Heartbeat - I wanna be yours

3 If you like your coffee hot, let me be your coffee pot


Notas iniciais
Olá amorecooooooooooooosssss, eu sei que disse que vinha só na quarta mas fiquei ansiosa para postar logo!!! espero que gostem e comenteeeeeeem, por favor!!! Nome do capítulo: Se você gosta do seu café quente, me deixe ser sua xícara vocês gostam de capítulos longos? Por favor, comentem ^^ obrigada, beiiijos

Eles chegaram na casa de Edward em menos de uma hora. Isabella sempre tinha uma muda de roupa no armário do hospital, então ela tomou banho por lá mesmo e colocou um vestido preto justo, continuando com seus saltos baixos. Eles desceram do carro e Esme os recepcionou na porta antes deles tocarem a campainha.

— Bella, querida! — Esme a abraçou, sendo seguida por Carlisle que a abraçou mais apertado.

— Minha aluna preferida! — Carlisle a abraçou, fazendo-a rir. — Sinto tanta saudades de pessoas como você na faculdade, me sinto até triste por lá. — Ele disse com pesar, fazendo Isabella rir.

— Eu é que sinto saudades do melhor mestre de Harvard! Por favor, qual é o professor que consegue explicar o batimento cardíaco usando um balão e um pedaço de barbante? — Ela disse sorrindo, o abraçando de lado.

— Isso foi á muito tempo. — Ele sorriu. — Venham, entrem! — Ele se soltou de Bella e puxou Edward para um abraço. Esme já havia contado o desempenho dele do dia, o que o deixou orgulhoso. Eles fecharam a porta e andaram até a sala de jantar. Antes de Edward voltar a morar com eles, Isabella vivia naquela casa, era como se fosse uma filha.

— Venha, Bella, eu sei que você é ótima na cozinha. — Esme a puxou pelo braço, sendo seguida por Carlisle e Edward.

— Não sou tão boa assim, Esme. — Ela riu sem graça, percebendo os olhos de Edward nela.

— Claro que é, nunca me esqueço o dia que você preparou lasanha para nós, você fez até a massa! — Ela disse feliz, abraçando Bella pelos ombros e a levando até a bancada. — Eu preparei Paella, salada ceazar para entrada e mousse de maracujá de sobremesa, só por que eu sei que é o seu preferido. — Ela disse sorrindo, encarando Isabella. Ela deu pulinhos e abraçou Esme, animada.

— Meu Deus, que saudade do seu mousse, Senhor! — Ela disse rindo. Carlisle, que tinha saído da cozinha, voltou para a mesma com uma garrafa de vinho nas mãos. Ele colocou sobre a bancada e colocou um copo para cada um, preenchendo os mesmo com o líquido escuro.

— Eu queria fazer um brinde. — Carlisle disse feliz e Esme já esperou o discurso emocional. — Primeiramente queria parabenizar o meu filho, por ter começado a levar a medicina á sério e por ter se mostrado um futuro médico exemplar hoje. Eu li o que Isabella escreveu sobre o seu desempenho e fiquei impressionado. — Ele comentou sorrindo. Edward encarou Bella, sem saber que ela tinha feito tal coisa. Ela apenas sorriu de canto e voltou a olhar para Carlisle. — Também queria parabenizar Esme pelo seu excelente trabalho e por último, mas não menos importante, minha aluna de ouro, Isabella. Eu soube como você foi brilhante hoje e que esta conduzindo muito bem os internos, parabéns querida. Eu sempre soube que você seria maravilhosa em sua profissão. E eu tenho certeza que seu irmão, onde quer que ele esteja, tem muito orgulho de você. — Ele disse sorrindo e os olhos de Bella se encheram de lágrimas, mas ela as engoliu rapidamente. Edward a encarou cauteloso, concluindo que o irmão dela deveria ter falecido ou algo do tipo.

— Bom, vamos comer? — Esme perguntou sorridente, afagando os ombros de Bella e beijando sua têmpora. Ela sorriu e limpou os olhos, se virando para ajudar Esme a levar os pratos para a sala de jantar. Elas terminaram de por a mesa e todos se sentaram, Esme ao lado de Carlisle e Bella ao lado de Edward.

Eles começaram a conversar sobre assuntos despreocupados, sempre rindo de algo que Carlisle ou Edward falavam. Bella estava comendo o jantar quando a mão de Edward parou em sua perna, a apertando. Ela sorriu de canto, percebendo o jogo que ele queria jogar. E afinal, qual seria o problema de excitá-lo na frente dos pais?

Ela colocou a mão sobre a dele e a tirou, colocando-a de volta na perna dele. Mas ao invés de tirar a mão dali, ela a colocou sobre seu membro, o apertando.

— Edward, filho, como foi hoje? — Carlilse perguntou animado, enquanto Bella apertava o membro de Edward sobre sua calça.

— Oh, Meu Deus! — Ele quase gemeu. — Foi, hmm, maravilhoso, pai! — Ele disse com dificuldade, fazendo Isabella rir por dentro.

— Fico feliz que esta empenhado. — Ele disse orgulhoso.

— Ele esta mesmo, Carlisle. — Bella disse sorrindo. Eles estavam sentados tão próximos que não tinha como perceber o que faziam ali em baixo. — O Edward é um bom profissional, ele só precisa de mais foco, sabe? Eu tenho certeza que se ele se empenhar pode ser o melhor aluno da classe. — Ela sorriu. — Ele só precisa pegar firme nos estudos, — enquanto ela dizia "pegar firme" apertava o membro dele, o fazendo tremer por dentro. — Não acha, Edward? — Ela sorriu inocentemente, o encarando. Ele estava perto de explodir, mas seria péssimo fazer isso na frente dos seus pais.

— Oh! — Ele gritou. — Eu acho isso maravilhoso, realmente. — Ele se segurou para não gritar, fazendo Isabella segurar o riso. — Eu vou me empenhar muito, eu juro. Em duas semanas você vai ver como eu posso ser bom no que eu faço. — Ele disse a Isabella, que riu de canto.

— Duas semanas por que, filho? — Esme perguntou confusa.

— Eu pretendo aplicar uma prova nos internos, Esme. De duas em duas semanas sabe, para verificar o empenho. — Bella disse sorridente, inventando uma história qualquer e parando de mexer no membro de Edward, colocando as mãos em cima a mesa. Ele conseguiu relaxar depois dos minutos de tortura.

— Achei uma ótima ideia, querida! — Esme disse sorridente e Carlisle concordou. — E vocês dois, o que acham de buscar a sobremesa? O mousse esta na geladeira e tem sorvete no freezer. — Ela disse sorrindo e Isabella se levantou, indo até a cozinha. Edward levantou em seguida e a seguiu.

Ela estava chegando na geladeira quando ela a segurou pela cintura e a virou, a prensando na mesma, ela tomou um susto de início mas depois sorriu travessa, ele a encarou desacreditado.

— Queria me matar, eihn? Eu achei que não poderia ter uma ereção no tempo de duas semanas. — Ele disse abalado, ela estava o levando ao limite. Isabella riu.

— O que? Aquilo? Ah, por favor! Achei que o cara que mais transa em Seattle poderia aguentar uma mãozinha, ou não? — Ela perguntou inocente, o encarando. — Ninguém mandou você se atrever a por a mão em mim. — Ela disse firme. Ele a segurou pela cintura e a prensou na geladeira novamente, ela segurou um gemido.

— Você sabe que dois podem jogar esse jogo, não sabe? E eu sou muito experiente. — Ele disse, aproximando o rosto do dela.

— Own, que fofo. — Ela sorriu, segurando seu rosto e se aproximando mais dele. — Eu sou a campeã mundial, amor. — Ela sussurrou.

— Vamos ver quem desiste primeiro então. — Ele desafiou, fazendo Bella rir de novo. Se ele achava que ela iria desistir e iria implorar por ele, estava enganado. Ela faria ele implorar.

— Se prepare para perder. — Ela sussurrou no ouvido dele, descendo as mãos pelo lado do seu corpo e arranhando a cintura dele por dentro da blusa. Ele ficou tenso e Bella sabia que o tinha. Ela riu no ouvido dele e o afastou, abrindo a geladeira e pegando o mousse de Esme. Ele balançou a cabeça em negativo, sabendo o poder que aquele demônio de mulher tinha sobre ele e pegou os potes de sobremesa e o sorvete no freezer, levando para sala. Isabella colocou a tigela sobre a mesa e eles se sentaram novamente. Eles se serviram e Isabella provou a sobremesa, fechando os olhos e quase chorando enquanto comia. Esme sorriu ao vê-la.

— Deus, Esme, eu poderia comer essa tigela inteira. — Bella disse atordoada. — Isso esta divino. — Ela riu, comendo mais. — Você vai me engordar assim. — Ela fez um bico, fazendo Esme rir.

— Querida, pare! Você é maravilhosa, por favor. — Ela sorriu para Bella, que ficou encabulada.

— É verdade. — Carlisle sorriu. — Você ficou conhecida aqui em casa como 'doutora gostosona'. — Esme e Carlilse riram enquanto Isabella quase cuspia o mousse de maracujá na mesa de jantar. Edward riu, acompanhando os pais.

— Carl, pare. Esta deixando Isabella sem graça. — Esme disse docemente.

Eles conversaram por mais alguns minutos e Isabella verificou o relógio, 11h15. Era hora de ir.

— Vocês vão me perdoar, mas, amanhã eu acordo super cedo. — Ela disse meio encabulada, se levantando da mesa. Carlisle, Esme e Edward também se levantaram. Esme veio e a abraçou firme, depois foi a vez de Carlisle.

— Boa noite querida, até amanhã. — Esme disse doce.

— Boa noite Bella. — Carlisle disse também, abraçando o ombro de Esme e subindo com ela para o andar de cima.

Edward andou com ela até a porta e ela pegou o telefone para ligar para um táxi. Ele tirou o mesmo de sua mão.

— O que pensa que esta fazendo? — Indagou brincalhão, sorrindo pra ela, que revirou os olhos.

— Chamando um táxi, espertinho. — Ela pegou o celular da mão dele.

— Você realmente acha que vai pegar no meu pau no meio do jantar e eu vou te deixar ir embora de táxi? — Ele disse, a empurrando contra a porta e a encurralando ali, seus braços um de cada lado da cabeça dela, que riu.

— Eu acho que vai, por que afinal, você não manda em mim. E pelo o que me lembro, sou sua chefe. — Ela disse presunçosa, fazendo ele sorrir.

— Não estamos no hospital, não tem regras aqui. — Ele deu de ombros.

— Eu tenho as minhas próprias. — Ela sorriu, levantando o queixo em desafio. Ele segurou o mesmo e se aproximou dela.

— Eu gosto de quebrar regras. — Ele riu de canto, se aproximando dela e mordendo seu lábio inferior. Isabella tremeu por dentro e fechou as mãos em punho. Ela queria segurar nos cabelos dele e puxá-lo mais para perto mas isso significava se render, e isso ela nunca faria. Ele se separou dela dolorosamente quando a buzina do táxi tocou.

— Até amanhã, Cullen. — Ela puxou um dos seus braços para baixo, lhe dando passagem. Antes que ela pudesse ir ele a pegou pelo braço e a trouxe para perto, segurando sua nuca com uma das mãos e lhe dando um beijo no canto da boca. Isabella se arrepiou e disfarçou com um sorriso.

— Até amanhã, doutora. — Ele disse sedutor. Ela se soltou dele e desceu correndo as escadas da porta da casa, entrando no táxi o mais rápido que conseguia, para assim poder ficar o mais longe possível deste demônio de homem.

Seattle, 29 de janeiro de 2016 – Segundo dia sem uma ereção (ou pelo menos tentando)

Isabella acordou mais cedo do que o normal. Ela tomou seu banho frio e escovou os cabelos, vestindo sua calcinha e sutiã e andando pela casa. Preparou seu próprio café enquanto Hannibal, seu gato, a encarava. Ela fez um carinho rápido nele e foi até a geladeira, pegando lhe a comida. Ela serviu o pote do seu gato e acariciou a cabeça dele novamente, voltando para a bancada onde preparava seu café.

Ela terminou de comer e voltou para o quarto, abrindo o armário e pensando no que usar. Seu celular apitou e ela deu um pulo, andando até o mesmo na escrivaninha. Um número sem nome á enviava uma mensagem. Ela abriu a mesma e riu no mesmo momento.

"- Eai, te pego que horas?" — Edward tinha enviado. Ela gargalhou com a ambiguidade dele.

"- Como conseguiu o meu número?" — Ela mandou em resposta e quase pode ouvir a risada dele do outro lado.

"- Tenho meus contatos, amor." — Ele digitou rapidamente, fazendo ela revirar os olhos.

"-Que horas eu te pego?" — Ele enviou novamente, esperançoso. Mas ela não daria esse gosto á ele, ainda não.

"- Não vou precisar de carona hoje." — Ela disse simplesmente.

"- O táxi é melhor do que eu? Estou magoado. :( " — Ele enviou, fazendo ela rir.

"- Não vou de táxi." — respondeu.

"- Como pretende ir, então?"

"- Carona." — Ela enviou simplesmente, mas por conhecer bem os homens, não faria nada mal desestabilizar a confiança dele, não? Ele precisava saber que ela não precisava dele.

"- Jacob Black vem me pegar." — Ela enviou, sugerindo a mesma ambiguidade que ele.

"- Quem é esse? Do hospital?" — Ele indagou, e Isabella quase pode ouvi-lo surtando. Ela riu e começou a digitar.

"- Até logo, interno." — Ela respondeu bloqueando o celular e o jogando na mesinha novamente.

Ela vasculhou o armário e pegou um conjunto azul marinho, com uma saia que ia até abaixo dos joelhos, colada em seu corpo e um top também azul marinho, que não deixava quase nada da pele aparecer, deixando seus seios suficientemente á mostra. Hoje ela só visitaria alguns pacientes, então não teria problema algum não ir de calça.

Ela terminou de se arrumar e arrumou o cabelo em cachos, fazendo uma maquiagem leve e passando um batom vermelho. Voltou a pegar o telefone e discou o número de Jacob, e como ela esperava, ele atendeu no primeiro toque.

— Hey, Jake! — Ela saudou animada. Ela e Jacob já tinham tido algo, mas nada que valesse a pena reviver, pelo menos para ela.

— Hey, linda. Como vai? — Ele perguntou entusiasmado.

— Bem. — Ela sorriu. — Mas precisando de um favorzinho seu. — Ela disse manhosa.

— Qualquer coisa que desejar. — Ele disse tentando ser encantador. Isabella fez cara de vômito mas depois voltou á voz melosa.

— Preciso de uma carona. Meu carro ainda não ficou pronto. — Ela disse ainda manhosa, quase gorfando consigo mesma.

— Te pego em 20 minutos? — Ele disse, e Bella quase conseguiu ouvir seu sorriso triunfante.

— Claro, Jake. Te espero. — Ela disse fingindo ânimo, desligando o telefone. Ela encarou o mesmo e fez uma careta. Hannibal passou por suas pernas e ela encarou o gato. — Ai Hanni, é cada coisa que precisamos fazer, não é? — Ela disse bufando, indo arrumar suas bolsa para o trabalho.

Depois de quase 30 minutos Jacob apareceu na porta. Isabella já estava impaciente, assistindo um programa qualquer sobre perguntas e respostas quando ele buzinou. A coisa que ela mais odeia na vida é falta de pontualidade, e isso Jacob tinha de sobra. Ela afagou o gato e saiu de casa, respirando fundo para se manter sorridente, afinal, ele era seu objeto de ciúmes hoje. Ela trancou a porta e se virou na direção dele, sorrindo enquanto andava até o carro. E o bastardo nem se moveu para abrir-lhe a porta. Ela se segurou para não revirar os olhos.

— Bella, linda, como vai? — Ele perguntou sorridente enquanto ela entrava no carro. Isabella forçou um sorriso, lhe dando um beijo na bochecha.

— Estou bem Jake, e você? — Ela fingiu interesse, enquanto colocava o cinto de segurança.

— Melhor agora. — Ele piscou pra ela, que forçou um sorriso. Edward lançava esse tipo de cantada nela o tempo todo, mas nada parecia mais nojento do que Jacob nesse momento, e esse pensamento á fez questionar sobre o que Edward fazia com ela, e pior, com sua libido.

— Mas me diz, princesa, como esta com os internos? — Ela se segurou para não pigarrear com o "princesa", engolindo seco.

— Tudo bem, eles ainda estão um pouco assustados mas com o tempo vão pegando o jeito. — Ela disse realmente animada, apesar de ser rude com eles, o que ela mais queria era formar bons médicos, ou pelo menos contribuir para.

— Os cinco que estão no meio departamento são um pouco lerdos, mas de qualquer forma foi só o primeiro dia, não é? Até eu fui péssimo no meu primeiro dia. — Ele disse rindo. Isabella o encarou, forçando um sorriso. "Você foi péssimo todos os seus dias", ela completou mentalmente. A pior parte do horário da manha era o trânsito. O que levava o caminho demorar quase uma hora da casa dela até o hospital, e sinceramente, ter que ouvir Jacob por quase uma hora era tão dolorido quando pedras no rim.

Eles chegaram no hospital e Isabella agradeceu a Deus mentalmente. Por sorte do destino, ou não, eles chegaram juntos com Edward. Ele desceu do carro e viu os dois vindo. Isabella o viu de longe e riu de qualquer coisa que Jacob dizia. Ele podia ser um tapado, mas algo ela não podia negar, ele era ótimo na cama, melhor ainda quando estava calado. Edward os encarou com desdém, mas fumegando de raiva por dentro. Quem aquele médico ridículo pensava que era para tirar sua médica gostosa dele? Não, Jacob não ia roubar sua foda, ele não iria deixar!

Edward acelerou o passo, alcançando Isabella e Jacob. Ele andou rapidamente, parando ao lado de Jacob, enquanto esperavam o elevador.

— Bom dia. — Edward o cumprimentou, fazendo Isabella tomar um susto.

— Opa! Bom dia, interno! Em que grupo esta? — Jacob perguntou, tentando ser simpático. Isabella revirou os olhos.

— Em nenhum, estou pessoalmente com a Dra. Swan. — Ele disse sugestivo, fazendo Jacob encarar Isabella.

— É mesmo? Não me contou que tinha um interno particular. — Jacob comentou despreocupado, afinal, ele não via ameaça em um interno.

— Não lhe contei por que não tem importância. — Ela disse fria, encarando Edward, que sorriu de canto.

O elevador chegou e os três entraram, Isabella ficando no meio deles. A situação era tão constrangedora que ela quase desceu um andar antes e foi de escada mesmo, apenas para fugir dali. Mas a oportunidade era boa demais.

O andar de Isabella e Edward chegou e ela encarou Jacob, jogando todo seu charme sobre ele.

— Obrigada pela carona, querido. Te vejo mais tarde? — Ela disse sedutora, se aproximando dele e o segurando pela gola do jaleco. Jacob sorriu e a segurou pela cintura.

— Claro, princesa. — Ele disse, tentando ser sedutor. Ela forçou um sorriso e saiu do elevador, sendo recepcionada pelo olhar duro de Edward. Ela passou por ele, rindo e foi até sua sala enquanto ele a seguia.

Ela entrou primeiro e ele veio logo atrás dela, trancando a porta. Isabella se virou com o barulho da fechadura e deu de cara com ele, que a encurralou sobre a mesa. Seu peito subia e descia por tê-lo tão próximo tão rapidamente. Ele aproximou o rosto do dela.

— Que cena foi essa no elevador? — Ele disse incomodado, fazendo-a sorrir.

— Que cena, gatinho? — Ela sorriu inocente, fazendo ele bufar.

— Não pode me dizer que já transou com esse engomadinho ridículo. Por que, pelo amor de Deus, quem ainda chama alguém de princesa? — Ele disse indignado, fazendo Isabella gargalhar.

— Ele é bom na cama, o que eu posso fazer? — Ela deu de ombros e ele se aproximou mais.

— Eu sou melhor. — Ele disse com um tanto de raiva. E isso era o que ela queria, ferir o orgulho de homem dele. Ela sorriu e o segurou pelos ombros.

— Eu ainda não sei sobre isso. — Ela disse simplesmente. Então ele segurou nas coxas dela, a sentando na mesa e encaixando o quadril no meio das pernas dela.

— Eu posso lhe mostrar agora. — Ele a segurou firme pelas coxas, colando o corpo no dela, enquanto apertava sua cintura. Ela quase ofegou com o jeito que ele a pegara, firme, forte e duro. E Deus, só ela sabia como estava prestes a hiperventilar.

— Se esqueceu que precisa ficar duas semanas sem mexer seu amiguinho ai? — Ela disse, sussurrando na cara dele. — Por favor, não me faça perder meu tempo, Cullen. Temos muito trabalho á fazer. — Ela tirou as mãos dele de si, o empurrando para a parede da sala, descendo da mesa e destrancando a porta. Ele não podia acreditar que ela tinha vindo trabalhar daquele jeito.

— Esta bonita hoje, Swan. — Ele sorriu de canto, já recuperado da conversa anterior.

— Peguei a primeira roupa que vi. — Ela disse, dando de ombros. Ele riu.

— Modesta, gosto disso. — Foi a vez dela de rir.

— Eu apenas sei do que sou capaz. — Ela piscou para ele, sendo interrompida pelos toques na porta.

A mesma se abriu e a enfermeira de Isabella entrou, a trazendo alguns papéis.

— Dra. Swan, trouxe os prontuários e os relatórios dos médicos responsáveis dos internos. A senhorita precisa de algo mais? — Ela indagou simpática. Edward a encarou de cima abaixo, encontrando a situação perfeita para deixar Isabella com raiva, como ela tinha feito com o Black.

— A Dra. não sei se precisa, mas eu gostaria de te conhecer melhor. — Ele se aproximou dela, segurando em sua cintura. Isabella fechou a cara. — Você é muito bonita... — Ele procurou o crachá dela, sorrindo. — Maddy. — Ele sorriu sedutor, dizendo o nome dela. A mulher derreteu em seus braços, apoiando as mãos no peito dele.

— Oh, muito obrigada. — Ela sorriu tímida. Isabella revirou os olhos e bufou, se levantando da mesa.

— Maddy. — Isabela disse rude. — Creio que local de trabalho não é propício para gracinhas, não acha? Se tem algo para resolver, por favor façam fora do hospital. — Ela disse irritada, olhando para Edward, que sorriu triunfante.

— Verdade Dra., tem razão, vamos resolver isso lá fora, Maddy. — Ele pegou o celular do bolso e deu na mão dela. — Pode anotar seu telefone? Assim podemos marcar algo. — Ele piscou pra ela, sorrindo maliciosamente. Ela se fingiu de tímida e pegou o telefone, anotando o número. Isabella bufou e tentou ler seus papéis, como se ela não se importasse.

— Esta aqui. — Ela disse sorrindo. — Me ligue. — Ela piscou pra ele.

— Claro que sim, gata. — Ele a chamou como chamava Isabella, o que a fez ter mais raiva ainda. — Eu te ligo. — Ele piscou pra ela e a enfermeira saiu do consultório. Isabella fez uma careta, imitando a fala de Edward enquanto tentava se concentrar nos papéis. Ele olhou pra ela e riu, fazendo-a olhar pra ele.

— Esta rindo do que, Cullen? Achou alguma graça? — Ela perguntou brava, se levantando da cadeira e andando até seu armário, guardando algumas pastas ali dentro.

— Nada, Dra. só não sabia como era crítica no trabalho em relação á pouca vergonha, você sabe. — Ele disse zombeteiro. Ela bufou novamente e se virou na direção dele, segurando seu rosto com uma das mãos e apertando suas bochechas, o empurrando contra parede.

— Não brinque comigo, Cullen. — Ela disse irritada, o soltando. — Depois eu sou quem faço ceninhas no elevador, por favor né. — Ela revirou os olhos, cruzando os braços.

— Hmm. — Ele a pegou pelos braços, virando os dois e a empurrando contra a parede, se aproximando. — Eu arrumei uma mulher brava. — Ele a segurou pela cintura, se aproximando dela e beijando seu pescoço. Isabella engoliu um suspiro, segurando nos ombros dele.

— Não sou sua mulher. — Ela disse baixo, entorpecida pelos beijos que ele lhe dava. Pescoço era o ponto fraco dela, não tinha o que fazer.

— O seu corpo diz que é. — Ele disse sedutor, lambendo seu pescoço e subindo até sua orelha, mordendo o lóbulo. Ela mordeu os lábios para conter um gemido, então ele parou, se afastando. Ela o olhou desacreditada. — Acho que nosso expediente começa agora, não é doutora? Afinal, não é nada prudente ficarmos sozinhos no seu consultório, sabe. Tenho certeza que a srta. acredita que esse tipo de coisa se faz fora do hospital. — Ele disse sério, zombando da bronca dela mais cedo. Isabella engoliu sua excitação e sorriu pra ele, se aproximando.

— Que bom que sabe que eu quem mando aqui, Cullen. — Ela se aproximou dele, passando as mãos pelas suas costas por dentro do jaleco, descendo até sua calça. Ele tremeu e ela riu, passando as mãos pelo cós da calça dele, vindo para parte da frente, onde desceu até o zíper. Ela passou a mão pelo membro dele, o deixando sem ar, e então fechou a calça.

— Seu zíper estava aberto. — Ela sussurrou na cara dele, sorrindo. Se afastou e pegou os prontuários sobre a mesa. — Vamos, interno. Temos muito trabalho á fazer. — Ele a encarou rindo, enquanto ela saia rebolando da sala. Ele fez que não com a cabeça, ainda divertido pelas provocações dos dois e foi atrás dela.

O dia passou rápido. Eles visitaram diversos pacientes, verificando pós operatórios e fazendo prescrições. Ele a acompanhou nos locais onde os internos estavam, e para a sorte dele, quando foram até a estação de Jacob ele tinha sido recrutado para uma emergência, o que deixou Edward mais feliz do que o normal. Perto das 19h eles votaram para o consultório de Isabella. Ela se sentou em sua cadeira, exausta e começou a examinar prontuários. Edward se sentou na cadeira á frente dela.

— O paciente masculino, 52 anos. Em 1998 compareceu ao atendimento médico queixando-se de cansaço fácil, aumento da ingesta de líquido e do volume urinário. Seus exames subsidiários constataram Glicemia: 434 mg/dL. No exame físico apresentou ulcerações no pé, decorrentes de um ferimento que custava a cicatrizar. — Ela leu o prontuário para ele, o encarando em seguida. — O que me diz sobre o paciente? O que deveremos prescrever á ele? — Ela indagou, o encarando esperançosa. Apesar dos joguinhos dos dois, ela gostaria muito que ele se tornasse um bom médico.

Edward a encarou, meio incerto. Ele tentou buscar em sua mente suas aulas de farmacologia. Na maioria delas ele ficava paquerando Allison Hunting, e sinceramente, a loira peituda era muito mais interessante. Mas ele realmente estava empenhado em melhorar, não só por si mesmo e por seu pai, mas por que não queria se mostrar um merda para Isabella, e ela tinha cara de quem gostava de homens inteligentes, com exceção de Jacob. Ele a encarou, passando a mão pelos cabelos.

— Bem, claramente ele é diabético, o que explica a alta glicemia, a sudorese e o aumento do volume urinário. — Ele disse meio incerto, recebendo um sorriso encorajador dela. — Eu prescreveria uma dieta, por conta da glicemia alta. Indicaria exercícios físicos também. E acredito que o mais prudente á se indicar seria Metformina 500mg, 3 vezes ao dia, via oral. — Ele disse por fim, arrancando um sorriso largo e genuíno de Isabella, o que o fez sorrir também. Ela bateu palmas para ele.

— Muito bem, Cullen! — Ela disse animada. — Mas vamos complicar um pouco. — Ela disse sorrindo, o encarando. Ele riu.

— Você sempre complicando para mim, não é Swan? — Ele perguntou divertido, arrancando outro sorriso dela.

— Eu sou muito difícil. — Ela disse teatral, fazendo-o rir e o acompanhando. — Ok, vamos lá. — Ela disse séria, o encarando. — E se, por um acaso, o paciente tivesse omitido que estaria fazendo um tratamento prescrito pelo gastroenterologista com cimetidina. E com o início do tratamento, começou a apresentar fortes sintomas como náusea, vômito, anorexia, gosto metálico, desconforto abdominal e diarreia. Nesse caso, qual pode ter sido o caso dos efeitos colaterais exacerbados desencadeados pelo anti-hiperglicemiante? — Ela levantou a sobrancelha para ele, o desafiando. Ele sorriu para ela, tentando ao máximo se lembrar da matéria. Depois de alguns minutos ele a encarou, empenhado.

— Bom, eu acredito que a Cimetidina, pela associação medicamentosa, acabou prolongando o efeito da Metformina, por agir como inibidor enzimático, causando uma super dosagem do anti-hiperglicemiante, o que explica os efeitos colaterais. — Ele disse sério, fazendo Isabella sorrir mais abertamente. Ela, animada, pegou na mão dele sobre a mesa.

— Esta vendo, sabe mais do que pensa. Pode ser um médico brilhante, Cullen. — Ela sorriu para ele. Seus olhos caíram na mão dos dois, unidas, e ela retirou rapidamente, disfarçando. — Meus parabéns, esta tudo certo. — Ela disse formal, fazendo-o forçar um sorriso. O fato de Isabella não colocar fé em um relacionamento com ele o magoava de certa forma. Ele podia ser um mulherengo bastardo, mas tinha sentimentos.

— Obrigado, doutora. — Ele sorriu, feliz consigo mesmo, apesar da rejeição dela. Nem tocar as mãos dele ela conseguia, certamente ele devia ser muito indigno de um relacionamento. Ela sorriu despreocupada, escrevendo algo em uma pasta verde. Ele se levantou a arrumou os materiais da bancada, esterilizando tudo e guardando em seu devido lugar. Eram quase 20h quando eles se aprontaram para sair. Uma outra enfermeira trouxe os relatórios dos internos, os que Isabella guardou no armário sem olha-los. Ela pegou sua bolsa e saiu da sala, sendo acompanhada por Edward.

No caminho, eles encontraram Esme, que sorriu abertamente.

— Minhas crianças. — Ela disse carinhosa, beijando Edward no rosto e depois Isabella. — Como foi o dia?

— Tranquilo, Esme. Passou incrivelmente rápido. — Edward disse sorrindo. O hospital estava fazendo bem para ele, afinal. Ele estava animado consigo mesmo. Medicina sempre foi o sonho de seu pai, o que com o tempo se tornou o sonho dele, e agora ele queria recuperar o tempo perdido.

— Fico feliz que esteja animado, filho. — Ela sorriu para ele. — E você Bella, janta conosco? — Ela indagou animada, recebendo um sorriso amarelo de Isabella.

— Hoje não posso, Esme. Sinto muito. — Ela sorriu tristemente. Esme a encarou, lembrando o motivo.

— Oh, certamente querida. Hoje é dia 29, não é? Sinto muito. — Ela afagou o ombro de Isabella, que fechou o semblante no mesmo momento. Edward as encarou desentendido, querendo saber o que passava com sua doutora.

— É. — Ela disse simplesmente, engolindo em seco e sorrindo. — Tenho que ir antes que Jacob venha atrás de mim, não estou com cabeça para aguentá-lo novamente hoje. — Ela disse revirando os olhos, recebendo uma risada de Esme, que sabia o grude que ele era.

— Por favor, corra! — Ela disse animada, arrancando um riso de Isabella. Ela beijou a bochecha de Esme e a abraçou, se confortando ali. Ela sentia falta de uma mãe, afinal.

— Até amanhã, Cullen. — Ela sorriu de canto para ele, dando um beijo rápido em sua bochecha. Ele a segurou pelo braço e a abraçou, sem saber direito porque o tinha feito.

— Vai ficar bem? — Ele perguntou no ouvido dela, a fazendo sorrir. Ela se separou do abraço e o encarou.

— Sim. — Ela sorriu para ele, saindo de perto dos dois e dando um "tchau" rápido, antes de sair do hospital.

Emmett estava em casa quando eles chegaram, o que rendeu boas risadas no jantar. Depois, eles ficaram jogando video game até um pouco mais tarde, mas de qualquer forma, a imagem de Isabella frágil e triste não saia da cabeça de Edward, o fazendo querer saber mais sobre ela, tal coisa que ele estranhou, pois afinal, nunca se importara com mulher alguma. Mas talvez, algo pudesse estar mudando.

Notas finais
COMENTEEEEEEEEEEEM Música do capítulo: I wanna be yours - Arctic Monkeys beeeijos