Heartless
30 You are very good Hinata
Notas iniciais
A vida era muito difícil, e de todas as coisas difíceis aquela era com certeza a mais difícil de todas Hinata Hyuuga quase morreu e não houve um segundo em que seus pais não ficaram imaginando perde-la a dor existia, o Delegado Roger estava muito agitado, ficou falando sem parar como alguém que estava dando uma aula do curso de direito, como crimes e os absurdos que alguns criminosos são capazes de fazer, falou também sobre o início de uma infinidades de investigações, chamou a embaixada o consulado e pediu milhares de desculpas, Hiashi e Hemiko iriam passar horas na delegacia resolvendo todos aqueles problemas, de repente a vida dos Hyuugas uma das famílias mais poderosas do mundo estava dentro de um círculo de fogo, era uma situação inaceitável, os Hyuugas jamais permitiram logo após uma tentativa de assassinato de suas vidas fossem expostas desta maneira, seria um dia cansativo e era tudo que Hemiko Hyuuga não queria, ter um dia cansativo os advogados poderiam resolver qualquer coisa que eles mandaram e fariam, o único problema era a necessidade de assinaturas deles em todas a papeladas. Aquilo não existia, tudo aquilo que viveu naquelas poucas horas era tão impossível, arfou a raiva por estar dando o milionésimo depoimento.
Pela primeira vez Hemiko Hyuuga só queria ir pra casa, queria mais do que qualquer coisa abraçar Hinata, Neji e Hanabi, e estava falando de sua casa e de Hinata.
Do lado de fora da sala majestosa do Delegado, Neji Hyuuga esperava pelos pais que a esta altura estavam fazendo o poderia ser de melhor para os Hyuugas, verdades doíam e sua cabeça estava doendo por causa disso, Hinata não saia dos seus pensamentos. Kushina estava sentada na sala de espera junto com seu filho, tentar tomar as rédeas da sua vida e fazer justiça pela sua família não era tão simples assim, mais uma que passaria provavelmente a tarde toda e um pouco da noite dentro daquela delegacia, ela só queria encontrar o filho desaparecido a 13 anos atrás e agora estava envolvida de uma chacina, seis cadáveres foram encontrados, eram seis vidas brutalmente assassinadas.
— Hey mãe – chamou Memma de repente – vai ficar tudo bem – ele a consolou com um sorriso, e era o máximo que conseguiria naquela hora.
— Não somos pessoas poderosas como aqueles lá dentro meu filho – ela falava dos Hyuugas – eles podem conseguirem o que quiserem e quando quiserem, eu só queria meus filhos perto de mim e nem isso eu consigo.
— Naruto precisa de tempo mãe – ele suspirou – eu conversei ele...
— O que?
— É... por favor não fica chateada – Kushina arregalou os olhos surpresa – ele perguntou de você, acredite mãe ele só precisa de um pouco mais tempo, o tempo pode resolver mais coisas do que você imagina.
— 13 anos se passaram e nada se resolveu – os olhos dela brilharam ao mesmo tempo que mudaram de direção, e Memma entendeu, ela ficou chateada.
— Mãe...
— Chega – ordenou com melancolia – chega!
— Dona Kushina...
— Primeiro foi seu pai, depois seu irmão, eu achei que cuidávamos um do outro e não que estávamos escondendo as coisas um do outro, eu não preciso disso! E não venha com a desculpa de que estava tentando me proteger!
Memma não respondeu, passou as mãos nos cabelos lisos e louros que brilhavam com a luz do corredor da delegacia, ele bufou um pouco revoltado Kushina Namikaze não era exatamente uma pessoa dificil, não não era mas apesar de ser absurdamente gentil ela sabia estupidamente impossível, por isso para deixa-la sozinha com os próprios pensamentos ele levantou-se da cadeira a deixando sozinha, ela já estava em várias guerras e ele não precisava iniciar mais uma.
— Onde você vai? – ela perguntou ríspida.
— Comprar um café – ele respondeu com sarcasmo – por que? Vai tacar algo na minha cabeça por isso... Deixe eu tomar meu café primeiro, aqui os cafés são melhores do que no Japão.
Ela continuou na mesma posição o ignorando então.
{...}
Albatroz era um homem muito reservado, reservado o suficiente para ter toda uma equipe que resolvia a burocracia da morte do seus clientes, clientes não, seus alvos, ser um caçador de recompensas não era nenhum pouco fácil e a parte menos fácil era matar e explicar para depois provar a razão de tudo, entretanto era consideravelmente divertido, e com os anos e nem ligava mais.
Estava do lado de fora da delegacia, no canto da escada com uma das pernas apoiadas no corrimão, ele gostava do ar livre por isso que Pamela sua mais fiel assistente gostava de dizer como ele era um homem feroz e riu desse pensamento logo em seguida como se ele ligasse para isso. A essa altura do campeonato muitas coisas estavam acontecendo e provavelmente mais coisas aconteceriam, Albatroz não era apenas um caçador de recompensas era uma águia e os grandes criminosos tartarugas na sua mira, e quebrar seus cascos era quase impossível, sendo necessário bem mais que agarra-las e leva-las a quilômetros de alturas, por que não eram tartarugas comuns, suspirou em revolta o que estava tentando realmente pensar era o quanto conhecia seus adversários e Jiraya Namikaze era o maior deles, ele não pretendia morrer e com certeza ele tinha mais planos mais táticas mais alguma coisa havia mais alguma coisa que não estava vendo, e é necessário perceber, mesmo morto ele sabia aterrorizar, havia uma sensação nebulosa no ar de algo estava acontecendo, seus olhos não estavam vendo.
Acendeu um cachimbo, podia ter acendido mais um charuto como sempre, mas a ocasião era digna de um cachimbo.
— Uau – algo murmurou atrás dele, Albatroz era sagas ele sempre sabia prever as coisas, só podia ser Hatake Kakashi – 5 milhões de dólares em cirurgia plástica, isso foi o melhor que você conseguiu?
— O que quer Kakashi?
— Achei que não fosse aparecer – o prateado admitiu – mas você apareceu, esperou muito tempo por esse momento, conseguiu fez isso por eles, pela Kushi...
— Kushi – Albatroz jogou um sorriso que deslizou pelo seu rosto como uma bola baseball – o nome Kushina é lindo, tão lindo que não deveria ser pronunciado pela metade ou abreviado, é completamente perfeito, como sempre foi.
— Não acha que deveria contar a verdades para eles...
— Contar o que? Que eu forjei minha morte que fiz um milhão de cirurgias plásticas e me tornei um matador de criminosos, desapareci e os abandonei para viver escondido no crime organizado para simplesmente matar meu pai – ele riu – Kushina jamais me perdoaria por ter descoberto tudo, por descobrir o paradeiro de Naruto e não ter contado a ela, Kushina não me perdoaria por que ter mudado meu rosto minha voz, meus olhos, ela não me perdoaria por todos esses anos em que ela sofreu sozinha, e ainda causar a falência das empresas que tanto lutei para construir
— Você o destruiu! Minato...
— Minato não existe – se tinha uma coisa que o homem que hoje era careca se lembra muito bem, foi o dia que Minato Namizake se tornou Leonardo Oshiya o Albatroz — para destruir Jiraya Namikaze eu tinha que ir direto no seu ponto fraco, eu tinha que destruir Minato Namikaze e foi o que eu fiz.
— As coisas podem mudar.
— Sempre mudam, já reparou que a vida é cheia de mentiras? Os Namikazes viraram Senjus, Mori se tornou Naruto e Minato se tornou Albatroz. O mundo esta repleto de pilantras.
— Você se tornou tão louco quanto ele no fim das contas – Kakashi teve que rir dessa – até fumando você está, meu amigo me escute esta família pode ser completa de novo, já parou para pensar que talvez você cometeu um erro?
— Se eu cometi um erro... – ele não terminou a frase sem aspirar um enorme suspiro com toda força dos pulmões – acho que agora eu tenho que conviver com ele, mas meus erros Kakashi me trouxeram aqui, eu matei Jiraya Namikaze e Naruto sabe a verdade.
— Kushina Uzumaki é a pessoa que você mais ama na vida, para onde você vai agora? Não resta nada.
— Agora... só me resta existir, Minato não vai voltar, eu só vou existir e existir até o ultimo segundo da minha vida, mas vou fazer isso satisfeito sabendo que tudo deu certo, obrigado Kakashi, obrigado por cuidar dela.
— Eu cuidei dela, mas eu não sou você e ela sente sua falta.
Albatroz entre abriu a boca para dizer alguma coisa, e teria dito se as palavras não tivesse com tanta facilidade desaparecido no meio do caminho, ficar sem palavras não estava em suas características, ele virou-se apoiando o corpo no corrimão assim seu olhos raramente piedosos tinham a visão perfeita de dentro da Delegacia onde ele podia ver aquela mulher exuberante sentada na sala de espera aguardando a sua vez de ir prestar seus argumentos ao Delegado, Kushina era uma grande mulher, seus cabelos vermelhos como sangue brilharam como chamas vindo de dentro mostrando a força que tinha, seus olhos lilases transpareciam a alma boa a ternura do seu coração, seu rosto era meigo seu gênio era forte, ela ainda lhe causava o mesmo efeito de sempre desde quando a conheceu, a sensação maravilhosa de um enfarto por tanto amor por uma só pessoa.
— Eu sinto falta dela também
{...}
Hinata passou praticamente a manhã inteira pensando um pouco na vida era o que mais fazia e que achava que menos deveria fazer, enquanto folheava a folhas do seu livro deitada naquele jardim encontrava-se em um mundo completamente distante e diferente da história que transmitiam tais páginas do livro que estava a horas em suas mãos, na verdade verdadeira ela não tinha lido uma única página, estava na verdade muito distraída, pensando na sua irmã mais nova como sempre, nos seus pais, nos prováveis rumos da sua vida de agora em diante, sendo que em nenhum momento lhe chegou a sensação de aquele segundo poderia ser o último, mas permaneceu assim vivendo um momento de cada vez pensando em várias coisas e sem pensar na morte, mas agora pensar em qualquer coisa não era mais tão ruim como geralmente era, as coisas haviam ficado mais fáceis, ter Naruto por perto transformou a sua vida em tranquilidade. Era uma tarde ensolarada em Nova York, as estações estavam quase tão confusas quanto os últimos dias, e que dias difíceis.
Começou a ter uma imaginação forte, o sentir do cheiro das flores estava maravilhosamente delicioso, o que fazia a pensar de novo, que não devesse se preocupar tanto com a vida, tinha que deixar rolar; ela olhou o celular bem ao seu lado bem quinquagésima vez, e nada nenhuma ligação de seus pais ou de qualquer mensagem de Naruto, na verdade ele não havia dado nenhum sinal de vida o dia todo, o que era um pouco estranho, na verdade faziam-se horas que nem seus pais ou Neji estavam lhe mandando noticias o que também era estranho por que bravos do jeito que ela imagina que estavam eles deveriam estar a essa altura... é perturbando muito, principalmente Neji que estava no meio dessa guerra desenfreada. Hinata suspirou levantando-se do balanço no jardim, abandonou o livro e desejando muito algo que pudesse acalmar os seus neurônios por mais que pudesse gritar para que Hanna lhe fizesse um chá hoje particularmente desejou fazer sozinha, manter a mãos ocupadas a livrava de pensamentos que mais pareciam pesadelos, Sasuke por muitas vezes dizia e com razão que ela pensava demais, não tinha que pensar de mais ela só tinha que deixar acontecer é tão bonito quando deixamos apenas acontecer. Atravessou o jardim como um trator meio bufante, essa garota não sabia parar quieta então, ao chegar na soleira da porta de blindex seu corpo deslizou pelas cortinas de seda sentindo a corrente fresca do vento americano, de repente Naruto Uzumaki estava do outro lado da sala, bem diante dos seus olhos, Hinata sustou com uma arregalada dos seus olhos perolados o respondendo estranhamente com um arquear das finas sobrancelhas, ele estava estático e ofegante a encarando com os oceanos de seus olhos ferozes como dentro daqueles belos olhos estivesse acontecendo um tempestade, e ele não desviou o olhar nem por um segundo, estava parecendo um fantasma de tão sério e medonho.
— Naruto – deleitou com receio ele estava realmente estranho, atrás dele na sala de vista além das portas da casa ela pode ver seu carro jogado de atravessado no meio do jardim, o que deu a Hinata uma expressão muito preocupada, ela franziu esperando uma resposta mas Naruto continuou a encarando sombriamente – aconteceu alguma coisa?
— Tudo – ele sussurrou e ela quase não ouviu, de repente ele começou a dar passos de rinocerontes atravessando a sala de visitas indo de sua direção apressadamente, só então Hinata notou do hematomas medonhos em seu corpo, seus olhos estavam muito além de uma expressão de bravo e ignorante que geralmente tinham, naquele momento estavam chorosos também, seu corpo másculo estava cheio de cortes que por sinal estavam sangrando, e com certeza o mais estranho dos detalhes era sua arma de nox e alta precisão encaixada na sua calça e a mostra pela camisa amarrotada e toda cortada provavelmente por estilhaços.
— Naruto... – ela murmurou assustada dando alguns passos para trás, porém o tropeçar do cavalete da porta quase lhe causou um pequeno acidente, para sua sorte Naruto Uzumaki era muito ágil e a segurou pelo pulso, a segurou pelo pulso e a puxou de uma só vez contra o seu corpo. Hinata bateu contra o peito rígido de Naruto mergulhando de uma vez só seus músculos, os braços fortes do loiro a laçaram em um abraço que de repente a abduziu do mundo, tudo congelou, ele enterrou a mãos ásperas de pó em seus cabelos azuis a apertou com força parecia que Naruto tinha acabado de sair de um atentado terrorista – estou ficando sem ar... – ela disse um pouco com um sorriso e ele sorriu de volta só que sem mostrar os dentes o que Hinata entendeu como um “não estou nada bem”.
— Eu perdi muitas pessoas hoje – murmurou triste de esfaquear qualquer bom coração, a apertou em um abraço de urso mais uma vez e completou – ah Hinata Deus me livre perder você.
— Naruto – ela se afastou vendo que seus olhos brilhavam com tristeza, nenhuma das suas palavras tiveram algum sentido, mas por de traz do rosto de pedra era possível enxergar um homem forte desmoronando – o que houve?
— A Polícia junto com a SWAT e os peritos já devem estar chegando para pegar o corpo eu não posso simplesmente relaxar por você estar viva?
— Corpo? – ela perguntou exaltada – ok! Vamos tentar de novo! O que houve? Parece que você foi parar em outro Planeta.
— Minha madrinha morreu... — ele disse com um soluço segurando as lagrimas – ela se foi, meu padrinho sempre esteve vivo ele a matou depois de ter feito você de refém com algum atirador escondido em algum lugar da mansão, enquanto eu e seus pais assistíamos tudo e foi a pior coisa a pior sensação que eu já vivi na minha vida, eu pensei que ele fosse ordenar que matassem você eai veio um caçador de matou ele e todos os capangas mas antes de tudo ele matou seu atirador também, cara esperto! Gostei dele, ah Hinata...
— Você disse meus pais? O que? – é claro que Hinata não entendeu nada, mas se esforçou consideravelmente – não espera! Sua madrinha morreu?
— Se foi, na verdade ela é minha vó lembra? – finalmente ele deixou que algumas gotas de lagrimas caíssem o que deixou Hinata muito perplexa tal cena que lhe partiu o coração, Tsunade podia ter feito várias coisas ruins, mas as coisas boas como ser mãe daquele garoto de 13 anos quando acordou dentro de um hospital era o tipo de coisa que ia viver para sempre no coração de Naruto – bom ela está sei lá bom, ela está livre dessa loucura toda agora.
Hinata não disse nada ela nem sequer tinha palavras que pudessem consola-lo por 13 anos Tsunade Senju sendo madrinha, avó ou criminosa foi tudo na vida estranha de Naruto Uzumaki, vida que ela não considerava nenhum pouco estranha, Hinata o selou os lábios rapidamente com ternura e o abraçou com bravura.
— Eu queria absorver toda a dor que esta sentindo agora, eu juro – tão amorosa quanto um verdadeiro anjo, assim era Hinata Hyuuga.
— Não precisa de preocupar...
— Naruto – ela o repreendeu – eu sempre vou me preocupar com você, você é minha vida, eu estava esperando você chegar para dizer que eu aceito, que eu quero fugir com você viver longe desse caos, ah meu amor eu sinto muito muito mesmo, eu sei que deve estar machucado.
— Ah Hinata – ele a abraçou novamente e beijou sua cabeço – obrigado.
— Não me agradeça – ela respondeu singela – não agradeça, eu amo você.
Ele se afastou um pouco do seu abraço não muito, mas apenas o suficiente para admirar seu rosto, um rosto tão lindo que merecia ser uma obra de D’ Vinci, ele era apaixonado, cada fibra ou célula do seu corpo ela apaixonado por cada detalhe que existia naquela Hinata Hyuuga, na sua beleza, no seu jeito, nos seus sentimentos e a maneira como ela gostava de ver o mundo, como agia para mudar as coisas.
— Quase perdi você hoje – ele disse suave ganhando um franzir na expressão da Hyuuga – você não precisa entender agora, nós temos que ir na Delegacia e tem muita coisa que você precisa saber.
— Você está me assustando.
— É bom que fique assustada.
{...}
Sasuke Uchiha estava novamente sentado em sua nova sala, como Diretor da ANBU Policial Investigativa do Japão, estava fazendo um curativo em uma de suas mãos após ser apresentado por Sishui ao setor de treinamento de agentes daquela unidade, era coisa de louco a grande tecnologia utilizada pela entidade por isto era uma o maior setor policial privado e organizado do Japão e uma das maiores policias privadas do mundo, ele não sabia muito bem dizer o que estava sentindo mas sabia que tinha que fazer valer a pena, a vista de Tóquio era formidável principalmente naquela época do ano, do alto arranha-céu Sasuke podia ver com as poderosas pupilas negras as várias arvores de cerejeiras espalhadas pela cidade, ele tinha que fazer isso não apenas pelo seu amado e louco irmão mais velho, mas também por ela.
Itachi deveria ser um herói, e era as pessoas só nunca saberiam disso e nem jamais o reconheceriam por este fato, mas por mais procurado como criminosos que fosse na verdade ele era um herói. Seu irmão mais velho deveria ser a principal pessoa com o nome limpo na família Uchiha por ser o primogênito de Fugaku, razão pela qual fez o pai que já o próprio nome e com o nome de vários outros membros atolados de processo usar o nome de Sasuke para construir um novo império de corrupção assim que se tornou o 1º Ministro do Japão, mas até isso foi descoberto e veio a crise que junto tudo isso que abalou consideravelmente os pilares do seu reinado, para por alguma razão Itachi nasceu com uma integridade muito diferente e com certeza muito superior ao pai, ele pensou não apenas nos Uchihas e no que podiam se tornar, ele pensou em toda uma nação no Japão, pensou no seu irmão mais novo e no seu futuro afinal ele era o que menos sabia e o mais envolvido. Uchiha Itachi destruiu os Uchihas, se aliou a ANBU como Diretor, usou a crise e crime para levar as Petrolíferas da sua própria família ao fundo do oceano, jogou as cabeças de todos os Uchihas para os investigadores e invés da do próprio irmão a sua, ele seria caçado o resto da vida para que os Uchihas pagassem pelo que fizeram de uma forma bem mais honrosa do que dentro de uma cela, ele entregou a todos, e o acordo era que a ANBU protegesse Sasuke e protegesse os Uchihas, Itachi a esta hora poderia estar em qualquer lugar do globo vivendo a sua vida mais do que misteriosa.
Precisava honrar o seu irmão
— Sasuke! – Shisui adentrou como um furacão em sua sala, com o olhos tão autoritários e desesperados do que no início do dia, ele estava vestido com o traje de agente, cujo número era 148 – eu esperava que pudéssemos fazer sua cerimônia de Diretor mas é melhor esperar que se resolva com sua família, enquanto isso crimes acontecem.
— O que quer dizer?
— Orochimaru – ele sibilou com um brilho nos olhos de quem estava pronto para pescar um peixe grande enquanto andava pela sala explicando, apanhou o tablete na mesa de centro da sala do Diretor e mostrou da tela de plasma a ficha do suspeito – ele trabalhou como cientista em um dos laboratórios dos Hyuugas, em uma empresa que foi destruída por um acidente na Siberia, ao invés de fazer ciência com as pedras preciosas ele fazia experimentos estranhos, um dia um dos experimentos deu errado e as minas de diamantes azuis desmoronaram mantando todos que nela trabalhavam, inclusive o irmão mais novo do Líder Hiashi Hyuuga, bom ele tem bastante envolvimento com várias quadrilhas bem perigosas pelo mundo.
— Nunca fiquei sabendo disso – Sasuke resmungou.
— Os Hyuugas fazem de tudo para esconder qualquer erro ou fracasso, então imagino que é você não deve saber mesmo.
— E o que tem esse suspeito?
— Ele está na mansão do Hyuugas nesse momento, sugiro que ligue para sua ex noiva – ele murmurou analisando mais informações na ficha do criminoso – Hyuuga Hanabi é a única pessoa que está naquela casa.
— Como assim? – Sasuke levantou-se rígido como uma estátua com os olhos arregalados do nada.
— É sério – respondeu Sishui – acabamos de receber informações da polícia no setor de segurança, ela é refém.
{...}
O vento pairava como pó dentro de uma casa velha, o silencio medonho cercava a sala de espera da ala privada do Hospital Sant’Angelo, depois de cerca de 4 horas dentro da Delegacia de Segurança Municipal de NY o Delegado Roger considerou o psicológico de Hemiko Hyuuga abalado demais para que ela prestasse depoimento, além de que todos continham ferimentos leves e por isso imediatamente escoltados para o hospital para serem devidamente tratados. Antes de saírem da delegacia Hiashi não iria mais ficar desprevenidos, daquele momento em diante o patriarca decidiu que não iria mais deixar sua família desprotegida.
Em questão de minutos o setor A do hospital virou uma agitação total, um batalhão de policiais cercou o local o que Hiashi temia que não ia demorar para que todos ficassem sabendo das notícias, não que odiasse notícias afinal um pouco de sucesso era primordial para os negócios, mas notícias demais, fatos que podiam transmitir insegurança dentro da família poderiam abalar os pilares de qualquer negócio, por isto além dos policiais o Lider dos Hyuugas contratou uma serie de seguranças de uma das melhores empresas de NY, seus advogados eram bastante eficientes e também já se encontravam em torno de Hiashi para resolver qualquer problema antes mesmo do menor sinal de ameaça.
Mas sem há furacões que não podemos prever ou se esconder.
Os Hyuugas tem sangue forte, e um sangue forte vem com um gênio forte, pode ter certeza que se houvesse um furacão tão tenebroso quanto qualquer outro ele deveria se chamar Hinata, ela era doce por fora, mas possuía um tigre por dentro quando se tratava em defender as pessoas que ama.
Hinata passou pela porta sanfonada branca e metálica, trajando apenas a calça flaer jeans com belas bocas de sino e o moletom Hard Rock, sua mãe lhe ensinou a estar sempre bem vestida, mas naquele dia a euforia lhe transbordando falou mais alto, apenas pos seu par de all star brancos e amarrou a metades dos cabelos em uma trança embutida. Assim que ela adentrou viu os pais na sala de espera luxuosa sentados no sofá de couro caramelizado assistindo o noticiário na televisão de 46 polegadas, é claro que eles não estavam prestando atenção, e não era apenas eles que estavam lá, Kushina Namikaze tinha acabado de receber os curativos dos cortes no seu rosto, e Memma estava com a mão enfaixada, tanto Kakashi quanto Albatroz que não saiam de perto de mãe e filho estavam em pé gesticulando algo que ninguém podia ouvir mas dava para entender de quem estavam cuidando, assim que o casal entrou na recepção o olhar frustrado e rebelde na pupilas lunares, estavam sanguinárias. A primeira coisa que viu foi o pai, não a sua melhor performance mas, ainda sério, detalhistas, estrategista, ele revirou os olhos sem notar a presença dela no início do corredor, olhou o Rolex prateado com diamantes cravados pela quarta vez, Hiashi estava sempre calculando e junto com ele a sua mãe, ela odiava isso. Hinata começou a dar passos largos e furiosos atravessando o corredor o mais rápido que conseguisse.
Kushina arfou um suspiro o vendo do lado da garota de olhos perolados, lá estava Naruto de novo tão perto de você a ao mesmo tempo tão longe um do outro, ela sabia que tinha que esperar, deixar ele vim deveria ser aterrorizante para ele.
— Pai! – ela o chamou com um rosnado se aproximando – mãe!
— Hinata – Hemiko se levantou com um brilho nos olhos como lampiões e isto era uma raridade, provavelmente aquela era a primeira vez que ela ficou realmente feliz em ver sua filha fazendo um escândalo afinal ela estava viva e respirando.
— Filha – começou Hiashi provavelmente a primeira vez de dizer alguma palavra errada, mas como sempre ele estufou o peito autoritário e não se deixou para baixo – acho que temos algumas coisas para acertar.
— De todas coisas que vocês fizeram essa com certeza foi a pior de todas – ela resmungou afinal Naruto lhe contou tudo no caminho, o que fez no mesmo Minuto Hiashi bufar no mesmo instante – podiam ter feito qualquer coisa menos esconder isso de nós.
— Contou a ela? – Hiashi perguntou desagradável, talvez por Kushina, Memma e Kakashi, e ainda aquele homem careca estranho chamado de Albatroz estarem assistindo tudo.
— Eu seria louco se não contasse – Naruto respondeu – contei tudo que aconteceu todos os detalhes.
— Você não entende querida – foi a primeira vez que Hinata ouviu a mãe fraquejar a voz – ele era apenas um bebê, veio a nós tão inesperadamente.
— Passou pela sua cabeça... – Hiashi travou a mandíbula lembrando-se que quase perdeu sua filha preciosa – passou pela sua cabeça que nós quase perdemos você, e que ficamos desesperados com isso?
— O que se espera de uma família que nunca te quis?
— Não fala assim – o pai ordenou – você ainda é minha filha preciosa Hinata.
— Hinata! – a voz de Neji a surpreendeu, o moreno se aproximou da família e pelas faces instáveis entendeu na hora o assunto em que se tratava – eu não...
A Hyuuga podia ter feito várias coisas, mas ao ver o irmão ali tão rapidamente tão inesperadamente, aquilo lhe arrancou a energias, arrancou a sua fúria, sua intensa vontade de brigar simplesmente desapareceu, seus olhos perolados mais puros simplesmente se simplificaram e se adocicaram de uma só vez, Hinata amava tanto Neji, ela não poderia sentir raiva dele mesmo se tivesse vontade ou se esforçasse muito, ela o abraçou imediatamente, sentimentos se transformaram em lagrimas que se enterraram naquele magnifico abraço enquanto ela mergulhava em seu ombro, ultimamente eles haviam brigado bastante mas Hinata estava cansada de brigar.
— Você é meu irmão e sempre será – Hinata pronunciou com todo amor e toda a gentileza do mundo em seus ouvidos – isso nunca vai mudar.
— Tudo deve mudar Hina – rebateu com um suspiro.
— Não – ela disse se afastando – eu posso concordar com tudo menos que você pense que não faz parte dessa família, por que Neji você é meu irmão.
— Hinata...
— Essa família não aceita defeitos Neji – ela gesticulou suplicante – então você pode ter certeza que se eles te criaram essa foi a melhor coisa que eles fizeram, e pode ter certeza que para passar por cima de um milhão de regras da família é por que eles te amam de verdade como um filho, então não diga que você não é meu irmão por que você é, e isso não muda nada.
— Ah Hinata – ele sorriu fracamente passando a mão na maça de seus rostos, tão doce irmãzinha – você é boa demais.
— Obrigada minha filha – parecia que o mundo estava virando de ponta cabeça agora com Hemiko pedindo desculpas.
— Eu acho que deveríamos conversar na sala intima – sugeriu Hiashi.
— Eu gostaria muito que pudemos conversar com vocês dois em paz – tornou Hemiko determinada.
— Eu concordo querida, mas depois que você passar pelo psiquiatra.
— Psiquiatra? – perguntou Hinata.
— O médico só quer avaliar se mamãe não passou por nenhum trauma psicológico, afinal ela ficou em choque – explicou Neji – não se preocupe o Delegado pediu, para não comprometer o depoimento dela.
— Ainda tem tudo isso.
— Vamos resolver tudo – ponderou Hiashi orgulhoso – os Hyuugas sempre resolvem tudo.
{...}
Agora Hinata permanecia sentada na sala de espera com quase todo o corpo afundado no estofado mesmo assim ela não conseguia relaxar, encarava as próprias coxas, procedimentos procedimentos, eram sempre estupidamente necessários, ela estava cansada de nunca resolver as coisas, achou finalmente que iria ter um conversa com os pais, uma conversa para jogar os fatos na mesa, para ponderar.
Naruto parou estático em pé bem na sua frente, o que a obrigou finalmente a erguer a cabeça finalmente, ninguém ainda havia cuidado corretamente dos seus ferimentos, muito menos da sua teimosia, ele carregava no saco de papel do PH Hambugueres Delivery, e Hinata suspirou derrotada.
— Coma – ele disse – você realmente precisa comer.
— Você realmente precisa de um médico – ela rebateu e respirou fundo provando que estava muito esgotada – na verdade o que eu queria uma festa.
— Uma festa? – Naruto não resistiu em gargalhar, o que arrancou o sorriso de Kushina que estava bem a sua lateral na sala de espera, foi involuntário da parte dela, afinal ele era divertido isso ele nunca perdeu assim como nunca perdeu aquele delicioso sorriso de menino mesmo que hoje fosse mais malicioso.
— É Naruto uma festa, sei-lá eu to cansada de caos, eu quero me entupir de comida de buffet ao invés de comer qualquer coisa que venha em um saco de papel.
— Vai passar.
— Sempre dizem isso, eu preciso viver – ela queria ser feliz, embora realmente por mais que se considerasse feliz, Hinata queria mais, queria que não existia mais a sensação de vazio, o mundo era perigoso e as pessoas mais ainda.
Ela se rendeu e arrancou o saco de papel das mãos do loiro lhe entregando um pequeno sorriso, ele sorriu de volta e por incrível que pareça não foi ao lado dela que se sentou-se, Naruto girou os tornozelos para sentar-se bem ao lado de sua mãe, a quem provavelmente mais merecia de todos esses anos, se jogou na cadeira almofada de couro preto e lá estava Kushina Namikaze com os olhos ao limite de lagrimas, elas estavam quase transbordando, e de felicidade, ela finalmente estava entre os seus dois filhos juntos, olhou para o lado direito em seguida para o esquerdo, Memma e Mori um de lado então ela chorou, gotas de felicidade não resistiram.
Albatroz estava logo a frente sem resistir a tamanha admiração, completamente perdido naquela cena tão linda.
— Cale a boca – ele resmungou baixo para Kakashi, que não lhe disse nada mas pensou muito.
Naruto porém estava muito mais emocionado do que ela, ele só tinha horrível dificuldade de conseguir demostrar, mas tinha interesse em saber quem é ela, pois embora ainda amasse muito Tsunade como mãe, aquela mulher de cabelos vermelhos lhe despertava saudades e por traz da saudade também havia amor, ele não podia correr do passado, ele existia mais que Naruto não se lembrasse, ele queria conhecer, queria conhecer sua mãe.
— O que acha dela? – iniciou uma conversa que surpreendeu Kushina de uma só vez, ela virou-se para encara-lo e seu coração acelerou – da Hina.
— E-e-ela é de uma grande família do Japão – ela respondeu sem saber muito o que dizer – ela parece ser uma boa garota, e é linda.
— Ela é bem mais divertida que a maioria do Hyuugas, e é linda de novo.
— É linda mesmo – ela riu – ela cuida bastante de você... eu, eu queria que soubesse que eu sinto muito, muito mesmo por Tsunade.
— Obrigado.
— Só não me obrigue a sentir muito por ele... – Kushina falava de Jiraya.
— Não sinta – Naruto a cortou cético e sério – ele não merece.
— Naruto, o Delegado Tsu vai iniciar junto com a Polícia Internacional uma das maiores investigações, afinal trata-se de Organização Criminosa muito perigosa, mais que qualquer outra, mais cedo ou mais tarde a investigações vão chegar em você.
— Por que você está sussurrando – ele disse rindo novamente – não precisa falar baixinho.
— Aquele homem te induziu a isso... a se envolver... eu estou preocupada... – ela continuou a sussurrar preocupada – pare de achar que eu estou brincando.
— Eu vou dar um jeito – a tranquilizou – não precisa se preocupar... é mãe.
— Parece que existe um lado palhaço em você ainda – Memma invadiu a conversa, pensou em deixar os dois a sós mas parecia meio irresistível – parece que algumas coisas nunca mudam.
— Não importa – Kushina murmurou – existem coisas que mudam e coisas que nunca mudaram, como o amor que eu sinto por vocês ele sempre muda, sempre aumenta— ela abriu os braços sendo que já tinha uma imensa vontade de fazer a isso a anos, abraçou seus dois filhos pelo pescoço, eram 13 anos de saudade de amor reprimido acumulados em angustia e desespero e que agora finalmente podiam ser libertados da jaula que transformou-se o seu corpo.
— Seu pai... seu pai ia ficar tão feliz com isso.
Hinata se deliciava com um hambúrguer com queijo extra do jeito que mais gostava, estava emocionada vendo aquele bela conversa entre mãe, filho e irmão, provavelmente ele demoraria para ser acostumar, mas logo se acostumaria.
Naruto merecia ser feliz.
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