Heartless

9 Counting stars.


Notas iniciais
EU PRECISO DESABAFAR. Gente sabe como é dificil a minha vida, eu vou contar. Eu tenho cursinho todos os dias, TODOS OS DIAS, das sete da manhã a cinco da tarde ainda tenho que ir jogar tenis e estudar, por que estudar no cursinho não é suficiente, você tem se matar para passar em Medicina serio, e eu to dando o meu sangue, e ainda fico acordada todos os dias de madrugada só para escrever para vocês, serio o que ta acontecendo? Mais de duas mil vizualizações mais de cem acompanhando, e ninguém quase comenta, ninguém quase esta favoritando, eu não sou exigente com vocês, sou exigente comigo mesmo, tem algo que não estão gostando podem desabafar também, por que se parece que as pessoas não se interessam é por que escrevo mal, tem hora que eu quero excluir tudo e começar uma nova ideiaaaa, complicado queridos eu tenho sentimentos HAUHEUHEUAHUEHAUHE Quero me desculpar também pela demora, mas a outra fic Amor Unico, leitores dela me perdoem esta chegando ao fim, então ela esta ocupando muito meu tempo, mas prometo que não demorarei mais ♥ Agradeço a todos que recomendaram e favoritaram e comentaram até agora agradeço desde de já ♥♥♥

A boate estava tão lotada que apenas digitou uma mensagem para Sasuke, informando que estava cansada, que estava bem e que estava indo para casa aproveitando a gentil carona do amigo loiro. O Uchiha riu apenas respondendo que queria que ela ficasse e que logo voltaria para casa, que ela não deveria ficar preocupada, pois casa ficasse bêbado demais, alguém, seus amigos iriam leva-lo, também disse que era para ela ficar em silencio no carro Naruto não gostava que ninguém conversasse com suas garotas, o moreno realmente imagino que o loiro estava indo embora, por que estava acompanhado e levou Hinata para casa por mera educação. Hinata nada respondeu apenas mandou beijos e desejou que ele realmente ficasse bem ela não precisava acordar de madrugada para cuidar de um noivo bêbado.

O carro de Naruto não estava no seu caminho para casa, a Ferrari conversível com chumbo no tom de prata escuro fosca, corria pela pista, a ausência de teto a fazia admirar as estrelas enquanto o carro corria na pista, achou estranho o caminho que estava fazendo, mas ele parecia tão serio dirigindo que ao menos ousou citar uma única palavra, olhou para trás e viu a cidade ficar meio distante, ela franziu o cenho incomodada, estava vazio e escuro, Hinata morria de medo de escuro, as sombras das arvores passavam correndo a medida que Naruto corria pelo asfalto da estrada na saída de Nova York, além do rio ela podia enxergar o subúrbio movimentado, ele então virou a direita no entrada quase coberto por um monte de mato, a maioria das garotas pensaria que estava sendo sequestrada, mas Hinata, ah Hinata não, além de Naruto ser muito confiável afinal ele é o melhor amigo do seu noivo ele também era serio demais para ser um psicopata, ela não tinha medo dele, era impossível ter medo de um homem tão galanteador como ele. O carro subiu colina a cima, e Naruto ainda ousava a dizer nenhuma palavras, seus olhos safiras fuzilavam a paisagem densa iluminada apenas pelos faróis brancos de alta linha, ele estava tão serio, tão, tão serio e ao mesmo tempo tão lindo, ela nem sequer notou o próprio devaneio e a maneira como as pupilas prateadas encaram seu rosto formidável de maneira inusitada, não conseguia nem piscar de tão intenso que era seu olhar, o vento bateu pelos seus cabelos os jogando para trás, era a visão mais divina que já vira na vida, e como dizer por ai, beleza é o primeiro atrativo para se interessar em alguém, e todos são bonitos de alguma forma, e ela a Hyuuga, estava interessada na beleza dos belos oceanos dos olhos, os olhos dele, que lembravam o mar e os sonhos que tinha quando tinha a oportunidade de ver as aguas perdidas nos horizontes, ah o oceano.

O carro parou, a livrando de seus pensamentos, a jovem deu algumas piscadas acordando de vez do que a deixou paralisada como uma estatua.

– Quero te mostrar uma coisa – ele disse sorrindo largamente mostrando todos aqueles dentes brancos, e desceu do carro, desligou o farol e Hinata fez o mesmo, meio cambaleante meio se entender nada, entre a clareira, no meio de algumas poucas arvores, sobre a lua cheia bem vista e as estrelas infinitas, ela pode ver bem diante da barricada de ferro bem a frente do carro, de lá era possível ver toda a Nova York, tão linda a cidade que nunca dorme.

– Uau – disse meio sem palavras e surpresa com tamanha a vista – é...é lindo.

– Eu sei é o meu lugar preferido da cidade toda – ele murmurou ainda sorridente.

– E por que me trouxe aqui? – perguntou curiosa, o loiro apanhou um maço de cigarros e um isqueiro da sua calça jeans, deu um toque no pacote de jeito que o filtro do pequeno suporte de nicotina alcançasse a boca, ele encostou-se ao capô do carro e acendeu tragando uma grande quantidade de fumaça cancerosa para dentro dos pulmões fortes.

– Serio? – Hinata perguntou meio indignada, sentindo mesmo que meio afastada do loiro do cheio do tabaco poluindo seu ar.

– Sasuke também fuma, se tem algo contra – ele a desafiou e Hinata sorriu – deveria brigar com ele e não comigo.

– Sasuke fuma charutos, e muito raramente, na verdade se o conheço bem, ele odeia cigarros tanto quanto eu – o loiro gargalhou soltando a leve fumaça para o ar novamente ela estava certa, o Uchiha odiava cigarros, odiava tanto que Naruto jamais fumara perto dele, ele sempre ficava reclamando sem parar.

– É você esta certa, ele odeia e muito, o conhece bem Hyuuga – ele disse saliente então.

– Ele é meu amigo desde que entendo por gente – ele concordou com a cabeça e continuou desfrutando do próprio vicio pensativo, ainda fuzilando as mais de trinta milhões de vidas que vivam tranquilas, cidade a baixo – por que me trouxe aqui?

– Você, se abriu comigo e isso foi muito legal da sua parte – começou a dizer sem olhar nos olhos perolados, mas Hinata sentiu com força toda a intensidade das palavras – você foi sincera, nós dois passamos por coisas horríveis, coisas que nos desmoronaram e nos deixaram perdidos, tivemos que nos reerguer e nos restauras sozinhos, agir como se nada tivesse acontecido como se eu mundo fosse feliz, tivemos que continuar vivendo, tivemos que sobreviver – Naruto fez uma pausa como sempre pensando nas próprias lembranças e da sua infância que jamais veria, nos pais que nunca conheceu – nunca me abri com ninguém, mas quando te conheci senti que era como eu, você foi sincera, eu gosto de pessoas sinceras.

– Serio? – estava surpresa.

– Vejamos, quando eu te conheci – então o loiro gesticulara com sabedoria – eu não gostei de você, fui educado por que, bom você é a noiva do meu melhor amigo, eu valorizo amizade, e você também é a razão o sofrimento da minha melhor amiga – ele riu.

– Sinto muito.

– Não sinta, sei que Sakura se recupera com o tempo, e mesmo que demore saiba que a culpa não é sua – então Sasuke havia falado para ela sobre Sasuke, era bom saber, continuou então – quando saímos para almoçar e tivemos aquela conversa vi em você muito de mim, você se abriu comigo por que eu me abri com você, você foi justa, você foi sincera, e esse, é esse é meu lugar secreto, eu venho aqui sempre que quero pensar, fico aqui imaginando e qualquer pessoa lá embaixo pode ser meu pai, ou a minha mãe, talvez meu tio meu avô ou um irmão uma irmã, vir aqui e pensar nisso me calma.

– Isso é lindo – ela comentou com um brilho no olhar – isso é lindo mesmo.

– Quero que tenha esse lugar também, que venha aqui e pense na sua irmã, e que se lembre todos os dias, por mais que você tenha feito algo horrível e foi horrível, você teve culpa das consequências mas não da situação, você não tinha intenção.

– Naruto...

– Ama sua irmã não ama?

– Amo.

– Então continue amando, todos os dias, não deixe que esse acidente faça você esquecer isso, imagino que queria vê-la, imagino que queria olhar nos olhos dela e pedir desculpas, mas por enquanto sonhar é o suficiente, por que se sua irmã te entende ela já te perdoou a muito tempo, se ela te ama, você não precisa se preocupar.

– Tenho medo que isso tenha feito ela não me amar mais.

– Não, duvido que isso tenha acontecido.

– Por que?

– Se eu tivesse um irmão, mais velho ou mais novo, ah eu não deixaria de ama-lo, não por algo assim, eu não sei explicar eu só sei.

Hyuuga Hinata poderia ter feito várias coisas, ela poderia ter imaginado um milhão de teorias que fizessem o jovem Naruto e chegar nessa conclusão, ela achou lindo, ela achou incrível e só pensou que talvez ele tivesse mesmo um irmão, ou uma irmã, que apesar de não lembrar deles ainda existia sentimentos, o coração ainda lembrava dos singelos sentimentos, a existência humana sabia ser cada vez mais formidável, seus olhos perolados se perderam na admiração, brilharam enquanto o encarava vendo ele fumar aquele odioso cigarro.

– Obrigada – ela disse então – eu vou pensar nisso, prometo que sempre vou pensar nisso, e agradecida por dividir seu lugar secreto comigo.

– Não por isso Hyuuga – ele piscou todo sedutor – você vai ser uma Uchiha, considero Sasuke um irmão, então um dia você vai ser minha irmã também.

– Você é um homem bom Naruto – ela não resistiu, e se aproximou por querer retruir, o fato de abraça-lo o que deixou o loiro o tanto surpreso a ponto de deixar até mesmo a bi tuca do cigarro ir ao chão, o seu perfume de lavanda e o bater os fios azulados em seu rosto o deixou sem ação, nunca sentiu tanta delicadeza e um abraço, mulheres o abraçavam por sedução, amigos o abraçavam por amizade, Tsunade o abraçava por cuidado, ela, ah Hinata, o abraçavam por agradecimento, e estava sorrindo, como ela podia ser sempre tão verdadeira? – quero que você se lembre da sua família um dia, eu vou torcer por isso também.

– Não perca seu tempo Hyuuga – ele disse enquanto se separam – esqueci a muito tempo, e desisti de tentar.

– Todo esquecimento é temporário Naruto, você pode esquecer a chave do carro, o celular em uma loja, você pode esquecer que uma reunião ou até de ir a escola, mas um hora você vai lembrar, por que todo esquecimento é temporário ele só dura até que lembre novamente.

– Acredita que posso me lembrar do passado? – ele perguntou todo cauteloso.

– Acredito – ela respondeu com um brilho no olhar, foi só então que ambos perceberam o quão perto estavam a ponto de sentirem as próprias respirações, Hinata sentiu a pele corar e ao mesmo tempo o busto estufar pelo coração acelerado, não era de se surpreender, mas estava surpresa, a brisa fresca transpareceu e voou com elegância entre ambos, jogando os cabelos azulados encima dos oceanos magníficos de Naruto, e apenas quando os fios abaixaram olhares, tão serenos, se tocaram, não com delicada tão pouco com respeito, havia mais havia muito, era intenso, ao ponto de ser sedutor, a boca carnuda e levemente rosada da doce Hyuuga se entre abriu, ficando segura do maravilhoso mar diante dos seus olhos, ela era como uma arguia, percorrendo as ondas.

– Por que esta me enca... – ela não o deixou terminar, sem hesitar e sem pensar o beijou, juntando as bocas com força, era tão bom que Naruto não teve nem a oportunidade de protestar, os lábios dela eram tão sinceros quanto ela, Hinata grudou em suas bochechas ainda de maneira intensa e ambos sentiram a respiração travar, o loiro ficou estático sem entender nada, enquanto ela simplesmente se afatara.

– Não diga nada – ela disse pensativa e com um olhar ousado e desviado.

– É...você é louca?! – ele murmurou.

– Shhh! – ela resmungou – me leve para casa – pediu então, Naruto até que abriu a boca para dizer alguma coisa, mas sua expressão pensativa o parou no mesmo instante, ela o interrompeu com o olhar e as palavras ao mesmo tempo, direta e sem rodeios – não diga nada!!!

[...]

Do outro lado do mundo era fim de tarde, em Konoha, o céu estava alaranjando, mas um laranja bonito na mistura do rosa do azul que esperava a escuridão chegar e mergulhar tais cidades. Estava tudo como naquele dia.

Namikaze Kushina, estava vestida para o anoitecer, de calça e blusa de seda apenas agasalhada com um simples suéter, estava no minúsculo e simplório escritório que ficava nos fundos da casa, aquela sala que um dia quem ocupara era o marido, apesar de muito bonitinha e toda decorada, como as prateleiras de vidros cheias de livros empeirados e toda a mesa rustica que ninguém sentava a anos, naquele dia, que tudo parecia como aquele dia ela resolveu ir lá, tinha pilhas e pilhas de documentos da empresa, a maioria que falava de dividas, já fazia anos que aquelas pastas lotadas e informações não cabiam mais nos fichários gigantes em forma de armários, na verdade desde que Minato morrerá aquele escritório tinha virado mais um deposito, que injustiça com o seu amado, afinal era o seu trabalho, pulou algumas pilhas de documentos e alcançou a poltrona, ela se sentou e apoiou os braços na mesa, quanta bagunça, começou a jogar alguns papeis no chão, até encontrar o vidro que protegia a madeira da mesa rustica, embaixo do blindex tinha uma foto deles, Minato, Memma e Mori, a primeira pescaria.

Ela nem se lembrava mais daquela foto, tão pouco que estava ali, seu amado marido deve ter passado noites e dias olhando aquela foto, imaginando onde o filho estaria, ele foi o que mais sofreu, ele foi o que mais se culpou, e agora ambos estavam no céu, e ela não podia abraçar nenhum deles, enquanto procurava pelo seu gêmeo mais velho, Minato adquiriu um novo hobby quanto a investigação, Kushina de vez enquanto tinha lembranças que a deixavam intrigada e pensativa, o céu naquele dia, ah o céu, ela nunca se esqueceu do céu naquele dia, empurrou algumas toneladas de papel para o lado do chão e na ultima gaveta o grande fichário de armário tinha uma pasta preta, a apanhou e voltou para mesa.

Kushina respirou fundo imaginando ter alucinações, por que nos últimos onze anos a vida começou a ser dolorosa de viver, tentava não pensar no filho e no marido, uma vez que por mais que quisesse morrer ela tinha que ser forte, ela ainda tinha Memma e ele não merecia sofrer por tantas perdas.

Abriu a pastas, vendo os jornais colados nas paginas, estampados noticias daquela época, Minato colecionou um por um.

“Terremoto escala 9.0 é registrado no Japão”

“Abalo sísmico em Tóquio até agora são 1200 mortos, 300 desaparecidos”

“Japão declara Estado de Emergência, as Nações Unidas e outros países, mandam resgates”

“Outros terremotos seguidos de tsunamis podem atingir a costa leste do Japão”

Era 12 de setembro de 2004 quando Minato Namikaze e seus dois filhos gêmeos voltavam para casa depois de uma tarde de basebol um dos esportes preferidos dos japoneses, no meio do caminho enquanto subia as colinas um terremoto não previsto de escalda rixa 9.0 atingiu grande parte do Japão, foram tremores de abalar prédios são bem preparados por engenheiros e arquitetos especialistas em maremotos. Kushina estava em casa quando aconteceu, sozinha, enquanto preparava o jantar, o carro de Minato caiu na ribanceira em meio ao bosque, crateras se abriram no chão, houve explosões, inundações, tudo que de horrível. Pessoas morreram tentando se salvar, e mais ainda morreram querendo ajudar, memoriais foram construídos e no terceiro dia de hospital, Kushina viu o marido acordar e teve que contar que o paradeiro do filho mais velho estava desaparecido, o corpo de bombeiro relatou um pai dirigindo e filho gravemente ferido no banco de trás, Mori que estava na frente não foi encontrado. Depois de dois meses de investigação e do Japão quase se recuperar, o Imperador declarou calamidade total, 415 pessoas desaparecidas foram dadas como mortas, no terceiro mês de busca. Mori Namikaze era uma delas. Minato não se conformou, por acreditar que o filho ainda estava vivo, e já que a policia não queria procurar ele mesmo procuraria, o pai desesperado se afundou dentro daquela sala numa busca incessante pela sua cria, Kushina adoeceu varias vezes desesperada, Memma teve que passar por tratamento psicológico, Minato sofreu de todos foi o que mais sofreu, por que além de perda também carregava uma culpa. Ele deu tudo que tinha para procurar o filho, seu tempo seu dinheiro, tudo, e como o tempo sem resultados, a empresa começara a se endividar, e Minato a se debilitar, depressão meus caros mata, e a pior morte por ser absurdamente lenta. O pai sorridente sempre visto com herói e gentil morreu no dia 26 de Janeiro de 2006.

– Mãe – a ruiva se surpreendeu notoriamente, erguendo a cabeça e vendo seu filho parado na a porta se perguntando o que ela fazia lá dentro, por alguns momentos Kushina o ficou admirando Memma, tão parecido com o pai, os cabelos loiros bagunçados e espetados, os olhos azuis gentis e profundos, o sorrio largo e brincalhão o jeito sempre preocupado sempre atencioso sempre tão Minato de ser, se Mori, ainda estivesse vivo ele seria igual a ele, então seriam três Minatos na sua vida, por que se o filho não tivesse desaparecido, o pai não teria morrido.

– Querido – sibilou sorrindo vendo ele adentrar no escritório tentando andar pelas pilhas de documentos sem fim.

– Precisamos no livrar de algumas coisas aqui não? – ele murmurou sorridente e divertido.

– Não – ela respondeu com delicadeza – não quero, são as coisas do seu pai.

– É verdade – ele concordou – esta ai por que mãe?

– Estou pensando na vida, querido, tentando imaginar como seria se estivessem vivos.

– Você nunca acreditou no papai não é? Sabe, sobre Mori não estar vivo – ele disse, e viu a mão suspirar profundo enquanto ao mesmo tempo seus olhos enxiam de lagrimas.

– Depois de um tempo – ela disse sem receio – eu comecei a aceitar, assim doía menos, e depois que seu pai ficou doente, eu me recusava a acreditar por que queria que ele melhorasse, só que não deu certo.

– Mãe...

– Te esperança meu filho, significa ter estar preparado para dor, por que ela nos garante viver, mas não garante que as pessoas a nossa volta vivam – a ruiva fechou a pasta então e se levantou – eu recusei ter esperança, eu não posso acabar como seu pai, por mais que sinta a falta deles todos os dias, por mais que eu queria mais que tudo estar com eles todos os dias, eu não posso acabar me afundando numa depressão sem fim como o seu pai, eu sou realista, eu não estou preparada para dor.

– Tem medo de não gostar do que vai encontrar.

– Exatamente e nós sabemos que nunca vamos encontrar, Mori esta morto, mas seu desaparecimento me permite sonhar o contrario, é o suficiente para eu viver, e estar com você.

– Não viva por mim mãe.

– Eu vivo, todos os dias, por você, o máximo que eu puder por que eu te amo.

– Você é minha vida, eu também te amo mãe – Kushina deu três toques no ombro do filho que tanto amada e se retirou, indo para o quarto na cama vazia ficar sozinha com os próprios pensamentos, seu filho estava no quarto da frente, não se sentia tão só, por enquanto era o suficiente, ficava ali assistindo Tv, até cair no sono de vez.

[...]

Em Nova York novamente, enquanto Naruto corria pelas avenidas, Hinata via o leve azulado do céu, estava amanhecendo na caótica cidade americana, havia um silencio quase que assassino no carro, a jovem e ousada insistia em ficar calada enquanto Naruto não entendia nada, mas persuasivo do jeito que sempre foi resolveu entrar no jogo. A tela plana no painel do carro, DVD começou a piscar, tinha alguém ligando.

Konan

Uma mulher, só podia, ela revirou os olhos e passou a admirar a paisagem além de sua janela de um jeito que Naruto não visse sua face, ele recusou a ligação e continuou dirigindo.

Estacionou a Ferrari bem na frente da casa do Uchiha, o clima tenso sufocava o ar vivido dentro daquele carro, a primeira coisa que fez foi analisar a garagem, pois é, o noivo Sasuke ainda não havia chegado, entre todas a noivas que estariam arrancando os cabelos de preocupação, Hinata nem um pouco se importou, ele sabia se cuidar se qualquer coisa tivesse acontecido ela provavelmente já estaria sabendo, deveria estar com alguma outra mulher, não tinha receio de nada, muito menos ciúmes, seu noivado era um farsa, depois do casamento ambos teriam que se satisfazerem mais por enquanto do jeito que estava dava para aguentar, Hinata não tiraria os últimos dias de liberdade do amigo.

Ela suspirou, desejou que ele estivesse com Sakura, eles mereciam.

Sorriu sozinha.

– Obrigada Naruto – ela disse sem rodeios depois de longos minutos de percurso e silencio, destravou a porta e desceu do carro, encontrando novamente o ar fresco, eram seis e quinze da manhã quase ar fresco trazido pelo sol. Em seguida ela fechou a porta e no bater da mesma ouviu mais que o som da própria, olhou para trás e viu que Naruto também havia descido do carro, a deixando confusa, o loiro sempre robusto sempre sedutor, cortou as palavras o caminho todo de proposito, tinha tempo e hora para confronta-la, ele apoiou os braços no teto do carro brincando com a chave, e assim começou a encara-la.

– O que você esta olhando? – ela perguntando então, meio entediada meio irritada.

– Sasuke ainda não chegou, não esta preocupada? – murmurou insolente e invasivo.

– Ele logo chegará – ela respondeu, girou os calcanhares dando alguns passos em direção a porta, três até Naruto a chamar de novo.

– Você sempre beija as pessoas assim – ele afirmou – e finge assim que nada aconteceu?

– Mas nada aconteceu Naruto – tacou palavras com frieza.

– Preciso te lembrar que você é a noiva do meu melhor amigo? Eu serei padrinho de casamento de vocês sabe não podemos ter um caso – disse galanteador, estava a provocando, e conseguiu, percebeu isso vendo ela se estreitar os olhos formando uma expressão brava.

– Eu amo o Sasuke Naruto, pode ficar despreocupado, o que aconteceu foi mera precipitação do acaso, eu jamais ousaria a me envolver com um homem como você, não faz meu estilo – disse fria com o peito estufado e o loiro gargalhou.

– O que faz seu estilo Hyuuga?

– Eu já tenho meu estilo, e já tenho um noivo, não jogue comigo, você não vai conseguir.

Agora ele apenas sorria, vendo ela se distanciar e entrar na casa de maneira voraz, conseguiu Naruto, a deixou brava, e não só isso, ele sabia ler as pessoas, a maneira como o beijou que além de maravilhoso o beijo era desesperado, não desesperado de necessidade um desespero de carinho de vontade, sua incerteza divina a maneira como reagiu e como cortou as palavras. Ah jovem Hyuuga, seu erro era subestimar o grande Uzumaki, Naruto sabia ser muito analisador, a viu como amiga o tempo todo, queria que Hinata fosse como Sakura, como Ino afinal era a futura esposa do melhor amigo, queria trata-la também como irmã, essa mania possessiva de colecionar irmãos por nunca ter um as vezes o atrapalhava, mas naquele noite, hum, ele teve uma curiosidade posta a prova, podia estar errado, mas tinha que descobrir.

Existia uma interessante probabilidade de Hinata e Sasuke, não se amarem.

Ele entrou no carro meio pensativo, o olhos azuis enxergaram ela entrar na porta dentro de casa, agora estava seguro, deixou a tranquilidade de lado, era hora de ser ele mesmo, ligou os motores e saiu em arrancada, já amanhecia na ponderável Nova York, era possível ver o sol escondido entre os prédios, colocou os óculos de sol e começou a mexer na tela plana de touch embutida no seu painel, retornando a ligação de Konan.

– Sr. Naruto, sabia que logo me retornaria – disse a moça de voz sedutora do outro lado da linha – saiu tarde da balada desta vez.

– Quantas vezes tenho que dizer que não quero vocês monitorando a minha vida – murmurou grosseiramente, não trato de negócios fora de hora.

– Sinto muito Senhor, mas é para a sua segurança, e só queria lhe informar...

– Não sou como meu padrinho Konan! – a interrompeu – e gostaria que todos começassem a se acostumar com isso!

– Por que retornou minha ligação então? Estamos com muitos problemas nas embarcações ultimamente...

– Nada de negócios!!! – berrou consideravelmente e ao mesmo tempo a fungar respirando rápido e forte, realmente não era um assunto que lhe agradava o loiro sempre tinha que se preparar muito para falar sobre isso, assim continuou, precisava refrescar a cabeça os músculos tudo, fora uma noite muito surpreendente – me arranje uma mulher, e acho bom que ela esteja na minha cobertura antes de mim.

A-aa-agora??

– É agora!!!

– Mas desde quando o Senhor vai numa festa e não consegue a próprias mulheres para dormir?

– Fica quieta tive uns problemas.

Senhor...

– Konan, já estou passando pelo Museu de arte Histórica – A moça sem jeito desligou então, Naruto a mataria se chegasse em casa e não encontrasse a encomenda que fora pedida, ele tinha exigências ele era o chefe, e ela simplesmente obedecia.

Notas finais
VISHI VISHI VSHI AHEUHUEHAUEHAUHEUAHUHAE Naruto ta começando a fica ousado e ao mesmo tempo confusoo, agora é provavel que ele mais do que nunca saber tudo sobre a doce Hyuuga. DESCULPEM OS ERROS TBM NÃO DEU TEMPO DE AVALIAR POR QUE EU TO SEM TEMPO EU TO SEM TEMPO MEU DEUS MEU DEUS. até o proximo amados, ♥♥♥