Notas iniciais
Boa noite genteeeeeeee eu sei que devem estar me odiando pela demora, mas o final do semestre foi bem complicado pra mim na faculdade e eu estive sem tempo mesmo. Minha avó ficou meio mal de saúde e o capítulo que eu já tinha escrito acabei perdendo, então tive que reescrever tudo ;( enfimm, desculpem a demora MESMO e espero que gostem do capítulo. Eu volto em dois dias com um capítulo novo! Nome do capítulo: Como salvar uma vida boa leitura!

150 joules.

200 joules.

300 joules.

Uma batida.

Depois outra, e outra.

Retiraram o desfibrilador do peito de Bella, a estabilizando na maca, carregando-a até a ambulância. Edward gritava, tentando chegar até ela, mas os policiais o impediam de ultrapassar a demarcação do acidente.

Elena, ainda atordoada, andou até um dos policiais, tentando segurar a tremedeira em suas mãos.

— Boa noite, oficial. Eu sou médica e a vítima trabalha no Hospital Central. Tem como eu falar com alguém, por favor? – Ela disse, tentando se manter calma enquanto mostrava seu CRM. O policial assentiu e chamou um dos paramédicos, deixando Elena ultrapassar a linha. Ela se aproximou da ambulância ainda com as pernas trêmulas.

— Boa noite. Sou a Dra. Elena Gilbert. Qual a situação, doutora? – Ela pediu nervosa, passando a mão pelos cabelos e tentando ver Bella dentro da ambulância. Ela podia ver um paramédico bombear ar para os seus pulmões, ainda tentando estabilizá-la.

— Por hora sabemos que ela sofreu uma fratura nas costelas, perfurando seu pulmão e causando insuficiência respiratória. Perdeu muito sangue e quebrou uma das pernas. Ela bateu a cabeça com força, mas ainda não sabemos o que isso acarretou. Ela esta em pré-choque, então estamos tentando estabilizar. – A médica disse friamente, mas ainda com pesar. – Nós precisamos ir. Tem preferencia de hospital? – Ela perguntou ainda fria. Elena suspirou nervosa.

— Para o Hospital Central, já estamos indo para lá. – Ela disse, sentindo seu coração quase sair pela boca. A mulher assentiu e entrou na ambulância, esta que saiu rapidamente da estrada. Elena voltou para onde Edward, Emmett e Rose estavam, discando o número de Carlisle antes de ultrapassar a linha para o lado deles. Passou a situação para Carlisle, que avisou que já estava indo os encontrar. Edward correu até ela, completamente transtornado, com o rosto pálido. Ele a segurou pelos ombros firmemente, a encarando.

— Me diga o que esta acontecendo. – Ele pediu nervoso, chorando. Elena suspirou, deixando as lágrimas a tomarem também. – Merda, Elena! Me diga algo! – Ele gritou de novo, a chacoalhando em seus braços. Ela se soltou dele, ainda chorando.

— Eles estão tentando estabilizá-la e vão leva-la para o HC. – Ela disse com a voz trêmula e Edward correu para o carro. Emmett, que até então abraçava Rose, se soltou dela e correu até ele, o segurando pelos braços e o prensando no carro. Ele também tinha lágrimas pelo rosto.

— Me solta, que merda! – Ele gritou e Emmett o segurou mais firmemente.

— Não vai dirigir assim, porra! Quer sofrer um acidente como ela? Mas que droga, Edward! – Emmett gritou. Edward se mexeu nos braços dele, tentando se soltar. Então logo depois ele sentiu um soco bem no meio de seu rosto, quase o deixando tonto. Emmett se aproveitou da fragilidade dele e o prendeu no carro de novo. – Não vai dirigir merda de carro nenhum! Eu vou dirigir, entendeu? A Bella precisa de você calmo, cara. Você precisa estar lá por ela! – Ele gritou para o amigo, chorando. Rose abraçava Elena e as duas pareciam inconsoláveis.

Edward chorou como um bebê, escorregando o corpo pelo carro, apoiando o rosto nas mãos enquanto chorava profundamente.

— Eu não posso perde-la, eu não posso. – Ele repetia chorando. Emmett limpou o rosto, segurando o choro para ser forte por ele, mas era impossível. Se abaixou na altura de Edward, olhando seu nariz sangrando pelo soco que ele havia dado, suspirando profundamente.

— Eu sei, cara. Ela vai ficar bem, ok? Vamos para o hospital, tudo bem? Vai ficar tudo bem! – Ele repetiu confiante, fazendo Edward chorar mais.

Cada átomo dentro de mim ama cada átomo seu.

Ele escutou a voz dela em sua cabeça repetidas vezes. Flashes de diversos momentos deles dois estavam ali também, inundando seus pensamentos racionais, o deixando descontrolado e pleno em sua dor. Emmett o puxou pelos braços, o levantando do chão, abrindo a porta do carro. Colocou Edward dentro e buscou Elena e Rose, as levando até lá também. Conversou com o policial rapidamente, deixando seu número e voltando para o carro, dando partida e dirigindo até o hospital.

No caminho, como Emm ainda era a pessoa que mais se controlava ali, ele falou com Carlisle, Jasper e Charlie. Todos já estavam indo para o hospital, inclusive alguns deles entrariam na cirurgia de Isabella.

Em poucos minutos ele chegou até o hospital. Edward desceu do carro quase correndo, encontrando Esme e Jasper no corredor do centro cirúrgico, ambos com os rostos vermelhos pelo choro. Ele se aproximou ainda pasmo, tocando o braço de sua mãe.

— Onde ela esta? – Ele perguntou nervoso e Esme respirou fundo, segurando o choro.

— Vai entrar direto em cirurgia, nós vamos entrar com Carlisle. – Ela disse ainda trêmula. Apesar de achar que não teria condições, ela queria estar lá com Bella.

— Eu quero estar lá. – Ele disse firme, mesmo com as lágrimas pelo seu rosto.

— Filho... – Ela pediu chorando.

— Não! – Ele quase gritou. – Não me negue isso, por favor, mãe! Eu não vou aguentar, por favor! – Ele pediu em desespero, fazendo Esme chorar mais.

Minutos depois quase todos os médicos ali estavam prontos para a cirurgia. Esme, Carlisle, Jasper, Edward, Jacob e Rose. Eles entraram na sala de cirurgia, juntamente com 8 enfermeiros, pois todo o cuidado era pouco.

As pernas de Edward tremeram quando ele a viu na mesa, frágil e praticamente sem vida. Ele não podia perde-la de nenhuma maneira, não! Ele tinha que salvar a vida dela, agora mais do que nunca.

Alice se mantinha com Charlie e Emmett na sala de espera, todos nervosos e chorosos, ansiosos por alguma notícia.

Carlisle suspirou e encarou Bella na maca. Ele a amava como uma filha e estar ali era extremamente doloroso.

— Eu peço que todos deem o seu máximo hoje. Eu não aceito sair daqui sem que esta menina esteja salva. E quem achar que não pode suportar, por favor saia e deixe outro profissional tomar seu lugar, precisamos de todos centrados, sim? E façam o que tiver que ser feito, como fariam com qualquer paciente de vocês. – Ele disse sério. Na verdade nenhum deles poderia estar ali, pois nenhum médico pode operar alguém que conhece por ser antiético. Mas não tinha como, eles eram os melhores e ela merecia o melhor.

Cada um deles se moveu para a sua área. Jasper se posicionou no crânio dela, analisando os danos. Jacob foi para sua fratura na perna, a analisando também. Esme e Carlisle tratavam do pneumotórax, verificando se não havia mais nada com o que se preocupar. O corpo dela foi aberto, e Rose começou a tratar de seu fígado e útero, tentando controlar a perda sanguínea. Edward ainda estava completamente atordoado, então ele ficou encarando o monitor que media as batidas do coração dela, assim como seus sinais vitais. Minutos depois, todos trabalhavam empenhados em suas funções, tentando deixar os sentimentos de lado.

— O bicarbonato dela esta baixo, posso administrar? Esta entrando em acidose metabólica. – Edward disse centrado, lembrando tudo sobre o assunto. Bella tinha estudado tudo com ele sobre isso, o que o deixava confiante.

— Faça o que tiver que fazer, Edward. Eu confio em você. – Carlisle disse calmo, voltando sua atenção para o pulmão dela.

Edward normalizou seus íons e sua glicemia. Encarou o monitor novamente, atento a qualquer mudança.

5 horas depois eles ainda estavam ali. Jacob terminava de arrumar a perna dela, afim de que a fratura exposta não fosse ser prejudicial para quando ela voltasse a andar. O trabalho de Jasper tinha sido simples, já que ela tinha tido um traumatismo leve, e ele só poderia saber os danos disso quando ela acordasse, e por sorte ele achava que ela ficaria com a memória, assim como o funcionamento do sistema nervoso intactos. Ele fez alguns exames, analisando a tomografia e se dando por satisfeito. Optou por sair do centro cirúrgico, pois Alice ainda estava sozinha e sem notícias e gente demais ali também podia atrapalhar. Uma hora depois Jacob também terminou seu trabalho, estabilizando a perna dela e saindo do centro cirúrgico.

Rose já tinha conseguido cessar o dano no fígado dela, preservando seu sistema reprodutor, mas tendo que retirar o seu baço. Ela também saiu dali, deixando a tristeza a vencer, finalmente chorando com toda sua força por sua amiga.

Esme e Carlisle ainda estavam ali. Fechando a ruptura no pulmão dela, sempre atentos ao seu coração. Edward os auxiliava, completamente compenetrado no que fazia, olhando para ela por longos momentos, depois encarando o monitor.

Cada átomo dentro de mim ama cada átomo seu.

Ele ouviu a voz dela em sua cabeça, tomando um susto com os apitos da máquina.

— Esta entrando em parada cardíaca! – Um dos enfermeiros gritou. Logo depois foi uma correria. Colocaram uma nova bolsa de sangue em Isabella, bombeando ar por sua boca. A pressão dela caiu, assim como seus batimentos e nível de oxigênio. Carlisle e Esme ficaram atônitos por um momento quando o coração de Bella se desacelerou, então Edward rapidamente colocou a mão dentro do corpo dela, segurando seu coração e o bombeando com as próprias mãos. Todo o corpo dele se arrepiou e seus olhos se arregalaram. Ele continuou a segurar o coração dela, mimetizando os movimentos do músculo cardíaco. Ele sabia que seus braços estavam protestando, mas ele não conseguia sentir nada.

— Administrem epinefrina na veia dela. – Ele pediu com a voz trêmula, a encarando. Se ele parasse de bombear o coração dela, Bella entraria em parada, e ele não podia deixar que ela morresse. – Por favor, Bella. – Ele sussurrou para ela, sentindo as lágrimas em seu rosto de novo. – Eu preciso de você, por favor. – Ele pediu mais alto, continuando a bombear o coração dela. Os enfermeiros se entreolharam, sabendo que ali talvez fosse o fim de tudo, mas ele não ia desistir.

20 minutos depois ele ainda estava ali, bombeando o coração dela.

— Bella! – Ele gritou. – Eu preciso de você de volta, agora! – Ele gritou de novo. – Você não pode ir embora agora, não depois de tudo o que passamos juntos! – Ele disse nervoso, chorando. Carlisle administrou adrenalina diretamente no coração dela, enquanto Edward ainda o bombeava. – Bella! – Ele gritou, chorando. E foi como se o mundo todo caísse sob seus pés novamente.

Minutos depois, sentiu câimbra em suas mãos, parando involuntariamente seus movimentos. O coração dela parou e toda a sala ficou e silêncio. Ele arregalou os olhos, preparado para voltar seus movimentos nela, e foi tudo muito rápido.

Todos encararam o peito de Bella sem vida, e as mãos de Edward não saiam do lugar para voltar ao trabalho, nem quando ele as comandava insistentemente para se mexerem.

— Hora da morte... – Um enfermeiro começou a falar, e foi como se algo subisse dentro do corpo de Edward, o trazendo de sua transe, e aquelas palavras quase o fizeram desmaiar, e então ele sentiu todo o ar sair do seu corpo. Ele se aproximou dela de novo, não aceitando o destino que lhe era imposto, pronto para voltar com seu trabalho, e antes que suas mãos tocassem o coração dela de novo, o mesmo começou a bater sozinho. Constante e vivo.

As mãos de Edward tremeram e ele chorou, se afastando da mesa de cirurgia e encostando na parede, apoiando as mãos nas pernas, soluçando compulsivamente. Esme correu até ele, o abraçando mesmo com as mãos ensanguentadas. Eles choraram juntos enquanto Carlisle terminava de estabilizá-la, fazendo as suturas necessárias.

Uma hora depois todos já estavam fora da sala de cirurgia. Bella foi encaminhada para a UTI e todos eles foram para a sala dos médicos. O hospital todo tinha parado por causa de Isabella, e a euforia era palpável. Alice, Jasper e Jacob foram substituídos em seus plantões para poderem descansar. E meia hora depois todos acabaram indo para a casa de Rose e Emmett, restando apenas Charlie, Edward, Esme e Carlisle ali.

— Filho, não quer ir descansar um pouco? – Esme pediu carinhosa, acariciando as costas dele. Edward encarava seu café com os olhos ainda vazios.

— Eu não vou sair daqui, mãe. Eu quero esperar a Bella acordar. – Ele disse sério, ainda encarando o café.

— Ela ainda vai demorar para voltar da anestesia. E quando voltar ainda vai estar com muita dor e os remédios vã deixar ela dormindo. – Ela disse ainda doce, acariciando os cabelos dele.

— Uma hora ela vai acordar e vai me ver, nem que por alguns segundos. Eu vou ficar na UTI, por favor. – Ele disse irredutível e Carlisle suspirou.

— Deixe ele, querida. Eu faria a mesma coisa se fosse você na situação de Bella. – Ele suspirou de novo. – Eu mandei uma enfermeira me passar o monitoramento de Bella de hora em hora. Quer ficar conosco em casa, Charlie? Não é bom você ficar sozinho hoje. – Ele disse também exausto e preocupado. Charlie respirou fundo, limpando o rosto.

— Você disse que ela esta estável, não é? A minha filhinha.... – Ele lamentou, fazendo Esme e Edward voltarem a chorar, assim como ele.

— As primeiras horas após a cirurgia são críticas, mas ela esta bem, Charlie. – Carlisle sorriu tristemente, segurando as mãos dele nas suas. Charlie sorriu triste e suspirou.

— Obrigada por cuidar dela, filho. Ela ama tanto você. – Charlie disse emocionado, segurando os ombros de Edward e o abraçando de lado. – Você nos uniu de novo, e eu nunca vou poder agradecer o suficiente. – Ele sorriu, recebendo um sorriso triste de Edward.

— Você pode me pagar isso indo descansar, Charlie. Também saiu do hospital recentemente. Eu juro que vou ficar acordado olhando pra ela. – Ele respondeu firme e Charlie assentiu.

Eles se despediram de Edward e ele suspirou pesadamente, pegando um grande copo de café e indo até a UTI. Ele colocou as roupas de proteção e entrou no guichê dela, a encarando na maca.

Ela parecia muito frágil ali. E ela sempre foi uma mulher forte sob seu olhos, o que, além de triste, deixava a situação estranha e quase irreal. Por alguns momentos ele não parecia entender que era realmente ela ali, naquela cama. O modo como tudo ocorreu parecia tão louco, e a última conversa deles parecia ser até um sonho.

Ele se aproximou mais da cama e se sentou em um banco ao lado dela, pegando sua mão machucada e beijando os nós dos seus dedos. Encarou a máquina que a monitorava por longos segundos, querendo estar sempre atento a qualquer alteração que ela pudesse ter. Ele a encarou profundamente e as lágrimas caíram pelo seu rosto. Ele não acreditava ser justo ela ter que passar por isso, não depois de tudo. Acariciou os cabelos dela, passando as pontas dos dedos com cuidado pelos machucados do seu rosto, chorando por vê-la machucada daquela forma.

— Hey. — Ele disse baixo, se aproximando do rosto dela e beijado sua testa. — Você pode estar sedada mas eu sei que esta ai, querida. Se mantenha firme, sim? Eu amo você. — Ele sussurrou pra ela, beijando sua testa de novo. Como Carlisle havia dito, as primeiras duas horas após a cirurgia eram as mais críticas, o que o deixava preocupado demais. Se ele pudesse, trocaria de lugar com ela sem dúvida. Por um momento ele até chegou a sentir uma parcela de culpa em tudo, se perdendo em seus pensamentos depois de aproximadas 2 horas, quando o cansaço o levou para um sono profundo mesmo contra sua vontade.

Cerca de 3 horas depois ele acordou em um susto, assustado por ter dormido. Encarou Bella, depois o monitor, suspirando por ela estar bem. Poucos segundos depois uma enfermeira abriu a cortina do guichê de Isabella, dando bom dia á ele e anotando os dados matinais. Ela sorriu e ele assentiu, voltando a se sentar do lado dela e segurar sua mão. O relógio já marcava meio dia, o que fez o estômago dele roncar. Logo depois, Esme entrou na UTI, encarando os dois e sorrindo para Edward, se aproximando da cama.

— Bom dia querido. — Ela foi até ele, beijando sua testa.

— Oi mãe. — Ele respondeu cansado, passando uma das mãos pelo rosto.

— Como estão os sinais vitais? — Ela perguntou á ele, indo até o pé da cama de Bella e verificando seu prontuário, encarando o monitor em seguida.

— Eu fiquei mais duas horas acordado, monitorando-a. Acabei caindo do sono e acordei apenas agora. — Ele suspirou. — Já se passaram cinco horas da cirurgia e ela parece muito bem. Em pouco tempo a anestesia vai perder o efeito... — Ele disse vago, animado para que ela acordasse, mas ao mesmo tempo sabendo que seria complicado.

— Ela vai acordar eufórica, Edward. Vai acordar confusa, querendo saber sobre o acidente, sobre o que houve com ela... Eu acredito que seja melhor darmos um tranquilizante assim que ela acordar, pelo menos por essa noite. Ela podia ficar nervosa demais e comprometer a própria recuperação, foi uma longa cirurgia e ela esta cheia de suturas. — Ela comentou preocupada e ele assentiu.

— Esta tudo bem mãe, eu sei. Talvez tenhamos que sedá-la por alguns dias, não é? Pelo menos até o tempo mínimo de recuperação... Você não precisa medir as palavras comigo, eu estou bem. — Ele disse sério e ela suspirou, se aproximando e colocando a mão sobre seu ombro, acariciando.

— Eu sei querido. — Respirou fundo. — Não quer sair para comer algo? Eu fico aqui com a Bella, tenho uma hora livre até a próxima cirurgia. — Ela sorriu tristemente, fazendo ele suspirar e se levantar da cadeira. Beijou a mão de Bella novamente e a encarou por um longo momento, se virando para Esme.

— Eu vou comer algo e tomar um banho rápido, tudo bem? E o Charlie? — Ele perguntou preocupado e Esme sorriu triste.

— Demos um calmante pra ele. Nós vamos ficar bem, querido. A Bella vai ficar bem, você vai ver. — Ela disse sorrindo, seus olhos úmidos. Ele sorriu de volta, beijando a testa de Esme e dando uma última olhada em Bella antes de sair da UTI.

Pouco menos de uma hora ele já havia tomado um banho e comido algo. Voltou para a UTI e se despediu de Esme, se sentando do lado de Bella novamente.

Durante o dia as enfermeiras iam monitorá-la, e pouco tempo depois levaram os exames dela para que ele olhasse, o deixando mais tranquilo sobre a recuperação dela. Perto do final da tarde uma das enfermeiras trouxe o jantar para ele juntamente com uma garrafa de café. Em uma hora as visitas seriam liberadas e 4 pessoas poderiam entrar para ver Bella. A maioria dos médicos que participaram da cirurgia estavam de folga por dois dias, e pelo o que Edward soube, todos estavam ficando na casa de Rose e Emmett.

Todos acharam melhor que Charlie não entrasse, apesar dele estar nervoso sobre isso. Bella ainda estava muito machucada, e isso podia deixá-lo mais nervosos ainda. Esme tinha avisado Edward que Charlie tinha tido um episódio de arritmia pela tarde, o que aumentou mais ainda a certeza de que seira melhor ele não ver a filha.

Por volta das 19 horas as visitas começaram, então Rose e Carlisle entraram para ver Bella, ficando cerca de uma hora, logo em seguida Emmett entrou com Elena para vê-la, ficando quasse uma hora também. Edward aproveitou essas duas horas para tirar um cochilo, o que pareceu ser o suficiente para revigorá-lo. Bebeu um grande copo de café e voltou para a UTI, se despedindo das pessoas e se sentando ao lado de Bella, como de costume.

Quando o relógio de Edward apitou, indicando 22 horas, ele respirou fundo. Esse era o horário em que a anestesia e os sedativos já estariam sem efeito, deixando ela acordar. Ele se aproximou da maca, se inclinando sobre a cama e a encarando profundamente. Seus olhos estavam fixos nos olhos fechados dela, esperando algum movimento. A mão dele ainda estava na sua e ele sentiu como se todos os músculos de seu corpo estivessem enrijecendo. Depois de alguns segundos prendendo a própria respiração, as pálpebras de Bella começaram a tremer, e quando ela abriu os olhos levemente, ele finalmente conseguiu respirar de novo, já sentindo o choro correr pelo seu rosto.

Ela abriu os olhos lentamente, piscando várias vezes até finalmente abrí-los por inteiro. Seu corpo todo doía, o que a fez apertar a mão de Edward sobre a sua.

— Hey, eu estou aqui. — Ele disse doce, acariciando os cabelos dela. A voz dele em seus ouvidos pareceu acalmá-la por um momento, mas a dor e o incômodo a inundaram de repente, a fazendo gemer de dor ao se mover na cama.

— Shhh, não se mexa muito, amor. Foi uma longa cirurgia, mas você esta bem, nós vamos ficar bem. — Ele disse em meio ao choro. Bella o encarou ainda grogue, sorrindo minimamente ao ver o rosto dele.

— Edw... — Ela tentou dizer, sendo vencida pelo cansaço, caindo em um longo sono.

— Eu amo você, Isabella. — Ele disse no ouvido dela, e esta foi a última coisa que Bella ouviu depois de cair no sono.

20 dias se passaram. Isabella já apresentava grandes melhoras mas ela ainda vinha sendo sedada com frequência, pois a dor que ela sentia era enorme. Todos vinham visitá-la com frequência, e ela já tinha sido transferida para uma semi-UTI, o que era parecido com um quarto de hospital normal, mas que tinha mais monitoramento.

Edward fechou os olhos cor força quando sentiu uma mão em seu cabelo. Ele pensou que fosse sua mãe, o que o fez gemer em reprovação, virando o rosto na cama de hospital. Ele vinha dormindo ao lado de Bella por todos esses dias, só saindo do quarto para tomar um banho. Ele se sentava ao lado dela e ficava protelando sobre coisas bobas enquanto ela dormia, e no final do dia caia no sono com a cabeça sobre sua maca. Ele resmungou algo sobre estar com sono, ouvindo uma risada baixa em seguida. Seu coração acelerou e ele levantou o rosto, se deparando com os grandes olhos de Bella o encarando.

— Desculpe acordar você. — Ela disse, sorrindo minimamente. Um grande sorriso se alastrou pelo rosto dele, que se endireitou rapidamente na cadeira, se inclinando sobre ela e beijando sua testa.

— Graças a Deus, Bella! Você esta bem? Sente alguma dor? Posso pedir para te darem algum remédio... — Ele disse atordoado, encarando o monitor. — Suas funções vitais estão boas, você esta bem. — Ele disse levemente nervoso, a encarando desacreditado. Se aproximou dela de novo, segurando seu rosto entre as mãos e beijando sua testa, olhos, nariz e maçãs do rosto. Ela sorriu, acariciando-lhe o braço. — Eu nem acredito que você esta bem, Bella. Eu fiquei tão preocupado, eu achei que eu nunca mais veria você... — A voz dele falhou no final quando ele chorou. E desde que Bella tinha entrado no hospital ele não chorava daquela forma. Sempre estava sendo forte por Bella, por Rose, por sua mãe, por Charlie, e isso nunca o deixou chorar realmente. Mas agora, com a cabeça deitada no colo dela, ele chorou como uma grande criança, e o alívio nunca foi tão grande dentro dele. Ela chorava também, acariciando os cabelos dele, respirando fundo. Edward levantou o rosto e a encarou de novo.

— Eu sinto muito, por tudo, por favor. Me desculpe por ir embora, por deixar você. — Ele chorou mais, fungando. — Eu nunca quis que você sofresse, mas estava me matando também e ia nos destruir aos poucos, eu sabia que ia. Então eu achei que o melhor era ficar longe, mas eu senti sua falta todos os dias. — Ele chorou mais, abaixando a cabeça quase envergonhado. Ela acariciou a bochecha dele. — Eu te amo, Bella. Eu te amo muito. E Deus, eu achei que ia perder você naquela mesa, e eu nunca ia poder me perdoar por isso, por te deixar ir embora. — Ele respirou fundo no meio do choro, limpando o rosto. — Eu não tive nada com ninguém, eu te juro. Eu pensei em você todos os meus dias, eu esperei você, sempre. Eu nunca poderia ter ninguém. — Ele chorou, encostando a testa na dela. Bella levou os braços lerdos até o pescoço dele, acariciando sua nuca. — Cada átomo meu ama cada átomo seu, querida. — Ele disse com a voz rouca pelo choro, fazendo Bella sorrir enquanto chorava também. Ela o puxou para perto, lhe dando um rápido selinho, apesar da dor em seu rosto.

— Eu te amo também. — Ela disse baixo, fazendo ele sorrir abertamente de novo.

Logo depois uma enfermeira entrou no quarto com Esme e as duas pareciam assustadas. Esme respirou fundo ao ver que estava tudo bem, então se aproximou dos dois.

— Deus, Bella! Nós vimos no monitor que seu coração estava acelerado e ficamos preocupadas. — Ela disse sorrindo, dispensando a enfermeira. — Graças a Deus que esta bem, querida. Nós ficamos tão preocupados. — Edward se afastou um pouco, não soltando a mão de Bella enquanto Esme a esmagava em um abraço delicado.

— Eu acho que continuo inteira? Pelo o que eu pude ver, tenho alguns ossos quebrados... — Bella comentou divertida, limpando o rosto úmido.

— Isso não é algo a se pensar agora, querida. Depois eu lhe prometo que trago o relatório da cirurgia. — Esme sorriu e Bella assentiu. — Mas sim, infelizmente há uma perna quebrada, mas Jacob cuidou de você perfeitamente e em alguns meses tudo estava bem. — Ela disse simpática e Bella sorriu.

— O meu pai? — Ela perguntou preocupada.

— Ele esta bem, nós estamos cuidando dele também. — Esme disse doce e Bella assentiu. — Querido, não quer tomar um banho? Dormir um pouco? — Esme perguntou preocupada e ele suspirou.

— Estou bem, mãe. — Ele bufou, fazendo Bella sorrir.

— Edward, você esta dormindo nessa poltrona a 20 dias. — Ela disse em reprovação e ele bufou de novo.

— Ficou aqui o tempo todo? — Bella perguntou sorrindo, o encarando.

— Para onde mais eu iria? — Ele respondeu abobalhado, sorrindo para ela.

— Ele não saía nem para pegar a própria comida, Bella. E só ia tomar banho por que nós insistíamos muito. Ele não queria sair do seu lado, querida. — Esme disse divertida, fazendo Bella sorrir.

Logo depois ela fez uma careta, e os dois se colocaram sobre ela.

— Esta bem? — Ele perguntou alarmado e ela assentiu.

— Sim... Só sinto uma dor na barriga, e minha perna também incomoda. — Ela resmungou e Esme suspirou.

— Nós tivemos que reparar muita coisa, Bella. É normal que sinta desconforto. Se a dor ficar muito forte nós podemos te dar um sedativo também, o que acha? — Esme perguntou preocupada e ela forçou um sorriso.

—Eu estou bem, por hora. Teria como chamar o meu pai, por favor? Assim o Edward pode sair pra descansar um pouco. — Ela o encarou e ele negou com a cabeça.

— Eu não estou cansado, gente. Pelo amor de Deus. — Ele bufou de novo e Esme revirou os olhos juntamente com Isabella.

— Está sim, e você tem aqui duas mulheres teimosas que querem que você descanse, sim? — Bella disse brava e ele sorriu.

— Nós somos irredutíveis, Edward. — Esme disse firme e ele riu, levantando as mãos como se rendesse.

— Ok, ok, não vou contestar as mandonas. — Ele disse rindo e elas sorriram. — Será que a Rose traria o Charlie? Ela tinha me mandado uma mensagem que queria vir, de qualquer forma. — Ele perguntou a Esme.

— Eu posso falar com ela sim, querido. Eu tenho um tempo livre então posso ficar com Bella até que eles cheguem. Tudo bem pra você? — Ela perguntou á Isabella, que sorriu.

— Claro, Esme. Você sabe que eu adoro sua companhia. — Ela disse simpática e Esme sorriu.

— Ótimo. Me ligue qualquer coisa, sim? Eu vou dormir com o meu celular do lado, qualquer coisa por favor não deixem de me comunicar. — Ele pediu sério e elas riram. — O que? Eu só estou preocupado. — Ele disse como se fosse óbvio e elas riram de novo.

— Vá logo, querido. Assim pode descansar por mais tempo. — Esme disse doce, se aproximando e beijando a bochecha dele, então Edward retribuiu.

— Eu volto, sim? — Ele se aproximou de Bella, acariciando o seu cabelo. Ela sorriu, assentindo. — Não morra de saudades. — Ele sussurrou, fazendo ela rir rapidamente.

— Eu vou tentar. — Ela respondeu divertida e ele riu, beijando sua bochecha demoradamente, apertando sua mão na dela. Pegou seu casaco sobre a cadeira e deu um tchau rápido para as duas, saindo do quarto.

Esme suspirou e se sentou do lado de Bella, segurando sua mão. Uma sorriu para a outra.

— Nós temos muito o que conversar, querida. — Esme disse séria e Bella assentiu.

— Eu sei. — Ela suspirou. — Por favor, eu quero saber tudo, Esme. — Ela pediu séria e Esme assentiu, se ajeitando na cadeira e respirando fundo, contando a Isabella tudo o que tinha acontecido com ela, mas também tudo sobre Edward, sobre a visita dele enquanto ela estava sedada, sobre a faculdade e sobre a Alemanha. E no final de tudo, Isabella tinha tomado uma decisão que poderia mudar tudo para sempre.

E ela só esperava que fosse a decisão certa.

Notas finais
novamenteeee, desculpem a demora! Espero que comentem muitoooo e me perdoam kkkk eu JURO que respondo os reviews entre hoje de madrugada e amanhã! Beijos e até o próximo capítulo!