Heartbeat - I wanna be yours
24 But we both know a change is coming
Notas iniciais
*Ás meninas do grupo do face que leram o spoiler: ele vai acontecer no próximo capítulo, então fiquem preparadas*
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Enquanto Charlie se instalava em casa, Bella preparava o jantar. Ela havia comprado frutos do mar para uma paella, já que este era o prato favorito de seu pai e Carlisle.
Estava preparando o arroz quando Charlie entrou na cozinha sorridente, se aproximando dela.
— O quarto é ótimo, querida. Obrigado. – Ele agradeceu e ela sorriu, assentindo. – Precisa de ajuda? – Perguntou prestativo.
— Seria bom se você pudesse arrumar a mesa de jantar. – Ela pediu doce e ele assentiu. – Esta tudo naquela porta ali, os pratos e copos. – Ela apontou para um dos armários e ele foi até o mesmo. – Estou acabando aqui, já te ajudo com os talheres. – Ela disse sorrindo e ele assentiu, abrindo o armário.
— Somos em quantos? – Ele perguntou curioso, separando 4 pratos e os pegando. Bella pensou por um momento, fazendo as contas mentalmente.
— Hm... Somos em 10. – Ela disse sorrindo e ele assentiu, começando a levar tudo até a mesa e a arrumar.
Minutos depois ela terminou o jantar, o arrumando no forno. Subiu correndo para o seu banho, enquanto Charlie esperava os convidados na sala.
Ela terminou rapidamente, indo até o closet e pegando uma roupa, arrumando os cabelos em seguida. Fez uma maquiagem rápida e colocou os saltos, descendo rapidamente para a sala.
Quando ela desceu, Elena e namorado já estavam lá, assim como Rose e Emmett. Ela os cumprimentou animadamente, apresentando seu pai aos desconhecidos. Logo depois Esme e Carlisle chegaram junto com Alice e Jasper. Bella os conduziu até a mesa de jantar, indo até a cozinha e pegando as comidas com a ajuda de Rose, colocando-as sobre a mesa.
Todos conversaram animadamente, comendo como doidos. Em alguma hora da noite, Jasper pegou o telefone de Bella e tirou uma foto da mesa completa, enviando á Edward de propósito.
— Eu ainda não sei como a tia Esme conseguiu tirar aquilo da minha bunda. – Emmett disse triste e todos riram.
— Ele conseguiu sentar em um anzol, vocês podem acreditar? Para a felicidade dele eu não estava de plantão, isso sim. – Esme disse sorridente e Emmett gargalhou.
— Eu iria rir da sua grande cara se aparecesse assim pelo hospital, Emm. – Jasper disse divertido, recebendo um dedo do meio. – Na verdade eu acho que Rosalie iria gostar... – Ele comentou rindo, recebendo um tapa de Alice.
— Eu tiro coisas melhores dele, Jasper. – Ela disse sugestiva e todos riram.
— Claro, claro, como o seu café da manhã. Leite com ovos... – Jasper disse gargalhando e todos riram. Rose se levantou e foi até ele, lhe dando uns tapas.
— Deus, desculpe pai. Eu só conheço pessoas depravadas. – Bella disse teatral, fazendo Charlie rir.
— Seu pai nunca foi um santo, querida. E sua mãe amava café da manhã. – Ele disse nostálgico e todos riram.
— Estou cercada de safados. – Bella disse, tapando o rosto com as mãos..
— Nós somos as mais castas aqui, pelo o que eu vejo. – Elena disse á Bella, rindo.
— Devemos ser. – Bella completou divertida.
— Oh, sim! Isso vindo da mulher que conheceu um cara pegando no pênis dele é a coisa mais engraçada. – Carlisle disse rindo, um pouco alto pelo álcool. Todos ficaram meio tensos, não sabendo como ela iria reagir com o nome dele sendo mencionado, mas Bella honestamente estava tendo um dia bom demais para tristezas.
— Foi apenas um episódio médico, para o governo de vocês. – Ela disse rindo.
— Episódio esse que se repetiu bastante, devo dizer... – Alice disse divertida e Bella revirou os olhos.
— Falou quem vai para sala de materiais “trabalhar” – Bella disse fazendo aspas, fazendo todos rirem.
— Alice! – Esme repreendeu. – Como pode fazer isso? – Ela disse brava por um momento. – Como pode esconder de mim essa informação preciosa? Eu e Carl precisamos ir até o hospital... – Ela disse sugestiva e todos riram de novo. Minutos depois o celular de Esme tocou e todos ficaram em silêncio.
— Alo? Ah, oi filho. – Ela disse tensa, encarando Bella. Saber que a voz dele estava ali, á alguns centímetros era muito doloroso. Esme arregalou os olhos por um momento. – Quer falar com ela, mesmo?.... Ok. – Ela disse atônita, estendendo o telefone na direção de Bella. – É para você. – Ela disse nervosa e todo mundo as encarou. As mãos de Bella tremeram e ela pegou o telefone, pedindo licença e saindo da sala de jantar, indo para a parte de trás de casa, em sua varanda.
Ela encarou a tela do telefone. O nome dele ali e o cronometro da ligação rodando. Seu coração tamborilou e ela respirou fundo, colocando o telefone na orelha.
— Oi... – Disse com a voz meio fraca, ainda com medo de que tudo isso pudesse cair por seus dedos. Ele sorriu do outro lado.
— Eu pude ouvir daqui você normalizar a respiração, Bella. – Ele disse doce. A voz dele queimando em seus ouvidos depois de muito tempo. Não era nada como ouvir as mensagens de voz, aquela voz era quente. – Eu recebi a foto, e bem, eu senti que deveria estar ai de alguma forma, então decidi ligar. Liguei no seu telefone, mas acho que você não ouviu... – Ele disse nervoso, mas ainda com carinho em sua voz. Ela respirou fundo de novo.
— Que foto? O meu celular deve estar com o Jasper. – Ela disse pensativa, não conseguindo raciocinar realmente. Ela só se concentrava em se manter em pé.
— Oh, entendo. Ele deve ter me mandado a foto por engano, desculpe. – Ele disse triste, como se já fosse desligar.
— Não, tudo bem! – Ela respondeu eufórica, querendo alongar o momento. – Você... você está bem? – Ela gaguejou rapidamente, desejando poder se materializar para o lado dele. Ouviu sua respiração pesada, o que a fez suspirar.
— Você sabe que não, Bella. Eu estou como você. Não poder estar ai é doloroso, me desculpe por isso ser necessário. – Ele disse com pesar.
— Eu sei. – Ela suspirou de novo. – Me desculpe por tornar isso necessário. – Ela riu sem humor. – Acho que no fim isso foi minha culpa. Eu nunca quis magoar você, Edward. Espero que saiba disso. – Ela disse dolorosamente. As palavras “Eu te amo” gritando em sua cabeça, implorando para serem ditas. Mas ela não poderia dizer isso assim.
— Eu sei, amor. – Ele disse doce e ela começou a chorar. Ele suspirou de novo. – Que merda, Bella. Eu sinto muito, mesmo. Isso é muito fodido. – Ele disse dolorosamente e ela sorriu em meio ao choro por ele estar xingando.
— Tudo bem, me desculpe. Eu não consigo não chorar, ainda mais com você pelo telefone me chamando assim. – Ela suspirou, limpando o rosto. – Eu sempre fui uma pessoa estável em relação às emoções, mas você me bagunçou completamente. – Ela disse, sorrindo tristemente. – E foi uma bagunça boa, Edward. Eu sei que você tem escutado meus recados patéticos, — Ela riu rapidamente. – Mas graças ao furacão que você foi em minha vida, eu estou conseguindo colocar tudo no seu lugar, finalmente. E eu nunca vou poder te agradecer o bastante por isso. – Ela disse doce e ele sorriu do outro lado da linha, limpando as próprias lágrimas do rosto.
— Eu sei, querida. Eu estou orgulhoso de você. – Ele disse doce e ela sorriu. O silêncio reinou entre o telefone, e tudo o que podia se ouvir eram as respirações dos dois. As palavras também prenderam na garganta dele, mas Edward sabia que isso não eram mais 3 palavras normais. E para eles, tinha o maior significado do mundo, e isso o levava a aceitar apenas fala-las frente a frente, pelo menos por enquanto. – Nós somos dois confusos, droga. – Ele disse divertido e ela sorriu triste. – Eu preciso desligar. mas eu apenas não quero. – Ele suspirou e ela mordeu o lábio inferior nervosamente. – Você sabe que seria melhor se nós... Se nós não conversássemos mais assim. – Ele disse triste. – Merda, desculpe. – Ele disse nervoso e ela sorriu. – Eu amo os seus recados, você sabe... – Ele disse sorrindo.
— Eu sei, tudo bem. Eu entendo que nós precisamos desse espaço, mesmo tudo estando quase em seu lugar. – Ela suspirou e ele fez o mesmo. – O que eu disse ainda vale, Edward. Eu vou sempre esperar por você. – Ela disse com a voz embargada, mas ainda sorrindo.
— Eu sei, Bella. E isso é algo que eu posso te dizer, pois você já escutou de mim pessoalmente... Eu amo você. – Ele disse baixo, desligando o telefone em seguida. Ela encarou a tela do telefone, ainda atordoada. Se sentou em um dos bancos de sua varanda e ficou encarando o nada por alguns minutos. Pouco tempo depois Elena saiu pela porta dos fundos, a encontrando ali.
— Eu trouxe vinho. – Ela disse, sorrindo de canto.
— Você sempre me anima com vinho. – Bella disse divertida, rindo rapidamente, suspirando em seguida.
— Acho que se tornou o nosso karma. – Ela disse rindo, se sentando ao lado de Bella e a entregando uma taça. – As pessoas ainda estão ai. Rose é bem perceptiva, então ela começou a entretê-los com a sobremesa e conversas de hospital. – Ela sorriu, abraçando Bella pelos ombros. – Você precisa conversar? – Ela perguntou doce e as lágrimas queimaram nos olhos dela de novo.
— Isso é uma grande merda fodidamente fodida, Elena. – Ela bufou. – Que merda, eu tenho raiva dessa situação, mas ao mesmo tempo esta sendo ótimo para mim em partes. – Ela suspirou, encarando o céu. – Eu queria ser uma pessoa fácil, sabe? Sem empecilhos na minha vida... Ele ia estar aqui hoje se fosse assim. – Ela disse com pesar e Elena suspirou, abrindo o vinho e servindo as duas, se virando para Bella.
— Se você fosse uma pessoa fácil com diz, nós não estaríamos aqui. Seu pai não estaria aqui, eu não teria conhecido vocês, Rose não estaria com Emm... Você precisa ver o lado bom, Bella. A vida é muito doida, mas temos que aprender a lidar com ela de alguma forma. Você esta aqui porque precisa estar, porque precisa disso para o seu crescimento pessoal, evolução de espírito ou qualquer merda que você queira acreditar. O fato é, isso tudo deveria acontecer, entende? E isso é bom, Bella. Você precisa se bastar como mulher, ser independente na sua vida, saber lidar com tudo sozinha. Você não sabe o dia de amanhã, não sabe se vocês vão durar para sempre, nós não temos controle de nada em nossas vidas. Você precisa ser bem sozinha para você poderem ser perfeitos juntos, entende onde eu quero chegar? – Ela disse pausadamente, bebendo seu vinho. Isabella ponderou tudo e bebeu também, entendendo como tudo ridiculamente fazia sentido.
— Eu sei, Elena. Mas é difícil, sabe? Você se imagina longe da pessoa que ama? Se imagina longe do David? Eu sei que isso é sério e que é algo que eu preciso, mas é como se tivessem arrancado um ventrículo do meu coração. – Ela disse triste e Elena riu rapidamente pela analogia médica.
— Vai ficar bem, Bella. Você vai ver, falta pouco tempo. – Ela disse esperançosa e Bella sorriu de canto. – Eu provavelmente não deveria ser a pessoa a te falar isso, mas daqui a duas semanas vai ter uma festa de boas vindas ao Edward. Os pais dele vão até lá para a colação e logo depois vai ter uma festa surpresa por aqui... Eu honestamente não sei se você ia ser convidada, mas eu acho que você deveria ir de qualquer forma. Eu posso te ajudar a tirar ele de festa para que vocês conversem. – Ela disse sorrindo e o coração de Bell tamborilou. Ela nem poderia imaginar como seria o reencontro deles, mas algo apertou em seu peito.
— Todos provavelmente vão querer me matar por estragar a festa. – Bella disse divertida. – Mas seria bom, vê-lo logo. – Ela comentou sorrindo, bebendo mais um gole de vinho.
— Não culpe ninguém por não te dizerem coisas, Bella. As pessoas só estão seguindo o que acham melhor para vocês dois, sabe? E todo mundo tem visto o quanto você tem melhorado, e isso deixa todos nós muito felizes, de verdade. Esme te ama muito, ela te tem como uma filha, e ver você plenamente bem agora, depois de anos, é algo realizador para ela, verdadeiramente. Seus amigos também te amam muito, você deve saber. Nós temos um grupo no whatsapp para fofocar sobre você e o Edward, desculpe. – Ela disse meio culpada, fazendo Bella rir divertida.
— Vocês são inacreditáveis. – Ela riu mais. – E obrigada pelo carinho, vocês são ótimos. – Ela sorriu genuinamente. – Mas de quem foi a ideia desse grupo? – Ela perguntou confusa, ainda rindo.
— De quem você acha? – Elena perguntou rindo, fazendo uma careta.
— Emmett. – Elas disseram juntas, rindo.
— Oh Deus, eu o adoro tanto. Ele tem sido um bom amigo para mim e perfeito para a Rose. Eu nunca a tinha visto tão feliz. – Bella disse sorrindo e Elena assentiu.
— Eu escutei o meu nome? – Rosalie saiu com uma careta pela porta, sorrindo em seguida. – Ah, que bonito! As lindas vieram beber e nem me chamaram! – Rose se fingiu de ofendida, se sentando em um banco na frente delas, as fazendo rir.
— Nós também queremos! – Alice gritou de dentro, saindo com Esme e se sentando ali também. – Os homens estão falando algo sobre baseball e isso é algo chato. – Ela bufou, recebendo risos das mulheres. Esme pegou o vinho da mão de Elena e deu um gole, passando para Rose, que já ria.
— Isto esta engraçado, todas bebendo. Só faltava um baseado para completar. – Ela disse rindo e Bella gargalhou alto.
— Rosalie! – Ela chamou a atenção da amiga, ainda rindo. Rose fez uma cara de “qual o problema?” e Esme riu alto.
— Não tem problema, Bella. Eu já puxei uns na faculdade. – Ela disse séria e todas riram mais alto ainda.
— Nós somos depravadas, bêbadas e drogadas. Sinceramente, o que aqueles caras viram na gente? – Elena disse rindo e todas riram juntas, voltando a beber o vinho e fala sobre bobagens.
Logo depois já estavam todos na sala novamente, jogados pelo sofá.
— Nós podíamos sair para beber. – Emmett comentou, levantando risos.
— Eu concordo com a ideia. – Alice disse animada, recebendo apoio de Japer.
— Eu e Elena também. – David disse animado.
— Eu estou velho e não bebo mais, vou passar. – Charlie disse rabugento e Esme sorriu.
— Nós também não vamos, crianças. Se divirtam! – Carlisle disse sorrindo, abraçando Esme.
— E você Bella, vamos? – Rose perguntou animada e Bella fez uma careta.
— Eu acho que vou ficar com o meu pai gente, não estou animada para sair não. E o Charlie teve alta hoje. – Ela disse com pesar e Rose bufou.
— Não se preocupe comigo, querida. – Charlie disse simpático. – Eu vou me deitar e dormir até amanhã a tarde. – Ele disse divertido e Bella suspirou.
— Não estou afim, gente. Desculpem. – Ela disse ainda relutante. Na verdade, a conversa com o Edward e a possibilidade de vê-lo em duas semanas a deixava eufórica demais para o seu próprio bem. E além do que, gostaria de mais tempo com Charlie.
Depois de longos minutos todos foram embora, mas antes os homens limparam a cozinha. Bella e Charlie deram tchau para Elena e David, se arrastando para o sofá e sentando ali. Eles se entreolharam por longos minutos e depois gargalharam.
— Desculpe por toda essa doideira. – Ela riu de novo. – Eu queria que fosse algo mais especial, pai. – Ela disse sorrindo e ele riu.
— Esta brincando? Eu não ria assim á anos, querida. Isso foi ótimo. – Ele disse sorrindo e Bella sorriu rapidamente, encarando um outro canto da sala. Charlie suspirou. – Ei, criança. O que houve? O seu velho ainda sabe dizer quando tem algo errado. – Ele comentou doce e ela sorriu triste. Charlie bateu com as mãos em seu colo, como se chamasse Bella. Então ela deitou a cabeça ali, e logo em seguida ele começou a acariciar seus cabelos, como ele fazia quando ela era criança.
— Ah pai, eu estou cansada. – Ela bufou, segurando o choro. – Eu falei com o Edward hoje e isso foi tão... doloroso, foi tão agridoce. Eu gostaria de tê-lo aqui, e eu sei que isso esta ficando repetitivo, mas eu o amo e isso é terrível. – Ela disse meio brava e Charlie sorriu.
— Isso é bom, querida. O garoto reclamava o tempo todo que você fugia dele. – Charlie riu divertido. – Mas ele te ama muito, Bella. Você não poderia ter alguém melhor em sua vida. Eu espero que dê certo com vocês. – Ele disse doce novamente e ela sorriu triste, ficando pensativa. – Você se lembra quando era pequena, e aquela garotinha na escola pegou o seu lápis de cor? – Ele riu com a lembrança e Bella assentiu, franzindo a testa por não saber onde ele queria chegar. – Você ficou com muita raiva. Não queria mais voltar para a escola, e cada dia fingia algo diferente para não sair da cama. Depois de uma semana você mesma resolveu parar. Me acordou cedo no sábado e disse que naquele dia você iria para a escola. – Ele riu de novo. – Estava tão determinada, e mesmo não sendo o dia certo eu te levei até lá pela manhã. Você parou na porta e cruzou os braços, depois gritou que não tinha medo da escola, e que se a menina não te devolvesse seus lápis, você daria um jeito de arrumar novos. – Ele sorriu carinhoso, acariciando os cabelos dela. – Você sempre foi determinada, Bella. Sempre foi uma garotinha decidida, e eu sinto muito ter tirado isso de você. Eu entendo que hoje você tem problemas por minha causa, porque eu fui ausente e te abandonei, mas eu estou aqui agora. E se você me quiser, nós ainda podemos ser pai e filha. E se você quiser, eu posso te levar a todos os lugares, para você superar tudo, igual aquele dia na escola. – Ele sorriu para Bella, que já chorava. Ela sentou no sofá e rapidamente se virou para Charlie, o abraçando.
— Eu preciso de colo, pai. Eu me sinto tão sozinha. – Ela disse chorando, o abraçando. Charlie a apertou mais forte, cantarolando em seu ouvido enquanto acariciava seus cabelos.
— Vai ficar tudo bem, querida. Você só precisa dar tempo ao tempo, sim? O que é nosso sempre dá um jeito de retornar para nós, mesmo depois de um longo tempo. Veja você e eu, veja onde estamos hoje! Quem poderia imaginar? – Ele sorriu, puxando o rosto dela para encará-la. – Eu sei que eu não mereço o seu perdão, mas eu juro a você que vou me esforçar ao máximo para não te perder de novo, tudo bem? – Ela assentiu chorando e ele sorriu. – E querida, todos os pedaços dentro de você vão se juntar novamente, e você um dia vai ficar como nova. Só precisa de paciência, sim? Tudo acontece da forma que deve ser. – Ele acariciou o cabelo dela de novo e Bella sorriu, limpando o rosto.
— Eu senti tanta falta desse Charlie. – Ela disse emocionada, sorrindo. – Obrigada, pai. Estou feliz que está aqui. E é claro que eu quero o senhor, quero que fique aqui comigo. Pelo menos até você resolver voltar para casa. – Ela disse sorrindo, ficando eufórica de repente. – Você poderia comprar uma casa aqui em Seattle, o que acha? Seria bom te ter aqui. – Ela sorriu de novo, o abraçando pelos ombros. Charlie sorriu e suspirou em seguida.
— Eu gostaria disso. – Beijou a bochecha dela. – Mas agora o seu velho precisa de uma grande noite de sono. – Ele bocejou e ela sorriu, bocejando também.
— Nós podemos dormir até tarde, você sabe. – Ela disse sorrindo e ele a acompanhou. Hannibal apareceu do nada na sala, pulando no colo de Bella. – Meu amor! Vai me fazer companhia? – Ela disse doce, acariciando o pelo dele. Hannibal miou e pulou no colo de Charlie, enrolando o rabo na mão dele. – Traidor. – Ela disse brava, bufando e fazendo Charlie rir.
Bella terminou de colocar as últimas coisas em seus lugares e subiu para o quarto, tirando sua roupa e colocando um pijama. Hannibal realmente a tinha esnobado e ido ficar com Charlie, o que a deixou levemente ofendida. Riu consigo mesma por ficar magoada com um gato e olhou o celular por alguns minutos, bufando de frustração por nada ser interessante. Discou o número de Edward e riu enquanto dublava a mensagem dele.
— Isso esta ficando chato, Edward. Eu acho que você deveria mudar essa sua abordagem na mensagem de voz... “Estou ocupado para atender ou apenas não quero falar com você”? – Ela disse, tentando imitar a voz dele. – Isso é um pouco ofensivo, na verdade. Mas enfim, — Ela riu rapidamente. – Eu só... queria agradecer por ter ligado, isso foi realmente importante para mim. – Ela sorriu, mesmo sabendo que ele não poderia vê-la. – Você é sempre tão doce comigo, as vezes eu me pergunto se eu mereço. – Ela riu sem humor. – Obrigada por ser maravilhoso, sempre. Eu espero que você volte e que nós possamos conversar de verdade, eu realmente gostaria de ficar com você. Boa noite, Edward. – Ela disse baixo, desligando o telefone. De novo um “eu te amo” queimou em sua garganta, e ela sabia que iria gritar isso quando o visse, depois de tanto tempo guardando essas palavras, ela sentia como se fosse explodir.
Edward encarava o teto desde que desligou o telefone com Isabella. Os pensamentos dele giravam em sua cabeça como um gigante carrossel, da onde ele não conseguia descer.
Ele tinha falado com Bella depois de longos dias, e ouvir a voz dela era algo reconfortante e doloroso ao mesmo tempo. Na mensagem de voz, o timbre dela era diferente, parecia que tinha alguma interferência. Mas a voz dela ali, de verdade, era algo que o aquecia por dentro e trazia a saudade de volta para sua realidade, o atingindo como um grande piano em sua cabeça, o esmagando.
Sua formatura seria em alguns dias, e felizmente Esme e Carlisle viriam para a cerimônia. No mesmo dia eles voltariam para Seattle e haveria uma festa "surpresa" para ele. Não era mais uma surpresa, pois Esme é alguém que não consegue guardar segredos dele, nem que ela tentasse. A relação dos dois estava plena, depois de longos anos de relutância, e nunca foi tão bom ter uma mãe como ela. E além de uma grande mãe, Esme tinha se tornado uma grande amiga para ele, o que a deixava ainda mais especial.
Os dias se arrastaram pra ele. Provas finais. Exames. Trabalhos. Provas práticas. Mais trabalhos. Tcc. Mais provas.
Ele bufou, finalmente fechando o último livro do ano. Sua última prova seria amanhã e em 4 dias ocorreria a colação de grau. E depois disso, ele finalmente poderia voltar para casa.
Felizmente, Edward conseguiu passar na faculdade. Não com honras, como era o desejo do seu pai, mas com ótimas notas, o que também era ótimo. Ele recebeu novamente um email da Alemanha. Parecia que os caras tinham contato direto da faculdade, então eles foram informados que ele havia passado de ano e agora oficialmente ele podia se tornar um interno.
Esme e Carlisle tinham conseguido algo para ele no hospital, e isso era uma oportunidade grandiosa demais perto do que ele poderia realmente fazer. E com suas dependências devidamente feitas, ele podia pegar seu diploma. Não iria se formar com a turma do último ano, pois ainda faltavam alguns meses para o final do ano letivo, e o tempo para ele era algo precioso. Ocorreria uma pequena cerimonia para os alunos que realizaram dependência e vão receber os diplomas, o que ela algo legal, pois ele realmente não iria gostar de ver a cara de algumas pessoas dali.
O dia finalmente tinha chego e Esme e Carlisle chegaram cedo. Eles logo andaram em direção ao auditório, onde Edward colocou sua beca e se sentou na primeira fileira, se sentindo orgulhoso de si mesmo depois de anos. Tudo de bom caiu sobre ele. Sua superação com a faculdade, sua paixão pela medicina, o fato do seu amadurecimento rápido e de que todo o seu esforço com os estudos tenham valido a pena. Então ele sorriu de verdade, se sentindo o melhor cara do mundo e com a maravilhosa certeza de que em 5 horas ele veria Bella de novo, depois de dias. E isso só aumentou o sorriso em seu rosto quando ele se levantou para buscar seu diploma.
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