Heartless
19 Behind Jewelry
Notas iniciais
Eram 23 horas de viagem, contadas no jato particular da empresa Hyuuga, onde Hiashi, sua esposa e seu filho mais velho, iam rumo a Nova York.
Hemiko Hyuuga não tirava os olhos da pequena janela, seus magníficos olhos perolados tentavam enxergar o mar além das nuvens, era uma manhã tranquila de sol enquanto eles quase chegavam em continente americano, pensava na filha que havia deixado tão longe e sozinha e Hiashi apesar de estar focado na papelada da empresa que havia levado consigo conseguia perceber a esposa aflita, ela sempre ficava assim quando estava longe de Hanabi, perdida nos próprios pensamentos preocupada com filha, a maneira como mexia em seu colocar de ouro com um pequeno pingente azul cerúleo era a prova disso, um presente que fora dado pelo três filhos.
Neji estava muito mais do que focado em outra coisa, no seu celular estava a mensagem de Tenten, que recebeu minutos antes de sair da Cidade de Tóquio, e ele ainda não havia conseguido responder, Tenten estava com saudades, estava com muitas saudades, já faziam exatos dez dias que eles mal se falavam, o Hyuuga estava realmente muito ocupado, ele sabia que estava sendo pouco atencioso e não podia esquecer-se de ligar para amada quando chegasse em Nova York. E o motivo para estar tão ocupado estava na mesa de apoio do avião bem frente a cadeira confortável a qual se sentava, a mais um menos dez dias no meio da noite enquanto chegava tarde ouviu um barulho no quarto de Hanabi, meio preocupado ele adentrou-se para ver o que era, Hanabi não era boa em alcançar sua cadeira de rodas sozinha e por isso tanto barulho, a madrugada era a única hora que Hemiko Hyuuga não ficava no seu pé, ela ficava desenhando, e desenhava muito bem para uma garota de quinze anos, uma verdadeira artista, os vários croquis de belas mulheres, todas que tinham rostos de diferentes mas que eram absurdamente parecidas com Hinata, riscos começavam pelos cabelos, alguns lisos outros cacheados alguns ondulados, os olhos simplórios e gentis também caracterizaram muito Hinata, desciam pelo queixo fino e terminavam na clavícula todas usavam o mesmo colar, ele não tinha nenhuma ideia de como seria, apenas a imaginação de Hanabi tinha essa noção mas era uma corrente fina e brilhosa, a pequena desenhou muito bem ate os raios cintilantes envolta do da corrente dois fios em preto desciam em forma de espiral um de cada lado até chegarem no meio e abocanharem o grande pingente piramidal o circulando, era tão lindo, era tão...expressivo, os negócios fizeram Neji estudar muito sobre a arte das joias e ele nunca tinha visto nada parecido e nenhum das suas centenas de livros. Ultimamente Hanabi estava sentindo muito falta da irmã mais velha, mais do que o normal até, e ele nem havia percebido o quanto ela desenha bem.
”É um diamante branco, é lindo não é?!”
Era lindo sim Hanabi, ele pensava completamente perdido na própria imaginação que provavelmente nunca fora usava, porém diamantes brancos não existiam, ele lembra-se de ter dito a ela, porém o que não saia da sua cabeça é que ela não se importava, aquele colar existia apenas na sua imaginação e deveria ter um significado muito grande para ele estar em todos os seus desenhos. E foi ai que Neji Hyuuga começou a usar o seu lado mais sóbrio e imaginador, os Hyuugas são uma das empresas mineradoras mais fortes do mundo, um das três únicas possuidoras de minas raríssimas onde se coletavam o raríssimo diamante azul, cada vez mais escasso, eles não trabalhavam com joias mas vendiam a matéria de prima de muita joias, Hororo Hyuuga foi a única ousada o suficiente para criar um coleção de colares que pertencesse apenas aos Hyuugas e desde o desaparecimento dos mesmo o museu no prédio principal da empresa haviam perdido o sentindo.
– Você marcou uma reunião com a Rainha da Espanha? – perguntou Hiashi assim que abriu a agente da empresa incrédulo e ao mesmo tempo confuso.
– Ah não, eu vou visita-la depois dos Estados Unidos – ele respondeu calmamente como se fosse a coisa mais natural do mundo.
– Como você marcou uma reunião com ela? – continuou Hiashi.
– Eu sou um Hyuuga, eu consigo tudo – repetiu a frase dita pelo pai durante muitos anos e em seguida abaixou a cabeça de novo vendo que agora até a mãe estava se interessando na conversa. A Rainha da Espanha, Rainha Sophia, não era apenas uma mulher extraordinariamente gentil, mas sua família era um arsenal de caçadores de relíquias que quisesse achar aquilo que tanto procurava tinha que começar pelo peso mais forte em sabedoria.
– E depois vai para o Himalaia a passeio? – ousou o pai.
– Existem minas preciosas muito interessantes no Himalaia e eu quero vê-las, levarei uma equipe especializada, é apenas uma exploração.
A sorte de Neji era que Hiashi confiava no filho de olhos fechados, por isso nem dera muita atenção ao fato, Neji sempre fazia esses tipos de viagem pelas montanhas, mas, desta vez não era exploração coisa nenhuma, suas pesquisas mostravam diversos lugares espalhados no mundo inteiro, desde a Noruega até o Egito e na Nova Zelandia, centenas de minas preciosas que começaram a ser exploradas, porém que foram abandonadas, o perigo e o numero de acidentes levaram centenas de milhares de empresas durante os últimos oitenta anos a falência, deslizamentos de terra, desmoronamentos, morte de muitos operários, lugares que deram como intocáveis fazendo os economistas presumirem que nada ali existia, nos últimos dez dias Neji e seu geólogo mais confiava passaram noites em claro fazendo pesquisas, dados muito razoáveis levaram todas essas empresas a buscarem algo novo, ele tinha sorte de ter um funcionário tão louco quando ele, um minério novo, sim era um minério novo que com certeza os outros tanto procurando, eles não conseguiram encontrar nada, a demora a longa dada os anos, os acidentes sim os grandes acidentes não apenas levaram essas empresas a falência como também fizeram o acreditar que o dados estavam errado, mas fazia Neji acreditar que eles desistiram antes de encontrar, seria uma volta pelo mundo, e Neji já havia grande investimento em todas essas minas e um investimento maior ainda em tecnologia, o pai não sabia, os Hyuugas eram céticos demais para isso, e até ver os desenhos de Hanabi ele próprio era cético demais para isso, mas no fundo no fundo não se tratava do dinheiro que podia ser ganho se encontrasse alguma coisa realmente interessante mas se tratava de ver sua irmã feliz. De chegar nela e dizer que fez uma descoberta inovadora, Hanabi ficaria muito feliz. Mas pensaria bem em todas as situações antes de fazer qualquer coisa, um único erro, o que levou a quebra de muitas empresas em oitenta anos poderia levar o Hyuugas a falência agora no presente, estava se arriscando o suficiente e mais que suficiente por esconder o grande investimento que fez do pai. Alguma coisa tinha que melhorar na vida Hanabi, ela sempre fora tão limitada.
[...]
Então de repente o mundo havia ficado um tanto de ponta cabeça, Sasuke Uchiha ignorava a milésima ligação de seu irmão mais velho, ele deveria estar recebendo os pais agora, que deveriam ter acabado de pisar em solo americano, ao invés disso depois dos atos maquiavélicos de sua noiva ele adentrou-se em sua casa, pôs o seu melhor terno e foi pra o estagio, afinal, faltava apenas um mês para pegar o diploma e finalmente se tornar advogado, o jurista que sonhou ser a vida inteira, e mostraria ao seu pai que ele poderia construir algo a sua maneira, e poderia ser tão grande e mais honesto do que qualquer Uchiha jamais foi, ele iria e iria mesmo a construção dos seus andares da vida logo começariam, e depois ele foi para o hospital.
Afinal ele não podia fazer isso brigado com ela, quando Sasuke chegou em Nova York fora muito mais que Haruno forte e dedicada que ele havia conhecido, Sakura sabia ser com muito pouco muito mulher irritantemente surpreendente, ele lembrava direitinho que estava indo de carro para a escola e viu ela no ponto esperando o ônibus, simplesmente por gentileza e por querer fazer amizade, deu uma carona, depois de muitas brigas com Naruto e de irem parar na diretoria varias vezes os três acabaram por melhores amigos. E Sakura, bom, ela se apaixonou por ele, sem ela perceber, sem ele perceber até isso se tornar pesado demais para o seu coração, e por achar que poderia corresponder tornou não apenas a amizade, mas a vida amorosa da rosada uma droga.
Se tiver algo que eu poderia dizer é que Sasuke Uchiha tinha um coração enorme, grande demais até para ele mesmo, por que o homem que guarda muitas emoções, muitos problemas embaralhados com sentimentos, deixa perder até o próprio amor, e meus amigos quando perdemos um sentimento é difícil achar de volta. Esse era o problema de Sasuke, amar, se entregar, se deixar viver.
Ele estava sentado em uma sala branca, era um consultório médico dentro de um imenso hospital, os móveis eram todos beges e marrom claro os materiais médicos eram brancos, encima da mesa os vários livros abertos e a xicara de café que estava quase criando vida de tanto tempo que estava ali, até os livros da grande prateleira não tinham um único grão de pó, o que mostrava que conseguia cuidar de tudo direito, essa era sua Haruno.
Já estava ali a alguns consideráveis minutos, até que ela adentrou sem nenhuma preocupação, achando que estava sozinha, lendo a sua prancheta tranquilamente enquanto ainda limpava os olhos, ainda chorava pelo que havia acontecido mais cedo. Sasuke suspirou anunciando sua presença, e ela ergueu a cabeça com os olhos esmeraldas esbugalhados confusos.
Lá estava Sasuke Uchiha, o grande amor da sua vida, bem ali, na sua sala.
– Sasuke...- ela murmurou perplexa – mas o que você esta fazendo aqui?! – rebateu em seguida com um olhar feroz que era notável nas sobrancelhas arqueadas.
– Nunca tive a oportunidade de dizer que fica linda vestida assim, de médica – ele sorriu, e percebeu ser muito serio quando ela não sorriu de volta – estagiária sênior, uau, mas é claro que você iria conseguir esse cargo.
– Quem te contou isso?! – exigiu saber.
– Eu fiz Ino abrir o bico – respondeu calmamente – e não fique brava com ela eu a obriguei mesmo.
– E como entrou aqui?
– Eu sou um Uchiha, eu posso qualquer coisa minha querida – sibilou como sempre a forma que ela mais odiava que ele fosse.
– Que milagre você não mandar o Naruto para te defender.
– É, verdade – concordou de cabeça erguida e confiante – olha Sakura, Karin...
– Não! – ela o interrompeu diretamente – eu não quero ouvir, nem se de ao trabalho, não é a mim que você deve explicações é a sua noiva, que alias eu não sei como ela não pegou vocês dois juntos, você e aquela...
– Eu vi você sair chorando de casa – jogou, e Sakura simplesmente custou a perder o sibilar de suas palavras – não tente esconder de mim, eu achei muito estranho você mal brigou comigo, mas a verdade era que você não queria chorar na minha frente, mas Sakura eu vi, eu vi você chorando dentro do seu carro, e eu não quero brigar com você, você é a minha melhor amiga.
– Você terminou comigo, por que vai se casar – pela primeira vez Sakura Haruno não perdeu a cabeça com Sasuke Uchiha, ao invés de berrar ela afirmou tranquila a única verdade que processava na sua mente – você disse que a amava, e que iria se casar, se você a amava, então por que a traiu com aquela ruiva? E se não a ama, então por terminou comigo?
Ele não respondeu, ficou a olhando pensando em todas as respostas possíveis, porém até mesmo para ele parecia desculpas, apenas desculpas.
– Eu fui mais uma que fez parte dos seus joguinhos – ela continuou com destreza – eu só queria entender o que se passa nessa sua cabeça, Hinata Hyuuga é uma mulher incrível, sabe ela não merece isso, eu não merecia, você não pode ficar jogando fora os sentimentos das mulheres e guardando os corações como se eles fossem parte de uma coleção.
– Sakura...
– Não! – esbravejou – já chega Sasuke para mim já chega!
– Você nunca me deixa explicar – ele rebateu – você grita e quebra as coisas e sai andando chorando como uma loca – afirmou até que sem pensar.
– E você tem o que para me falar?! – exaltou-se a rosada mais ainda – que não me ama, que só me vê como uma irmã, que os Uchihas são isso, você é aquilo, que você quer tentar mais uma vez... É Sasuke eu guardei palavra por palavra todas as vezes que você pisoteou meu coração, eu guardei cada afirmação que saiu da sua boca por que eu queria acreditar que todas elas eram verdade, por que você é meu melhor amigo não é?!
– Desculpa eu não quis...
– Você quis sim! – berrou agora deixando o Uchiha mais uma vez com uma incógnita na cabeça – olha Sasuke vá embora, eu não vou contar para sua noiva, é serio, eu já não me importo mais.
– Sakura... – tentou mais uma vez, e pela terceira vez foi interrompido.
– Vai Sasuke! – murmurou com revolta, batendo o pé firme no chão – sabe quando a Hinata chegou aqui, eu achei ela incrível, achei ela linda, refinada, prendada, ela é da mesma classe social que você, eu olhei para ela e pensei, eu não posso competir com isso, mas depois de hoje eu percebi que não faz nenhuma diferença para você, você simplesmente não muda, e é por isso eu já achei outra pessoa, você não precisa mais se preocupada comigo!
– Ele é assim...ele te deixa feliz? – perguntou receoso.
– Ele é melhor do que você imagina, ele pode até ser bom demais para mim – ela respondeu sorridente e com olhos brilhantes – ele é gentil e atencioso, e me ama de verdade, sabe Sasuke volta para sua casa para sua noiva, eu vou fingir que eu não vi, alias eu já finjo muitas coisas a tanto tempo, só não faça mais isso, você nunca vai achar alguém como Hinata Hyuuga é serio!
– Tudo bem – ele disse com passos vagarosos até a porta – você venceu eu vou embora.
– Sempre seremos amigos Sasuke, do jeito que prometemos, do jeito que sempre prometemos caso não déssemos certo – ela disse finalizando.
Sasuke fechou aqueles olhos ônix desafiadores e sua expressão seria abaixou-se junto com a cabeça e quando deixava a sala de Sakura, a sala que ela havia ganhado merecidamente depois do cargo de estagiaria sênior. Ele parou na soleira da porta e a encarou mais uma vez, aqueles olhos faiscantes e tão ignorantes que irritavam qualquer pessoa, não era um olhar qualquer, a seriedade deveria ser uma característica genética dos Uchihas e aquele olhar deveria vim junto no pacote, ela nunca conseguia olhar para ele sem ficar constrangida, definitivamente não conseguia, era tão persuasivo.
– Sakura – ele disse com voz volúpia e arrepiante apoiado em sua soleira pronto para se retirar da sala – desculpe se não fui bom ou se eu não te amei, realmente eu não mereço.
Ela não respondeu, ficou ali estática olhando para ele, Sakura sabia bater de frente com Sasuke, mais do que ninguém ela sabia, mas ele ainda conseguia ser melhor que ela.
– Saiba – ele prosseguiu – que nunca me importei com ninguém da mesma maneira como eu me importo com você, ninguém mesmo.
[...]
E por falar em Hinata ela estava em casa, no escritório rustico de Sasuke procurando alguma coisa interessante para ler, o tédio a estava consumindo por dentro e já fazia meses que não sentia mais vontade de tocar piano, estava na hora de achar alguma coisa interessante para fazer, algo para passar o tempo algo assim, dias inteiros e principalmente sem Honda para conversar era maçante, a empregada voltaria apenas no dia seguinte, e com a chegada do entardecer era provável que Sasuke nem chegaria, afinal a advocacia a qual estagiava estava resolvendo um importante julgamento de assassinato, hora ele estava no trabalho, hora estava com a amante ruiva e hora estava tentando se entender com Sakura, ela a noiva que salvaria sua pele era deixada de lado. Não o julgava pelo contrario o entendia, mas um dos motivos pelo qual aceitou esse casamento, era a oportunidade de fazer algo certo, e assim ser aceita pelos Hyuugas de novo, mas também Sasuke é seu amigo de anos e ela cansou-se de ficar exilada em Roma.
Cantarolava enquanto procurava alguma coisa interessante e no meio da prateleira quase que muito empoeirado, claro, Sasuke não lia livros assim, estava A Menina que Roubava Livros, sempre ouviu falar várias vezes, mas, nunca sequer pensou em ler, era fascinante o fato da história retrata em uma época nazista era narrada pela morte, Hinata sempre leu livros japoneses apesar de ter morado sete anos na Europa.
O anoitecer estava chegando, ela resolveu se aconchegar perto da lareira que tinha dentro do próprio escritório rustico, era como voltar no tempo, mergulhando dentro de um livro onde todos os seus problemas seriam esquecidos pelo menos por alguns minutos algumas horas, pelo menos por um tempo ela ficaria longe daquela loucura que era sua vida.
[...]
O Hotel mais famoso de Nova York ficava em Manhattan de frente para a vista primordial do Central Park, e com o Verão quase chegando a vista verde era magnifica, realmente uma tranquilidade para os olhos de quem vivia em cidades grandes cercadas de prédios, Nova York era linda para seus moradores e visitantes.
Uchiha Fugaku havia acabado de chegar, e estava em seu quarto no hotel Central Manhattan City, de cinco estrelas, por que apesar de falido ainda não perdia as mordomias, e nem poderia, por que não queria que ninguém soubesse a sua situação. Ligou para o filho assim que chegou e o mesmo disse que estava no estagio, resolvendo coisas do julgamento o qual o advogado para quem trabalhava estava lidando, odiava saber que o filho estava trabalhando para alguém ele era um Uchiha herdeiro de uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, e não deveria trabalhar para ninguém, porém era suas condições e ultimamente Fugaku estava cada vez mais de mãos atadas. As portas duplas do seu dormitório que o apartamento máster de luxo estilo europeu foram invadidos pelos dois seguranças e a assistente de Hiashi os quais ele não iria lugar nenhum do mundo sem, e o próprio patriarca dos Hyuugas o aguardava para um passeio, Fugaku deixou Mikoto e Itachi no quarto de desceu para o Hall de entrada do hotel, mas Hiashi estava do outro lado da rua bem na entrada do central o parque, serio como sempre, de cabelos compridos lisos de quando já o conhecida, o terno cinza escuro e a gravata azul clara, impossível de não se reconhecer.
– Meu velho amigo! – murmurou Fugaku se aproximando até que animado, de camisa listrada e calça social preta os fios de cabelos negros como sempre jogados para trás, viu Hiashi sorrir curtamente, curva-se consideravelmente o qual foi correspondido pelo Uchiha e em seguida um aperto de mão.
– Espero que tenha feito uma viagem tranquila caro amigo – murmurou o Hyuuga então – e acompanha numa caminhada?
Fugaku olhou a espreita e viu que sua assistente estava agora adentrando dentro do carro, Hiashi sempre andava em dois carros, um só dele e o outro dos seus seguranças e sua assistente, ela deveria esperar ele ali mesmo enquanto seus seguranças vigiavam tudo a distancia.
– Um charuto? – ofereceu o Hyuuga retirando a caixinha metálica bem desenhada do bolso.
– Claro – apanhou o mesmo e Hiashi lhe estendeu um isqueiro para que acende-se, pelo lugar o qual estavam já que não tinha whisky então que fosse charuto mesmo, e assim ambos começaram a caminhar um do lado do outro adentrando em meio as imensas arvores do Central Park em meio aquelas arvores na tarde ensolada.
O Central Park era muito mais bonito do que ambos imaginavam, se não fosse pelas varias pessoas que tornavam aquele lugar tão movimentado, nem pareceria que estavam no coração de Nova York. Hiashi tragava seu charuto sério enquanto admirava as flores, as pessoas, e principalmente seus sorrisos, não dava para se esquecer como o velho amigo era detalhista com tudo que fazia, até mesmo um caminhada, o caminho de cimento por ande andaram fora ficando duvidoso partir do instante que Fugaku começara a ficar curioso, quando mais andavam ambiente a dentro parecia que o amigo ficava mais sério, até finalmente ele iniciar uma conversa.
– Você sabe que o acidente de carro entre Hinata e Hanabi é uma mancha negra na família Hyuuga – murmurou seriamente de cabeça baixa – os Hyuugas Fugaku, pagaram uma fortuna para a imprensa não abocanhasse essa notícia.
– Eu sei meu amigo, eu me lembro disso.
– E pagaram mais ainda, para manter Hinata longe do Japão – continuou a afirmar – a primeira pergunta que quero lhe fazer é. Por que Hinata?
Fugaku franziu o cenho e pensou um pouco.
– Isso é uma escolha entre eles Hiashi – respondeu o Uchiha então – nunca coube a mim ou a você, de fato sempre desejamos que eles se casassem antigamente, mas, nós dois também acreditamos que isso jamais aconteceria, quando Sasuke me ligou e me contou pode ter certeza que ninguém ficou mais surpreso do que eu...
– Até eu estou surpreso – cortou o Hyuuga – surpreso demais para o meu gosto, deve ser a mania de sempre achar que Hinata vai aprontar alguma coisa, afinal ela sempre apronta.
– Mas se eles se amam... – Fugaku tinha mais lábia do que o Hiashi imaginava e queria esse casamento a todo custo e para isso usaria todas as suas armas mais necessárias – quer dizer, eu conheço bem o histórico de Hinata, mas ela ainda é sua filha e sei que você a criou bem, afinal ninguém fez mais pelos Hyuugas do que você mesmo, é um bom pai Hiashi, sei que meu filho escolheu a esposa certa.
– Fico feliz que pense assim meu amigo – concordou – mas o ponto principal é bem mais importante do que isso.
– E qual seria?
– Eu permiti que esse casamento fosse realizado em Tóquio, coisa que Hemiko não queria – ele ressaltou – mas a partir do momento que eles se casarem Hinata não pertencera mais mim, ela pertencera a seu filho, que o seu segundo herdeiro e sua empresa principal fica em Tóquio.
– Onde quer chegar Hiashi?
– Quero sua garantia de que Sasuke nunca levará Hinata para Tóquio – ele afirmou – não queremos que ela se aproxime de Hanabi, isso é muito sério meu amigo, se seu filho mudar-se para Tóquio ele levara Hinata junto e os Hyuugas vão fazer de tudo para intervir nas suas empresas, Tóquio é pequena demais para uma garota tão ousada como Hinata nós não iremos permitir isso!
– Isso é uma ameaça? – indagou Fugaku – você esta me ameaçando Hiashi?
– Estou! – bateu de frente – você meu amigo e eu gosto muito de você, mas não pense que eu não sei o que esta acontecendo atrás das cortinas desse casamento, só falo isso por que é meu dever proteger Hanabi.
– Sempre quisemos expandir as empresas para a América – respondeu Fugaku firme – essa pode ser uma grande oportunidade, podemos firmar um contrato, sabe que sou um homem de palavras.
– Eu confio em você meu amigo – disse Hiashi com um sorriso – que bom que concorda comigo.
[...]
Dizem por aí, que um único beijo pode causar ataques cardíacos, mas a real forma de amor bem protegida que revela sentimentos perdidos – Autor Desconhecido.
Encostado na soleira da porta dupla de madeira moderna do escritório da mansão de Sasuke, Naruto, como sempre sério e rígido, com seus olhos serenos e firmes, observava Hinata dormir na espreguiçadeira ao lado da lareira cujo fogo já estava consideravelmente fraco, é Sasuke gostava de manter sua casa aquecida em qualquer estação do ano, mas olhando ela ali como um anjo deitado nas macias nuvens do céu, bem longe do mundo, percebeu o quanto Hinata Hyuuga era linda, seus olhos azuis onde viviam o mais lindos dos oceanos se perderam enquanto admirava seus traços, nunca reparou tanto na beleza de uma mulher, nunca teve aquela sensação estranha de não querer tirar os olhos de alguém. Mas o que ela tinha de tão importante assim? Talvez fosse sua gentileza, o coração que não cabia no próprio corpo de tão enorme que era, o quanto era meiga e ao mesmo tempo totalmente diabólica, ousada, teimosa, bruta. Era o que ele podia chamar de mulher indomável, a maneira como encarava a vida, o universo conspirador a sua volta, a maneira como armava seus planos mais irracionais e não se importava com o que as pessoas iam pensar, o sofrimento a dor, era apenas um detalhe, nada que ele não esperasse por que ele mesmo já conhecia a dor, mas o carisma e o fato de não deixar isso abate-la, ah como Hinata Hyuuga o impressionava.
Suas mãos firmes apertaram o envelope que carregava, com destreza e desespero, o motivo de ter ido à casa do Uchiha naquela noite, entretanto o carro do melhor amigo não estava e apesar das luzes apagadas o carro do motorista de Hinata estava era o suficiente para ele, era com ela que queria falar e seria importante que o moreno não estivesse por perto, a equipe secreta de Naruto, fez toda uma investigação do tiroteio. Dentro do envelope os mesmo documentos que Kisame seu melhor investigador recolheu e analisou minuciosamente, tinha uma foto de Hinata e todo um dossiê da sua vida, os seus horários os lugares que frequenta, um pouco da vida de sua família, de Sasuke a empresa, a razão de estar nos Estados Unidos, e até o acidente de carro que os Hyuugas custaram tanto a esconder.
Naruto estava errado, o alvo nunca foi ele, o alvo era Hinata.
Sua cabeça borbulhava tentando entender. Por quê?
Viu ela se remexer toda torta, pobrezinha, naquela espreguiçadeira, e abrir os olhos perolados tão puros quanto a lua de um noite fresca.
Quando Hinata acordou, não pode desfazer a cara de espanto do seu rosto, quando viu Uzumaki Naruto ali, parado na soleira do escritório de Sasuke, a olhando de um jeito que não julgou que fosse serio, ele era muito mais que um homem sério e arrogante, agora ele também era um assassino e sozinho os dois naquela casa vazia ela teve que se assustar. Nos seus olhos ela pode enxergar o seu carinho e uma expressão tocante, coisa que não combinava muito seu estilo, Naruto trajava um camiseta regata branca e um camisa xadrez vermelha por cima, a calça jeans calça meio caída e os coturnos amendoados, estava parecendo um lenhador, porém estava realmente linda, Hinata é mulher, e uma mulher cujo o coração não tem dono, Sasuke Uchiha não era dono do seu coração.
– Naruto... – ela sibilou, porém com pitadas de confusão.
– Eu não queria te acordar – ele respondeu sereno e tranquilo – eu vim... – pensou bem antes de dizem e pensou se deveria dizer, Hinata já tinha tantos problemas, não que se preocupasse ou que fosse preocupante, mas sei-lá com ela se preocupava.
– Veio? – ela perguntou achando estranho, ele não era o tipo de homem que se perdia nas próprias palavras.
– Eu vim falar com o Sasuke – ele afirmou – eu sei que não é legal ficar falando disso mais eu estou ficando preocupado com ela, com a Sakura.
– Humm – ela disse com um sorriso curto e irônico ao mesmo tempo que se levantava – então você se preocupa com alguém?
– Bom ela é minha amiga – ele murmurou em resposta saliente fazendo Hinata entender que não era nenhuma invenção, mas era – alguém tem se preocupar com ela.
Houve um repentino silencio, tão bruto quando o vento gélido que entrava pela fresta da janela, os olhos de Naruto deslizavam enquanto a Hyuuga se movimentava para guardar o livro que nem sequer terminou de ler antes de dormir.
– Não deveria estar com seus pais? – ele perguntou ousadamente.
– Meu irmão disse que quando for necessário eles me chamaram – respondeu com um sorriso fraco e cego.
– Isso não te magoa? – ele perguntou seriamente.
– Quando eu sai de casa – Hinata então da maneira doce de sempre ver o mundo começou a explicar – minha mãe me disse que quando eu era bebê em um jantar importante eu vomitei no terno do 1º Ministro Japonês, e depois de dizer que como eu era bebê todos acharam engraçado, ela começou a contar que na segunda série eu brigava com os empregados por que eu trazia animais de rua para viver no meu quintal, e minha mãe odiava na quarta serie eu sei um soco num menino da minha sala por que ele estava rindo de uma amiga e na quinta eu enfiei a cabeça de mesmo menino no vaso do sanitário da escola, ele era tão estupido é sério, no colegial eu comecei a dar festas em casa e sair escondida para as baladas, falsifiquei documento para entrar em boate e meu pai já teve me buscar no hospital por que eu estava bêbada, para finalizar ela disse que o que houve entre eu e a minha irmã era a gota d’agua, eu não servia para ser uma Hyuuga.
Fez uma breve pausa um tanto alucinava como estivesse sendo encarada pelo olhar de ódio que existia na mãe naquele dia.
– Minha mãe me julgou como princesa dos Hyuugas imperfeita, o desastre deste o primeiro momento da minha vida, Neji é um gênio prodígio, todos esperam por seu sucesso quando se tornar líder da família, e ela acha que Hanabi teria o mesmo destino se não fosse por mim – assim Hinata desabafou mais uma vez triste – depois de muito chorar eu passei a aceitar, oras se eu não puder ser uma Hyuuga eu posso ser eu mesma.
– Mas quer provar que pode ser que nem eles? – o sibilar de palavras que saiu no tocante daquela voz veludada fez Hinata perder completamente o raciocínio – aceitar ir para Roma, sete anos vivemos longe da família, longe da irmã, com o dinheiro que tem poderia ir para qualquer lugar, mas, não foi, seguiu ordem por ordem do seu pai, e agora esta disposta a se casar com alguém que não ama.
– Você não me conhece...
– Eu conheço o suficiente – ele rebateu dando passos em sua direção, de minuto em minuto encarando os olhos perolados os obrigando a mergulharem em oceano profundo – eu conheço uma garota gentil, tão gentil de delicada quanto qualquer outra que já conheci, meio engraçada meio estabanada, mas com um coração gigante e um caráter surpreendente, audaciosa, ousada, e como é ousada, Deus não pense que pode mandar nessa criação, por que não pode! Ela é completamente dona das próprias atitudes, doida, doidinha de tudo.
“I n d o m a v é l Hinata”
– É isso que você vê? – ela perguntou com cabeça baixa – e o que eu sou de verdade?
– Mas é isso que você é de verdade – ele repetiu se aproximando ainda mais até Hinata não poder dar mais passos para trás por que a parede a impedia – tudo que eu disse é o que você é de verdade, se você pensa que eu iria pensar algo ruim de você por causa do acidente saiba que jamais pensei ou pensaria.
– Por que não?
– Por que não sou como as pessoas a sua volta Hinata – ele murmurou a deixando de boca aberta, Naruto a trancou com seus braços fortes a obrigando ficar tão próxima do seu calor do seu cheiro da sua respiração – as pessoas não deveriam ser analisads pelos seus erros.
Ela não disse nada, ela ficou ali parada vendo ele a encara-la Hinata era pequena e a maneira como Naruto abaixava a cabeça para admira-la deixava fiascos loiros caídos entres seus belos olhos. Era perfeito. E mais uma vez ele havia percebido o que ninguém havia percebido, mais uma vez ele a olhava de uma maneira que ninguém mais olhava, era como se ele enxergasse algo que ninguém enxergava ele via a Hinata de verdade, e alcança seus sentimentos com tanta boa vontade que chegava deixar ela confusa, seu coração estava acelerado em agradecimento. Por que era assim com ela?
– Sabe a maioria das pessoas que eu conheço – ele começou a dizer – elas sempre me olham como se eu fosse misterioso demais, até Sasuke, Gaara, Shika, Sakura Ino, meus melhores amigos, é a extrema necessidade de saber quem que eu era antes do meus doze anos, e eu me sinto sei-lá com esses olhares eu me sinto esquecido, eu sinto que esse não sou eu, é apenas um personagem vivendo a vida que lhe foi presenteada, e não da para ignorar os olhares, eu me sinto esquecido por que ninguém da a mínima pro meu presente, por que eu fui abandonado em um acidente, por que ninguém do meu passado veio me procurar, por que...
– Como você é trágico! – ela murmurou sorridente, fazendo ele próprio dar risada.
– Pode rir – ele rebateu – mas você não me olha assim, você enxerga o Naruto do presente, o que eu sou agora, e não da a mínima por meu passado.
Naruto se curvou para trás e enfiou a pasta que carregava no triturador de papeis encima da escrivaninha de Sasuke, mudou de ideia repentinamente, Hinata não precisava ficar sabendo de nada, ela não precisava de mais nenhum problema na sua vida, ela não merecia, decidiu que cuidaria de tudo, que investigaria o quanto fosse possível, e que ninguém, ele não permitiria que ninguém a machucasse.
E esse favor, não era por que era noiva do seu melhor amigo, Sasuke nem habitava seus pensamentos naquele instante, ele simplesmente queria protege-la.
E por isso sua razão não pensou duas vezes para se aproximar ainda mais, Hinata não pestanejou em se afastou, até por que não conseguiria, então ele a beijou e dessa vez com desejo e sem culpa, Sasuke e Hinata não se amavam e por mais que fosse errado ele não se importava. Ela correspondeu e os corpos foram colados a medida que tudo esquentava, Hinata enterrou seus dedos finos e delicados no meio dos fios loiros rebeldes, enquanto as mãos do loiro deslizaram pelo vestido de seda tão fino que era como se desse para sentir a própria pele dela, tão linda e delicada, ele queria mais ele queria muito mais a cada sentir das línguas que dançavam a beira do seu encontro magnifico sentia que queria mais e mais que ela queria mais.
Hinata trajava nada mais que o vestido de seda preto que ia até a metade das coxas e com alças finas que estavam escorregando pelos seus ombros e quando a alça da direta escorregou para o seu ante braço eles pararam o beijo para se encarar, foi a troca de olhares mais desafiadora que já existiu.
Naruto olhou aquela alça caída e imaginou ela sem aquele vestido, e Hinata percebeu isso, ela o atacou com um beijo novamente o abraçando pela cintura numa tentativa de erguer sua camisa, ele não impediu pelo contrario a ajudou principalmente quando viu seu sorriso escondido entre beijos, o sorriso que ela não queria dar o gosto de deixar ele ver, mas viu. No tirar da camisa Hinata pode se deliciar com todos os seus músculos desenhados, seus dedos puderam explorar cada detalhe enquanto sua boca aproveitava a dele, as mãos de Naruto rapidamente acharam o zíper do vestido e quando ele abriu o mesmo apenas escorregou pela sua pele macia. Como era linda a Hyuuga aquele seios fartos que não podiam ser vistos por causa do sutiã traiçoeiro a essa altura ele já estava excitado demais para parar. A agarrou novamente com uma pegada de prazer entre os beijos a guiou e a deitou na espreguiçadeira, tirou a calça com rapidez e sentiu aproveita-se dela, aquela beleza formidável.
– O que é isso? O que estamos fazendo? – ela disse com uma pitada de razão.
– Você quer parar?
– Não... – ela sussurrou com um de leite tão simples e um sorriso encantador. Naruto a beijou e aos poucos desceu o beijo pelo pescoço a enchendo de prazer, tratou e arrancar aquele sutiã e se deliciou no vale de seus seios e que seios na combinação perfeita da pele macia, enquanto sua boca abocanhou um dos mamilos, uma de mãos desceu pelo seu corpo até chegar na sua intimidade e onde mesmo por cima daquele pano ridículo a calcinha, custou a se divertir. Hinata gemeu em prazer e até quando ela gemia era excitante demais até para ele, o que ela tinha? Era mais especial que as outras. Ele tirou a calcinha dela e jogou em um quanto qualquer, Hinata era linda, mesmo que pela primeira vez meio tímida ela era linda.
– Linda – ele murmurou segurando a mão em seu queixo primoroso – você é linda Hyuuga.
Ela sorriu, e pronto ele se levantou e tirou a cueca box branca, não existia mais nenhuma peça de roupa entre eles.
E bem ali, no escritório do noivo e do melhor amigo, naquela casa solitária e vazia, em meio a tanto compromissos, encima de uma espreguiçadeira, ele a penetrou, tão deliciosamente forte e caloroso que arrancou rapidamente um gemido da garganta de Hinata. Naruto sorriu de maneira diabólica começando os movimentos de vai e vem, ela era tão apertada tão quente, que só fazia seu desejo aumentar, as unhas dela agarraram seus ombros com força. Sim havia desejo e nada de culpa.
Que mulher, Naruto urrou em prazer passando as mãos pelas suas coxas a apertando com vontade enquanto deixava as estocadas cada vez mais forte mais rápido, Hinata era intensa ele era intenso ele era feroz ele era incrível ela era maravilhosa, completamente audaciosa.
– Naruto! – ela disse entre gemidos como quem estivesse quase chegando num clímax. Ele se debruçou encima dela e abocanhou novamente um de seus seios enquanto ela continuava gemendo, ele ergueu a cabeça e ela estava lá o encarando com desejo, como um leoa pronta para atacar, então Hinata era muito mais que ousada era selvagem também, ela se mexia sedutoramente no encaixe dos corpos enquanto Naruto sentia sua pele suar.
Tão linda, bem apertada, tão quente.
Ele gemeu novamente agora junto com ela e passou a penetra-la agora ainda mais forte mais rápido mais grosseiramente e os ecos na sua garganta só mostrava que ela estava gostando.
Foi uma loucura de selvageria e chegaram ao ápice gozando juntos.
Naruto tombou se apertando ao seu lado ofegante e o vento gélido entrou pela janela para refresca-los.
– Isso foi incrível – ela murmurou enquanto ele sorria curtamente e cinicamente. Naruto passou os dedos nos próprios cabelos os balançando estava cansado, e ainda cheio de desejo, nunca uma mulher havia causado tanta brutalidade no seu corpo.
– É melhor você ir – ela murmurou, ela ainda conseguia ser Hinata diabólica e gentil – Sasuke pode chegar, eu tenho que tomar banho e ir na farmácia comprar um remédio.
– Claro – ele respondeu cético – faz sentido.
Naruto se levantou e se vestiu, mas dessa vez não fora como as outras vezes que ele simplesmente dará as costas e vai embora deixando a garota sozinha no seu quarto, ela se importava com Hinata.
– Cuide-se – afirmou com um beijo na testa que a deixou até que confusa – eu venho te ver, e pode me ligar se precisar de alguma coisa.
– Vem me ver?
– Eu ainda sou sua companhia quando Sasuke não esta por perto lembra? – claro ela não podia esquecer disso – e cuidado para o seu coração não acelerar demais...
Então ele havia escutado, ele escutou seu coração quase berrar em tamanha aceleração. E aquilo não passava de um aviso de não se apaixone por mim.
[...]
A mansão Hyuuga não estava nada vazia na ausência de seus pais, Hanabi odiava aquilo, parecia que quando todos eles viajavam a casa ficava mais cheia, além das três arrumadeiras a governanta o motorista e a secretaria de seu pai que aparecia lá para checar toda a ordem de meia em meia hora, ela ainda tinha que conviver com as duas enfermeiras seu fisioterapeuta e a sua cuidadora vinte e quatro horas e a acompanhava em qualquer lugar que fosse. Tudo que queria era ficar em seu quarto, desenhando, por que não nada para fazer que não fosse desenhar, Hemiko e Hiashi limitavam muito a vida de Hanabi ela tinha os lugares certos que podia ir e os dias certo também a hora tudo, o pai nem tanto, mas a mãe não desgrudava a única atenção dela, a essa altura ela já deveria estar chegando no Estados Unidos e as ligações sem fim começariam, a pequena até que gostava que os pais se ausentavam as vezes, era um pouco de privacidade a sua deficiente exigia muita atenção e ela não gostava e ser mais especial só por que estava em uma cadeira de rodas, era o famoso clichê de desejar ser normal, mas parecia que ser normal estava sendo uma coisa difícil, passou a odiar a atenção.
Naquele dia, a pequena Hyuuga se movimentava pela casa com dificuldade, as baterias potentes da sua cadeira de rodas motorizada finalmente haviam falhado, mas seu médico odiava que ela ficasse parada, e mandou que ela ficasse no jardim, mesmo que isso se custasse fazer um pouco mais de esforço nos braços.
Já era fim de tarde e Hanabi estava no jardim sentada em sua cadeira de rodas comum e confortável, olhando para aquela maquina mortífera bem na sua frente que não estava funcionando a deixando levemente irritada, a campainha das portas dos fundos então tocou, batérias novas aleluia foi o que pensou.
– Senhorita Hanabi – murmurou a empregada adentrando no jardins que ficara no centro da casa, não era um jardim de inverno por que era grande demais para ser, mas a mansão Hyuuga era grande mais tão grande que tinha um jardim no centro da casa e outro no fundo e mais um no seu contorno – o técnico veio arrumar a sua cadeira.
– Um técnico... – murmurou alegremente um rapaz atrás da sua empregada fazendo a mesma se assustar após soltar um vasta gargalhada – eu um técnico....
Ele ria, enquanto Hanabi custou a encara-lo confusa. Era um garoto, provavelmente a mesma idade que ela, vestido com um mecânico e um sorriso gigante no rosto, os cabelos castanhos espetados e o boné branco que estava ao contrario, seus olhos perolados se arregalaram com o seu sorriso largo e a sua audácia por se sentir tão a vontade na casa de uma cliente.
– Senhor – resmungou a emprega em repreensão – eu mandei que esperasse...
– Esta tudo bem Ana – murmurou Hanabi – pode ir, deixe que ele simplesmente faça o seu serviço – a empregada não respondeu, Hanabi as vezes era mal humorada demais para ser desrespeitada principalmente quando os patriarcas Hyuugas não estavam na cidade.
O rapaz deu os ombros e pôs sacola e maleta de ferramentas no chão, começou a analisar a cadeira de rodas motorizada de Hanabi.
– Pode deixar Hanabi-chan – ele murmurou a surpreendendo, como sabia seu nome – o meu avô tem melhor loja técnica da cidade essas baterias não vão te decepcionar.
– V-vo-você me conhece? – odiou-se por gaguejar enquanto ele ria fracamente – pare de rir!
Ele riu de novo.
– Oras como não te conheceria, estudamos juntos – ela não respondeu ficou olhando para ele pensando se lembrava-se – não na mesma sala, na mesma escola apenas eu sou da outra turma, mas fizemos geometria juntos no ano passados, acho que você não lembra de mim por que eu sento lá no fundo.
– Você é da minha escola?
– O que? – ele indagou com aquele sorriso que incomodava de tão feliz que era – um mecânico pobre não pode estudar numa escola de ricos como o Garden Elite Way School.
– Não...Eu não quis...
– Está tudo bem – ele a cortou fazendo Hanabi inflar as bochechas de raiva – eu sou bolsista e a minha família é simples eu ajudo meu avô na loja e me mato de estudar para não perder a bolsa.
– Eu não perguntei da sua vida – ela murmurou com rebeldia.
E ele riu.
– Para de rir de mim! – ela murmurou novamente indignada com aquele garoto.
– É realmente uma Hyuuga – ele afirmou então, pois era brava assim como todos os Hyuugas – muito prazer, eu sou Konohamaru.
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