Heartless

26 Loyal indeed is Mrs. Death!


Notas iniciais
Loyal indeed is Mrs. Death - Leal mesmo é a Dona Morte. Olá amados, primeiramente me desculpe. Eu perdi o prazo a um problema técnico de temporal, e depois eu perdi o cap, fiquei mega revoltada, mas enfim HAUHEHAUEHAUEH depois começei a esutadar pro ENEM por ta ai né, mas voltei, perdão ♥ Cap grandão pra compensar, mil perdões. Quero aqui deixar claro QUE ESSE CAP É DEDICADO - a uma leitora Hina Uzumaki. A quem eu tenho um imenso carinho e devo a mais profunda gratidão. Essa leitora maravilhosa que virou amiga, e que já me mandou centenas de comentários mensagem e agora uma extraordinária recomendação sobre essa fanfic sendo que também já recomendou outras das minhas histórias eu fico realmente feliz de saber que todas as minhas fic's lhe agrada, e eu fico muito feliz quando leio cada uma das suas mensagem. Eu deveria agradecer pela recomendação e pelos pontos importantes que você encara nos mínimos detalhes, mas eu faço isso sempre só de responder seus comentários, então estou aqui para agradecer por você, e pela pessoa incrível que é você, e que assim como muitos outros me deu infinitos apoios para continuar. Muito obrigada querida ♥ Eu amei de verdade e fiquei mega emocionada, obrigada por fazer parte disso ♥ Obrigada por mandar mensagens e comentários, por divulgar de fazer de tudo para eu não desistir. Eternamente grata por isso ♥

O por dor sol estava quase se formando, era um outro dia e desde a noite passada que Sakura Haruno nem sabia mais o rumo da própria vida. Os segundos passavam como se fossem séculos enquanto ela custeava a visualizar o celular de minuto em minuto atrás de alguma mensagem, trancafiada em seu quarto sozinha – Nada, como sempre. Mais uma vez Sasuke Uchiha invadiu a sua vida de maneira simplória a deixando cheia de duvidas e cheia de dor, não foi nenhum pouco sonho ver ele rasgando o asfalto da sua rua interrompendo a madrugada de estudos, foi real, e interrompeu tanto que hoje nem fora fazer a prova de Neurologia geral IV. Dessa vez ele conseguiu de verdade, e fez em uma única noite, alias em alguns minutos.

Eu te amo.

Não era surpresa ouvir sua voz dentro dos pensamentos, assim de maneira imaginaria, ela ouvia sempre nos sonhos distantes que tinha constantemente, e nem nos seus sonhos mais obscuros e impossíveis, jamais Sasuke havia sequer ameaçado lhe dizer palavras tão bonitas. Ele não é romântico, ela sempre entendeu isso, e exatamente por isso se recusava a acreditar, por mais bonitas que fossem as tão belas palavras, e todas as declarações da noite passada, ele não era assim. Quantas vezes acreditou nele por mais absurdo que fosse? Todas as vezes, e era a razão de estar ali de coração agora mais partido do que nunca – suspirou pesadamente abraçando os joelhos como se fosse se despedir de si mesma, queria sumir – Lá estava tão pobre Haruno novamente, evitando a verdade das esperanças que criavam na sua alma, ele sumiu e ela ainda estava ali imaginando como seria simples se eles se amassem, se tudo aquilo fosse verdade. A menina que ele sempre dizia que lembrava a primavera japonesa.

...

A maçaneta da porta estralou a livrando rapidamente dos pensamentos que permaneciam cravados na sua mente. Só havia alguém com petulância suficiente.

– Mãe! – resmungou Sakura pela 4º vez no dia que já havia falado que não queria ser incomodada. Mas a dona do gênio complicado e desregulado que ainda conseguia ser inofensivo, sua mãe, não se importou nem um pouco com aquilo.

– Você tem visita garota – respondeu a mesma entrando no quarto da filha expulsando a privacidade porta a fora. Tão jovem rosada, podia ser muito habilidosa, mas nem um pouco organizada, a mãe caminhou pelo carpete claro chutando das coisas pelos vãos embaixo das mesas e armários.

Ela até que não queria visitas, até enxerga-la; Hinata Hyuuga estava bem no seu corredor olhando seu espaço tranquila, esperando como uma pessoa normal, como ela fosse normal como se tudo aquilo fosse, perfeitamente normal, mas não era. Deixou a boca entre aberta transparecendo seu susto, a mãe deu passagem para Hinata que, presumiu o olhar de Sakura como um consentimento.

– Hinata... – sibilou a surpresa cujo sorriso tão magnifico que partiu dela custeou no arregalar dos olhos esmeraldas que brilhava.

– Olá Sakura – ela afirmou, com suas pupilas analisando toda a residência dos Harunos, era bem simples comparada a sua, mas com tantos quadros na parede e tantas lembranças de momentos espalhadas pelas várias prateleiras até que se sentiu feliz por estar ali.

Sakura Haruno tinha sorte.

– O-oque você esta fazendo aqui? – Hinata a encarou de forma inevitável, ouvir ela gaguejar como se escondesse algo até que era engraçado – eu não sei nada do Sasuke...

– Ele viajou! – ela jogou perambulando pelo quarto – ele foi para o Japão, pegou o primeiro voo, ele nem dormiu essa noite.

– Ele foi...

– Acho que ele queria estar fora do país antes que o pai sabia que terminamos o noivado – ela riu, mostrando não estar nada triste, tão celestial e tranquila que a rosada quase não acreditou, mas ficou a encarando surpresa, aquela noite que parecia um sonho na verdade não havia sido tão sonho assim – o que foi? Achou que tudo que ele te disse era mentira?

Sakura sustou, e deu um salto para fora da cama sentindo seu coração acelerado.

Não era – Hinata pôs a mão em um dos bolsos da sua calça jeans, e dela tirou algo, sorriu feliz ainda encarando a Haruno desacreditada, ela estendeu seu braço, assim que a rosada lhe estendeu a palma entregou a aliança, aquela joia tão simples que havia causado tanta dor.

Se os olhos são as janelas da alma, tente encontrar neles o mais puro sentimento, apenas verdadeiras joias possuem sentimentos, por isso são valiosas.

Foi bem assim que a mãe havia lhe contado, quando Hinata perguntou pela primeira vez sobre o trabalho do pai. E nós dela haviam muitos sentimentos.

Os olhos verdes brilharam, brilharam de maneira formidável. Finalmente ela havia entendido, esmeraldas reluzentes que desejava a irônica escuridão. Lagrimas escorreram do seu rosto primoroso. Estava feliz, e ao mesmo tempo triste, havia tanta gente envolvida. Brandon o que diria?

[...]

Depois de uma longa conversa, e merecida, por que sim Sakura merecia todas as explicações possíveis e ninguém melhor do que a própria noiva para esclarecer o Uchiha, ele também merecia isso que ela acreditasse nele. Hinata voltou para casa, ainda era antes do jantar. Então caminhando pelo jardim de Sasuke, que agora não era mais dela, ela ficava olhando a mão vazia que mostrava liberta do compromisso enquanto se pegava entre um segundo e outro sorrindo sozinha bem como uma doida, mas na verdade estava até que feliz retirando o fato de que teria que morar sozinha de novo, é ela não o gostava de ficar sozinha. Mas finalmente o Uchiha havia se tornado totalmente corajoso, finalmente ele havia entendido que não se dava ouvidos a razão, mas sim ao coração aquele que esconde o verdadeiro desejo sentido, que família apesar de ser família não se envolve nas próprias decisões que os seus sonhos são únicos e apenas por você devem ser concluídos, almejados e buscados mesmo que isso requeira as atitudes mais ousadas.

Empurrou a porta dupla da casa com elegância, e assim que adentrou na sala de visitas seus olhos já ganharam o devido brilho. O encontrou, lá estava Naruto Uzumaki então, ele ainda estava lá, mesmo agora ciente do seu passado ele ainda continuava assim, indecifrável. Arrepiou-se de cima a baixo com tal pensamento, era a característica dele que mais gostava. Olhando para os redores da sala enquanto segurava o saco de gelo no canto da boa, bufando enquanto mexia freneticamente no seu celular. Ela não resistiu em vê-lo assim tão completamente distraído, encostou no pilar deixando suas analises o admirar, ele estava sereno ainda que sem dormir, com um olhar cerrado para a tela, severo.

Ela não sabia muito sobre Naruto Uzumaki, na verdade, nem ele sabia, mas ela achava mesmo que sabia o suficiente, por mais indecifrável que fosse ele sabia mostrar o extremo caráter que tinha e o mais imenso dos corações, pobre rapaz que fora modificada de cima a baixo pelo padrinho/avô e enganado da própria personalidade. Ela o entendia, tentaram mudar o que era ela durante toda a vida, mas Naruto, ah Naruto, como você podia ser assim? Aceitar com tanta simplicidade, compreender com tanta facilidade a maneira com ela era, assim, tão cheia de defeitos, tão cheia de complicações, e como seu pai mais gostava de dizer “um erro”. Esse loiro intenso em nenhum momento a julgou, pelo contrario manteve-se em silencio e ainda que expressasse qualquer opinião ainda dizer o quanto ela era incrível. Hinata estava surpresa, surpresa que fazia seu coração acelerar freneticamente, as pessoas não pensavam assim, acreditavam tanto em fatos, costumes, erros, que esqueciam do que existia dentro da alma e que todos nós por mais que sejamos feitos de erros, também somos feitos de amor.

– Perdeu alguma coisa?! – ele disse com aquela voz grossa que resultou no espasmo da expressão da Hyuuga, tão calada e ele nada distraído, girou o corpo jogando o celular na mesa de centro – você demorou.

– Sakura fez muitas perguntas...

– Era de esperar – ele respondeu então – ela tenta não demostrar, mas não consegue, ela louca por aquele Uchiha.

– É eu percebi – ela riu um pouco esbanjando o quanto estava aliviada – incrível eu não ter ouvido vocês brigarem, aliás ainda digo que vocês não deveriam ter brigado.

– Irmãos brigam – ele afirmou pensativo – principalmente quando você transa com noiva do seu melhor amigo – ela deu o empurrão no seu ombro indignada enquanto ele sorria cinicamente como se aquilo fosse muito normal, mas era bem verdade que nos últimos dias depois de tudo, tudo que descobriu tudo que aconteceu, nada mais podia o surpreender.

– Você é um idiota...

– É esta certa, sou mesmo – suspirou resmungão com a dor na boca.

– O que você disse a ele? – ela perguntou indo mais a fundo embora já soubesse que eles brigaram a socos na noite passada – quer dizer, Sasuke é muito esquentado e você também, eu duvido que isso cessaria assim de forma tão simples, você não são assim!

– Eu disse a verdade, que ele tinha acabar com esse noivado ridículo, mas eu já te disse sobre meus melhores amigos, ele me conhece como ninguém, e sabe prever meus pensamentos, ele achou que eu o trai e ficou mais bravo ainda por imaginar que eu estaria te tratando como um dos meus casos.

– E não estava? – ela riu agora surpresa, mas ele permaneceu sério deixando que seus olhos ficassem ainda mais azuis pela claridade do dia que já estava de partida.

– Não – respondeu seco e ergueu a cabeça para encara-la – eu fui claro, não tenho mais casos desde aquele dia na boate, e só paramos de nos bater por que ele disse que ama a Sakura.

– Ele é seu melhor amigo Naruto, você sempre soube que ele amava ela.

– Mas ai eu disse a ele, que eu te amo.

O sorriso dela morreu, tão inesperado quanto uma explosão, não como incompreensão, mas como surpresa, fora tão singelo e até seu arquear de sobrancelhas e o susto fora de reação lenta, mas mesmo sem nenhuma expressão e completamente paralisada o alce brilhante naqueles enormes magníficos olhos perolados disse tudo sobre seu coração.

Hinata não era uma mulher comum, ela era uma vencedora, ela realmente vence dores.

Ele levantou-se rapidamente deixando a bolsa de gelo em um lugar qualquer, tão mais alto que ela desceu o olhar oceânico até encontrar-se com o dela, completamente pasma e toda sua profundidade.

– O-oque?

– Eu amo você – ele repetiu, sem imaginar que seria o homem digno ser o primeiro a declarar tamanho sentimento, ela corou agora mais surpresa sem conseguir entende-lo muito bem, quando na verdade ele que estava confuso, sem saber se ela era mais linda enquanto gaguejava ou dando corava desse jeito.

É agora de frente a ela a encarando de jeito tão meigo pensava no quanto bondosa ela era, no quão meiga era ela, tão serena e ao mesmo um verdadeiro furacão, sabia ser avassaladora e estava conseguindo devastar seu coração.

– Naruto...

– Você é incrível – ele proferiu a interrompendo – e eu quero que sempre saiba o quanto você é incrível. Dane-se o que seus pais pensam, eu não ligo, antes de você chegar eu achava que vivia num caos total, mas hoje eu percebo que na verdade eu não tinha vida, e você numa luta constante com a própria me absorveu na sua tempestade.

– Foi você que me mostrou que as pessoas podem ser entendidas.

– Mas foi você que me fez entender que as pessoas erram, que todos somos seres cheios de defeitos, e não importa a grandeza, nada muda quem você é de verdade.

– Eu não fiz isso...

– Você é isso! – ele exclamou se aproximando, causando um imenso distúrbio na sua respiração e um constrangimento bagunçado nos pensamento – você é completamente verdadeira independente do que faça, eu sei por que sou o sortudo que esta apaixonado pelo amor, pelo verdadeiro amor.

Ela ficou de boca entre aberta enquanto ele sorria por ela não conseguir entender.

– O amor é uma força, que existe em todo o universo – o loiro tratou de explicar, equiparando-se a lembranças de uma história antiga que a madrinha/avó contava – e como qualquer outra força eles precisam de um representante em Terra. Amar, dói, a dor é o efeito colateral desse sentimento bagunçado, mas ele também é o remédio do próprio caos que causa, por que os humanos vivem somente de amor, tudo que fazem é amor, e foi o amor que causou ódio na minha família e que trouxe essa confusão na minha vida, o que meus pais passaram foi dor por causa do amor, o que meus avós fizeram foi por amor, foi por ódio, foi por tudo, eu não posso odiá-los por isso, eu só me lembro de ama-los, e o contrario só aumentaria mais ainda essa bagunça, mas como eu poderia ser curado? Afinal está doendo! Por amor, é claro, pelo amor deles, pelo amor dos meus amigos, a mil e uma formas de amor no mundo é impossível dizer que não existe um amor na sua vida, a verdade que as pessoas não enxergam a maneira que ele se manifesta – ele pausou finalmente e passou a mão sobre o pouco de suor frio que tinha na testa – mas para mim, de veio de um jeito muito melhor, ele veio cheio de erros, e mesmo cheio de erros completamente perfeito. Diferente do resto do mundo Hinata você não é por amor, a sua vida não cresceu ao redor de amor embora tenha tido muito, alguém lá encima fez você inteiramente de amor.

– Da onde você tirou tudo isso? – ela perguntou suspirante e quase roxa pela falta de ar.

– Você me mostrou tudo isso, que sempre podemos melhorar.

– Mas, eu nunca melhorei em nada, como você pode enxergar que podemos melhorar? Eu não sou nenhum exemplo...

– Por que você não precisa! Mas tenta, e isso, ah isso é mais que suficiente minha linda.

– Você me entende – ela disse fraquejada e se odiando por estar tão alucinada com o efeito grandioso que ele causava, seu olhos, imersos em lagrimas, lagrimas de felicidade – ninguém nunca entendeu.

– As pessoas não entendem a perfeição, acham que ela não existe, mas existe no que queremos que exista, existe no que sentimos, e eu jamais deixaria de te entender, você me mostrou o mundo, a vida.

– Você me tirou do caos.

– Hinata... – ele não aguentou mais nenhum milímetro longe dela, e abraçou forte e com intensidade, juntando o calor excessivo e a razão.

Foi o melhor abraço. Pois é o abraço que deixa os corações de verdadeiros apaixonados, cara a cara, e por essa razão que o abraço sabia muito dizer. Naruto a amava, a amava em tudo que ela era, e do jeito que era, e estranho seria se não a amasse, se não quisesse para sempre estar com ela, e dessa forma começando por ela, viver, viver a vida que não viveu, viver o tempo que perdeu, encontrar-se e ser quem sempre foi. Para todos, mas com ela, ele era exclusivo dela.

– Eu... – ela respirou fundo procurando a coragem, mas dele não tinha medo, pelo contrario, confiava, confiava cegamente em tudo que ele era – eu também te amo Naruto.

Bastou para ambos se amarem, agora expressamente se amarem. E Naruto até agora que nunca sentiu e teve vontade de chorar por sentir, foi o coração falhar pelas palavras serenas que ela disse.

– Eu amo você – ela repetiu o apertando pelas costelas com os braços finos o máximo que podia já que força não conseguia machuca-lo – o seu jeito, o suas palavras, você, você salvou a minha vida e só por isso eu pude te mostrar tudo isso, eu sei que eu sempre fui lutadora, eu sei que eu sempre fui forte e sempre lutei pelo melhor sempre querendo mostrar que sou melhor do que sempre me julgaram. Mas no fundo, nunca senti isso de verdade, seu sorriso salvou minha alma, seu ser libertou meus sonhos. E eu te amo, seria o maior dos erros se eu não te amasse.

– Hinata – ele a chamou se separando um pouco, deixou que seu olhar se fixasse ao dela e mostrasse que eram donos um do outro, colocou as mãos em seu rosto tão delicado quanto o de uma boneca, e segurou forte enterrando os dedos nos cabelos azuis escuros lisos e belíssimos – você é minha, e eu sou seu, não quero ninguém mais na minha vida, eu vou concertar tudo, eu vou destruir aquela gangue, vou dar um jeito na minha família, na minha avó em todo mundo, até no meu avô...

Seu avô...

– Hinata! – repreendeu sua atenção a deixando confusa e sem entender muito – fuja comigo.

[...]

O berro feroz ecoou pela terceira vez pelos corredores do Hotel vindo apartamento presidencial de Fugaku Uchiha, eram 18H00 e nenhuma noticia do seu filho mais novo que havia pegado o avião as 6H15 da manhã após cancelar seu noivado que era o bilhete premiado na loteria para sua família. Assim que Itachi abriu as portas duplas de madeira requintada, viu o patriarca ambicioso e autoritário que ele era, cada dia cada vez mais. Com toda fúria explodindo pela cabeça passou os braço por cima da mesa jogando todos os papéis e plantas de projetos de cima para o chão, planos para o futuro, o império em reconstrução e finalmente mais poder e mais razões para conseguir mais dinheiro, e poder, e cargo, e dinheiro, e poder, e tudo. Mas Fugaku, diferentes dos seus ancestrais, teria um fim diferente, ia sentir na pele que não era o dono do Mundo.

O filho mais velho analisou com clareza o território, ele não era nem um pouco louco afinal, mas enfrentaria o touro o segurando pelos chifres se necessário. Ele havia quebrado praticamente todo o escritório do apartamento do Hotel, seu celular piscava em mensagens de e-mail e ligações infinitas, sua assistente de um lado anotando tudo como sempre e suando frio não querendo ser atingida como os demais objetos, e do outros seus seguranças como sempre petrificados esperando o interessante acontecer. Viu a mãe, Mikoto Uchiha era a mulher mais doce que conhecia, e mais racional também, razão pelo qual o pai a levava e a deixava a par de todos os negócios, e pelo motivo também dela nunca contesta-lo.

– Querido, por favor, Sasuke... – ela disse dando um passo a frente com as mãos tremulas, apesar das belas vestias estava até descalça provavelmente cansada por tanto transtorno desde que a noticia chegou a eles.

– SASUKE!!!!! – Fugaku berrou para a esposa que nenhum culpa tinha, com um tornado de ar preso aos pulmões – EU NÃO QUERO OUVIR O NOME DELE! POR QUE NINGUÉM ESTA FAZENDO NADA? EU QUERO SABER ONDE ELE ESTA! PARA QUE DEIXAMOS SERVIÇAIS NO JAPÃO AFINAL? EU QUERO QUE ALGUÉM TRAGA ELE PARA MIM AGORA!!!!!

– Fugaku, você não vai brigar com ele dessa forma – ela pleiteou com um pouco de coragem – deve haver uma explicação, nosso filho...

– ELE NÃO É NADA!!!! – berrou novamente, botando força nos braços até virar a pouca escrivaninha que virou sala de negócios temporária – ELE NÃO É MEU FILHO, AQUELE INSOLENTE!

– NÃO FALE ASSIM!

– CALA ESSA BOCA MIKOTO! — interrompeu sua oposição dando passos largos a sua direção com um olhar sanguinário de ódio e com certeza, sem lucidez ou razão.

– Pai! – o interrompeu Itachi, anunciando sua presença com calma antes que ele fizesse qualquer besteira – nem pense nisso, de verdade.

– Estou cansado de insolentes! – ele respondeu deixando a Uchiha no canto da parede encolhida, ela tinha sorte de ter dois filhos que a amavam mais que qualquer coisa na vida e que sempre estariam lá até quando ela não precisasse – seu irmão cancelou o noivado!!! Onde você esteve o dia todo? Estamos numa situação critica aqui! Eu não tenho mais negócios, eu perdi a minha maior esperança! Aqueles inúteis do Japão não mandam noticias!!! EU QUERO SASUKE AQUI NA MINHA FRENTE AGORA PARA EXPLICAR ISSO!

– O Senhor se lembra que o Japão fica a 24 horas de viagem daqui, não se lembra? – ousou, e abusou da ousadia, de forma singela o cortou com ignorancia que alegava uma burrice, Fugaku girou o corpo travado encarando o filho que nunca havia lhe desrespeitado.

– Onde você estava? – perguntou cínico com pensamentos altos.

– Falando com ele – respondeu com verdade – o avião fez um escala em Singapura, que atrasou um pouco, logo ele estará no Japão eu imagino.

– Serio? – Fugaku respirou fundo, tão fundo que nem sabia mais o quanto de pulmão tinha, e tentou não explodir, jogando um certo cinismo – pode me explicar...

– Sasuke foi convocado – ele fez uma pausa dramática e satisfeita, no fim seus planos não haveriam erros — pela ANBU, O Órgão de Segurança e Investigação Nacional do Japão.

– ANBU? – perguntou retoricamente o pai com rispidez engasgada nas cordas vocais.

– Fugaku... – implorou Mikoto.

– ANBU!!!!!! – ele voltara a berrar – AQUELE SERVIÇO RIDICULO QUE VOCÊ OUSOU A INICIAR A QUATRO ANOS ATRÁS???? VOCÊ FEZ ISSO ITACHI? TEM DEDO SEU NISSO!?????

– É claro que tem – respondeu tranquilamente deixando os olhos do pai como explosivos de ódio por sentir-se traído – ele merece, e por isso o fiz, Sasuke merece fazer o que quiser, ele é justo não é sujo como você, ele vai destruir esse legado de ladrões que pensam ser poderosos, vocês não são nada! E NADA acontecerá aos Uchihas papai, eu cuidei de tudo. Mas os Uchihas serão colocados no seu devido lugar, finalmente alguém vai te parar!

COMO OUSA? – proferiu indo para cima do filho.

– Não faça isso! – interrompeu – não é mais você que dita as regras. É seu filho!

[...]

Eram 8H00 da noite quando Naruto Uzumaki vislumbrou o celular mais uma vez, vendo as mensagens de Hinata falando sobre o quanto os Hyuugas estavam inquietos, ela estava jantando com seu irmão mesmo que fosse contra sua própria vontade, mas acontece que agora ele era sua única fonte de informação, já que os pais não queriam falar com ela. Eles deveriam estar bravos, e arquitetando algum tipo de plano para decidir qual seria o próximo destino de sua vida. Ele não deixaria que eles a magoassem, nunca mais, ela era a pureza do próprio amor, e tão doce e serena que chegasse ser doloroso quando não compreendida, mas os olhos da humanidade nunca são compreensivos, e era por essa razão que os verdadeiros amores terminam, simplesmente acabam sem motivo lógico ou justo. Humanos, eram de ter pena.

Bloqueou a tela do celular e passou a admirar o céu da varanda na sua suíte principal da cobertura – se era Mori Namikaze ou Naruto Uzumaki — encima da sua mesa de vidro tinha um maço de cigarros, que o fez pensar o quanto havia mudado, e mudado sem notar. No céu, as estrelas estavam brilhando, forte, e a Lua esta linda e grande, estar apaixonado era realmente uma idiotice, tudo ficava mais bonito – suspirou com o coração levemente acelerado – ele resolveu concertar tudo. Primeiro concertar a si próprio, e depois concertaria a vida dela, ela não merecia passar as coisas que passava, ela merecia viver ao seu lado, longe, onde seria protegida e amada todos os dias, com todos os seus direitos merecidos.

A Lua olhou para ele, e parecia que ela, sua amada Hyuuga, o observava, não pela aparência esbranquiçada, isso era detalhe. Eram puros, ela tinha um olhar que mostrava o quanto era pura, como a Lua.

– Obrigado, Hinata... – ela sussurrou sozinho com necessidade extrema de se lembrar disso de minuto em minuto. Mas antes de tudo ele tinha que cuidar de si próprio.

Ouviu o tinir da campainha do elevador, som que ecoou pela residência, finalmente chegaram.

...

Ele tinha uma péssima mania de deixar tudo com a penumbra escura da noite, não gostava muito das luzes acessas, mas como não queria assustar pegou o controle remoto na prateleira embutida a parede da escada enquanto descia, acendeu as luzes e deixou o apartamento a vista. Era um absurdo de tão luxuoso, luxo que Kushina jamais conseguiria dar ao filho.

Lá estava ela na 1º sala da arquitetura completamente arejada, que parecia mais o Palácio de César na Roma Antiga, mas agora em um prédio, ele odiava paredes e por isso escolheu Roma como decoração. Ruiva em vermelho sangue divino, e além de tudo, linda. Ele nasceu de uma mulher linda. Ela estava em silencio, com certeza muito nervosa, parada estaticamente no seu hall de entrada como se pedisse permissão para ir até a sala de vistas passos à frente, Memma, seu irmão gêmeo a abraçava pelos ombros, e Kakashi Hatake bem logo atrás de ambos, agradeceu por Sasuke não o arrastar para o Japão querendo resolver suas loucuras, não teria conseguido ligar para mãe se o investigador não estivesse em Nova York, e tinha pouco tempo já que o cinzento logo ia a encontro do melhor amigo no Japão. E o melhor amigo lhe deixou uma lista de afazeres sobre concertar sua vida, ou ele mesmo faria. Como se um Uchiha um dia ousasse a lhe desafiar, mas seguiu e concordou com todos os pontos básicos deixados por ele antes de partir, por que agora o certo prevalecia.

...

Era ainda completamente estranho, ainda mais pela cara de aflição no olhar dela, ele jamais a rejeitaria, só não conseguia dizer isso para ela, seu estomago estava embrulhado já com o simples aproximar ainda com distancia considerada. Como não se lembrar de uma mãe? Como eles foram capazes? Ainda era demais para digerir e alguns dias, mas ele tinha que fazer isso, Kushina merecia dormir tranquila pelo menos por enquanto, enquanto ele resolvia certos assuntos.

– Eu só gostaria que me chamasse de Naruto – se aproximou a deixando com expressão de entendimento completo e confuso, além do longo vestido com estampa florida de malha requintado, nas mãos ela carregava um baú tamanho médio – eu não me lembro de me chamar Mori, e acho que vai ser bem difícil eu me acostumar, e eu gosto de Naruto.

– Tudo bem... – ela respondeu tremula. Finalmente cara-a-cara.

– O que é isso?

– É...bom... – ela gaguejou com o coração acelerado afinal, se para ele já era inacreditável imagine para ela que imaginou que nunca mais o veria, que achou que estava morto durante todo esse tempo. Memma apertou seus ombros, lhe transferindo calma – É para Tsunade, eu trouxe para ela, é um presente...

– Por que traria um presente para alguém que você odeia?

– Por que você não a odeia – respondeu suspirante com sinceridade extensa – e o meu amor por você é mais forte do que tudo nesse Mundo, sei que ela é importante para você, então trouxe algo que deve ser importante para ela.

Palavras tão rápidas que não escondiam a dificuldade que foram proferidas. Kushina queria que o filho a aceitasse, e considerou muito cada um dos detalhes. Que ela vivia em função do marido, que Jiraya era horrível ela se lembrava, de do tanto que ele jamais deixava sua esposa contraria-lo.

Naruto apanhou o celular, até que sem pensar se estava sendo mal educado, digitou alguma mensagem e o colocou no bolso novamente, apanhou o baú das mãos da ruiva e o colocou delicadamente encima do aparador. Voltou tranquilo retomando a postura rapidamente, a encarou, Tsunade além de madrinha, agora era sua avó, não queria olhar na cara dela0, mas a amava, amava aquela loira louca tanto que a considerou mãe para sempre, e não conseguia deixar de ama-la, e ela por mais culpada que fosse até que não era tão culpada. Mas Kushina, aquela ruiva, ela era sua mãe de verdade.

Palavras não tinham que existir, e nem haviam palavras para expressar ou definir, mas ia com medo e a duvida dos próprios sentimentos e absoluta intenção de fazer dela parte da sua vida, afinal era. Não deixou que os passos os prendessem, e nem deixaria que tamanha confusão, angustia, frustação causem ainda mais transtorno nela, encerrou o espaço a abraçou. Os olhos de Kushina sustaram a mesma medida que encheram de lagrimas, sentiu as mãos do filho enterrarem-se em seus cabelos, sim seu filho, seu belo e mais velho ainda que apenas 4 minutos, seu filho. Lembrou-se de todos os segundos que sentiu falta disso, que sentiu falta dele inteiro, e assim, quando o sentimento é grande demais a ponto de não caber pelo coração, ele escorre pelos olhos.

– Eu ainda estou confuso – ele disse intacto, e a ruiva encheu-se de compreensão querendo adquirir paciência, ele não tinha culpa de não se lembrar, ela não deixaria ficar triste por isso.

– Tudo bem – respondeu fraquejada, era questão de tempo, logo ela ia poder dizer tudo que queria, logo era iria poder contar todas as historias que tinha, e havia muito a dizer, logo, logo, então respire Kushina, é questão de tempo. E quando ela achava logo mais o abraço se encerraria, ambos sentiram um corpo se juntarem aos dele, Memma do outro lado, apoiando o rosto tão igual ao irmão no ombro da mãe. As pernas amoleceram em Kushina, quando amor, quanta vida, agora tudo que queria era Minato, mas a vida tão dura, jamais lhe devolveria tanto, talvez nem ele merecesse, ver os pais fazerem tudo que fizeram.

– Sempre quis saber sobre você... – ele disse entre dentes serio e engasgado seu filho tão mudado estava, ela conseguia ver isso de longe de perto num abraço e com uma mera fala – sempre mesmo, mãe.

O abraçou mais forte, por que o resto era questão de tempo, por que o tempo por mais demorado que parecesse, na verdade ela mais rápido do que imaginamos, e ele e tão bela função concerta as coisas.

...

Que bela cena de família que Kakashi assistia, quase sentiu falta da própria embora tivesse décadas que era sozinho, mas família era o bem mais importante e existe e aquela precisava de um pouco de caos para dar importância no que era realmente relevante. Mori cresceu longe dos pais, a desconhecimento dos pais que tanto amavam, pelos avós, que atrocidade, não foi isso que ele imaginou quando ajudou Jiraya a desaparecer do Japão, ele jamais imaginaria que o homem que sempre o tratou como um filho seria capaz de tamanha causa, embora ele fosse capaz de muitas coisas, e pensou no melhor amigo falecido. Ele estava vivo o tempo todo, e mais uma vez, assim como sempre, Minato Namikaze estava certo. E ele morreu sem desistir.

Um barulho se aproximou do prédio, o desviando das próprias linhas de pensamentos, vindo do andar de cima da cobertura, o terraço onde era arquitetada a área de lazer de Naruto. O cinzento cerrou os olhos já percebendo, era um helicóptero, pelo menos o barulho de um.

– Tem um heliporto no seu terraço? – ele perguntou curioso com um arquear das sobrancelhas, essa era realmente novidade – significa que tem um helicóptero também.

– Eu tenho muitas coisas – Naruto respondeu, deixando os olhos de Kushina caírem de forma triste consideravelmente – mas isso não quer dizer, que preenche o vazio daquilo que não se lembra.

– Ela é sua avó – ele murmurou com revolta e meio calado, mas ninguém teve tempo de dizer mais nada. Lá encima, movimentações eram ouvidas, as portas duplas de madeira esculpida em torno das paredes de vidro, estrondaram quando alguém invadiu a cena no mesmo instante, no 2º andar algo acontecia.

Memma arregalou os olhos assim que olhou para a escada, loira com aparência envelhecida, tão jovem, tão velha, tão bela, que lembrava muito ele mesmo, e muito seu pai, durante anos quis saber quem era seus avós, e agora que a tinha tão perto, a pessoa que mais o pai falava na vida de tamanha admiração, já não sabia ao certo o que sentia.

Tsunade Senju desceu as escadas de cabeça baixa, ela estava estranha e não deveria estar, foi a primeira vez que Kushina a viu assim, tão vulnerável, com os cabelos levemente desgrenhados e as roupas simples, um susto até para Kakashi principalmente por ela estar acompanhada de quatro homens vestidos completamente de preto, verdadeiros brutamontes que transpareciam muito bem que eram verdadeiros capangas. Naruto cerrou o olhar assim que ela apareceu, com eles – Deidara, Kisame, Kakuzo, Hidan – não confiava em nenhum deles embora os tenha chefiados durante um bom tempo. Depois de vários minutos o barulho cessou alguém havia desligado as hélices acima, logo atrás e finalmente Konan apareceu, carregando sua prancheta eletrônica e alguns papeis como sempre cheia de tarefas, já que Naruto nunca estava presente na Sede, e ela sim era a única e a que mais confiava. Mesmo assim nenhum deles era louco o suficiente para traí-lo, Naruto sempre fez o que quis, e continuaria fazendo. Era o que achava.

– Podem ir – ele disse ríspido assim que se aproximaram, puxou a madrinha para perto de si pelo ombro querendo analisar quanto ela estava debilitada – o que houve com ela?

– Ela não nos obedece – respondeu Hidan sarcástico – aliás quando foi que um de vocês Senjus deu ouvidos aos nossos conselhos?

– Vocês são empregados – rebateu Naruto – como se eu precisasse da opinião de vocês...

– Ela realmente deu trabalho – murmurou Kakuzo com concordância dos demais – e olha! Dessa fez, nos nem exigimos nada, nem eu sou louco o suficiente de desafia-la.

– O que você quer? – começou Tsunade se soltando das proximidades do neto que agora, era neto de verdade, ela ergueu a cabeça feroz esbugalhando os olhos cansados o máximo que conseguia – você me trancou naquele quarto frio por dias!!!

– Eu não queria que ninguém te fizesse mal – o loiro respondeu – eu sei que você é loca o suficiente para sumir das minhas vistas, mas eu jamais deixaria ninguém te fazer mal.

– E não podia ter falado isso? – ela bufou tentando ajeitar os cabelos, e Naruto estranhou enquanto mãe e irmão recuaram um pouco – EU SOU SUA AVÓ, VOCÊ TEM MEU SANGUE!!!! DESCULPA TA LEGAL? NÃO PRECISA ME CASTIGAR COM SEGREDOS!

– Não escondi nenhum segredo – ela estava alterada, bem alterada, isso era visto no seu cambalear enquanto quase tropeçava nos próprios chinelos, e ainda tinha essa, estava usando chinelos, ela nunca usava chinelos, ainda bem que Deidara estava se mantendo a espreita para que ela não tombasse.

– Senhor Naruto – pleiteou Konan – garanto ao senhor que ela passou muito bem na ultima semana, por mais que ela se recusasse, garantimos que ela comesse, se hidratasse eu mesma fiquei de olho a todo o momento...

– Parece que esta bem Konan? – ele a cortou com tranquilidade severa.

– Senhor...

– PARECE??? – ele berrou, silenciando as palavras na sua garganta.

– ESSA MENINA É UMA VACA – Tsunade cuspiu, e nem os capangas entenderam, tão bem a alguns dias e do nada, tão péssima, é claro que estava debilitada, mas a loira se recusou a falar com qualquer um eles durante todo seu período recluso, qualquer jeito estranho ou alteração ninguém percebeu, ninguém percebeu mesmo – por mim poderíamos cortar ela em picadinho, como os frigoríficos!!!

Naruto entornou a cara secando os cinco com um olhar revoltante.

– É bom você achar uma explicação Konan – ele disse bravo, Kakashi apoiou Kushina em seu ombro e Memma no outro, eles estavam tão confusos e assustados quanto ele, afinal o momento agora estava com uma intervenção de sentidos. Aquele não era Mori, aquele era Naruto – eu vou fazer isso mesmo se alguém não me disser por que ela esta assim!

– VOCÊ NÃO VAI ME CONTAR POR QUE EU FUI CHAMADA AQUI!? – ela exigiu. Um silencio medonho percorreu a sala. O que estava acontecendo? Ele respirou fundo.

Mas quem tomou a iniciativa, foi Kushina Uzumaki, a que mais tinha direitos de nunca se aproximar de alguém que causou tanta barbaridade na sua vida, ela percebeu por que o filho a havia chamado então, a loira, ele sempre se importaria com ela, e por mais odioso que fosse ela tinha que aceitar para não o perde-lo, tomou-se em primeiro e apanhou o pequeno baú no aparador, ela deu alguns passos singelos ganhando a atenção de todos, e até a surpresa dele, que mais queria de Naruto. Ela só queria seu Mori de volta.

Olhou para Tsunade, tão poderosa e agora tão estranha, mas como nunca teve medo de nada, agora também não teria.

– Você disse que Jiraya não deixou você ter nenhuma lembrança de Minato – ela disse tranquila já próxima da loira, tinha trazido as fotos para Naruto, mas como ela queria ser solidaria e fazer algo pelo menos especial para todas as partes, achou mais importante que ela as tivesse, afinal ela também era mãe, e elas amavam com a força da alma o mesmo homem, Minato, ela não merecia, mas Mori merecia, e ela só queria Mori, mesmo que ele viesse como Naruto por que sempre, sempre a amaria, avó como mãe, por que ela foi, e para ela só restava tomar seu verdadeiro lugar da melhor forma, Kakashi estava certo – você disse que ele existe apenas na sua memoria, então eu trouxe isso para você.

Tsunade apanhou a caixa, agora já parecia um pouco mais lucida embora com reações travadas, seus chinelos se arrastaram pelo chão, mas não deu nenhum passo, talvez fosse agradecer, mas entre abriu o baú um centímetro e já viu o pouco das fotos do filho falecido. Ela arfou a saudade eterna e deixou que conteúdo fosse ao chão, e estrondando a mesma medida que sentiu o peito doer de culpa, não via uma foto do filho a anos. Recuou surpresa e em seguida ela mesma se jogou entre os retratos agora espalhados por todo o piso. Naruto era rápido, mas naquele instante tudo pareceu correr em câmera lenta.

– Ah meu filho! – ela arfou aos prantos, começou a chorar olhando foto por foto sem saber até qual pegar de tão emocionada que estava. Minato Namikaze estava absurdamente sorridente em todas, do jeito que ele sempre era. Ela não segurou as lagrimas, nem os gritos, tão pouco, o desespero – meu filho... ah meu filho... perdoa-me, por favor, meu filho... o que houve? Filho!

Naruto a encarou de cima, e que cena mais trágica de se vista, ela estava abraçando as fotos, lhe deferindo culpa, lhe implorando perdão. Ela era culpada, culpada de se deixar ser controlada.

– Madrinha... – ele chamou, ainda normalmente, desceu um pouco a encontro dela, até se ajoelhar querendo sua atenção, mas ela já estava agitada novamente – madrinha...

– Minato... meu filho... – ela continuava a murmurar com os olhos focados e arregalados.

– Madrinha para – Naruto tentou, mas ela não deixou – madrinha...

– Não não não

– MADRINHA – ele berrou segurando seu rosto. Travou as bochechas gentis e amáveis, ele nunca conseguia ser bravo com ela embora devesse, eram tão amáveis que fez considera-la mãe durante toda aquela vida, e ela travou a expressão ainda assustada e completamente alterada, mas ela não precisava fazer isso, ela era uma mulher racional a mulher que ele tanto admirava.

– Eu sinto falta do meu filho... – ela disse sussurrante – Jiraya quer que vá buscar ele.

– hã? – ele sustou encarando um pouco a plateia que se formou, e em seguida a Senju de novo, ela estava acelerada, em alma, em coração em tudo – madrinha não precisa pedir desculpas, a culpa não foi sua, eu vou concertar tudo!

– Concertar?

– Eu não vou deixar ele jogar tudo isso nas suas costas – ele a repreendeu percebeu que ela estava prestando atenção – eu sou seu filho também não sou? Não fui durante todos esses anos?

Você sabe... – e agora fora a vez dos seus quatro capangas começarem a prestar realmente atenção na conversa, já que não conseguiam entender a razão dela estar assim.

– Eu sempre soube – respondeu, ganhando um arregalar de olhos dos cinco de preto que agora acionaram os celulares fazendo digitações frenéticas sem fim, alguém tinha que saber por que a loira estava completamente embriagada de alucinações, ou Naruto realmente os mataria. E o loiro não tirava os olhos da madrinha/avó, mas sabia tudo que estava acontecendo ao seu redor.

– Naruto... – ela sussurrou com um sorriso, e por um segundo Kushina sentiu um pontada no peito incomodada, mas ele também a amava, e era disso que ela tentava ficando se lembrar e era mais isso que doía – eu tenho um filho chamado Naruto... eu o amo muito, mais que a vida...

– Eu também amo você...

– Eu tenho dois netos – ela voltou a alucinar, parecia que seus olhos haviam perdido o brilho enquanto um filme corria dentro dos seus pensamentos – eu também amo meus netos. Jiraya disse que a culpa é minha, que eu tenho ir buscar Minato, para ficar com a minha família...

– (...) – Naruto franziu.

– Senhora Tsunade... – tentou Deidara, mas a própria loira o interrompeu.

– Ééé, eu sou a mãe que não o criou direito, eu tenho que ir lá buscar ele e pedir desculpas...

– Madrinha – Naruto sustou, seus olhos azuis jamais estiveram tão apavorados na vida. Sangue começou a escorrer vagarosamente do nariz dela, sangue vivo e intenso, enquanto ela sorria alucinando ter a solução de tudo.

Um alarme ecoou pela casa, fazendo um estrondo frenético como um alarme de incêndio ou até mesmo alarme de ataque de guerra, janelas e portas qualquer passagem, começaram a se trancar com placas de aço rolando singularmente, do teto e assim trancando a casa como uma caixa de aço.

– O que esta havendo??? – perguntou Kushina apavorada.

– Ela esta passando mal? – contestou Memma se aproximando vendo o sangue que não parava, no fundo no fundo ele se importava, ele ainda achava que ela era a avó do jeito que o pai tanto citava.

– A casa esta travando – comentou Kakashi.

– É o sistema de segurança – disse Konan já procurando a programação meu pela agenda eletrônica e indo ao painel principal da casa que ficava em alguma parte embaixo do piso, janelas e portas, cada centímetro sendo preenchido pelas placas de aço que até protegiam de ataques de misseis.

– KONAN!!! – berrou Naruto com os dentes trincados em desespero – o que esta havendo!!!?

– Eu não sei Senhor!!! – o sistema de funcionamento da cobertura também estava alterado.

Tsunade respirou fundo e fechou os olhos sentindo um mal estar, ela não disse nada. Tão rapidamente, seu corpo simplesmente entrou em, colapso total.

– MADRINHA!!! – ele berrou tentando segura-la, ela tremia como se estivesse em convulsão, e não parava, era completamente apavorante de inexplicável – MADRINHA!

Ela abriu os olhos.

– Olha – disse no trincar de dentes já que tanto tremia – finalmente, vocês dois, juntos.

Tudo ficou em silencio. O tempo cessou, travou, os olhos dela rolaram em câmera lenta fazendo eles perderem as pupilas, seus movimentos caíram e seu corpo que tanto tremia ficou mole. Sem vida.

Naruto pausou no Mundo, assim como tudo, a tinha nos braços e mais do que isso, a tinha como melhor lembrança da única vida que lembrava, a que ela preencheu durante 13 anos, ainda que de forma errada. Seu coração falhou, seu rosto ficou pálido e impressionantemente apavorado. Pela primeira vez os olhos, inundados de lágrimas.

Ela se foi, mas sentiu pela ultima vez o neto que foi filho abraçar o seu corpo, e ela o abraço dele que ela tanto conhecia, o berro coberto de ódio, desespero, e completamente confuso que escondia uma tristeza absurda.

A existência de Tsunade Senju então, não captou mais nada.

Notas finais
Olá amado leitor. Olá amado leitor que pensou que as coisas finalmente iam se encaixar. Não vão, agora que pipoca vai estralar HAUHEUHUEHAUHEUAHEUAH' SAUDADEEEES DE VOCÊS QUERO BASTANTE COMENTARIOS PQ EU TO COM SAUDADES MESMOOOO! Desculpe a demora, as circunstancias não colaboraram mas voltei a todo custo estudei pro ENEM enquanto ao mesmo tempo eu escrevia e OLHAAA nada molheee, ainda bem que amanha acaba e seja o que Deus quiser. ESPERO QUE TENHAM GOSTADO ♥♥♥ ESPERO VOCÊS ♥ E VOCÊ QUE VAI FAZER ENEM, BOA SORTE TAMBÉM ♥ É NOIS ATÉ O PROXIMO, MAMÃE AMA VOCÊS ♥