Heartbeat - I wanna be yours

23 This is what dreams should always be


Notas iniciais
oláaaa amoreees, ai vai mais um pra vcs! espero que gostem e desculpem pelos erros! Nome do capítulo: Isso é como os sonhos sempre deveriam ser Beijos e boa leituraaaa

3 dias depois.

Bella vinha pensado muito ultimamente. Esme tinha liberado que ela trabalhasse um pouco, então Rose lhe trouxe as pastas de alguns pacientes dela, deixando que Bella tomasse algumas decisões de medicação. Ela se sentia viva voltando a trabalhar, seu combustível era o hospital, e ela não sabia como tinha conseguido ficar tanto tempo longe.

Ela folheou as pastas em cima da mesa em seu colo, achando a pasta verde no meio delas. Sorriu para a mesma, a abrindo. Era como um diário de bordo, e havia tudo sobre Edward ali. Ela tinha anotado o progresso diário dele no hospital, assim como tinha feito observações pessoais. Era mais algo para si mesma do que qualquer outra coisa, mas depois, folheando tudo que estava escrito, ela sentiu que era algo que ele deveria ter, independente de tudo.

No fim, ela sabia que esperaria por ele o tempo que fosse, isso tinha se tornado um fato. Mas na verdade, ainda tinha suas dúvidas de que eles ficariam curados e conseguiriam seguir juntos. Depois de tantas brigas, tanta dor e distância, ela honestamente não sabia se o amor que eles sentiam um pelo outro poderia apagar tudo isso, mas desejava que sim.

Conseguiu fazer mais algumas anotações em prontuários, se sentindo cansada. Ainda estava um pouco fraca, então apertou o botão das enfermeiras, recebendo uma de prontidão. Pediu delicadamente pelo almoço, este sendo entregue logo em seguida. Ela comeu e tirou um cochilo, acordando cerca de duas horas mais tarde.

Depois de um longo tempo encarando a tv, ela pegou a pasta verde em sua mão e começou a escrever como ela se sentia sobre ele. A pasta ficaria em sua posse de qualquer maneira, então ela aproveitou do local para se declarar, mas nunca dizendo que o amava realmente. Ela precisava dizer isso pra ele primeiro, antes de escrever em qualquer lugar.

Depois de 40 minutos escrevendo, suspirou, fechando a pasta e a colocando de lado. Se levantou da cama lentamente, vestindo seus chinelos e segurando o suporte de soro, o arrastando pelo quarto. Ela já tinha pensado muito em 3 dias, e as suas ideias começaram a ir para o lugar, finalmente. Ainda faltava 3 semanas e 4 dias para o tempo acabar, e ela esperava que isso fosse suficiente para resolver tudo com o seu pai.

Andou pelo corredor do hospital em sua grande camisola, arrastando debilmente o suporte de soro pelos corredores, chegando até o elevador. Desceu dois andares para o quarto de Charlie, ficando em frente a porta por alguns minutos, tomando sua coragem. Ela se preparou para o choro, para reviver sua dor de novo e principalmente, para escutar e perdoar.

Deu dois toques na porta e escutou um ‘entre’ abafado de dentro. Respirou fundo e girou a maçaneta, encontrando Charlie sentado na cama, assistindo a um jogo.

— Posso entrar? – Ela perguntou receosa, sem entrar no quarto realmente. Ele sorriu, assentindo com a cabeça. Bella entrou ainda sem jeito, andando lentamente até a poltrona ao lado dele, sentando ali.

— Eu vou escutar você, Charlie. – Ela suspirou, indo direto ao assunto. – Mas não vai ser fácil entre nós, você deve saber. Eu não posso perdoar 7 anos de falha como se não significasse nada. – Ela suspirou e ele abaixou a cabeça, envergonhado. – Eu tinha 19 anos, pai. Eu era praticamente uma criança, eu não fui criada para o mundo, sempre tive tudo em minhas mãos, era uma completa boba. – Seus olhos umedeceram, e ela se sentiu como no dia que ela e sua mãe receberam a notícia da doença. – Eu precisei amadurecer tão rápido, precisei mudar de um dia pro outro, porque eu não tinha você, e Garrett estava longe. Só restou pra mim ser forte por ela. – A sua voz ficou rouca pelo choro e as lágrimas já escorriam pelo seu rosto e pescoço. – Você sabe como era cortante, vê-la naquele estado e me sentir uma fodida impotente. Eu não pude chorar, pai. Eu nunca podia chorar, eu precisava ser forte por ela. E foi tão rápido. – Ela chorou mais, limpando o rosto e respirando fundo. – Quando eu dei por mim, ela tinha escapado pelos meus dedos, tinha ido embora. E eu perdi a pessoa que mais amava na minha vida, e tudo isso sozinha. – Ela disse sentida, limpando a garganta. – E depois disso você se afundou na bebida, nós discutíamos sempre. Garrett ficou bravo comigo, nós brigamos feio depois da morte da mamãe. Você não foi capaz de ser um pai pra nós, quando mais precisávamos de você. – Ela disse com a voz trêmula, fazendo Charlie chorar. – Eu precisei tanto de você, papai. – Ela disse completamente frágil, soluçando em meio ao choro. – Eu precisei do seu apoio, por todos esses anos. E depois quando Garrett se foi, você ainda pôde colocar a culpa sobre mim, como se eu fosse quem provocou o acidente, e eu me senti tão culpada. – Ela fechou os olhos com força, fungando e limpando o rosto. Charlie estava sentado na beirada da cama, chorando compulsivamente enquanto encarava Isabella. – Eu me senti um lixo por muito tempo, achando que era a minha culpa. Eu pensei em desistir da medicina de vez, eu queria me desfazer da casa que eu e ele moraríamos. Eu quis telefonar pra você tantas vezes. – Ela suspirou, limpando o rosto. – Eu achava que talvez você pudesse ser gentil comigo, pelo menos uma vez, mas isso nunca veio. – Ela tapou o rosto com as mãos, sentindo seu peito explodir. Levantou da poltrona impaciente, batendo o pé no chão, tentando ter alguma calma. Sentia o próprio coração acelerado, e seus pulmões buscavam por ar. Charlie desceu da cama debilmente e andou até ela com dificuldade, se apoiando em seus ombros.

— Eu sinto muito, Bella. Me perdoe por toda a dor que eu lhe causei, me perdoe. Eu amo você, querida. Eu nunca quis ser um idiota á esse ponto, mas eu me senti perdido. Eu fui fraco. Eu perdi a pessoa que eu mais amava no mundo. Foram 30 anos de casados, Bella. Eu conhecia sua mãe desde pequeno, e nossa história foi tão linda. – Ele chorou, segurando os dois ombros dela, a encarando profundamente nos olhos. – E eu não consegui aguentar, ver o amor da minha vida perder a alma aos poucos, foi um fardo enorme pra mim. Eu sinto muito deixar tudo sobre as suas costas, amor. Por favor me deixe tentar reparar os anos que nós perdemos. Eu quero poder ser seu pai de novo, filha. – Ele pediu carinhoso e ela chorou mais. Charlie se inclinou na direção dela, a abraçando.

Bella se sentia uma garotinha indefesa. Tudo o que ela sempre quis foi que o pai voltasse atrás, que a perdoasse. Mas hoje ela entendia que o erro sempre foi dele, que ela não precisava ser perdoada por nada. Mas ele precisava do seu perdão. E mesmo com tanta mágoa e dor, ela não podia negar isso para o próprio pai, por pior que ele tenha sido. Ela o abraçou de volta, sentindo como em seus 5 anos de novo. Seus ombros balançavam pelo choro, assim como os ombros de Charlie. Poucos segundos depois, uma enfermeira entrou nervosa no quarto. Os dois se separaram e limparam os rostos molhados.

— Oh, me desculpe Dra. Isabella. Eu vi no monitor que o coração do seu pai acelerou muito, então eu vim ver o que acontecia. Não quis atrapalhar. – Ela disse encabulada. Bella sorriu para ela.

— Tudo bem Mary. Ele esta bem, nós vamos ficar bem. – Ela encarou ele, sorrindo. Charlie retribuiu.

Mary saiu do quarto, os deixando a sós. Charlie se virou para a Bella de novo, segurando seu rosto estre as mãos.

— Eu te amo, filha. Você sempre foi minha princesinha. Me perdoe por ter sido tão horrível com você, querida. – Ele disse emocionado e ela assentiu, mordendo o lábio inferior, tentando conter o choro. – O seu namorado conversou muito comigo. Na verdade, nós até brigamos. – Ele disse divertido, fazendo Bella sorrir entre o choro. – Ele me disse tanto sobre você, como você é maravilhosa, competente, dedicada. Ele me ajudou a ver o meu erro, me incentivou a falar com você. Eu estava tão envergonhado. – Ele suspirou. – No dia do acidente, eu estava em Seattle porque eu queria falar com você. Eu estava decidido a conversar, mas eu não tinha vindo pelo perdão. Edward que me ajudou a ver tudo sobre um outro ângulo, e me incentivou a tentar pela minha redenção. Eu ainda não me perdoei, Bella. Mas eu preciso do seu perdão para poder começar. – Ele pediu em súplica, fazendo ela chorar mais. Edward tinha feito tanto por ela sem ela saber, e isso era uma das maiores provas de amor que ela podia ter.

— Eu perdoou você, Charlie. – Ela disse doce e ele sorriu, chorando. Eles se abraçaram de novo. Isabella se separou dele, sentindo seu peito ainda apertado. Era como se sua caixa torácica tivesse diminuído, e agora os seus pulmões estavam comprimidos, espremendo o coração dela no processo. – É melhor nós descansarmos, foram muitas coisas para um dia, e nós ainda temos muito o que conversar. – Ela disse sorrindo triste e ele assentiu, beijando a testa dela. Eles se despediram dolorosamente, então Isabella rastejou de volta para o próprio quarto, se jogando na cama hospitalar e terminando de eliminar todas as lágrimas que ela guardou por anos.

A doença de sua mãe caiu de novo sobre ela, assim como os terríveis momentos que ela precisou presenciar. Tudo sobre o seu irmão a atingiu também, quase rasgando seu coração em dois.

Nós nunca conseguimos superar a ausência de alguém. O tempo ameniza a falta, isso é um fato. Mas acordar todos os dias, sabendo que você nunca mais vai ver quem ama, nunca mais vai ouvir a risada, brigar, ver os olhos, sorrir junto, chorar junto. Ainda mais para Bella, que sempre foi tão ligada na mãe e no irmão. Perceber, todos os dias, que eles não voltariam mais era cortante, e a cada momento da vida dela, ela deseja poder ligar para os dois para contar sobre suas conquistas, suas tristezas, seus medos, seus sucessos. Ela queria ligar pra eles e dizer que ela e Charlie ficariam bem, eventualmente. Mas não haveria ninguém do outro lado da linha, então ela rezou.

Caiu no sono depois de alguns minutos em suas preces. Acordou depois de aproximadas duas horas, sendo recepcionada pelo seu bolo de chocolate. Ela sorriu ao comer, feliz de sua comida não ser a típica sem sal do hospital. Terminou de comer e pegou o celular, respondendo algumas mensagens e depois discando o número de Edward.

Ela escutou sua mensagem de voz, a dublando como sempre e esperando pelo bipe. Ela sorriu antes de falar.

— Oi! – Ela disse animada. – Eu acabei de comer um bolo de chocolate, então o açúcar ainda esta me deixando enérgica. – Ela comentou, rindo rapidamente. – Eu falei com o meu pai hoje, foi bem mais produtivo. Eu disse tantas coisas que estavam em minha garganta, Edward. Foi como poder respirar de novo depois de longos anos. – Ela disse sorrindo. – Foi doloroso, mas foi como tirar um grande piano de cima dos meus ombros. Eu o chamei de pai. – Ela disse sorrindo. – Fazia tanto tempo que eu não dizia essa palavra, e foi reconfortante. Eu acho que nada vai se apagar de mim, as mágoas acabam ficando, mas eu estou aberta a uma relação com ele. Quem sabe nós não podemos tentar ser pai e filha de novo? Eu o abracei depois de 7 anos. E mesmo a sensação ainda sendo dolorosa, foi como estar em casa. Não em uma mansão, mas em uma casa simples, que precisa ser reformada, sabe? Talvez nós conseguiremos esquecer nossas mágoas e seguir em frente. Eu espero que conosco seja da mesma forma. Eu sinto sua falta como em todos os dias, e as vezes parece que você vai entrar pela porta desse quarto e me abraçar. – Ela disse com a voz rouca, mordendo o lábio inferior, segurando o choro. – Eu sinto tanto a sua falta, Edward. Dói muito não ter você perto, não ter o seu apoio. – Ela fungou, limpando o rosto úmido. – Mas eu entendo que preciso seguir sozinha. Eu espero que você possa voltar a andar do meu lado um dia. Afinal, eu sempre vou esperar por você. – Ela disse chorosa, terminando a mensagem de voz.

Colocou o celular sobre o colo e tapou o rosto com as mãos, chorando de novo. Ela entendia que precisava enfrentar tudo isso sozinha, não só para crescimento pessoal mas para amadurecimento também. A cura dela tinha que vir por causa dela, não pela ajuda de ninguém, apesar de Edward ter ajudado demais sem que ela pedisse. Era tão nobre dele, ter se preocupado com ela a ponto de falar com seu pai e brigar com ele.

No fim, Bella devia ter sido a professora dele, mas ele quem a tinha ensinado a maior das lições. A paz interior.

Duas semanas tinham se passado desde que Bella foi internada. Já tinha ganho 6 quilos e sentia seu corpo muito mais disposto. No total, já havia se passado 5 semanas desde que ela voltou de viagem, o que significava que em 3 semanas Edward estaria de volta.

Esme entrou no quarto dela, sendo recepcionada com um grande sorriso de Bella.

— Bom dia, querida. Como esta essa manhã? – Ela perguntou simpática, pegando o prontuário de Bella no pé da cama, andando até ela e beijando sua testa.

— Me sinto muito melhor, Esme. – Ela sorriu.

— Que bom. Vim te dar uma boa notícia. – Ela disse animada, anotando algo no prontuário e o colocando de volta na mesa. – Falei com a nutricionista e ela me deixou te liberar, com a condição de que você continue mantendo a dieta que ela orientou até o dia determinado. – Ela disse sorrindo, fazendo Bella dar um gritinho de animação.

— Isso é ótimo! Obrigada, Esme. – Ela sorriu, puxando Esme para um abraço. Depois de algum tempo elas se soltaram.

— O seu pai só vai sair em dois dias... – Ela começou evasiva e Bella sorriu minimamente.

— Eu sei. Nós estamos nos resolvendo. – Ela suspirou, passando a língua pelos lábios. – Eu estava pensando... Será que ele aceitaria ficar na minha casa? Acho que seria bom para nós dois uma convivência. – Ela disse, dando de ombros. Esme sorriu orgulhosa.

— Você já cresceu, querida. – Ela observou sorrindo. – E eu acho que o seu pai adoraria passar um tempo com você, fiquei sabendo que ele ia alugar um hotel... – Ela comentou sugestiva, fazendo Bella sorrir.

— Vou falar com ele. Já estou liberada? – Perguntou animada, fazendo Esme rir.

— Esta sim! Já avisei Rose e ela passou na sua casa para pegar uma muda de roupa, deve estar chegando ai! – Ela comentou sorrindo, Bella retribuiu.

— Quando posso voltar a trabalhar? – Perguntou esperançosa.

— Se tudo correr bem, em uma semana eu te libero para começar a voltar. – Ela disse usando seu tom de médica, fazendo Isabella sorrir de novo. – Eu tenho que ir. Preciso ver os meus pacientes, tudo bem? Qualquer coisa me ligue. Você vai estar liberada a partir das 10h da manhã! – Ela sorriu, beijando a testa dela e saindo do quarto.

Bella sorriu abertamente, discando o número de Lolla, sua empregada semanal, pedindo para ela ir até sua casa hoje. A ideia de Bella era arrumar toda a casa e fazer um jantar de agradecimento para o seu pai e seus amigos quando Charlie saísse do hospital.

Rose chegou poucos minutos depois com a roupa dela. Bella tomou banho e as enfermeiras tiraram seus dois acessos, fazendo pequenos curativos em suas mãos.

Quando ela conseguiu ficar sozinha no quarto, arrumou as coisas em sua bolsa e pegou o telefone, discando o número de Edward. Depois do bipe ela começou o recado.

— Bom dia! Eu finalmente vou sair do hospital, Edward. Já estou bem melhor. – Ela disse sorridente. – Estou indo para casa, em dois dias eu vou fazer um jantar especial para os seus pais e os nossos amigos. Meu pai vai estar lá também, me deseje sorte! – Ela pediu animada, seu rosto ficando sério em seguida. – Eu queria que você pudesse estar aqui também. Se você quiser, quando estiver de volta eu posso fazer algo especial para você, Esme me disse que você ama lasanha. – Ela comentou animada. – Talvez você até possa cozinhar comigo só de avental, como me prometeu outro dia. – Ela disse rindo, mordendo o lábio inferior. — Eu sinto sua falta, droga. Eu espero que esteja tudo bem na sua faculdade, eu sei que você é brilhante. Um beijo. – Ela disse sorrindo, desligando o telefone e saindo do quarto do hospital.

Se despediu de algumas pessoas e foi até o quarto de Charlie, batendo na porta e entrando, sorrindo.

— Olá? – Ela chamou ainda tímida, entrando no quarto ainda receosa. Eles estavam com uma relação boa, até. Charlie ia até o quarto dela, Bella ia até o dele. E todos os dias eles conversavam sobre uma nova coisa, todos os dias tentando curar uma antiga ferida.

— Oi Isa. – Ele disse doce e ela se aproximou, beijando a testa dele.

— Eu tive alta, vou para casa. Você sai em dois dias, não? – Ela perguntou simpática e ele assentiu, se arrumando na cama.

— Finalmente, sim! – Ele comentou animado e ela sorriu.

— Charlie, eu estava pensando... Será que você não gostaria de ficar lá em casa? Eu tenho um belo quarto de hóspedes... – Ela disse sorrindo e ele sorriu abertamente de volta.

— Isso seria bom, criança. – Ele sorriu amoroso e ela assentiu.

— Combinado, venho te buscar então, tudo bem? – Ela perguntou sorrindo e ele assentiu.

Eles se despediram e ela foi para casa.

Se encontrou com Lolla e as duas arrumaram a casa juntas. Bella aproveitou para arrumar seu closet e armário, separando algumas coisas para doar.

Perto do fim do dia, ela e Lolla sentaram no balcão da cozinha e tomaram uma cerveja, completamente exaustas.

A mulher foi embora e Bella encarou a parede da cozinha por alguns minutos, refletindo sobre as últimas semanas. E depois de tantos meses, ela finalmente sentia orgulho de si mesma.

2 dias depois

Isabella acordou cedo e passou no mercado para comprar as coisas para o jantar. Esme a tinha ligado avisando que Charlie estaria liberado em 2 horas.

Ela retornou para casa e deixou as compras, passando em uma floricultura no caminho, antes de ir buscar Charlie. Chegou lá e o buscou, ambos se despedindo das pessoas do hospital, voltando ao carro dela.

Ele se arrumou no passageiro e colocou o cinto. Ela sorriu para ele, se arrumando também.

— Podemos ir a um lugar antes, eu e você? Acho que seria bom. – Ela perguntou sorrindo, mas o seu peito doeu levemente.

— Tudo bem. – Ele assentiu.

Bella dirigiu rapidamente por Seattle. O caminho foi silencioso, mas nada constrangedor. Depois de 40 minutos ela estacionou na frente do cemitério da cidade. Charlie a encarou com a testa franzida, como se quisesse uma explicação.

— Quando eu me mudei para cá, pedi a exumação do corpo da mamãe. Eu a enterrei ao lado de Garrett. – Ela suspirou, encarando Charlie. – Nós precisamos desse passo para seguir em frente. Eu nunca mais vim aqui depois do enterro de Garrett a não ser para trazer os ossos dela. – Suspirou de novo, tentando conter o choro. Ele a encarou, segurando sua mão.

— Vamos enfrentar isso juntos, querida. – Ele sorriu para ela, o que foi completamente confortante.

Desceram do carro e Bella pegou as flores no banco de trás. Eles andaram lentamente pelas lápides de mármore, dobrando um esquina, chegando até o local dos corpos. Bella encarou as lápides, vendo as datas das mortes e os nomes dos dois ali. Uma emoção tão grande caiu sobre Charlie, que ele caiu de joelhos entre os dois túmulos. Começou a chorar compulsivamente, o que compadeceu Bella, a fazendo chorar também. Ela o segurou pelos ombros, agachando atrás dele. Charlie colocou uma das mãos sobre a dela, a segurando.

— Me perdoem, queridos. – Ele disse triste, chorando mais ainda. – A saudade me destrói e eu sinto muito. – Ele fungou, tapando o rosto com as mãos enquanto chorava. Bella limpou o rosto úmido, mas as lágrimas ainda desciam pelo seu rosto.

— O que acha de fazermos uma oração para os dois? Depois podemos por as flores. – Ela disse doce, ainda com a voz embargada. Ele sorriu triste e segurou a mão dela com mais firmeza sobre o seu ombro.

Eles sussurraram um pai nosso e uma ave maria, terminando em meio ao choro.

— Nós vamos ficar bem, Charlie. – Ela disse amorosamente, dando um beijo na bochecha dele. O ajudou a se levantar do chão, enlaçando os dedos com os do pai. Eles se olharam por um longo momento, e foi como se toda mágoa tivesse ido embora, e só havia espaço para o amor ali.

O espírito de Renée ficou atrás de Bella, sorrindo e a segurando pelos ombros. Garrett estava atrás de Charlie, o abraçando também.

De repente, Bella sentiu uma vontade absurda de abraçar o pai, como a anos ela não fazia. Eles se abraçaram por um longo momento, chorando no ombro um do outro. E foi a maior sensação de paz do mundo.

Depois de um tempo se separaram, então Isabella dividiu as flores em dois, dando uma parte a Charlie. Eles encararam as flores e sussurraram palavras de conforto às mesmas. Sorrindo um para o outro, Charlie pegou na mão dela e juntos, eles depositaram as flores sobre os túmulos de granito. Ele a abraçou pelos ombros, beijando sua têmpora.

E ali, no meio da paz e da unidade, eles sentiram que um ciclo se fechava, e uma nova era começava. Um era cheia de perdão e de amor, e nada poderia ser mais confortante do que isso.

Notas finais
Desculpem os erros e comentemmm!! Música do capítulo: Losing your memory - Ryan Star Bjssss