Notas iniciais
Boa noite amoreeeeeees! Primeiro um aviso: Estou colocando uma música tema em cada capítulo e estou passando em todos para colocar a tradução dos títulos, caso alguém se interesse! Só esclarecendo: eu mandei uma resposta nos reviews do capítulo 18 para todas as pessoas, não porque estas tinham me magoado, mas porque foi mais como um comunicado geral. Novamente, eu sempre tive e continuo estando aberta para críticas. Eu apenas me senti chateada e senti que deveria ser honesta com todas vocês. Mas eu as amo e amo a forma que sempre me acompanharam na fic, então obrigada novamente e espero que tudo tenha ficado claro! Espero que gostem do capítulo! Nome do capítulo: E eu sinto sua falta, amor. Boa leitura e não deixem de comentar, mesmo que for pra me xingar kkk Capítulo dedicado á Claudia Regina, que recomendou a fic. Muito obrigada, eu amei de verdade e isso significa muito. ♥ Também queria dedicar o capítulo a Michelle Garcia, que começou a ler a fic agora e tem sido muito doce em todos os comentários, obrigada! Beijos amores!

*Leiam as notas iniciais ^^*

Isabella chegou ao hotel ainda transtornada. Ela correu até o elevador e apertou o andar de Edward, decidida a dizer a ele tudo, finalmente. Parte dela sabia que ela o ver no Empire State foi como uma despedida, mas a outra parte, a parte completamente idiota e tola, ainda achava que ele poderia estar ali esperando por ela.

Correu pelo corredor e parou na frente da porta, dando socos na mesma. Ela sentia o coração acelerado, como se fosse sair pela boca, assim como sua respiração, que estava ofegante. Depois de alguns minutos que nenhuma resposta veio, ela já estava decidida em ir até Esme e Carlisle.

Antes que ela pudesse sair dali, a porta abriu de repente e era Elena ali. Isabella respirou fundo e olhou para o fundo do quarto, procurando por Edward.

— Ele não esta, Bella. – Ela disse meio triste. Bella suspirou e seus olhos arderam de novo.

— Onde ele esta? Eu preciso falar com ele. – Ela disse meio em desespero. Elena suspirou e fechou a porta atrás de si.

— Você precisa dormir um pouco, Bella. Amanhã você tenta falar com ele. – Elena disse calma e Isabella hiperventilou, tentando normalizar sua respiração.

— Eu preciso que ele entenda, eu preciso dizer... – Ela disse ainda transtornada, recebendo a mão de Elena em seu ombro.

— Ele precisa de um tempo. Foram muitas coisas acontecendo, Bella. Você precisa terminar de resolver sua vida, também. Só por favor, não o magoe mais. – Ela disse amigavelmente, entrando no quarto e deixando Isabella chorando ali, encarando a porta do hotel.

Ela limpou o rosto e entrou no elevador de novo, descendo até o andar de Carlisle e Esme. Ela correu até a porta deles também, respirando com dificuldade enquanto batia na porta. Não demorou pouco mais de alguns segundos para que Esme abrisse, e ela também parecia chorosa.

— Esme. – Isabella chamou com a voz trêmula. – Ele foi embora, não foi? – Ela perguntou, já chorando. Esme a encarou com os olhos inchados, estendendo os braços para que ela viesse. Isabella foi até ela e a abraçou, chorando em seu ombro enquanto Esme acariciava seus cabelos. – Eu fiz tudo errado, eu estraguei tudo. – Ela chorou mais, sendo confortada.

Esme fechou a porta e entrou com ela. Carlisle estava sentado á cama e parecia pensativo. Ela sentou ao lado dele com Bella, que chorava inconsolavelmente.

— Querida, você precisa se acalmar. – Esme pediu, acariciando as costas dela.

— Não, eu não preciso. Eu preciso falar com ele, eu preciso dizer! – Ela disse nervosa chorando. Esme encarou Carlisle fazendo uma pergunta silenciosa, ele negou com a cabeça e ela suspirou. – Por favor, me digam onde ele esta? Por favor. – Ela pediu em meio ao choro e Esme a encarou triste.

— Eu não sei, Bella. – Ela disse o mais doce possível e Isabella bufou, a encarando.

— Eu sei que sabe. – Ela fungou. – Ele pediu pra que ninguém me contasse nada? Ele realmente não quer me ver mais. – Ela disse ainda chorando, Carlisle suspirou.

— Vocês precisam de um tempo, querida. Precisam de uns dias separados para organizar as ideias, e você precisa organizar sua vida, Bella. – Carlilse disse, a encarando. – Nós já conversamos sobre isso.

— Eu sei. – Ela disse cabisbaixa, respirando fundo. – Eu vou terminar minha conversa com Matt, eu o deixei sozinho no restaurante depois que ele me beijou. Eu só consegui ver o Edward indo embora dali, e quando eu finalmente achei onde ele estava, eu não consegui dizer nada. – Ela bufou, frustrada consigo mesma. – Eu sou patética e fraca. Mas eu o amo também. – Ela chorou mais, aliviada por colocar as palavras para fora. Esme suspirou e acariciou o cabelo dela de novo.

— Não somos nós que precisamos ouvir isso de você, Bella. E antes que você fale, precisa estar com a sua vida em dia, eu acho que o Edward merece isso, não é? Uma relação completa e sem medos. – Ela disse carinhosa e Bella assentiu, limpando o rosto.

— Eu preciso voltar pra Seattle. Preciso falar com o meu pai, eu preciso resolver... – Ela começou a se levantar da cama, eufórica. Carlisle a segurou pelo braço.

— Edward só vai voltar em dois meses, Bella. Ele não vai voltar antes, nem vai falar com você. Ele nos pediu para nem lhe dar notícias suas. – Carlisle disse triste e ela chorou de novo, se sentando. – Isso não é nada contra você, querida. Ele te ama, muito. E por isso ele precisa de um espaço, ele quer te dar um espaço também. – Ele disse sério e ela assentiu, limpando o rosto de novo. – Vá deitar e descanse. Amanhã você conversa o que tiver que falar com Matt, e depois se quiser pode voltar para Seattle. – Ele disse calmo e ela assentiu, o olhando.

— Você iria comigo? Falar com ele? – Ela mordeu o lábio inferior nervosamente, limpando o rosto de novo. – Ele esta insistindo, Carlisle. E eu não tenho medo de ceder ou algo assim, mas com você por perto ele não vai tentar nada. Por favor. Você esteve comigo em tudo. – Ela disse triste, o encarando. Ele sorriu pra ela, a abraçando pelos ombros e beijando o topo de sua cabeça.

— Tudo bem querida, eu acompanho você. – Ele disse doce e ela assentiu. – Minha criança, você precisa crescer e enfrentar os seus medos. – Ele disse doce, afagando o braço dela. Isabella assentiu, chorando de novo.

Esme e Carlisle a acalmaram por mais alguns minutos.

Ela rastejou até o próprio quarto, afundada em sua própria miséria. Se jogou na cama e retirou os sapatos, pegando o celular na bolsa e discando o número dele, seus olhos já se enchendo de lágrimas novamente. Ela sabia que ele não iria atende-la, mas ela poderia se contentar apenas com a mensagem de voz dele.

— Alô? – A voz dele soou no telefone e o coração dela acelerou.

— Edward! – Ela quase gritou o nome dele. O silêncio ficou por mais alguns segundos, depois ela ouviu uma risada.

— Desculpe, essa é minha caixa de mensagens! – A voz dele riu de novo. – Estou ocupado para atender ou apenas não quero falar com você. Se for algo importante deixe um recado, do contrário, tenha um bom dia! – E a voz terminou em um bip. Ela desligou o celular e ficou encarando o mesmo. Então discou o número dele de novo e escutou a mensagem de voz diversas vezes seguidas.

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Edward abriu a porta do antigo apartamento, recebendo o ar de limpeza dali. Sua antiga empregada havia ido um dia antes da chegada dele para limpar tudo, o que era confortante. Ele jogou a mala no centro da sala e encarou o lugar. Era do mesmo jeito que ele se lembrava, mas nada ali se parecia com ele mais. Encarou o sofá, onde ele já tinha transado com diversas garotas. Encarou o balcão da sua cozinha, onde também várias meninas haviam passado, e tudo o que ele pode sentir foi nojo. Andou até a geladeira e a abriu, sorrindo ao ver que Margaret tinha equipado sua geladeira também. Seu sorriso aumentou quando ele viu uma caixa de cerveja, pegando uma e a abrindo, dando o primeiro gole. Ele sentiu o álcool gelado descer por sua garganta e foi imediatamente o trazendo calma. Ele retirou a camisa e os sapatos, ficando apenas de calça jeans. Colocou a lata de bebida em cima da pia e foi até a dispensa, pegando uma mala de ferramentas ali.

Ele trouxe a mala para cozinha, esta que era compartilhada com a sala, e depositou-a sobre o balcão, abrindo. Pegou a lata de cerveja e bebeu de novo, indo até o som e ligando um cd do AC/DC. “Thunderstruck” começou a tocar e ele aumentou no máximo, voltando para o balcão da cozinha e pegando o martelo. Ele deu mais um gole de cerveja e encarou o chão da cozinha. Seria uma pena estragar o trabalho de Margaret, mas ele precisava destruir tudo que lembrasse seu antigo “eu”. Então ele deu a primeira martelada na mesa do balcão, vendo-a começar a se despedaçar. Bebeu mais um gole de cerveja e continuou a destruir tudo o que o remetia á sua antiga personalidade. E nunca foi tão libertador.

Cerca de 3 horas depois ele estava sentado no chão, encarando o balcão de madeira quebrado, o sofá destruído e sua cama em pedaços, tudo no meio da sala. Ele riu, dando mais um gole e sua cerveja. Seu corpo estava suado e o cansaço era grande, mas ele se sentia o homem mais livre de todo o mundo. Todos os lugares onde ele já tinha transado com alguma mulher tinham sido destruídos, a não ser pelo seu banheiro, mas os azulejos ele trocaria depois.

Se levantou em um pulo e limpou as mãos na calça jeans, indo até a geladeira e encarando os ímãs das lojas ali perto. Ele achou um sobre entulho e discou o número, aguardando. Esperou alguns minutos e depois deu as instruções sobre seu endereço. Meia hora depois os homens do entulho estavam ali. Eles encararam a sala dele com os olhos arregalados, mas em apenas 40 minutos já haviam tirado tudo. Edward terminou de rasgar o colchão e eles o levaram também. Ele sorriu, encarando o chão empoeirado pela madeira, pegando um pano de chão e passando no mesmo. Até Margaret voltar isso deveria servir.

Ele foi até o banheiro e tomou um banho rápido, caçando uma roupa em sua mala, se vestindo rapidamente. Pegou a chave do seu antigo carro e desceu até o subsolo, dirigindo até uma loja de decoração ali por perto. Comprou um novo sofá e uma cama, pedindo que fossem entregues até a noite. Passou no mercado e comprou mais algumas coisas, voltando para casa.

Depois de algumas horas a loja chegou com suas coisas, as colocando em seus devidos lugares. Ele arrancou o plástico que embalava o sofá, pegando um cerveja e seu sanduíche, se sentando no mesmo. Ligou sua tv e colocou em qualquer lugar, ligando o seu celular e analisando as chamas.

Havia 5 chamadas de seus pais, 3 de Elena, 2 de Emmett e 32 de Isabella. Ele suspirou na última parte.

Bella.

Foi extremamente doloroso ter que deixa-la, mas ele sabia que era um mal necessário. Amanhã mesmo ele compraria um novo número para o seu celular, afim de nem sequer receber chamadas de ninguém. Ele só não poderia fugir dos seus pais e de Emmett, que além de saberem onde ele esta, tinham o telefone fixo de sua casa. Ele bufou, encarando o celular de novo. Seus dedos foram para as fotos e mais uma vez ele encarava as dele e de Bella. Certamente ela é a mulher mais linda que ele conhece, mas como ter uma opinião diferente quando se esta apaixonado?

Ele nunca poderia esquecer o olhar dela no Empire State. Aquele lugar, que tinha tudo para ser o mais lindo do mundo, havia se tornado o mais triste pra ele. Suspirou de novo, bloqueando o celular e jogando o aparelho longe. Ele precisaria ocupar a cabeça por dois meses, e ao olhar para o lado e não ver ninguém, ele teve certeza que seriam dois meses longos e torturantes, mas ele esperava que valesse a pena.

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Bella encarou Matt mais um vez, bufando com a demora dele. Carlisle se ajeitou na cadeira e o encarou, também esperando.

— Me desculpe! – Ele disse sem jeito e Isabella bufou de novo.

— Você tem repetido a mesma coisa desde o primeiro dia desse congresso. – Ela respirou fundo, fechando os olhos para raciocinar melhor. – Olha, Matthew. Eu sei que você é um mal caráter e um grande idiota. E honestamente, por muito tempo eu pensei que a culpa por você ir embora era minha, porque eu não tinha sido boa o bastante pra você. Mas sabe a verdade, a culpa foi toda sua. Por que você não foi homem o suficiente pra me dizer que preferia um outro emprego, preferindo me deixar no escuro. Você deixou caixas de papelão na sua portaria, pelo amor de Deus! – Ela quase gritou, respirando fundo de novo. – Eu cheguei a conclusão que não há uma explicação, Matt. Você apenas foi um canalha fodido comigo, e já me deu suas falsas desculpas. – Ela suspirou, o encarando. – Eu achei que uma explicação poderia me livrar de você, mas eu não via que já poderia estar livre á meses. Esteve em minha cara o tempo todo, eu apenas fiquei procurando desculpas para tudo, desculpas para não seguir em frente. E honestamente, nem suas lamúrias mudam alguma coisa, porque eu sei que tudo que sai de você é fals. Eu na verdade não quero nada de você, além de um lado do seu rosto. – Ela disse séria, se levantando da cadeira. Carlisle a encarou orgulhoso e Matt tinha um olhar confuso.

— Um lado do meu rosto? – Ele perguntou intrigado e ela sorriu, deferindo um grande tapa estalado em sua bochecha. Todo o lugar parou e os olhos foram para eles. Ela sorriu e abriu a bolsa, pegando um cartão e escrevendo alguns números. Ele ainda estava atônito e Carlisle segurava o riso.

— Aqui esta minha conta bancária. Você pode depositar os cinco mil dólares que eu gastei no vestido estupido para o nosso casamento. – Ela jogou sobre a mesa e Carlisle se levantou da cadeira também, seguindo Bella para fora da sala de café. Matthew ainda encarava o cartão, com uma mão sobre sua bochecha quente, desacreditado com a reação de Isabella.

— Eu sei que talvez ele nunca deposite o dinheiro, mas foi uma boa performance. – Carlisle disse divertido e Isabella riu.

— Foi libertador, de verdade. – Ela disse, finalmente mais leve.

— Isso é bom, criança. – Ele disse sorridente, passando um dos braços pelos ombros dela e beijando o topo de sua cabeça. – Vamos encontrar Esme? Ela quer almoçar conosco. – Ele pediu e Isabella assentiu. – Você vai á festa hoje? Nós podemos te acompanhar. – Ele disse simpático e ela sorriu triste.

— Não, obrigada. Eu quero arrumar as minhas coisas, eu volto amanhã de manhã. – Ela disse triste e ele a encarou com pesar.

— Não quer ficar? Só mais um dia, querida. – Ele disse ainda carinhoso e ela suspirou.

— Não quero mais ficar aqui, Carlisle. E voltar no mesmo avião com um banco vazio do meu lado vai ser doloroso. – Ela sorriu sem humor e ele assentiu. Eles pararam em frente ao quarto, combinando com Esme o horário que se encontrariam para o almoço. Isabella seguiu sozinha para o seu quarto e mais uma vez ela chorou, discando o número de Edward e ouvindo sua mensagem de voz por várias vezes, até cair no sono.

Depois de um longo dia com Esme e Carlisle tentando animá-la, Isabella finalmente estava em seu quarto. Ela tirou seus sapatos e se jogou na cama, pegando o celular e começando a discar o número de Edward, se abraçando em uma das camisas dele que ela tinha roubado. Ela sabia que isso estava se tornando mórbido, mas honestamente não era algo para se importar. A mensagem de voz dele começou, então alguém bateu na porta dela. Secou os olhos já úmidos e por um momento estúpido ela pensou que podia ser ele ali, mas isso seria algo bom demais.

Ela se arrastou até a porta e a abriu, surpresa por ver quem estava ali.

— Eu trouxe chocolate e champagne que eu roubei da festa. Nada melhor do que se embebedar com alguma glicose. – Elena sorriu, esticando as coisas na direção de Isabella, que ainda a encarava atônita. – Isso se você quiser alguma companhia, é claro. – Ela disse meio sem jeito, se preparando para ir embora. Isabella piscou várias vezes e depois sorriu.

— Claro, seria ótimo! Desculpe, eu estou meio fora de órbita. – Ela sorriu triste e abriu espaço. Elena entrou no quarto e depositou as coisas sobre a mesa.

Isabella percebeu que ainda segurava a camisa dele, então correu para o armário para guarda-la. Elena sorriu.

— Eu me lembro dessa roupa. É a blusa do house preferida dele, não sei como ele não deu falta. – Ela disse sorrindo e Isabella fechou a cara. – Não precisa esconder de mim, Bella. Não é vergonhoso estar sofrendo, você sabe. – Ela disse simpática e Isabella respirou fundo. Talvez ela não fosse tão ruim como ela pensava, afinal.

— Então você também sabe que eu tenho problemas com sentimentos. – Isabella disse revirando os olhos, fazendo Elena rir.

— É difícil não saber com o Edward falando de você o tempo todo. Até o meu namorado já sabe sobre você. – Ela disse divertida e Bella bufou, se sentando na cama.

— Eu fui uma vadia com ele, Elena. E eu fui má com você, por favor me desculpe. Eu sei que você e o Edward são amigos. – Ela disse envergonhada e Elena sorriu, se sentando ao lado dela.

— Esta tudo bem, Bella. Eu entendo, de verdade. Hoje, se qualquer pessoa se aproxima do David eu já tenho um ataque, inclusive com homens. – Ela disse fazendo uma careta e Bella arregalou os olhos. – Meu ex noivo me traiu com um cara, sabe como é. – Ela disse divertida e Bella riu. – Mas e você? Como esta lidando? Não vou mentir pra você, foi bem doloroso para ele, Bella. – Ela disse triste e Bella suspirou, cruzando as pernas sobre a cama.

— É dilacerante. – Ela disse com a voz trêmula, respirando fundo. – É como se eu estivesse em uma cirurgia cardíaca de transplante de coração onde o meu sedativo não deu certo e eu estou acordada, sentindo toda a dor daquilo, sentindo meu coração ser tirado fora. – Ela disse suspirando e Elena sorriu minimamente.

— Como em Awake? – Elena disse, afagando o ombro dela.

— Sim! Esse filme é terrível! – Isabella disse, chorando. Elena sorriu de novo e a pabraçou pelos ombros.

— Vai passar, Bella. Mas você pelo menos já sabe o que quer? – Ela perguntou séria e Bella respirou fundo, limpando o rosto.

— Eu o amo, muito. Eu apenas fui uma covarde idiota em não conseguir dizer a ele, e isso tudo é minha culpa. – Ela disse triste e Elena a consolou novamente.

— As vezes, nós precisamos tomar um grande tombo para conseguirmos nos levantar. As vezes precisamos alcançar o fundo do poço para ter forças para reagir, entende? Pelo o que eu ouvi dos seus problemas, não julgo você. Eu te entendo perfeitamente, na verdade. Eu imagino como deve ser difícil acreditar em algo que você nunca teve. E o amor parece que sempre foi tirado de você, não é? – Ela disse triste e Isabella chorou, assentindo. – Carlisle me contou sobre você e Matt. Não o julgue, por favor. Você e Edward viraram nosso reality show preferido, desculpe. – Ela disse sorrindo e Bella riu rapidamente. – Na verdade, nós apenas queremos ajudar. Sabemos que vocês se amam. – Ela sorriu, se referindo á si própria, Esme e Carlisle. – Mas eu te entendo, Bella. E honestamente, eu acho que esse tempo afastados vai ser bom para os dois. – Ela disse convicta e Bella assentiu, a encarando.

— Ele foi para Cambridge, não foi? Eu fiquei pensando em diferentes lugares que ele poderia ter ido, e eu sempre acabo voltando no mesmo lugar. – Ela disse triste e Elena fez uma careta, suspirando.

— Eu gosto de você, Bella. Mas o Edward é apenas mais meu amigo, e eu não posso trair a confiança dele. Ele nos fez prometer, desculpe. – Ela disse triste e Bella assentiu de novo, se tornando pensativa.

— E sobre a lei das meninas? Nós não devíamos nos ajudar antes de ajudar os homens? – Bella perguntou divertida e Elena riu.

— Oh, eu sempre fui honesta á isso. – Elas riram juntas. – Mas não me leve a mal, você merece um pouco de gelo. – Elena disse com uma careta e Bella revirou os olhos.

— Eu sei. – Ela suspirou. – Isso é uma grande merda, sabia? Eu tenho ligado para o telefone dele apenas para ouvir a mensagem da caixa postal. – Ela disse triste e Elena grunhiu.

— Bella, isso é fodidamente deprimente. Vamos beber, por favor! – Ela disse rapidamente, se levantando e indo até o champagne. Ela o abriu em um estouro e riu, servindo para as duas. Pegou uma barra de chocolate e voltou a se sentar na cama, estendendo um copo para Isabella, que pegou com um sorriso.

— Aos homens que não nos traem com outros homens. – Ela levantou o copo, rindo enquanto brindava. Bella levantou o seu também.

— Ás mulheres apaixonadas que escutam a caixa postal alheia repetidas vezes.- Então elas brindaram, rindo juntas.

E assim a noite se estendeu. E nessa mesma noite, uma nova amizade se formava.

Notas finais
Espero que tenham gostado! A música do nome do capítulo é Miss you love - Silverchair Beijos e até mais!