Heartbeat - I wanna be yours

2 You call the shots, babe


Notas iniciais
Olá meus amoreeeees, como vai? espero que tenham gostado do primeiro capítulo!! Nome do capítulo: Você que manda, amor comentem o que estão achando ^^ boa leitura

Esme e Emmett chegaram com o carro na porta do hospital, não dando tempo para Edward dar uma devida resposta a Isabella, e só Deus sabia como ele adoraria saber o que ela pode fazer com a língua.

— Emmett não sabe onde deixou o carro, então vou levá-los pra casa. — Esme disse, revirando os olhos e fazendo Bella gargalhar.

Edward andou na frente de Bella e abriu a porta pra ela. Mesmo com a dor em seu pênis, ele estava tentando ser um cavalheiro, e isso até poderia ser adorável se ela não soubesse que ele queria levá-la para a cama. Ela agradeceu com um sorriso e entrou no carro. Edward entrou do outro lado e Esme seguiu viagem. Emmett ligou o som e Backstreet Boys estava tocando, o que o fez começar a cantar animadamente, fazendo Esme revirar os olhos.

— Então querida, dia corrido? — Esme indagou a Isabella, que se inclinou para frente.

— Foi bem intenso. O paciente do 406 teve um acidente vascular e isso acabou comprometendo o córtex parietal e frontal. — Ela disse triste, deixando Edward deslumbrado. — A Cassie teve os bebês finalmente, e o Marty teve um infarto de medula, como desconfiávamos. Eu realizei uns exames e acusou o problema na artéria de adamkiewicz, mas já mandei iniciar a fisioterapia e ele esta tomando anti-coagulante. — Ela finalizou, dando de ombros e se encostando no banco de trás novamente.

— Meu Deus Bella, que loucura! Mas tenho certeza que você fez tudo com competência e excelência. — Esme elogiou, fazendo Isabella sorrir. Edward olhou pra ela.

— Todas essas palavras difíceis me deixaram excitado. — Ele sussurrou, fazendo Isabella encará-lo e rir baixinho.

— Hmm, você é um sapiossexual? — Ela levantou as sobrancelhas para ele.

— Se a Dra. quer que eu fique duas semanas sem uma ereção, precisa parar de falar assim. — Ele disse em sofrimento, o que a fez gargalhar. Depois de alguns minutos em silêncio ela estava em casa.

— Bella, chegamos. — Esme anunciou sorrindo.

Isabella encarou Edward e piscou pra ele, abrindo a porta do carro.

— Muito obrigado pela carona, Esme. — Ela sorriu. — Prazer te conhecer Emmett. — Ela tocou no ombro dele delicadamente, o fazendo sorrir. Ela encarou Edward. — Cuide-se. — Ela sorriu e saiu do carro. Esme abriu o vidro e a encarou.

— Bella, quer que eu mande meu motorista te buscar amanhã? — Ela perguntou gentil, fazendo Isabella ficar sem graça.

— Imagine, Esme! Pelo amor de Deus, não precisa se incomodar, de verdade! — Ela sorriu sem jeito, não querendo abusar da boa vontade dela.

— Não me incomoda querida! Mas se você se sente incomodada em eu mandar meu motorista, o Edward pode levar você para o hospital. Ele esta para começar o estágio conosco de qualquer maneira, amanhã seria um bom dia. — Isabella lançou um sorriso amarelo. Desde que Esme começou a falar sobre seu filho, mostrar fotos dele e mencioná-lo em todas as conversas delas, a curiosidade acabou a consumindo. Ela sabia que ele nunca fora estudioso e já carregava várias dependências na faculdade de medicina, mas Carlisle tinha insistido para que ele fosse estagiário no hospital, achando que ele se interessaria pela faculdade. Bella e Edward tinham a mesma idade, mesmo ela já sendo formada. Ela sabia que ele era um cara festeiro, tinha várias mulheres e não ligava para nada além de seu pênis. E apesar dela querer saber mais sobre ele, não achava seguro ele a levar até o hospital, ainda mais depois das conversas subliminares que eles tiveram.

— Realmente, Esme. Não precisa! — Ela disse sem graça, não querendo ser rude mas ao mesmo tempo morrendo para sair dessa situação embaraçosa. Edward abaixou o vidro e a encarou pela janela.

— Deixe disso, Dra. Swan. Eu lhe pego aqui de manhã, sem nenhum problema. Fique tranquila, eu não mordo. — Ele sorriu travesso, fazendo Isabella levantar as sobrancelhas em desafio. Ela sorriu para Esme enquanto olhava de canto para ele.

— Tudo bem, eu aceito. — Esme sorriu satisfeita. — Muito obrigada, Esme. — Bella sorriu. — Cullen. — Ela o chamou, desafiadora. — Te espero as 8h, não se atrase. — Ela piscou pra ele e sorriu em seguida, entrando em casa.

Esme acelerou o carro e eles seguiram para casa. Emmett estava tão mal que ela achou melhor ele dormir por lá. Ela e a mãe dele eram amigas de infância e tanto Edward vivia na casa da mãe de Emmett como ele vivia na casa de Esme.

Ela estacionou em casa e Carlisle veio os recepcionar na garagem, preocupado com a demora. Ele deu um selinho carinhoso em Esme e a abraçou pelos ombros, olhando Emmett e Edward.

— Onde se meteram? E o que houve? — Ele indagou preocupado, encarando os dois. Depois de tanto tempo, Carlisle já considerava Emmett como um filho.

— Sabe o que é tio, nós fomos em tipo assim, uma festinha, de boa sabe... Mas ai o Edward sem querer tomou um remedinho lá e deu um problema no mini Ed, mas a médica gostosona já arrumou o problema dele, pode ficar tranquilo. — Emmett disse meio sem jeito e Edward revirou os olhos. Carlisle bufou e Esme riu pela escolha de palavras dele.

— Emmett, pare de ser um tapado, por favor! — Edward disse sem paciência, encarando o pai. — Já esta tudo certo, ok pai? Não vai se repetir. — Ele disse exausto. Edward tem 26 anos e esta no sexto ano de medicina. Ele já tinha seu apartamento próprio, mas desde que começou a ir mal na faculdade, seu pai o mandou voltar a morar em casa, só devolvendo seu apartamento quando ele se formar, o que o fazia sentir como um adolescente bastardo. Ele podia até agir como um, mas ele é homem e precisa de um lugar só dele, aliás, onde iria levar suas mulheres? Carlisle o encarou, cansado de tentar ensiná-lo como viver decentemente. Esme, que sempre prezou pela harmonia dos dois, interviu.

— Você soube, Carlisle? Edward começa amanhã o estágio no hospital. — Ela sorriu para o marido, olhando para Edward em seguida. Ela se sentia como a mãe dele, afinal.

— É verdade, filho? — Carlisle questionou surpreso. Edward sempre fora relutante com o estágio, sempre desinteressado com os estudos e tudo o que relacionava a medicina.

— É, sim. — Ele disse sorrindo de canto.

— Pois é tio, o Edward se animou com a gostosona doutora. — Emmett gargalhou, recebendo o olhar furioso de Edward.

— Que gostosona, Emmett? — Carlisle perguntou confuso, fazendo Esme rir.

— É a Bella, querido. Ela cuidou do problema de Edward no hospital hoje. — Esme disse, sorrindo sugestivamente. Ela sempre achou Bella uma ótima menina e seu sonho era vê-la com Edward, ela sempre achou que eles ficariam lindos juntos, e que só uma mulher como Isabella poderia colocar algum juízo na cabeça dele.

— Isabella Swan, sim. — Carlisle sorriu com carinho, ele a conhecia desde muito nova, quando entrou na faculdade na qual ele da aula. — Menina de ouro essa, primeira aluna da classe. — ele disse sorrindo admirado. Ela tinha sido a melhor aluna da série, o que a fez conseguir ser interna no hospital dele e de Esme, e em menos de um ano ser contratada para a equipe.

— Ela é uma excelente profissional, sim. Vai ensinar muito ao Edward. — Esme sorriu confiante.

— Ela vai ser minha orientadora? Eu achei que seria você. — Edward disse a Esme, que sorriu piscando para ele.

— Claro que não querido. Isabella é da sua idade e ela é muito competente. Eu infelizmente não poderei te dar tanta atenção, mas Bella será uma perfeita professora. — Esme disse sorridente para Edward, que retribuiu o sorriso. Nada seria melhor do que aprender tudo com sua doutora sexy.

— Bom, se você acha que é o melhor, tudo bem por mim. — Ele disse formalmente, sorrindo. Carlisle até se assustou com a formalidade do filho. — Eu e Emmett vamos entrar e dormir, foi uma longa noite e amanhã eu acordo cedo. — Ele foi até Esme e a beijou o topo da cabeça, abraçando seu pai rapidamente e subindo as escadas. Emmett fez o mesmo e seguiu o amigo, subindo até o andar dos quartos.

Seattle, 28 de janeiro de 2016 — Primeiro dia sem uma ereção

A noite passou rapidamente e Edward acordou cedo, entusiasmado com o dia de trabalho. Ele colocou uma calça jeans escura e uma blusa branca de malha, arrumando o cabelo rapidamente. Seu relógio marcava 7h20 quando ele foi tomar o café. Esme já estava de pé, terminando sua xícara de chá.

— Bom dia filho. — Ela o abraçou e beijou o topo de sua cabeça. — Tenho que correr para o hospital para um procedimento cirúrgico, hoje o dia vai ser bem corrido. — Ela sorriu animada, arrumando as coisas em sua bolsa. — Quando você e Bella chegarem, podem ir até o centro cirúrgico e observar a cirurgia, hoje é o dia que todos os internos começam. — Ela disse mais animada do que o normal.

— Vão ter outros comigo e com Isabella? — Ele perguntou desconfiado.

— Claro que sim. Você vai ficar pessoalmente com Isabella, em tudo, mas ela vai ser responsável por um grupo de internos também. — Ela disse sorrindo. — Esse ano temos muitos homens. — Ela comentou sugestiva, olhando pra ele. Edward bufou e tomou seu café. Esme sorriu. — Vou indo, se não me atraso. — Beijou o topo da cabeça dele e saiu. Clarice entrou na cozinha e foi até Edward, lhe beijando o topo da cabeça.

— Bom dia querido, como esta? — Ela perguntou doce. Clarice foi babá de Edward quando ele nasceu, e acabou permanecendo com a família. Ela já estava a tantos anos com eles que já era considerada uma tia pra ele.

— Bom dia Clarice. — Ele levantou da mesa, beijando-lhe a bochecha. — Estou animado, hoje começo no hospital. — Ele sorriu.

— Verdade? Que bom! Fico feliz que esteja animado, filho. — Ela disse carinhosa.

— Estou, sim. — Ele disse animado. Mal podia esperar para encontrar sua doutora gostosa. Ele olhou o relógio, que marcava 7h37. — Clari, tenho que ir, se não me atrasarei. Emmett ainda esta dormindo. — Ele revirou os olhos, fazendo-a rir. Ele lhe beijou o rosto novamente. — Te vejo a noite. — Ele pegou as chaves do carro e desceu até a garagem.

Esme já tinha deixado no GPS o endereço da casa de Bella, o que facilitou para ele. Edward dirigiu rapidamente e chegou na rua e Isabella, parando na porta dela ás 7h58. Ele foi tão pontual que sorriu presunçoso consigo mesmo. Ele saiu do carro e andou até a porta dela, e quando estava pronto para tocar a campainha, ela abriu a porta, o encarando com um sorriso travesso.

— Pontual. — Ela conferiu, sorrindo. Como ele não se mexeu, Bella o segurou pela camisa e o empurrou delicadamente escada abaixo, lhe dando espaço para sair de casa. Ela trancou a porta e se virou para ele, o encarando. — Esta tudo bem? — Ela perguntou, o achando estranho. Ele permanecia parado, a encarando. Tonto pela beleza dela, como sempre. Ela estava com uma calça jeans clara, colada em seu corpo e uma blusa vinho que mostrava o suficiente dos seus seios. Seus cabelos lindos como sempre, o deixando com vontade de puxá-los com violência enquanto a beijava. Seus olhos verdes tão profundos que ele se sentia até acuado por olhar por muito tempo.

— Estava lhe admirando. — Ele disse sem vergonha, se aproximando dela.

— Vai precisar muito mais do que isso, senhor impotente. — Ela riu, andando em direção ao carro.

— Impotente? Isso é porque você ainda não conheceu o papai aqui. — Ele disse tentando ser sexy, fazendo ela rir mais ainda.

— Normalmente quem precisa utilizar o viagra não deve ser tão bom assim, não é? — Ela perguntou inocente, mordendo o lábio inferior. Ele teve vontade de empurra-la contra o capo do carro e transar com ela ali mesmo, a luz do dia.

— É sempre bom melhorar algo que já é maravilhoso, Swan. Eu acredito em evolução. — Ele disse zombeteiro, fazendo-a rir de novo.

— Certo, certo. — Ela fez que não com a cabeça e entrou no carro, rindo. Ele entrou no lado de motorista e ambos colocaram o cinto.

— Então, doutora, qual a programação de hoje? — Ele perguntou despreocupado, dando partida no carro e andando em direção ao hospital.

— Preciso gerenciar a apresentação dos internos e depois iremos ver a cirurgia de Esme. O resto do dia eu vou precisar supervisionar os internos nos setores que vou determinar, você vai passar o resto do tempo comigo. — Ela disse séria, tentando esconder o sorriso travesso. Já Edward, não deixou passar.

— Tenho certeza que nossa tarde vai ser muito gostosa, doutora. — Ele disse sorrindo, carregando a palavra gostosa o máximo que ele podia. Ela tremeu mas lhe lançou um sorriso debochado, levantando as sobrancelhas.

— Claro que vai, Cullen. Eu tenho muitas coisas para ensinar a você. — Ela disse com a voz rouca, o fazendo acreditar que ela seria fácil. Mal sabia ele que Bella ia colocá-lo para trabalhar como um bastardo.

Eles chegaram no hospital perto das 9h. Isabella foi até o vestiário dos médicos com Edward, onde quase todos os internos estavam se arrumando. Ele entrou e foi até um dos armários vazios, pegando a roupa azul dali de dentro. Tinham pelo menos 20 internos ali. Isabella os observou com um sorriso no rosto. Ela sabia como tinha sido difícil chegar onde chegou e com toda certeza não facilitaria para nenhum deles ali.

— Bom dia. — Ela disse em um tom autoritário, fazendo todos pararem e olharem para ela. Todos os homens pareciam deslumbrados e as mulheres com um olhar de inveja. Uma das enfermeiras lhe entregou o jaleco e ela o colocou, arrumando seu óculos de grau no rosto, fazendo Edward se contorcer no banco em que sentava. — Eu espero que todos estejam preparados, hoje o dia será corrido. Vou dividi-los em 4 grupos de 5 de internos e cada um irá para um setor. Todos os relatórios do dia devem ser entregues a mim, pois apesar de eu não acompanhá-los nas alas, sou sua supervisora. — Ela disse autoritária, fazendo Edward a achar mais sexy do que nunca. — Vocês terminem de se arrumar pois vamos até a sala de cirurgia acompanhar uma retirada de um tumor no útero. — Ela disse ainda séria, assinando algo em um papel que uma de suas enfermeiras a deu.

— Doutora? — Uma das internas chamou. Isabella a encarou de cima abaixo com as sobrancelhas erguidas. — Não quer saber nem ao menos nossos nomes? — A menina perguntou. Isabella riu e abaixou os óculos, a encarando.

— Não preciso, você tem um novo nome. Interna. — Ela forçou um sorriso e a menina abaixou a cabeça. — Aliás, não me interessa o nome de nenhum de vocês agora, todos serão chamados de internos. Caso alguém mostre valer a pena nesse hospital, talvez eu pense em querer saber o sobrenome. — Ela colocou o óculos de volta e entregou uns papéis para sua enfermeira, esta que saiu. — Se dividam em grupos de 5, quero todos prontos do lado de fora em 3 minutos. E você, — Ela apontou para Edward. — Me acompanhe. — Ela disse firme, saindo do vestiário. Edward terminou de colocar sua blusa azul e sua touca, saindo da sala e indo até Isabella no corredor.

— Adorei você toda mandona lá dentro. — Ele disse sorrindo, se aproximando dela.

— Me respeite aqui dentro, Cullen. Não vou facilitar pra você por ser filho de quem é, ouviu? Você vai ter que ralar aqui dentro para merecer estar aqui, e acho bom você começar a estudar. — Ela disse firme, o encarando. Ela se aproximou dele e pegou os cordões soltos de sua blusa, os levando até a parte de trás do seu corpo e dando um nó. — Seria bom se você começasse aprendendo a se vestir. — Ela sussurrou no ouvido dele, se afastando em seguida. Ela seguiu o corredor abaixo e ele ficou parado, a encarando. Ele sempre teve todas as mulheres que quis apenas olhando para elas, e ter Isabella seria o maior desafio de sua vida, este qual ele estava mais do que ansioso para conseguir.

Passaram-se 5 minutos e então todos os internos estavam no corredor, Isabella os olhou com frieza por conta do atraso.

— Vocês sabem que em um hospital, pontualidade é um dádiva, não sabem? — Ela perguntou, andando de um lado para o outro. — E se vocês se atrasassem para uma cirurgia e um paciente morresse? — Ela indagou, ninguém dando um pio se quer. — Se não conseguem se vestir em 3 minutos, como posso confiar a vida de um paciente á vocês? — Ela bufou, dando as costas para todos e andando em direção ao centro cirúrgico. Todos começaram á segui-la rapidamente, terminando de arrumar as toucas. Isabella chegou até a grande porta branca e os colocou para dentro. Eles podiam ver tudo de cima, por um vidro. Além de ter uma tv plana passando toda cirurgia ao vivo. Ela esperou todos se sentarem e cruzou os braços.

— Eu irei entrar na cirurgia para auxiliar a Dra. Cullen. Podemos ouvir tudo de lá de baixo, portanto não falem nada além do necessário. Farei perguntas para vocês durante a cirurgia, acho bom terem estudado. — Ela sorriu desafiadora, sabendo que muito deles já estavam morrendo de medo. Nada diferente de como ela se sentiu na época. — É bom vocês começarem á anotar. Tudo. — Ela finalizou, desfilando para fora da sala e descendo até a sala de cirurgia. Isabella colocou a roupa especial e realizou a assepsia, entrando na sala cinza. Esme estava com sua equipe de 3 enfermeiros com ela. Já tinha se passado quase uma hora de cirurgia, faltando mais 1h e meia pelo menos.

— Bom dia á todos. — Isabella os cumprimentou, sua voz saindo abafada pela máscara. Todos acenaram e ela se colocou á frente de Esme. — O que precisa? — Ela perguntou sorrindo. Esme a encarou e sorriu de volta.

— Preciso que me ajude com o bisturi, pode retirar o tumor do lado esquerdo, tomando cuidado com as artérias principais e os órgãos nobres, por favor. — Isabella assentiu e uma das enfermeiras a entregou o bisturi. A retirada de um tumor é algo muito delicado, mas ela já tinha feito tantas cirurgias com Esme que tudo parecia ser fácil.

— Alguém pode me dizer quais são os órgãos nobres? — Ela questionou aos internos sem tirar os olhos do paciente. Com uma das mãos ela ia cortando o tumor e com a outra passava a sutura, para evitar sangramento. No andar de cima, um dos internos se levantou, se aproximando do vidro. Isabella o viu pela visão periférica e sorriu.

— Os órgãos nobres são o coração, rins, cérebro, fígado e pulmão. — Ele disse trêmulo, mesmo tendo certeza da resposta. Isabella continuou com seu trabalho, os olhando pela visão periférica.

— Me diga, interno, estou fazer uma retirada de tumor do útero desta paciente, pode me dizer quais são os riscos desta operação? Quais os órgãos podem ser atingidos e como será o pós operatório? — Ela indagou, ainda concentrada no que fazia. O interno começou a suar, cruzando as mãos. Ele respirou fundo, com medo de falar alguma besteira.

— C-como em qualquer operação deve-se ficar atento com os batimentos cardíacos, a paciente pode perder volume sistólico com a perda de sangue e isso pode prejudicar a frequência cardíaca. — Ele engoliu em seco, não sabendo por onde continuar. Isabella olhou para cima e sorriu.

— E o que mais? — Ela questionou, voltando ao trabalho.

— Eu não sei, doutora Swan. — Ele disse cabisbaixo. Isabella riu sem humor.

— Ainda bem que não é você nesta sala de cirurgia, interno. Pois controlar o volume sistólico não é o suficiente para salvar uma vida. — Ela disse dura, fazendo ele voltar ao lugar. — Alguém sabe me responder? — Ela perguntou cansada, lembrando de como fora na sua época. Mal sabiam eles que ela era um anjo perto de seus orientadores.

Passou-se uns minutos e ninguém respondeu. Isabella terminou de retirar o lado esquerdo do tumor no útero, tentando ao máximo proteger o órgão, tendo em vista que a paciente era uma mulher que nunca havia tido filhos. O tumor ainda estava instalado perto da bexiga, o que a obrigou a raspar o resto da mesma, tomando muito cuidado com o órgão e com os vasos periféricos. Enquanto ela fazia sua parte, Esme dizia coisas importantes sobre uma cirurgia, e os internos anotavam tudo o que podiam. Todos eles olhavam para Isabella com admiração. Eles sabiam que em menos de um ano ela havia entrado para equipe e que isso era raro, pois os internos ficavam no mínimo 2 anos tentando subir de posição, o que os deixava com respeito por ela.

Ela terminou sua parte e uma das enfermeiras veio, secando sua testa suada. Ela ajudou Esme a terminar de retirar o tumor e suturou os cortes, conseguindo preservar o útero e seu sistema urinário. Depois de 3 horas, ela e Esme tinham finalizado a cirurgia e os enfermeiros só iriam fazer a sutura adequada. Ela e Esme se olharam, sorrindo. Todos no andar de cima bateram palmas rapidamente.

— Parabéns, doutora. — Esme carregou a palavra doutora, fazendo Isabella se orgulhar de si mesma. Só ela sabia o quanto tinha perdido noites e ralado para chegar onde havia chego, e ter reconhecimento de uma médica como Esme era muito maior do que tudo o que ela já tivera.

— Obrigada, mestre. — Ela retribuiu o sorriso.

Esme deu boa sorte aos internos e saiu da sala de cirurgia. Isabella se afastou da paciente, deixando os enfermeiros terminarem o trabalho. Ela retirou as luvas e lavou as mãos. Ela abaixou sua máscara e olhou os internos no andar de cima.

— A paciente poderia perder o útero, tendo em vista a localização do tumor. Ele estava em metástase, o que o fez se alastrar por parte do intestino e bexiga. Os órgãos atingidos poderiam ser o intestino grosso e a bexiga, prejudicando o sistema digestório futuro da paciente. Além do volume sistólico a ser observado, deve-se ficar atento aos batimentos cardíacos, justamente por conta da pressão. O pós operatório vai ser complicado por conta da quimioterapia, pois não foi possível a retirada total do tumor por conta de sua localização. Terá que usar sonda por pelo menos 15 dias para que seu sistema já esteja bom para realizar as funções renais, uma vez que o tumor sobrecarregava tudo esmagando os órgãos. Vitaminas para fortalecer o sistema imunológico e analgésicos por conta da dor. Dimorf 10mg só em dor extrema. — Ela concluiu, encarando todos, que anotavam como loucos. Isabella se virou para os enfermeiros e os parabenizou, saindo da sala. Ela parou na ante-sala e tirou a roupa cirúrgica descartável, recolocando seu jaleco e lavando as mãos novamente. Ela estalou o pescoço e subiu ao andar de cima. Alguns deles ainda anotavam algumas coisas que se lembravam de Isabella ter dito, outros a encaravam com medo e admiração, e Edward a encarou orgulhoso, sorrindo. Isabella o encarou mas não sorriu, apenas levantou uma das sobrancelhas e ele encarou isso como um sorriso. Ele riu e ela segurou um sorriso, olhando para todos.

— Eu espero que já tenham se dividido em grupos. — Eles assentiram e ela prosseguiu. — Levantem a mão o grupo um, por favor. — Ela pediu firmemente. 3 homens e 2 mulheres levantaram a mão e Isabella sorriu minimamente. — Vocês irão para ala pediátrica, a Dra. Hale será a orientadora de vocês por hora e me fará relatórios de seus desempenhos. Já podem ir. — Ela gesticulou para eles saírem e os 5 perdidos saíram da sala, procurando a ala para qual deveriam ir. Os próximos 5 levantaram as mãos e Isabella os mandou para a ala cardíaca sob os cuidado do Dr. Crawford. Os outros 5 ela mandou para a área oncológica, e os últimos 5 para a emergência. Eles iriam trocar de setor á cada 2 meses, e Edward a acompanharia em todos os setores, já que ela era clínica geral.

Depois de todos saírem da sala ele se levantou da cadeira, indo até ela.

— Doutora? — Ele perguntou com uma voz um tanto rouca, que a fez tremer. — Parabéns pelo seu desempenho, é uma ótima profissional. — Ele sorriu, não recebendo nada além de um olhar de cima a baixo dela.

— Que bom que aprecia meu trabalho, Cullen. — Ela disse sedutora, rebolando para fora da sala. Ele a seguiu e então chegaram ao consultório dela. Isabella andou até um armário e abaixou para pegar uns livros. Edward se aproximou dela por trás e quando ela se levantou, ele passou uma mão pela sua cintura, a deixando tensa.

— O que esta fazendo? — Ela questionou, encabulada.

— Depois de horas de cirurgia, você precisa relaxar, não acha gata? — Ele sussurrou no ouvido dela, apertando seu quadril contra ele. Isabella gargalhou e se virou de frente para ele, empurrando 3 livros em sua direção.

— Você quem precisava relaxar, não só o seu pênis que precisa ficar 2 semanas adormecido, mas o seu cérebro, pois eu quero que leia estes 3 livros para daqui duas semanas, gato. — Ela piscou pra ele, jogando os livros em seu colo. — Vai participar de uma cirurgia comigo, é bom você entender sobre tudo o que esta nesses livros. — Ela disse sem olhar para ele, examinando alguns prontuários.

— Você realmente espera que eu aprenda tudo em 14 dias? — Ele perguntou incrédulo, fazendo ela sorrir de canto e abaixar os óculos de grau para olhá-lo por cima dele.

— Sim, eu espero. — Ela sorriu mais abertamente, voltando a atenção aos seus papéis.

— É muita responsabilidade, doutora. — Ele disse nervoso. Ele não sabia quase nada de nada, não ligava para os estudos e estava pendurado em quase tudo. Como ela esperava que ele aprendesse tanta coisa em 14 dias? Sua cabeça iria explodir. — Eu posso matar uma pessoa. — Ele disse tenso.

— Justamente por conta dessa responsabilidade, eu acredito que você vai se dedicar tanto quanto se dedica no sexo que você diz fazer maravilhosamente bem. — Ela sorriu pra ele, levantando de sua mesa. — Agora vamos, temos alguns pacientes para visitar. — Ela saiu da sala, sendo seguida por ele, que bufava.

O resto do dia passou rápido. Eles visitaram diversos pacientes e Bella forço Edward á pensar diversas vezes no dia. Ele se surpreendeu com o conteúdo que ele sabia, o que o fez ficar feliz com seu desempenho.

Já eram 15 para as 20 da noite e estava perto do final do expediente. Isabella estava na cafeteria, esfregando os olhos em cansaço. Edward foi até ela com um cappuccino e um sanduíche natural, a fazendo sorrir minimamente.

— Minha doutora precisa ficar bem alimentada. — Ele disse sorrindo pra ela, piscando de um olho. Isabella revirou os olhos e tomou um gole de seu café, quase tendo um orgasmo. Ela o encarou, analisando.

— Você consegue tudo o quer, não é? — Ela indagou. Toda a autoconfiança dele não podia ser de graça.

— Tudo. — Ele disse sorrindo. Ele sabia que ela se referia as mulheres, e realmente esta era a verdade, ele tinha todas que queria, menos ela.

— Nunca levou um fora de ninguém? — Ela indagou espantada, mordendo seu sanduíche.

— Sempre tive todas as mulheres que quis, doutora. Mas apenas uma esta relutante. — Ele disse dando de ombros. — Mas eu tenho certeza que ela não resiste por muito tempo. — Ele a encarou, tomando um gole de seu chá. Isabella sorriu.

— E o que te faz pensar isso? — Ela levantou uma sobrancelha, sabendo que era dela que ele falava.

— Por que em duas semanas eu vou estar liberado. — Ele se aproximou dela sobre a mesa, sussurrando. Isabella gargalhou.

— E o que te faz pensar que o seu pênis é tão poderosos assim? — Ela perguntou rindo, bebendo um gole do café.

— Por que depois desse tempo, eu vou poder lhe mostrar como se fode. Duro, firme e fundo. — Ele disse baixo, fazendo ela engasgar com o café. Ela arregalou um pouco os olhos, se inclinando sobre a mesa e sorrindo pra ele.

— Eu já sei como se fode, Cullen. Eu sei como rebolar em cima de um cara como uma louca até fazer ele esquecer o próprio nome e eu sei chupar um pau maravilhosamente bem, então não venha tentar me ensinar nada. A professora aqui sou eu, esqueceu? — Ela indagou, levantando uma sobrancelha, sorrindo safada para ele em seguida, se afastando. Ele engoliu em seco, não esperando pela resposta audaciosa dela. Ela deu o último gole de café e antes que o silêncio se tornasse constrangedor, o celular de Isabella tocou. Ela atendeu e era Esme, Isabella sorriu.

— Olá, Esme. — Ela sorriu. — Já terminou o plantão? — Edward a encarou, coçando o cabelo.

— Já sim querida! Queria lhe fazer um convite especial. — Esme disse animada do outro lado da linha. Isabella sorriu.

— Um convite? Hmm, estou ouvindo. — Ela riu e Esme sorriu do outro lado da linha. Edward a observou com mais atenção.

— Queria lhe chamar para jantar em casa hoje. Queria fazer um jantar para comemorar o primeiro dia de Edward e é claro, seu desempenho na cirurgia.

— Jantar? Na sua casa, hoje? — Ela repetiu o que Esme disse, encarando Edward. Ele engoliu seco, nervoso com a possibilidade de tê-la em sua casa. Ela sorriu sugestiva.

— Sim, querida.

— Oh, claro que aceito, Esme. Será uma honra. E apesar de tudo, sinto falta do melhor professor de Harvard! — Isabella disse animada e Esme sorriu do outro lado da linha.

— Ótimo, espero você e Edward depois do plantão.

— Ok, estaremos ai. — Ela sorriu e se despediu de Esme. Desligou o telefone e encarou Edward. — Sua mãe nos quer para o jantar. — Ela sorriu para ele, esperando sua reação.

— Jantar? Oh sim, tem um prato especial que eu adoraria jantar hoje. — Ele disse, a encarando. Isabella riu e o encarou.

— Sério? Qual? — Ela se apoiou na mesa, se aproximando assim como ele fez.

— Swan ao molho Cullen. — Ele disse sério, fazendo Isabella gargalhar e se levantar da mesa. Ela andou até o lado dele e tocou seu ombro, rindo.

— Vamos logo, garanhão. — Ela disse rindo e ele se levantou, se apoiando na cintura dela e andando ao seu lado até o vestiário.

Realmente seria um jantar memorável. E a cada hora ficava mais difícil segurar seu pequeno amigo.

Só mais 13 dias, depois ela seria dele.

Notas finais
espero que estejam gostando ^^ comenteemmm Música do capítulo: I wanna be yours - Arctic Monkeys beijooos