Heartless

20 An hour to find us


Notas iniciais
An hour to findo us (Uma hora agente se encontra) Eu não vou nem falar nada aqui por que o cap ta enorme e você não ler por causa da anciedade de saber o que vai acontecer nesse cap. Então lá embaixo a gente se fala HAHAHAHAHAHAHAH ♥ BOA LEITURA.

Dois dias se passaram, e era o dia do jantar de noivado de Hinata Hyuuga e Sasuke Uchiha, hoje ocorreria o pedido oficial, na qual o noivo iria pedir a mão da Princesa dos Hyuugas para o patriarca da família, finalmente seria a celebração do noivado principal. E finalmente Hiashi havia chamado a filha do meio para conversar, eram dez horas da manhã e ela estava consideravelmente atrasada, enquanto seu motorista dirigia apressadamente a seu pedido por Nova York, caótica Nova York cujo transito não colaborava, ela se olhava no espelho dentro do carro na tentativa de concertar algo que estivesse errado, para sua sorte nada parecia errado, os brincos certos, a maquiagem que nem parecia que era maquiagem apenas o suficiente para esconder as noites mal dormidas, os cabelos estavam como sempre divinos, lisos com as ondas completas e certas, trajava um vestido longo com estampa floral e babados rendados, mandou que Honda o passasse três vezes se fosse necessário, não havia nada, não havia absolutamente nada que pudesse fazer Hemiko Hyuuga reclamar.

Suspirou admirando os arranha-céus, com os dedos delicados mexia no colar que fora presente do noivo escolhido por Hanabi, já fazia dois dias que Naruto não aparecia nem dava um único sinal de vida, desde aquela noite, aquela noite que não saia da sua cabeça, aquela selvageria maravilhosa, sim fora uma noite maravilhosa, e já fazia tanto tempo que Hinata não se sentia assim, maravilhosa. Ele fazia com que se sentisse maravilhosa. Durante toda uma vida, Hinata havia pensando em como seria se pudesse voltar no tempo e concertar tudo aquilo que havia feito de errado, mas diferente de todas as pessoas que passaram na sua vida, Naruto Uzumaki não causava essa vontade, e só o conhecia a alguns meses, não dava aquele tedio a sensação de querer sumir ou desaparecer, de querer voltar para o passado, perto dele era tudo tão anormal, do jeito que ela sempre foi, tudo na sua vida sempre era fora do normal por isso que os Hyuugas não gostavam dela, tinha vontade de parar o tempo quando estava perto dele, sim parar, mas nunca mais ter perder aquele momento bom de sentir-se mergulhar no maravilhoso oceano que eram seus belos olhos azuis, e de sentir encaixada em algum lugar como se sua presença fosse uma coisa boa ao invés de um fardo. Por ele era assim? Seu jeito era tão brutal, tão seco, tão cético, e seu coração era tão gentil, tão determinado tão...sensível. Talvez ela nunca conseguisse entender o que era Naruto Uzumaki de fato, apenas que era um mistura maçante entre o presente e o passado, que confundia e era curioso, mas como ele mesmo havia dito naquela noite o passado não importava, ela não se importava para o seu passado só pensava que ele era um assassino, com um trabalho misterioso e havia tomado um tiro por ela e que se preocupava enxergando uma Hyuuga que ninguém mais enxergava.

Naruto.

[...]

E era madrugada no Japão, Kushina Namikaze estava sentada dentro do jato particular da ANBU Investigadora, no próprio aeroporto exclusivo da mesma, em um território absurdamente restrito no Japão, já fazia alguns quarenta minutos consideráveis que estavam ali, Memma já estava capotado na poltrona ao seu lado, apenas com os fones de ouvidos cuja a musica estava no máximo, como ele gostava de dormir, desde que era um bebê, e não tinha nenhuma dificuldade para fazer isso, ela sorriu fracamente o analisando, e imaginando que seu filho mais velho talvez estivesse vivo e como seria, voltar para casa com os dois, ela não queria que Memma fosse, ele estava se esforçando muito na faculdade ultimamente, mas como impedi-lo de ver o irmão gêmeo que durante treze anos sentiu tanta falta, e mesmo que fosse só uma suposição e uma impossibilidade enorme dela estar certa, até ele queria tirar as próprias conclusões.

– Kushina... – ouviu a voz de Kakashi a liberta-la de seu devaneio – sei que esta nervosa, devemos chegar aos Estados Unidos ao entardecer, e depois de um descanso...

– Sem descanso – ela murmurou piedosa – eu quero chegar e ir atrás dele.

– No que estava pensando Kushi ? – ele perguntou com face relaxa enquanto se ajeitava na poltrona frente a dela com um livro nas mãos. A ruiva não custou a olhar nos seus olhos para responder, e não precisou embora Kushina não derramasse uma única lagrima ao falar dos Namikazes é obvio o quanto estava triste.

– Estava pensando o quanto amava Minato, e no quanto o amo até hoje – ela disse tranquila e distante – no dia que me tornei uma Namikaze, Tsunade e Jiraya desapareceram da face da Terra, e tudo que era deles também, patrimônios, a empresa, a conta do banco, tudo que pudesse fazer Minato encontra-los sumiu...ele sofreu tanto com isso.

– Se culpa?

– Muito – agora como um de leite de tão fraca que era sua voz – eu assisti meu marido trancado naquele escritório dia após dia, durante madrugadas sem fim, procurando os pais, tentando continuar a empresa que tanto lutou para erguer sozinho, e depois procurando o filho, Mori e Memma sempre foram tudo para nós, para ele, e eu não pude fazer nada que não fosse chorar e adoecer e entrar em depressão, Minato me segurou em todo instante enquanto eu não tinha forças, mas ninguém o segurou nem eu consegui e por isso ele se foi...

– Afinal, o que havia de tão errado entre você e os Namikazes?

– Eu não sei – ela sussurrou – sempre fui odiada, desde o primeiro momento, Minato não quis suceder o pai nos negócios o que deixou Jiraya ainda mais furioso, eu sempre o incentivei ele que realmente não quis, e por mais que eu tentasse, Minato...odiava entrar nesse assunto.

– Não sabia disso – argumentou Kakashi então – que Minato não queria seguir os negócios da família, mas eu lembro que não importava o quanto fosse brigados, ele queria muito saber onde os pais estava, e tinha uma determinação para achar o filho...

– Ele morreu sem desistir, e eu desisti por medo de saber o que iria descobrir. Havia tantas coisas que eu queria ter dito a Tsunade a hora que ela apareceu na minha casa, mas eu não disse, não disse em respeito as memorias dele, tinha que ouvir Kakashi quando ele falava dela, os olhos dele sempre brilhavam, e agora, tudo desmoronou, agora faz todo sentido eles terem desaparecido todos esses anos, e os investigadores deles nos vigiando, eles fizeram o que fizeram, eu eu não vou perdoar.

Kakashi viu um remorso em seus olhos, um remorso que logo viraria ódio, viu ela girar a cabeça para a janela e admirar a pista além da pista do decolagem do aeroporto exclusivo da ANBU investigadora.

– Meu amor, não posso perdoa-los – ela sussurrou para si mesma.

– Sabe que podemos estar errados não é? – ousou Kakashi recebendo no mesmo instante uma encarada fatal.

– Por que tanta demora para decolar? – ela mudou de assunto rapidamente, como grande mãe esperançosa que era, já estava na fase que não conseguia mais ouvir a razão.

Kakashi bufou uma risada ingênua.

– Muita bagagem, e tudo tem passar pela fiscalização da ANBU – ele explicou – você esta levando muita coisa.

– Não sei quanto tempo vamos ficar lá – ela murmurou – aliás como conseguiu todo esse apoio da ANBU? Você não trabalha mais aqui.

– Se a ANBU é tudo que é, é graças a mim Kushina – respondeu sério agora tirando o envelope de dentro do sobretudo – sem o apoio da ANBU eu não conseguiria todas a informações necessárias sobre Naruto Uzumaki, sem a ANBU não teríamos sigilo o suficiente para ir aos Estados Unidos, por que se Jiraya e Tsunade mantiveram investigadores perto de vocês durante anos e ainda sequestraram o neto, é por que seus recursos são ilimitados, e o diretor da ANBU renunciou a três anos, a supervisora precisa de mim para fazer um servicinho em Nova York.

– Como assim?

– Quando eu sai, nomeei outra pessoa, que foi treinada por mim mesmo para Chefe Diretor da ANBU Investigadora, ele tomou meu lugar, porém devido a alguns problemas ele teve que sair, ele renunciou, e por falta de capacidade a ANBU esta sem diretor, eu preciso ir atrás dele.

– Falta de lealdade? – ela perguntou curiosa – traição? E por que ele estaria em Nova York, do outro lado do mundo...

– Ultimamente tem sido difícil achar ele, na verdade quase impossível – respondeu Kakashi abrindo o envelope – mas quando você veio até mim, eu descobri onde estava ou pelo menos vai estar, afinal esse mundo é pequeno demais, ele é irmão do noivo do casamento a qual o tal Naruto vai ser padrinho.

Kushina ficou com cara de dúvida, enquanto Kakashi começara a remexer dentro do envelope com todas as informações completas sobre tudo que ele havia pedido. E assim ele finalizou a conversa.

– Não se preocupe Kushi, ninguém foi mais leal para a ANBU que o Diretor Itachi Uchiha.

ANBU Investigadora era uma sociedade japonesa de investigação avançada e secreta, tão forte quando dezenas de sociedades espalhadas pelo mundo a ANBU chega ser superior ao FBI e quase mais importante que Cia, foi nessa sociedade Kakashi Hatake trabalhou durante anos com toda a sua alma e paixão, apenas pessoas muito capacitadas e de extremo nível são qualificadas para o emprego, ele até mesmo se lembra e ter pedido a Minato Namikaze inúmeras vezes para que fosse seu sucessor, ou pelo menos um supervisor, Minato não era apenas um gênio ele tinha talento, e foi assim que tornaram tão amigos, nunca soube o por que do loiro nunca aceitar sua oferta, mas amizade prevaleceu, quando o filho desapareceu Kakashi pôs a ANBU a disposição de Minato, e mesmo que quando as esperanças haviam acabado ele e o amigo continuaram sozinho até o primoroso Namikaze não conseguir mais. Kakashi sempre teve uma relação celestial com aquela sociedade, ele não conseguia explicar o que era, mas agente ou não agente ele sempre pertencia a ANBU, sempre estava envolvido.

[...]

Porém enquanto a ANBU Investigadora trabalha para ajudar Kakashi em seu sigilo total, também estava a muito empenhada nas centenas de inquéritos que não paravam de acumular, pois sim, sem um Diretor o serviço acaba sendo retardado, e apenas os supervisores não estavam dando conta, a ANBU trabalha pelo mundo, embora ela seja exclusivamente do Japão era muito requisitada por diversas corporativas e governos, por ter especialidade em casos extremos de tráfico, terrorismo, armamentos, grandes ameaças de guerras e máfias.

Mas muito além do que a justiça podia conseguir, o crime não para. No Bairro Sagrado de Tóquio onde o que predominava eram templos budistas e parques de cerejeiras, havia um templo que apesar de muito bonito e bem regularizado não era frequentado, alias se perguntasse bem as pessoas elas provavelmente iriam dizer que não conheciam aquele lugar, porém existia, e parecia muito certo estar ali.

Na sala central, bem debaixo das estatuetas de bronze e ouro de grandes Budas, bem embaixo do solo, dez palmos além do esgoto sujo de Tóquio, estava o laboratório secreto de Orochimaru, um lugar tão limpo e tão bem cuidado, cheio de celas e paredes aprova de som, equipado com a mais alta tecnologia em ciência experimental, não tinha muitas pessoas que trabalhavam para ele, seu império não chegava nem perto de ser tão grande quanto de seus inimigos, mas do seu jeito jeitoso, cobiçado e bem articulado, bem geneticamente modificado Orochimaru sempre conseguia o que queria.

E assim esse homem gênio da ciência andava pelo seu laboratório analisando seus ratos mortos encubados um a um, eram setenta e dois, setenta e duas experiências que não deram certo, seus olhos verdes brilhantes e finos rígidos com de um predador olhavam aquilo com desgosto, era horrível para sua própria inteligência ver aquilo.

– Orochimaru-sama – murmurou seu discípulo Kabuto, leal Kabuto que fora sua primeira experiência, e por ser tão apaixonado por ela o criou como próprio filho e leal subordinado.

– Sabe por que minhas experiências não estão dando certo Kabuto? – ele perguntou amargamente com aquela voz cortante e áspera.

– Não Senhor – ele respondeu baixo.

Viu o mesmo bater nas incubadoras de repente.

– POR QUE ESTÃO SENDO FEITAS EM RATOS! – berrou estagnado – ONDE ESTÃO OS HUMANOS? AS CRIANÇAS NÃO É POSSIVEL QUE NÃO TENHA UM ORFANATO POBRE O BASTANTE NO MUNDO PARA A GENTE ROUBAR UMAS CRIANÇAS.

– Na verdade senhor... – ele tentou dizer.

– O QUE?!

– O mundo do crime esta cada vez mais complicado, as grandes máfias são dona de quase tudo hoje em dia, principalmente do trafico – explicou o rapaz analisando a sua prancheta – considerando que o Senhor com todo o respeito não é muito amigável e que seu novo projeto levou a morte de todas a nossas cobaias humanas, bom estamos sem recursos financeiros, não é difícil sequestrar Senhor esta sendo difícil comprar o silencio dos outros, a cada dez crianças ou prostitutas que sequestramos acredito á um inimigo que sabe que somos nós e quer dinheiro para ficar em silencio. Sei que o Senhor disse que o dinheiro não esta acabando, mas vai acabar!

– Eu sei, e eu achei que estivesse mandado você resolver isso – rebateu o homem astuto – eu disse “Faça diferente roube algo que as máfias não iram desconfiar e ela será nossa maior fonte de renda”.

– Orochimaru-sama, a garota esta bem protegida – entregou a prancheta ao seu mestre que fez dela a analise completa – Naruto Uzumaki é discípulo de Jiraya Senju, sua Ordem é uma das mais fortes.

– Jiraya Namikaze está morto Kabuto – rebateu.

– Namikaze?

– Esse idiota mudou de nome, de país, de tudo, sabe diabos por que – murmurou agora andando pelo escritório – eu ouvi dizer que a Ordem não é mais a mesma desde que Jiraya morreu, ahhh ele era o pior dos inimigos, mas não era pior que esses abutres que querem roubar a obra da minha vida. Mesmo assim Jiraya o treinou bem, o treinou muito bem, ele matou três dos nossos melhores capangas. Parabéns Naruto...

– Senhor?

– Não vamos conseguir pegar a Princesa dos Hyuugas desse jeito – Orochimaru jogou a prancheta na mesa e jogou com força na poltrona grande e exagerada de preto com pele de urso bem pregada – mas eu preciso dela...

– A dezenas de famílias milionárias no mundo todo com filhos que podemos ter um acesso muito melhor.

– Não – ele respondeu seco – os Hyuugas são os mais fortes em mineração, pagaram em diamantes azuis se forem necessários, aprenda Kabuto temos que analisar o capital, imagine as maletas que Hiashi Hyuuga me enviará apenas para ter a filha de volta, poderei ter tecnologia ilimitada para fazer os experimentos que eu quiser para o resto da vida.

– Então o que quer fazer...

– Ela precisa ser um alvo mais fácil – ele murmurou para si mesmo – um alvo mais fácil.

– Seria ótimo se ela fosse um alvo mais fácil.

– É ela tem que se tornar um alvo mais fácil – murmurou novamente – chame os Quatro, isso pode até demorar um pouco, porém vai dar certo, é o que realmente vai dar certo.

[...]

Se no Japão era madrugada, na Noruega faltava pouco para o anoitecer, no Palácio Negro ao sul da grande floresta, na frente da lareira estava o mesmo homem, na mesma posição que se encontrava todos os dias, com seu gato, Zeus com toda sua divina elegância, em seu colo admirando a brasa quente do fogo da lareira queimar a madeira seca, dentro daquela biblioteca escura que lhe impedia de ver a luz do dia que raiava em meio a neve densa que caia constantemente naquela época tão fria, havia tantas coisas maravilhosas na escuridão e as pessoas simplesmente tem medo daquilo que os olhos não podem ver, mas quando o mundo não era mundo e a galáxia nem existia, tudo era escuro, foi do escuro que nascemos, assim sua mente raciocinava.

Zeus ronronava no seu colo pedindo o carinho dos dedos quentinhos para coçarem sua barriga a essa hora que estava cheia de comida, mas que gato folgado era aquele, mas amava sua companhia, amava mima-lo, como sempre mimou tudo na vida.

Talvez esse fora seu único erro, mimar as pessoas que amava.

– Mestre! – as portas duplas gigantescas voaram de modo que bateram nas paredes, a voz do seu subordinado mais novo ecoou por todo lugar, Zeus saltou para a sua cama elevada do lado das cortinas que por sinal também eram negras, o homem de calça social e suéter verde musgo por cima da camisa branca de algodão, levantou calmamente vendo o que seu funcionário estava tão alvoroçado.

– Que desespero – afirmou calmamente com um sorriso, indo até a mesa onde estava seu whisky, não vivia sem um bom malte.

– Yahiko ligou, seria ótimo se o Senhor lesse os e-mails, ou atendesse a linha especial – indagou o magrelo prodígio.

– Odeio computadores, e telefones também, por isso arranquei o fio daquela bosta! Aliás eu moro aqui por que quero ficar sozinho – respondeu de forma seca o homem – vai desembuchar! Se não for falar nada, dê o fora.

– Kushina Namikaze esta indo para Os Estados Unidos, Kisame...

– Já estava na hora – ele disse baixinho para si mesmo e distante a ponto que nem seu empregado pode ouvir, apenas o burburinho que saiu da sua boca não era o suficiente.

– Senhor?

– Kushina Uzumaki... – ele corrigiu então, prolongando o assunto.

– Sim, Uzumaki perdão, nós deveríamos avisar...

– TRÊS!!!... – ele berrou como se a voz tivesse sido colocada num microfone, tão alto que Zeus assustou e acabou mudando-se de lugar, e tudo isso para cortar a fala do seu funcionário – três coisas não podem ser escondidas por muito tempo meu caro, o sol, a lua e a verdade.

– Mas Mestre...

– Não se preocupe! – voltou a afirmar misteriosamente – ninguém vai se machucar.

[...]

Naruto Uzumaki estava em casa deitado estirado em seu sofá de couro, com os pensamentos distantes e longe, sua madrinha estava em Nova York e ele tinha sorte dela gostar de preferir ficar em um hotel do que na sua cobertura por mais que amasse sua madrinha mais do que qualquer outra coisa no mundo, pois sim, ela era sua melhor amiga, seu colo mais querido, seu conselheira, a sua rainha, mas ele gostava muito mais de ficar sozinho.

Mas nesse instante, nesse único instante ele desejava a presença dela, ergueu um pouco a cabeça e lá estava ela, murmurando uma centenas de palavras sem sentido enquanto andava pelo seu apartamento, Stella, não importava o quanto ele dissesse ela não ia embora, ela era uma daquelas malucas que quando colocam um amor platônico no coração não desisti nem que você a mande desistir, a odiava, e ela sempre dava um jeito de entrar na sua vida. Uma noite cheia de tequilas fazem mulheres bem erradas entrarem no seu caminho, e Stella era um dela, por mais que ela fosse muito boa de cama e extremamente gostosa, para Naruto ela era como as outras, tinha uma mente artificial demais para ele processar, pensava que amava, quando na verdade não sabia pensar em outra coisa que não fosse si mesma.

Ela não era como... como ela...

Sua cabeça de repente então estava fervendo, se remexeu de qualquer jeito virando-se de bruços, apanhou a almoçada e pôs sobre o rosto, ele nunca amou ninguém, nunca sentiu uma única atração por mulher nenhuma, nada jamais passou de desejo, não que sentisse isso por Hinata, não sentia, mas o fato de ficar completamente hipnotizado por tudo que ela fazia não saia dos seus pensamentos. Por quê? Por quê? Por quê? A vontade de querer protege-la, de admirar aqueles olhos tão puros.

Olhos perolados puros como a lua de noite fresca e serena.

Assim enxergava Hinata, como era possível, admirar tanto uma pessoa sem ama-la? Sem mal conhece-la... Pensar tanto nela, mas sem importar com o onde estava o que estava fazendo. Querer sempre o seu bem e ao mesmo tempo não viver ao seu lado. Ele não entendia, não existia amor, mas existia algo. Nunca pensou que pudesse existir alguém como Hinata Hyuuga o encaixe perfeito dos próprios pensamentos misturados numa bagunça maçante, e ela, há ela era a noiva do seu melhor amigo, ela vai se casar com outra pessoa.

Ela vai se casar. Futura Sra. Uchiha.

Seu corpo rígido murchou no sofá e da mesma forma soltou uma gargalhada, sim ela era perfeita ela era incrível, mas não era seu destino estar com ela, sorriu fracamente, até que estava feliz. Ele gostava disso, não precisava bagunçar a própria mente com tanto pensamentos, ele gostava de ser sozinho, e ter todos os dias uma mulher diferente e estar com uma com outra com várias e ser o rei e de seu telefone nunca parar de tocar, a Ordem também exigia um pouco mais tempo, Hinata Hyuuga então deveria ser isso, uma mulher tão compreensiva e tão gentil e tão ousada que estava bagunçando a sua cabeça, afinal ela era completa, ela era diferente, diferente a ponto de causar tremores na sua mente, passava tempo demais com ela vendo o tempo todo como ela era formidável diferente de qualquer outra que já conheceu, esse era o problema, ele estava passando tempo demais com ela. Logo ela se casaria, e se casasse logo então, pois ai sua vida voltaria ao normal como se ela nunca tivesse existido, seria sua irmãzinha, afinal Sasuke sempre fora seu irmão. Desvirou o corpo novamente agora um pouco menos despreocupado, a segundos sua cabeça latejava tentando entender os próprios pensamentos e agora sentia tudo em seu exato lugar, estava tudo certo. Nada na sua vida mudaria. Se sentia completamente satisfeito com esse fato e por finalmente entender a realidade. Não passou atração física, ela iria se casar e tudo isso teria um fim.

Hinata.

Agora apanhara o celular pensando em achar um numero interessante na sua agenda, quando Stella resolveu parar de falar e jogar seu corpo com toda força encima do amado loiro.

– Hummm – ela murmurou esfregando suas coxas junto a dele – então o que acha?

– O que eu acho o que? – Stella pensou que Naruto não pensava muito para responder as coisas, era sempre tudo que dava na telha, mas realmente ela sabia que ele não se importava muito mesmo.

– Não ouviu nenhuma palavra do que eu disse né? – ela perguntou novamente vendo ele fixado na tela do celular.

– Não...

Ela bufou se levantando.

– Eu nem sei por que eu tento! – apanhou a bolsa encima da mesa de centro e chutou um jarro precioso que apareceu na frente, empinou o nariz enquanto o mesmo se estilhaçava pelo chão, mas a cobertura de Naruto era luxuosa demais para ele se importar, o mesmo não moveu uma palha para ela – olha aqui Naruto, um dia você vai me perder! E vai se arrepender isso, vai sofrer muito por minha falta!

Stella se retirou com fúria, sendo ignorada mais um vez, e pela primeira vez, até ela sentia o ar de que nunca mais voltaria, mas ela tinha esperança Naruto Uzumaki, iria a sua procura, e enquanto ela saia o elevador havia acabado de chegar no andar, quando as portas chumbadas em bronze se abriram, a mesma deu de cara com Tsunade Senju e uma garota de cabelos roxos que ela não fazia a mínima ideia de quem era, fora a primeira vez que vira a loira que durante anos de amor platônico desejou conhecer, mas estava tão brava que passou correndo entre elas, entrando no elevador e saindo daquela lugar, Tsunade era uma mulher astuta e sabia que era a mulher preferida na vida de Naruto, vendo a garota tão ingênua e maluca adentrar naquele elevador nada fez além de olha-la de cima a baixo.

Pobre Stella, tão cega.

– Ahhh – murmurou Naruto agora se erguendo vendo a madrinha – o que Konan esta fazendo aqui? Eu não vou trabalhar agora!

– Se a Ordem não vem atrás de você, você não vai atrás da Ordem – murmurou a loira fracamente se aproximando dele e lhe pousando um belo beijo carinhoso na testa – eu vim te ver isso que importa.

– Se trouxe Konan é por que vai falar de negócios – ele resmungou novamente.

– É bom te ver Senhor Uzumaki – cumprimento a bela moça que era simplesmente o braço direito de Naruto, tudo sobre a vida dele deveria ser tratado com ela, Konan era uma ex-agente do exercito Coreano tão especialista e inteligente quanto qualquer homem que já conheceu, Jiraya a contratou e a deu de presente para o afilhado, embora a evitasse por que tudo que envolvia Konan envolvia seu trabalho, ele ficava completamente perdido quando não conseguia falar com ela.

– Você esta dando atenção de menos para o seu trabalho Naruto – repreendeu a loira então – não foi para isso que você foi treinado.

– É você que vive dizendo que não deveria fazer o que ele sempre fazia – rebateu Naruto.

– É, mas já que você quer tanto fazer, então, faça direito – ela não queria repreende-lo, nem queria que ele continuasse a fazer o que sempre fez, mas Dr. Percy, Yahiko entre outros agentes estão na sua cola, não passavam e urubus querendo se aproveitar de uma chance, eles precisavam de Naruto, a liderança foi algo exigida pelo Mestre antes de morrer, o respeito o mantinha ali, liderando por mais que não gostasse, e ela tinha que faze-lo não esquecer desse respeito – sabe que temos um problema com a Hyuuga não é?

– Eu não era o alvo – explicou Naruto – mandei Hidan resolver isso já que Kisame esta no Japão, fazendo sabe lá o que, parece que meus agentes andam fazendo serviços sem me consultar ultimamente, mas enfim, Hinata era o alvo.

– Tenho certeza que eles andam fazendo isso por que tem sido difícil te comunicar ultimamente – mentiu, nem ela sabia o que Kisame fazia no Japão, mas sabia que ele foi a mando de outra pessoa – mas mesmo assim, agora ela sabe quem você é.

– Ela não sabe nem um terço da verdade, Hinata, ela não é um problema.

– Naruto...

– Ninguém vai machuca-la madrinha! – ele disse serio com um olhar apavorante que fez a loira se calar no mesmo instante – eu sei, eu decido o que acontece e o que não acontece aqui.

– Olha Naruto, eu imagino que você deve estar chocado, trabalhou ao lado do seu padrinho desde que ele lhe apresentou esse mundo, quando ele morreu você passou a ver a coisas mais perto, começou a ver a coisas como elas realmente são, esse mundo o qual eu e você assistimos durante anos não é nada, e agora que estamos agindo no lugar dele estamos vendo o quanto é brutal, o quanto é...medonho.

– Para...

– Você pode até ser orgulhoso como ele, e sério como ele, e arrogante e cínico e até mesmo perigoso como ele, mas você tem um coração muito maior do que o dele, e olha ele tinha um coração maravilhoso – tinha mesmo ninguém nesse mesmo era mais amoroso e mais frio que Jiraya Senju, assim Tsunade lembrava-se do marido – acho que quando você viu as coisas como elas realmente são ficou tão assustado quando eu, eu entendo, também me sinto assim, mas saiba que eu admiro o fato de você querer continuar e fazer tudo que faz por que ele fazia, ele estaria orgulhoso.

– Senhor Naruto – começou Konan – nossa Organização não esta da maneira que você pensa que esta, Yahiko diz que esta sem serviço, e sem capital e sem aliados por que essa é a forma dele lhe pressionar.

– Isso é verdade – concordou Tsunade – eu deveria chegar aqui e dizer que íamos vender a cobertura, os seus cinco carros a suas casas espalhadas por Cancun, mas, eu não posso fazer isso, essa não é a minha maneira de conversar com você, por que eu não minto para você meu querido, uma hora você vai acabar indo no banco e vai ver que a sua conta tem mais dinheiro do que a dez minutos atrás.

– Nossa, é por isso que todos estão sumidos – comentou o loiro então – ta tendo serviço para todo mundo.

– Eles querem você por perto – disse a madrinha – mas se não quiser seu padrinho vai entender, ele vai se revirar no tumulo, mas, ele vai entender.

Naruto riu, e puxou a mão da loira fazendo que ela caísse ao seu lado, em seu abraço rígido e seguro, como um filho que ela tanto amava.

– Você é a melhor sabia... – ele disse sério como sempre e carinhoso ao mesmo tempo como sempre – eu vou tentar ser mais presente, mas afinal esta tudo certo, mesmo que eu não apareça vocês sempre conseguem falar comigo e se esta tudo bem na Ordem, digo se estamos fortes em armamento em capital e em investimentos eu não sei o que eu estou fazendo de tão errado.

– Você não esta se arriscando querido – Tsunade disse tristemente – esse mundo é assim, cheio de riscos.

– Eu não tenho tempo para fazer os trabalhos que eles fazem – murmurou pensativo enquanto remexia novamente no seu celular – eu sei que eu fui treinado para isso, mas, eles foram contratos para isso, não muito bem pagos para isso, e eu não irei mudar de ideia eu só resolvo os casos especiais, a minha integridade física não pode ser comprometida eu sou a base de tudo isso. Se eles estão pensando que só por que eu sou ausente vão ter algum tipo de moleza não vão, nunca tiveram não é agora que vão ter, Konan esta lá para me deixar a par de tudo, ela é meus olhos quando não estou por perto, essa brincadeira de fazer serviços sem me avisar vai acabar.

Falou como um negociador, como um verdadeiro líder, como Jiraya sempre foi, Tsunade tremeu da mesma forma que se sentiu orgulhosa, ele iria querer isso pelo menos, que ela sentisse orgulho por mais difícil que fosse aceitar, e mais uma vez seus sentimentos morreram calados.

– Eu entendo querido – esta certo, finalizou a loira.

– Konan – ele a chamou se levantando – vá na sede, e os informe dessa conversa, eu vou sair, um otário Uchiha me espera.

– Mas... – tentou Tsunade cuja a mesma restou em infrutífera – essa conversa não pode acabar assim, nós temos muita coisa para resolver Naruto, eu acabei de chegar...

– Depois Madrinha – ele murmurou – eu amo você, mas depois....

– Olho na Hyuuga – reafirmou Tsunade – não sabemos se ela é confiável.

E foi ignorada.

[...]

Lá estava Hinata, na sala central do apartamento ocupado pelos pais naquele luxuoso hotel, de pé esperando que alguém aparecesse, o silencio já estava começando a amedrontar e a essa altura ela só desejava que mais nada desse errado, sua vida já era bagunça o suficiente, ela já finalmente estava em paz, e disposta a fazer qualquer coisa que o pai mandasse, iria se casar e viver de acordo com a funções de Sasuke, de fato ela sempre dizia que o Hyuugas queriam se livrar dela, ela sempre achou isso, mas também ao mesmo tempo sempre teve fortes esperanças de estar errada, e queria, sabe, estar errada. Diante das cortinas azul marinhas fechadas no escuro sombrio forçado mediante a luz do dia, ela ouviu então o primeiro ruído, eram três portas duplas de ouro entalhado esculpido de maneira primordial e uma em cada canto da sala, dois quartos e uma escritório, a maçaneta girou e a porta lateral se abriu.

Hemiko Hyuuga apareceu toda elegante e divina, vestida para sair, e calça social flaer creme e blazer preto na combinação dos sapatos de saltos envernizados, ela estava de coque, e um coque perfeito sem nenhum único fio fora lugar, e apesar na diferença de expressão nas faces, por que sim Hinata era doce e gentil enquanto Hemiko era perfeccionista e rigorosa. Era como se olhar no espelho, o silencio só deixava tudo mais tenso, reflexo com reflexo sem encaravam e nenhuma das duas sabia qual lado era mais constrangedor, e um lado a filha toda errada que era tão parecida com a mãe, e do outro a mãe culpada por ter uma filha tão parecida consigo.

– Hinata – ela disse com sutileza e um sorriso até que estranhamente querido, Hinata não murmurou uma única palavra enquanto a mãe se aproximou e a acolheu e um forte abraço – que bom que você esta bem, filha.

– Oi mãe – ela respondeu fracamente sentindo seus ossos sendo esmagados pelo amor de mãe transmitido por Hemiko, por mesmo que negasse até para si mesma Hemiko amava muito cada um dos seus três filhos.

– Esta atrasada! – murmurou – você não aprende nunca.

Hinata suspirou, afinal ela nunca conseguia ser perfeita o suficiente mesmo.

– Que colar bonito – ela murmurou analisando a meia lua de diamante azul safira pendurada em seu pescoço, presente de Sasuke, mas que ela nem imaginava que foi escolhido por Hanabi.

– Sasuke me deu de presente.

– Preparada para hoje a noite? – ela perguntou afinal entre famílias aquele noivado ainda não havia sido oficializado.

– Acho que sim...

– Que bom. Agora vá – disse a mãe novamente – seu pai esta te esperando.

Hinata fez uma pequena reverencia como de todo costume japonês, deixou a mãe ali como se a saudade não tivesse sido matada o suficiente, mas sabia que eles não ligavam muito para isso e saiu adentrando no escritório para conversar com o pai.

Diferente da sala central o escritório estava todo iluminado, e Hiashi até estava de pé, esperando sua filha chegar, Hinata chegou a pensar e como ele estava fofo a maioria das vezes que o vê esta sempre de terno e gravata e agora ele estava até de suéter e calça social com seus cabelos compridos e castanhos amarrados levemente e um bonito laço, talvez Hiashi e Neji fossem muito parecidos, eles eram muito iguais. Mas como olhar para o pai e não se lembrar de Hanabi? A sua irmã mais nova que tinha tantas saudades.

Hinata passou pela porta recebendo diretamente um sorriso sem dentes, apenas a curva dos lábios do Hyuuga mais velho de pé atrás da mesa de madeira extensa cheia de papéis, ela voltou a respirou olhando ao redor no meio da decoração moderna e gélida que não havia a figura de nenhum advogado ou acionista por perto, ótimo mesmo, seria só ela e o pai, nem sua assistente estava lá, isso a deixou aliviada por uns minutos então.

Hiashi se aproximou rapidamente lhe dando um beijo caloroso na testa, e deu mais um passos para trás da filha, fechou a porta do escritório o que provou que eles provavelmente teriam uma séria conversa.

– Quando você nasceu – ele começou como sempre com os propósitos historiadores antes de iniciar qualquer conversa – você nasceu com febre e muito doente, ficou semanas internada na incubadora, sabia disso Hinata?

– Não... – ela respondeu sincera.

– É você nasceu muito doente – viu os olhos do pai se perderem em lembranças distantes – e eu fiquei muito triste, por que eu já tão apaixonado por você, você sempre foi tão parecida com sua mãe, todos os dias eu ia com Neji te visitar enquanto sua mãe repousava, e pedia aos Deuses que, por favor, te ajudassem, os médicos chegaram e me dizer que você não resistiria e mandaram eu considerar que deixasse você descansar em paz.

– Eu não sabia disso.

– Somos Hyuugas, somos reservados – reforçou então – mas eu pensei “Minha filha é uma Hyuuga, ela não vai partir sem lutar, eu não vou deixar ela partir sem lutar” e você lutou, aquele bebezinho surpreendeu toda a maternidade do melhor hospital da Cidade de Tóquio quando seu anticorpos começaram a expulsar todas as malignas bactérias que do seu corpo – Hiashi relaxou o musculo e pousou as mãos no ombro da filha ele estava calmo, ele estava gentil e Hinata cada vez mais confusa – me orgulhei de você desde que você era um bebê, você sempre foi minha filha preciosa, minha princesa. Princesa Hyuuga.

– Obrigada pai... – ela disse solene.

– A partir do momento que você se casar, você não pertencerá mais a mim – começou a ficar sério e com os olhos mais ousados – você não será mais minha princesa, será a princesa dos Uchihas.

– Eu sempre vou ser sua princesa pai...

– Claro, mas, você pertencerá a outro homem, vai receber o nome dele, e com ele e para ele que você vai viver.

– Sim...

– Por isso, devemos tratar de alguns assuntos – ele a soltou indo em direção a mesa, e Hinata sentiu um frio subir a espinha, estava demorando para que ele começasse a falar de negócios, só podiam ser negócios, um momento brilhante por alguns minutos e de repente a dura realidade dos Hyuugas, por que tudo que envolvia qualquer membro da família, tudo qualquer coisa que acontecia os negócios estavam envolvidos.

Hiashi se posicionou atrás da mesa, e encima da mesa mediante a tantas papeladas, estava um papel, e ela não precisar ver de muito perto para ser um contrato.

– Você vai assinar esse contrato – explicou Hiashi para a filha – você vai se casar com o segundo herdeiro de uma das maiores Usinas Petrolíferas do mundo, e sem falar que ele vai ser um diplomata, ao assinar esse contrato filha a Empresa Hyuuga te enviará em dinheiro a sua parte da empresa por direito e a sua parte na herança.

Hinata franziu o cenho vendo a calamidade do pai para falar de tal situação, mas não processou direito tal afirmação, talvez fosse o correto e o justo mas ainda estava tudo muito estranho. Ela se aproximou ainda mais da mesa, ficando frente a frente com o pai.

– Por quê? – ela perguntou duvidosa.

– Por quê? O que? – perguntou Hiashi então.

– A empresa deve ser prosseguida por todos os seus herdeiros, sendo o mais velho, líder e presidente e os outros seus sub lideres – ela gesticulou pensando em tudo que aprenderá a vida toda sobre a tradição das empresas Hyuugas – todos os herdeiros devem fazer parte do negocio.

– Sim – ponderou Hiashi – mas você vai morar nos Estados Unidos agora.

– Sasuke é segundo herdeiro, mas a Empresa Uchiha Principal fica no Japão.

– Fugaku diz que eles pretendem estender essa dimensão para a América, você não vai ficar perto do Japão Hinata.

– Eu posso movimentar daqui também.

– Para que você quer tanto isso agora?! Você nunca se viu como uma empresaria, você nunca se interessou muito pelos negócios...

– Não se trata da Empresa! – ela apanhou o contrato encima da mesa com ferocidade quase o amaçando com suas mãos delicadas, era por isso que seus advogados não estavam ali ele só precisava de um contrato mais nada. Viu o pai suspirar pesadamente enquanto esfregava as próprias têmporas, seus olhos perolados começaram a analisar linha por linha delicadamente sem perder nenhum detalhe, desde o acidente Hinata sabia que todos os contratos dos Hyuugas eram formalizados para o bem unicamente da imagem da família e da Empresa, a tão primordial Empresa.

Enquanto Hinata perambulava para um lado e para o outro com milhões de duvidas na cabeça Hiashi resolveu preparar um bom whisky a tira gosto, ele já imaginava que isso aconteceria, que não seria fácil faze-la, assinar aquilo, Hinata era uma criatura indomável, e não seria convencida com facilidade.

– Aqui esta escrito que vou me tornar Hinata Uchiha – ela murmurou ríspida encarando o pai com fervura nos olhos delicados e puros.

– Mas é claro, você vai se casar. – ele respondeu.

– Por que Hinata Uchiha? Deveria ser Hinata Hyuuga Uchiha – ela explicou, e viu o patriarca que é sempre tão ponderado e decidido engolir o seco.

– Filha...

– Isso não é um acordo para a empresa – ela afirmou autoritária – você esta me desmembrando da família Hyuuga.

– Você é uma Hyuuga, Hinata, você sempre vai ser uma Hyuuga.

– Para de mentir para mim! – deu passos para trás vendo ele se aproximar – eu sou um defeito na sua arvore genealógica perfeita, como líder você tem eliminar esse defeito. Você esta me tirando da família Hyuuga.

– Hinata....

– É POR ISSO QUE VOCÊ ACEITOU ESSE CASAMENTO! – ela berrou em revolta – ERA SUA CHANCE DE SE LIVRAR DE MIM...

Ela pensou nisso dia após dia desde que anunciara ao pai que queria se casar com Sasuke Uchiha, ele tinha aceitado de tão bom grado e qualquer forma até mesmo mandou que ela se casasse mesmo, que Hinata pensou inúmeras vezes que os Hyuugas queriam se livrar dela, mas não pensou em nenhum instante que fosse verdade. Naquele instante ela começou a ficar alterada e irritada.

Um silencio medonho percorreu a sala, enquanto pai e filha se encaravam mortalmente, era quase uma guerra entre olhares, e Hiashi apenas não respondeu a filha, por que as portas se abriram anunciando um terceiro integrante daquela reunião.

Para o azar de Hiashi Neji Hyuuga havia voltado mais cedo dos seus afazeres por Nova York.

– Pai, eu precisava falar... – ele nem terminou de falar quando ergueu a cabeça e viu a irmã com olhos pulsantes e ódio e cheios de lagrimas que lutavam bravamente para não derramar pelo seu rosto rígido. Ele nem sabia que ela iria visita-los hoje.

– Você sabia disso?! – ela jogou o contrato encima do irmão – é claro que você sabia! É o mais velho o filho preferido o único que esta andando e ainda não fez nenhuma merda na vida...

– Eu aceitei esse casamento por que você me disse que você e Sasuke se amam! – tentou Hiashi com seu pulso firme mostrando quem realmente é.

– MINTIROSO! – ela gritou, e o som ecoou por todo hotel chamando a atenção da mãe que estava na sala esperando – Você sabe que os Uchihas estão falindo! Você não iria permitir que eu casasse com um herdeiro falido! Essa é a sua única chance de se livrar de mim!

– Mas o que é isso?! – indagou Neji vendo aquele pedaço de papel oriundo – que historia é essa dos Uchihas estarem falindo?

– Pensou que eu não sabia?! É claro que Sasuke me contaria – ela afirmou com certeza por antes de qualquer acordo entre os Hyuugas e os Uchihas, havia um acordo entre Hinata e Sasuke, esse casamento não passava de um contrato de interesse vindo de todas as partes da relação — Quando você esta pagando para eles?!

– Pagando o que Hinata?! – o pai perguntou de forma fria como sempre ignorando a sua fúria e fazendo-se de desentendido.

– QUANTO VOCÊ ESTA PAGANDO PARA OS UCHIHAS?!

– Ele esta pagando o suficiente – a voz da mãe fez ela paralisar por um instante dando a oportunidade das sua lagrimas finalmente caírem – ele esta pagando o suficiente para que as dividas sejam pagas e as Usinas Uchihas sejam reerguidas novamente. Nós jamais deixaríamos você sem nada, mesmo que você tenha feito tudo que fez.

– Eu também sou sua filha – foi tudo que ela conseguiu murmurar, foi tudo que ela conseguiu dizer com a voz chorosa que saia da sua garganta – eu fiz tudo certo, eu fiz tudo do jeito que você mandou... eu também sou parte dessa família.

– Você é minha filha Hinata você sempre vai ser nossa filha – murmurou Hemiko se aproximando a filha com os olhos tranquilos como se ela estivesse certa – nós te amamos, muito.

– Para...

– Mas não há espaço para você e Hanabi nessa família – pronto, o que faltava para sentir que uma arranha-céu estava caindo na sua cabeça – não estamos te jogando fora, é apenas um negocio...

– Espera! – murmurou Neji indignado lendo o contrato com os olhos faiscantes – mas o que é isso? Vocês não podem fazer isso!

Hinata arfou um choro de cabeça baixa, tentando limpar as lagrimas que não paravam de cair inutilmente, deu passos para trás se afastando da mãe que se aproximava vagarosamente.

Eles não a queriam por perto, eles não a queriam que ela fizesse parte daquela família. Ela já imaginava, e como sempre só estava cansada que no fim para ela tudo acabava em nada, ela não queria mais conversar, ela não queria mais ouvir, e por mais que fosse a Indomável Hinata que batia de frente com todos os Hyuugas da família, ela também tinha um ponto fraco, ela também sabia ficar triste, e como estava triste. Ela não precisava ouvir mais nada.

Saiu correndo.

– Hina espera! – chamou Neji.

– FICA LONGE DE MIM! – ela virou-se e disse gritando com ódio até mesmo do irmão, e logo em seguida tomou seu rumo novamente, a essa altura já não confiava em mais ninguém. Neji ficou perplexo com a sua reação, ele já nem sabia mais o que fazer. Ele não sabia de nada, e estava recebendo muita informação ao mesmo tempo.

Por um breve momento ele pensou na Hina, ele pensou só na Hina, e sem perder a lembrassa de ter se despedido de uma Hanabi sorridente antes de viajar com os pais, isso não estava certo, isso não estava na certo. Olhou o contrato novamente sentindo nojo do que estava lendo do que estava acontecendo, aos poucos sua mente genial absorvia informação por informação juntando tudo em um quebra cabeças. E assim ele voltou rapidamente para dentro do escritório onde seus pais já conversavam.

– Você foi dura demais com ela – murmurava Hiashi para Hemiko – é por isso que ela é assim.

– É a verdade não é? – respondeu a mãe – eu só falei o que precisava ser falado.

– Vocês dois enlouqueceram?! – indagou Neji para os pais que nada preocupados pareciam.

– Neji já lidamos com situações piores em relação a Hinata – explicou o pai, como sempre frio demais, Hyuuga demais – depois eu cuidarei disso. O que você queria me falar?

– Que vá para o inferno o que eu queria falar – ele rascou o contrato em pedaços causando um frustação tanto em Hiashi quanto em Hemiko.

– Neji! – repreendeu a mãe.

– Hinata é uma Hyuuga, não importa o que ela fez, não importa o que ela é, ela tem sangue Hyuuga correndo pelas veias – disse o irmão com tom triste com repulsa e vergonha dos pais – ela é da família, e não se abandona a família.

– Neji – começou Hiashi – Você é meu primogénito pense como um líder, por favor, nós temos que proteger Hanabi...

– O que vocês estão pensando?! Que ela vai matar Hanabi! De todas as pessoas que eu conheço no mundo Hinata daria a vida pela irmã mais nova se fosse necessário.

– Ela é um erro na vida d Hanabi! – resmungou a mãe – um trauma que sua irmã nunca vai superar, ela nunca mais vai andar!

– Ela é um trauma que vocês...aliás que você mãe não consegue superar!

– Pare de se opor contra mim!

– Eu me oponho com quem ataca a minha família – Hemiko sentiu o olhos de Neji brilharem com fervura das próprias palavras pois nunca o mais velho havia oposto contra as decisões Hyuugas em nenhum momento, e agora ele já falava como um verdadeiro futuro patriarca defendendo a irmã do meio – ela errou – ele disse calmamente.

– Exatamente.

– Lembra-se de Hororo Hyuuga pai – Neji virou-se para o então, buscando dentro da sua alma gélida e calculista o bom pai que era, o bom pai que sempre foi, apaixonado por sua Princesa mais velha – sabe por que ela manteve o nome da família? Por que ela lembra-se do grande homem que era o marido antes dele virar um mostro, ela o perdoou.

– Neji...

– Ainda bem que aquelas joias desapareceram – ele ousou atacando os Hyuugas como anti sentimentais e sem coração – uma família imunda como a nossa não merecia algo feito com tanto sentimento.

Ele girou os calcanhares se retirando da sala, e bastou para que Hiashi batesse com seu pulso firme na mesa de madeira.

– Volte aqui! – ordenou o pai agora bravo, pois nenhum Hyuuga podia insultar a própria família, isso era o pior tipo de desonra – VOLTE AQUI E RETIRE O QUE DISSE!!!

O filho enfiou a mão no bolso da sua calça jeans social azul escura, e dela retirou uma pequena caixa que cabia na palma da sua mão, preta. Ele abriu relevando o anel puro e final de vinte e quatro quilates do mais charmoso ouro branco da melhor qualidade, na ponta um diamante solitário de mais ou menos com certeza trinta e oito mil dólares, tão transparente quanto qualquer outro diamante que pudesse ver, ele jogou o mesmo de qualquer jeito na mesa de centro do escritório para que a mãe, Hemiko Hyuuga visse de perto, bem de perto mesmo a quantidade de sentimentos que podia ser carregada em um único anel.

– Eu não vou retirar o que eu disse – ele respondeu encarando o pai – estou decepcionado. Quando eu voltar para o Japão vou pedir a minha namorada Mitshashi Tenten em casamento, ela é filha de um comerciante de frutas no Centro de Tóquio, e nada mais que isso.

– O que? – murmurou Hemiko agora.

– Vão! – ele desafiou – façam um contrato e coloquem para fora da família também.

Nenhum dos dois disse nada, mas Hemiko encarou o marido e fitava o filho de cima a baixo com uma repreensão que não cabia na sua alma. Hiashi não suportava insubordinação.

– Bom – disse o moreno se retirando agora de vez – minha irmã precisa de mim.

Notas finais
Sentiram né? Até eu to com medo do proximo HAHAHAHAHAHHAHA ♥ BOM.... Eu quero agradecer a todos que comentaram como sempre meus amados leitores que sempre comentam e aos novos que apareceram por favor, não sumam. COMENTEEEEEEEM quando mais comentarios mais rapido eu posto ainda mais agora que eu estou de FÉRIAAAAS. Amei também todas as mensagem que me enviaram com ideias para a historia com carinho pessoas que vieram pedir dicas e fazer elogios Bom sobre os capitulo.... eu quero vocês tirarem as proprias conclusões. Eu sei, parece que apareceu mais misterios e se não apareceu bom vai aaparecer e daqui pra frente tudo pode acontecer. É importante saber que Naruto e Hinata eles tem uma vida muito bagunçada e no meio dessa bagunça que o amor solido e firme deles se encontra e de uma forma nem um pouco bagunçada ♥ No proximo tem Kushina sim, tem Kushina tem confusão e bem brigaaaa e tem mais NaruHina e SasuSaku também ai tem tanto coisa no proximo HAHAHAHHAHA ESPERANDO VOCÊS NO COMENTARIOS FAVORITEEEM TAMBÉM DIVULGUEM RECOMENDEM AI AMOO VOCÊS AMADO BJS ♥