Heartless
29 Life
Notas iniciais
O olhar de Jiraya Namikaze estava perverso, quase tão perverso quanto ele mesmo, de repente o Planeta estava em transe, e nada mais podia se ouvir além das próprias respirações que estavam quase tão desesperadas para um desfecho quanto as próprias almas naqueles corpos agora tão frágeis quanto o vidro. Ficou desesperador, tudo ao redor se tornou inevitavelmente perigoso. Enquanto Hiashi não esboçava nenhuma reação e Hemiko tentava controlar todos os nervos do seu corpo que berraram o desespero aflito ao mesmo tempo, Neji continuava a bater o pé de forma acelerada quase tão acelerada quanto o ritmo do seu coração, ela era sua irmã, sua irmã sua prima, seja lá o que fosse pouco importava o sangue agora, mas lá dentro onde o sentimento vive ela sempre foi irmã, e apenas isso importava, e que espécie de irmão de merda ele tinha sido então, Neji Hyuuga “Grande Irmão” parecia ser um bom título irônico, e agora conseguia bem estender, ter confiança faz bem, mas sempre achar que é o dono da razão é bem errado se quer saber. O Hyuuga estralou o pescoço, seus pais, pais adotivos, pais biológicos, mentiras, e a verdade, tudo ficava para depois, sua cabeça martelava a realidade, Hinata era a realidade e nada mais importava agora, apenas ela importava agora.
Kushina e Memma estavam bem atrás de Kakashi Hatake ambos confusos e ambos assustados, embora tudo fosse impossível para eles, para alguns não era, o perigo era o dia-a-dia e provavelmente ninguém naquela sala estava mais assustado que Naruto Uzumaki, sim Naruto, seus olhos estavam cegos, ainda azuis como céu mais bonito do verão, mas não eram o mesmo, estavam turvos, pelo furacão de medo estava escurecendo sua lucidez, pois hoje sua alma doía, apertada espremida pois a carcaça do corpo ficou pequena pra tanta coisa, começara a morrer aos poucos só de imaginar uma vida onde Hinata não existisse, pois no fim das contas apesar de sempre ter uma vida muito boa nunca sentiu-se vivo de verdade, a amnésia o cegou mais do que qualquer coisa, e a alguns dias algo era mais forte que o buraco espacial que vivia no seu estomago, aquele vazio de ausência de história como se páginas tivessem sido brutalmente rasgadas da sua vida, Hinata, o doce anjo de olhos lunares junto com o seu gênio rebelde que aquele coração cujo tamanho tão grande que com certeza o Sol a Lua e toda a Terra caberiam facilmente lá dentro, na verdade muito mais que alguns planetas caberiam dentro daquele coração enorme, que ele só desejava que fosse dele. Ela estava ali, tão serena e feliz e nem imaginando estar na mira de um assassino. Ele não podia fazer nada.
Hinata.
Ainda Jiraya era um caçador cheio de rancor e obsessão, ele sabia ver, conseguia enxergar como se si próprio estivesse sentindo, a vida viu os sentimentos finais de suas vítimas antes de mata-las.
— Medo – o vilão grisalho sibilou com persuasão – vejo medo nos seus olhos meu neto, você está com medo?
— Você não entenderia, não sabe o que medo padrinho – Naruto respondeu em afirmação deixando a conversar pairar em suspense – aliás aposto que você desconhece vários sentimentos.
— Isso é bom, não ter sentimentos te deixa mais forte.
— E com certeza mais sozinho – Jiraya não respondeu, mas o olhar do Uzumaki se transformou de novo, como o Inverno que vira Primavera, da água para vinho, do medo tremulo a fúria – a única coisa que o senhor deve ter sentido fora o ódio de Riyo por você, pode falar que amou a madrinha, que ela mostrou que a fez feliz, que amou o seu filho, que tentou realmente fazer o certo... ou quase... mas a grande realidade é que nunca suportou o fato dela ter lhe dado as costas, pois é isso que você é e é isso que você sempre vai ser, um homem obcecado por uma mulher que nunca pode controlar.
Jiraya encarou Naruto firme.
— Seu erro é acreditar em algo tão estupido como o amor, e pelo que sei, sua doce amada é quase tão incontrolável quanto Riyo.
— Meu erro foi com certeza seguir seus passos.
— Não deixamos que o amor nos controle, lição nº 71 – sibilou como se fosse antes de ter morrido, época em ainda ensinava o afilhado o seu oficio – é por isso que eu matei Riyo, e de um jeito bem sofrido para que ela não se arrependesse do dia que me deu as costas, e foi prazeroso a dor dela, curou um pouco a minha.
Kakashi olhou para Kushina por trás de seu ombro, ela estava estática e com uma força mais que humana para não enfartar ou ter algum colapso de nervos, Kushina Uzumaki perdeu a mãe quanto tinha meros quatro 4 anos de idade por um assassino que nunca foi encontrado a polícia nunca teve uma única pista só sabiam falar que o caso era de um crime perfeito, ela foi criada apenas pelo pai, que nunca se conformou com a morte da esposa e a incompetência das investigações fora um pai amoroso, mas não tão bom pai por ser sempre tão inconformado com os fatos. Seus olhos lilases eram como flores de hortênsias de um vivo jardim que com certeza agora fora atropelado pela realidade, lagrimas sem fim começaram a surgir em seu rosto, pensou em gritar, ia gritar, mas o tempo estava sendo mais rápido que o seu processar de informações. A verdade dói, eles sempre dizem, e essa mais parecia um terremoto.
— Cretino! – Naruto bufou.
— Chega de perder tempo – Jiraya mirou os olhos na tela e pôs a mão em uma das orelhas, e Naruto já sabia.
— NÃO!
— Fogo!
Hiashi Hyuuga caiu pela primeira vez na vida, e fora de joelhos sentindo o coração despedaçar uma dor desconhecida de desespero, ódio, fúria, medo, tudo junto atingindo amargamente todas as partes do corpo tudo parou, seu corpo quase seu coração, foi como os dias que Hanabi ficou internada em coma, inexplicável como se nunca mais fosse ser feliz como se Mundo houvesse perdido a vida. Jiraya gargalhou no mesmo instante como a vitória do seu time do coração, era uma risada gostosa, feliz, e isso o tornava ainda mais maligno. Mas Naruto nem teve tempo se desesperar seu choque foi imediato, ele foi o único que permaneceu olhando para a tela.
E bem ali na tela da televisão do seu luxuoso apartamento onde parecia que coisas demais já havia acontecido e que pesadelos infinitos foram despertados, por algum motivo muito incrível Hinata Hyuuga permaneceu intacta, ela ainda estava lá do outro lado da tela respirando, como os olhos aberto ainda com sem ter a menor noção do perigo ao seu redor, lendo seu livro na residência do seu noivo postiço como se nada além dela estivesse acontecendo, Naruto então fechou os olhos e relaxou, a respiração que sufocada nos pulmões soltou, e pela primeira vez Naruto falou com Deus desde que se lembra, Deus, Buda, Alá, ele não sabia mais sua crença nem sua cultura, mas agradeceu, agradeceu profundamente por ela estar bem ali, viva ainda.
— O que? – murmurou Jiraya olhando para a tela, foi nesse momento que Naruto pensou em atacar, mas Kakashi lhe fez um sinal com mão discreto um “pare” pois ainda haviam capangas armados para todos os lados.
— Filha... – Hemiko suspirou mais aliviada do que o normal também pela primeira vez, e com certeza isso fora mais desesperador que o acidente com Hanabi, suas pernas amoleceram de acordo com lagrimas cheias de amor materno que não conseguia esconder ela não podia negar isto a si mesma, pois afinal de tudo, ela ainda era mãe, e como mãe lá no fundo do seu jeito mais grotesco ela ainda amava sua filha do meio.
— Falcão! – Jiraya repreendeu através da escuta – responda seu grande imbecil.
— Ah não se fazem mais assassinos como antigamente – tagarelou Deidara finalmente – eu teria armado uma bomba o que teria sido bem mais chocante...
— Cala boca!!! – berro Jiraya sacando sua arma de ouro grã-fina de linhagem coreana, mirou no próprio empregado que quase a maioria das vezes só falava baboseiras.
Só deu tempo de Naruto enxergar uma sombra deslizando atrás do cortinado, presa a um cabo de aço, ele não sabia o que era, mas sabia o que vinha depois disso.
— SE ABAIXEM! – Kakashi berrou no mesmo instante que envolveu Kushina e Memma em seus braços e os jogou no chão.
Foram tiros, de repente tiros de todos os acessos do terraço da cobertura começaram a atacar sem nenhuma piedade. Naruto puxou Neji que puxou Hemiko e foi seguida por Hiashi, os três se abaixaram atrás da primeira banca de mármore ao alcance. Gritos de medo ecoaram enquanto toda parte, a decoração do local em um piscar de olhos já era, se transformou em migalhas de pão, as cortinas indianas viraram cinzas em meio aos cartuchos de balas, pedaços de madeira voavam e o vidro era destruído, simplesmente tudo foi destruído em questão de segundo por mais ou menos 8 metralhadoras de guerra do mais alto nível, Naruto fazia as cálculos na cabeça, e nada além da morte parecia que ia restar ali, seus olhos azuis firmes e com grandes dificuldades se abriram, além dos estilhaços que deslizavam pelo ar sem uma brecha e a primeira coisa que viu fora o corpo de Tsunade mais podre, o veneno destruía a pele rápido, estava muito a mostra e assim como tudo por ali o corpo dela foi atingido por centenas e milhares de balas ao mesmo tempo virando um queijo suíço, o Uzumaki sentiu náuseas junto com uma imensa vontade de vomitar, em seguida viu outra coisa que não sabia ser preocupante ou confuso, sentiu sentimentos confusos, mais a diagonal sua verdadeira mãe sendo protegida por Kakashi, ela gritava e chorava ao mesmo tempo embora o som das armas fosse tão forte que ele não conseguia ouvi-la, sentia, seu medo, seu desespero, sua saudade, tudo, não se lembrava dela nem a conhecia e seja como fosse também não queria perde-la.
E assim, como de repente começaram as balas, elas de repente cessaram.
Silencio horrível. Todos estavam confusos, com medo, e mais confusos ainda.
Kakashi Hatake foi o primeiro que levantou, limpando suas vestias dos restos de destruição, foi isso que aconteceu com a cobertura, ela foi destruída, em cada detalha tudo virou alvo de balas, uma guerra havia passado por ali, o prateado sacou sua arma que estava no calcanhar e se colocou em posição de ataque, estava preparado.
Naruto também pensou em fazer o mesmo, mas assim que se levantou tudo que viu foi seu padrinho, seus capangas, mortos, aliás instantaneamente mortos da maneira mais brutal e ele que jamais pensou que existisse alguém mais forte do que do que Jiraya Namikaze, agora os corpos das duas pessoas que foram seus pais por tantos anos estavam ali, sem vida, duros e destruídos por tiros que nem ele sabia de onde vinha.
Sempre achou que eles fossem invencíveis, e de repente são derrotados, tão podres quanto as infinidades de crimes que cometeram, sentiu dor, sentiu tristeza, sentiu ódio e sentiu pena, embora ainda houvesse amor nada descrevia a quantidade de sentimentos que Naruto estava transbordando ao mesmo momento, os idolatrava, e eles eram seus avós, de um segundo para o outro se tornaram dois completos desconhecidos, sua vida estava em perigo, a sua verdadeira mãe, daqueles que diziam ser sua família, o grande amor da sua vida estava em perigo e tudo parecia desabar em um piscar de olhos e quando menos se espera, aquilo. Problema resolvido.
— Munição soviética – proferiu Kakashi analisando os vestígios no chão repleto de destroços.
— Todos estão bem? – Naruto murmurou levantou-se e parecia que todos estavam bem por enquanto.
— Mas o que está acontecendo?! – Kushina perguntou chorosa e tremula pronta para um ataque estérico, seu sistema nervosa estava reagindo ao medo, e ela estava, com muito medo, seu filho Memma tentava ser forte por ela a abraçava.
— Puta merda – proferiu Naruto então, coçando a cabeça bastante confuso – o que aconteceu aqui?
— Eu quero a polícia! – exigiu Hiashi – eu quero um inquérito criminal e quero que me expliquem! Minha família está correndo risco de vida!!!
Então a sombra escondida no terraço, do lado de fora da cobertura de Naruto se revelou mais rápido do que eles esperavam, um manifestar repentino que provava quem ninguém queria se esconder. Não se sabia mais se aquele dia era de corajosos ou de medrosos, a reações tinham mudanças constantes, mas o homem estranho e diferente entrou e bem assim adentrou no apartamento luxuoso que tinha acabado de destruir, como se já fosse de casa, seu estilo de roupas russas não enganavam ninguém aqueles coturnos caramelos e o casaco marrom de couro, dava para perceber que ele não tinha nenhuma descendência russa pela sua aparência, era careca e forte, escondida a palidez de baixo da boina que fazia sombra em rosto, era de lã, e os olhos nos óculos modelo antigo de aviador. Na boca fina tinha um chiclete, ele sorriu ao ver os corpos mortos logo a diante, tirou o cachecol e deu um pulo curto de vitória.
Jiraya Namikaze estava morto, Kakuzo, Deidara, Hidan, Konan todos mortos. Ele sempre pareceu tão poderoso e tão invencível que de repente não dava para decidir se aquilo era sorte ou um milagre.
— ISSO! – ele gargalhou, tão alto que teve que segurar o próprio abdômen – seus canalhas sortudos acertaram em cheio!!! Esses sacos de merda tiveram o que mereceram.
— Quem é você? – Kakashi perguntou. Naruto apanhou a primeira arma que encontrou no chão para estar a sua disposição, mirou no desconhecido, a essa altura não havia mais pessoas em que se podia confiar.
— Uou! Vamos com calma ai pessoal – o homem argumentou como jeito sarcástico, erguendo as mãos – eu sei que minha equipe é um pouco exagerada, na verdade eles nem pensam muito nos inocentes, mas salvamos a vida de vocês...
— Quem é você?! – Naruto rugiu.
— Opa! – ele recuou então, e estendeu uma das mãos ao louro – sabe quando falta aquela última figurinha premiada para completar o seu álbum? Eu sou Jack, mas conhecido como Albatroz sou um caçador de recompensa, eu coleciono os criminosos que caço vivos ou mortos, este homem – ele riu alisando a careca, quase tão lunático quando sua vítima – eu procuro ele a anos, é o troféu da minha carreira.
— Nome completo – Naruto exigiu.
— Ai eu teria que matar você garotinho – ele riu mais uma vez – e nós não queremos isso, na verdade eu nem gosto muito de sangue então minha equipe tem ser rápido e a polícia já está a caminho.
— Vamos todos manter a calma por aqui – ordenou Kakashi se colocando entre os dois homens, acho que por um único dia já tivemos emoções o suficiente, então vamos acalmar os ânimos.
— Deveria ir ver a garota – o homem disse a pontando para tela de televisão – pelo visto ela precisa de você bem mais do que imagina, ou melhor é você quem precisa dela na verdade, quase morreu só de imaginar que iriam matá-la.
Ele pareceu sarcástico, mas Naruto não respondeu.
— Vai – disse Kakashi – eu cuido de tudo por aqui.
Naruto respirou fundo, era um carta branca, pois com certeza a polícia iria demorar para libera-los, se quisesse ver Hinata nesse momento ele tinha que ser rápido.
Ao virar-se ele deu de cara com ela, a serena mulher de cabelos vermelhos, Kushina sua mãe, sua verdadeira mãe, e talvez por ter uma grande importância na sua vida embora não a conhece talvez ele já a tivesse enrolado bastante, não era justo com ela, não não era, ele lhe devia muitas coisas, coisas que ela estava esperando a 13 longos anos.
— Vamos conversar – ele a abraçou subitamente e inesperadamente, arrancando todo o ar que ela tinha nos pulmões, era como o primeiro abraço, seu filho, ela tinha seus dois filhos e como queria que Minato estivesse vendo isso, como queria que seu marido estivesse lá também, afinal fora ele que nunca desistiu — mas primeiro eu preciso ver Hinata, voltarei o mais rápido possível.
E como sempre, mais uma vez ele saiu correndo, esse garota deveria ser realmente importante então. Esse pequeno momento, esses míseros segundos com certeza foram os mais importantes, Kushina não conseguiu controlar a paz e o amor que estava sentindo nesse momento, a saudade ainda apertada mas cada vez mais ela amenizava. Obrigada ao Naruto, era tudo graças ao Naruto, sim era Naruto já que ele tanto insistia o que ela mais poderia fazer se não se acostumar, o mais importante o que realmente importava não era seu nome e sim que seu filho voltou para ela, e ela iria considera-lo da maneira que fosse, não era culpa dele o que o transformaram, não era culpa dele não se lembrar.
— Não chore – Albatroz lhe estendeu um lenço que custou um leve susto, seu filho acalmou todo o susto e desespero que teve naquele dia maluco, mas ainda tinha medo, tinha medo daquela família, não era ruim mas talvez suas mortes fossem algo bom no fim – desculpe eu também não queria assusta-la.
— Eu nunca vi nada assim – ela respondeu receosa – tiros, máfias, guerras, eu realmente nunca me imaginei numa situação dessas então é, estou assustada.
— Kushina é um nome forte – ele sibilou – aposto que a mulher que você é, é tão forte quanto seu nome.
— Sabe meu nome?
— O nome Kushina é lindo— ele sorriu angelicalmente um sorriso largo e gentil, não era o sorriso do homem sádico que matou aqueles corpos – um lindo nome que eu não esqueceria se lesse uma única vez.
— Você fala como...
— Eu sei tudo sobre os Namikazes – ele sorriu de novo – e isso inclui você, afinal é esposa dele, a morte dele influenciou tudo isso.
— É tudo demais pra mim ainda – ela afirmou então – é tudo muito inacreditável, como alguém tem coragem de tamanha atrocidade? Isso! Isso não existe sabe! Meu marido morreu e amava os pais e amava ainda mais os filhos e olha só tudo isso! Eu só queria que Minato estivesse vivo, queria que ele visse que ele sempre esteve certo...
— Ele sabe Sra. Kushina, ele sabe – sorriu no final e já era o terceiro, deu as costas para a ruiva apanhando o charuto no bolso do casaco, e assim vagarosamente foi se retirando da cena do crime indo para o terraço.
[...]
As tempestades fazem parte do caminho, assim como o erros são a razão do crescimento, tudo precisa ser superado e Naruto Uzumaki superaria, sim ele superaria tudo que fosse necessário, sua vida caótica seria superada.
O louro astuto conseguiu sair da cobertura antes do tropa de choque e a SAWT de Nova York invadirem o local, provavelmente ele passaria o dia todo numa delegacia mas, Kakashi entendeu, Kakashi talvez devesse o conhecer mesmo mais do ele imaginava enxergou seu desespero talvez o prateado tenha até ouvido seu coração disparado, por que nada nesse mundo importava mais que Hinata.
Ele adentrou como um furacão violento pelas portas das frente da mansão de Sasuke, sua força as fez bater nas paredes de concreto tornando-se em eco pela casa, era estranho não usar a campainha as vezes ela era tão necessária.
Hinata estava do outro lado na sala de visitas praticamente grudada entre dois cômodos encostada na soleira da porta dupla de madeira, seus cabelos azuis marinhos magníficos e brilhantes, lisos que deixavam que o vendo levasse como folhas de outono, porém radiante e serena como a noite da primavera, linda combinando com o jardim logo atrás dela, como sempre sem entender nada. Aquela era uma mulher de muitas metamorfoses, de gênios extremos guardados em uma única pessoa, Hina era doce e como era não existia mais gentil e nem mais delicada do que ela tanto que na maioria das vezes se sentia tão constrangida e tímida, mas num mesclar divino ela também era guerreira e astuta, e não deixava ser rebaixada por qualquer um e muito menos por seu pai, pois Hinata, Hina, ela também era uma Hyuuga o sangue mais poderoso brandia pelas veias embaixo da pele branca como a neve. Ela era Hinata ela era Única, e Naruto ao vê-la sempre era como se apaixonar novamente, talvez qualquer homem apaixonado sentisse a mesma coisa, mas ele jurava pelo céu e todos os infernos que o amor deles era diferente.
Naruto se sentia verdadeiramente apaixonado pelo que provavelmente a mulher mais maravilhosamente formidável do Planeta, a amava e muito.
— Por que esta ai me olhando desse jeito? – ela perguntou rindo, como sempre muito perdida, tão autoritária para algumas coisas e tão sem jeito para outras.
Seu amado nada disse, atravessou a sala vorazmente e rápido como o furacão que entrou, Hinata ficou séria tentando muito entender o que estava se passando embaixo daquela cabeleira loira, mas logo foi abduzida pelos olhos de oceano infinito tudo que restou na sua garganta foi um pouco de ar, pois Naruto ah Naruto ele sabia deixa-la completamente estabanada, ainda mais sem jeito do que já era.
Ele a abraçou forte, tão forte que sentiu seus ossos todos pressionarem como se fossem quebrar, tão forte que agora realmente lhe faltou ar, mas de um jeito como ele estivesse tentando não perder algo importante.
— Eu amo você – ele sussurrou no seu ouvido – eu amo você mais do que tudo na minha vida não importa, quem eu seja agora.
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