Heartless
18 Jar of hearts !
Notas iniciais
O escritório mais simplório da cidade era onde Namikaze Kushina estava, e não era simplório por ser simples era simplório de ser discreto mesmo, toda a fachada em tons neutros e por dentro as paredes combinavam o preto com verde musgo que ao mesmo tempo combinava com os móveis, a plantas que não tinha flores e o espanto nas obras de arte estampadas pela parede, hoje em dia não era qualquer um que deveria conseguir falar com Hatake Kakashi, também conhecido com ex-diretor da ANBU Núcleo, a empresa de investigação sofisticada e especializada japonesa. Kakashi era um grande amigo de Minato, hoje era apenas um detetive as escondidas, não gostava de fazer serviços para qualquer, afinal um dia ele ocupou um dos cargos mais poderoso do Japão.
A ruiva estava na sala de espera, dava sua terceira faiscada com um olhar para secretaria, que insistia em ignora-la com os fones de ouvidos, deveria estar irritada afinal Kushina chegou as pressas junto com o filho no momento que estava fechando o recinto, e pois mais que a jovem garota dissesse que ela não seria atendida insistiu, por ser grande amiga de anos Kakashi resolveu atende-la considerava-se um homem de tempo. E agora ela aguardava, tremula no banco do lado de bebedouro que não parava de fazer um barulho que estava incomodando, com a revista apertada em uma das mãos e na outra segurando a mão do filho mais novo, quase a esmagando de desespero na mesma intensidade a qual seu coração acelerava absurdamente. Não havia nada que não conseguisse pensar que não fosse o garoto da foto, o jovem rapaz vivo e saudável na foto, e a incrível semelhança com Memma, a incrível semelhança com Mori, aquela altura centenas de possibilidades sobre o que poderia ter acontecido passaram pela sua cabeça, mas...
Nada.
Memma esfregava as têmporas de minuto em minuto a mesma medida que balançava uma das pernas, meio nervoso, não podia deixar de se preocupar e principalmente com sua mãe e depois de um escândalo na floricultura não murmurou uma única palavra durante todo o trajeto.
Não houve um único segundo que Kushina não imaginasse que Mori poderia estar sendo soterrado por toneladas de terra e de avalanche que deslizaram por todo o Japão no dia daquele terremoto, ou talvez afogado por um tsunami, alguma coisa, alguma coisa muito ruim fez ele desaparecer daquele carro naquele dia, e não saber o que era sua maneira de se proteger para o pior, saber que Mori poderia ter sofrido na hora de sua morte era a pior parte, por isso preferiu acreditar que ele estava morto, tudo indicava que ele estava morto, os investigadores não tinham mais lugares para procura-lo. Memma entendia seu sofrimento, por que também não houve um único segundo que não sentisse falta do irmão, e sempre desejou saber o que aconteceu.
Todo aquele ambiente escuro e medonho a deixava mais assustada e agoniada, o escritório de Kakashi tinha um estilo muito delicado e um silencio inimaginável. As portas duplas de madeira preta esculpidas primorosamente se abriram.
– Kushina – disse o homem rígido e alto usando uma calça social na combinação dos sapatos e o suéter cinza, de cabelos prateados e mascara a qual tampava a face, realmente Kakashi mudava seu estilo assim como quem trocava de roupa, mas aquela mascara nunca tirava.
– Kakashi – retribuiu com um alivio, levantou-se indo em sua direção apressadamente e sem ao menos ser convidada adentrou-se em sua sala. Memma a seguiu meio sem jeito, ele mal conhecia o homem e nem imagina o tamanho da intimidade que a mãe tinha com o mesmo, sentiu ele dar um sorriso e os olhos ficarem singelos, é ele parecia gentil, sentou-se ao lado dela e de frente para a mesa dele agoniado por estar em um lugar tão fechado, era anoitecer claro, mas mesmo que fosse meio dia o loiro duvidava que qualquer tipo de luz de fora conseguisse entrar ali, macabro.
Kakashi apanhou um xicara de café já pronta por sua maquina inteligente na estante lateral, fez um gesto de oferecimento e os mesmo negaram, então sentou-se na poltrona aconchegante em sua mesa de couro grosso e preto e ficou ali, olhando ambos esperando que começassem a dizer.
Mas Kushina mal sabia o que deveria começar a falar.
– Esta tremendo Kushina – ele disse com um observador que sempre tinha – já faz muito tempo que eu não te vejo, desde...
Ele ia falar o enterro, mas Kushina não deu tempo e já o interrompeu.
– Quero ver tudo que você tem sobre o caso Mori – ela afirmou firme, talvez os únicos minutos em que conseguiu ser firme – absolutamente tudo que você tem sobre o caso Mori.
– Não tenho muita coisa interessante Kushi – respondeu intimamente – eu tenho seis caixas apensadas no meu armário de laudos periciais e buscas sem fim, nunca houve uma única pista de onde foi parar Mori Namikaze, você sabe disso.
Foi instante que ela custou a jogar a revista encima da mesa, a foto principal da reportagem que gritava o inicio do noivado de Uchiha Sasuke e Hyuuga Hinata, e lá estava ele, vivo e saudável o tal Uzumaki Naruto, Kakashi apanhou a reportagem e ficou admirado com seu olhos fixados na foto, ele não esboçava reação, isso não era parte de seu perfil, a maneira como olhava a forma pela qual tentava tirar as próprias conclusões mostrava o quanto estava surpreso.
– São muito parecidos – ele murmurou relutante – muito parecidos mesmo.
– Ele tem o meu nome de solteira Kakashi – disse Kushina ainda tranquilamente – são idênticos, olhe o rosto.
– Kushina eles são muito parecidos eu admito – tentou dizer de forma tranquila – mas isso não quer dizer nada, sabe... há pelo menos há 3% de chances de existirem duas ou mais pessoas muito parecidas com você no mundo todo, esse rapaz se aplica a Memma e pode ter mais um na Inglaterra na Alemanha na... sei-la aqui... isso não quer dizer que são idênticos são apenas parecidos não podemos tirar conclusões com um foto.
– Memma sempre teve cabelo liso e Mori os cabelos espetados...
– Não é só o cabelo é tudo, há uma dezena de diferenças... – Não, não havia diferenças, Kakashi a estava colocando, talvez por que simplesmente era realmente difícil acreditar em um fato de repentino vindo a si tão abertamente.
– Pesquise! – ela insistiu – eu sei que pode fazer isso agora, você foi o Chefe da ANBU Núcleo Japonesa por 18 anos, você pode fazer qualquer coisa.
– Kushi, pense bem! – começou Kakashi – como um garoto desaparece em um terremoto um garoto de doze anos com plena consciência da própria vida e reaparece do outro lado do mundo? Isso não faz nenhum sentido!
– Por que você esta relutante? – ela perguntou exaltada, e farta de ouvir as pessoas dizendo o que deveria fazer – ele era seu amigo! Ninguém queria encontrar o filho mais do que Minato, e ninguém sofreu mais do que eu durante todos esses anos, você, você deveria estar do meu lado não tentando me convencer de que isso é loucura da minha cabeça!
– Mãe – começou Memma, apertando sua mão delicadamente com uma forma de pedir para que se acalma-se.
– Eu amava meu filho – ela disse – e não há um único que eu não imagine que ele poderia estar vivo, que a buscas de meu marido não foram em vão e ele esta forte e saudável. Se houver uma única chance de que Mori Namikaze esteja vivo eu vou atrás dele, eu vou sim, mesmo que não tenha nenhum sentido ou que seja maluquice minha.
– Kushina...
– Pode ser, que esse garoto não é quem eu imagino, mas pelo menos eu não vou ficar em casa me lamentando achando que ele foi soterrado por milhares de toneladas de terra ou morto num tsunami numa explosão – seus olhos começaram a se encher de lagrima com a mesma rapidez que seu coração se enchia de esperança – meu filho sofreu um acidente de carro e desapareceu...
Um silêncio medonho cercava seu soluço em meio ao choro triste que acabava de iniciar, pensou em Minato, e a pergunta que nunca saia da sua cabeça até o ultimo segundo da vida.
– Como um garoto desaparece em um acidente de carro? – ela disse suspirante – isso sim não faz nenhum sentido.
– Jiraya Namikaze costumava dizer que, três coisas não podem se esconder por muito tempo – gesticulou para a amiga de longa data da maneira como se lembrava – o sol a lua e a verdade.
– Não gosto desse nome...
– Não fale mal do avô na frente do garoto Kushi – disse Kakashi com um sorriso singelo e um brilho os olhos por lembrar de alguém que também sempre tratou como pai – sei que você e ele não se davam muito bem mas Jiraya era um homem...ele chegava ser irritante de tão bondoso que ele era.
– Meu avô? Tipo o pai do meu pai – perguntou Memma com uma curiosidade feliz, Minato sempre falou bem dos avós do que despertou um amor nos meninos.
– Ah sim, Jiraya era divertido, meio rígido muito severo e com certeza um homem bem misterioso – era tão gostoso falar de alguém que gostava que causava conforto o que deixava Kushina ainda mais incrédula – vivia falando em metáforas, mas ele era engraçado e bom de conversa, tinha um coração que não cabia no próprio peito e isso seu pai Memma herdou dele por inteiro.
– Ele era rico, tão rico que não conseguia enxergar a bondade nas pessoas – cuspiu as palavras a ruiva mais uma vez.
– Kushina, por favor.
– Estamos perdendo o foco aqui – ela murmurou impaciente, e foi no exato instante que Kakashi suspirou com uma forma de rendição, Kushina era muito mais que uma mulher ousada ela sabia o que falava, anos aos prantos pelo filho morto a treze não traria ela aqui por uma coisa que não tivesse uma boa porcentagem de certeza, analisou a foto novamente.
E sentiu as pálpebras relaxarem de maneira constante, o homem bonito de cabelos desgrenhados e olhos azuis como céu dos mais lindos dias, era como se estivesse vendo Minato de novo, seu velho amigo, jovem e saudável, ele só parecia mais sério, bem mais sério, mas olho Memma e a foto diversas vezes, é eles haviam crescido muito. E pensou mais uma vez no amigo falecido e nos dias que ficava até tarde com ele no telefone, por tanto que ele procurou Mori, Minato ia adorar ver seus filhos vivos e crescidos.
Parecia tão inacreditável e ao mesmo tempo tão sem sentindo mas, eram idênticos.
Ele virou a pagina da revista, e havia uma continuação da reportagem, parece que houve uma tarde inteira sobre o noivado que estava para acontecer em Nova York, e muitas varias fotos, além da foto principal.
E lá estava, a foto que fez Hatake Kakashi esbugalhar os olhos de tão assustador, o que deixou Kushina perplexa de tão confusa e Memma mais ainda.
– Kushi... – ele murmurou receoso – chegou a olhar a reportagem inteira?!
– Não...
Ele mostrou a revista novamente para a ruiva. A terceira foto na pagina esquerda, a que mostrava os dois rapazes, o moreno Sasuke, e o loiro, o tal Naruto, ambos abraçando uma mulher loira e gentil com sorriso lindo e doce.
“Sasuke Uchiha junto do melhor amigo Naruto e a também Madrinha de coração, a médica Tsunade Senju”
Kushina levantou vorazmente da cadeira, com uma rapidez que fez a mesma cair no chão com brutalidade, sua boca entre aberta mostrava que não havia palavras para o tamanho do seu choque, do seu susto, de tudo.
– Mãe! – murmurou Memma assustado – Mãe o que foi?
– Como isso é possível?! – fraquejou com os olhos cheios de lagrimas desesperadas.
– Kushi...
– COMO ISSO É POSSIVEL? – ela berrou tremula, dando passos para trás como se um mundo em que viveu durante todos esses trezes anos fosse um pesadelo moldado.
– Mãe! – murmurou Memma novamente, desesperado, mas a mãe não respondia lagrimas sem fim começaram a migrar em seus olhos.
– Kakashi, ela veio me visitar...
– O que?!
– Não faz muito tempo – respondeu chorosa – ela apareceu na minha casa, me deu o numero de uma conta disse que era a parte de Memma da herança de Jiraya que ele morreu faz uns anos...eu...eu...
– Jiraya... – resmungou Kakashi – esta morto?!
– Então essa não é só a parte de Memma na herança – resmungou com sabedoria, gesticulando uma possível possibilidade – ela deu tudo para Mori, e veio entregar o que seria de Memma e Minato por direito.
– O que você quer dizer com isso?!
– Se esse rapaz for Mori Namikaze – ele afirmou – não há nenhuma duvida que Tsunade e Jiraya sequestraram o próprio neto.
– Essa mulher é minha avó?! – perguntou Memma.
– Mas como eles fariam isso?! – ela perguntou desesperada.
– Eu não sei – respondeu Kakashi batendo o pulso sobre a mesa – e por que fariam isso? Eles não são esse tipo de pessoa, definitivamente não são. Agora se foi realmente isso que aconteceu, pode ter certeza muita gente foi comprada para que esse plano desse certo. Estamos falando de um garoto lucido com doze anos.
– Eu vou chamar a polícia! – ela argumentou.
– Não!
– É claro que vou! – continuou firme com os olhos severos de rígidos, mas que escorriam lagrimas de tristeza que inundavam seu rosto – a polícia a guarda japonesa, a ANBU e até a ONU se for preciso!
– Kushina – comentou Kakashi – não há nenhuma razão que me faça pensar por que Tsunade e Jiraya fariam tamanha atrocidade, mas se esse rapaz for Mori, vamos buscar nossas próprias respostas, a única coisa que a polícia fez, foi dar Mori Namikaze como morto, e a única coisa que faram agora é anunciar a nossa chegada. Temos que ser sigilosos muito sigilosos, repito se isso for verdade muitas pessoas foram compradas, o silencio delas devem ter sido muito bem pagas.
– Isso não é possível – ela murmurou para si mesma chorosa enquanto Memma analisava toda a situação como uma incógnita, ele não tinha a menor noção de como eram seus avós o tipo de pessoas que eram e muito menos uma razão para fazer isso sabia que eram ricos, só. Enquanto Kakashi começa a fazer ligações do seu telefone particular, Kushina perambulava pelo escritório confusa e aos prantos, aos prantos por cada pesadelo, pela saudade e pelos treze longos anos de dor e sofrimento por cada momento perdido por cada instante do seu filho que não viu.
Ela nem sabia se tais cogitações eram verdadeiras, nem sabia se esse rapaz era realmente seu filho, ela não sabia, era só uma foto ou duas, não tinha como saber. Mas precisava descobrir, enquanto as duvidas a remoíam aos poucos o sentimento de uma verdade próximo ou de um possível engano a cercavam, a lógica era completamente imprevisível.
Então Kakashi desligou o telefone e começou a mexer a sua estante procurando os papeis certos que escondida dentro de um cofre.
– Preserve-se Kushi – ele murmurou – precisa ser forte agora, minha antiga equipe da ANBU esta providenciando tudo, nós vamos aos Estados Unidos.
– Como assim vamos aos Estados Unidos? – exaltou-se entre soluços – eu não tenho dinheiro, eu só tenho dividas, nós nem sabemos como vamos encontra-lo, ou ao certo o que esta acontecendo, Tsunade não me deu nada além de um telefone.
Viu o homem relaxar a expressão.
– Calma Kushi – ele afirmou sorridente mais uma vez – já se esqueceu quem eu sou?
[...]
O sol estralava as oito horas da manhã em ponto, e maneira que queimava o seu rosto sem nenhum pudor ou qualquer piedade.
– Três homens morreram ontem em meio ao um tiroteio no Queens em Nova York, o caso esta nas mãos do FBI acreditando ser uma guerra entre máfias considerando que os atiradores eram criminosos de alta elite internacional...
Hyuuga Hinata foi recobrando a consciência aos poucos e com uma grande dificuldade de abrir os olhos por causa dos fortes raios solares enquanto ouvia as noticias no radio, podia jurar que por um segundo estava em um pesadelo e em outro em sono profundo, era tão estranho aos poucos suas memorias entravam em ordem, sua cabeça latejava e seu nariz queimava como fogo em brasa, era agoniante e ao mesmo inexplicável. Já deveria estar em casa.
Ergueu o corpo numa tentativa de fazer o mais difícil como o mais rápido possível e com tamanha força conseguiu bater a cabeça em alguma coisa.
– Ai... – murmurou solitária já que ninguém havia respondido, seus olhos finalmente recobraram a visão perfeita e percebeu que estava toda torta deitada em um mero porta-malas de carro. Não era um dia qualquer, estava mais bonito que maioria dos dias que estava acostumada a ver, e com certeza não era um lugar qualquer.
Eram colinas, estava no alto das colinas, e lá embaixo plantações de soja até onde os olhos se perdiam, no horizonte via o verde vivo do chão se juntar com o céu e fazer uma mistura divina, os raios fortes e amendoados estavam traiçoeiros e o céu mais azul do que o de costume. Se recordando vagarosamente do ocorrido, desceu do carro sem medo, tropeçando nos próprios passos ainda desengonçados por causa da tontura que atingia suas têmporas. Procurava alguma coisa qualquer coisa, e enquanto rodeava o cenário, percebeu que o carro onde estava deitada no porta-malas era de Naruto, seu lindo carro artigo de coleção de luxo, com certeza adquirida nas lojas de mais altas linhas alemãs, estava parecendo um queijo suíço, estava todo furado de balas. Ficou assustada. Rodeou o corpo mais uma vez, de na descida leste do pequeno morro onde se encontrava a beira do riacho, lá estava. Naruto Uzumaki sentado numa rocha de frente para o rio, apenas trajava as calças, sua camisa e seus sapatos estavam jogados de qualquer jeito no carro, ela correu ao seu encontro buscando respostas, descendo a ladeira cambaleante, porém apressada.
Ao se aproximar viu que ele estava com um alicate de cirurgia, nas mãos o mesmo pinçando uma bala prateada que havia acabado de retirar do ombro, com a outra mão pressionava um pedaço da camisa para que estancasse o sangue. Foi apenas um raspão, nada preocupante.
– Passe uma água no rosto – ele disse como se fosse a coisa mais natural do mundo – vai tirar essa cara inchada e vai para de você ver as coisas mais coloridas do que realmente são.
– Você me drogou! – disse ríspida e brava, notando discretamente como seu corpo másculo estava mais bronzeado, deveria ser o efeito da droga.
– Não – ele respondeu com um sorriso cínico – eu te salvei.
– Matou três homens – ela rebateu.
– Ah você acordou a tempo de ouvir as noticias – mais uma vez em tom brincalhão.
– Naruto para! – o repreendeu com seriedade – tinha seu nome naquela arma, matou três atiradores de elite e me trouxe para cá por algum motivo, isso não é brincadeira, isso é muito sério! Você pode ser perigoso...ou...ou...um assassino, ai meu Deus você é um assassino!
Hinata estava agora na margem do rio, ele a observava de cima e que cena linda e se ver, naquela época do ano, naquele exclusivo local borboleta silvestres indianas se reproduziam antes de partir para a imigração, era um enxame de borboletas, cinco mil, seis mil, incontáveis voando baixinho bem diante dos próprios pés daquela garota que preferia ficar dando broncas do perceber a paisagem, Naruto nem estava mais a escutando, e apanhou um pequena pedrinha que encontrou próximo a si e jogou nos pés da Hyuuga de uma maneira de que quicasse sobre a areia fina e amavelmente o enxame de borboletas desperto no susto e começou a bater asas, voando além dos olhos de Hinata, eram lindas e centenas ao mesmo tempo tiram as palavras da sua boca a deixando impressionada.
– Uau – disse Naruto sorrindo, ele desceu da rocha deu alguns passos chegando bem perto dela a fazendo observar mais precisamente seu corpo primoroso e gentil, mas que na verdade era muito mais perigoso do que ela realmente sonhava – você fica linda aqui – trajou então.
Hinata deu um passo para trás esquecendo a bela visão e ainda assustada.
– Onde eu estou? – perguntou tremula então.
– Perto de Nova Jersey, a uns 30 minutos de Nova York, estamos na minha fazenda – respondeu orgulhoso – tudo até onde a vista alcança pertence a mim.
– Quem é você?
– Você tem medo de mim? – ela não respondeu, continuou ali parada e com medo – eu não sou perigoso Hina, não para você, eu não sou um cara mau, eu não sou um assassino eu não sou nenhum psicopata, nenhum serial killer eu não sou nenhum doente ou criminoso eu sou apenas o Naruto Uzumaki o cara que tem um trabalho secreto, estranho, que ele odeia, mas que adquiri alguns inimigos as vezes.
– E o que você é então? – continuou.
– Se eu te contasse eu teria que te matar – viu ele ficar sério de novo e assim a Hyuuga deu mais um passo para trás, em seus olhos perolados e sentimentais Naruto viu o medo – mas é claro que eu jamais faria isso.
– Se você odeia esse trabalho por que o faz?
– Eu herdei ele do meu padrinho – respondeu então de cabeça baixa – nesse mundo ele era muito poderoso, mais poderoso do que você imagina não havia homem mafioso ou corajoso o suficiente que mexia com ele, ele me criou me amou me deu um nome uma vida simplesmente tudo, e bom hoje, eu só tento agradecer, era o sonho dele que o filho herdasse os negócios dele, mas o filho morreu.
Foram alguns minutos de silencio, e Hinata permanecia intacta de frente para ele sem saber ao certo no que acreditar.
– Olha Hina sinceramente, eu faço parte dos bandidos – viu ela arregalar as pupilas consideravelmente – mas eu sou o mocinho sabe, eu jamais te machucaria.
– Nos filmes aprendemos que nunca devemos confiar nos bandidos – ela murmurou.
– Acha que não pode confiar em mim? – disse dando mais um passo a frente e o fato dela não ter dado um único passo para trás era a resposta que desejava – você tem os olhos puros como a lua, eu jamais iria querer que eles perdessem o brilho.
– Palavras bonitas não me convencem...
Naruto suspirou cansado, estava sem dormir, baleado, machucado e só queria ir para casa sem que ela fosse o problema. Mal sabia Hyuuga Hinata que Naruto Uzumaki em todos os seus treze anos de lucidez jamais havia oferecido sua vida para proteger, alias parecia ainda que nem ele havia percebido isso, mas ela não era apenas uma parte da sua vida normal, havia algo diferente e divertido, algo que não encontrava na maioria das pessoas, não o tipo de mulher que simplesmente não se deixava morrer, era alguém que valia a pena defender. Hyuuga Hinata era bem mais do que Naruto conseguia enxergar, mas parecia que a cada segundo perto dela as coisas ficavam cada vez mais inusitadas ela era causadora de um efeito inexplicável e ele tentava descobrir esse efeito o que essa isso essa sensação boa que nascia no seu coração quando via ela sorrindo.
Ele não sabia.
Três passos rápidos e largos para estar corpo a corpo com ela, aqueles cabelos lisos e bagunçados, a pele pálida que refletia a luz do sol da manhã por todos os lados e os olhos perolados que faziam enxergar a pura lua em meio ao dia absoluto, tão serena, tão linda tão medrosa.
Passou as mãos firmes e ásperas pelo seu rosto delicado e a beijou. Sentiu a pequena duvida dela entre os lábios mas ela não deixou de corresponder, e assim ele separou-se deixando suas testas coladas seus olhos azuis que faziam ela lembrar o mar que tanto amava a fuzilaram num ataque de gentileza e de verdade.
– Eu separo muito bem a minha vida – sentiu a sinceridade doce algo que jamais esperava de um homem como ele – eu jamais te machucaria ou deixaria que te machucassem jamais permitiria se envolvesse nisso, e o mesmo vale para minha madrinha para o Sasuke a Sakura o Gaara a Ino e o Shikamaru e até a Temari que esta lá na Bosnia, eu jamais permitiria.
A beijou novamente dessa vez com mais fervura com mais doçura com mais ataque, e sentir seus braços abraçarem seu pescoço e seus lábios mais velozes foi a maneira dela dizer que confiava e que concordava. O beijo ficou mais quente e as línguas dançavam divinamente uma com a outra de maneira primorosa e calorosa, Naruto deixou seus dedos se enterrarem em meio aos fios azulados e com a outra mão explorava a lateral do seu corpo carinhosamente, Hinata estava com medo, agora tinha medo dele, mas se deixou levar, se deixou confiar, resolveu se aventurar e tentar descobrir, ainda não era apenas ela que era interessante Naruto Uzumaki havia se tornado muito interessante.
[...]
Agora era onze horas da manhã, o Uzumaki deixou Hinata na esquina de sua casa, mais seguro caso Sasuke visse que seu carro estava todo baleado, caminhando descalça e cansada até a sua residência carregando os seus sapatos na mão direita e pensando que havia perdido seu casaco dentro do carro do loiro. Durante toda a manhã entre beijos e entendimentos, o loiro mesmo que em forma de código tentara explicar um pouco de sua vida dupla, ela não havia entendido nada, nada além do fato que ele não era mais o rapaz folgado que vivia da herança do tio, ele era o homem misterioso que eram meio bondoso meio criminoso, e enquanto ela vivesse apenas com o Naruto gentil e normal que conheceu no dia que chegou aqui, estava tudo bem, afinal, ele tomou um tiro por ela.
Nunca se esqueceria dessa gentileza.
Ao chegar na frente de sua casa, viu a Ferrari Conversível 135 azul Cobalto do noivo parada de atravessada no meio do jardim, os pneus no meio do freio derraparam estragando todo os gramado.
Hinata observou aquilo incrédula, era só o que faltava Sasuke Uchiha havia aprontado mais uma vez.
Ao passar pela porta a primeira coisa que viu foi Honda, com cara de assustada apenas segurando um espanador que não estava executando o seu serviço, ela estava com uma cara assustada, e parecia querer dizer alguma coisa.
– Ah oi Honda – disse Hinata sorridente – desculpe a demora eu fui dar um volta pela cidade, sai amanhecendo da festa.
– Ah Sra. Hinata... – ela murmurou vendo a Hyuuga se aproximar da escada.
– Sim? – Honda não respondeu, apenas continuou a olhando com o olhar de assustada enquanto Hinata subia as escadas, assim parou de dar atenção se dirigindo ao seu quarto querendo descansar, a mansão Uchiha era enorme e Honda tinha que cuidar dela toda sozinha talvez ela só estivesse cansada também.
– Não suba... – ouviu ela murmurou baixinho e apenas franziu o cenho confusa. Ela entrou no longo corredor comprido e foi ver se o Uchiha estava bem, ele devia ter bebido mundo para que seu carro estivesse de atravessado no meio do jardim, seu tão ciúmes jardim, ela apenas empurrou a porta que estava entre aberta, o quarto de Sasuke eram as portas duplas da suíte principal, e lá dentro o motivo para que Honda estivesse tão estranho.
Sasuke estava deitado de bruços com uma garrafa de whisky vazia nas mãos, provavelmente nu, e ao seu lado um bela moça com rosto que até dormindo mostrava o quão rebelde era, com os cabelos longos e vermelhos desfiados e provavelmente nua também.
Era uma situação lamentável.
Hinata bufou e suspirou, ignorou a situação simplesmente foi tomar um banho e dormir, nada mais.
[...]
Duas horas da tarde daquele mesmo dia, e a mansão Uchiha esta tão silenciosa quanto um cemitério na noite de sexta-feira 13, sob a brisa fresca daquele inicio de tarde de quinta-feira a essa altura Sasuke Uchiha já tinha perdido muita coisa, sua hora para ir para o estágio, sua aula, com sorte pegaria o segundo tempo, só não poderia se atrasar mais nenhum minuto, aos poucos foi se despertando, seu quarto estava todo fechado e escuro, sentiu uma garrafa de vidro deslizar de uma de suas mãos e cair no chão, mas, foi a maneira com seu corpo deslizou pelo lençol fino, que o preocupou.
Um pouco zonzo e meio perdido conseguiu alcançar a samba canção azul turquesa de cetim em cima de enorme poltrona, viu sua cama vazia, porém havia uma estranha sensação de que ele não fora o único que dormiu ali.
– Honda! – berrou pela casa, mas não houve uma única resposta – Hinata! – chamou novamente agora a noiva.
Nada.
Saiu do quarto arrastando os pés pelo carvalho recentemente enseirado evidencia deixada pelo odor de lavando que pairava no ar, o produto utilizado e escolhido a dedo por Honda, se o chão estava limpo era por que em algum momento antes dele acordar ela esteve ali, mas ele não se lembrava. Sasuke podia ser de todos os homens o mais arrogante que existia seus olhos persuasivos seu serio a ausência do seu sorriso faziam com ele intimidasse as pessoas, ele parecia durão quando na verdade de durão ele não tinha nada, o moreno era o que podemos chamar de baú de relíquias ou melhor guardião de sentimentos, ele não transparecia não falava, não desabafava, aguardada um por um dentro da alma. Era um jarro de corações.
Ao chegar no pé da escada vertical de marfim esculpido primorosamente, esfregou os olhos vagarosamente dando espaço para um visão melhor ainda.
Karin estava no balcão.
Karin estava bem no balcão de sua cozinha, trajando sua camisa Dudalina, e nada mais, de deliciando da tigela de morangos na mesa de café da manhã que parecia estar ali a horas, quase fria por ser já inicio de tarde, ela estava toda sorridente com os cabelos meio desgrenhados amarrados em um coque bagunçado, seus lábios o seduziam sem que ele percebesse. O que ela estava fazendo ali?
Bateu a mão na própria testa pensando que definitivamente tinha que parar de beber, ou se controlar o suficiente para beber menos e fazer menos besteira. Seus estavam para pisar em Nova York, não sabia nada de Hinata ou Honda e sua amante estava na sua casa. Parecia o fim.
– Sasuke! – ela disse animada correndo para os seus braços – eu amei a sua casa!
– Karin... – antes que ela pudesse responder ela se jogou em seus braços lhe dando uma bela chave de coxa na cintura, podia Sasuke não se lembrar de nada na noite anterior, mas ela se lembrava e estava bem feliz com isso.
Suspirou.
– Viu minha empregada por ai?! – perguntou então diretamente e ela encerrou seu sorriso com a pergunta confusa.
– Não tem ninguém na Sasuke – ela respondeu deixando ele confuso. Mas antes mesmo que Sasuke pudesse contestar a si mesmo, ele ouviu o barulho de passos na soleira do lado de fora de sua porta, inaugurando a chegada de alguém, não tremeu tão pouco teve receio tudo que poderia acontecer agora aconteceria. Hinata, Itachi, seus pais, Honda qualquer um que fosse ele saberia lidar completamente.
A maçaneta girou e Karin continuava ali, como se eles realmente fossem um casal feliz, ela sabia que o moreno tinha uma noiva e uma vida a qual era não conhecia e não fazia parte era completamente lucida de saber que era apenas a garota das noitadas, mas parecia que não tinha muito noção das coisas, e nem vergonha.
Sakura Haruno atravessou a porta da sala de visitas, de cabeça baixa procurando alguma coisa dentro da sacola de papel que carregava, ela já era de casa além de ex-namorada era melhor amiga, irmã e tudo mais, ela passou as pressas pela sala de visitas, correu pela sala de jantar até chegar no pé da escada de marfim que dava vista para a cozinha.
Era ela mesmo, era Sakura Haruno, e Sasuke quase não acreditou quando a viu, toda séria, vestida de branco a calça flaer e a blusa de cetim o cabelo preso e um coque perfeito sem nenhum único fio fora de lugar e um presilha no meio apenas para da um charme, com toda aquela naturalidade e confiança, estava ai uma situação a qual ele não conseguiria lidar. Viu ela erguer a cabeça, e se deparar com aquela cena, os olhos esmeraldas estagnados e perdidos como se estivesse atrapalhando algo não deveria, Karin desceu da cintura do moreno mas continuou ali, abraçada a seu pescoço enquanto a rosava os fitava sem nenhum pudor, ela estava que nem uma estatua completamente constrangida.
Sasuke fechou os olhos e respirou fundo contando os segundos.
Ela até que abriu a boca, mas não foi para falar alguma coisa, girou os calcanhares e começou a ir em direção a porta, saindo da casa. Deu três passos e deu outra meia volta, mirando um olhar furioso no Uchiha.
– Seu cretino desgraçado! – cuspiu, jogando a sacola de papel encima dele com toda a sua força, de onde caíram os respectivos convites de casamento de Hinata e Sasuke.
– Sakura espera! – ele a chamou – espera Sakura!
– Olha você é um babaca sabia! – ela murmurou perplexa – sabe Sasuke tem um ponto da vida que as pessoas elas amadurecem, principalmente quando elas se apaixonam e resolvem se casar!
– Sakura...
– Até eu tentei melhorar! – berrou revoltada – eu resolvi fazer alguma coisa descente pelo meu amigo já que não posso ama-lo, hoje a Hina me ligou e pediu para eu pegar os convites e ajudar ela a assinar e enviar, ela me pediu com carinho, e vim aqui entregar para ela, sabe, e você tem a cara de pau de estar aqui com essa... – a rosada engoliu o seco – embaixo do próprio teto dela Sasuke! A casa de vocês!
Sasuke até que tentou alcança-la mas tudo que conseguiu ver foi uma Haruno brava andando sozinha quando falava mal de Sasuke para si mesma, saindo da casa como se ele nem existisse alias ela nem deixou que ele se explicasse, e ele sabia por que ela deu uma bronca até que leve e tão rapidamente e saiu andando apressadamente como ele nem existisse, da soleira da porta de sua residência viu ela entrar no seu simplório carro, que fora presente de aniversario dado por seu pai, tudo na vida de Sakura era com muito custo e muito esforço, até o seu amor não correspondido pelo Uchiha ele sempre a decepcionava e eles nem estavam mais juntos. Sasuke pode ver ela chorar enquanto entrava no carro, bateu as mãos no volante provavelmente gritando que era uma idiota, que ele era um idiota, que o amor era burro e ignorante, deu a partida e saiu em disparada pelas ruas de Nova York.
– Sasuke era sua noiva? – viu Karin perguntar gentilmente, e ele teria respondido se não tivesse percebido que alguns metros atrás do carro de Sakura tinha uma BMW 358 artigo de luxo preta, tão preta quanto os vidros que impediam de ver seu interior, era o carro do motorista de Hinata e ele estava ligado, o que fez o mesmo constatar que alguma coisa muito errada estava acontecendo e a Hyuuga não estava nenhum pouco preocupada em esconder isso. O moreno cerrou os olhos confusos, e sem pensar duas vezes começou a dirigir seus passos até o outro lado da rua, abandonou a soleira, de samba cansão mesmo e descalço, de onde assistia sua melhor amiga chorar e ficar de coração partido mais uma vez por uma besteira feita por ele mesmo e deixou que o sol encontrasse a sua pele branca e apressada para descobrir o que havia acabado de acontecer, de repente da noite pro dia, sua vida havia virado uma bagunça.
Grudou na janela do banco de trás do carro e viu o mesmo descer vagarosamente, ele estava certo, no abaixar o vidro esfumaçado estava Hyuuga Hinata, com um vestido preto liso e simples e suas sapatilhas cor nude que combinavam com o óculos ray ban aviador, ela estava seria, tão seria quanto ele e nada confusa quando a própria Karin que assistia tudo da porta da residência.
– O que foi isso?! – ele perguntou querendo uma resposta clara, mas nem de longe Hinata pensou em mentir ou deixar de ser clara.
– O que é isso o que?! – ela rebateu.
– Resolveu virar amiga da Sakura assim, da noite para o dia?! – afirmou a pergunta incomodado – por que estava dentro de carro assistindo todo esse show?!
– Eu cheguei em casa e me deparo com o meu noivo deitado nu com uma mulherzinha que ele encontrou em um boate – resolver esclarecer – Honda viu Sasuke, e você acha que Itachi vai chegar aqui e não investigar a nossa vida? Ele vai! E você não é o único que depende desse casamento, se eu fizer pelo menos uma coisa certa na minha vida, talvez eu possa ver minha irmã de novo.
Uma coisa que Uchiha Sasuke não sabia era que Hinata apesar de generosa com um enorme coração e uma vontade de ajudar também tinha seus motivos.
– Eu dispensei Honda – ela voltou a explicar – e liguei para Sakura, não que eu queria que ela tinha raiva de você ou algo assim, mas parece que ela é a única pessoa que sabe colocar um pouco de culpa no seu coração.
– Culpa? – ele gargalhou – você quer que eu me sinta culpado?!
– Não sei do que você esta rindo Sasuke querido! Não sou eu que estou de samba canção no meio da rua – afirmou sorridente e voltou a ser seria – eu não quero que sinta culpa, eu quero o que venha depois da culpa eu quero que você seja responsável eu quero que você cresça e pare de agir como se fosse o centro do mundo, você não é único que esta com problemas. Como você me da uma dessas? Nossos pais chegam hoje idiota!
O moreno olhou por cima do ombro e viu a ruiva encostada na porta o observando se perguntando o que os dois estavam conversando.
Deixou Hinata ali, e voltou para dentro da sua casa, iria se vestir pegar seu carro ir para escritório e depois sair.
A noiva sabia onde ele iria, e parecia satisfeita com isso. Pouco importava se mais tarde receberia visitas.
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