos dos clientes que eram tirados durante a noite, andou sorrateiramente observando-as algumas até engraçadas, tinha até de um homem dançando cima de um balcão sem camisa, riu sozinha, então entre as fotos tinha uma interessantes, viu a turma toda reunida na verdade tinha até algumas pessoas que ela nem conhecia, mas Ino Gaara, Kiba, Naruto, Sakura, Shikamaru estavam muito felizes, tinha uma garota lindíssima abraçada ao Nara que ela não conhecia deveria ser alguma namorada, talvez a tal Temari a qual Sasuke havia falado uma ou duas vezes, eles estavam lindos, todos de branco e com taças de champanhe nas mãos, deveria ser a festa de ano novo, ah a amizade, a segunda família, Hinata não tinha nenhum dos dois, porém ficava feliz ao ver que ele tinha sorte, tinha muitos amigos e todos eles eram pessoas maravilhosas, seus olhos perolados deslizaram mais um pouco e no mural lado bem no meio de muitas fotografias de pessoas engraçadas e desconhecidas tinha uma dele com a que dizia ser como uma irmã, na foto, Sakura estava de pé na pista de dança com as mãos na cintura e fazendo careta, Sasuke estava bem atrás dela com a cabeça pousada em seu ombro, estava piscando mostrando a língua, com um sorriso que ela sempre duvidou que existisse, seus olhos brilharam, ele estava bêbado muito bêbado em bem evidente, mas também era claro a sinceridade que existia naquele sorriso, estava feliz.

– Tem fotos nossa por toda parte ai, somos clientes a muito tempo – deu pulo para trás assustada.

– Sasuke! – o repreendeu.

– Perdão – rendeu-se e gargalhou em seguida lhe entregou um dos copos que segurava em suas mãos – para compensar.

– Obrigada.

– Hina – começou a dizer depois de um gole na bebida trincando que descia queimando a garganta – Naruto me disse que um cara no bar...

– Sasuke não...

– Hinata! – agora era a vez dele de repreende-la — mais do que minha noiva você é minha amiga, eu tenho um debito contigo, não quero esses homens encima de você.

– Não aconteceu nada.

– Ele estava abusando da sua decência.

– Sasuke!

– Hinata! – a repreendeu novamente – me sinto um mostro todos os dias por estar fazendo tudo que estou fazendo com você, eu quero te dar a melhor felicidade do mundo, eu te devo isso, se é a minha noiva, deve ser tratada com respeito eu não quero que ninguém te desrespeite.

– Para de dizer que é um mostro, você me contou a verdade e eu aceitei.

– Ainda assim, não negue que tudo isso é monstruoso demais, estou te usando – disse tristemente de cabeça baixa, mas Hinata toda doçura a qual Deus lhe presenteou, pôs os dedos no queixo formoso do amigo e levantou a cabeça para que seus olhos encontrassem os dela.

– Também sou um monstro então – ela afirmou tão diretamente – meu pai me obrigou a aceitar o casamento.

– O que?

– Fala serio Sasuke, olha tudo que eu fiz, sou um fardo para os Hyuugas, tudo que meu pai viu nesse casamento é uma oportunidade de finalmente se livrar de mim – os olhos ônix se arregalaram de forma assustadora enquanto Hinata sorria de maneira verdadeira – meu pai não vai se importar de salvar as empresas Uchihas desde que se livre de mim de vez.

[...]

Do outro lado do mundo na pequena província de Konoha no Japão, Senju Tsunade não podia partir sem antes fazer uma ultima visita, caminhava pelo cemitério vazio com um pequeno ramo de flores brancas, margaridas das mais lindas, procurando no meio das lapides daquela que pertencia o seu único filho. Seu marido Jiraya, e Minato seu filho eram muito apegados, e como eram, sempre tiveram um relação otima, a loira nem lembra-se mais o que causou aquela guerra incansável entre os dois, foram muitas coisas ao mesmo tempo, depois da união entre ele e Kushina, foi o principal, o que foi a gota d’agua, Jiraya simplesmente o deserdou e resolveu desaparecer de sua vida, ela como esposa nunca pode ir contra o seu orgulho tão pouco contra o jeito autoritário, nunca conseguiu ir contra as vontades do marido, passou a ver a vida do filho atrás do que os detetives mandavam, fotos, filmes, documentos que mostravam o sucesso da empresa e o amor que sentia por sua família, por Kushina e seus dois filhos, todos os dias ela via o marido se trancar no escritório e se encher de raiva por Minato nunca ter dado o braço a torcer, apesar de procura-lo de querer uma certa trégua, ele não se separaria da sua amada, e não seguiria os negócios da família Namikaze, viu mais do que o verdadeiro ódio crescer entre os homens da sua vida, sendo obrigada a ficar do lado apenas de um, talvez sua falta de autoridade tenha um pouco de culpa, da mesma forma que intolerância na mistura de um ódio sem igual do seu marido também era culpa, do mesmo jeito que maneira de Minato tão teimoso também tinha culpa.

Suspirou, sua família foi destruída, as pupilas tom de mel faiscaram pelo local ensolarada, um pouco ao longe viu os cabelos vermelhos de alguém abaixado próximo a uma lapide grande, era Kushina, por que céus os destinos faziam ambas se encontrarem?

– Kushina – sibilou ao se aproximar, a ruiva se surpreendeu com a voz de Tsunade logo no fim de sua reza, ela se levantou e viu a loira despejar as flores com delicadeza após beija-las, encima da grama fofa que abrigava entes queridos, na lapide já escritos.

Minato Namikaze, grande homem, pai e marido.

Mori Namikaze, jovem filho e irmão, saudades da família.

– Parece que temos algo em comum – ela disse forte – ambas perdemos um marido e um filho.

– É verdade – respondeu suspirante – mas eu ainda tenho um filho.

– Memma.

– É Memma – sorriu sem querer – Tsunade se quiser conhece-lo, os meninos quando pequenos sempre faziam perguntas sobre os avós, sabe, você...

– É muita cara de pau depois de tantos anos de briga, a avó aparecer fingindo que nada aconteceu, como se fosse a melhor avó do mundo – encarou a nora sem medo e de um jeito fuzilador e assustado – não sou hipócrita Kushina.

– Mas eu não quis dizer isso!

– Eu sei que não – sorriu novamente – mas é a realidade.

– Ele dizia que você era apaixonada por margaridas – falava de Minato com um brilho no olhar, e uma saudade que doía o peito.

– Ele me chamava de dona flor – sorriu, e uma brisa refrescando voou entre elas enquanto o silencio admirava as lapides em boa companhia, lagrimas encheram seus olhos, mas apenas por ser esposa do seu marido aprendeu a ser forte, recusou-se a chorar por alguém como seu filho, apesar de ama-lo mais do que a própria vida, durante vários dias Tsunade desejou que ela tivesse morrido, e não eles – se precisar de algo Kushina, quer dizer se Memma precisar de qualquer coisa pode me ligar, sei que a empresa deixou muitas dividas.

– Não precisamos de nada...

– Ele é meu neto, eu quero ajudar se ele precisar.

– Nem sei seu telefone eu não sei onde você mora, eu não sei nada além do que meu marido me contava – tentou explicar.

– E não precisa saber, só me ligar – estendeu o cartão branco de visitas que tirou no bolso, enquanto Tsunade já havia deixado de tomar ordens de Jiraya a muito tempo, Kushina viu o chão como se estivesse pedindo permissão para o marido falecido, e de qualquer maneira não queria ser mal educada perto dele, aceitou – eu venho até você.

– Já vai?

– Vou, mande um abraço a Memma.

– Mandarei – fraquejou a voz, viu a loira se distanciar sem curvar, quase que sem despedir, mesmo que o marido tenha morrido continuava a respeitar a memoria dele em partes, Jiraya jamais permitiria que ela se curvasse para qualquer um dos dois, afinal aquela guerra nunca terminou, hoje ela provavelmente era uma mulher triste, e tudo que restava era sentir pena, Minato era tudo para ela, de qualquer forma ela a entendia, Deus sabia como Kushina sofria até hoje por ter perdido Mori, seu filho gêmeo mais velho, uns trezentos metros a frente e a ruiva ainda estava intacta observando ela andar para fora do cemitério, até os seguranças lhe cercaram para conduzi-la até o carro, nunca entendeu os poderosos, só lembra-se do amado loiro Namikaze que todos os dias comprar flores na floricultura que ela tinha quando jovem, todos os dias as mesmas flores, para a mesma pessoa, margaridas para sua amada mãe.

Tsunade e Jiraya nunca aceitaram o casamento e Minato nunca deu o braço a torcer, mas isso não era o único motivo da briga entre os três havia muito mais, porém ele nunca havia entrado em detalhes, sempre dizia querer poupa-la.

Sentia-se curiosa.

Que ruiva inocente, o que só provava que era muito bondosa, mal sabia que existia muito mais segredos do que podia imaginar que circulavam a família Namikaze, mal sabia que existia muito mais além do acidente que matou seu gêmeo mais velho quando ele tinha apenas doze anos de idade, Mori Namikaze.

Tsunade adentrou no carro preto blindado e sentiu poder relaxar o corpo, era quase como se tivesse chegado a superfície depois de horas nas profundezas do oceano, não era fácil fazer o certo depois de tantos anos fazendo o errado, pensou no marido, e na maneira como ficaria bravo se descobrisse o que ela acabou de fazer, sentia saudade do seu jeito furioso de lidar com as coisas, seu advogado estava bem ao seu lado, na verdade ele quase nunca saia da sua cola e a encarava de maneira notória, não é atoa ele era uma das pouquíssimas pessoas que tinha a mais absurda confiança de Jiraya, um velho de quarente de sete anos meio gordo meio serio meio chato, para ela ele sempre era um pé no saco.

– Minha Senhora – ele começou remexendo os papeis dentro da pasta – me pergunto o que Senhor Jiraya pensaria da Senhora mandando dinheiro para o seu neto, herdeiro do seu filho deserdado.

– Minato era meu único filho Dr.Percy – ela respondeu confiante.

– O que disse a ela? – ele perguntou.

– Que Jiraya guardou dinheiro para o garoto a vida toda – Jiraya desapareceu da vida do seu único filho para nunca mais voltar, seu orgulho jamais permitira que desse um único centavo a aquela família, ele decidiu esquece-los, porém enquanto os dois brigavam Tsunade chorava, por que ela ainda o considerava filho, ela sentia saudades, ela queria conhecer os netos, e tinha esperança de que as coisas se acertassem, porém nunca se acertaram, a fortuna do marido era um direito de Minato também, que já que estava morto era um direito de Memma.

– Ela disse algo sobre seu neto falecido?

– Que tipo de pergunta é essa?

– Depois do acidente de carro o paradeiro de Mori nunca foi encontrado, as autoridades o deram como morto, Minato faleceu e Kushina entrou numa depressão absurda, meus contatos me disseram que essa família sempre foi tudo para ela, nunca viram uma mãe amar tanto seus filhos como ela amava os dela, e agora ela só tem um.

– Onde quer chegar?

– Deu seu telefone, essa mulher não pode ficar na sua cola Tsunade.

– Ela não vai ficar atrás de mim, eu estou do outro lado do mundo.

– Quero que tome cuidado, vocês duas são muito parecidas, afinal vocês duas perderam um marido e um filho, não quero que isso as aproxime pode ser perigoso – Tsunade nada respondeu pois o fato dela ter ido visitar sua nora era perigoso mesmo para ela – mas ainda tem mais um filho.

– Eu também tenho mais um filho, idiota – falava de Naruto, e suspirou de novo, tinha que ir visita-lo logo.

[...]

Haruno Sakura estava no banheiro junto de sua amiga loira, Yamanaka Ino, arrumando a maquiageem pela milésima vez, borrada pelas lagrimas que não se controlavam, durante toda a noite viu eles juntos, Sasuke e Hinata, eles estavam realmente se dando bem, ela só via os dois se divertindo, trocando olhares, abraços, cochichos e principalmente sorrisos, estava com saudades dele, mas agora ele não mais lhe pertencia e chorava sem conseguir se controlar pois seu coração insistia em não aceitar isso, talvez um pouco de culpa fosse sua por não ter previsto o que era tão obvio durante tanto tempo, quer dizer, se Sasuke fosse se apaixonar por ela isso já teria acontecido a muito tempo, o amor sabe enganar, ele é mentiroso, sempre teve esperança com Sasuke, e agora por culpa dela estavam perdendo a amizade maravilhosa que sempre tiveram. Esse negocio de namoro através de amizade não da muito certo, sempre ficam juntos e dizem um para o outro a mesma coisa, de que se não deram certo a amizade continua, é ilusão, não da para simplesmente continuarem sendo amigos, não quando sentimentos existem, e da parte dela existiam muitos sentimentos, suspirou uma duas três na quarta vez Ino suspirou também de maneira provocadora de sempre, Sakura recusa-se a entrar nesse assunto com qualquer pessoa que fosse, ela achava que ninguém a entendia e por isso queria sofrer sozinha, porém sua amiga loira sempre a contrariava muito e também se cansava de ver ela sempre chateada.

– Acho que você deveria voltar para aquela festa e sei-lá, beija uns caras – disse risonha sentada na cadeira do lado da parede.

– Ino pare de me dize isso, sabe que eu não vou conseguir ficar com ninguém por um bom tempo – ela respondeu friamente.

– Eu odeio isso – rebateu.

– Você não entende. – bastava para a loira, era o seu limite de paciência, vendo que Sakura quase acabava de passar o rímel ela levantou-se da sua cadeira e puxou a amiga pelos ombros obrigando que os olhos esmeralda encarassem os azuis.

– Olha para você, chorando pelos cantos por causa de Uchiha Sasuke.

– Eu gosto dele e ele estava noivo queria que eu estivesse como?

– Sakura eu sei que você gosta dele, e imagino como deve ser difícil – seu elevado de repente ficou suave – nenhuma mulher deveria se sentir tão insignificante por causa de um homem, disso eu tenho certeza. Sasuke gosta demais de você, e Hinata é uma pessoa maravilhosa, ele quer você se bem com ela.

– Ah sim vamos ser melhores amigas – ironizou.

– Não importa o tipo de relação que vocês duas vão ter, é assim que ele quer se sentir melhor, ela até pode ser a noiva incrível e blá blá blá, mas você é a melhor amiga e eu tenho certeza que essa amizade vale mais do qualquer coisa para ele.

– Deve escutar a loira Sakura – a voz doce e meiga vindo da entrada do banheiro as surpreendeu, nenhuma das duas ouviu alguém entrar, Hyuuga Hinata estava parada estaticamente na porta as observando com seu corpo magnifico encostado na parede, Sakura corou desejando que a terra a engolisse para sempre, seus olhos esmeraldas não conseguiram deixar de encara-la de cima a baixo tão involuntariamente, passou as mãos meios úmidas no vestido justo com saia sino e estampa de zebra, a rosada estava linda, mas por alguma razão ela achava que Hinata sempre a superava, ela estava sempre perfeita, sempre linda, nem Ino com toda a elegância de suas roupas abusivamente selecionadas conseguia ser melhor que ela, pobre rosada, daquelas que julga um livro pela capa, tem alguém como a azulada por perto a fazia perder as linhas de pensamentos e assim ficava meio perdida. Ela não queria ser ninguém além dela mesma, ela não queria causar nenhum mal a Haruno não queria que ela ficasse chateada seja lá pelo que estivesse acontecendo, era obvio que Sasuke estava envolvido.

– Hinata – murmurou meio assustada.

– Ino acho que Gaara esta te procurando – ela piscou com um dos olhos – ele esta meio bêbado – a loira hesitou de primeiro momento e Hinata continuou – não se preocupe, não quero fazer nenhum mal a ela apenas conversar.

– Sakura...

– Por ir amiga, eu vou ficar bem, logo vou lá com você – assegurou e Ino sorriu em retirada.

– Me encontre – ela sorriu para Hinata também e se retirou do banheiro. Fios azulados dos seu cabelo meio liso meio ondulado tão natural e bonito balançavam no seu andar elegante e singelo, tinha um olhar bondoso na combinação do sorriso nada forçado sem mostrar os dentes que continua em seus lábios, ela se debruçou na pia olhou os olhos, a boca, maquiagem intacta girou e subiu na bancada, sentando-se formal mente e cruzando as pernas.

– Sasuke considera você uma irmã sabia? – começou a conversa tranquila – quero que a gente se de bem, quero muito isso.

– Eu também, você é tão gentil – tentou ser educada com as palavras que saiam rasgando a garganta, duvidava muito que um dia pudesse gostar de Hinata, embora nada tivesse contra ela, apenas a achava perfeita demais, querendo ou não ela havia lhe roubado Uchiha Sasuke.

– Não faz mal chorar Haruno – ela disse tranquilamente com um tom doce que não encontrava-se em muitas pessoas, Sakura ficou surpresa e ao mesmo tempo um tanto gélida pela tamanha sua certeza – não é fácil esquecer de quem a gente gosta.

– Eu não sei...

– Sasuke-kun – sorriu de orelha a orelha gostando das palavras que usava – me contou tudo, vocês tiveram uma historia.

– Eu não chamaria o que nós tivemos de historia – afirmou com frieza e cabeça baixa.

– Ele considera uma historia – insistiu.

– Por que ele te contou isso?

Por que eu sou a melhor amiga dele – com um tom venenoso ela praticamente excluía a rosada da vida do Uchiha, Sakura ficou sem dizer por vários segundo, até que Hinata começara a dar uma risada meio maligna que transbordava confiança, mas ela nem de longe era uma pessoa ruim, ela desceu a bancada e ficou frente a frente com a rosada encarando seus olhos esmeraldas – nosso casamento vai realmente acontecer Sakura, não por vontade minha, tão pouco por vontade dele, mas ele vai acontecer, e eu duvido que alguma consiga impedir isso, eu realmente sinto muito.

– O que você esta me dizendo?

– Sou a melhor amiga dele, por que não é de mim que ele gosta – a mente da rosada parou por uns instantes.

– Hey...

– Vi uma foto de vocês no mural lá encima, nunca vi Uchiha Sasuke dar um sorriso tão bonito em toda a minha vida – ela sorriu – ele não sabe disso, mas gosta de você mais do que imagina.

– Você não deveria de dar esperanças – fraquejou a voz duvidando de tais afirmações.

– Não estou – ela continuou firme a surpreendendo ainda – já disse, nada vai parar esse casamento, mas é verdade o que eu estou te dizendo, ele te ama muito, só é idiota demais para ter percebido isso.

Sem pensar tão pouco murmurar a Hyuuga saiu do banheiro dando fim aquela conversa, em todo momento ela não disse nenhuma mentira, desejou mesmo que por um lado suas palavras a fizessem se sentir um pouco melhor. Passou pelas portas duplas no sentindo sanfona e suspirou, Sasuke era um idiota, ela era uma idiota, tais como suas famílias, os Uchihas só pensavam em dinheiro e na fortuna que um selamento com as empresas Hyuugas podiam lhes dar uma majestosa fortuna, já os Hyuugas só pensavam na tradição intacta que tinham, querendo ou não Hinata era um rabisco na linhagem perfeita de poderosos e bem sucedidos gerados naquela família, durante os últimos sete anos ela tentou de alguma forma passar um corretivo em tudo isso, foi para Roma, tirou as melhores notas, foi aprovada nas melhores faculdade, ofereceram-lhe grandes empregos, fez negócios com empresas até lidou com o próprio dinheiro, fez trabalho comunitário, ganhou prêmios como cidadania verde e homenagem por ela sempre ajudar os necessitados, Hinata era quase uma Deusa na Italia, mas o passado não impedia os Hyuugas de julgarem-na no Japão.

Já eram cinco e quinze da manhã e a festa estava longe de terminar, atravessando a pista, Hinata viu Sasuke papeando com seus amigos, com Gaara, Shikamaru, Kiba Ino também já estava lá divertidamente, suspirou, eles eram muito legais, e gostaram muito da Hyuuga, Kiba foi o rapaz que mais conversou e previa uma amizade boa para o futuro, sorriu fracamente por apesar de estar fazendo amigos maravilhosos sentia os enganando, fingindo ser a perfeita noiva do Uchiha.

– Hey! – a voz rouca e aveludada a fez dar um pulo assustada, tão de repente tão envolvente e de um certo modo arrepiante.

– Naruto! – murmurou em repreensão.

– Desculpe não queria lhe assustar – ele disse.

– Por onde andou a noite toda Uzumaki? – sorriu brincalhona como se já fossem grandes amigos – quase não lhe vi a noite toda.

– Shikamaru tem Temari, e azar o dele que ela more em Los Angles, Gaara tem a Ino e o Sasuke tem você, Kiba é sempre muito sossegado, eu tenho que ir atrás dos meus desejos – sibilou com um olhar confiante.

– Ah, um homem de muitas mulheres.

– Não posso fazer nada se elas me desejam Hyuuga – ela riu e ficou seria novamente seu olhar caiu de gradativamente, o que não deixou de ser despercebido pelo loiro, ela olhava o camarote como se visse Sasuke com um certo cansaço e como sempre era bem observador seus notórios pensamentos de desconfiança o perturbava, a curiosidade é um bem mal que vive dentro das pessoas.

– Não quer subir? – ele perguntou a surpreendendo – lá com Sasuke.

– Acho que já atrapalhei ele demais – Naruto ficou confuso e então ela explicou – ele e a Sakura, os atrapalhei demais por uma noite.

– Você...

– Não é o único observador por aqui Naruto – ela riu – e Sasuke me contou tudo.

– Por que ele...

– Ahh, estou cansada, acho que vou chamar um taxi, eu realmente preciso dormir – riu novamente enquanto o loiro custou a ficar intrigado, mas quem ela pensava que era? Nunca uma mulher teve tamanha a ousadia para deixa-lo sem palavras e mais ainda com uma curiosidade tão grande nas costas, parecia que era de proposito como se seu objetivo fosse ser cada vez mais misteriosa, ela sorriu, e aquele sorriso era a pior parte, de onde tinha forças para ter um sorriso assim tão lindo, tão feliz, tão verdadeiro, poucas pessoas são dignas de um sentimentos tão sincero quanto viver, e aquele sorriso demostrava isso com perfeição, e justo ela que passou por tantos problemas na sua vida, era uma mulher incrível. Ficar perto dela, dava cada vez mais vontade de conhece-la, conversar com ela era bom, Naruto aproveitava suas noites sempre da mesma maneira, baladas, cervejas e mulheres, muitas mulheres coisas que o dinheiro podem comprar com facilidade, porém exclusivamente naquela noite ele estava afim de fazer algo diferente, estava querendo descobrir novas amizades novas conversas e o caminho que existia atrás do sorriso lindo dela, sem falar na imensa necessidade de cuidar dela, afinal ela era sua irmãzinha, por mais que nunca imagino um que um dia o melhor amigo teria algo serio com alguém, bom esse dia chegou, e por ser a noiva do Uchiha sentia uma necessidade enorme de protege-la, Hinata era da turma, era da familia.

– Eu te levo para casa – disse retirando a chaves do bolso da camisa listrada.

– N-não, não – odiou-se por gaguejar, e sorriu de novo como sempre gentil demais, delicada demais – eu não quero incomodar, Naruto eu realmente posso ir sozinha.

– Eu também já vou para casa Hina, aqueles caras vão ficar bebendo até amanhecer – ele afirmou revirando os olhos – e o mar não esta para peixe.

– Oi?

– Não arranjei nenhuma companhia – falava das mulheres, mas era mentira Naruto podia ter a que quisesse, bastava estralar os dedos.

– Mas eu não quero incomodar.

– Você é a noiva do imbecil que eu considero meu irmão, então te considerarei minha irmã também, e agora para o seu bem eu a levarei para casa.

– Naruto.

– Hyuuga Hinata por favor, não precisa de fazer de difícil para os amigos – ela riu novamente, como ele era serio e ao mesmo tempo engraçado, era uma personalidade muito mesclada, assim não teve jeito, Naruto não permitira que ela fosse embora sozinha ela teria que ir com ele.

O loiro fez um sinal para que ela o seguisse, e foi o que fez, atravessaram toda a multidão dançante novamente.

Notas finais
PROXIMOOOOO TEM NARUHINAAAAAAAAAAA ♥♥♥♥♥♥ COMENTEEEEEEM COMEENTEEEEEEEM COMENTEEEMMMM KKKKKKKKKKKKKKKK' Desculpem ter demorado, espero que gostem, vejo vocês no proximo, desculpem os erros não deu tempo de responder :(((((( Flw, Vlws, mamãe ama vocês ♥