Heartbeat - I wanna be yours
4 Let me be the portable heater that you'll get cold without
Notas iniciais
Isabella mandou uma mensagem para Esme, dizendo a ela que estava tudo bem, mas que ela não iria para o hospital hoje, na verdade, ela não sabia quando conseguiria voltar. A noite de ontem tinha sido muito dolorosa pra ela, e hoje ela apenas queria ficar em casa com seu gato, comendo pizza e assistindo á seriados. Todo o dia 30 de janeiro seria sempre a mesma dor pra ela, e não havia nada que podia amenizar isso.
Ela levantou da cama á contragosto, se rastejando até a sala de estar e se jogando no sofá. Ela encarou a mesinha de centro, que tinha uma foto imensa dela e de seu irmão, o que a fez voltar a chorar. Hannibal veio até o colo dela, ronronando e se deitando ali. Isabella o acariciou, enquanto as lágrimas silenciosas desciam por suas bochechas. O celular dela começou a tocar mas ela nem se importou em se mover, nada era importante hoje.
Edward ligou para Isabella umas 3 vezes, se dando por vencido e concluindo que ela pegara carona com Jacob. Tal pensamento o fez fazer uma careta enquanto ele entrava no hospital. Quando ele foi bater seu ponto, uma das secretárias se direcionou á ele.
— Sr. Cullen? — Ela questionou e ele assentiu, a encarando. — Sua mãe quer vê-lo no consultório dela. — Ela disse sorrindo e Edward assentiu simpático.
Ele bateu seu ponto e colocou sua roupa azul no vestiário, indo até a sala de Esme. Ele deu dois toques na porta, escutando um "Entre" vir de dentro. Ele abriu a porta e a encontrou ao telefone. Ele se sentou na poltrona.
— Oh sim, eu entendo meu amor, não tem problema! Tire os dias de folga que precisar, sim? Você tem muitas folgas acumuladas. — Esme sorriu triste ao telefone, assentindo. — Eu sei querida, tudo bem. Qualquer coisa me ligue, sim? — Ela pediu tristonha, encarando Edward. — Okay, nos falamos depois. — Ela aguardou um momento, sorrindo de canto. — Um beijo meu amor. — Então ela desligou, encarando Edward do outro lado da mesa. Ela suspirou e o encarou, sorrindo minimamente.
— Como está, filho? — Ela questionou preocupada, se ajeitando na cadeira.
— Bem, Esme. — Ele sorriu. — Quem era ao telefone? — Ele indagou curioso.
— Era sobre isso que queria conversar. Você vai ficar comigo pelo resto da semana. — Ela disse meio decepcionada. Esme se sentia mal por Isabella mas ela entendia e respeitava a menina, apesar de querer desesperadamente que ela e Edward ficassem juntos.
— O que houve? — Ele perguntou preocupado, já pensando na Isabella chorosa que saiu do hospital ontem.
— Isabella não esta se sentindo bem. — Ela suspirou. — Hoje é uma data difícil, e eu lhe dei folga pelo resto da semana, ela só volta no sábado. — Esme disse triste.
— Como assim, Esme? Ela se sente mal? Ela vai ficar sozinha todos esses dias? — Ele indagou preocupado, levantando um pouco a voz. Esme sorriu de canto.
— Ela vai ficar em casa, querido. Isabella não tem ninguém em Seattle além do pessoal do hospital, então acho que ficará sozinha, sim. — Ela disse triste, o encarando.
— Você acha que eu deveria vê-la? — Ele perguntou desconfiado. Ele e ela tinham algo, isso era um fato. Não era nada sentimental, pois afinal, se conhecem á 3 dias, mas tinha algo sobre ela, algo sobre os dois que era surreal. Eles se encantaram um pelo outro no primeiro momento e a atração só cresceu, o que acabou criando laços entre os dois. Edward pelo menos se sentia dessa forma. Ele se sentia na obrigação de ir vê-la, de se certificar de que ela estava bem.
— Acho que deveria sim, filho. — Ela sorriu, se levantando da cadeira e pegando alguns prontuários. — Agora vamos. Quanto mais cedo começarmos, mais cedo posso te liberar. — Ela disse, andando para fora da sala. Edward a seguiu e eles começaram o dia.
Ele e Esme visitaram vários pacientes. Alguns que ele já conhecia por ter visitado anteriormente com Isabella, outros novos. E sua madrasta não foi diferente, sempre o questionando e exigindo dele. Edward estudou durante a tarde, enquanto esperava Esme terminar uma cirurgia. Por volta das 17h eles voltaram a ver os pacientes, ficando nesta até as 19h30.
No final do dia Edward já estava exausto. Ele e Esme foram até o vestiário, onde ele pode tirar sua roupa hospitalar e mandar para a lavanderia, entrando no banho. Ele sempre deixava uma muda de roupa no hospital, pois nunca se sabe quando se irá precisar.
Ele terminou o banho e colocou sua calça jeans escura e sua blusa verde com um desenho do Dr. House. Arrumou o cabelo e pegou sua mochila, indo bater o ponto. Ele encontrou Esme no saguão e se despediu da mesma, indo até seu carro.
No caminho da casa de Isabella ele parou em uma padaria e pegou todos os mousses de maracujá que eles tinham, parando em uma pizzaria em seguida e comprando pizza de pepperoni e cerveja. Ele dirigiu rapidamente até a casa dela, chegando lá por volta das 20h30. Estacionou o carro na frente de sua casa e foi até a porta, tocando a campainha com um pouco de dificuldade, pois a sacola cheia de mousse estava realmente pesada.
Uma Isabella com os olhos inchados e cabelos bagunçados abriu a porta. Ela estava usando um pijama de ursinhos, que era fofo demais para uma mulher tão gostosa. Ela o encarou na porta, surpresa, vendo tudo o que ele trazia consigo. Abriu mais a porta e ele entrou, em silêncio, colocando tudo em uma mesinha de centro, se virando para ela novamente. Isabella o encarou e seus lábios começaram a tremer, quando o choro veio. Ela foi até ele, o abraçando e se aconchegando em seu peito. Ele apenas deixou que ela chorasse ali e acariciou seus cabelos, a acalmando. Depois que o choro acabou, ela o encarou, limpando o rosto e sorrindo.
— Você trouxe comida. — Ela disse feliz, fazendo-o rir.
— Pizza de pepperoni, cerveja e mousse de maracujá. — Ele disse sorrindo, fazendo Isabella se soltar dele e ir examinar as sacolas. Ele não ia perguntar á ela o que tinha acontecido, se ela estivesse confortável ela diria a ele. Ela andou até a cozinha, levando as sacolas e ele a acompanhou, observando sua casa no caminho.
Tudo o que ele pode ver era alegre. Na entrada, havia uma parede cor de salmão, onde vários quadros de bandas de rock ficavam pendurados. A cozinha era a típica americana, com os móveis azul céu e todo o maquinário da cozinha amarelo, o que o fez querer sorrir.
Ela guardou todos os mousses na geladeira e botou a pizza sobre o balcão, a cortando com uma faca. Eles se sentaram nos bancos e ele ofereceu uma cerveja pra ela, então eles brindaram juntos.
— Me diga, á que devo esta visita ilustre com comida inclusa? — Ela perguntou divertida, fazendo-o sorrir.
— Esme me disse que você não se sentia bem. E como eu sou um interno super dedicado, vim verificar minha doutora. — Ele disse zombando, fazendo-a revirar os olhos.
— Quem lhe ouve até acredita que se importa. — Ela disse um tanto fria, já imaginando o por que dele estar ali. Ela o encarou depois de dar um gole em sua cerveja. — Sem joguinhos hoje, Cullen. Não estou bem para isso. — Ela disse exausta, passando uma das mãos pelo seu rosto.
— Não vim até aqui para isso, Isabella. — Ele a chamou pelo nome pela primeira vez, o que a fez tremer por dentro. — Eu vim por que realmente me preocupei, Esme disse que não irá trabalhar até sábado. — Ele disse preocupado, se debruçando sobre a bancada, ficando mais próximo dela.
— Eu estou com alguns problemas, Cullen. Nada demais. — Ela disse, forçando um sorriso e engolindo seco. — Mas por favor, podemos mudar de assunto? Eu realmente quero essa pizza. — Ela disse animada, fazendo ele rir.
— Por favor, não fique inibida por minha causa. — Ele disse sorrindo, ela gargalhou.
— Não vou deixar de comer como o Shrek só porque você esta aqui. — Ela piscou pra ele, pegando um pedaço de pizza com a mão e colocando na boca. Edward a acompanhou, divertido pela sinceridade dela. Eles pegaram a caixa e as cervejas e foram para sala. Isabella estava assistindo Grey's Anatomy. Edward viu o nome na tela da tv e bufou, dando risada em seguida.
— Eu me recuso a ver esse seriado meloso, sério! — Ele disse debochado, fazendo Isabella mostrar o dedo pra ele, o que o fez gargalhar.
— A casa é minha então você vai assistir. — Ela disse mandona, se sentando ao lado dele no sofá, este que era enorme, mas por um motivo curioso, eles se sentaram o mais próximo que podiam.
— Sinto lhe dizer que sou um anarquista, meu bem. — Ele disse brincalhão e ela riu alto.
— Aqui não tem essa não, Cullen. Minha casa, minhas regras. — Ela disse, levantando as sobrancelhas pra ele. Hannibal já tinha se escondido no quarto de Isabella, pois o gato não apreciava visitas.
O episódio começou e os olhos de Isabella já se encheram de lágrimas. Uma das médicas estava chorando ao lado do namorado morto. E então, outro médico, que gosta da médica, a pega no colo e a tira dali, a consolando. Ao final do episódio Isabella já soluçava, as lágrimas escorrendo por seu rosto enquanto ela comia o último pedaço de pizza. Depois de se recompor, ela encarou Edward, que disfarçadamente limpava suas lágrimas. Ela gargalhou e o encarou.
— Então o seriado meloso fez você chorar? — Ela perguntou, rindo. Ele lhe mostrou a língua e ela riu mais ainda. — Que maduro, Cullen.
— Não estou chorando. — Ele disse, ainda com a voz embargada. Isabella riu mais ainda.
— Esta sim! Deus, por que não consegue admitir? — Ela perguntou ainda rindo, o encarando. Ele sorriu de canto e se aproximou dela no sofá, quase deitando os dois.
— Não sou o único que não admite coisas. — Ele disse evasivo, fazendo ela se arrepiar com a proximidade.
— Não sei do que esta falando. — Ela disse superior, levantando o queixo na direção dele.
— Não consegue admitir que me quer. — Ele sussurrou na cara dela, a fazendo rir com a frase dele.
— Ah, por favor Cullen, pare de me alugar. — Ela o empurrou pra longe, se arrumando no sofá. — Se eu te quisesse, você já estaria nu na minha cama nesse momento. — Ela disse despreocupada, mudando a tv de canal. Ele se aproximou dela rindo, passando um dos braços atrás do pescoço dela, fazendo-a se aconchegar nele.
— Ah Swan, o que eu faço com você, hm? — Ele perguntou rindo, fazendo-a revirar os olhos.
— Só não me encha o saco. E se comporte, ok? — Ela disse sorrindo. As pernas de ambos já estavam misturadas, de modo que ela quase se sentava no colo dele. Bella parou o canal em um filme romântico e ele não protestou, o que os fez seguir assistindo.
O filme inegavelmente mexeu com Isabella. Desde seu ex namorado, ela não teve mais ninguém sério, todos foram homens casuais, apenas para ela relaxar. Ela nunca mais tinha se permitido gostar de alguém, além de se magoar, tomava muito de seu tempo ter um relacionamento, e não são todos os caras que entendem o comprometimento que ela tem com o hospital. Ela até achava Edward bonito... Não, ela o achava extremamente gostoso e perfeito para a cama dela, mas ele não tinha comprometimento algum, apesar dela reconhecer seus esforços no hospital. Mas afinal, o que esperar de um cara que toma viagra para transar com mais de 4 mulheres em uma noite? Ele podia ser bonito com toda a merda de sua virilidade, mas não era um cara para se casar. E além do mais, desde o que houve com seu irmão e com seu ex, Isabella se fechou para qualquer tipo de relacionamento emotivo, e o fato de Edward estar na casa dela, a noite, com pizza e cerveja ainda por cima assistindo á um filme romântico era ultrapassar muitas de suas regras. Ela já estava se sentindo incomodada em tê-lo com o braço em sua volta, todo o seu cérebro lhe dizia que era errado, e que ela ficaria uma completa fodida se ela se permitisse levar, mas seu corpo a traía, se aproximando dele o máximo que podia. Isabella bufou consigo mesma e Edward a encarou divertido.
— Entediada? – Ele perguntou travesso. – Sei como acabar com isso. – Ele sussurrou no ouvido dela, mordendo seu lóbulo, ela suspirou e segurou o rosto dele, esmagando suas bochechas.
— Eu disse para se comportar, Cullen. – Ela disse entredentes, ele sorriu mais ainda. Isabella não acreditava como ele podia ser tão debochado.
— Eu não sou um menino muito obediente. – Ele disse desafiador, tirando a mão dela de suas bochechas e segurando firme em seu cabelo. – Eu estou quase perdendo nossa pequena aposta e agarrando você. – Ele disse, sussurrando na cara dela. O hálito quente dele a fez tremer.
— Eu não vou me render, Cullen. Desista. – Ela disse desafiadora, se segurando para não agarrar os cabelos ruivos dele e beijá-lo como uma vadia.
— Eu não sou homem de desistir, Swan. – Ele aproximou mais o rosto do dela, quase tocando os narizes. – E você não é tão irresistível assim. – Ele disse sorrindo. Ela olhou para baixo e encarou o volume nas calças dele, soltando uma risada rouca que o deixou mais duro ainda.
— O seu pau esta me dizendo outra coisa. Ou por um acaso você esta carregando uma arma? – Ela ergueu uma sobrancelha, divertida com a situação. Ele pareceu desconcertado por um momento mais depois se recompôs.
— É uma 38. Eu sou um cara prevenido, amor. – Ele disse sério, fazendo Isabella gargalhar alto.
— Você é extremamente ridículo. Sabe disso, não é? – Ela perguntou, ainda rindo. Ele sorriu pra ela.
— Pelo menos eu arranquei bons sorrisos de você. – Ele disparou, fazendo a cara dela murchar na hora. Bella inclusive se sentia mal por estar rindo. Ela se afastou um pouco dele, passando a mão pelos cabelos. – Sinto muito, Bella. – Ele disse carinhosamente, se sentindo mal por tê-la trazido de volta á toda aquela merda que a deixava triste. Ela sorriu sem humor.
— Eu acho melhor você ir, Cullen. Esta tarde e você acorda muito cedo amanha. – Ela disse, forçando um sorriso e se levantando no sofá. Ele se sentiu um idiota fodido, mas se levantou mesmo assim.
— Bella, eu sinto muito, eu.. – Ela o cortou.
— Por favor, apenas vá embora, sim? E não me visite mais. – Ela disse fria, arrumando suas roupas e andando até a porta. Ele a seguiu de cabeça baixa e ela abriu a porta. – Obrigada por ter vindo, mas eu prefiro ficar sozinha. – Ela disse rude, ainda sem olhar pra ele.
— Tudo bem. – Ele saiu da casa dela, se virando uma última vez para olhá-la. Ele pensou ter visto seus olhos cheios de lágrimas, mas ela fechou a porta rápido demais para sua própria miséria.
Ele dirigiu de volta pra casa, se sentindo um idiota bastardo. Não só por ter sido mandado embora da casa dela, mas por realmente estar obcecado e sentir a necessidade de vê-la. Só de pensar que ela ficaria uma semana fora, uma longa semana sem o provocar no hospital, já o fazia sentir tédio e desmotivação. Seu celular tocou e ele atendeu sem olhar o visor.
— Seu bonito fodido, onde esta? – Emmett disse rindo, provavelmente havia bebido.
— Voltando para casa, seu babaca. – Ele respondeu cético, arrancando uma risada mais alta de Emmett.
— Me encontre no bar, por favor. – Ele suplicou com a voz embargada. Edward bufou. Ele sabia que o amigo devia estar uma perfeita merda, e apesar de não estar nem um pouco afim, acabou cedendo.
— Onde você está, Emmett? – Ele perguntou, revirando os olhos.
— Gata, onde eu tô mesmo? – Edward ouviu ele perguntar para alguém, o que o fez revirar os olhos. – Ed eu estou no Murphy’s. – Ele disse soluçando, rindo em seguida. – Meu fodido amigo gostoso está vindo para cá! – Emmett gritou e ele ouviu todo o bar gritar um ‘oooow’, o que o fez revirar os olhos novamente e sorrir minimamente.
— Estarei ai em 20 minutos. Por favor, não faça nenhuma merda. – Ele disse bravo e Emmett riu, desligando na cara dele. Edward encarou o telefone, desacreditado, então ligou seu rádio. A música “I wanna be yours – Artic Monkeys” tocava, e ela era tudo o que ele sentia por Isabella, e só Deus sabia como ele fodidamente queria ser dela.
Ele estacionou na frente do bar e a gritaria dentro do mesmo o fez querer religar o carro e sair dali. Mas ele sabia que Emmett estaria mal demais até para pegar uma porra de um táxi. Ele saiu do carro, bufando, e entrando no bar. Não demorou muito para ele encontrar Emmett, rodeado de homens e mulheres, enquanto ele e um cara com estilo cowboy estavam competindo para ver quem terminava o balde de cerveja primeiro. Ele andou até lá, passando pelo meio das pessoas e chegando até Emmett, que terminava de beber toda a cerveja, jogando o balde no chão e se dando por vitorioso. Todas as pessoas gritaram e comemoraram, gritando o nome dele. Ele riu e Edward o puxou pela camisa, o arrastando para longe.
— Emmett! Seu merda fodido, o que pensa que esta fazendo, porra? – Edward disse bravo, depositando um dinheiro no bar e o arrastando para fora dali. Emmett o abraçou pelos ombros.
— Calma Edward, você esta muito tenso. – Ele disse com a voz arrastada, rindo. – Eu não sou um merda fodido, seu imbecil do caralho. – Ele disse tentando soar bravo, rindo em seguida. Edward revirou os olhos.
— Vamos, seu punheteiro. Vou te levar lá pra casa, a dona Claire te mataria se te visse assim. – Emmett riu, soluçando.
— A minha mãe vai me socar, Edward. E aquela senhora tem uma mão bem pesada, você sabia? – Ele disse triste, fazendo Edward gargalhar. Ele realmente já havia cansado de ver Emm apanhar da mãe.
Eles entraram no carro e Edward dirigiu rapidamente pra casa. Chegando lá, ele arrastou Emmett para a entrada, andando com ele até o mini consultório que Esme tinha em casa. Ele deitou Emmett na maca e ministrou Glicose na veia dele, para que ele pudesse se recuperar.
— Eu ficarei com uma fodida dor de cabeça, não é? – Emmett disse meio grogue.
— Sim, camarada. – Edward respondeu divertido.
— Porra, Edward. – Ele respondeu triste, quase chorando. Edward segurou uma risada. – Não ria de mim, seu maldito. Eu estou sofrendo. – Ele disse sentido, fazendo Edward rir mais ainda.
— O que houve, homem? – Ele questionou divertido.
— Eu fiquei realmente triste. Perdi no vídeo game para o Thomas e fui afogar minhas mágoas no bar. Eu gostaria de ter ido ao Unicorn pois eles tem umas fodidas batatas fritas coloridas maravilhosamente boas, mas o Murphy’s tem um touro mecânico e eu não tinha como ignorar isso. – Ele disse grogue, fazendo Edward gargalhar.
— Emmett, só cale sua grande boca, sim? Se Esme acordar, irá mata-lo. – Ele disse revirando os olhos.
— A tia Esme é legal, Edward. Ela é muito gente boa, você sabe, ela tem cara de quem adoraria tomar um fodido porre com a gente. – Ele disse sorrindo. – Não intendo a resistência que tem com ela. – Ele concluiu, ainda meio mole.
— Nem eu entendo, querido. – Esme disse á porta. Edward se virou para ela ainda sem jeito, a encarando com um sorriso.
— Oi Esme. Desculpe acordá-la, Emmett é muito escandaloso e eu precisava dar alguma glicose á ele. – Ele disse se desculpando. Esme sorriu e tocou o braço dele, afagando ali.
— Tudo bem querido, só escutei barulhos e vim ver o que era. E você, como foi? – Ela disse sorridente e o rosto de Edward murchou.
— Eu sou um completo idiota, Esme. Estava tudo indo bem, até eu acabar com o bom humor dela. Isabella simplesmente me mandou ir embora e não voltar mais lá. – Ele disse aborrecido, fazendo Esme unir os lábios e cruzar os braços, pensativa.
— Um dia você irá entende-la, querido. – Ela disse carinhosa á ele, voltando sua atenção á Emmett, o que a fez rir. – Ele realmente não aprende, não é? – Ela disse divertida. – Emmett, querido, esta se sentindo melhor? – Ele perguntou á ele como uma mãe, acariciando seus cabelos. Emmett sorriu, ainda bêbado.
— Tia, eu preciso de um leite com nescau. – Ele disse sonolento, fazendo Esme sorrir.
— Vou preparar. – Ela se virou para Edward. – Quer algo? – Ele negou com a cabeça, então ela foi até a cozinha.
Uma hora se passou e o soro glicosado de Emmett já tinha acabado, o deixando um pouco melhor. Ele quase gritou quando Esme lhe trouxe o nescau, o que obrigou Edward a colocar um algodão na boca dele, para que Carlisle não acordasse. Esme já havia se cansado de encobrir a bebedeira de ambos para Carlisle, e o fato de ver Edward controlado só mostrava á ela como ele estava mudando.
Os dois foram para cama e Edward se deitou, depois de um longo e relaxante banho. Ele pegou o celular e abriu as mensagens, vendo quantas conversas com mulheres ele tinha ali. Ele observou, uma por uma, e todas elas eram tão vazias, todas sobre fodas, sobre como elas gostariam de fodê-lo novamente, sobre como elas gostariam de vê-lo novamente. Aquilo tudo agora o fazia querer vomitar. Nada era tão nojento como aquelas mulheres, desesperadas esfregando seu desespero por sexo na cara dele. De um jeito louco, Isabella era a única mulher que importava á ele no momento. E talvez ele ainda fosse um fodido maníaco por sexo com um desejo enorme de foder Isabella em todos os cômodos do hospital, mas talvez, ele realmente tinha se encantando de verdade por alguém em sua vida, e isso o estaria mudando.
Ele dormiu, aflito e morrendo de vontade de mandar alguma mensagem de desculpas á ela, cheia de corações coloridos, mas ele não o fez. Apenas dormiu pensando em sua doutora de olhos verdes, que com certeza tiraria toda sua sanidade até ele poder voltar a bater sua devida punheta novamente.
Seattle, 5 de fevereiro de 2016 – Nono dia sem uma fodida ereção (nada muito difícil sem Isabella por perto)
Hoje Isabella retornaria ao hospital. A semana sem ela havia deixado Edward extremamente louco.
Ele não podia reclamar de Esme, claramente ela era uma ótima orientadora, e ele foi coagido a estudar o triplo com ela por perto. Mas com Bella era tudo tão fácil, leve. Ela o deslumbrava, e ele se esforçava em seu máximo para deixa-la orgulhosa. Ela é a motivação dele, ele não poderia negar isso.
Ele chegou ao hospital mais cedo do que de habitual, indo até o vestiário e colocando sua roupa azul. Uma das internas chegou sorrateiramente até ele, o que o assustou um pouco.
Ela era bonita, ele não podia negar. A típica loira peituda que já o tinha deixado de pau duro muitas vezes na faculdade, mas isso apenas não era mais o seu tipo. Ele preferia as morenas agora.
— É Edward, não é? – Ela se aproximou dele, com a voz melosa. Ele sorriu simpático, afinal, o seu extinto de homem cafajeste ainda não o tinha deixado por completo.
— Sim. – Ele sorriu, suficientemente simpático. Apesar de não poder negar como ela era gostosa, ele não sentia interesse algum em fodê-la, sinceramente. Em outros tempos ele já estaria com ela contra o armário do vestiário, enquanto ela gritava seu nome e ele se afundava dentro dela.
— Pode me ajudar com o meu sutiã? Não consigo fechá-lo. – Ela pediu se fingindo de inocente, abaixando a blusa azul até a cintura e segurando seu sutiã terrivelmente mal. Ele riu por dentro da situação, pois sinceramente era muito patético. A forma em que as mulheres jogavam suas bocetas na cara dele estavam começando a lhe irritar. Ele bufou, a ajudando para não ser rude.
— Claro. – Ele disse a contragosto, segurando um dos lados do sutiã. Quando ele foi pegar o outro lado, a garota se virou rapidamente, fazendo com que ele retirasse seu sutiã. O corpo dela colou no dele e ela quase esfregou seus peito em sua cara. Ele quis vomitar.
— Acho bom vocês procurarem um motel, aqui realmente não é lugar para se foder. Se não sabem, estão em um fodido hospital. – A voz ecoou na cabeça de Edward, o fazendo empurrar a menina abruptamente. Ele encarou Isabella, que a olhava com os olhos mais frios ainda, e então ele soube que tinha perdido todos os pontos com ela. E ele nunca se sentiu tão porco em sua vida.
— Desculpe, doutora. – A menina se vestiu rapidamente, colocando sua blusa e saindo do vestiário.
Edward se aproximou dela, pronto para pedir desculpas. Ela levantou a mão na direção dele, o parando.
— Me poupe de suas merdas, Cullen. Você realmente não me surpreende com nada disso, nunca esperei mais de você de qualquer forma. – Ela disse fria, se retirando antes que ele pudesse falar qualquer coisa. Edward segurou os cabelos ruivos, quase os arrancando de sua cabeça. Ele socou um dos armários, puto com aquela cadela loura que se esfregou nele, filha da puta!
Ele saiu do vestiário, seguindo Isabella e os outros internos. Cada grupo foi para sua devida ala e ele a seguiu, meio incerto se seria expulso de sua sala.
Ele entrou no consultório dela e Bella estava lá, linda como sempre, anotando qualquer coisa em sua pasta verde. Ela nem se moveu quando ele abriu a porta, o ignorando completamente. Ele bufou alto e ela não levantou o olhar, continuando a anotar o que quer que fosse em sua pasta. Ele já estava saturado de não receber nenhuma atenção, então foi até ela, puxando sua cadeira para longe da mesma e se debruçando sobre ela, deixando seus rostos próximos. Ela pareceu surpresa por um instante, mas logo em seguida colocou uma carranca em sua cara.
— O que pensa que esta fazendo, seu idiota bastardo? – Ela indagou com raiva. Ele estava se segurando nos braços da cadeira giratória, com o rosto quase colado no dela. A respiração de Isabella estava acelerada e ele podia sentir aquilo.
— Você sabe que eu amo quando xinga, mas vai continuar me ignorando como uma criança de 5 anos que recebeu um não? – Ele indagou bravo, a encarando profundamente. Ela bufou.
— Qual a merda do seu problema? E eu não recebi um fodido não, quem esta dando o não sou eu. – Ela rebateu, fazendo ele se aproximar mais ainda.
— Já passamos dessa fase, Isabella. – Ele a chamou pelo nome, a deixando com mais raiva ainda.
— Por que não vai foder uma das internas oferecidas, hm? Apenas poupe o meu tempo, Cullen. – Ela disse nervosa, encarando qualquer ponto que não fosse a cara dele. Ele segurou seus pulsos nos braços da cadeira, a impedindo de sair dali. – Fodidamente me solte, seu idiota. – Ela pediu entredentes.
— Mas que porra, Bella! – Ele xingou baixo, voltando a encará-la. – Não quero foder nenhuma interna maldita, porra. Eu quero você, é difícil saber sobre isso? Eu fiquei um bastardo o tempo que estava fora, eu não podia te ligar, ir até sua casa e muito menos mandar uma porra de uma mensagem. – Ele disse bravo, fazendo ela bufar novamente.
— Mas se esfregou na primeira boceta que lhe apareceu só por que eu não quis foder com você! Por favor, você é patético! Não consegue ficar longe de uma fodida mulher por uma semana! Que merda de futuro você quer ter, Cullen? Esta mal na faculdade por que fodeu com metade do campus, perdeu o apartamento, o carro e o respeito do seu pai. Não foi o suficiente pra você? – Ela gritou, jogando toda merda para fora de si, liberando toda sua raiva. Ela ficava uma semana fora e ele já estava lá, afoito em cima de uma vagabunda loira.
— Você esta sendo uma vadia comigo agora, Isabella. Eu estou á fodidos 9 dias sem conseguir te tirar da porra da minha cabeça, e tudo o que você faz é jogar sua merda pra cima de mim. – Ela virou o rosto, bufando. Ele a segurou pelo queixo, a fazendo encará-lo. – Qual é a porra do seu problema, Bella? Mas que merda, eu não fiz nada com aquela garota! Ela chegou com uma história ridícula de que não conseguia prender a merda de um sutiã e quando eu fui ajuda-la ela simplesmente o tirou e se jogou pra cima de mim. – Ele disse alarmado, recebendo uma risada dela.
— Por favor, a velha história de “ estava andando e meu pau tropeçou em uma boceta” não cola comigo, Cullen. Eu sou tão experiente quanto você, acredite em mim. E eu sinceramente não sou uma imbecil. – Ela rebateu, um tanto sentida. Ele revirou os olhos.
— Se você é tão como eu, por que se importa tanto? Se você fodidamente não se importa qual é o problema de eu foder quem eu bem entender? – Ele disse rude, fazendo-a encará-lo mais profundamente.
— Tem razão, Cullen. Eu não me importo. Pode foder quantas pessoas quiser, apenas o faça fora do hospital. – Ela disse fria, tentando se soltar dele, mas ele a prendeu na cadeira novamente.
— Não vai fugir de mim novamente, Swan. – Ele disse baixo e firme, fazendo ela rir na cara dele.
— Tente me impedir. – Ela disse debochada, pronta para chutar-lhe as bolas. Ele sorriu de canto.
— Eu me rendo, merda. – Ele xingou baixo, a encarando, sorrindo consigo mesmo. – Eu me rendo. – Ele repetiu sussurrando, a segurando pela nuca e colando os lábios no dela com ferocidade. Ele lambeu seu lábio inferior e ela o abriu instintivamente. Seus dedos se enroscaram no cabelo dela, o segurando com força, enquanto ele chupava sua língua e mordia seu lábio inferior, voltando a beijá-la com avidez e com sofreguidão. O beijo dele era intenso, forte, e ela realmente ficou úmida no meio das pernas. Isabella jogou toda a merda para o alto e agarrou na camisa dele, o puxando para mais perto. Ela mordeu o lábio superior dele, o chupando em seguida. E santa merda, ele realmente beijava bem, ela pensou. Ele a segurava firme pela nuca, colando mais os corpos dos dois, o que era um pouco difícil, já que ela estava sentada, mas a vontade dele era muito maior que tudo isso. O maldito beijava bem, e ela só conseguia imaginar como ele deveria foder bem, também. Ele a beijou mais fundo, como se isso fosse realmente possível, e ela já estava completamente molhada entre as pernas, e Deus, a ereção que ele não deveria ter estava realmente se formando ali. Eles ouviram um toque na porta e Isabella o empurrou para longe, assustada. Ele quase chocou contra a parede, ainda atônito com o beijo dos dois, mas ele nunca ficou tão feliz em ter cedido. Ela arrumou o cabelo rapidamente, se recompondo.
— Entre. – Ela anunciou ainda com a voz trêmula, olhando o sorriso presunçoso que Edward tinha nos lábios. Ela queria revirar os olhos para a cara bastarda dele.
— Bellinha, como vai? – A porta se abriu e uma animada Alice passou por ela. Isabella finalmente pode revirar os olhos, o que fez Alice bufar.
— Você nunca perde essa mania idiota, não é? Precisa ser mais tolerante, meu amor. – Alice disse sorrindo, se aproximando dela. Ela se virou quando percebeu Edward ali, sorrindo para ele. – Olá, interno. – Ela cumprimentou, recebendo um sorriso dele.
— Olá. – Ele disse simpático, ainda com o sorriso idiota nos lábios. Isabella bufou com a cara de vencedor dele.
— Eu vim convidá-la para sair hoje. Sinceramente, hoje é sábado, pelo amor de Deus! Todo o pessoal vai, até alguns internos vão estar lá. – Ela disse animada, fazendo Isabella revirar os olhos novamente.
— Isso é sério, Alice? – Ela perguntou derrotada, sem nenhuma vontade de ir para qualquer lugar hoje.
— Muito sério, minha cara. – Ela disse sorrindo, se virando para o Edward. – Esta convidado também, se quiser. Nós vamos até o Inferno, já ouviu falar? – Ela indagou, fazendo Edward sorrir de canto.
— É a minha segunda casa. – Ele disse sedutor, encarnado Isabella, que lhe lançou um olhar fulminante, o fazendo rir.
— Ótimo! Nada como um veterano para nos guiar por lá. – Ela disse animada, se voltando para Isabella. – Você irá nessa porra conosco, sim? – Isabella bufou e Alice se aproximou dela. – Por favor, por favor, Isabella? – Ela implorou, a olhando com aqueles olhos assustadoramente grandes. – Você realmente sabe a merda na qual eu me encontro, por favor preciso da minha melhor amiga hoje. – Ela disse manhosa, fazendo Isabella bufar a assentir com a cabeça.
— O que você não me pede sorrindo que eu não faço chorando? – Isabella indagou rabugenta. Tudo o que ela queria evitar era uma balada quente com Edward incluso. Sinceramente, ela estava fodida.
— Ótimo, vai ser maravilhoso! Passo na sua casa ás 23h? – Alice disse sorrindo, recebendo um pequeno sorriso de Isabella.
— Pode ser, querida. – Isabella disse carinhosa, enquanto Alice se jogava sobre ela, a abraçando. Alice era o mais perto que Isabella tinha de uma família. Depois de Esme e Carlisle, ela a tinha como uma irmã irritante e insistente.
— Você é a melhor, sabia disso? – Ela disse sorrindo, beijando a bochecha de Isabella.
— Eu sei. – Bella disse sorrindo, fazendo Alice gargalhar.
— Você é uma maldita convencida, sabia disso?
— Eu sei sobre isso também. – Ela rebateu e elas riram juntas. Edward apenas as observava.
— Certo, preciso ir. Meu expediente vai até ás 20h hoje. – Ela disse bufando, fazendo Isabella sorrir. – Te amo, querida. – Ela beijou Isabella novamente, indo em direção á porta.
— Te amo também, Alice. – Isabella gritou, enquanto Alice corria para fora dali. A porta se fechou e a tensão estava ali novamente. Edward encarou Isabella e começou a rir, sem conseguir ficar serio. Ela não aguentou e riu com ele.
— Seu idiota, estou brava com você, sim? – Ele se aproximou dela novamente, fazendo-a sorrir de canto.
— Você não consegue ser imune á mim, gata. – Ele disse divertido, fazendo ela bufar.
— Cale-se ou eu vou suturar sua maldita boca. – Ela disse brava e ele riu. O dia deles realmente seria longo, e só Deus sabia o que os esperava na boate pela noite. E realmente, a tal boate seria o lugar perfeito para se realizar desejos, afinal, não havia nada mais quente do que o Inferno.
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