Heartbeat - I wanna be yours
18 There's never a right time to say goodbye
Notas iniciais
O último dia do congresso seria hoje. No dia seguinte iria ocorrer a festa de gala, e todos estavam animados para tal.
Menos Edward.
A animação dele para isso era zero, assim como sua vontade de levantar hoje. O relógio dele soou alto, indicando que sua tortura começaria.
O dia anterior tinha sido particularmente irritante. Ele havia bebido demais na noite anterior, o que estragou seu dia completamente. Por felicidade ele tinha conseguido anotar o email do médico que deu a palestra sobre neurociência. Havia uma vaga de trabalho na Alemanha, e agora ele realmente estava aberto a oportunidades.
Isabella não o amava. E se ela o fizesse, era muito covarde para admitir. E infelizmente, ele não poderia esperar pela vida toda. O tempo corre e ele precisa começar a pensar em um futuro fora do hospital de Seattle.
Edward não falava com Bella desde ontem. Aliás, desde da noite tensa sobre sexo sem camisinha que eles não se falaram direito. Ele nem comentou com ela sobre a conversa que tinha escutado com Matt, mas ele sabia que algo acontecia ali, e apesar de ter medo de saber o que era, ele não queria se passar por um otário. Por isso ele acabou fazendo o que não devia, marcou uma conversa com Matthew.
Eles combinaram que seria logo pela manhã, antes do início do congresso. A cabeça de Edward já fervia, mas ele se sentia preparado para ouvir o pior e para ponderar tudo. Ele não é um completo idiota e sabe que o cara pode inventar o que quiser. Ou pelo menos parte dele pensava assim. A outra parte sabia que ele ficaria transtornado com qualquer coisa que ele falasse, mesmo que fosse absurdo.
Ele tomou um banho particularmente demorado e colocou uma calça jeans e camisa de botão. Sua barba estava grande, o que o agradava. Ele arrumou os cabelos rapidamente e vestiu os sapatos, passando um perfume e saindo do quarto.
Desceu até o andar do café da manhã e não havia mais de 5 pessoas ali. Ele viu Matthew em uma das mesas e marchou até a mesma, sentindo seu estômago revirar e lhe trazer uma vontade enorme de vomitar.
— Bom dia, camarada. – Matthew o chamou sarcástico. Edward bufou e se sentou.
— Não precisamos disso, eu só preciso conversar com você. – Ele rebateu e Matt riu.
— Confia tanto na sua namorada que precisou vir falar comigo? – Ele perguntou debochado e Edward respirou fundo.
— Você sabe, minha mão já esta ótima, mas o seu olho nem tanto. – Ele disse em tom de ameaça e Matt parou, o encarando.
— O que quer saber? – Ele perguntou incomodado e Edward suspirou de novo.
— O que aconteceu? Eu só preciso que me diga a verdade. – Ele pediu cauteloso. Sabia que ele era um fodido mentiroso, mas mesmo assim ele estava ali, lhe perguntando. Matt sorriu de canto antes de se ajeitar na cadeira.
— O que quer ouvir, Edward? Quer mesmo a verdade ou você precisa escutar algo? Quer que eu diga que nós transamos? Por que isso não aconteceu. Você quer que eu diga que ela não liga mais para mim? Aparentemente não, mas quem pode saber algo quando o assunto é Isabella. – Ele disse com humor e Edward suspirou, o encarando já carrancudo. – Ok, ok. Eu vou lhe dizer. – Ele suspirou e Edward continuou o encarando. – Ela esta claramente confusa, e isso não sou eu sendo um idiota. Eu a magoei e entendo que isso a estragou um pouco, mas eu só estou rondando porque queria a chance de explicar tudo honestamente. Eu não sou o cara mais verdadeiro do mundo, mas sobre isso eu gostaria de ser especificamente. – Ele disse sincero e Edward suspirou de novo. – Eu a procurei, querendo uma conversa. Ela tem sido relutante mas nós já conseguimos trocar algumas palavras. Não aconteceu nada entre nós, Edward. Mas não vou mentir á você, eu estou tentando. Isabella parece nem querer olhar na minha cara realmente, mas ela quer respostas, então marcamos um jantar para hoje a noite, assim vamos colocar tudo a limpo finalmente. – Ele disse sério e Edward suspirou pela terceira vez, organizando suas ideias.
— O que você fez, Matt? Eu juro que tento entender isso desde que ela me contou, mas eu nunca achei uma resposta. – Edward disse honesto. Ele realmente gostaria de entender o que tinha ocorrido. Saber que ela vinha sido relutante o deixava mais calmo, mas ao mesmo tempo, ele não via motivo para ela mentir sobre isso e conversar com ele em escondido.
— Eu estava feliz, Edward. Muito feliz. Eu achava que Bella era a mulher certa, coisa que ela realmente é, você sabe que é fácil se apaixonar por ela. Mas eu também era um pouco imaturo, e eu vi uma oportunidade de futuro perfeita pra mim. Nós sabemos como ela pode ser indecisa, e isso foi demais em um certo momento. Eu vejo que eu errei muito em tê-la deixado. E a forma em que eu o fiz foi completamente errada também. Mas merda, as pessoas fazem coisas estúpidas as vezes, e eu fui muito cruel. Não foi algo de propósito, eu apenas me senti animado para algo, e eu sabia que ela não iria comigo, então deixa-la dessa forma foi mais fácil. – Ele deu de ombros e Edward suspirou. – Eu quero ser honesto com você, e quero que saiba que eu vou lutar por ela, Edward. Eu quero que Bella me perdoe e eu estou considerando voltar a Seattle. – Ele disse sério e os músculos de Edward se contraíram. Ele sentiu seu sistema simpático ser ativado e seu coração acelerar, assim como sua respiração. Ele fechou os olhos por um momento e não pensou antes de falar.
— Eu entendo. Mas fique tranquilo, estou viajando para Cambridge hoje e não tenho previsão de volta. Estou deixando o caminho livre, Matt. Eu a amo verdadeiramente, e infelizmente as vezes devemos deixar a pessoa ir. Não posso me manter preso nela quando o que eu sinto não é reciproco. – Ele disse triste e Matt suspirou.
— Eu poderia ser um merda sobre isso, mas você me pegou em um dia bom. – Ele disse com humor. – Ela te ama, Edward. Eu posso ver nos olhos dela, mas você precisa tentar entender. – Ele disse sério e Edward bufou de novo.
— Isso é doentio. Não há como uma pessoa amar dessa forma, escondendo coisas, mentindo, se esquivando. Eu sempre dou oportunidade para ela me contar sobre tudo, mas é sempre a mesma história. Eu entendo, eu realmente entendo o lado dela, mas isso é cansativo e eu estou sofrendo. – Ele disse sincero, segurando as lágrimas e respirando fundo. – Mas isso não importa mais. Eu realmente desejo que ela seja feliz, e se isso for acontecer com você, eu só posso lhe dar boa sorte. – Ele disse frio, se levantando da mesa e indo embora dali.
Poucos minutos depois as pessoas começaram a descer para o café da manhã. Matthew terminou o seu café sozinho, ficando pensativo sobre tudo.
Edward subiu até o quarto dos pais, as lágrimas correndo pelo seu rosto como se ele fosse um menino assustado de novo. Ele bateu na porta freneticamente e Esme a abriu, alarmada. Ele entrou e a abraçou, chorando em seu ombro. Esme foi com ele até a cama e se sentou ali, deitando a cabeça de Edward em seu colo, acariciando os cabelos dele. Ela lhe deu o tempo para se acalmar, o que parecia ser difícil. Depois de alguns minutos ele realmente parou, se levantando dali. Ela acariciou suas costas e esperou.
— Eu estou cansado, mãe. – Ele suspirou, fungando e limpando o próprio rosto. – Eu a amo e isso esta me destruindo por dentro. Ela mente para mim, me esconde coisas. Ela não me ama de volta e isso é dilacerante. – Ele chorou mais, procurando por ar. Esme suspirou, acariciando suas costas e tentando acalmá-lo.
— Querido, a vida é assim. Nós temos desilusões amorosas, mas isso não quer dizer que não há mais nada. Você certamente vai achar alguém que o ame como você a ama. – Ela disse triste. Esme ainda acredita que Isabella o ama, mas até ela já estava começando a não incentivar mais. Ela só tinha visto Edward nesse estado quando ele chorava pela mãe, do contrário, ele nunca chorava dessa forma.
— Eu não quero outra pessoa, mãe. Você sabe como é isso? Quando você sente que pode passar o resto da vida com alguém? Quando você ama tanto uma pessoa que isso dói? Quando nós ficamos longe eu penso nela o tempo todo, e quando estamos juntos, o que eu sinto chega a ser sufocante de tão intenso. Tudo o que eu faço eu quero poder contar pra ela, compartilhar. Eu pensei uma vida inteira para nós dois. Como eu posso amar alguém assim de novo? Como eu posso superar isso, mãe? – Ele perguntou em desespero, voltando a chorar. Esme limpou o rosto dele enquanto lágrimas caíam pelo seu próprio.
— Você sabe como a mãe de Bella morreu? – Ela perguntou de repente, o que tomou ele de surpresa. Edward negou com a cabeça e ela assentiu. – Eu conheci Bella quando ela entrou na faculdade. Na época eu e o seu pai dávamos aula, mas ela não chegou a ser minha aluna. Entretanto, eu conhecia a mãe dela e nós fomos grandes amigas. Bella tinha em torno de 19 anos quando aconteceu. Renée descobriu que tinha uma neoplasia de útero e ela tinha entrado em metástase. Charlie ficou desesperado e praticamente abandonou a família. Garrett estava na faculdade em outro estado, o que também foi algo complicado. Renée não quis que o filho soubesse, e Charlie acabou arrumando um trabalho em outra cidade. – Ela suspirou e Edward se tornou mais atento. – A Bella cuidou da mãe sozinha. Renée tinha muitas dores e ela optou por não se tratar. Ela tinha um conhecimento grande sobre isso, e nem uma grande quantidade de quimioterapia poderia salvar a vida dela. Isabella sabia que ela ia morrer, mas ela tinha decidido que não iria desistir da mãe. Foram 6 meses longos, e Bella usava á mim e ao seu pai para desabafo. Foi horrível, Edward. Ela passou por coisas horríveis, e junto com isso havia Charlie, que já começava a beber para tentar suportar tudo o que acontecia. Eu nunca me esqueço do enterro de Renée e de como Bella estava naquele dia. Ela já tinha perdido 10 quilos e era quase como um cadáver. Nem forças para chorar ela tinha, então eu só me lembro de vê-la sentada em uma cadeira, as pessoas se aproximando dela. Garrett não foi ao enterro, ele e Bella brigaram porque ela havia escondido a doença dele, mas não foi como se ela pudesse dizer qualquer coisa, Renée sabia ser persuasiva. – Ela disse, sorrindo tristemente. – E logo depois houve o acidente com o irmão dela, e eu estava lá no hospital quando eles chegaram. Eu estava junto quando ela recebeu a notícia, e eu nunca vi algo mais triste em minha vida. Foi quase possível ver a vida deixando o corpo dela. Em seguida teve Charlie, que foi um completo bastardo com ela. E depois Matthew veio, e ela o tomou como um porto seguro, se segurando nele como se fosse a última boia de um navio afundando. Mas a vida nos olhos dela ainda não estava ali, não realmente. Então você veio, e em pouco menos de uma semana eu já podia ver o brilho que ela tinha ali, o jeito que ela olhava para você e tudo o que ela fazia para ter sua atenção. Eu insisti em vocês porque eu vi um potencial ali, e honestamente querido, eu acho que essa menina te ama de verdade. Mas é difícil amar de novo quando tudo o que você conhece é dor, quando todas as pessoas que você ama vão embora. Eu a entendo, porque a maioria das coisas ruins da vida dela eu passei ao seu lado. O tempo todo que você estava fora, morando na faculdade, Bella estava praticamente vivendo conosco, como se fosse nossa filha, e eu aprendi a entende-la com o tempo. Eu sei que você esta cansado, e que isso deve ser imensamente doloroso, mas eu a entendo também. E é difícil, mas você precisa de mais paciência, filho. Se você a ama como esta me dizendo, eu acho que deveria ir para Cambridge por esse tempo, reorganizar suas ideias e se renovar. Eu tenho certeza que vai ser doloroso para ela, mas vocês dois precisam de um tempo. – Ela suspirou e ele limpou o rosto de novo. – Só não desista, filho. Não estou pedindo para se manter um desesperado. Você não precisa correr atrás dela de novo, e eu espero não estar errada, mas eu tenho certeza que ela vai atrás de você quando for a hora. Eu não posso te dizer que vai ser amanhã ou na semana que vem, mas eu tenho certeza que ela te ama e que ela não quer te perder também. – Ela disse emocionada. Lembrar de Renée e da época com Bella também era doloroso pra ela. Os dois limparam os rostos. Ele respirou fundo.
— Eu também vim falar sobre isso. Eu vou para Cambridge, mãe. Mas eu estou indo hoje a noite. Já comprei minha passagem, por favor não me conteste sobre isso. – Ela suspirou e ele a abraçou. – Obrigado por isso, mas infelizmente eu só vou acreditar nos sentimentos dela quando ela me mostrar isso. Eu não espero que ela grite que me ama nem nada, mas eu espero ações, eu espero palavras, você entende? É difícil acreditar em algo vago, e você sabe como eu sou um cético. – Ele disse com um leve humor e ela sorriu, acariciando seus cabelos. – Eu escrevi algo, e eu gostaria que você entregasse á ela quando for a hora. – Ele pediu triste e tirou um envelope dobrado do bolso. Esme suspirou.
— Como eu saberei quando é a hora? – Ela perguntou triste, segurando o envelope nas mãos.
— Não esta lacrado. – Ele sorriu triste e os dois se levantaram da cama, então ele a abraçou. – Obrigado por ser a melhor mãe do mundo, eu prometo que eu vou te ligar toda a semana. – Ele disse carinhoso e ela beijou a bochecha dele, o abraçando apertado.
— Não se esqueça da sua velha mãe, por favor. – Ela sorriu emocionada e ele assentiu, beijando a testa dela.
— Vamos descer? Hoje vai ser um dia interessante. Onde esta o papai? – Ele perguntou doce e ela sorriu.
— Seu pai foi tomar café no Applebee’s, ele disse que sente saudade de comida gordurosa e no hotel só há coisas de dieta. – Ela revirou os olhos e Edward riu. – Mas vamos descer, eu mando uma mensagem á ele avisando que já estamos nos posicionando no auditório. – Ela sorriu e ele assentiu. Esme pegou a bolsa e eles saíram do quarto. Edward lhe deu o braço e ela enroscou o próprio ali, acariciando o filho enquanto eles andavam calmamente.
Desceram até o andar do congresso e ele se sentou com Esme. Acenaram para Elena e David mas não havia sinal de Carlisle nem Bella. Matt estava ali, o que o deixou mais aliviado. Depois de aproximadamente uma hora, Carlisle entrou com Isabella enroscada em seu braço. Eles andaram até os dois, se sentando ali. Edward engoliu em seco e Esme apertou seu braço. Ela sorriu para os dois e beijou Carlisle rapidamente.
O congresso terminou depois do que se pareceram dias. Edward se sentia aflito e o que ele mais queria era sair dali. Ele se levantou rapidamente, saindo do auditório e assinando a folha do último dia. Ele correu até o elevador, mas antes que pudesse apertar o botão, Bella, Carlisle e Esme estavam em sua cola.
— Hey, apressadinho. Onde esta indo tão rápido? – Carlisle perguntou rindo e Esme apertou o braço dele.
— Eu só ia buscar meu casaco, pai. Vou sair hoje. – Ele disse sem muita animação, chamando o elevador. Isabella apenas observava tudo, ainda receosa em falar qualquer coisa.
— Onde vai querido? Não comentou comigo. – Esme disse simpática e ele sorriu para ela. Todos entraram no elevador.
— Eu vou comprar algo para Emmett e Rose como um presente de viagem. – Ele disse tentando soar o mais verdadeiro possível e encarou Esme. Ela assentiu e sorriu para ele, sabendo que nada daquilo era realmente verdadeiro.
— Oh, Emm vai ficar feliz com isso. – Ela comentou simpática e ele sorriu. – É o nosso andar, Carl. – Ela anunciou quando o elevador apitou. Os dois desceram do mesmo e Bella encarou Edward com o canto do olho. – Boa noite crianças. – Ela anunciou sorridente e Carlisle acenou para os dois. O elevador se fechou e voltou a subir. Isabella batia os pés impacientemente. Ela queria dizer algo mas não sabia se seria bem recebida, então deixou a coragem tomar conta de si, indo até o painel e apertando o botão de emergência, parando o elevador. Ele a encarou atônito, e logo depois as memórias da primeira vez deles presos no elevador caiu sobre ele, quase o fazendo rir.
— O que esta fazendo? – Ele perguntou nervoso e ela bufou, o encarando.
— Você vai me evitar por quanto tempo, Edward? – Ela perguntou brava, cruzando os braços.
— Bella, eu honestamente não quero fazer isso agora. – Ele suspirou cansado e ela bufou.
— Nós precisamos conversar como adultos. – Ela pediu séria e ele gargalhou.
— Isso vindo de você soa como uma piada, querida. – Ele disse sarcástico e ela bufou de novo.
— Quando você vai parar de me tratar desse jeito? – Ela perguntou ofendida e ele suspirou cansado, se aproximando dela rapidamente e a prensando contra o elevador.
— O que quer de mim, Bella? É sexo? Eu posso te foder nesse elevador se você quiser. – Ele disse com raiva, apertando o quadril dela e prensando o corpo no seu contra a parede. Ela arfou e apertou os ombros dele. – Era sobre isso o tempo todo, não é? Sexo. Você nunca quis nada além disso de mim. – Ele disse grosseiro, beijando o pescoço dela com raiva e apertando mais o seu quadril. Ele não se preocupava em ser delicado. Ele sentia que precisava fazê-la sentir a sua dor, entender como ela o magoava. – É isso o que quer, não é? Então eu vou te dar um grande sexo sujo, Isabella. – Ele disse sério. Apertou suas coxas e subiu o vestido dela até a altura da cintura, abrindo sua carteira e pegando um preservativo ali. Desabotoou as calças e vestiu seu membro já duro, porque honestamente bastava estar com o corpo perto do dela que ele já respondia á isso. E antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele se afundou nela rudemente, fazendo-a gritar seu nome. Ele foi bruto, indo rápido e fundo, o que a causava uma deliciosa dor. Eles ficaram ali por alguns minutos quando ela veio, gritando o nome dele no processo. Ela buscou pela boca dele, o beijando, o que foi doloroso demais para ele aguentar, o que fez com que a realidade caísse sobre os seus ombros, o fazendo sentir o pior filho da puta do mundo. Seus olhos arderam e ele chorou, se afastando dela rapidamente, retirando o preservativo e vestindo suas roupas. Ela o encarou ainda atônita, sua boca aberta enquanto ela respirava com dificuldade. Seus olhos arderam também antes que ela chorasse. Ele se xingou mentalmente e Isabella arrumou as roupas. Ela tentou se aproximar para tocá-lo mas ele se esquivou, destravando o elevador e apertando o botão para que a porta abrisse. Antes que ele pudesse sair, a encarou por uma última vez. Ele queria poder memorizar o rosto dela para quando estivesse longe, o que o fez querer chorar de novo.
— Eu espero que possa se segurar a isso, por que eu estou deixando você. – Ele disse triste e sério. Saindo do elevador sem olhar para ela de novo. Bella se manteve em silêncio, abraçando a si própria enquanto chorava.
Ele correu para o próprio quarto e tomou um longo banho, descendo até o subsolo em seguida, colocando no carro alugado suas malas. Ele voltou para o hotel, indo até os seus pais e se despedindo deles pegando os documentos do carro com Carlisle.
Finalizou a reserva no hotel e foi até o restaurante, afim de se despedir de Elena e David, mas antes que ele pudesse chegar até a mesa deles, o mundo dele parou de novo. Isabella estava ali com Matt e eles pareciam discutir, até que ele segurou sua mão, se aproximando dela. O sangue de Edward ferveu de novo e o peito dele doeu novamente, mas não era nada que ele já não estava acostumado. Ela pareceu se esquivar mas ele a segurou pela nuca, a beijando. Então tudo parou, de verdade. Ele não parou para ver o que ela faria. Se ela iria se afastar e lhe estapear, ou se seguiria com aquilo. Saiu atordoado do restaurante, sentindo seus olhos arderem de novo com o choro. Elena chegou a vê-lo no restaurante e tentou segui-lo, mas ele correu até o subsolo e pegou o carro, dirigindo por NY.
A noite estava iluminada, o que pareceu acalmá-lo um pouco. Ele dirigiu por poucos minutos até estacionar perto do Empire State. Comprou um bilhete e subiu no mesmo, indo até o último andar. Ele ainda tinha 5 horas até o seu voo e a vista ampla de Nova Iorque era algo para se dar uma atenção antes de ir embora. E ali ele tinha paz. Parecia como um mundo paralelo, onde ele se via distante de tudo e de todos. Felizmente, como hoje é um dia de semana, haviam poucas pessoas ali, o que o dava privacidade para chorar. Ele viu seu telefone tocar com uma chamada de Elena, mas ele não tinha vontade de falar com ninguém. Desbloqueou o mesmo e abriu suas fotos, vendo as dele e de Isabella. Em algumas eles sorriam juntos, em outras ela escondia o rosto envergonhada, e todas mostravam felicidade, e isso era algo incontestável. Mas a felicidade tinha acabado. Então ele desligou o telefone e o guardou no bolso, encarando a vista novamente. E honestamente a vista que ele tinha só perdia para a beleza de Isabella, que até então era a coisa mais linda que ele já tinha visto.
Longos minutos se passaram enquanto ele encarava o nada, com milhões de pensamentos passando por sua cabeça. Ele se sentia perdido e ferido, e era como se nada pudesse mudar isso.
Ele olhou em seu relógio de pulso e faltavam 2h e meia para o seu avião partir. De repente, uma música familiar soou no Empire State, e nada podia ser mais propício. Say Goodbye do Chris Brown começou e ele quase quis rir com o quão coincidente isso era. Então ele olhou a cidade pela última vez, se virando para ir embora, mas parando abruptamente. Para a estúpida surpresa, Isabella estava ali na frente dele, com a cara inchada pelo choro e com uma grande cara de arrependimento. Ele esperou.
I kinda gotta figure out what I need (Eu tenho que pensar no que eu preciso)
There's never a right time to say goodbye (Não há uma hora certa para dizer adeus)
But we know that we gotta go (Mas nós sabemos que temos que seguir)
Our separate ways (Com nossos caminhos separados)
Era só isso que ele fazia ultimamente, esperava por ela. Ele a encarou por longos momentos enquanto ansiava por um movimento seu, a encarando e aguardando por algo. Queria que ela lhe dissesse algo que o fizesse mudar de ideia, mas nada veio. Ele se aproximou e olhou nos olhos dela uma última vez, memorizando o tom de verde que já tinha feito ele sorrir tantas vezes. E a música ridiculamente embalava o último olhar que ele dava á ela.
And I know it's hard but I gotta do it, (E eu sei que é difícil mas eu tenho que fazer isso,)
And it's killing me (E esta me matando)
Cause there's never a right time (Porque nunca há uma hora certa)
Right time to say goodbye (Hora certa para dizer adeus)
Ela começou a chorar quando ele se aproximou mais, beijando a testa dela com uma grande dor em seu peito, e foi como se ele beijasse o próprio fogo. As lágrimas caíram sobre suas bochechas de novo e ele se afastou, descendo o Empire State sem olhar para trás novamente.
But trust me, girl I never (Mas confie em mim, garota eu nunca)
Meant to crush your world (Quis acabar com o seu mundo)
And I never (E eu nunca)
Though I would see the day we grew apart (Pensei que veria o dia em que nós progrediríamos separados)
Ela o viu ir embora e soube que isso era o fim, mas todas as palavras se engasgaram em sua garganta.
Do you hear me crying? (Você pode me ouvir chorar?)
There's never a right time to say goodbye (Não há uma hora certa para dizer adeus)
Então ela apenas chorou e encarou a vista, se perguntando se algum dia ela conseguiria superar a dor de si mesma e ir atrás do homem que ama.
Mas nenhuma resposta veio.
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