Notas iniciais
boa noiteeeeeeeeeee amores, NÃO FIQUEM COM RAIVA DA BELLA! tudo o que esta acontecendo é importante para a fic e para os momentos que estou preparando, entao tentem entender e tenham paciência, vcs tao arrazando ela coitada kkkkkkkkkk aproveitem o caaaaaaap! esse congresso promete emoções fortes! Nome do capítulo: Te quero de volta boa leitura!

— Santa merda. – Esme xingou, encarando Matthew estatelado no chão. Os olhos de Bella ainda estavam arregalados e Edward tinha os nós de seus dedos vermelhos pelo recente soco. Uma grande roda se formou ao redor deles, encarando a situação. Um funcionário do hotel veio com uma caixa de primeiros socorros, se ajoelhando ao lado de Matthew e o ajudando a se levantar. A mão de Edward latejava, mas ele tinha certeza que ainda conseguia dar alguns socos.

— Edward, o que houve? – Carlisle chegou até ele, ainda atônito. As mãos de Edward tremiam um pouco e sua boca estava seca. Ele sentiu seus batimentos acelerados e encarou Isabella, que estava se aproximando de Matt, aparentemente preocupada. A raiva subiu nele novamente e Carlisle colocou a mão em seu peito. – Filho, olhe para mim. – Ele pediu carinhoso mas Edward via tudo vermelho. O nariz de Matt sangrava e Isabella estava ao lado dele, tocando seu braço.

Elena percebeu a movimentação e foi até lá, vendo Edward no centro de tudo. Ela correu até ele e o segurou pelos ombros.

— Edward? – Ela chamou, mas ele não conseguia tirar os olhos de Bella e Matt. Ele limpava o sangue do rosto e reclamava sobre o nariz, ela tinha uma mão sobre o braço dele e falava algo que ele não conseguia entender. De repente, sentiu uma dor ao lado esquerdo do seu rosto, se virando para o lado. E para sua surpresa, Elena havia lhe dado um grande tapa na cara. – Obrigada por ter sua atenção em mim. – Ela disse firme e ele ainda se sentiu tonto. – Vamos sair daqui, Edward. – Ela puxou ele pelo braço juntamente com Carlisle e Esme, saindo do meio da multidão.

— Eu vou mata-lo! – Ele pode ouvir uma voz de longe, e tinha quase certeza que era a voz de Matt. Mas o fato de Isabella estar ao lado dele o deixava puto o suficiente. Ele não podia acreditar que ela tinha optado por ele depois de tudo.

Eles chegaram até uma mesa do lado de fora do hotel, na parte aberta. Edward foi colocado em uma das cadeiras por Carlisle e Elena. Todos se sentaram ao lado dele e Esme tocou sua perna.

— Filho... – Ela chamou delicada e ele suspirou, a olhando.

— Ela me disse coisas horríveis sobre ele. Ela deveria odiá-lo, mãe. Mas onde ela está? Lá ao lado dele, o consolando. Eu não tinha como não soca-lo, eu não podia deixa-lo sem isso, não depois do que ele fez! – Ele respirou profundamente. – Ele a magoou, mãe. E ela esta com ele agora! – Ele disse nervoso, puxando cabelos de sua cabeça, seus olhos embaçados com as lágrimas.

Foda-se, eu estou chorando.

Esme afagou seus ombros e Carlisle bufou. Elena se aproximou dele e tocou seu braço.

— Ed... – Ela chamou e ele a encarou, já chorando. – Ei, esta tudo bem. Vamos colocar algum gelo na sua mão, sim? – Ela conversou com ele como quem falava com uma criança. Esme e Carlisle já a conheciam então deixaram ele ir com ela. Elena a pegou pelo braço e entrou com ele no hotel de novo. A maioria das pessoas já tinha se dispersado, então ela andou com ele até o guichê. As funcionarias os encararam ainda perplexas e Elena as encarou com as sobrancelhas erguidas. As mulheres voltaram aos seus sorrisos falsos.

— Quero saber qual o quarto de Edward Cullen, por favor? E depois disso nós queremos um balde de gelo sendo entregue no mesmo. – Ela disse autoritária e uma das mulheres digitou algo em seu computador.

— O seu quarto esta reservado para um casal. – Ela continuou lento. – E esta no nome de Edward Cullen e Isabella Swan. – Ela disse sorrindo e Edward pareceu voltar em sua órbita.

— Arrume outro quarto. – Ele ordenou.

— Senhor, não temos outro quarto disponível. – Ela disse delicada e ele bateu a mão em um soco no balcão.

— Outro quarto, agora! – Ele pediu entredentes e Elena tocou o braço dele.

— Pare, Edward! – Ela brigou e ele a encarou. – Esta tudo bem, apenas tire o nome dele da reserva e o coloque no 1315. – Elena pediu, se voltando para a funcionária. – É o meu quarto, tem como colocar outra cama de solteiro? – Ela pediu simpática e a mulher fingiu outro sorriso, digitando algo em seu computador.

— Claro, Stra. Gilbert. Apenas um momento. – Ela pediu, saindo dali e entrando em uma das portas atrás do balcão. Elena encarou Edward.

— Pare de agir como um fodido primitivo, merda. Você precisa começar a pensar direito, Edward. – Ela bufou. – Vai ficar no meu quarto por hoje e eu vou dormir com uma colega minha, ok? A noite você pensa em algo sobre como vai agir. Como chegamos hoje não terá um congresso realmente, só uma introdução a partir das 19h, e você precisa descansar. – Ela disse autoritária e ele apenas assentiu. A mulher do hotel retornou.

— Já telefonei para levarem uma cama de solteiro e um balde de gelo, senhorita. Também mandei entregarem as malas dele no novo quarto. Preciso dos documentos dele e seus, por favor. – Eles entregaram os documentos e Edward assinou alguns papéis. A balconista lhe entregou uma chave do quarto então eles foram até o elevador.

O elevador subia em absoluto silêncio. O mesmo parou no décimo andar, e quando a porta se abriu, Elena desejou algum buraco para se enfiar. Isabella estava ali, parada na frente deles com cara de poucos amigos. Ele levantou o olhar e a encarou, seu rosto completamente perplexo. Ela fez menção em falar algo e ele andou até o painel, apertando o botão para que a porta se fechasse. Ela estendeu a mão para frente, impedindo as portas de se moverem por conta do sensor de movimento. Ele a encarou com raiva.

— Nós precisamos conversar. – Ela disse séria e ele riu debochado.

— Eu já entendi tudo, Isabella. Não temos nada o que falar mais. – Ele disse rude e ela andou em sua direção.

— Edward... – Ela pediu e ele fechou os olhos, respirando fundo.

— Já foi o suficiente, Bella. Ele precisa de um tempo, por favor. – Elena pediu, se colocando entre eles. Edward foi para o fundo do elevador e passou as mãos nervosamente pelo cabelo.

— E você, por que esta entre nós? Mal podia esperar pela hora de poder consolá-lo, não é? Eu deveria saber o tipo que você é, Elena. – Bella disse com voz de ódio, quase cuspindo o nome dela. Elena a encarou com pena.

— Eu sou amiga dele, Isabella. E eu era quem deveria saber sobre o seu tipo, infelizmente eu me arrependo de ter encorajado Edward ao seu respeito, você não merece metade do amor que esse cara tem por você. – Ela andou até o painel e apertou o botão para que a porta se fechasse. – Tenha um bom dia. – Ela disse firme para Isabella, que logo sumia de sua visão.

Isabella encarou o elevador, que já subia para o 12º andar. Ela bufou e respirou fundo, fechando os olhos. Mordeu o lábio inferior e passou as mãos pelo cabelo de novo, nervosamente. Tudo tinha saído fodidamente errado.

Ter Matt ali trouxe toda a merda para ela de novo, e foi inevitável não reviver todos os momentos deles. Os ruins e os bons. Foi tudo tão rápido, e ela se sentiu como na semana antes do seu casamento, deslumbrada e feliz. Então Matt estava no chão, chamando pelo nome dela e ela não soube o que fazer, a não ser ir até ele.

Tudo o que ela desejava eram respostas e explicações, e para isso, ela teria a necessidade de se aproximar dele, inevitavelmente. Claro que ela não gostava dele mais, na verdade ela nunca chegou a se apaixonar, e hoje ela tinha isso claro em sua mente. Ela nunca havia sentido por Matt o que sente por Edward, e isso é uma grande coisa.

Foi tudo um susto, e quando ela deu por si já estava perto de Matt. Ela não sabe se foi por instinto médico ou se foi porque ela desejou estar mais perto dele apenas para deferir o próximo soco. Então ele começou a pedir desculpas e a dizer a ela que ele tinha uma explicação, e foi impossível sair dali.

Todo o corpo dela pedia por respostas. Ela queria poder ter a oportunidade de dizer tudo o que tinha ficado entalado em sua garganta. Ela queria poder entender como ele pode ir embora tão facilmente se dizia que a amava como um louco. E na época, ela se sentia uma pessoa apaixonada. E hoje, vendo-o ali, ela havia se lembrado de como ela achava que se sentia. E sim, até hoje ela tinha claro em sua mente que fora perdidamente apaixonada por Matt. Mas depois de vê-lo lhe pedindo desculpas, ela não pode deixar de ignorar como aquilo soava falso em seus lábios. Então foi como voltar no tempo novamente, e ela relembrava os momentos dos dois e via tudo soar como uma grande mentira. Ela tinha essa habilidade agora. Edward é uma pessoa tão transparente, ele não consegue ser desonesto com ela. E quando você convive com uma honestidade contínua, é fácil ver quando alguém mente ou tenta te enganar. E a única coisa que ela via em Matt agora era um grande engano. Aliás, eles haviam sido uma grande mentira. Infelizmente ela estava frágil e ele se aproveitou desse momento. Que mulher que perde o irmão e é renegada pelo pai não gostaria de amor? Ela ficou deslumbrada, e junto com o deslumbre veio sua cegueira. Mas agora era tudo claro.

Ela tinha plena consciência que havia sido uma vadia com Edward. Depois das 5 horas produtivas no avião, ela tinha conseguido estragar tudo. Novamente.

Ela encarou o elevador e viu que ele parava no 13º andar. Tomou as escadas e subiu correndo, chegando ofegante até seu destino. Ela viu Edward e Elena andando devagar pelo corredor, até pararem em uma porta. Ela correu até eles, tocando-o no ombro. Ele se virou de repente, arregalando os olhos ao vê-la ali de novo.

— Por favor você precisa me escutar! – Ela pediu já chorando, respirando fundo. – Eu não tomei partido nenhum, apenas foi um choque, e ele estava ali depois de tanto tempo, e eu senti raiva, eu senti medo, eu me senti impotente... – Ela começou a falar nervosamente e ele respirou fundo, tocando o ombro dela.

— Isabella, eu não quero conversar agora, por favor. Eu preciso de horas de sono e de um gelo em minha mão. – Ele disse frio, se virando para a porta do quarto e lhe dando suas costas. Ela o segurou pelo braço, o puxando para si.

— Por favor, me deixe cuidar da sua mão, me deixe te explicar... – Ela suplicou em lágrimas e ele suspirou, amaldiçoando-a em sua mente. Infelizmente ele era um fraco, e ele a amava como um louco, o que o deixava um completo idiota dependente.

— Elena... – Ele pediu e ela sorriu, revirando os olhos.

— Não é como se eu já não estivesse me preparando pra sair, Ed. – Ela disse sorrindo e saiu detrás dele, encarando Bella. – Se você magoá-lo, nós vamos ter uma conversa diferente, Bella. – Ela disse séria e Bella assentiu, suspirando. Ela sorriu para Edward e lhe entregou a chave do quarto, indo em direção ao elevador.

Ele voltou a encarar Bella, então eles entraram no quarto em silêncio. Já havia um balde de gelo ali com uma toalha. Ele encarou o quarto por um momento e foi até a cama, se sentando ali na beirada. Ela suspirou e foi até a mesinha com o balde de gelo, colocando um pouco dentro de uma bolsa de pano que também estava ali, pegando uma toalha. Ela se voltou para ele e parou em sua frente, o encarando.

Tocou-lhe o braço na altura do ombro e desceu por ele com o dedo indicador, chegando em sua mão. Ela a segurou e levantou um pouco, encarando os nós dali quase arroxeados. Sua mão estava inchada, então ela começou a chorar de novo, colocando a bolsa de gelo sobre a mão dele, o fazendo gemer de dor e de alívio. Ele a tinha defendido e ela havia ficado do lado do inimigo.

— Edward... – Ela sussurrou, chorando e ele suspirou, a encarando com os olhos úmidos também. – Me desculpe, eu não quis que parecesse que eu estava do outro lado, eu apenas... – Ela suspirou, perdida em si mesma. – Eu não sei o que houve, me desculpe. Eu não esperava vê-lo ali, e foi um choque pra mim. Tudo voltou em minha mente e foi como se eu me visse naquele vestido de noiva. – Ela suspirou e lágrimas caíram pelo rosto dele. Ela limpou o seu próprio, alterando o local da bolsa de gelo para não avermelhar a mão dele. Ela depositou a bolsa sobre seu pulso e suspirou de novo. – Quando eu percebi você já o tinha socado, e eu apenas já estava próxima porque eu gostaria de estapeá-lo no rosto. E foi tudo tão rápido, as pessoas apareceram, a sua mãe estava lá, ele ficava me pedindo desculpas e eu apenas estava prestando atenção no que ele dizia, querendo alguma resposta. – Ela suspirou e o encarou nos olhos. Ela viu dor ali, e decepção, o que doeu mais ainda em seu peito. – Mas a única coisa que eu consegui foi perceber como tudo foi sempre errado e como esta sendo certo agora. Ele me pediu desculpas e tudo o que eu via eram palavras vazias, entende? Toda a nossa relação veio em minha cabeça e eu percebi como foi falso o tempo todo, eu percebi que eu estava tão deslumbrava que não vi o quão falso ele era sobre tudo. – Ela suspirou de novo, colocando a bolsa de gelo de lado e se aproximando dele na cama, tocando seu rosto. As lágrimas de ambos ainda ali. – Eu só percebi isso por que há você. E você é apenas o cara mais honesto do mundo comigo. O jeito que você me diz tudo, você apenas não mente. E todo aquele tom de voz de Matt, tudo as desculpas e tudo o que ele sempre me disse... Eu percebi como sempre foi incrivelmente falso. – Ela suspirou, se aproximando mais. – Por favor seja honesto comigo, Edward. Mesmo que for pra me mandar embora. – Ela pediu chorando e ele suspirou.

— Eu já disse a você que eu nunca vou te mandar embora, Bella. Deus, eu amo você, eu não poderia nem se eu quisesse. – Ele disse triste e ela chorou mais, o abraçando pelo pescoço. As mãos dele foram para sua cintura, passando em suas costas, a acalmando.

— Por favor me desculpe. Eu nunca quis que parecesse que eu estava te trocando, amor. – Ela pediu em meio ao choro e ele paralisou por um momento por como ela o tinha chamado, mas agora não era hora para esse assunto delicado. Ele suspirou de novo, a puxando para seu colo e a ninando ali. Ele sabia que podia ser um completo idiota, mas ele a ama. E as vezes, não há nada a fazer sobre isso a não ser sucumbir. E o amor deixa todos idiotas mesmo, não é como se ele fosse o único imbecil no mundo. E mesmo sendo doloroso, ele entendia as merdas dela, ele entendia que ela era danificada e ele a aceitou assim.

— Esta tudo bem, querida. – Ele beijou o cabelo dela e Bella o encarou. Ele limpou as bochechas úmidas dela.

— Não esta com raiva de mim? Eu não posso te ter com raiva de mim. – Ela disse voltando a chorar e ele sorriu triste, acariciando seu rosto.

— Não estou com raiva, amor. Eu nunca poderia ter raiva. Eu estou magoado, mas isso é apenas passageiro. – Ele disse sincero e ela suspirou.

— Eu não estraguei tudo? Eu soube que você mudou de quarto. – Ela suspirou, triste. – Eu realmente não sabia que era um quarto para nós dois, mas acho que sua mãe tinha se encarregado disso. – Ela sorriu triste ele beijou a bochecha dela.

— Eu sou o seu fodido capacho, Bella. Você sabe que eu não consigo realmente manter uma briga, eu gostaria de ser firme sobre isso mas eu me tornei um homem apaixonado. – Ele deu de ombros e ela sorriu triste, desejando poder dizer para ele que o amava de volta. Mas agora ela não podia, ela precisava resolver todas as suas merdas para voltar completa para uma relação. Eles encostaram a testa um no outro e ficaram ali por um momento, normalizando suas respirações.

A mão dele estava sobre as pernas dela, então ela a pegou, passando o dedo indicador pelas partes roxas, beijando cada nó entre seus dedos.

— Eu gostaria de ter dado um soco nele também. – Ela riu e ele sorriu, afastando o cabelo de seus ombros e beijando ali.

— Você se lembra nós presos no elevador, quando eu lhe disse que cortaria as bolas dele? Só para que você saiba, eu falava sério, mas eu apenas não tinha o meu bisturi no momento. – Ele disse sério e ela riu, uma de suas mãos ainda em volta de seu pescoço, então ela o beijou. A mão ruim dele foi para a cintura dela, a apertando e aproximando os corpos dos dois. As mãos de Bella foram para o cabelo dele, se enroscando ali enquanto ela o puxava para mais perto. Não estava sendo um beijo sujo ou urgente. Era calmo, carinhoso e havia amor ali.

Eles se separaram e ela sorriu mais abertamente para ele.

— Estamos bem? – Ela perguntou em um sussurro e ele sorriu triste.

— Vamos ficar. – Ele suspirou e ela fechou a cara. – Preciso dormir um pouco. – Ele pediu evasivo e ela bufou, se levantando e tirando a bolsa de gelo e a toalha da cama, as colocando no carrinho e arrumando as roupas, pronta para sair do quarto e dar o espaço dele. Ela chegou até a porta e segurou a maçaneta. Ele suspirou e xingou baixo, a encarando.

— Bella. – Ele chamou receoso. Ao mesmo tempo que queria tê-la perto, ele sentia que eles precisavam de uma distância, mas era apenas impossível. – Deite aqui comigo. – Ele pediu, já ajeitado na cama de solteiro, abrindo um espaço pra ela. Bella se virou e o encarou na cama, sorrindo minimamente e indo de volta até ele, se sentando ao lado dele e deitando ali, virando seu corpo para encará-lo. Ele a encarou, ainda sério, e a abraçou pela cintura, a trazendo para perto.

— Deus do céu, o que você faz comigo? – Ele perguntou baixo, mais para si mesmo do que outra coisa. Ela tinha esse poder sobre ele, esse jeito de deixa-lo como um otário, sempre aos seus pés. Ela sorriu, acariciando o rosto dele.

— Eu sempre disse a você que todos os caras se apaixonavam por mim. – Ela disse exibida e ele riu.

— Eu deveria ter me mantido longe, droga. – Ele disse rindo e ela suspirou.

— Não é como se você não fosse irresistível também, Edward. – Ela disse com pesar, dando de ombros e ele sorriu. Aquilo seria o mais perto que ele conseguiria dela sobre alguma declaração, e por hora, seria o suficiente.

Eles dormiram depois de alguns minutos falando sobre nada. O voo realmente fora cansativo, então por volta das 17h eles acordaram e Bella foi para o próprio quarto. Ele optou por ficar ali no quarto de Elena, porque por mais que ele a amasse, ele precisava de um espaço e um tempo para pensar sobre tudo. Ele sabia que Bella valia a pena, ele sabia que seria uma longa espera, mas ele nunca pensou que seria tão doloroso. Ele a ama, mas sua consciência o avisava o tempo todo o quão inconstante que ela é, mas ele apenas não conseguia se manter longe. Devia ser algo sobre magnetismo, alma gêmea ou qualquer merda assim. Mas ele sabia que era algo de outro mundo, realmente.

Ele tomou um longo banho e se trocou. Ao sair do banheiro Elena estava ali, procurando alguma roupa em sua mala. Ela sorriu para ele e eles se sentaram na cama, então Edward contou a ela sobre a conversa deles e sobre como ele se sentia. Ela tinha se tornado uma grande amiga em pouco tempo, e as vezes era bom ter conselhos vindo de olhos femininos, ele sempre achou que as mulheres tinham um olhar mais carinhoso sobre tudo. Elena contou a ele sobre um médico amigo dela, e como tinha sido a tarde deles.

— Eu não sei Ed, cada dia mais eu vejo que nunca amei o meu noivo, sabe? Eu o superei tão rápido, e agora tem o David, e ele é apenas maravilhoso comigo. – Ela disse deslumbrada e ele sorriu.

— Isso é bom, você precisa seguir em frente. Só por favor veja se há algum antecedente nele, você sabe... – Ele disse meio receoso e ela riu.

— Oh sim, eu sei. – Ela riu de novo. – Ele não é gay, Ed. Por favor não me desanime. – Ela disse triste e ele riu, a abraçando pelos ombros e beijando sua têmpora.

— Ok ok, mas me deixe apenas conhece-lo, eu tenho um belo radar pra isso. – Ele disse sério e ela riu, se levantando da cama. – Por favor lave logo esse traseiro para descermos, o evento começa em uma hora. – Ele disse olhando o relógio e ela lhe deu o dedo, entrando no banheiro.

Depois de 40 minutos eles estavam no hall do hotel. Algumas pessoas ainda olhavam Edward, lembrando do ocorrido de mais cedo. Ele apenas agia como se nada acontecesse, andando até o grande salão com Elena.

Eles receberam uma sacola do congresso e foram se sentar em uma das cadeiras. O tal do David chegou e se sentou com eles. Depois de um tempo ele olhou ao redor e não viu nem Isabella nem Matthew. Ele tentou não se sentir paranoico com isso mas era apenas impossível.

A apresentação do congresso terminou e não houve sinal de nenhum dos dois. Elena e David o convidaram para ir até o bar do hotel mas ele recusou, indo para seu próprio quarto. Ele pensou em ir até o quarto que deveria ser deles, tocar a campainha e ver se ela estava realmente ali. Mas por outro lado, ele não tinha nada certo com ela. E apesar de entender a situação, ele ainda se mantinha magoado. Sua curiosidade por saber onde ela estava cresceu em seu peito, mas ele apenas a controlou e voltou para o quarto de Elena.

E quando ele entrou sua surpresa não pode ser maior. Ela estava ali e o quarto estava em meia luz. Havia uma mesa de jantar e um balde com champagne. Ele a encarou e quase caiu para trás de novo. Ela estava com um vestido preto curto, de alças finas e decote de coração. Seus cabelos lisos e seus lábios pintados de vermelho. Ele sorriu e ela se aproximou, tocando o peito dele sob a camisa social.

— Eu espero que o congresso tenha sido chato, assim vai ser mais fácil de animar você. – Ela disse divertida e ele revirou os olhos.

— Você não precisa se esforçar muito realmente. – Ele sorriu e a abraçou pela cintura, a puxando para si. – Há alguma chance de ter aquele espartilho vermelho por baixo do vestido? – Ele sussurrou no ouvido dela, que riu.

— É preto rendado. – Ela disse divertida e ele gemeu, fazendo-a rir.

— Oh merda. – Ele amaldiçoou e ela riu de novo. Então eles se sentaram para jantar, Bella servindo champagne para os dois.

Ele a encarou e então soube que a noite seria longa. Na verdade, a semana seria realmente longa.

Notas finais
comentem muitoooo!!! Música do capítulo: Want you back - Cher Lloyd e eu juro que no final de semana respondo as lindas reviews do cap 15, estou em provas e fico caçando tempo para poder escrever, então as vezes não consigo respondê-las prontamente! obrigada e beeijos!