Heartbeat - I wanna be yours

20 When you lose something you can't replace


Notas iniciais
OI AMOREEEEEEEES queria agradecer MUITO pelos comentários e em especial pelas recomendações da Buverlita e da Lindsey Halle, eu amei de verdade, isso significa muito! Nome do capítulo: Quando você perde algo que não pode substituir Aproveitem e boa leitura!! e me desculpem pelos erros x.x

Isabella entrou em casa e jogou as malas no chão, abrindo a casinha de Hannibal. Ela andou até a cozinha e bebeu um grande copo d’água, enquanto o gato enrolava o rabo em sua perna. Ele tinha ficado com Rose pela semana, e assim que ela chegou de viagem foi busca-lo. Seria triste passar mais uma noite sozinha.

Se sentia cansada pelo voo então subiu até o quarto, se jogando na cama. Hannibal subiu na mesma e se deitou ao lado dela, miando. Ela encarou o quarto, seu armário aberto e uma calça de Edward pendurada na porta. Haviam coisas demais dele ali, ela observou. Esse tempo que eles ficaram juntos, ele sempre deixava algo por lá e isso definitivamente era quase como um namoro. E o que antes ela tinha medo, hoje ela apenas podia rezar para o tempo passar mais rápido que o normal para que ele voltasse e eles pudessem conversar. Ela já estava decidida e implorar por ele se fosse preciso, e isso para ela era realmente uma grande coisa.

Seu cansaço corporal e mental era gigantesco. Ela sentia como se todas as células do seu corpo gritavam por ajuda. Seus músculos doíam, assim como os seus olhos, que já tinham ficado cansados de chorar. Ela se levantou lentamente e andou até o frigobar em seu quarto. Abriu e pegou 4 garrafinhas pequenas de bebida que haviam ali: Whisky, vodka, rum e tequila. Ela pegou um copo sobre o frigobar e andou até a cama, abrindo uma garrafinha de cada vez e depositando o conteúdo sobre o copo. Depois das 4 garrafas despejadas, ela encarou o copo com uma coloração nojenta e o cheirou, fazendo uma careta. A bebia infelizmente era necessária, e ela se sentia na pior bosta de sua vida, se sentindo necessitada daquele álcool. Fechou o nariz e o bebeu todo conteúdo do copo em um gole, soluçando em seguida. Ela fez uma careta pelo gosto forte e começou a chorar de novo.

Colocou o copo sobre sua mesinha lateral e deitou sobre a cama novamente, limpando o rosto já molhado pelas lágrimas. Hannibal foi lentamente até ela e se aconchegou em seu peito, ronronando enquanto Isabella acariciava seu pelo. E depois de longos minutos de choro, ela finalmente conseguiu dormir.

Ela acordou com o sol em seu rosto, se virando na cama e se espreguiçando, franzindo a testa. Ela encarou o relógio sobre a mesinha e se horrorizou por um momento ao ver que o relógio marcara 9:30, o que era impossível, pois ela havia chego em casa por volta das 16h, o que a fez concluir que ela dormira quase um dia inteiro. Ela bufou e se sentou na cama, sentindo a dor de cabeça cair sobre ela. Acariciou as têmporas e pegou seu celular na mesinha, verificando 4 chamadas perdidas de Rose e 2 de Elena. Ela bufou de novo, jogando o celular longe, sem estar realmente afim de falar com alguém. Hannibal ainda estava deitado na cama preguiçosamente. Ela se deitou de novo e encarou o gato, acariciando o topo de sua cabeça.

— A sua cara é a única que eu quero ver pelo resto da semana, amigão. – Ela disse meio grogue e ele miou. Ela o acariciou por mais um momento e se levantou da cama, percebendo que ainda estava em seu jeans. Suspirou e desceu do quarto, indo até a cozinha e comendo uma fatia de pão sem muita vontade. Seu apetite tinha diminuído violentamente desde que tudo havia acontecido. Reabasteceu a comida de Hannibal e voltou para o quarto.

Se jogou na cama e pegou o celular novamente, abrindo o teclado do telefone e digitando o número do hospital. Ela encarou o mesmo por um momento, ainda incerta que deveria ligar ou não, fechando os olhos e apertando o botão. No terceiro toque ela foi atendida.

— HC Seattle, bom dia. – Uma voz feminina disse simpática do outro lado. Isabella xingou sem emitir nenhum som, colocando a mão sobre a testa e fazendo uma careta.

— Aqui é a Dra. Swan e eu precisava de uma informação sobre um paciente. Seu nome é Charlie Swan e ele estava no pós operatório. – Ela disse rapidamente, mordendo a língua em seguida.

— Qual seu número de identificação? – A mulher perguntou.

— 401102933. – Isabella ditou e escutou a mulher digitar do outro lado.

— Um momento Dra. – A mulher digitou algo em seu computador novamente enquanto o telefone ficava mudo. Logo ela voltou a falar. – Ele já foi transferido para o quarto, Dra. Passou por algumas complicações no pós operatório então ele estava na UTI até uns 3 dias atrás. A Dra. Cullen e o Dr. Cullen estavam cuidando dele antes do congresso, depois a Dra. Hale tomou a frente. – A mulher informou e Isabella franziu a testa.

— Dr. Carlisle Cullen? – Ela perguntou ainda confusa.

— Não Dra, o Dr. Edward Cullen quem cuidava dele, ele ia quase todos os dias olhá-lo na verdade, ele nos disse que eram ordens suas. – Ela concluiu e Isabella se sentiu em choque por um momento. Ela suspirou.

— Sim, sim, é claro, me desculpe! Cheguei agora de NY e ainda estou um pouco cansada. Apenas liguei para avisar que não vou ao trabalho pelo resto da semana, pode descontar das minhas horas extras e faltas acumuladas, por favor. E se for possível eu gostaria de um parecer do paciente diariamente por email. – Ela pediu, mordendo o lábio inferior em nervoso.

— Claro, sem nenhum problema, já adicionei essa informação ao sistema. Precisa de mais alguma coisa? – A mulher perguntou simpática e Isabella suspirou.

— É o bastante, obrigada. Bom dia. – Ela saudou e a mulher respondeu em seguida, desligando o telefone.

Bella encarou o celular novamente e discou o número de Edward, caindo na caixa postal. Ela já a tinha escutado por tantas vezes, que agora ela dublava as falas dele, suspirando ao final. Dessa vez, ao invés de desligar depois do bip, ela resolveu lhe deixar um recado.

— Oi... Eu acho que escutei sua caixa postal tantas vezes que já gravei o texto. — Ela sorriu triste consigo mesma. — Não sei se vai chegar a escutar isso, mas, eu queria te agradecer por ter sido atencioso com Charlie. Mesmo ele não sendo o mesmo para mim, é doce você se preocupar com ele. – Ela disse com a voz embargada, ficando em silencio por um tempo, respirando fundo. – Eu sinto muito por tudo. – Então ela desligou o celular, o jogando na cama e tapando o rosto com as mãos. A respiração dela ficou acelerada e só a possibilidade de que ele pudesse escutar o seu recado aqueceu algo dentro dela, mas não era o suficiente.

Então desligou o celular e voltou a dormir, ainda incapaz de enfrentar a realidade do seu dia a dia solitário, estes que se seguiriam por dois longos meses. Isabella se sentia paranoica sobre isso. Ela se recordou da época em que Edward tinha ficado fora por 15 dias, e toda vez que ela pensava nos 62 longos dias, ela queria chorar de novo.

A realidade era que ela gostaria de ir até Cambridge, aos arredores da faculdade e tocar em todos os apartamentos dali, até que ela pudesse encontra-lo. Mas ele não queria vê-la, e ela sinceramente não sabia se tinha quebrado os dois para sempre. E forçar uma situação só poderia piorar mais as coisas entre eles, o que era a última coisa que ela queria. Teria que enfrentar esses dois meses, e os usar para organizar todas as coisas erradas de sua vida, e ela esperava ter algum sucesso nisso.

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Já fazia um semana desde que Isabella tinha voltado a Seattle. Todos os seus dias tinham se tornado iguais. Ela dormia a maior parte do tempo, comia o necessário para não morrer, assistia á série favorita de Edward e deixava recados em sua caixa postal. Ela supôs que ele os estava escutando, pois a caixa de mensagens não indicava estar cheia, e isso era algo que a motivava a continuar deixando recados. Em todos ela pedia desculpas e reportava como estava sendo ruim o tempo sem ele ali. Em alguns ela realmente se abria mais, assumindo seus erros. Mas em nenhum deles ela disse que o amava. Isso era algo sério de mais para se falar em uma mensagem de voz.

Ela mantinha um calendário ao lado de sua cama, onde riscava cada dia que se passava, fazendo uma contagem torturante de noites que ela passava em claro pensando nele, ou nos dias que ela passava na cama chorando. Era como algo que queimava lentamente, e a cada X em cima de um dia, era uma nova tristeza pra ela, assim como a expectativa de que os dias estavam diminuindo, mas eles tinham se tornado ridiculamente longos.

Quando ela finalmente acordou, ainda era de madrugada. Bufou e encarou o despertador em sua mesinha, que marcava 5:24. Se espreguiçou na cama e procurou o celular pelos cobertores, verificando que haviam novas ligações perdidas de Rosalie, Elena e Esme. Ela suspirou de novo e levantou da cama, indo até a cozinha e comendo algo rápido. Foi até o sofá e se deitou ali, ligando a tv. Hannibal foi até ela e se aconchegou em sua perna. Ela lhe acariciou o pelo e colocou em um episódio de House, apenas porque ela sabia que Edward amava. Ela ficou ali por quase 2 horas, encarando a tv e chorando como uma boba.

Limpou seu nariz e fungou, limpando o rosto e mordendo o lábio inferior, acariciando Hannibal em seguida. Antes que ela pudesse voltar a chorar, socos insistentes vieram em sua porta. Ela tomou um susto de início, se levantando e indo rapidamente até a porta, a abrindo. Rosalie estava do outro lado com uma carranca. Ela entrou sem falar nada e puxou Isabella pelo braço, a levando até o sofá e se sentando com ela.

— Está louca? Estou tentando falar com você á dias, Bella. – Ela disse brava e claramente preocupada. Isabella voltou a chorar. Ela sabia que estava frágil por causa de Edward, e para ajudar em tudo esta em sua TPM.

— Me desculpe. – Ela chorou mais e Rose suspirou, a puxando para perto e a abraçando. Quando Isabella finalmente se acalmou elas se afastaram.

— Que burrada você fez, Bella? O Emmett foi ficar com o Edward por alguns dias. – Rose disse triste, acariciando o braço de Bella.

— Você sabe onde ele esta, Rose? Eu sei que ele não quer me ver mas eu podia escrever alguma carta, mandar um daqueles carros vergonhosos que falam mensagens bregas ou até mesmo enviar o diário pra ele. – Ela disse com um bico e Rosalie suspirou de novo.

— Eu poderia saber, Bella. Mas o Emmett me inteirou do que houve, e eu pedi que ele não me contasse onde Edward está. Você é minha amiga e eu não esconderia isso de você, então preferi ficar sem saber mesmo. E eu sinto muito, mas você mereceu um pouco. Eu te entendo mais do que ninguém, sabe disso. Eu estive com você no dia do acidente e nos péssimos momentos com o seu pai, e eu estive com você no dia de Matt, mas você errou, amiga. Não podia ter escondido nada dele, Bella. E você sabe que eu falo de coisas no geral. – Ela disse, a repreendendo. Isabella suspirou e a encarou.

— Eu sei, Rose. Mas eu não queria dizer nada a ele antes de estar completa comigo, sabe? Matt já foi um grande passo pra mim, mas isso ainda não acabou de uma certa forma. E ainda tem o meu pai, e tudo o que passamos com a minha mãe e o meu irmão, eu simplesmente não conseguia! Não me culpe, por favor. Eu já me sinto horrível o suficiente, obrigada. – Ela fungou e Rose suspirou de novo.

— Esta tudo bem, eu sei. – A encarou triste. – Mas você pretende fazer o que a respeito? – Ela levantou uma sobrancelha e Bella bufou, passando as mãos pelo rosto em cansaço.

— Eu não sei, Rose. Eu vou esperar esses dois meses, vou tentar resolver as coisas com o meu pai de uma vez por todas. – Ela deu de ombros. – Depois desse tempo ele volta, e quando isso acontecer eu quero poder ser o mais honesta possível e dizer como eu me sinto. Eu só espero que não seja tarde demais, sabe? Que ele espere por mim. Eu sei que talvez eu não mereça nada disso, mas é nessa possibilidade que eu estou me segurando realmente. Estou um lixo, Rose. E o aperto dentro de mim não sai de jeito nenhum, parece que eu estou sendo rasgada por dentro, e não há nada que eu possa fazer. – Ela suspirou, limpando as lágrimas que já corriam pelo seu rosto de novo. – Você sabia que ele estava cuidando do meu pai? Ele ia visita-lo sempre. – Ela disse com a voz trêmula, chorando mais. Isso a fazia se sentir pior ainda. Ver que ele tinha sido absolutamente preocupado e fofo, e ela só o tinha afastado. – Ele estava fazendo isso por mim, eu acho. E você sabe como isso é doloroso? Eu desprezei os sentimentos dele, e nada mais justo do que eu pagar por isso agora. – Ela suspirou pesadamente, limpando o rosto.

— Ai Bella, eu sinto muito. – Rose a abraçou de lado, emocionada e limpando as próprias lágrimas. – Ele te ama, e isso é algo que eu nunca tive alguma dúvida na minha vida. Você sabe, no tempo em que vocês ficaram mais afastados, ele ia lá em casa falar comigo e com o Emm. Eu nunca te contei nada porque isso era algo pessoal dele, e você também não parecia interessada em saber. Mas ele te ama, Bella. Ele te ama muito, e eu posso estar muito errada, mas eu acredito que mesmo sando doloroso ele vai te esperar. – Rose disse sincera, beijando a têmpora de Bella. – Eu infelizmente já tenho que ir. Eu apenas vim ver como você esta e checar se estava bem. Eu não podia aguentar das mais espaço á você. Já se passou uma semana, Bella. – Ela disse com pesar e Isabella suspirou de novo.

— Eu sei Rose, mas é tão torturante. – Ela suspirou e Rosalie franziu os lábios. – Mas obrigada por vir me ver, eu vou ficar bem em algum momento. Falei com o hospital e eu só pedi mais uma semana em casa, inventei alguma doença ridícula. – Ela revirou os olhos e Rose sorriu rapidamente.

— Promete que vai ficar bem? O Emm só volta em dois dias e você podia ir lá pra casa, ficar trancada aqui não é algo bom. – Ela disse carinhosa e Bella sorriu triste, suspirando.

— Obrigada, mas eu prefiro sofrer sozinha, Rose. Desculpe. – Ela disse sem jeito e Rosalie sorriu, beijando sua cabeça novamente e se levantando, indo até a porta. Se despediu de Bella novamente e saiu dali, indo até seu carro e dirigindo até o hospital.

Isabella suspirou e desligou a tv. Ela limpou o rosto e encarou o nada por longos minutos, tentando colocar algumas ideias no lugar. Ela bufou e se levantou do sofá de repente. Subindo rapidamente até o andar de cima e entrando em um dos quartos. Este era como uma espécie de ‘quarto de entulho’, onde ela guardava coisas de sua infância, coisas de sua mãe e de seu irmão, coisas da faculdade, entre outras que ela não conseguia se livrar.

Olhou dentro de alguns armários até achar a caixa que ela queria. Seu peito se apertou um pouco, mas ela sabia que era um passo extremamente necessário. Colocou a caixa no chão e foi até a mesa, ligando o som e colocando um cd que ela e Julia, sua amiga de faculdade, tinham feito á alguns anos. O cd tinha apenas músicas tristes, e elas o tinham feito para momento de dor e depressão. Isabella riu rapidamente antes de colocar o play, ela se sentia teatral de mais por colocar esse tipo de música, mas seria algo libertador. Abriu uma gaveta e pegou uma tesoura, indo até a caixa e parando na frente da mesa. “Bleeding Love” da Leona Lewis começou a tocar e Bella quase quis rir se lembrando dela e de Julia chorando na faculdade. Pegou uma garrafa de Bourbon e colocou no chão ao lado da caixa, pois ela a usaria mais tarde.

Abriu a grande caixa azul e jogou a tampa de lado, respirando fundo de novo enquanto encarava o tecido ali. Ela não mexia nessa caixa á quanto tempo mesmo? Ela sentia como se fossem anos, mas felizmente não era tão doloroso agora, não mais. Ela pegou o vestido de noiva de dentro, o encarando por longos segundos. O dia da notícia veio em sua mente, e hoje ela só conseguia se sentir uma idiota por ter sofrido daquela forma por um idiota como Matt. Visualizou todos os detalhes do vestido de novo, acariciando o tecido e sentindo seus olhos encherem de água de novo. Aquele era o vestido dos sonhos da mãe dela. Renée sempre tinha dito á Bella como a imaginava de noiva, e isso era algo que ela sempre tinha sonhado. E quando a oportunidade veio, ela acabou recriando o que sua mãe sempre lhe dizia que imaginava. Ela sorriu, lembrando dela e de Renée rindo juntas e conversando, mesmo no pior momento da doença dela. Lembrar da mãe era algo tão presente e tão doloroso que ela sentia como se a morte dela tivesse sido á alguns minutos. A dor dilacerante da perda e do vazio estavam ali, e isso foi algo tão forte que a fez cair de joelhos sobre o chão. Ela chorou por longos minutos, abraçada ao vestido enquanto lembrava de sua mãe, deixando as lágrimas correrem pelo pano caro e bordado. Felizmente ela conseguiu parar depois de um tempo, encarando o tecido mais uma vez. Todo o seu sentimento de saudade foi substituído por raiva, e ao som de “Fix You” do Coldplay, ela pegou a tesoura e começou a cortar todo o vestido, deixando que a tesoura rasgasse também todo o passado dela e todas as coisas que a tinham prendido em si mesma por tanto tempo. Ela cortou em vários lugares, rasgando o pano com as mãos, mesmo quando as sentia doer. E a cada som de pano sendo rasgado, ela sentia que uma parte dela voltava ao seu lugar. Sentia como se rasgasse toda a dor que ela tinha passado, a transformando em alívio. Nunca tinha sido tão libertador. Ela gritou, rasgando o pano repetidas vezes, mesmo em lugares onde não tinha mais nada pra ser cortado. Depois de quase uma hora ali, ela sentiu os braços doerem, mas tudo o que ela podia fazer era sorrir e chorar ao mesmo tempo.A liberdade própria que ela sentia era estonteante, e a fazia querer gritar de felicidade.

Abriu a garrafa de Bourbon e deu 3 grandes goles, pegando o celular do bolso e deitando sobre os panos rasgados no vestido. Ela discou o número de Edward e dublou a mensagem de voz dele, esperando pelo bip. Antes de falar ela sorriu, orgulhosa de si mesma.

— Oi, como você está? Eu acabei de fazer algo ótimo, Edward. – Ela disse sorrindo, mesmo com o fato de que dizer o nome dele á quebrava por dentro. – Eu rasguei o meu vestido de noiva! E Deus, eu acho que foi uma das melhores coisas que eu já fiz ultimamente, você ficaria orgulhoso de mim. – Ela disse triste suspirando. – Eu vou voltar para o meu Bourbon, nós nos tornamos grandes amigos nessa semana. – Ela riu sem humor. – Eu sei que eu estraguei tudo, mas eu sinto sua falta. – Então ela desligou o celular. Tentando segurar o choro enquanto dava mais um grande gole em sua bebida, passando uma das mãos pelos panos rasgados, querendo rir da sua situação deprimente.

Edward suspirou de novo, desligando o celular. Ele até tinha considerado mudar de número, mas quando Isabella começou a deixar recados pra ele, isso tinha se tornado deliciosamente torturante. A primeira mensagem dela o tinha feito chorar. Ela dizia que o ligava para ouvir sua mensagem de caixa postal, e isso era tão Bella que a saudade por ela doeu mais do que ele gostaria. Depois as mensagens tinham se tornado uma espécie de diário pessoal, e ele ficava praticamente o dia todo verificando se havia alguma coisa dela ali.

A última o tinha feito sorrir. Ela contava que tinha rasgado o vestido, e isso era algo que ele teria gostado de ver. Ele sentia falta dela, e isso era óbvio de mais, mas procurava se manter em foco com a faculdade. Além de precisar ocupar a cabeça, ele não queria perder uma oportunidade de formação rápida.

Emmett havia chego á dois dias. Eles estavam conversando, apesar de Edward querer se manter longe de tudo. Ele tinha insistido que Edward precisava de uma companhia, o que não foi capaz de ser contestado quando Emmett apareceu em sua porta com uma mala de mão.

A companhia dele era algo bom, e isso não deixava Edward com tempo demais para pensar em Bella.

Emmett já estava dormindo enquanto Edward estudava. Apesar de tudo, ele queria que o tempo voasse para que ele pudesse retornar pra casa. Ele honestamente não sabia que rumo os dois tomariam, mas isso também não era algo que poderia se adiar por mais tempo. Seus planos eram voltar para Seattle no final desse período, onde Esme já estava ansiosa programando uma festa de boas vindas, e dependendo da conversa que ele e Bella tivessem, ele iria tomar sua decisão sobre a Alemanha.

A sua proposta de emprego tinha sido inusitada, realmente. Em seu momento de raiva ele tinha mandado currículos para pós graduação e residência, e um hospital na Alemanha tinha se interessado nele. Isso era algo grande, realmente. Mas nada com o que ele já tivesse sonhado, e honestamente, se tudo desse certo entre ele e Bella, ele não se importaria em declinar o convite.

Leu sua matéria por mais alguns minutos, até que se deu por vencido pelo sono. Guardou seu material e bebeu um copo grande de água, indo até seu quarto. Apagou as luzes e se deitou, se ajeitando na cama. Fechou os olhos por pouco tempo, pois em segundos o seu celular já apitava. Ele o pegou em sua mesinha e viu que havia uma nova mensagem de voz. Suspirou pesadamente, mas logo depois já havia um sorriso em seu rosto. As mensagens de voz de Bella eram a pior e melhor parte do dia dele.

Ele abriu o celular e ouviu a mensagem, querendo chorar de novo. A voz dela era de choro, e ela começou a mensagem fungando. Ele quis sorrir, lembrando do primeiro dia em que a tinha visto chorar. Lembrando de como ele a achava forte de mais pra derrubar uma lágrima sequer.

Eu sinto muito, Edward. E me desculpe por essa voz ridícula também. – Ela fungou de novo. – Eu estou deitada pra dormir mas isso é apenas doloroso. No dia que dormimos juntos no chão da sala, aquilo foi tão aquecedor pra mim que agora eu fico buscando por aquela sensação, mas eu nunca a tenho. – Ela suspirou, fungando de novo. – Só me resta esmagar Hannibal por enquanto. Eu espero que você possa me perdoar e que me deixe compensar todas as vezes que eu fugi de você no meio da noite. Sinto falta do seu abraço.”

Ela disse ainda com a voz trêmula, terminando a mensagem. Ele suspirou de novo, limpando o rosto cansado e segurando os olhos úmidos. Ele encarou o visor e por um momento de loucura pensou em ligar pra ela, mas desistiu no mesmo momento, colocando o telefone de lado e passando as mãos nervosamente pelo cabelo. Ao mesmo tempo que ele sentia dor, ele sentiu seu coração se aquecer. Se ela dizia que sentia falta dele como daquela forma, isso só podia significar que ele não era indiferente para ela de fato. E talvez, dentro do seu mais lindo e doce devaneio, ela o amava também.

E esse pensamento feliz o fez dormir depois de alguns minutos. E por toda a noite ele sonhou com um mundo onde Isabella dizia que o amava, e nada era mais invencível do que os dois.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! comentem muitoooooo Música do capítulo: Fix You - Coldplay BEIJOSSS